Reformar e Modernizar as Forças Armadas

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Ghidra

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4365 em: Fevereiro 28, 2026, 06:02:49 pm »
Para colmatar as vagas nas FA, além do aumento dos salários (e outros benefícios, como apoio no ensino superior e formação técnica, etc.)

Vejo duas soluções:

como os dinamarqueses, em que as vagas são preenchidas com uma lotaria de serviço militar obrigatório;

ou

uma solução parecida com esta:

Army Citizenship
Ireland is considering a proposal to fast-track citizenship for foreign nationals who serve in its Defence Forces, aiming to address ongoing recruitment shortages.

https://www.theportugalnews.com/news/2026-02-28/army-citizenship/982441

Já que há tantos nepaleses ilegais: Ghurkas à tuga ? :mrgreen:

ou esta:
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Can a foreign legionnaire become French?
Yes. A foreign legionnaire can apply for French nationality after five years of service. If he serves well, he will be entitled to a residence permit at first, the nationality will be given to him conditionally. This is generally granted, subject to having a good way of serving and having proven its willingness to integrate into the French Nation.
O sistema de lotaria devia começar pelos  jovens que não estivessem a estudar nem a trabalhar,  no fim se não queriam continuar na vida militar podessem sair para a vida civil com uma formação profissional. Era uma situação penso não ia criar grandes ondas.
« Última modificação: Fevereiro 28, 2026, 06:11:58 pm por Ghidra »
 
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4366 em: Hoje às 09:33:23 am »
Na edição de hoje do DN.

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Atrair jovens para as Forças Armadas: o que se faz lá fora e o que falta testar em Portugal
Enquanto vários países testam modelos inovadores para captar jovens, em Portugal as medidas ainda continuam centradas em garantir o básico: salários, habitação e condições de carreira.

Valentina Marcelino
Publicado a: 01 Mar 2026, 23:04

Atrair jovens para as Forças Armadas tornou-se um desafio comum a muitos países. Entre mudanças demográficas, novas expectativas profissionais e um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, os modelos tradicionais de recrutamento já não chegam. Em resposta, vários governos estão a experimentar soluções para tornar a carreira militar mais apelativa.

Uma das tendências mais visíveis é a criação de programas de curta duração, pensados para quem ainda não quer assumir um compromisso definitivo. Em vez de pedir uma decisão para a vida, alguns países oferecem a possibilidade de experimentar: um ano de serviço, formação prática, salário e a opção de continuar - ou não - depois. A ideia é simples: dar tempo aos jovens para descobrir se aquela experiência faz sentido para eles.

A educação surge como outro eixo central. Em vários casos, o recrutamento começa na escola ou na universidade, com cursos financiados, formação técnica reconhecida e até salário durante os estudos. A lógica mudou: as Forças Armadas procuram mostrar que o tempo passado em serviço pode traduzir-se em competências úteis também fora do contexto militar, seja em áreas tecnológicas, engenharia, saúde ou liderança.

Ao mesmo tempo, os incentivos financeiros ganharam peso. Subsídios mensais, apoio à habitação, propinas pagas ou remuneração durante programas de formação procuram reduzir o custo de entrada numa carreira militar e competir com oportunidades civis. Mais do que salários elevados, o foco está em oferecer estabilidade e condições concretas para começar a vida adulta.

Mesmo países que mantêm modelos de serviço obrigatório têm vindo a ajustar a lógica do recrutamento: a mensagem já não se centra apenas na ideia tradicional de servir o país, mas no que a experiência militar pode oferecer em termos de formação, competências e construção de um percurso de vida.

Como outros países estão a tentar atrair jovens

Na sequência de um encontro promovido pela embaixadora do Canadá em Lisboa, com a participação dos embaixadores da Bélgica, Finlândia, Países Baixos, Austrália, Noruega e Luxemburgo, o DN solicitou exemplos de programas nos respetivos países para promover uma maior atratividade ao serviço militar. Eis o que destacaram:

Países Baixos - Serviço flexível para jovens que ainda não querem decidir

Nos Países Baixos, o serviço militar não é obrigatório na prática. A conscrição continua prevista legalmente, mas está suspensa desde os anos 1990, funcionando o sistema com base no voluntariado e em programas de recrutamento flexíveis. Perante a dificuldade crescente em atrair jovens para carreiras militares tradicionais, o Ministério da Defesa tem apostado em formatos mais adaptados às novas gerações, centrados na experimentação e na flexibilidade.

A medida mais recente e criativa é o chamado “Ano de Serviço” (Dienjaar), um programa pensado especialmente para jovens que terminam a escola e ainda não sabem que percurso académico ou profissional seguir. A ideia central é permitir que os participantes experimentem a vida militar durante um ano, desenvolvendo competências pessoais e profissionais enquanto recebem formação, estágio prático e remuneração. O programa está aberto a jovens entre os 18 e os 27 anos, desde que passem nas avaliações físicas e psicológicas, independentemente do nível de formação académica.

