A maior parte das previsões no passado diziam que a UE nunca deveria ter funcionado e o Euro nunca seria capaz de se suster e iria provocar uma guerra civil entre os países da Europa.
Os fabricantes de aviões comerciais europeus nunca se vão entender e os vários fabricantes franceses nunca se vão entender para produzir uma aeronave comercial capaz de fazer frente aos gigantes americanos como a Lockeed, a McDonnel Douglas já para não falar da Boeing.
Economia é uma coisa. Enviar cidadãos de outro país para a guerra é outra.
Ter umas FA europeias uniformes, é praticamente impossível, não é prático, e não oferece grandes vantagens que não pudessem ser oferecidas através de padronização de equipamento.
Os europeus entregaram grande parte da soberania financeira à UE e ao Banco Central Europeu.
É evidente que a questão militar é importante, mas há imensas coisas que podem ser feitas.
A começar, por dar à União Europeia, um capacidade militar e logistica não letal, mas importante, como seria uma capacidade de transporte estratégico europeia e uma capacidade de apoio logístico, que seria disponibilizada às forças dos estados membros..
Isso é completamente diferente do que seria criar um Exército Europeu. Ter capacidade conjuntas, como AAR, AWACS, transporte estratégico, etc, faz sentido, pois são especialidades específicas, e caras para a maior parte dos países. Teoricamente, até podias ter uma frota de SSBN conjunta.
Isto é completamente diferente de abolir as FA de cada país, para criar umas Mega FA europeias.
Independentemente disto tudo, a questão continua a ser a mesma:
Para que serve o avião americano, numa altura em que os americanos mostram, claramente que não estão interessados numa Europa com capacidade autónoma.
O avião americano, dada a mudança de foco para o Pacífico, ganha ainda mais força por ser a opção tecnologicamente superior, e a única capaz de render as capacidades que em tempos estariam alocadas aos EUA na Europa.
Os EUA vêm desde a administração Obama a pedir que a Europa investisse mais, e consequentemente tivesse mais autonomia na Defesa, para que eles pudessem focar-se no Pacífico.
Se não é para atacar os espanhóis ou os marroquinos, para que queremos um avião hiper caro e que precisa receber atualizações de software sempre que se liga ?
O F-35 terá em principio mostrado a sua capacidade como vetor de ataque, e não sabemos ainda quanto dos últimos ataques foi realmente resultado da operação dos bombardeiros B2, por exemplo.
Se o F-35 é um avião hiper caro, então qualquer um dos 4.5G europeus é igualmente hiper caro, já que custam praticamente o mesmo.
O F-35 além de ser superior em operações ofensivas, é superior em operações defensivas.
O F-35 é um meio de dissuasão muito superior. É superior em combate BVR contra 4.5G adversários, é superior em ASuW, é um multiplicador de força.
Resumidamente, é superior a fazer A2AD.
A não existência do "Kill Switch" é um completo Hoax. Se até a John Deere, tem capacidade para trancar os tratores e as ceifeiras debulhadoras quando o software deteta uma peça que não é de origem, alguém acredita que o mais sofisticado avião da História não terá essas capacidades instaladas ?
E mais ainda quando os próprios americanos já demonstraram que isso pode acontecer, como aconteceu com a Ucrânia o ano passado ?
Se queres argumentar, tenta não me dar munições para contra-argumentar.
Se a John Deere pode trancar debulhadoras e tractores, então o mesmo pode ser feito com qualquer caça 4.5G europeu. Ou não? Se calhar os eurocanards são menos complexos que tractores agrícolas.
Se os americanos demonstraram que isso pode acontecer com a Ucrânia, que usa F-16MLU com tecnologia bem mais antiga, não F-35, podemos depreender que isso pode acontecer com qualquer um dos caças considerados, logo a questão anula-se por completo.
Na Dinamarca, afirmam que nunca teriam comprado o F-35 se soubessem que os americanos poderiam tomar as posições que tomaram.
