EUA fora das Lajes?

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scrupulum

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #105 em: Novembro 27, 2012, 08:42:07 pm »
Eu dei uma ideia que serviria tambem para criar postos de trabalho nos Açores, para além do interesse real que existe em desenvolver tudo o que esta relacionado com a economia, o estudo e a exploraçao  do mar.
Ja que falou tambem da estaçao de seguimento de satélites, eu aproveito para dizer que Portugal deveria desenvolver e possuir um sistema de comunicaçoes por satelite proprio. A ESA teria mais um satélite para seguir  :lol:  
Não se percebe muito bem porque razão os sucessivos governos portugueses ainda não tomaram iniciativas no sentido de criar um canal de televisão lusofono, visivel a nivel mundial. As linguas inglesa e arabe têm os seus canais de informaçao globais, Portugal não tem...apesar da nossa lingua ser o sexto ou setimo idioma mais falado no mundo , apesar dos paises lusofonos, apesar das disporas portuguesas espalhadas por todo o planeta. Os Açores parecem-me ser uma base ideal para acolher estas iniciativas.
Estas coisas so sao possiveis depois de o regime de Vichy ser corrido de Portugal.
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scrupulum

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #106 em: Novembro 27, 2012, 08:45:45 pm »
Citação de: "Miguel"
A BA4 é o maior porta avioes do oceano.

Devia-se aumentar a presença da FAP.

Aumentar a capacidade de apoio logistico para a Armada, em apoio dos submarinos. :twisted:

Tambem não é ma ideia.
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Lightning

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #107 em: Novembro 27, 2012, 10:43:41 pm »
Citação de: "scrupulum"
Eu dei uma ideia que serviria tambem para criar postos de trabalho nos Açores, para além do interesse real que existe em desenvolver tudo o que esta relacionado com a economia, o estudo e a exploraçao  do mar.

Nada contra.

Citar
Não se percebe muito bem porque razão os sucessivos governos portugueses ainda não tomaram iniciativas no sentido de criar um canal de televisão lusofono, visivel a nivel mundial. As linguas inglesa e arabe têm os seus canais de informaçao globais, Portugal não tem...apesar da nossa lingua ser o sexto ou setimo idioma mais falado no mundo

Então não tem? RTP Internacional... RTP África... Agora os programas que lá dão é que é outra história.
 

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Vicente de Lisboa

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #108 em: Novembro 29, 2012, 02:01:48 pm »
Citação de: "scrupulum"
Não se percebe muito bem porque razão os sucessivos governos portugueses ainda não tomaram iniciativas no sentido de criar um canal de televisão lusofono, visivel a nivel mundial. As linguas inglesa e arabe têm os seus canais de informaçao globais, Portugal não tem...apesar da nossa lingua ser o sexto ou setimo idioma mais falado no mundo , apesar dos paises lusofonos, apesar das disporas portuguesas espalhadas por todo o planeta. Os Açores parecem-me ser uma base ideal para acolher estas iniciativas.

Gosto. E curiosamente a Monocle avançou com essa proposta recentemente. Mas ia dar molho de primeira quando os nossos concidadãos começassem a ver que "Língua Portuguesa" é hoje apenas a forma erudita de dizer "Brasileiro".
 

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scrupulum

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #109 em: Novembro 29, 2012, 06:47:54 pm »
Citação de: "Lightning"
Citação de: "scrupulum"
Eu dei uma ideia que serviria tambem para criar postos de trabalho nos Açores, para além do interesse real que existe em desenvolver tudo o que esta relacionado com a economia, o estudo e a exploraçao  do mar.

Nada contra.

Citar
Não se percebe muito bem porque razão os sucessivos governos portugueses ainda não tomaram iniciativas no sentido de criar um canal de televisão lusofono, visivel a nivel mundial. As linguas inglesa e arabe têm os seus canais de informaçao globais, Portugal não tem...apesar da nossa lingua ser o sexto ou setimo idioma mais falado no mundo

Então não tem? RTP Internacional... RTP África... Agora os programas que lá dão é que é outra história.