Existe também uma modalidade paralela - o tempo de serviço para especialistas - dirigida a pessoas entre os 18 e os 54 anos com experiência profissional relevante. Durante o ano de serviço, os participantes recebem formação militar básica e, posteriormente, integram equipas reais na Marinha, Exército, Força Aérea ou Polícia Militar, trabalhando ao lado de profissionais experientes.

Outra iniciativa complementar é o Defensity College, dirigido a estudantes universitários. Este programa permite trabalhar em regime parcial durante os estudos, por um período até três anos, enquanto os participantes são treinados para se tornarem reservistas. Os estudantes recebem patente militar (normalmente cabo) e remuneração correspondente, podendo progredir na carreira à medida que completam módulos de formação adicionais. O trabalho varia entre oito e 16 horas semanais, conciliando serviço militar com a vida académica.

Os participantes recebem salário durante o ano de serviço, entre 2950 e 3150 euros, e os estudantes do Defensity College são remunerados de acordo com a patente atribuída, embora o programa seja pensado mais como experiência formativa do que como fonte principal de rendimento. Neste caso, com uma base de 16,50 euros à hora, com uma média de oito a 16 horas, em média, de trabalho semanal, podem auferir entre 600 a 1200 euros por mês.

Em síntese, os Países Baixos apostam numa estratégia de recrutamento baseada na experimentação, na flexibilidade e na redução do compromisso inicial, oferecendo aos jovens a possibilidade de “testar” a vida militar antes de decidir uma carreira de longo prazo. Este modelo procura responder a uma mudança geracional em que muitos jovens hesitam em assumir compromissos profissionais definitivos logo após a escola.


Bélgica - Um ano pago para experimentar a vida militar

Na Bélgica, o serviço militar não é obrigatório desde 1992, tendo sido substituído por modelos de voluntariado e programas de preparação para carreiras de segurança e defesa. Uma das medidas mais inovadoras nos últimos anos foi a introdução, no ensino secundário, da área curricular de security and safety. Este curso prepara os jovens para carreiras em várias áreas de segurança e defesa - desde a polícia e a segurança privada até às Forças Armadas - e tem sido um sucesso em termos de números, funcionando como um primeiro contacto entre os estudantes e essas profissões.

No plano estritamente militar, a inovação mais recente e de maior visibilidade é o lançamento de um serviço militar voluntário dirigido aos jovens. Este programa, anunciado em 2025, convida todos os belgas de 17 anos (aproximadamente 130 mil pessoas por ano) a participarem numa experiência de serviço voluntário, com sessões de informação presenciais e digitais realizadas em todas as províncias. O serviço voluntário tem a duração prevista de um ano e os participantes selecionados recebem cerca de 2000 euros líquidos por mês.


Austrália - Universidade paga e salário para formar futuros oficiais

Na Austrália, o serviço militar é inteiramente voluntário. A estratégia de recrutamento das Forças Armadas australianas (Australian Defence Force - ADF) assenta sobretudo em incentivos educativos e financeiros.

Uma das principais portas de entrada é a Australian Defence Force Academy (ADFA), em parceria com a University of New South Wales (UNSW). O modelo permite que os jovens frequentem um curso universitário - em áreas como engenharia, ciência, gestão, informática ou cibersegurança - enquanto recebem formação militar para se tornarem oficiais.

Este programa oferece propinas totalmente financiadas, assistência médica e dentária gratuita e salário pago durante o período de estudos. Os cadetes recebem remuneração desde o início da formação, com valores indicativos que rondam aproximadamente 2000 a 2500 euros brutos por mês, variando consoante o ramo e a progressão. Após a graduação, os participantes têm uma carreira garantida nas Forças Armadas.

Outro instrumento é o Defence University Sponsorship, destinado a estudantes já admitidos numa universidade australiana. Neste caso, a Defesa financia as propinas e paga igualmente salário enquanto o estudante termina o curso, com valores semelhantes aos dos cadetes da ADFA (cerca de 2000 a 2500 euros mensais). Em troca, existe uma obrigação de serviço posterior, normalmente correspondente ao tempo de patrocínio acrescido de um ano adicional. Além do recrutamento inicial, a Austrália aposta na retenção de pessoal através do Defence Assisted Study Scheme (DASS), que apoia financeiramente militares em serviço que desejem continuar a estudar. O programa funciona através do reembolso de propinas, desde que os participantes concluam com sucesso as disciplinas.


Noruega - Serviço obrigatório, formação técnica e incentivos progressivos

Na Noruega, o serviço militar é obrigatório, mas aplicado de forma seletiva. Todos os jovens são convocados para avaliação, sendo apenas uma parte incorporada, o que permite às Forças Armadas escolher candidatos motivados e com perfil adequado. Nos últimos anos, o recrutamento e a retenção de militares tornaram-se prioridade política, com o governo a aprovar um plano de defesa de longo prazo que prevê um aumento histórico do investimento até 2036, incluindo reforço significativo do efetivo militar e da reserva.