Nós, que estamos calados que nem ratos, para ver se o estronço cor-de-laranja não se lembra de perguntar que país é esse chamado Açores, como somos ricos, podemos gastar todo esse dinheiro ...
Na Dinamarca afirmam isso, enquanto compram mais F-35. Make it make sense.
No Canadá têm dinheiro mais que suficiente para operar 2 modelos de caça, e nem com as ameaças de Trump resolveram fazê-lo até ao momento.
A razão é simples, o lado político é uma coisa, no lado militar, em que se pretende o meio de combate mais eficaz que o dinheiro pode comprar, não dá para gastar o mesmo dinheiro num produto muito inferior.
Imagina em vez dos U-214, submarinos silenciosos, e bem armados e equipados, comprar um submarino que é mais barulhento, e tecnologicamente inferior, pelo mesmo preço dos U-214. Isto não faria sentido para ninguém, mas no que remete aos caças já é aceitável?
Mas isso não é razão para acharmos que temos que ficar completamente dependentes dos americanos.
Mas completamente dependentes onde? Quanto muito seria dependentes com a frota F-35, podendo depois diluir esta dependência optando por produtos de outras origem para outros programas.
Além disso, podias complementar os F-35 com UCAVs e drones loyal wingman não-americanos, sendo que no pior dos casos, estarias impedido de usar apenas 1 das frotas, havendo sempre um plano B.
Em matéria de caças vais estar sempre dependente dos outros. Se é para isso, e pelos valores envolvidos, mais vale optar pelo modelo tecnologicamente mais avançado.
Na Ucrânia a importância da força aérea foi sendo diluída e a única coisa que voa são mísseis e drones.
Isto é objectivamente mentira.
Na Ucrânia os caças continuam a voar. A Ucrânia neste momento tem apenas caças 4G com tecnologia datada, desde logo a nível de sensores, e a nível do armamento ao qual têm acesso.
Neste momento, os F-16AM ucranianos continuam com o velho radar (que equipa também os nossos), que não consegue competir com radares mais modernos dos russos. Só aqui, a incorporação de um AESA fazia grande diferença. A isto juntamos a não incorporação de armamento mais moderno.
Se a Ucrânia tivesse acesso a F-35, estes podiam operar com maior segurança em espaço aéreo contestado. A Ucrânia não tem acesso ao topo da tecnologia militar moderna.
A guerra na Ucrânia não serve de exemplo para tudo. Essas avaliações cegas e descontextualizadas, depressa levam a considerações absurdas do tipo "as marinhas estão obsoletas", só porque naquele contexto eles nem sequer têm Marinha.
Segundo várias análises que já vi, os americanos para continuarem a pressionar o Irão, estarão condenados a desenvolver drones de ataque (drones munição, não plataformas de armas) porque atacar de outra forma se torna muito caro e perigoso.
Não. A grande maioria dos drones kamikaze de longo alcance, só são baratos porque são lentos e têm limitações nos seus sistemas de guiamento. Por exemplo, os Shahed para atacar alvos a centenas de km não conseguem atacar alvos móveis. Drones comparáveis, capazes de atingir alvos móveis, costumam ter muito menos alcance.
Estes drones, para percorrer as distâncias envolvidas, demoram horas. Isto não é eficaz para alvos "time sensitive".
Sai mais barato aos EUA realizar operações persistentes, com UCAVs, que podem operar durante largas horas, sem um piloto em risco, e podem usar o seu vasto stock de munições guiadas (Hellfire, JDAM, Paveway, APKWS, SDB). É como se cada munição fosse grátis, pois já foram compradas.
Depois, existe a questão logística. Cada drone tipo Shahed (ou a cópia americana), tem uma dimensão múltiplas vezes superior a um Hellfire ou GBU-12.
Por outras palavras, o número de voos de C-17 para levar x LUCAS para o TO, é muito superior ao número de voos necessários para transportar o mesmo número das outras armas.
Os drones não vão substituir nada, quanto muito complementar.
O resto já foi respondido.