Forças Armadas e Segurança Interna

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asalves

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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #45 em: Abril 01, 2020, 10:57:37 am »
Isto é do pior que temos por cá, então o Sr. não sei das quantas da PSP, se achava que alguma coisa não estava correta não ia logo falar de quem de direito esclarecer a situação?

Não preferiu armar-se em bom, andar a enviar circulares paras o resto das esquadra e fazer figura de urso (Eu até percebia se isto se tivesse passado num outro inverno sem nada para fazer e se o Sr se sentisse aborrecido, mas agora numa altura destas devia ter mais do que se preocupar), pois os militares armados estavam a fazer guarda a produtos químicos perigosos ou potencialmente perigosos.

PS: Não entendo estas pancadas, porque motivo não podem os militares andarem ardamos desde que estejam a desempenhar a sua missão e estejam identificados.
 

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Lightning

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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #46 em: Abril 01, 2020, 11:22:23 am »
Não entendo estas pancadas, porque motivo não podem os militares andarem ardamos desde que estejam a desempenhar a sua missão e estejam identificados.

Parece que foi mesmo ai o erro, a função da polícia é manter a lei e a ordem na sociedade, por isso pode deter militares ns situação de cidadãos e apenas em flagrante delito de crime, não tem autoridade sobre uma força militar em operações que esteja a cumprir ordens.

O director da PSP já informou o CEMGFA que isto não se repetiria, cá para mim foi alguma chefia intermédia da PSP com demasiada iniciativa, deve ter levado um puxão de orelhas...
« Última modificação: Abril 01, 2020, 11:24:50 am por Lightning »
 
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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #47 em: Abril 02, 2020, 08:32:51 pm »
Tratando-se de uma desinfestação de um lar, um serviço prestado à protecção civil e não uma missão militar, não percebo que perigos corriam para criarem um circulo de protecção com metralhadoras e tudo, RIDÍCULO!!!
Se estavam ou suspeitavam que podiam vir a ter problemas de segurança só tinham de o comunicar à força de segurança com responsabilidades naquela zona, independentemente se PSP ou GNR. Assim vejo as coisas e penso que a PSP esteve bem. É que temos leis em Portugal, se estão mal mudem-nas, mas enquanto existirem cumpram-nas.

E agora, vão para os incêndios de Leopard?
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HSMW

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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #48 em: Abril 02, 2020, 09:27:43 pm »
Qual era a unidade militar envolvida?
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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asalves

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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #49 em: Abril 02, 2020, 09:48:30 pm »
Tratando-se de uma desinfestação de um lar, um serviço prestado à protecção civil e não uma missão militar, não percebo que perigos corriam para criarem um circulo de protecção com metralhadoras e tudo, RIDÍCULO!!!
Se estavam ou suspeitavam que podiam vir a ter problemas de segurança só tinham de o comunicar à força de segurança com responsabilidades naquela zona, independentemente se PSP ou GNR. Assim vejo as coisas e penso que a PSP esteve bem. É que temos leis em Portugal, se estão mal mudem-nas, mas enquanto existirem cumpram-nas.

E agora, vão para os incêndios de Leopard?

A justificação oficial é que a unidade que procede a desinfeção trabalha com produtos químicos potencialmente perigosos, (o que ouvi numa peça jornalística, e contado por um militar, era que estava a usar o mesmo agente que usam para neutralizar o antrax) produtos esses que provavelmente requerem uma segurança extra, provavelmente por estarmos sob produtos perigosos é provável que seja necessário um cuidado especial para se andar perto, e porventura até haverá protocolos de segurança e de "co-habitação" com esses produtos que a PSP ou GNR não estejam habituadas, e visto que era uma unidade que está treinada para isto deve haver procedimentos treinados e afins. Uma coisa é a PSP/GNR fecharem uma rua/estrada ou controlarem um perímetro alargado, outra é trabalharem em estreita (misturados) colaboração com uma unidade militar numa tarefa tão especifica.