Para garantir a adesão dos jovens, o serviço militar obrigatório é acompanhado de um conjunto alargado de benefícios. Estes recebem subsídio mensal, alojamento gratuito, alimentação, equipamento, apoio médico e dentário, licenças e outras medidas de bem-estar.

Tal como acontece nos Países Baixos, a educação ocupa um papel central na estratégia norueguesa. As Forças Armadas oferecem duas principais vias de carreira. A primeira permite a entrada direta na Norwegian Defence University College, onde os estudantes realizam uma licenciatura e se qualificam como oficiais permanentes. Toda a formação é gratuita e combina estudos académicos com serviço militar.

A segunda via passa pelo serviço militar inicial obrigatório, após o qual os jovens podem candidatar-se a posições como especialistas técnicos, podendo posteriormente aceder a formação de oficiais. Existem ainda programas técnicos e vocacionais em áreas como manutenção e engenharia, além de esquemas de aprendizagem que combinam serviço militar com formação profissional.

No âmbito destes programas de aprendizagem, existem incentivos financeiros específicos. Durante o primeiro ano, o participante recebe um subsídio educativo de cerca de 900 euros mensais, a que acresce um suplemento de 125 euros após a formação. No segundo ano do programa, o valor aumenta para cerca de 1500 euros por mês, acrescido do mesmo suplemento mensal. Para os jovens em serviço militar regular, existe também uma compensação diária - aproximadamente 20 euros diários - incluindo fins de semana e feriados. Este valor pode aumentar para quem permanece mais de 12 meses em serviço. O subsídio destina-se a cobrir despesas pessoais não fornecidas pelas Forças Armadas.


Finlândia - Conscrição obrigatória com foco em competências e carreira

A Finlândia distingue-se da maioria dos países europeus porque o seu modelo de defesa assenta num sistema de serviço militar obrigatório (conscrição). Todos os homens finlandeses entre os 18 e os 60 anos são legalmente obrigados a cumprir serviço militar, enquanto para as mulheres o serviço é voluntário. Este modelo permite manter uma reserva militar numerosa e altamente treinada, considerada essencial para a defesa de um território vasto com uma população relativamente reduzida. O serviço pode ser cumprido em regime militar armado, serviço militar não armado ou serviço civil alternativo.

As autoridades destacam o valor social das convocatórias, que permitem contactar praticamente toda a juventude do país e funcionam também como mecanismo de inclusão social. Para atrair e reter pessoal em carreira - especialmente num contexto de mercado de trabalho competitivo - as Forças Armadas finlandesas oferecem um conjunto alargado de benefícios. Entre eles destaca-se o apoio à habitação, com disponibilização de alojamento ou subsídio de renda durante quatro anos quando o militar é colocado numa nova região.

Os exemplos salariais indicam uma ampla diversidade de remunerações dentro da estrutura de defesa: um coordenador de pessoal inicia funções com cerca de 3110 euros mensais, um especialista civil em tecnologias de informação pode começar entre 4433 e 4708 euros, um engenheiro de sistemas militar entre 3622 e 3912 euros, e um instrutor suboficial cerca de 2745 euros mensais, aos quais se podem somar suplementos operacionais.


Luxemburgo - Recrutamento direto de especialistas e aposta na aviação

No Luxemburgo, o serviço militar é voluntário. Sendo um país de pequena dimensão, com forças armadas reduzidas, a estratégia de recrutamento tem-se concentrado na diversificação de perfis profissionais, procurando atrair jovens qualificados e especialistas técnicos.

Uma das medidas mais recentes e inovadoras foi a abertura do recrutamento direto para titulares de licenciatura e mestrado. Candidatos com formação superior podem ingressar diretamente numa carreira sem necessidade de frequentar o tradicional curso de quatro anos numa academia militar. Esta alteração procura acelerar o acesso a funções especializadas e tornar o Exército mais competitivo na atração de jovens qualificados, especialmente em áreas técnicas e científicas. Embora seja claramente orientado para jovens, o programa não estabelece limite máximo de idade, reforçando a ideia de flexibilidade no recrutamento.

Outra iniciativa recente é o programa “Air Cadets”, desenvolvido em cooperação com a Bélgica. O objetivo é estimular o interesse pela aviação militar e permitir que os participantes obtenham licença de voo, funcionando como porta de entrada para futuras carreiras na aviação militar luxemburguesa. Cerca de 8% do efetivo é composto por pessoas de nacionalidade estrangeira, refletindo uma política relativamente aberta de recrutamento.


PORTUGAL - Valorização da carreira para travar a perda de efetivos

Se os exemplos internacionais mostram uma crescente aposta em mais soluções criativas - como anos de serviço voluntário remunerado, programas universitários integrados ou percursos militares flexíveis pensados para quem ainda não quer assumir compromissos de longo prazo -, em Portugal a resposta tem sido mais conservadora. As medidas adotadas concentram-se sobretudo na valorização salarial, na formação e na melhoria das condições de carreira, sem que tenham sido ainda testados modelos experimentais ou formatos inovadores semelhantes aos que começam a surgir noutros países europeus.

