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Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Portugal => Tópico iniciado por: springo em Março 19, 2008, 08:16:23 pm

Título: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: springo em Março 19, 2008, 08:16:23 pm
http://tsf.sapo.pt/online/portugal/inte ... =TSF189694 (http://tsf.sapo.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF189694)

Leonel Carvalho não percebe críticas do BE
O secretário-geral do Gabinete Coordenador de Segurança não percebe o motivo pelo qual o Bloco de Esquerda pediu a sua demissão. Leonel Carvalho garante que a lei de Segurança Interna até abre caminho a essa hipótese.

O bloco reagiu desse modo às declarações de Leonel Carvalho que defendeu que as Forças Armadas deviam poder intervir no território nacional em casos de terrorismo.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: p_shadow em Março 20, 2008, 02:17:03 am
Citação de: "PUNISHER"
http://tsf.sapo.pt/online/portugal/inte ... =TSF189694 (http://tsf.sapo.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF189694)

as Forças Armadas deviam poder intervir no território nacional em casos de terrorismo.

Mas não podem?!
Então se os F-16 estão em QRA prontos a intervir em caso de ataques terroristas com uso de aviões civis.....

Alguma coisa não está bem explicada nessa estória...
 :P


Cumptos
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: zé do bone em Março 21, 2008, 09:57:25 am
Citação de: "p_shadow"
...Alguma coisa não está bem explicada nessa estória...


... ou então há ainda muita coisa neste país que não se vai sabendo, ou divulgando em nome de..... :wink:
Título:
Enviado por: jmg em Março 23, 2008, 11:03:23 am
Penso que o medo dos bloquistas é de ter as FFAA a patrulharem as ruas do país.
É no entanto bastante comum noutros países que já foram alvo de ataques terroristas ver militares a patrulharem estações de comboios e aeroportos.
No nosso caso acho que deve ser prevista esta possibilidade mas reservá-la para último recurso.
Antes devemos apostar na prevenção e permitir aos nossos Serviços de informações agir de um modo mais flexível e esquecer de uma vez por todas o fantasma da PIDE que ainda paira e que impede ao SIS de fazer o seu trabalho.
Dotando os serviços de boas ferramentas legais e tecnológicas poderemos evitar ter o Exército nas ruas com situações de estado de sítio ou de emergência.
Título:
Enviado por: NVF em Março 23, 2008, 02:13:37 pm
Citação de: "jmg"
Penso que o medo dos bloquistas é de ter as FFAA a patrulharem as ruas do país.
É no entanto bastante comum noutros países que já foram alvo de ataques terroristas ver militares a patrulharem estações de comboios e aeroportos.
No nosso caso acho que deve ser prevista esta possibilidade mas reservá-la para último recurso.
Antes devemos apostar na prevenção e permitir aos nossos Serviços de informações agir de um modo mais flexível e esquecer de uma vez por todas o fantasma da PIDE que ainda paira e que impede ao SIS de fazer o seu trabalho.
Dotando os serviços de boas ferramentas legais e tecnológicas poderemos evitar ter o Exército nas ruas com situações de estado de sítio ou de emergência.


Sao os bloquistas e os 'americanistas'

http://en.wikipedia.org/wiki/Posse_Comitatus_Act (http://en.wikipedia.org/wiki/Posse_Comitatus_Act)

Quanto ao fantasma da PIDE, concordo.
Título:
Enviado por: tyr em Março 23, 2008, 07:16:27 pm
quando houve ameaças de antrax, quem é que fez os reconhecimentos e meteu em prontidão os sistemas de descontaminaçao???

resposta: o exercito e a FAP.

Sempre que ha calamidade publica (catastrofe natural, acidente industrial, ataque terrorista, etc...), a protecção civil pode chamar os militares para o que for preciso (com os limites previstos pela lei).
Título:
Enviado por: springo em Março 24, 2008, 06:42:14 pm
A relação das Forças Armadas e a Segurança Interna não é muito linear...por vários factores, aliás nem o conceito de "Segurança Interna" o é! Se dácadas atrás era perfeitamente estanque a separação da segurança interna da defesa externa, hoje já não é assim....grande parte das ameaças à segurança interna tem origem no exterior..

