F-35A Lightning II na FAP

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dc

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4620 em: Março 07, 2026, 03:32:19 pm »
O KF-21 Block I é cerca de $83 Mil e o block II é 112$ mil, basicamente ao preço de um F-35 sem ser uma alternativa à altura desse. Totalmente previsivel que KAAn seja mais tardio e ainda mais caro, e a única coisa que traz talvez melhor é maior capacidade de carga e taxa de subida. No entanto os turcos compraram eurofighters e querem F-35's... :-\
Onde esses aviões podem ter mercado é nos países para os quais o congresso não autorizará a venda de F-35 como por exemplo Taiwan (para além da America do sul e do resto da Asia e Oceania).

fonte KF-21:

https://aerospaceglobalnews.com/news/south-korea-kf-21-boramae-fighter-jet-deliveries/
Citação de: erospaceglobalnews.com
Indicative pricing released alongside the programme places the Block I jets at roughly $83 million each, with Block II aircraft rising to about $112 million. The difference reflects mission equipment rather than changes to the underlying airframe.


https://defensemirror.com/news/40816/South_Korea_Announces_KF_21_Jet_Price?

Citação de: defensemirror.com
South Korea has disclosed the unit pricing for its indigenous KF.21 Boramae fighter, setting the block 1 air superiority variant at $83 million and the block 2 multirole at roughly $112 million

Fonte F-35A

https://theaviationist.com/2025/09/30/f-35-contract-lots-18-and-19/?utm_source=chatgpt.com
Citação de: theaviationist.com
Previously, for Production Lots 15 through 17, the JPO said the average flyaway cost of an F-35A was $82.5 million, $109 million for an F-35B, and $102.1 million per F-35C.


O KF-21 Block I é cerca de $83 Mil e o block II é 112$ mil, basicamente ao preço de um F-35 sem ser uma alternativa à altura desse. Totalmente previsivel que KAAn seja mais tardio e ainda mais caro, e a única coisa que traz talvez melhor é maior capacidade de carga e taxa de subida. No entanto os turcos compraram eurofighters e querem F-35's... :-\
Onde esses aviões podem ter mercado é nos países para os quais o congresso não autorizará a venda de F-35 como por exemplo Taiwan (para além da America do sul e do resto da Asia e Oceania).

fonte KF-21:

https://aerospaceglobalnews.com/news/south-korea-kf-21-boramae-fighter-jet-deliveries/
Citação de: erospaceglobalnews.com
Indicative pricing released alongside the programme places the Block I jets at roughly $83 million each, with Block II aircraft rising to about $112 million. The difference reflects mission equipment rather than changes to the underlying airframe.


https://defensemirror.com/news/40816/South_Korea_Announces_KF_21_Jet_Price?

Citação de: defensemirror.com
South Korea has disclosed the unit pricing for its indigenous KF.21 Boramae fighter, setting the block 1 air superiority variant at $83 million and the block 2 multirole at roughly $112 million

Fonte F-35A

https://theaviationist.com/2025/09/30/f-35-contract-lots-18-and-19/?utm_source=chatgpt.com
Citação de: theaviationist.com
Previously, for Production Lots 15 through 17, the JPO said the average flyaway cost of an F-35A was $82.5 million, $109 million for an F-35B, and $102.1 million per F-35C.

A comparação dos valores não é apples to apples.

O fabricante diz que o custo do KF-21 é inferior ao do F-35. Esse valor de 112M por avião, certamente inclui algum tipo de pacote e não apenas o avião (pois se fosse só o avião, seria mais caro que o F-35, o que não faz qualquer sentido).

O mais provável, é que esses 112M sejam equiparáveis (o pacote) ao de caças ocidentais sem munições, que rondam os 150-180M por avião, o que tornaria o KF-21 mais barato, como o fabricante relata.

Não fazia sentido nenhum afirmarem que o KF-21 era uma alternativa mais barata ao F-35 e aos 4.5G, e depois apresentarem um valor igual ao da concorrência. As 2 coisas não podem ser verdade em simultâneo.
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4621 em: Março 07, 2026, 05:04:43 pm »
Fui ao "X" ver se havia novidades sobre o programa de desenvolvimento do Kaan e eis o que deparei-me:

Citar
KAAN is entering an intensive testing phase.