Na sequência do Plano de Ação para a Profissionalização da Carreira Militar, lançado em 2019 (ver entrevista ao lado) e atualizado posteriormente, o Ministério da Defesa Nacional definiu como prioridade inverter uma tendência prolongada de quebra no recrutamento e na retenção de militares. Numa resposta oficial, o ministério reconhece que se trata de um problema comum a vários países da NATO, associado a fatores demográficos e socioeconómicos, como a diminuição do número de jovens e a concorrência crescente do mercado de trabalho.

A estratégia passou por uma intervenção transversal, começando pela valorização financeira. Segundo o Ministério da Defesa Nacional, “começamos pelas pessoas”, com aumentos salariais e de suplementos que, “em termos agregados, geram um aumento do vencimento bruto superior a 500 euros”, procurando tornar o salário dos militares mais competitivo face a outras profissões com níveis semelhantes de exigência académica.

A habitação foi outra das áreas identificadas como prioritárias. O MDN sublinha que “é caro viver nas grandes cidades, e também o é para os militares”, razão pela qual foram mobilizados fundos do Plano de Recuperação e Resiliência para reconverter edifícios abandonados em alojamento destinado a militares, com o objetivo de garantir “ofertas de habitação a baixo custo e com padrões de habitabilidade e de conforto ajustados ao que as novas gerações vivenciam”.

Na área da formação, a aposta passa pelo alinhamento da formação militar com o Sistema Nacional de Qualificações. As Forças Armadas, descritas pelo ministério como “das maiores entidades formadoras do país”, estão a criar condições para que a formação de base seja reconhecida civilmente, permitindo atribuir níveis de qualificação formais - uma medida apresentada como relevante tanto para a retenção como para a futura reinserção profissional dos militares.

Foram igualmente introduzidos novos instrumentos de gestão de recursos humanos, incluindo o alargamento de áreas funcionais em regimes de contrato especial e o reforço do quadro permanente em alguns ramos. Em paralelo, cada ramo tem desenvolvido iniciativas próprias, como o recrutamento local no Exército ou a aposta da Marinha na dinamização do regime de voluntariado. Segundo o Ministério da Defesa, estas medidas terão contribuído para inverter a tendência dos últimos anos: “hoje são mais os jovens que entram nas Forças Armadas do que os militares que saem”, embora os números finais ainda estejam em consolidação.

Este esforço de reforço do recrutamento surge num momento em que as Forças Armadas portuguesas se preparam para um ciclo significativo de modernização. Até 2035, Portugal deverá beneficiar de cerca de 5,8 mil milhões de euros em financiamento europeu através do programa SAFE (Security Action for Europe), destinado à aquisição e modernização de equipamento militar. O investimento representa uma oportunidade relevante para reforçar capacidades operacionais, mas também evidencia um desafio estrutural: sem efetivos suficientes para operar e manter os novos sistemas, o reforço material poderá ter impacto limitado. A questão do recrutamento e da retenção assume, assim, uma dimensão estratégica que vai além da gestão de recursos humanos. Num momento em que vários países testam modelos mais flexíveis e experimentais para captar novas gerações, o desafio para Portugal poderá passar menos por fazer mais do mesmo e mais por testar caminhos diferentes.

* Artigo concluído a 20 de fevereiro

https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/atrair-jovens-para-as-foras-armadas-o-que-se-faz-l-fora-e-o-que-falta-testar-em-portugal
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4367 em: Hoje às 12:26:30 pm »
Se calhar convinha adquirir uns meios de defesa aérea ASAP... ::)



Será que com isto os esquerdopatas acordam?

https://cbn.globo.com/mundo/noticia/2026/03/02/grecia-afirma-que-esta-pronta-para-defender-chipre-aeroporto-do-pais-e-evacuado-por-ameaca-de-drone.ghtml
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4368 em: Hoje às 01:58:41 pm »
Se calhar convinha adquirir uns meios de defesa aérea ASAP... ::)

Se forem os mesmos que opera o Kuwait, não obrigado.  :mrgreen:
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4369 em: Hoje às 02:02:08 pm »
Se calhar convinha adquirir uns meios de defesa aérea ASAP... ::)

Se forem os mesmos que opera o Kuwait, não obrigado.  :mrgreen:
Porque não? Aparentemente são mesmo bons, só aquele pequeno probleminha de saber distinguir entre amigos e adversários… coisa pouca… :mrgreen:
« Última modificação: Hoje às 02:02:26 pm por JohnM »
 
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4370 em: Hoje às 03:30:48 pm »
Porque não? Aparentemente são mesmo bons, só aquele pequeno probleminha de saber distinguir entre amigos e adversários… coisa pouca… :mrgreen:

Sim, é apenas um pormenor sem qualquer importância.  :mrgreen:

A defesa aérea do Kuwait conseguiu a proeza de abater mais Strike Eagle num só dia, que toda a rede antiaérea iraquiana nos conflitos de 1991 e 2003. É obra!  :mrgreen:
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4371 em: Hoje às 03:36:03 pm »
Porque não? Aparentemente são mesmo bons, só aquele pequeno probleminha de saber distinguir entre amigos e adversários… coisa pouca… :mrgreen:

Sim, é apenas um pormenor sem qualquer importância.  :mrgreen:

A defesa aérea do Kuwait conseguiu a proeza de abater mais Strike Eagle num só dia, que toda a rede antiaérea iraquiana nos conflitos de 1991 e 2003. É obra!  :mrgreen:
E Irao em 2025 e 2026...
 