As Forças Armadas, apesar dos impedimentos constitucionas ( e corrijam-me se estiver errado) tem desempenhado (e muito bem) actividades de Segurança Interna ...por exemplo, a Armada tem competências no âmbito do Sistema de Autoridade Marítima, empenhando navios em patrulhamento, vigilancia de costa, tendo até empenhado o DAE em operações tipicamente policias, e ainda militares da Armada reforçam o dispositivo da Polícia Marítima.
No site da Marinha pode ler-se:
"As actividades de carácter militar e diplomático compreendem:(...)
O combate às redes transnacionais de terrorismo, tráfico de armas, de droga e escravatura;(...)


http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/D ... ha/Missao/ (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/DescobrirMarinha/Missao/)

A FAP também empenha aeronaves em patrulhamento e vigilância da costa e , como ja aqui foi dito, unidades de NRBQ da FAP e Exército já estiveram nas "ruas"....
Portanto, ainda não consegui ver onde está o tal impedimento legal...
(talvez alguém possa esclarecer melhor)
Pessoalmente, não me choca ver unidades militares (PA, PE ou OE), a fazer segurança a Instalações civis sensiveis (aeroportos, gares, etc.) em casos de terrorismo...até porque se o nível de alerta se mantiver por muito tempo, as Forças de Segurança deixam de ter capacidade de resposta...
E depois,ainda sofremos do síndrome da PIDE, por via desse trauma os nossos serviços de informações não tem competencias de O.P.C. (mas isso fica para outro tópico)...
Título:
Enviado por: tyr em Março 24, 2008, 09:50:59 pm
os impedimentos legais podem ser resumidos (e isto é um grande resumo) a só poderem actuar em territorio nacional a pedido e em apoio a uma entidade civil, sendo que acções de policiamento estão vedadas aos militares com exepção de apoio directo às forças policiais (e por isso com sua supervisão em todos os actos).
Título:
Enviado por: springo em Março 24, 2008, 10:20:46 pm
:idea:
bate certo!!!!
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Março 24, 2008, 11:56:26 pm
Citação de: "tyr"
quando houve ameaças de antrax, quem é que fez os reconhecimentos e meteu em prontidão os sistemas de descontaminaçao???

resposta: o exercito e a FAP.

Sempre que ha calamidade publica (catastrofe natural, acidente industrial, ataque terrorista, etc...), a protecção civil pode chamar os militares para o que for preciso (com os limites previstos pela lei).



Na RAM, o único fato NBQ pertencia aos Bombeiros Voluntários Madeirenses por alturas do 11/09 e subsequente ameaças de antrax.
Uma noite, o chefe de piquete dos bombeiros disse-me:
"Ò 250, você vai tirar o quê nos Açores ? Agronomia ? Logo percebe de Química e Biologia ! Então vai experimentar o fato e fica como 2ª intervenção !"
E lá fui eu vestir o fato com dois tamanhos acima e botas 45 (calço o 42)
Agora rio-me com essa história, mas na altura era uma paranóia
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 29, 2008, 10:25:19 pm
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Terrorismo: Comandante das Operações Especiais defende plano nacional que envolva militares e forças de segurança    

   Lisboa, 29 Mai (Lusa) - O comandante do Centro de Tropas de Operações  Especiais (CTOE), Coronel Martins Pereira, defendeu hoje a criação de um  plano nacional de combate ao terrorismo que envolva as forças armadas e  de segurança.  

 

   "A criação de um plano nacional é um caminho que deve ser seguido",  disse à agência Lusa o comandante do CTOE, sedeado em Lamego, e que hoje  participou na conferência internacional "Terrorismo: Ameaça ou Exagero?",  organizada pela revista Sábado.  

 

   Segundo o responsável, o plano identificaria as ameaças, os riscos e  o grau de intervenção de cada força, além de facilitar a intervenção no  combate ao terrorismo.  

 

   Martins Pereira adiantou que há "um conjunto de passos que devem ser  tomados", apesar de a Lei de Segurança Interna, que se encontra em discussão  na Assembleia da República, já prever uma actuação das forças armadas em  caso de ameaça terrorista, embora não especifique o tipo de acção a desenvolver.  

 

   "Ao nível das duas forças existe uma boa ligação e um conhecimento mútuo,  faltando um plano nacional que clarifique as estruturas", afirmou, acrescentando  que em caso de ameaça terrorista "a utilização do apoio militar aparece  como última solução".  

