Sim, mas a tripulação poderia seguir no navio até um porto mais longe e o armador arranjar forma de os trazer, assumindo que o navio quer lá as pessoas e tem condições mínima para as manter.
E se não quiser? E se não tiver condições (por exemplo camas), para mais aquelas pessoas?
Estes navios em trânsito são direcionados para onde estão as vítimas pelo MRCC que é quem recebe o alerta do navio em perigo, eles estão a actuar como navio SAR a mando do MRCC, não tem obrigação de acolher e sustentar essas pessoas durante semanas até onde vão recolher ou largar carga, se o MRCC até consegue retirar essas pessoas do navio rapidamente.
Se for um pequeno barco de pesca de Peniche a afundar,coitados, ainda vão parar á China e depois tem de pagar o regresso lolol.

De forma alguma ia sugerir ser o navio que resgatou a ter que mudar a rota.
E pela notícia não parecia ser um resgate médico.
Há sempre a parte psicológica, é uma experiência que pode ser traumatizante, as pessoas podem ter estado ao frio, etc, não é nenhum passeio.
Outra das opções era o armador a ter que financiar a operação de resgate e não o estado.
É claro que isso poderia tornar as operações marítimas financeiramente inviáveis, o que que poderia ser mitigado com seguros.
Sim, acho que tem seguro.
No fundo queria saber se existem regras claras e se noutros países fazem o mesmo.
As regras são mundiais.
https://www.dgrm.pt/solas (Portugal)
https://www.imo.org/en (ONU)