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4372 em: Hoje às 03:47:05 pm »
Na edição de hoje do DN.

Citar
Atrair jovens para as Forças Armadas: o que se faz lá fora e o que falta testar em Portugal
Enquanto vários países testam modelos inovadores para captar jovens, em Portugal as medidas ainda continuam centradas em garantir o básico: salários, habitação e condições de carreira.

Valentina Marcelino
Publicado a: 01 Mar 2026, 23:04

Atrair jovens para as Forças Armadas tornou-se um desafio comum a muitos países. Entre mudanças demográficas, novas expectativas profissionais e um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, os modelos tradicionais de recrutamento já não chegam. Em resposta, vários governos estão a experimentar soluções para tornar a carreira militar mais apelativa.

Uma das tendências mais visíveis é a criação de programas de curta duração, pensados para quem ainda não quer assumir um compromisso definitivo. Em vez de pedir uma decisão para a vida, alguns países oferecem a possibilidade de experimentar: um ano de serviço, formação prática, salário e a opção de continuar - ou não - depois. A ideia é simples: dar tempo aos jovens para descobrir se aquela experiência faz sentido para eles.

A educação surge como outro eixo central. Em vários casos, o recrutamento começa na escola ou na universidade, com cursos financiados, formação técnica reconhecida e até salário durante os estudos. A lógica mudou: as Forças Armadas procuram mostrar que o tempo passado em serviço pode traduzir-se em competências úteis também fora do contexto militar, seja em áreas tecnológicas, engenharia, saúde ou liderança.

Ao mesmo tempo, os incentivos financeiros ganharam peso. Subsídios mensais, apoio à habitação, propinas pagas ou remuneração durante programas de formação procuram reduzir o custo de entrada numa carreira militar e competir com oportunidades civis. Mais do que salários elevados, o foco está em oferecer estabilidade e condições concretas para começar a vida adulta.

Mesmo países que mantêm modelos de serviço obrigatório têm vindo a ajustar a lógica do recrutamento: a mensagem já não se centra apenas na ideia tradicional de servir o país, mas no que a experiência militar pode oferecer em termos de formação, competências e construção de um percurso de vida.

Como outros países estão a tentar atrair jovens

Na sequência de um encontro promovido pela embaixadora do Canadá em Lisboa, com a participação dos embaixadores da Bélgica, Finlândia, Países Baixos, Austrália, Noruega e Luxemburgo, o DN solicitou exemplos de programas nos respetivos países para promover uma maior atratividade ao serviço militar. Eis o que destacaram:

Países Baixos - Serviço flexível para jovens que ainda não querem decidir

Nos Países Baixos, o serviço militar não é obrigatório na prática. A conscrição continua prevista legalmente, mas está suspensa desde os anos 1990, funcionando o sistema com base no voluntariado e em programas de recrutamento flexíveis. Perante a dificuldade crescente em atrair jovens para carreiras militares tradicionais, o Ministério da Defesa tem apostado em formatos mais adaptados às novas gerações, centrados na experimentação e na flexibilidade.

A medida mais recente e criativa é o chamado “Ano de Serviço” (Dienjaar), um programa pensado especialmente para jovens que terminam a escola e ainda não sabem que percurso académico ou profissional seguir. A ideia central é permitir que os participantes experimentem a vida militar durante um ano, desenvolvendo competências pessoais e profissionais enquanto recebem formação, estágio prático e remuneração. O programa está aberto a jovens entre os 18 e os 27 anos, desde que passem nas avaliações físicas e psicológicas, independentemente do nível de formação académica.

Existe também uma modalidade paralela - o tempo de serviço para especialistas - dirigida a pessoas entre os 18 e os 54 anos com experiência profissional relevante. Durante o ano de serviço, os participantes recebem formação militar básica e, posteriormente, integram equipas reais na Marinha, Exército, Força Aérea ou Polícia Militar, trabalhando ao lado de profissionais experientes.

Outra iniciativa complementar é o Defensity College, dirigido a estudantes universitários. Este programa permite trabalhar em regime parcial durante os estudos, por um período até três anos, enquanto os participantes são treinados para se tornarem reservistas. Os estudantes recebem patente militar (normalmente cabo) e remuneração correspondente, podendo progredir na carreira à medida que completam módulos de formação adicionais. O trabalho varia entre oito e 16 horas semanais, conciliando serviço militar com a vida académica.