 

   No entanto, o comandante do CTOE sublinhou que "há áreas especificas  que as forças de segurança não dispõem como a luta biológica, quimica e  nuclear". Segundo o responsável, as forças armadas têm essas capacidades,  que devem ser utilizadas.  

 

   O plano nacional de combate ao terrorismo deveria ser, segundo Martins  Pereira, idêntico ao modelo utilizado na protecção civil, onde existe uma  estrutura em rede que actua em caso de necessidade e coloca em prontidão  os meios disponíveis.  

 

   "No âmbito da Protecção Civil houve uma evolução forte" desde que está  a funcionar este modelo, acrescentou.  

 

   O CTOE - Centro de Tropas de Operações Especiais , baseado em Lamego,  é uma Unidade do Exército português com a missão de instrução de tropas  em guerra não convencional e contra-terrorismo.  

 

   Até 2006 era conhecido como CIOE - Centro de Instrução de Operações  Especiais.  

 

   O CTOE contém o BEOE - Batalhão de Elementos de Operações Especiais,  popularmente conhecido como Rangers, que executa missões como Patrulhas  de Reconhecimento de Longa Distância, raids contra alvos principais, localização  de centros de comando e controlo inimigos, destruição das defesas aéreas  e radares inimigos e resgate de prisioneiros.    
Título:
Enviado por: springo em Junho 13, 2008, 11:59:00 pm
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Almirante Sabino Guerreiro explica disponibilidade das Forças Armadas nos Açores : Protecção Civil e Forças Armadas estudam cooperação em catástrofes
09 Março 2008
O Comandante Operacional das Forças Armadas, nos Açores, Almirante Sabino Guerreiro, reafirmou ao Correio dos Açores que estão criadas condições para, em caso de absoluta necessidade, haver uma maior cooperação com as forças de segurança na Região.  Que ninguém tenha dúvida que responderemos em uníssono, se for caso disso, afirmou para depois explicar: Hoje reconhece-se que a fronteira entre segurança externa e segurança interna e mais ténue que em tempos idos e que isso exige maior cooperação entre as forças armadas, as forças de segurança e outros organismos empenhados na segurança do Estado. Há que procurar formas de melhor concretizar esta cooperação a nível regional, concluiu numa alusão implícita à possibilidade de se criar um Conselho Regional de Segurança.  Sabino Guerreiro tem em curso um processo de reestruturação das forças armadas nos Açores que passará a ter um Comando Operacional Conjunto. Já criou a figura de Subchefe do Estado-Maior e Comandante do Aquartelamento e está a reforçar serviços operacionais aos níveis da protecção civil, que passa a ser a todo o tempo e comunicações e sistemas de informação. Estamos prontos para as aflições e, nesse aspecto, gostaríamos que acontecessem o menos possível, afirma.  O almirante diz estar a sentir que, nos Açores, se gostaria de ter mais Forças Armadas e não menos e realça que a sua presença na Região é genericamente adequada ao nível de ameaça, percepcionado como baixo, apesar da relevância estratégica.  Quer umas forças armadas nos Açores prontas a agir e, nesta perspectiva, sublinha que o maior risco é convencer-nos que nada de menos bom nos acontecerá.



De harmonia com a reestruturação, em curso, das Forças Armadas, o Comando Operacional dos Açores passará a ter outra designação, mais funções e maior poder.


A questão de ter mais ou menos poder não se coloca. Não é uma questão relevante. O que verdadeiramente importa é estudar quais devem ser as atribuições do Comando Operacional Conjunto dos Açores, qual a melhor composição orgânica, como tratar a questão das articulações com outras organizações, com relevo para os comandos de zona na Região e os futuros Estado-Maior Conjunto e Comando Operacional Conjunto em Portugal Continental. E ainda, calcular quais os recursos humanos e infra-estruturas indispensáveis ao cumprimento da Missão.
Para se chegar à definição das funções, ou melhor, das atribuições do futuro Comando Operacional Conjunto dos Açores, vai ser primeiro necessário actualizar a Lei da Defesa Nacional e das Forças Armadas, depois a Lei de Organização de Bases das Forças Armadas, a Lei Orgânica do Ministério da Defesa Nacional e a Lei Orgânica do EMGFA, que se vai estruturar num Quartel-General Conjunto das Forças Armadas.
Foi recentemente publicada no âmbito interno uma Directiva do General Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, que dá orientação para os diversos trabalhos que vão ter início dentro em breve. O Comando Operacional dos Açores vai participar nestes trabalhos e dará a sua contribuição para apoiar a decisão no que a esta matéria respeita.