A RTP internacional ? dificil de encontrar pior. Um canal de bimbos para bimbos  :lol:  :lol:
Eu referia-me, claro esta, a um canal de informações em continuo, do género da AL JAZEERA, FRANCE 24 ou os multiplos canais em lingua inglesa.
O mundo lusofono é vasto e merecia um canal de informações proprio.
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Lightning

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #110 em: Novembro 29, 2012, 10:36:59 pm »
Citação de: "scrupulum"
A RTP internacional ? dificil de encontrar pior. Um canal de bimbos para bimbos  :lol:  :lol:
Eu referia-me, claro esta, a um canal de informações em continuo, do género da AL JAZEERA, FRANCE 24 ou os multiplos canais em lingua inglesa.
O mundo lusofono é vasto e merecia um canal de informações proprio.

Estou a ver que temos aqui um grande especialista da matéria, porque é que não vai para a RTP? Deve ser muito fácil para uma mente brilhante como você fazer melhor do que os bimbos que lá trabalham, ou só sabe dizer mal?
 

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #111 em: Novembro 30, 2012, 07:58:28 am »
Vc pelos vistos não vê a RTP internacional.
Tardes inteiras a passar o Baião, os Gouchas e umas bichas mais modernas que nem sequer lhes conheço o nome.
As vezes até têm o descaramento de anular ou de mudar o horario do Telejornal para passar um jogo de futebol qualquer dos ultimos da liga. Podiam anular as telenovelas, mas entre estas e o Jornal televisivo, preferem aquelas.
Não é tudo mau : da parte da manhã a RTP internacional passa as noticias em continuo durante umas 2 horas. Mas depois la vêm novamente os Baiões e outras bichas descongeladas,  durante o resto do dia...


Esta conversa esta fora de topico e paro aqui.
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P44

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #112 em: Novembro 30, 2012, 08:52:52 am »
Enquanto isso, ficou-se a saber que o Aguia Branco tinha sido informado desta decisão dos americanos...em Fevereiro.
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Lightning

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #113 em: Novembro 30, 2012, 07:44:36 pm »
Citação de: "scrupulum"
Vc pelos vistos não vê a RTP internacional.
Tardes inteiras a passar o Baião, os Gouchas e umas bichas mais modernas que nem sequer lhes conheço o nome.
As vezes até têm o descaramento de anular ou de mudar o horario do Telejornal para passar um jogo de futebol qualquer dos ultimos da liga. Podiam anular as telenovelas, mas entre estas e o Jornal televisivo, preferem aquelas.
Não é tudo mau : da parte da manhã a RTP internacional passa as noticias em continuo durante umas 2 horas. Mas depois la vêm novamente os Baiões e outras bichas descongeladas,  durante o resto do dia...

Não vejo, mas por um canal não ser como nós achamos bem, não quer dizer que esteja mal, a RTP Internacional se calhar nunca teve a intenção de ser um canal informativo a nivel mundial estilo CNN (nem deve ter orçamento para isso), mas sim um canal temático sobre Portugal para os milhoes de portugueses espalhados pelo mundo, o unico canal da RTP virado para os paises lusofunos e a RTP Africa, possivelmente nesses paises nao ha canais de tv de jeito e a RTP colmatou essa lacuna, no Brasil ha muitos canais de tv, nao precisam da RTP, nem os brasileiros devem ter interesse em ver um canal em portugues de Portugal.

Citar
Esta conversa esta fora de topico e paro aqui.

Bem verdade, por mim tambem fico por aqui em relaçao a este asssunto.
 