Os participantes recebem salário durante o ano de serviço, entre 2950 e 3150 euros, e os estudantes do Defensity College são remunerados de acordo com a patente atribuída, embora o programa seja pensado mais como experiência formativa do que como fonte principal de rendimento. Neste caso, com uma base de 16,50 euros à hora, com uma média de oito a 16 horas, em média, de trabalho semanal, podem auferir entre 600 a 1200 euros por mês.

Em síntese, os Países Baixos apostam numa estratégia de recrutamento baseada na experimentação, na flexibilidade e na redução do compromisso inicial, oferecendo aos jovens a possibilidade de “testar” a vida militar antes de decidir uma carreira de longo prazo. Este modelo procura responder a uma mudança geracional em que muitos jovens hesitam em assumir compromissos profissionais definitivos logo após a escola.


Bélgica - Um ano pago para experimentar a vida militar

Na Bélgica, o serviço militar não é obrigatório desde 1992, tendo sido substituído por modelos de voluntariado e programas de preparação para carreiras de segurança e defesa. Uma das medidas mais inovadoras nos últimos anos foi a introdução, no ensino secundário, da área curricular de security and safety. Este curso prepara os jovens para carreiras em várias áreas de segurança e defesa - desde a polícia e a segurança privada até às Forças Armadas - e tem sido um sucesso em termos de números, funcionando como um primeiro contacto entre os estudantes e essas profissões.

No plano estritamente militar, a inovação mais recente e de maior visibilidade é o lançamento de um serviço militar voluntário dirigido aos jovens. Este programa, anunciado em 2025, convida todos os belgas de 17 anos (aproximadamente 130 mil pessoas por ano) a participarem numa experiência de serviço voluntário, com sessões de informação presenciais e digitais realizadas em todas as províncias. O serviço voluntário tem a duração prevista de um ano e os participantes selecionados recebem cerca de 2000 euros líquidos por mês.


Austrália - Universidade paga e salário para formar futuros oficiais

Na Austrália, o serviço militar é inteiramente voluntário. A estratégia de recrutamento das Forças Armadas australianas (Australian Defence Force - ADF) assenta sobretudo em incentivos educativos e financeiros.

Uma das principais portas de entrada é a Australian Defence Force Academy (ADFA), em parceria com a University of New South Wales (UNSW). O modelo permite que os jovens frequentem um curso universitário - em áreas como engenharia, ciência, gestão, informática ou cibersegurança - enquanto recebem formação militar para se tornarem oficiais.

Este programa oferece propinas totalmente financiadas, assistência médica e dentária gratuita e salário pago durante o período de estudos. Os cadetes recebem remuneração desde o início da formação, com valores indicativos que rondam aproximadamente 2000 a 2500 euros brutos por mês, variando consoante o ramo e a progressão. Após a graduação, os participantes têm uma carreira garantida nas Forças Armadas.

Outro instrumento é o Defence University Sponsorship, destinado a estudantes já admitidos numa universidade australiana. Neste caso, a Defesa financia as propinas e paga igualmente salário enquanto o estudante termina o curso, com valores semelhantes aos dos cadetes da ADFA (cerca de 2000 a 2500 euros mensais). Em troca, existe uma obrigação de serviço posterior, normalmente correspondente ao tempo de patrocínio acrescido de um ano adicional. Além do recrutamento inicial, a Austrália aposta na retenção de pessoal através do Defence Assisted Study Scheme (DASS), que apoia financeiramente militares em serviço que desejem continuar a estudar. O programa funciona através do reembolso de propinas, desde que os participantes concluam com sucesso as disciplinas.


Noruega - Serviço obrigatório, formação técnica e incentivos progressivos

Na Noruega, o serviço militar é obrigatório, mas aplicado de forma seletiva. Todos os jovens são convocados para avaliação, sendo apenas uma parte incorporada, o que permite às Forças Armadas escolher candidatos motivados e com perfil adequado. Nos últimos anos, o recrutamento e a retenção de militares tornaram-se prioridade política, com o governo a aprovar um plano de defesa de longo prazo que prevê um aumento histórico do investimento até 2036, incluindo reforço significativo do efetivo militar e da reserva.

Para garantir a adesão dos jovens, o serviço militar obrigatório é acompanhado de um conjunto alargado de benefícios. Estes recebem subsídio mensal, alojamento gratuito, alimentação, equipamento, apoio médico e dentário, licenças e outras medidas de bem-estar.

Tal como acontece nos Países Baixos, a educação ocupa um papel central na estratégia norueguesa. As Forças Armadas oferecem duas principais vias de carreira. A primeira permite a entrada direta na Norwegian Defence University College, onde os estudantes realizam uma licenciatura e se qualificam como oficiais permanentes. Toda a formação é gratuita e combina estudos académicos com serviço militar.

A segunda via passa pelo serviço militar inicial obrigatório, após o qual os jovens podem candidatar-se a posições como especialistas técnicos, podendo posteriormente aceder a formação de oficiais. Existem ainda programas técnicos e vocacionais em áreas como manutenção e engenharia, além de esquemas de aprendizagem que combinam serviço militar com formação profissional.