Estados de excepção

Nesta altura posso garantir que existe uma clara percepção da importância do papel das Forças Armadas na Região e do excelente relacionamento com o povo açoriano. Tenho sentido que nesta Região se gostaria de ter mais Forças Armadas e não menos, que as pessoas se preocupam com os meios aéreos, navais ou terrestres disponíveis, perguntando com alguma insistência se são ou não suficientes. Tudo isto, aliado à real importância estratégica dos Açores no contexto da defesa do Espaço de Interesse Nacional Permanente, faz com que o General CEMGFA pretenda que todas as hipóteses sejam consideradas, para se chegar à melhor configuração possível para o futuro Comando Conjunto aqui nos Açores.
Respondendo mais objectivamente à sua pergunta, considero que a solução encontrada para o actual Comando Operacional e Comandos de Zona é sábia e que não existirão propriamente áreas novas para trabalhar. No entanto, torna-se necessário sublinhar alguns aspectos, que iremos estudar e aprofundar, como seja a problemática da mobilidade estratégica, dada a configuração arquipelágica da área de responsabilidade; a questão da interoperabilidade dos sistemas de comunicação e de informação; do apoio à Protecção Civil, atenta a nossa qualidade de agentes da Protecção Civil enquadrados no Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro, SIOPS; a articulação com as forças de segurança, uma vez declarados estados de excepção, etc. São algumas questões que requerem contínuo aprofundamento e cuja ponderação pode ter impacto na configuração final do novo Comando Conjunto aqui nos Açores.

Protecção Civil a tempo inteiro

Qual a nova estrutura do Comando Operacional Conjunto e de que forma a pretende implementar na Região?

Nós já estamos a experimentar uma estrutura renovada a nível interno, em resultado da análise que fiz em termos do desenvolvimento organizacional no COA. Já existe uma área especificamente vocacionada para apoio à Protecção Civil, que passou a ser uma actividade de Estado-Maior em todo o tempo em vez de supletiva. Existe também uma área especialmente virada para a mobilidade estratégica e para a mobilidade de cidadãos civis entre ilhas em caso de necessidade, o que a meu ver requer muita cooperação com o futuro Comando Operacional Conjunto, com o Conselho Nacional do Planeamento Civil de Emergência, Governo Regional e empresas a nível local com capacidades nesta área. Também criámos uma área no Estado-Maior especialmente vocacionada para as Comunicações e Sistemas de Informação, que complementa nas áreas de estudo e planeamento, a acção do Centro de Comunicações, que se situa ao nível executivo. Esta é hoje uma área fundamental. Tentámos melhorar também a coordenação a nível interno, criando a figura do Subchefe do Estado-Maior, dada a acumulação de funções de carácter operacional e administrativo no Chefe de Estado-Maior e Comandante do Aquartelamento. Temos portanto ideias assentes ao nível da composição orgânica. Não quero mais gente para esta organização, quererei sempre gente com qualidade.
No plano exterior ao COA creio que manteremos o mesmo tipo de relacionamento com os comandos de zona na Região e que vamos ter que estudar a articulação com o Comando Operacional Conjunto situado em Portugal Continental, harmonizando as várias modalidades de comando e controlo possíveis, para os diversos cenários plausíveis.

Conselho Regional de Segurança?

Disponibilizou as Forças Armadas na Região para colaborarem no esforço desenvolvido na manutenção da segurança.

O que eu referi nas comemorações do Dia do COA, no dia 26 de Fevereiro, foi o excelente relacionamento inter-pessoal que existe entre os responsáveis militares e os das forças de segurança aqui na Região. Este relacionamento cria condições para, em caso de absoluta necessidade, se ultrapassarem alguns condicionalismos no relacionamento institucional em tempo normal. Que ninguém tenha dúvida que responderemos em uníssono, se for caso disso. Hoje reconhece-se que a fronteira entre segurança externa e interna é mais ténue que em tempos idos e que isso exige maior cooperação entre as forças armadas, as forças de segurança e outros organismos empenhados na segurança do Estado. E isso também é verdade a nível regional. Há que procurar formas de melhor concretizar esta cooperação a nível regional. Embora seja uma hipótese muito remota, a Lei prevê a possibilidade de serem estabelecidos estados de excepção (de emergência e de sítio). Se isso acontecer e eu espero naturalmente que nunca aconteça, as Forças Armadas têm um papel a desempenhar, que implica uma fortíssima articulação com as forças de segurança. Isto prepara-se a frio, quando não há nenhuma nuvem no horizonte. Neste âmbito as Forças Armadas estarão sempre disponíveis para colaborarem na manutenção da segurança interna.
Autor: João Paz