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Lightning

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #114 em: Dezembro 01, 2012, 01:44:35 pm »
Citar
O chefe do Estado-Maior da Força Aérea admitiu ontem “surpresa” pela “dimensão da redução” da presença norte americana na base das Lajes, Praia da Vitória, situação que poderá reforçar o aumento do contingente nacional na infraestrutura.
“Foi uma surpresa quando recebemos a dimensão da redução, porque houve uns contactos iniciais e a dimensão para mim, pessoalmente, foi uma surpresa”, afirmou aos jornalistas o general José Pinheiro, que se encontra no Porto Santo para a cerimónia comemorativa do 3.º aniversário do Aeródromo de Manobra n.º 3.
Questionado sobre se a decisão norte-americana poderá implicar a redução do contingente nacional na base aérea n.º 4 – composta por 300 militares e 104 civis -, o responsável negou, contrapondo com a possibilidade de até aumentar.
 “Não vai, certamente, implicar a redução, poderá é ter a consequência oposta que é nós termos de assumir responsabilidades que hoje poderão ser assumidas pelas Forças Armadas americanas”, declarou o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, considerando que, neste momento, é “prematuro” estar a dar “informação adicional”.
“Primeiro temos de saber, exactamente, o que é que os americanos vão retirar, temos de saber exactamente que serviços é que vão deixar de existir e que serviços é que vão continuar a existir para depois nós, aquilo que for critico para manter a operação da Força Aérea nos Açores, se não for fornecido pelos americanos, alguém vai ter que pôr, porque a operação não vai falhar, garantidamente”, referiu.
O general José Pinheiro referiu que “este é um dossiê que está a ser gerido” pelos ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, com “o apoio da Força Aérea”.
 “As autoridades americanas comunicaram a Portugal que têm intenção de reduzir os militares americanos e funcionários civis que trabalham para as Forças Armadas americanas nos Açores, mas ainda não nos deram os detalhes”, adiantou, explicando que apenas foram dadas “indicações genéricas”.
Segundo o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, as autoridades portuguesas estão “a tentar junto das autoridades americanas na unidade avaliar e tentar perceber exactamente o que é que fica e o que é que sai”, para depois ver que “consequências directas” terá para a operação da Força Aérea.
“Uma coisa é certa, a operação da Força Aérea há de continuar em moldes semelhantes àqueles de hoje e, portanto, não vai faltar o apoio à Região Autónoma dos Açores”, garantiu.
Os Estados Unidos informaram Portugal sobre a ratificação de uma proposta da Força Aérea norte-americana que prevê uma forte redução da presença na base das Lajes, Açores, revelou à Lusa a semana passada um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
De acordo com o jornal Expresso, a presença norte-americana na Base das Lajes será reduzida dos cerca de 800 militares e 600 familiares actuais para 160 elementos, o que colocará em causa cerca de 300 postos de trabalho portugueses directos, num universo actual de 790.
Na quarta-feira, a Comissão Parlamentar de Defesa aprovou, por unanimidade, uma proposta da maioria PSD/CDS para a realização de uma audição conjunta com os ministros Aguiar-Branco e Paulo Portas sobre o futuro da base das Lajes.

http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=29934
 

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papatango

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #115 em: Dezembro 05, 2012, 12:17:53 pm »
Citação de: "P44"
Enquanto isso, ficou-se a saber que o Aguia Branco tinha sido informado desta decisão dos americanos...em Fevereiro.
:shock:  :mrgreen:  :mrgreen:  :mrgreen:   :G-beer2:  :G-beer2:



Esta questão é um segredo de Polinchinelo. Não há nada que os americanos estejam a fazer que não fosse óbvio, que não fosse esperado e que não fosse previsível.
Os americanos só precisam das bases quando precisarem de uma ponte aérea para o Médio Oriente. Os aviões têm cada vez mais autonomia e podem viajar com mais combustível e menos carga e cumprir assim as suas tarefas sem escalas, ou utilizando outras escalas.

O que nos salva, é que os americanos continuam a ter visão estratégica, e continuam a perceber que Portugal (enquanto for potência administrante dos Açores) é importante, por causa disso, e digo mesmo mais: Exclusivamente por causa disso.