No âmbito destes programas de aprendizagem, existem incentivos financeiros específicos. Durante o primeiro ano, o participante recebe um subsídio educativo de cerca de 900 euros mensais, a que acresce um suplemento de 125 euros após a formação. No segundo ano do programa, o valor aumenta para cerca de 1500 euros por mês, acrescido do mesmo suplemento mensal. Para os jovens em serviço militar regular, existe também uma compensação diária - aproximadamente 20 euros diários - incluindo fins de semana e feriados. Este valor pode aumentar para quem permanece mais de 12 meses em serviço. O subsídio destina-se a cobrir despesas pessoais não fornecidas pelas Forças Armadas.


Finlândia - Conscrição obrigatória com foco em competências e carreira

A Finlândia distingue-se da maioria dos países europeus porque o seu modelo de defesa assenta num sistema de serviço militar obrigatório (conscrição). Todos os homens finlandeses entre os 18 e os 60 anos são legalmente obrigados a cumprir serviço militar, enquanto para as mulheres o serviço é voluntário. Este modelo permite manter uma reserva militar numerosa e altamente treinada, considerada essencial para a defesa de um território vasto com uma população relativamente reduzida. O serviço pode ser cumprido em regime militar armado, serviço militar não armado ou serviço civil alternativo.

As autoridades destacam o valor social das convocatórias, que permitem contactar praticamente toda a juventude do país e funcionam também como mecanismo de inclusão social. Para atrair e reter pessoal em carreira - especialmente num contexto de mercado de trabalho competitivo - as Forças Armadas finlandesas oferecem um conjunto alargado de benefícios. Entre eles destaca-se o apoio à habitação, com disponibilização de alojamento ou subsídio de renda durante quatro anos quando o militar é colocado numa nova região.

Os exemplos salariais indicam uma ampla diversidade de remunerações dentro da estrutura de defesa: um coordenador de pessoal inicia funções com cerca de 3110 euros mensais, um especialista civil em tecnologias de informação pode começar entre 4433 e 4708 euros, um engenheiro de sistemas militar entre 3622 e 3912 euros, e um instrutor suboficial cerca de 2745 euros mensais, aos quais se podem somar suplementos operacionais.


Luxemburgo - Recrutamento direto de especialistas e aposta na aviação

No Luxemburgo, o serviço militar é voluntário. Sendo um país de pequena dimensão, com forças armadas reduzidas, a estratégia de recrutamento tem-se concentrado na diversificação de perfis profissionais, procurando atrair jovens qualificados e especialistas técnicos.

Uma das medidas mais recentes e inovadoras foi a abertura do recrutamento direto para titulares de licenciatura e mestrado. Candidatos com formação superior podem ingressar diretamente numa carreira sem necessidade de frequentar o tradicional curso de quatro anos numa academia militar. Esta alteração procura acelerar o acesso a funções especializadas e tornar o Exército mais competitivo na atração de jovens qualificados, especialmente em áreas técnicas e científicas. Embora seja claramente orientado para jovens, o programa não estabelece limite máximo de idade, reforçando a ideia de flexibilidade no recrutamento.

Outra iniciativa recente é o programa “Air Cadets”, desenvolvido em cooperação com a Bélgica. O objetivo é estimular o interesse pela aviação militar e permitir que os participantes obtenham licença de voo, funcionando como porta de entrada para futuras carreiras na aviação militar luxemburguesa. Cerca de 8% do efetivo é composto por pessoas de nacionalidade estrangeira, refletindo uma política relativamente aberta de recrutamento.


PORTUGAL - Valorização da carreira para travar a perda de efetivos

Se os exemplos internacionais mostram uma crescente aposta em mais soluções criativas - como anos de serviço voluntário remunerado, programas universitários integrados ou percursos militares flexíveis pensados para quem ainda não quer assumir compromissos de longo prazo -, em Portugal a resposta tem sido mais conservadora. As medidas adotadas concentram-se sobretudo na valorização salarial, na formação e na melhoria das condições de carreira, sem que tenham sido ainda testados modelos experimentais ou formatos inovadores semelhantes aos que começam a surgir noutros países europeus.

Na sequência do Plano de Ação para a Profissionalização da Carreira Militar, lançado em 2019 (ver entrevista ao lado) e atualizado posteriormente, o Ministério da Defesa Nacional definiu como prioridade inverter uma tendência prolongada de quebra no recrutamento e na retenção de militares. Numa resposta oficial, o ministério reconhece que se trata de um problema comum a vários países da NATO, associado a fatores demográficos e socioeconómicos, como a diminuição do número de jovens e a concorrência crescente do mercado de trabalho.

A estratégia passou por uma intervenção transversal, começando pela valorização financeira. Segundo o Ministério da Defesa Nacional, “começamos pelas pessoas”, com aumentos salariais e de suplementos que, “em termos agregados, geram um aumento do vencimento bruto superior a 500 euros”, procurando tornar o salário dos militares mais competitivo face a outras profissões com níveis semelhantes de exigência académica.