http://www.correiodosacores.net/view.php?id=6018 (http://www.correiodosacores.net/view.php?id=6018)
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Título:
Enviado por: Knyght em Junho 16, 2008, 06:25:01 pm
E as forças especial da GNR e PSP nessa altura não seriam os primeiros a serem chamados? E como é interno se fosse necessário mais elementos integrar sob comando destas duas forças de segurança? Não me levem a mal mas há procedimentos de segurança interna que não são o dia a dia da formação dos Rangers...
Título: Segurança Interna
Enviado por: PEDRO GALVÃO em Junho 29, 2008, 05:24:34 pm
A Deus o que é de Deus e a César o que é de César!!
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 29, 2008, 05:50:17 pm
Quem é que falou em Rangers? Então se ouver um terramoto nos Açores e alguma povoação tenha que ser evacuada vão lá os Rangers? Vão lá os GOE? Acho que vão lá é as aeronaves da Força Aérea e navios da Armada.

E se for necessário montar um hospital de campanha? Vão lá os GOE ou os Rangers?

Meus senhores neste documento não se está a pensar em acções bélicas mas sim de apoio à protecção civil em situações de crise.

A unica parte do documento que refere intervenção militar é no estado de sitio, e é assim em todo o pais.
Título:
Enviado por: tyr em Junho 29, 2008, 10:43:28 pm
Se houver um terramoto nos açores (como ja houve) avança a engenharia militar com os apoios de pessoal que houver (por exemplo infantaria) e dos meios aereos da força area.
Mas sempre em apoio directo ao chefe da protecção civil no local.

Se houverem cheias, avançam os helis, os botes dos fuzos e da engenharia, e são efectuados diversos trabalhos de protecção ou reparações de emergencia de estradas (possivelmente com pontes militares).

Nos incendios, existem sempre patrulhas de sapadores (militares com formação na area) e limpezas efe ctuadas pelas aquinas de engenharia.

se houver um naufragio, avança o navio da marinha mais proximo e os meios da força area para resgata (e busca).

quando houve a tragedia de entre rios andaram lá os mergulhadores da marinha (pois são os unicos com capacidade para tal) e a engenharia preparou jangadas ( que não chegaram a ser uzadas, por haver interesses que falavam mais alto ($$$$$$$).

e podia continuar ad eternum.
Título:
Enviado por: springo em Junho 30, 2008, 12:20:43 pm
Operação "Relâmpago" - Apreensão de embarcação de pesca

Publicado em:
 2008-06-26



A Marinha numa operação conjunta com a Polícia Judiciária (PJ), através da Direcção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes (DCITE) e a Força Aérea, procedeu à abordagem e apreensão da embarcação de pesca "SAGUIM", de 13 metros de comprimento, durante a madrugada de hoje, que transportava no seu interior elevada quantidade de haxixe.

Nesta operação estiveram envolvidos agentes da Polícia Judiciária, a Corveta "António Enes", com uma equipa das forças de operações especiais da Marinha, e meios da Força Aérea, os quais controlaram as movimentações da embarcação de pesca, desde a costa marroquina até à costa vicentina, e face aos fortes indícios de que pudesse transportar produto estupefaciente foi interceptada pelo navio da Marinha, que levava a bordo três agentes da PJ.

Realizada a busca à embarcação, foram detectados na mesma 199 fardos de haxixe, com um peso estimado de mais de 6 toneladas.

A embarcação apreendida e os detidos, sob escolta da Marinha, entraram durante a manhã de hoje no Porto Comercial de Sines/Terminal do Carvão.