 

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typhonman

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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #50 em: Abril 02, 2020, 10:55:46 pm »
Tratando-se de uma desinfestação de um lar, um serviço prestado à protecção civil e não uma missão militar, não percebo que perigos corriam para criarem um circulo de protecção com metralhadoras e tudo, RIDÍCULO!!!
Se estavam ou suspeitavam que podiam vir a ter problemas de segurança só tinham de o comunicar à força de segurança com responsabilidades naquela zona, independentemente se PSP ou GNR. Assim vejo as coisas e penso que a PSP esteve bem. É que temos leis em Portugal, se estão mal mudem-nas, mas enquanto existirem cumpram-nas.

E agora, vão para os incêndios de Leopard?

Desculpe, RÍDICULO foi a pobre atuação da PSP, ao andar a mandar comunicados para o resto das esquadras do país.

Era engraçado, a unidade militar ser assaltada ou sofrer agressões de algum tipo e terem de esperar para chamar a PSP, que por sinal até atendem o 112 super rápido !

Faz lembrar aquele comissário que começou a arrear no velhote e no filho no estádio de Guimarães, isso sim foi patético e vergonhoso para a PSP.

Enfim, há pessoas que pensam que têm o rei na barriga ( esses e os novos faz tudo, que só falta terem helis e aviões), falo da GNR claro.

« Última modificação: Abril 02, 2020, 11:01:47 pm por typhonman »
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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Trafaria

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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #51 em: Abril 02, 2020, 11:53:36 pm »
Não sei a que comunicados se refere, eu não recebi nenhum. Quantos recebeu você?

Assalto ou agressões? Pois o SIS deve ter informado a unidade de que os velhotes contaminados se revoltariam de frustração.
Ou que alguma potência estrangeira se quereria apropriar das máquinas de pulverizar, quem sabe?!

Uma coisa é certa, quando se querem jumentamente mostrar nunca lhes falta pessoal.

Nunca mais aprendem, por isso cada vez mais há quem defenda que o lugar deles, dos militares, é sossegadinhos na caserna. Tendo a concordar, cada vez mais.
« Última modificação: Abril 03, 2020, 12:06:43 am por Trafaria »
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raphael

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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #52 em: Abril 03, 2020, 03:21:12 am »
Não sei a que comunicados se refere, eu não recebi nenhum. Quantos recebeu você?

Assalto ou agressões? Pois o SIS deve ter informado a unidade de que os velhotes contaminados se revoltariam de frustração.
Ou que alguma potência estrangeira se quereria apropriar das máquinas de pulverizar, quem sabe?!

Uma coisa é certa, quando se querem jumentamente mostrar nunca lhes falta pessoal.

Nunca mais aprendem, por isso cada vez mais há quem defenda que o lugar deles, dos militares, é sossegadinhos na caserna. Tendo a concordar, cada vez mais.

Trafaria os militares armados estavam a efetuar uma escolta, mas não foram por auto recreação foram porque têm isntruções escritas que obrigam a esse procedimento.
O oficial da PSP talvez tenha sido um pouco zeloso demais, pois nem questionou a hierarquia.

Após esta embruljhada o DN da PSP e o CEMGFA lá se entenderam e após desculpas de parte a parte lá se entendam que em acções de apoio à proteção civil os militares estarão desarmados.

O fato de terem ido armados tem a ver com outro pressuposto divulgado ao nível dos serviços e forças de segurança, não afetando os militares nas unidades mas afetando a circulação na via pública.

Mas sabe o que é de valor é que apesar da embrulhada do armamento, o resto da força foi efetuar um serviço que...a PSP neste momento não está capacitada para executar...

https://www.exercito.pt/pt/informa%C3%A7%C3%A3o-p%C3%BAblica/not%C3%ADcias/1641

Entre todas as outras ações de apoio em equipamento e pessoal que o Exército tem disponibilizado.

