Substituição dos M113

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Red Baron

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Re: Substituição dos M113
« Responder #885 em: Janeiro 26, 2026, 09:15:10 pm »
Acho que uma parte vai ser de engenharia.
 

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dc

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Re: Substituição dos M113
« Responder #886 em: Hoje às 01:30:27 pm »
Falando de requisitos NATO, esta informação é de 2016 e se calhar já desatualizada, mas dá uma ideia:



Mais aqui:
https://www.scribd.com/document/382349178/Capability-Codes-and-Capability-Statements-2016-Bi-sc-Nu0083

Não muda praticamente nada no debate.

Não menciona quantidades, nem variantes expectáveis.

Basta ler o 2.10, que explica que o batalhão pode ser apoiado por unidades orgânicas, ou por unidades conjuntas a ele alocadas.
 

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dc

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Re: Substituição dos M113
« Responder #887 em: Hoje às 02:23:22 pm »
Faz tanto sentido como um oficial general e uma publicação da defesa confundirem IFV e APC. Se fosse a CNN ou SIC ou um jornal qualquer talvez...

A barreira linguística é mais que suficiente para se confundir siglas. Dada a falta de outras notícias acerca do assunto, provavelmente foi uma conversa verbal.

Citar
Pois pode ser uma ou outra a intenção do general e jornalista. Ambos fazerem o mesmo erro/ lapso é o menos provável acho eu.. O tempo dirá quem tem razão.
O segundo artigo parece ampliar o erro, ou confirma a minha tese. Comprarmos APC e IFV ao mesmo tempo não faz muito sentido. Os Pel.At. Mec terão 1 APC e 3 IFV? ou 2 IFV e 2 APC? Acho muito improvável. Talvez a viatura do comando do Pel. At. Mec seja um APC e as 3 restantes IFV? Só mesmo para poupar uns tostões? Parece cosia plausível cá no burgo.  ::)

Mas não há "ambos" neste caso. O erro pode ter sido do General, e o jornalista apenas colocou na notícia. O erro pode ter sido do jornalista, e o General não ter dito aquilo.

Agora o que não faz sentido nenhum, é usar o termo APC para representar as restantes versões. Quanto muito o termo AFV, este sim um termo mais genérico.

Ou podia simplesmente dizer "IFV and support variants".

O segundo artigo parece ser uma cópia do primeiro, e adiciona o dado dos 15M/veículo, que é o valor que aparece numa pesquisa Google.

Se for uma cópia do artigo original, com uma suposição do valor, não tem valor para o debate.
Se for um artigo com fundo de verdade, então sabe o valor e as 2 variantes em causa.

Citar
Ter um BIMec equipado exclusivamente com 90 Boxer na versão RCT30 também é improvável, e coisa inédita na NATO. Mas o preço unitário a ser igual `a compra alemã e holandesa confirmaria a tua tese, mas estes países estão a comprar a versão mais cara do RCT30, Schakal, €4,5MM por 222 boxer são €20M por viatura, um pouco mais caro.

Esse artigo ainda diz isto:
Citar
Furthermore, it covers optional additional services such as protection against anti-tank hand weapons, firing attack detection and firing attack identification as well as drone defence.

Não sei se isto implica sistemas Trophy ou não, nem o que vai fazer defesa contra drones. Mas certamente que isto aumenta o preço face aos 15M por viatura.

Citar
Se vierem 14 na versão Schakal para o ERec seria ideal.
Teremos que aguardar, é só. Eu prefiro que todos os Boxer para as Sec. At. Mec. sejam RCT30, claro.
Sendo mesmo 90 Boxer RCT30, só pode ser para equipar 2 BIMec, 2 com 45 Boxer cada, completando-se as versões de apoio mais tarde e usando Pandur até lá.

Não existe nenhum indicativo de que vamos ter 2 BIMec Boxer. Teria que ser uma mudança de última hora do Exército para a Brigada Média, porque até agora só mencionavam 1 Batalhão Boxer (-).

Não vejo problema nenhum que:
-face à menor capacidade de transporte de pessoal dos Boxer IFV face aos M-113/Pandur APC;
-face à capacidade ACar destas viaturas se equipadas com Spike;
-por serem numa versão IFV mais adequada à missão de reconhecimento;
-juntando o aumento do grau de conforto destas viaturas e à necessidade de descaracterizar as viaturas de comando.

Uns hipotéticos 90 Boxer RCT30 absorvessem 3 ou 4 missões que outrora teriam versões dedicadas - APC, IFV, ACar e PC.


Também não acharia estranho a tal ideia de ter os 90 RCT30 dividido entre BIMec, ERec e AgrMec com Leopard.


Também não me surpreendia que dos 90 Boxer, viessem 45/50 RCT30, e os restantes nas variantes de apoio... mas neste caso lá está, não se percebe o porquê da menção ao APC no artigo.
 

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Duarte

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Re: Substituição dos M113 Novo
« Responder #888 em: Hoje às 04:43:00 pm »
A NATO não publica uma tabela fixa pública que diga: “Um batalhão de infantaria mecanizada médio deve ter x IFV ou y APC.”
Mas, e esta é a parte que importa aqui, a NATO impõe requisitos de capacidade que obrigam todos os batalhões médios a convergir para a mesma estrutura.

Embora a NATO não divulgue um número, as regras de capacidade tornam os números quase idênticos em todos os exércitos da NATO.