De realçar a excelente cooperação entre a Marinha, através do seu Centro de Operações (COMAR) e a Polícia Judiciária, o que se traduziu na condução de mais uma operação exemplar, segura e eficaz.

http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/N ... A3o+pj.htm (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/NoticiasAgenda/Noticias/opera%C3%A7%C3%A3o+pj.htm)
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: cãocompulgas em Dezembro 03, 2009, 04:19:04 pm
Comandante da GNR defende Forças Armadas na Segurança
Num almoço-debate promovido ontem pela revista de 'Segurança e Defesa', o comandante-geral da GNR, General Nelson Santos, declarou que o crime em Portugal atingiu um grau de gravidade que não podem ser só as forças e serviços de segurança a combatê-lo. Pediu aos próximos governantes que mudem a constituição para permitir a ajuda dos militaresO comandante-geral da GNR, general Nelson Santos, apelou ontem aos próximos responsáveis políticos a que mudem a constituição de forma a permitir que as Forças Armadas combatam a criminalidade ao lado das Forças de Segurança.

"A criminalidade não é um problema exclusivo das polícias e no seu combate devem ser empregues todos os meios que permitam ir vencendo as batalhas diárias de forma a que a guerra global contra o crime nunca se perca, como infelizmente acontece noutras partes do mundo", declarou este alto responsável, que é oficial do Exército.

Nelson Santos falava a uma plateia de altos dirigentes das forças de segurança e militares, no âmbito de um almoço-debate promovido pela revista Segurança e Defesa, no qual era o convidado de honra. Na presença do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e de outros altos dirigentes do Sistema de Segurança Interna, as palavras do general surpreenderam.

Cauteloso, citou primeiro o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, para expor o seu ponto de vista. "Numa recente intervenção", lembrou o comandante-geral da GNR, defendeu que, "face às ameaças e aos riscos com que hoje as nossas sociedades se debatem, era absolutamente obrigatório que encarássemos a segurança de um ponto de vista cooperativo e numa perspectiva integrada de segurança e defesa, à semelhança do que vários dos nossos aliados na NATO e na União Europeia já fazem".

Nelson Santos reconheceu que pelas suas "experiências, num passado muito recente, como oficial do Exército e agora como comandante da Guarda Nacional Republicana, levam-me a concordar inteiramente" e, "mais do que isso, dizer que urge que os responsáveis políticos tomem decisões que vão ao encontro das suas palavras".

Determinado, a olhar a plateia de frente, defendeu que "a concretização de um modelo gestionário que contemple a coordenação e a direcção integrada do combate às ameaças que no âmbito da segurança e defesa se colocam na actualidade às sociedades e ao nosso país, tornará, certamente, mais eficaz e económico esse combate".

O comandante-geral da GNR sublinhou que "terminaram os "tempos" em que a "criminalidade violenta" era uma "excepção". "Hoje, encontra-se claramente no topo das preocupações da sociedade" portuguesa, asseverou. "Importa que no nosso país olhemos o futuro com prudência e cautela, porque o crime e a violência continuarão a fazer parte do nosso quotidiano numa dimensão, grau de incidência e configuração que são imprevisíveis", concluiu.


http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/inter ... id=1370496 (http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1370496)
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: cãocompulgas em Dezembro 03, 2009, 04:21:23 pm
Defesa: Chefe de Estado-maior do exército pede clarificação legal
Exército na rua ao lado da polícia

O Chefe de Estado-Maior do Exército quer ver os militares nas ruas a cooperar com as forças de segurança interna, mesmo que para o efeito seja necessário proceder a alterações na lei.


'Os meios policiais são insuficientes para dar resposta às novas formas de conflitualidade, e o Exército tem de cooperar', disse ontem o general Pinto Ramalho num discurso durante o almoço de comemoração dos três anos da revista ‘Segurança e Defesa’, perante o olhar atento do director nacional da PSP, Oliveira Pereira.

'Actualmente há uma fronteira difusa entre a segurança interna e externa. E há capacidades instaladas no Exército para responder a um determinado nível ou grau de ameaça. A primeira linha de resposta deve estar na PSP e na GNR, mas poderemos estar numa circunstância em que isso não chegue e então, naturalmente, o Exército poderá dar resposta, segundo o enquadramento constitucional', afirmou Pinto Ramalho.