TUSAŞ General Manager Demiroğlu spoke to TRT Haber:

📌"In May-June, the 2nd and 3rd prototype will be in the sky."

📌"We will start deliveries in 2029."

📌"In 10 years, we have reached the level to meet our needs. Now we will focus on serial production."

https://x.com/trthaber/status/2030017884789919890

Eles ainda não asseguraram a venda dos motores norte-americanos para os primeiros 80 Kaan produzidos em massa. Só após isso é que eles em principio irão receber os motores de design e construção turca.

Esqueci-me de referir que os turcos já têm os motores necessários para a construção de todos os prototipos que vão necessitar para desenvolver este caça.
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4622 em: Março 07, 2026, 07:12:58 pm »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Miguel

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4623 em: Março 07, 2026, 08:58:10 pm »
E urgente um primeiro lote de 15 F35A para equipar 1 esq em 2030

Manter durante algums anos outra esquadra com os 15 melhores F16 MLU

E depois um segundo lote de outros 15 F35 talvez de 2da mao.

Fontes que nao posso divulgar, dizem que o Rafale nao chega aos pés do F35. Para nem falar no gripen ou EF...

 
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Pilotasso

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4624 em: Março 08, 2026, 02:18:58 pm »
A comparação dos valores não é apples to apples.

O fabricante diz que o custo do KF-21 é inferior ao do F-35. Esse valor de 112M por avião, certamente inclui algum tipo de pacote e não apenas o avião (pois se fosse só o avião, seria mais caro que o F-35, o que não faz qualquer sentido).

O mais provável, é que esses 112M sejam equiparáveis (o pacote) ao de caças ocidentais sem munições, que rondam os 150-180M por avião, o que tornaria o KF-21 mais barato, como o fabricante relata.

Não fazia sentido nenhum afirmarem que o KF-21 era uma alternativa mais barata ao F-35 e aos 4.5G, e depois apresentarem um valor igual ao da concorrência. As 2 coisas não podem ser verdade em simultâneo.

Também não consegues dizer de certeza que a comparação não é justa.

Eu ofereço outra perspetiva:

aos 12:00

Ou seja:
1) entre os 4 concorrentes, gripen, EF, Rafale e F-35, Cartaxo Alves diz que o ultimo é o mais acessível para Portugal:
2) O gripen é um jacto leve mono-motor equipado com o GE 414.
3) O KF-21 tem 2 GE414 e é mais pesado.

Tendo estes 3 pontos em conta como é que o KF-21 pode ser mais barato que um F-35?
« Última modificação: Março 08, 2026, 02:19:38 pm por Pilotasso »
 

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dc

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4625 em: Março 08, 2026, 05:48:05 pm »
Também não consegues dizer de certeza que a comparação não é justa.

Eu ofereço outra perspetiva:

aos 12:00

Ou seja:
1) entre os 4 concorrentes, gripen, EF, Rafale e F-35, Cartaxo Alves diz que o ultimo é o mais acessível para Portugal:
2) O gripen é um jacto leve mono-motor equipado com o GE 414.
3) O KF-21 tem 2 GE414 e é mais pesado.

Tendo estes 3 pontos em conta como é que o KF-21 pode ser mais barato que um F-35?

Por vários motivos. Primeiro, o que o CEMFA disse não está 100% correcto. Esses candidatos custam todos aproximadamente o mesmo, sendo que o Gripen é ligeiramente mais barato que o F-35, e os outros 2 ligeiramente mais caros. A médio/longo prazo é que sim, provavelmente será o mais barato, partilhando a logística existente na Europa e o desenvolvimento conjunto de upgrades.

O F-35 goza da vantagem de estar a ser produzido em massa, o que lhe permite ter preços competitivos com os 4.5G, que são produzidos em muito menor número.