Não são só aspetos negativos.
Um abraço
Raphael
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Lightning

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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #53 em: Abril 03, 2020, 03:45:53 am »
Qual era a unidade militar envolvida?

Penso que era a PE.
 
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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #54 em: Abril 03, 2020, 04:00:10 am »
Trafaria eu não percebo nada de material químico, mas percebo que possa ser perigoso, e se fizermos comparação com explosivos ou armamento entendemos a necessidade de escola armada, alguém que percebe mais disso que eu lá o deve ter definido.

O problema é que não estavam a ir do quartel A para o quartel B, foram para uma localidade efectuar uma operação num edifício, penso que o mais sensato teria sido informar a força de segurança local, os militares fariam segurança às suas viaturas e material, a força de segurança faria o perímetro ao edifício, até porque se fosse necessário interpelar algum cidadão, deve ser feito pela policia civil.

E penso que a polícia também não esteve bem ao querer identificar os militares, uma força militar tem a sua própria hierarquia e leis próprias.

No fundo acho que foi falta de comunicação de parte a parte, espero que ao menos sirva para resolver este género de situações.
 
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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #55 em: Abril 03, 2020, 04:23:43 am »
Tenho andado um bocado no diário da república e aquilo não é fácil de encontrar.

A única lei de posse de arma que encontro é sobre os militares possuírem arma a título pessoal, pois a lei geral exclui de quase tudo as Forças Armadas, existe alguma lei que diga algo como "em paz uma força militar não pode andar armada na via pública"?

Ou pressupõe-se que, como as forças militares cumprem ordens do governo, se tiverem ordem para tal, está legal?

Por exemplo os F-16 andsm armados, de certeza que os navios da Marinha também, e estão em território nacional, certo que é no ar e mar, mas a lei não é só para o chão.

PS: o meu exemplo dos aviões e navios militares não serve, li algures que legalmente são como um quartel.
« Última modificação: Abril 03, 2020, 04:28:10 am por Lightning »
 

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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #56 em: Abril 03, 2020, 05:08:59 am »
Penso que a minha questão anterior fica sem efeito, é que lembrei-me de uma situação, que até é muito comum, ocorre várias vezes todos os anos, em que forças militares armadas com armas automáticas saiem das unidades para uma missão, e até hoje não é ilegal, refiro-me a...

... Cerimónias fúnebres.

Nas cerimónias fúnebres forças militares, compostas por praças, sargentos e oficiais, à ordem da sua hierarquia, armam de arma automática e saiem da unidade para cumprir uma missão, aos olhos da lei como é? Faz diferença a missão ser um funeral? Ou as munições serem de salva?

Quero dizer que legalmente os militares da tal equipa de segurança não parecem ter feito nenhuma ilegalidade, mas um bocado de bom senso de toda a gente e não tinha acontecido esta situação.

A dúvida que tenho é onde se enquadram estas operações de apoio à protecção civil, sendo verdade que sao operações executadas por militares, devidamente organizados, equipados a cumprir ordens da sua hierarquia, não são operações da defesa militar da República.
« Última modificação: Abril 03, 2020, 10:21:20 am por Lightning »
 
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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #57 em: Abril 03, 2020, 12:33:26 pm »
Não sei a que comunicados se refere, eu não recebi nenhum. Quantos recebeu você?

Assalto ou agressões? Pois o SIS deve ter informado a unidade de que os velhotes contaminados se revoltariam de frustração.
Ou que alguma potência estrangeira se quereria apropriar das máquinas de pulverizar, quem sabe?!

Uma coisa é certa, quando se querem jumentamente mostrar nunca lhes falta pessoal.

Nunca mais aprendem, por isso cada vez mais há quem defenda que o lugar deles, dos militares, é sossegadinhos na caserna. Tendo a concordar, cada vez mais.

Sim é isso e alguns que agridem mulheres na rua do tipo saco de boxe.

Esses nem deviam sair da secretaria ou então do engraxe de sapatos aos comissários das respetivas esquadras.
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #58 em: Abril 03, 2020, 01:08:32 pm »
Amigos por favor podemos manter a conversa num contexto educado?