O espanto de quem quer que seja, é por isso necessariamente falso, quando até nós aqui já discutimos a questão várias vezes em diversos tópicos concluindo o mesmo: Mais tarde ou mais cedo, os americanos vão reduzir muito ou drasticamente a presença nos Açores.

Cumprimentos
 

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Lightning

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #116 em: Dezembro 05, 2012, 05:52:05 pm »
Na Islandia foi pior, tinham um contingente com caças e helicopteros em permanencia e desactivaram completamente a Base, nao ficou la ninguem. Agora e ocupada pelos destacamentos de caça que por la passam.

http://en.wikipedia.org/wiki/Naval_Air_Station_Keflavik
 

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Turlu

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #117 em: Janeiro 04, 2013, 01:03:31 pm »
Artigo do Diário Insular de 04/01/2013

LAJES PODE SER ESTATÉGICA NUMA ALIANCA COM O BRASIL

Depois da hipótese de transformar as Lajes num campo de treino para uma empresa dos EUA ou numa base estratégica para a China, levanta-se agora a possibilidade de apostar numa aliança com o Brasil.

As facilidades aeroportuárias dos Açores, nomeadamente da Base das Lajes, são um dos eixos fundamentais motivadores de uma aliança estratégica entre Portugal e o Brasil. A ideia é defendida por Jorge Nascimento Rodrigues, jornalista, no site administradores.com.br, considerado um dos maiores canais online sobre administração e negócios em língua portuguesa.
O texto do especialista, publicado no passado dia 16 de dezembro, adianta que as Lajes - “designadas nos anos 1940 a 1960 pelos americanos como o porta-aviões de betão no Atlântico Norte” -, o aeroporto da Portela e o porto de Sines (para além de outros como o de Lisboa e o do Funchal para o turismo de cruzeiros) “formam um triângulo estratégico de alto valor, interessante para uma potência atlântica em projeção como é o Brasil”. A localização estratégica não é, de facto, a única razão de interesse para uma aliança atlântica entre o Brasil e Portugal. As relações históricas, assim como a língua unificadora, são outros dois motivos fortes.
Neste sentido, escreve-se, Cabo Verde também poderia fazer parte desta aliança. Trata-se, de acordo com Jorge Nascimento Rodrigues, de uma plataforma arquipelágica cuja importância geopolítica é pouco ressaltada.

ALIANÇAS GASTAS
O artigo do site administradores.com.br descontrói a ideia de que Portugal deva apostar numa união exclusiva com a Europa e com a Alemanha, com os EUA ou com Inglaterra. As opções tradicionais, adianta-se, parecem não funcionar.
Jorge Nascimento Rodrigues, também colaborador do semanário Expresso, sustenta que a aliança com a Inglaterra é uma carta gasta. Por outro lado, diz, colocar as esperanças nos EUA começa a mostrar-se obsoleto com as mudanças geoestratégicas de Washington DC para outras paragens.
Já investir na Alemanha pode até ser perigoso. “A Alemanha é hoje provavelmente o principal fautor atual que poderá catapultar a Europa, e em particular a Europa periférica, para a zona de risco geopolítico mundial. Os próprios meios da intelligence norte-americana o sublinham”, diz.
Desta feita, defende, o arco atlântico deve ser considerado do ponto de vista geopolítico, por oposição “à condição de periferia de miséria e de ponto de cruzamento de posicionamento de grandes potências “exteriores” para que a atual estratégia alemã nos está a empurrar”.
Jorge Nascimento Rodrigues vai ainda mais longe. A continuar neste caminho, agarrado à União Europeia e à liderança alemã, Portugal incorre num processo de desacreditação histórico.
“A continuarmos o austerismo e a subserviência aos desígnios da atual estratégia da chanceler Merkel seremos conduzidos a uma condição de estado pária, um enxovalhamento que jamais tivemos nem mesmo no tempo da união de coroas com os Felipes de Espanha ou por ocasião do Mapa-Cor-de-Rosa”, sublinha.
O especialista escreve, por isso, que Portugal vive um impasse, sendo necessário fazer uma rutura estratégica para escapar à “sina de um Estado pária da União Europeia, situação para que esta crise da dívida soberana e a receita do austerismo derivado da estratégia alemã atual nos está a empurrar”.