Depois tens o custo da mão de obra. Esta é mais ou menos comparável entre os candidatos ocidentais, no entanto é mais barata na Coreia do Sul.

Depois tens a questão do equipamento instalado, dos materiais, e respectivos preços/custos de produção.

Facilmente o KF-21 fica com um preço inferior ao Gripen E, principalmente com o aumento de encomendas (e não apenas com base em 20 unidades iniciais).

A Lockheed Martin produz F-35 e F-16V. No entanto o custo de produção do F-16V é igual ou superior ao do F-35, neste caso porque o volume de produção favorece o F-35.

Tendo em conta o propósito do KF-21, e tendo em conta o preço bastante "acessível" do F-35, não fazia grande sentido a Coreia do Sul desenvolver um avião inferior, que custasse o mesmo. Isso apenas limitaria o potencial de encomendas, principalmente num mercado em que no futuro irá competir com opções chinesas ainda mais baratas.


Com isto, o F-35 é a opção que faz mais sentido. Mas se não fosse este adquirido, e tivesse que se optar por um plano B a curto prazo de caças novos, então o KF-21 fazia muito mais sentido para o país.
 

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papatango

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4626 em: Março 10, 2026, 09:35:40 am »
Citação de: dc
Uma estrutura de defesa europeia nunca vai funcionar. Diferenças culturais, linguísticas, zero interesse em perder soberania, zero interesse em queimar a própria indústria de Defesa para financiar a dos grandes, zero interesse em ter os seus cidadãos enviados para a guerra por exigência externa.

Na UE precisas de capacidades estratégicas conjuntas, que os países têm pouca ou nenhuma capacidade de suportar sozinhos. Não de um super hiper mega Exército "tudo ao molho e fé em Deus".

Já as missões da FAP, já disse.

Ou olhamos para as missões actuais que se resumem a policiamento aéreo e à utilização das munições mais baratuchas, e portanto compra-se um caça baratucho só para isso - e neste caso o FA-50 cumpre perfeitamente.

Ou olhamos para o facto de que o futuro caça terá de operar por 35-40 anos, num mundo imprevisível, e olhar para os desenvolvimentos tecnológicos de potenciais adversários (caças, UCAVs furtivos com capacidade BVR, defesas AA terrestres e navais, etc) e adquirimos o meio que mais chances de sobrevivência oferece aos nossos pilotos. Neste caso temos o F-35 como principal candidato, e numa segunda linha o Kaan ou KF-21, que não sendo 5G puros, sempre têm vantagens face aos 4.5G (e serão mais baratos).

Os 4.5G pura e simplesmente não justiticam o preço, para um país que tem um caça 5G como opção que custa o mesmo.

A maior parte das previsões no passado diziam que a UE nunca deveria ter funcionado e o Euro nunca seria capaz de se suster e iria provocar uma guerra civil entre os países da Europa.
Os fabricantes de aviões comerciais europeus nunca se vão entender e os vários fabricantes franceses nunca se vão entender para produzir uma aeronave comercial capaz de fazer frente aos gigantes americanos como a Lockeed, a McDonnel Douglas já para não falar da Boeing.

Os europeus entregaram grande parte da soberania financeira à UE e ao Banco Central Europeu.
É evidente que a questão militar é importante, mas há imensas coisas que podem ser feitas.
A começar, por dar à União Europeia, um capacidade militar e logistica não letal, mas importante, como seria uma capacidade de transporte estratégico europeia e uma capacidade de apoio logístico, que seria disponibilizada às forças dos estados membros..


Independentemente disto tudo, a questão continua a ser a mesma:

Para que serve o avião americano, numa altura em que os americanos mostram, claramente que não estão interessados numa Europa com capacidade autónoma.

Se não é para atacar os espanhóis ou os marroquinos, para que queremos um avião hiper caro  e que precisa receber atualizações de software sempre que se liga ?
O F-35 terá em principio mostrado a sua capacidade como vetor de ataque, e não sabemos ainda quanto dos últimos ataques foi realmente resultado da operação dos bombardeiros B2, por exemplo.