O problema está na Lei de Defesa Nacional, que só autoriza a intervenção a título excepcional das Forças Armadas perante ameaças estrangeiras, à excepção de missões de socorro provocadas, por exemplo, por catástrofes naturais. O general defendeu que deve existir uma 'visão pragmática' da questão, que só poderá ser posta em prática com 'uma forma legislativa perfeitamente clarificada'.

O Chefe de Estado-Maior do Exército foi na altura interpelado pelo general Loureiro dos Santos, que defendeu a opinião de Pinto Ramalho. 'Em caso de ameaças transnacionais podem surgir situações de indefinição quanto ao emprego de meios militares, pelo que é necessária uma revisão da Constituição', disse o ex-CEME.

No mesmo discurso, Pinto Ramalho defendeu que os cidadãos com serviço militar cumprido deveriam ter prioridade no recrutamento para as forças de segurança, tal, o que seria 'um incentivo à prestação do serviço militar'.

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx ... 3794B9&h=8 (http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000090-0000-0000-0000-000000000090&contentid=757B7FA3-F85A-4E30-B342-A1D7BE3794B9&h=8)
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: cãocompulgas em Junho 20, 2010, 12:02:49 am
Forças Armadas envolvidas no apoio às forças policiais
Notáveis lançam debate com os olhos postos na revisão constitucional




Citar
Um grupo de notáveis, entre os quais o antigo ministro da Defesa e da Administração Interna, Figueiredo Lopes, vão lançar a debate nacional o maior envolvimento das Forças Armadas na segurança interna, aproveitando a revisão constitucional, soube o JN.

O mote vai ser o I Congresso Nacional de Segurança e Defesa, a ter lugar este mês, com o alto patrocínio do presidente da República, e no qual surge um leque de entidades que vai desde o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, até ao ministro da Defesa Nacional, Santos Silva.

Figueiredo Lopes, presidente do Congresso, considera ser este o momento de lançar o debate sobre uma maior participação das Forças Armadas na Segurança Interna, para sensibilizar quer o Governo quer a opinião pública para o tema. "Agora há a possibilidade de abrir o processo de revisão constitucional e é um momento que não devemos perder", salientou Figueiredo Lopes ao JN.

O antigo ministro da Defesa e da Administração Interna entende que a alteração, a ser considerada, deve ser feita a nível da Constituição, que ainda prevê o conceito "Defesa Nacional" quando "já deveria, sim, ser alterado para um conceito mais lato, o de Segurança Nacional".

Figueiredo Lopes especifica que o conceito Defesa Nacional é herdado da Guerra Fria, quando o tipo de ameaças actual já nada tem a ver com a antiga realidade do conflito Leste-Oeste. O enquadramento passadista acaba por agregar as Forças Armadas a um quadro conceptual arcaico e afasta-as de missões, "particularmente no apoio às forças de segurança, que trariam uma mais-valia à segurança do cidadão".

O ano passado, a Lei de Defesa Nacional foi alterada, mas as Forças Armadas viram limitado o seu empenhamento na segurança interna às ameaças externas, "quando países como o Reino Unido ou a França já estão a alterar este quadro, tornando o empenhamento dos militares mais abrangente", frisou Figueiredo Lopes. Aliás, já este ano o chefe de Estado-Maior do Exército, Pinto Ramalho, num dos almoços realizados pela revista "Segurança e Defesa" deu sinais de que o ramo estava preparado para assumir responsabilidades na Segurança Interna.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Naciona ... id=1592667 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1592667)
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Trafaria em Junho 30, 2010, 01:10:41 pm
Oficiais da GNR querem Forças Armadas fora da Segurança

Os oficiais da GNR estão contra a utilização das Forças Armadas (FA)em operações de segurança interna.

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/inter ... id=1606598 (http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1606598)
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Daniel em Março 01, 2018, 08:11:47 pm
Marcelo deu posse a almirante Silva Ribeiro como Chefe das Forças Armadas
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/marcelo-deu-posse-a-almirante-silva-ribeiro-como-chefe-das-forcas-armadas
(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=ZTg2SPsQV1WjDydsm4XnT2BFnQep7KqToivoK50lvxJwn4JNE5qnIF19s2xh1IFeDLawMsNhiEcR8pcGF78OaERQXqIengrxvItwmP7ZuvgIv3c=&W=800&H=0&delay_optim=1)
Citar
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu hoje posse ao novo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante António Silva Ribeiro.A cerimónia decorreu com 15 minutos de atraso, 17:15, na sala dos embaixadores do Palácio de Belém, em Lisboa.