POTÊNCIA EMERGENTE
O Brasil mostra-se, por isso, uma opção acertada, nomeadamente por tratar-se de uma potência emergente. Embora considere que a importância do país não merece a devida atenção por parte de Portugal, o autor refere que esta aliança tem de começar a ganhar contornos no campo da segurança atlântica e da logística global.
“O Brasil é olhado em Portugal sobretudo como um destino de investimento ou de emigração (...) ou como interessado em “usar” Portugal como porta de entrada na Europa ou nos outros PALOP.
Mas a importância do atual Brasil– democrático e reconhecido crescentemente como uma potência emergente – é outra para Portugal, é geopolítica”, escreve.
No entanto, o jornalista não crê que Portugal deva ligar-se exclusivamente a esta aliança do Atlântico, com o Brasil e Cabo Verde.
Assim, considera, o país deve apostar numa “geometria variável”.
“Significa esta hipótese de alinhamento abandonar a União Europeia e a NATO e partir numa jangada de pedra pelo Atlântico para além das Canárias? Não. Significa introduzir na União Europeia e na aliança militar um valor acrescentado por via do posicionamento estratégico e do goodwill histórico específico de Portugal. O que não impede de seguirmos sempre uma estratégia em geometria variável no plano global, em que a projeção global da China é naturalmente uma peça fundamental do xadrez, bem como da própria Índia”, frisa.
Neste domínio, Portugal poderá fazer uso das relações históricas, que iniciou por altura dos Descobrimentos.
Portugal, escreve, é o único país do mundo que tocou as novas potências do século XXI - Brasil, China e Índia -, assim como potências regionais, como a África do Sul.

A CAMINHO DA GRÉCIA
Caso Portugal mantenha a mesma linha de atuação geoestratégica, corre o risco de torna-se um “shatterbeltv vulnerável a projeções de poder extra-atlânticas e extra-europeias”.
É o que começa a acontecer com a Grécia, “humilhada” por potências da mesma união. “O risco enorme que corre a Grécia de se tornar uma plataforma de cruzamento de interesses estratégicos da China e da Rússia, para além do recrudescer dos velhos fantasmas dos Balcãs e na fronteira euroasiática (envolvendo a Turquia e Israel), não deve ser “importado” para Portugal”, escreve Jorge Nacimento Rodrigues.