A não existência do "Kill Switch" é um completo Hoax. Se até a John Deere, tem capacidade para trancar os tratores e as ceifeiras debulhadoras quando o software deteta uma peça que não é de origem, alguém acredita que o mais sofisticado avião da História não terá essas capacidades instaladas ?

E mais ainda quando os próprios americanos já demonstraram que isso pode acontecer, como aconteceu com a Ucrânia o ano passado ?

Para ultrapassar este problema, os europeus teriam que conjuntamente desenvolver um programa para europeizar o F-35.
Para isso precisam que a UE desenvolva uma rede de satélites e sistemas de recolha de dados, de forma a tornar a Europa independente das vontades do maluco de turno em Washington.

Na Dinamarca, afirmam que nunca teriam comprado o F-35 se soubessem que os americanos poderiam tomar as posições que tomaram.
Nós, que estamos calados que nem ratos, para ver se o estronço cor-de-laranja não se lembra de perguntar que país é esse chamado Açores, como somos ricos, podemos gastar todo esse dinheiro ...

Esta tese não tem nem pés nem cabeça.

Os alemães compram F-35 porque querem um avião capaz, para transportar armas nucleares americanas. Não há outra opção.
E agora, continuam a não querer, porque os franceses insistem nessa capacidade e os alemães não vêm necessidade dela.

A verdade é que ninguém se entende, isso é um facto...

Mas isso não é razão para acharmos que temos que ficar completamente dependentes dos americanos.

Na Ucrânia a importância da força aérea foi sendo diluída e a única coisa que voa são mísseis e drones.
Segundo várias análises que já vi, os americanos para continuarem a pressionar o Irão, estarão condenados a desenvolver drones de ataque (drones munição, não plataformas de armas)  porque atacar de outra forma se torna muito caro e perigoso.

O F-35 em Portugal, do meu ponto de vista matou-se a ele mesmo por razões politicas. O único país que traiu a Força Aérea em África, quando os americanos nos proibiram de utilizar aviões americanos, forçando a utilização de aviões europeus, não tem credibilidade para nos vender aeronaves.

Há um precedente. E esse precedente é devastador.
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
Contra a Estupidez, não temos defesa
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4627 em: Março 10, 2026, 01:57:09 pm »
Muito bom... mas ninguém (infelizmente) quer saber disso.
Estão demasiado ocupados para verem um pouquinho mais além...
João Pereira
 

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mafets

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4628 em: Março 10, 2026, 02:21:13 pm »
Lindos.  :mrgreen:







Saudações  :mrgreen:
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4629 em: Março 10, 2026, 02:35:49 pm »

O F-35 em Portugal, do meu ponto de vista matou-se a ele mesmo por razões politicas. O único país que traiu a Força Aérea em África, quando os americanos nos proibiram de utilizar aviões americanos, forçando a utilização de aviões europeus, não tem credibilidade para nos vender aeronaves.


Isto não é bem verdade. A Suécia por exemplo, foi primeiro país ocidental a fornecer apoio oficial e direto aos movimentos subversivos nas guerras ultramarinas e um dos maiores e constantes adversários diplomáticos de Portugal, nas Nações Unidas.

A questão de possíveis embargos mantém-se igual para todos os fornecedores. Basta os interesses divergirem e há um problema potencial com qualquer deles.

Desse ponto de vista, o menor mal aparentemente até pode ser o Eurofighter, dado que tem 4 potenciais fornecedores diferentes (e penso nenhum pode boicotar as vendas dos outros).
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4630 em: Março 10, 2026, 03:51:52 pm »

O F-35 em Portugal, do meu ponto de vista matou-se a ele mesmo por razões politicas. O único país que traiu a Força Aérea em África, quando os americanos nos proibiram de utilizar aviões americanos, forçando a utilização de aviões europeus, não tem credibilidade para nos vender aeronaves.


Isto não é bem verdade. A Suécia por exemplo, foi primeiro país ocidental a fornecer apoio oficial e direto aos movimentos subversivos nas guerras ultramarinas e um dos maiores e constantes adversários diplomáticos de Portugal, nas Nações Unidas.

