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O semanário Expresso publica hoje excertos de telegramas enviadas em 2009 pelo então embaixador norte-americano em Lisboa, Thomas Stephenson, nos quais este diz que a política de compras de armamento do Governo português "é guiada pelo desejo de ter brinquedos caros".
Não concordo, cada país compra o armamento que acha que lhe faz mais falta, se queremos ter poder temos que ter armas modernas, nós não somos um país da América latina. Eu acredito que para os americas nós ainda deveriamos estar a voar F5 como o México.
"No que diz respeito a contratos de compras militares, as vontades e acções do Ministério da Defesa parecem ser guiadas pela pressão dos seus pares e pelo desejo de ter brinquedos caros. O Ministério compra armamento por questão de orgulho, não importa se é útil ou não. Os exemplos mais óbvios são os seus dois submarinos (actualmente atrasados) e 39 caças de combate (apenas 12 em condições de voar)", pode ler-se no telegrama/relatório citado pelo Expresso.
Quanto aos F16 o atraso deveu-se mais ao processo de aprendizagem do que outra coisa, se for-mos ver hoje esse programa é dos melhores, ao ponto de já não haver nenhum OCU a voar e hoje já voamos mais de 22 aeronaves na sua versão MLU M4 e M5 e se tudo correr bem M6.1 em pouco tempo. Os sub já cá estão, agora é pôr-los a patrulhar a costa e pôr os PA americanos em sentido
Além do negócio dos submarinos, que o embaixador diz não serem "o investimento mais sensato", Stephenson comunica ainda a Washington as suas críticas quanto à compra de fragatas holandesas (em detrimento das norte-americanas), dos helicópteros para substituir os Puma (mais uma vez europeus em detrimento dos norte-americanos) e da aquisição de 36 carros de combate Leopard à Holanda.
Apesar da necessidade dos sub, cada vez mais acho, que o que nos faria mais falta eram os NPO as LFC e o NPO. Como já foi referido no fórum mais do que uma vez, as fragatas estavam podres e as holandesas foram sem dúvida nenhuma uma excelente aquisição e pelo que sei, vai sofrer um MLU bem porreiro e como tal iremos ter 5 fragatas bem capazes, para um país como nosso. Em relação aos helis já ouvi de tudo, mas acredito que se fossem americanos a logística seria bem melhor, mas mesmo assim os EH101 foram uma boa compra. Quantos aos LEO foram uma fantástica compra de ocasião, apesar das criticas americanas, não fazia sentido fazer um MLU aos M60A3 ou comprar M1 Abrams, porque ninguém na Europa o usa e tendo em conta que foram apenas 36, fariam mais sentido ser europeu que americano (em termos de logística). Não criticando a qualidade do M1, mas os únicos países que os usam, são países cujo os exércitos controlados na sua integralidade e muito dependentes a todos os níveis dos americas, como é o caso do Egipto, os restantes tem optado por material russo ou leos, até Israel preferiu ter o seu a comprar M1.
A única coisa que concordo com o america é mesmo a quantidade de chefias, o número é exageradamente elevado para um país com apenas 32000 Homens.