IMPRENSA INTERNACIONAL DÁ CONTA DA IMPORTÂNCIA DAS LAJES
Ideias que vem de fora

Se, por um lado, Washington parece querer desinvestir na localização estratégica das Lajes, por outro, há quem veja no lugar potencial que não se esgota numa base adormecida.
Recorde-se, neste sentido, um artigo publicado na “National Review Online”, assinado por Gordon G. Chang, advogado, escritor e autor da obra “The Coming Collapse of China”, que dava conta de um possível interesse das autoridades chinesas pela Base.
Segundo Chang, aliás, a visita, a 27 de junho, do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, à Terceira, pode não ter sido desprendida de intenções. O especialista dizia acreditar que a Terceira representa agora uma “grande atração” para Pequim. “Se a China controlasse a base, o Atlântico deixaria de ser seguro (...) Aviões chineses poderiam patrulhar as áreas do norte e do centro do Atlântico e, assim, cortar o tráfego aéreo e marítimo entre os Estados Unidos da América e a Europa. Pequim também seria capaz de negar acesso ao mar Mediterrâneo”, argumentava. Para além disso, a China, poderia atingir solo norte-americano, uma vez que “as Lajes ficam a menos de 2300 milhas de Nova Iorque, menos que a distância entre Pearl Harbor e Los Angeles”.
Lembre-se ainda que a Pan Am International Flight Academy estaria interessada em criar um centro de treino para pilotos nas Lajes, ao nível da aviação civil, mas também militar. A notícia foi lançada a 11 de julho pelo diário “Açoriano Oriental”, que dizia ter tido acesso a documentos que dão conta dessa intenção. O jornal escrevia que a Pan Am considera “que a autorização para um futuro centro de treinos de pilotos nas Lajes, com condições para ser montado num curto espaço de tempo ‘facilitaria o sucesso’ do Centro de Formação Aeronáutica dos Açores, recentemente criado em Santa Maria”.
De resto, falou-se ainda, em 2010, na possibilidade de criar um campo de treino de caças norte-americanos na Base das Lajes. DI, aliás, chegou a apresentar as coordenadas da proposta dos EUA sobre essa matéria. Em causa estaria a possível inclusão do espaço aéreo do Corvo.
Em entrevista ao nosso jornal, em abril desse ano, o responsável de negócios da Embaixada dos EUA em Portugal, David Ballard, afirmava que a criação de uma zona de treino para aviões de última geração sobre o Atlântico, tendo como apoio a Base das Lajes, estava dependente de uma decisão política entre Portugal e os Estados Unidos.
“Ainda falta acertar alguns pormenores, é certo. Mas falta uma decisão política”, acrescentava, não avançando mais detalhes. Também a 15 de abril, o Jornal de Notícias (JN) citava fontes do Governo Regional dos Açores para noticiar que os estudos técnicos e ambientais sobre o campo de treinos no Atlântico estavam concluídos e não impediam a concretização deste projeto.
Com gente tola e toiros, paredes bem altas! - ditado popular da Ilha Terceira
 

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #118 em: Janeiro 04, 2013, 03:50:59 pm »
Outra possibilidade tão estrambólica como a dos chineses nas Lages.

O único país que tem interesse nas Lages, além de Portugal, são os Estados Unidos, que precisam da base quando houver uma crise grave.
Mas a base está lá. O que importa é a manutenção da pista, o bom estado dos pontos de estacionamento, a sinalização e os radares para o controlo aéreo e também eventualmente a capacidade para armazenamento de combustível.

Mas as Lages estão estrategicamente colocadas entre os Estados Unidos e o médio oriente e por isso são importantes naquele contexto. Para os chineses a base encontra-se no fim do mundo. literalmente no fim do mundo.
Nos mapas chineses, a China aparece no meio:



As Lages, estão algures numa das bordas do mapa.
Essa é a importância que os chineses dariam a essa base. Algo no fim do mundo, que está entre a margem direita e a margem esquerda do mapa.


Já o Brasil, não tem qualquer intenção ou possibilidade de vir a ter um tipo de posicinamento geoestratégico muito diferente do que tem sido a sua tradição.
O Brasil ficará restrito à América do Sul, onde tentará impor a sua posição de líder.
Para isso tem muito que fazer no Atlântico Sul.
Morreremos todos de velhos, antes de ver isso mudar.
 

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #119 em: Janeiro 04, 2013, 10:27:42 pm »
Note-se agora que um príncipe deve ter o cuidado de não fazer aliança com um que seja mais poderoso, senão quando a necessidade o compelir, como se expôs acima, pois que, vencendo, ficará prisioneiro do aliado; e os príncipes devem evitar o mais que possam a situação de estar à mercê de outrem. Os venezianos aliaram-se à França contra o duque de Milão, e podiam deixar de efetuar tal união; e desse fato resultou a ruína deles. Mas quando não se pode deixar de fazer aliança, como aconteceu com os florentinos quando o papa e a Espanha foram assaltar a Lombardia pelas armas, então o príncipe deve aderir, pelas razões acima. Não pense nunca que nenhum governo pode tomar decisões absolutamente certas; pense antes em ter que tomá-las sempre incertas, pois isto está na ordem das coisas, que nunca deixa, quando se procura evitar algum inconveniente, de incorrer em outro. A prudência está justamente em saber conhecer a natureza dos inconvenientes e adotar o menos prejudicial como sendo bom.

Maquiavel, "O Príncipe".
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

 

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