A questão de possíveis embargos mantém-se igual para todos os fornecedores. Basta os interesses divergirem e há um problema potencial com qualquer deles.

Desse ponto de vista, o menor mal aparentemente até pode ser o Eurofighter, dado que tem 4 potenciais fornecedores diferentes (e penso nenhum pode boicotar as vendas dos outros).

No consórcio Eurofighter, a Alemanha estava a impedir a venda do Typhoon para a Turquia. Algo que entretanto se resolveu.

Riscos de embargos de alguma espécie, aplicam-se a qualquer modelo. Uns mais que outros, mas até a probabilidade pode aumentar ou reduzir num curto espaço de tempo.
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4631 em: Março 10, 2026, 04:05:32 pm »
Estivemos em guerra com a Alemanha na 1a GM, logo o Eurofighter também não serve
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4632 em: Março 10, 2026, 05:11:34 pm »
A maior parte das previsões no passado diziam que a UE nunca deveria ter funcionado e o Euro nunca seria capaz de se suster e iria provocar uma guerra civil entre os países da Europa.
Os fabricantes de aviões comerciais europeus nunca se vão entender e os vários fabricantes franceses nunca se vão entender para produzir uma aeronave comercial capaz de fazer frente aos gigantes americanos como a Lockeed, a McDonnel Douglas já para não falar da Boeing.

Economia é uma coisa. Enviar cidadãos de outro país para a guerra é outra.

Ter umas FA europeias uniformes, é praticamente impossível, não é prático, e não oferece grandes vantagens que não pudessem ser oferecidas através de padronização de equipamento.

Citar
Os europeus entregaram grande parte da soberania financeira à UE e ao Banco Central Europeu.
É evidente que a questão militar é importante, mas há imensas coisas que podem ser feitas.
A começar, por dar à União Europeia, um capacidade militar e logistica não letal, mas importante, como seria uma capacidade de transporte estratégico europeia e uma capacidade de apoio logístico, que seria disponibilizada às forças dos estados membros..

Isso é completamente diferente do que seria criar um Exército Europeu. Ter capacidade conjuntas, como AAR, AWACS, transporte estratégico, etc, faz sentido, pois são especialidades específicas, e caras para a maior parte dos países. Teoricamente, até podias ter uma frota de SSBN conjunta.

Isto é completamente diferente de abolir as FA de cada país, para criar umas Mega FA europeias.

Citar
Independentemente disto tudo, a questão continua a ser a mesma:

Para que serve o avião americano, numa altura em que os americanos mostram, claramente que não estão interessados numa Europa com capacidade autónoma.

O avião americano, dada a mudança de foco para o Pacífico, ganha ainda mais força por ser a opção tecnologicamente superior, e a única capaz de render as capacidades que em tempos estariam alocadas aos EUA na Europa.

Os EUA vêm desde a administração Obama a pedir que a Europa investisse mais, e consequentemente tivesse mais autonomia na Defesa, para que eles pudessem focar-se no Pacífico.

Citar
Se não é para atacar os espanhóis ou os marroquinos, para que queremos um avião hiper caro  e que precisa receber atualizações de software sempre que se liga ?
O F-35 terá em principio mostrado a sua capacidade como vetor de ataque, e não sabemos ainda quanto dos últimos ataques foi realmente resultado da operação dos bombardeiros B2, por exemplo.

Se o F-35 é um avião hiper caro, então qualquer um dos 4.5G europeus é igualmente hiper caro, já que custam praticamente o mesmo.

O F-35 além de ser superior em operações ofensivas, é superior em operações defensivas.

O F-35 é um meio de dissuasão muito superior. É superior em combate BVR contra 4.5G adversários, é superior em ASuW, é um multiplicador de força.

Resumidamente, é superior a fazer A2AD.

Citar
A não existência do "Kill Switch" é um completo Hoax. Se até a John Deere, tem capacidade para trancar os tratores e as ceifeiras debulhadoras quando o software deteta uma peça que não é de origem, alguém acredita que o mais sofisticado avião da História não terá essas capacidades instaladas ?