A habitação foi outra das áreas identificadas como prioritárias. O MDN sublinha que “é caro viver nas grandes cidades, e também o é para os militares”, razão pela qual foram mobilizados fundos do Plano de Recuperação e Resiliência para reconverter edifícios abandonados em alojamento destinado a militares, com o objetivo de garantir “ofertas de habitação a baixo custo e com padrões de habitabilidade e de conforto ajustados ao que as novas gerações vivenciam”.

Na área da formação, a aposta passa pelo alinhamento da formação militar com o Sistema Nacional de Qualificações. As Forças Armadas, descritas pelo ministério como “das maiores entidades formadoras do país”, estão a criar condições para que a formação de base seja reconhecida civilmente, permitindo atribuir níveis de qualificação formais - uma medida apresentada como relevante tanto para a retenção como para a futura reinserção profissional dos militares.

Foram igualmente introduzidos novos instrumentos de gestão de recursos humanos, incluindo o alargamento de áreas funcionais em regimes de contrato especial e o reforço do quadro permanente em alguns ramos. Em paralelo, cada ramo tem desenvolvido iniciativas próprias, como o recrutamento local no Exército ou a aposta da Marinha na dinamização do regime de voluntariado. Segundo o Ministério da Defesa, estas medidas terão contribuído para inverter a tendência dos últimos anos: “hoje são mais os jovens que entram nas Forças Armadas do que os militares que saem”, embora os números finais ainda estejam em consolidação.

Este esforço de reforço do recrutamento surge num momento em que as Forças Armadas portuguesas se preparam para um ciclo significativo de modernização. Até 2035, Portugal deverá beneficiar de cerca de 5,8 mil milhões de euros em financiamento europeu através do programa SAFE (Security Action for Europe), destinado à aquisição e modernização de equipamento militar. O investimento representa uma oportunidade relevante para reforçar capacidades operacionais, mas também evidencia um desafio estrutural: sem efetivos suficientes para operar e manter os novos sistemas, o reforço material poderá ter impacto limitado. A questão do recrutamento e da retenção assume, assim, uma dimensão estratégica que vai além da gestão de recursos humanos. Num momento em que vários países testam modelos mais flexíveis e experimentais para captar novas gerações, o desafio para Portugal poderá passar menos por fazer mais do mesmo e mais por testar caminhos diferentes.

* Artigo concluído a 20 de fevereiro

https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/atrair-jovens-para-as-foras-armadas-o-que-se-faz-l-fora-e-o-que-falta-testar-em-portugal

Sempre achei que algo interessante a avaliar seria a possibilidade de renovação de contratos

Acho que seria um bom meio termo para aqueles que pretendem ficar mais do que os 6 anos do RC, mas que não têm necessariamente o interesse de fazer o serviço militar uma profissão para a vida, ou então até aqueles que ao fim de 6 anos prefiram a estabilidade de emprego das FAs em vez do atual mercado do trabalho, e acham que mais uns 2, 4 anos, seja o que for melhor do que sair já
Para os interessados, um discord server para também falar sobre defesa

https://discord.gg/wjeNVqGXbq
 

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4373 em: Hoje às 03:48:38 pm »
Se calhar convinha adquirir uns meios de defesa aérea ASAP... ::)

Se forem os mesmos que opera o Kuwait, não obrigado.  :mrgreen:

Então, então, não derrubaram 3 aviões? São eficazes  :mrgreen: ::)
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4374 em: Hoje às 03:49:14 pm »
Na edição de hoje do DN.

Citar
Atrair jovens para as Forças Armadas: o que se faz lá fora e o que falta testar em Portugal


Por cá nem sequer se tentou esta solução, que é fácil de implementar.
Citar
Japanese citizens between 18 and 32 years old to enlist, with the upper age limit raised in 2018 to combat a shrinking pool of applicants.

Entre esta, e algo parecido ao que os holandeses fazem, com abertura a candidatos de determinadas especialidades com uma margem de idades maior.

Continuo a achar absurda a limitação das idades para determinadas funções. Um mecânico de Pandur não precisa de ter 20 anos. Um mecânico de 40 anos experiente pode ser mais útil do que um jovem de 18 que terá que aprender tudo do zero.
Ainda por cima nós temos muita falta de pessoal nestas especialidades de "apoio". Basta ver a falta de pessoal de terra na FAP.

Antes isto do que saltar logo para SMOs, que em tempo de paz saem caro, e a produtividade para combate é mínima.


Depois acharia interessante a ideia de uma Legião Estrangeira, como parapte da BRR/Brigada Ligeira, definindo uma dimensão específica para esta força, e elaborando os critérios que se pretendem para ingresso. Não resolvia tudo, nem era suposto, mas oferecia um reforço de pessoal adicional a somar a outras medidas.
 

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4375 em: Hoje às 03:57:15 pm »
Não te esqueças que assim que isso fosse proposto apareciam os berloques aos gritos, e por poucos votos que tenham, dominam a comunicação social
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-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4376 em: Hoje às 04:50:32 pm »
Eu até acho que haveria mais vozes contra um SMO por parte de outros partidos, do que outras medidas menos "radicais".