A NATO NÃO especifica a quantidade exata de veículos. Não existe nenhum documento público da NATO que diga: “Um batalhão médio deve ter 42 VCI” ou “Um batalhão médio deve ter 3 companhias × 14 veículos”.

Os documentos de planeamento classificados da NATO (MCR, Minimum Capability Requirements- Metas de Capacidade) definem as capacidades, e não a estrutura organizacional.

MAS os requisitos de capacidade da NATO impõem uma estrutura padrão. A NATO exige que um batalhão mecanizado médio tenha:

Mínimo de 3 companhias de manobra

Cada companhia capaz de ação mecanizada independente
Cada pelotão capaz de disparar e manobrar
Capacidade antitanque orgânica
Fogo indireto orgânico (morteiros)
Comando e Controlo totalmente digital
Mobilidade protegida para todos os soldados apeados

Estes requisitos ditam implicitamente o número de veículos. O resultado: todos os batalhões médios da NATO convergem para os mesmos números
Na Alemanha, Holanda, Lituânia, Itália, Reino Unido (futuro) e Noruega, a estrutura é quase idêntica.

Contagem padrão de veículos para um batalhão médio da NATO
36–42 IFV/APC nas companhias de manobra
3 companhias × 12–14 veículos cada

 + 6–12 veículos de apoio: porta-morteiros, veículos posto de comando, ambulâncias, recuperação, logística

Total: 42–54 veículos da classe Boxer por batalhão
Isto não está escrito num manual da NATO, mas é o padrão de facto da NATO porque é a única forma de satisfazer os requisitos de capacidade.

Porque é que o número é sempre de 12 a 14 por companhia?
Porque a doutrina mecanizada da NATO assenta em:

3 pelotões por companhia
4 veículos por pelotão

1 a 2 viaturas no comando da companhia

Isto resulta em:

3 × 4 = 12
ou
12 + 2 comando = 14
Isto é válido para: Alemanha (VCI Boxer), Países Baixos (Veículo Blindado de Transporte de Pessoal Boxer), Lituânia (VCI Boxer), Itália (Freccia), França (VBCI), Reino Unido (futuro Boxer MIV), Noruega (CV90), Dinamarca (Piranha V).

É universal na NATO. Nenhum batalhão de infantaria da NATO equipado com o Boxer possui algo próximo de 90 veículos Boxer. Em todos os exércitos que utilizam o Boxer o número de veículos por batalhão varia entre 40 e 55, nunca 90. Nem sequer a França, que antes da reforma “Au Contact”  tinha quatro companhias de manobra nos regimentos de infantaria, com 52 VBCI, chegou aos 90 IFVs por batalhão. Na atualidade os RI Franceses têm apenas  3 companhias de manobra. 90 veículos Boxer corresponde à frota inteira de IFVs de uma brigada, e não de um único batalhão. Mesmo na Alemanha, que tem alguns BI com 4 companhias de manobra, não chega a 90 IFVs. Um batalhão alemão com quatro companhias de manobra dispõe de aproximadamente 52 a 56 IFVs se equipados com os Puma, e de 48 a 52 APC/IFVs se equipados com Boxer.

O que isto significa para Portugal: os batalhões Boxer de Portugal seguirão a mesma estrutura:

36–42 IFV/APC Boxer por batalhão, mais 6–12 Boxers de apoio
Total: 42–54 Boxers por batalhão

Dizer que uma M-113 transporta mais que uma Boxer and daí precisamos 90 Boxer para substituir 50 M-113 não faz sentido. Se assim fosse todos os exércitos que substituíram M-113 também teriam 90 Boxer nos seus BI. Não é o caso.

Com 90 Boxers, Portugal pode formar dois batalhões médios completos, de acordo com o padrão da NATO, Mais as variantes de apoio para a brigada.
Será o que a FT-2045 prevê?

Se for mesmo para equipar um BIMec (-) do Agrup. mecanizado + ERec e VB de apoio (recuperação, especialmente teriam que ser Boxer também, ou na mesma categoria de peso e capacidades). Já ambulâncias e posto de comando, engenharia, etc.. podem bem ser Pandur (ou outra). Seriam necessários apenas 45 -50 Boxer, portanto 90 não faz sentido nesta tese.

Vejamos:
BIMec (-). 2 CAt x 14 + apoio,  4 morteiros, 2 posto comando, 2 recup. 2 amb. etc..  = 38 a 40 Boxer. Mesmo que fosse um BI completo a 3 CAt, acrescenta apenas 12-14 Boxer e restam 16 ou mais...
ERec. 17-19 máximo de  Boxer - 3 Pel Rec com 4 Boxer cada (RCT30 or Schakal), 1 posto comando, 1 recup. 1 amb. e talvez 2-4 morteiro

Onde ficam as restantes 30 Boxer?  :conf:

Se os extra são para equipar as unidades de Engenharia, AA, transmissões, etc. da brigada, serão todos IFV RCT30 como sugeriste?

Sendo o caso de os Boxer serem para os 2 BIMec, em que fica o tal Agrup. Mecanizado? 1 ECC Leopard 2A6 ou MLU vers. A7, 1 ERec, 1 ou 2 CAt.Mec , com M-113 na mesma? Até virem mais Boxer ou Bradley a preço de amigos, ou Marder usados doados? CV90 ou outra IFV lagartas nova? Vou supor que serão mais Boxer e abandonamos os IFV lagarta de vez.
« Última modificação: Hoje às 06:41:28 pm por Duarte »
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