E mais ainda quando os próprios americanos já demonstraram que isso pode acontecer, como aconteceu com a Ucrânia o ano passado ?

Se queres argumentar, tenta não me dar munições para contra-argumentar.

Se a John Deere pode trancar debulhadoras e tractores, então o mesmo pode ser feito com qualquer caça 4.5G europeu. Ou não? Se calhar os eurocanards são menos complexos que tractores agrícolas.

Se os americanos demonstraram que isso pode acontecer com a Ucrânia, que usa F-16MLU com tecnologia bem mais antiga, não F-35, podemos depreender que isso pode acontecer com qualquer um dos caças considerados, logo a questão anula-se por completo.

Citar
Na Dinamarca, afirmam que nunca teriam comprado o F-35 se soubessem que os americanos poderiam tomar as posições que tomaram.
Nós, que estamos calados que nem ratos, para ver se o estronço cor-de-laranja não se lembra de perguntar que país é esse chamado Açores, como somos ricos, podemos gastar todo esse dinheiro ...

Na Dinamarca afirmam isso, enquanto compram mais F-35. Make it make sense.

No Canadá têm dinheiro mais que suficiente para operar 2 modelos de caça, e  nem com as ameaças de Trump resolveram fazê-lo até ao momento.

A razão é simples, o lado político é uma coisa, no lado militar, em que se pretende o meio de combate mais eficaz que o dinheiro pode comprar, não dá para gastar o mesmo dinheiro num produto muito inferior.

Imagina em vez dos U-214, submarinos silenciosos, e bem armados e equipados, comprar um submarino que é mais barulhento, e tecnologicamente inferior, pelo mesmo preço dos U-214. Isto não faria sentido para ninguém, mas no que remete aos caças já é aceitável?

Citar
Mas isso não é razão para acharmos que temos que ficar completamente dependentes dos americanos.

Mas completamente dependentes onde? Quanto muito seria dependentes com a frota F-35, podendo depois diluir esta dependência optando por produtos de outras origem para outros programas.

Além disso, podias complementar os F-35 com UCAVs e drones loyal wingman não-americanos, sendo que no pior dos casos, estarias impedido de usar apenas 1 das frotas, havendo sempre um plano B.

Em matéria de caças vais estar sempre dependente dos outros. Se é para isso, e pelos valores envolvidos, mais vale optar pelo modelo tecnologicamente mais avançado.

Citar
Na Ucrânia a importância da força aérea foi sendo diluída e a única coisa que voa são mísseis e drones.

Isto é objectivamente mentira.

Na Ucrânia os caças continuam a voar. A Ucrânia neste momento tem apenas caças 4G com tecnologia datada, desde logo a nível de sensores, e a nível do armamento ao qual têm acesso.

Neste momento, os F-16AM ucranianos continuam com o velho radar (que equipa também os nossos), que não consegue competir com radares mais modernos dos russos. Só aqui, a incorporação de um AESA fazia grande diferença. A isto juntamos a não incorporação de armamento mais moderno.

Se a Ucrânia tivesse acesso a F-35, estes podiam operar com maior segurança em espaço aéreo contestado. A Ucrânia não tem acesso ao topo da tecnologia militar moderna.

A guerra na Ucrânia não serve de exemplo para tudo. Essas avaliações cegas e descontextualizadas, depressa levam a considerações absurdas do tipo "as marinhas estão obsoletas", só porque naquele contexto eles nem sequer têm Marinha.

Citar
Segundo várias análises que já vi, os americanos para continuarem a pressionar o Irão, estarão condenados a desenvolver drones de ataque (drones munição, não plataformas de armas)  porque atacar de outra forma se torna muito caro e perigoso.

Não. A grande maioria dos drones kamikaze de longo alcance, só são baratos porque são lentos e têm limitações nos seus sistemas de guiamento. Por exemplo, os Shahed para atacar alvos a centenas de km não conseguem atacar alvos móveis. Drones comparáveis, capazes de atingir alvos móveis, costumam ter muito menos alcance.