Todas as instituições são constituídas por pessoas e as pessoas erram, não são perfeitas, mas também não podemos criticar toda a instituição pelo mal que alguns fizeram, a Força Aérea também teve meia duzia a meter dinheiro ao bolso esquema das messes, e não podemos deixar de elogiar os salvamentos e todas as outras operações que contribuem para o bem  estar comum.
« Última modificação: Abril 03, 2020, 01:10:52 pm por Lightning »
 
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Trafaria

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Re: Forças Armadas e Segurança Interna
« Responder #59 em: Abril 03, 2020, 06:41:15 pm »
Boa tarde,
Os que andam à procura de justificações na Lei das Armas e no Regime Jurídico das Armas e Munições devem direcionar as suas buscas para as Leis da Segurança Interna e da Segurança Nacional.

Em primeiro lugar eu quero agradecer aos que de uma forma tranquila e pensada me responderam, todos de uma forma ou de outra focaram aspectos essenciais que gostei de ler, boas observações de gente habituada a pensar nestes assuntos. Obrigado.

O meu ponto de vista;
Vamos colocar as coisas em contexto:
Quando se fala de policia deve fugir-se da lógica de estrutura militar tendente a apontar ou culpar de imediato quem comanda, quem dá ordens e está presente; não, é que nas FS o comandante, o graduado, só em ocasiões muito especiais e planeadas está presente, a norma é não estar, as coisas funcionam com uma orgânica e fluidez muito dessemelhante e de difícil apreciação para um militar habituado a nem se mexer sem uma ordem superior. É que o agente, o operacional da rua, o patrulheiro, o arvorado do carro patrulha, nas mais das vezes é o comandante de si próprio e tem o poder e dever de iniciativa – e, é claro, arca com as consequências da sua actuação e decisões.

Embora a PSP seja um corpo altamente hierarquizado (como as FA), em termos de autoridade publica temos todos a mesma. Assim, aquilo pode ter sido desencadeado (e muito provavelmente foi) pelo primeiro policia que lá passou ou se apercebeu da situação, e a legitimidade da sua actuação é tão válida quanto as acções desencadeadas por ordem superior. Se actuou dentro das normas e da lei o seu comandante directo (e os seguintes) só tem de apoiar e validar o seu desempenho e mais nada, se concorda ou não é irrelevante, a legalidade e racionalidade prevalecem. Nas mais das ocorrências os nossos comandantes só delas sabem, das acções e decisões que provocaram, no dia seguinte quando chegam à esquadra e leem e despacham os nossos relatórios, participações, autos, etc… (nos casos graves são informados imediatamente ou logo que possível – aqui foram-no, com certeza).

Reparem que as leis nunca mencionam os postos ou as categorias dos policias, apenas se referem a agentes de autoridade, explicitamente  reconhecendo a mesma a todos eles, do mais maçariquinho ao mais pintado, abrindo uma pequenina excepção quando confere a qualidade de Autoridade de Policia Criminal aos oficiais (que efectivamente têm funções de comando) e de Orgãos de Policia Criminal aos restantes (importante, mas matéria técnica que não acrescenta aqui nada, é só para efeitos da aplicação do código do processo penal).
Portanto não é de todo adequado trazer para aqui um comandante, cascar-lhe no pelo, para o ilibar ou culpar; a PSP não é a tropa, o comissário não vai à frente, não tem de ir, não pode ir sempre nem com todos; os oficiais que reagiram, fizeram-no à posteriori em função do que lhes foi transmitido pelo pessoal no local, com base nas descrições e participações que redigiram, e em normas prévias bem como no actual estado de cooperação entre as policias e as FA.