Estes drones, para percorrer as distâncias envolvidas, demoram horas. Isto não é eficaz para alvos "time sensitive".

Sai mais barato aos EUA realizar operações persistentes, com UCAVs, que podem operar durante largas horas, sem um piloto em risco, e podem usar o seu vasto stock de munições guiadas (Hellfire, JDAM, Paveway, APKWS, SDB). É como se cada munição fosse grátis, pois já foram compradas.

Depois, existe a questão logística. Cada drone tipo Shahed (ou a cópia americana), tem uma dimensão múltiplas vezes superior a um Hellfire ou GBU-12.
Por outras palavras, o número de voos de C-17 para levar x LUCAS para o TO, é muito superior ao número de voos necessários para transportar o mesmo número das outras armas.

Os drones não vão substituir nada, quanto muito complementar.

O resto já foi respondido.
 
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papatango

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4633 em: Março 10, 2026, 08:12:31 pm »

O F-35 em Portugal, do meu ponto de vista matou-se a ele mesmo por razões politicas. O único país que traiu a Força Aérea em África, quando os americanos nos proibiram de utilizar aviões americanos, forçando a utilização de aviões europeus, não tem credibilidade para nos vender aeronaves.


Isto não é bem verdade. A Suécia por exemplo, foi primeiro país ocidental a fornecer apoio oficial e direto aos movimentos subversivos nas guerras ultramarinas e um dos maiores e constantes adversários diplomáticos de Portugal, nas Nações Unidas.

A questão de possíveis embargos mantém-se igual para todos os fornecedores. Basta os interesses divergirem e há um problema potencial com qualquer deles.

Desse ponto de vista, o menor mal aparentemente até pode ser o Eurofighter, dado que tem 4 potenciais fornecedores diferentes (e penso nenhum pode boicotar as vendas dos outros).

Não entendi muito bem a questão...

Eu refiro-me a fato de Portugal ter sido objeto de todo o tipo de pressões por causa da utilização de caças americanos na Guiné.
Faço referência às exigências americanas para a retirada dos aviões, que chegou ao ponto de os Estados Unidos ameaçarem toda a Força Aérea Portuguesa com o fim de qualquer fornecimento de "spare parts"  para toda a força e não apenas para os aviões em África.
É esta exigência americana que obriga a retirada dos aviões da Guiné.

Faço referência ao fato de Portugal, em desespero de causa,  ter tentado comprar aviões F-86 aos Alemães, que tinham sido fabricados no Canadá.
Os americanos quando souberam, pressionaram o Canadá para que o país proibisse a venda dos caças da Luftwaffe a Portugal, o que veio a acontecer.
É então que surge da parte dos alemães, a possibilidade de vender a Portugal os Fiat G-91.

Uma coisa são as pressões por parte dos países nordicos, e que eu saiba Portugal não tinha aviões suecos.
A outra foi objetivamente a pressão e ameaça de deixar praticamente todos os aviões da Força Aérea no chão caso os portugueses não se vergassem às ordens do presidente Kennedy e depois Johnson.

Pressões podem existir de todos os lados. O problema com os Estados Unidos, é que quando vamos pesar os prós e os contras, temos a realidade do boicote, pressão e humilhação a que fomos sujeitos. E já no inicio dos anos 60, foram os europeus que nos ajudaram. Alguns, não todos, claro...

Se me enganam uma vez, a culpa é de quem me enganou MAS se me enganam duas vezes, a culpa é minha.

No meu livro, gato escaldado, de água fria tem medo ...
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sivispacem

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4634 em: Março 10, 2026, 08:55:25 pm »
Bom... só para recordar que em 1890 a Grã Bretanha, o nosso mais antigo aliado, apresentou-nos aquilo que ficou conhecido como "O Ultimato Inglês"-

Se vamos por aí temos de sair da Europa, não há país que não tenha estado em guerra com outros 5 ou 6, pelo menos.....  :mrgreen:
« Última modificação: Março 10, 2026, 08:57:35 pm por sivispacem »
Cumprimentos,
 
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