Numa outra vertente e presumindo que todos vocês são/foram militares:
O policia, nomeadamente o de competência genérica, como o PSP ou o GNR, enquanto autoridade de segurança pública e opc vê todo o espaço publico cuja segurança lhe foi especificamente entregue por escala ou ordem directa, que tanto pode ser uma só uma rua como uma freguesia, duas ou três – chamamos-lhe giro – como o sentinela de reforço de uma unidade militar vê o espaço à sua volta: tudo o quanto seja incomum e ali se passe, sobretudo em termos de segurança, tem a ver com ele, é a primeira autoridade, o primeiro responsável e o primeiro a responder por essa área e por tudo o que lá acontecer no seu turno.
Assim, um militar a controlar o trânsito, de viaturas ou peões, a encerrar uma rua, de alguma forma a condicionar as pessoas e a circulação, é sempre um incidente ou anomalia que tem de ser imediatamente investigada pelo agente que primeiro constatou esse acontecimento, e se for anti-social, ilegítimo ou ilegal tem de imediatamente tratar de lhe por fim. Sim, prendendo o militar, se for necessário. Todavia, tendo sempre presente que quando os militares o fazem é normalmente por bons motivos.

Nesta situação em concreto, lamento, mas continuo a qualificá-la de ridícula.

Primeiro: esqueçam a perigosidade dos químicos empregues. Alguma terão, mas são exactamente os mesmos que muitíssimas empresas de desinfestação e autarquias estão a usar um pouco por todo o país, e até são adquiridos no mesmo importador. Sou uma pessoa bem informada.

Seguinte: se algum perigo na sua utilização existisse esse seria sobretudo para os residentes da envolvência dado que de uma área residencial se trata, e não para os supostos peritos que os aplicavam, esses, em principio, saberiam com o que estavam a lidar e estavam protegidos pelo seu conhecimento e equipamento. Por isso e à falta de outros motivos, por uma questão de bom senso, e eu ainda acredito que ele exista nas FA, se algum perigo real existisse seriam os militares os primeiros a informar e a convocar a polícia.

Depois: imaginemos que para além dos supostos riscos associados à toxicidade dos produtos em causa existiam também preocupações reais de segurança, nomeadamente quanto à integridade física dos executantes e da sua maquinaria. O que fariam os PE’s encarregados do perímetro de segurança se um civil, um funcionário da casa, um residente naquela rua, ou outro qualquer, com boas ou más intenções, resolvesse atravessá-lo, violá-lo, testá-lo? Como procederiam sabendo que militar não pode dar ordens a civis? Poder dar, pode; o civil é que no espaço publico só lhe obedece se quiser. Abriam fogo, chamavam a policia? Mas chamavam antes ou depois de o balear?
Acontecendo essa desgraça, inteiramente possível, não tendo os militares qualquer cobertura legal que os proteja ou preveja essa situação, seria julgado pela lei geral penal, um homicídio, um sarilho monumental, interno e judicial, pelo que estou convencido desde o primeiro minuto de que a presença dos militares e a não comunicação às autoridades tem mesmo a ver com a perigosidade nula da operação. Nenhum comandante com dois neurónios a funcionar ia expor assim e desnecessariamente os seus soldados a apuros que lhe condicionariam o resto da vida – logo para começar, uns meses de preventiva estavam garantidos.

Já me alonguei demasiado, deixo a questão dos F16 e das fragatas da marinha, para outra ocasião.

Para concluir digo o seguinte:
Aquilo não foi mais nem menos que um aproveitamento publicitário por parte do exército, que tem de rentabilizar todas estas ocasiões e tempos de antena para aparecer, para se mostrar. Precisa imenso disso, as oportunidades não são muitas, e essa parte compreendo-a. Não precisa é de se esticar para com quem não anda para ali com fitas, que faz o seu trabalho naquelas ruas, todos os dias, haja ou não químicos, tenhamos ou não covid. Foi isso e acerca disso que o DN Magina e o CEME falaram.
Continuo a dizer, há leis que enquadram estas situações, podemos não gostar delas, mas enquanto existirem são para cumprir. Esteve muito bem a PSP.

Bem hajam.
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