Silva Ribeiro, até agora Chefe do Estado Maior da Armada (CEMA), sucede ao general Pina Monteiro, que atingiu a idade da reforma, e exerceu o cargo desde abril de 2014.

O almirante Silva Ribeiro, de 60 anos, é CEMA desde 10 de dezembro de 2016. Foi diretor-geral da Autoridade Marítima e Comandante-geral da Polícia Marítima.

Silva Ribeiro foi também Superintendente do Material, diretor-geral do Instituto Hidrográfico e subchefe do Estado-Maior da Armada.

Nascido em Pombal, ingressou no Curso de Marinha da Escola Naval em 1974, tendo obtido a licenciatura em Ciências Militares-Navais.

Especializado em Hidrografia, é doutorado em Ciência Política e mestre em Estratégia. É professor catedrático convidado do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e professor militar da Escola Naval.

O almirante Silva Ribeiro publicou 16 livros, dois dos quais sobre a teoria da Estratégia, cinco sobre planeamento estratégico aplicado ao Estado, à defesa nacional, à segurança nacional e à Marinha.

Segundo a lei de bases das Forças Armadas, o CEMGFA “responde em permanência perante o Governo, através do Ministro da Defesa Nacional, pela capacidade de resposta militar das Forças Armadas”.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: PereiraMarques em Março 02, 2018, 03:04:31 pm
Não sei se é perfil da treta mas aparentemente o ALM CEMGFA criou um perfil no FB só para responder aos posts na página do FB referente ao EMGFA.

https://www.facebook.com/antonio.silva.ribeiro33474/

https://www.facebook.com/pg/emgfa/
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 24, 2018, 04:11:29 pm
Observatório quer que Forças Armadas possam intervir em situações de terrorismo e crime organizado
https://www.publico.pt/2018/04/03/sociedade/noticia/observatorio-quer-que-forcas-armadas-possam-intervir-em-situacoes-de-terrorismo-e-crime-organizado-1809000

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Cooperação das Forças Armadas com as forças de segurança deve ser feita sob alçada civil, não militar, defende o presidente do Observatório de Segurança. Também o antigo ministro Rui Pereira diz que é necessário repensar a relação entre a Defesa e as forças de segurança, com vista à actuação concertada em casos extremos.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 24, 2018, 04:12:33 pm
Militares devem atuar às ordens das polícias
https://www.dn.pt/portugal/interior/militares-devem-atuar-as-ordens-das-policias-9235043.html

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O principal chefe militar, almirante Silva Ribeiro, assumiu ontem que as Forças Armadas (FA) atuam em território nacional em apoio das forças e serviços de segurança (FSS), estando às suas ordens.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 24, 2018, 04:13:37 pm
Polícias com luz verde para recorrer a militares no combate ao terrorismo
https://www.dn.pt/portugal/interior/policias-com-luz-verde-para-recorrer-a-militares-no-combate-ao-terrorismo-9249294.html

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Reforço de patrulhas policiais para proteger pontos sensíveis, partilha de informação e apoio com meios - comunicações, instalações, transportes e sanitários
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 24, 2018, 04:14:36 pm
"militares desarmados"..

Qual é o objectivo então?
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 24, 2018, 04:15:29 pm
"militares desarmados"..

Qual é o objectivo então?

Não me cheira...enquanto não surgir entre as aspas a citar as palavras de alguém com voto na matéria...é ver para crer.

Em missões de âmbito estritamente militar em território nacional os militares andam armados e equipados e quando estiverem em cooperação com as forças policiais vão estar desarmados? (bullshit).
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 24, 2018, 04:16:18 pm
Nas missões de partilha de informação, apoio de comunicações, instalações, transportes e sanitários, e no futuro nos planos contra ataques nucleares, biológicos, químicos e radiológicos, e cibersegurança até percebo que esses militares possam ir desarmados, para cumprir essas tarefas especificas, ficando a segurança à responsabilidade das Forças Policiais.

Mas a missão de reforço de patrulhas policiais para proteger pontos sensíveis, sem o minimo de armamento, ficamos ao nível do segurança do shopping, acho que isso está errado, pela segurança física dos militares e por se trata de "pontos sensíveis" do país, outra que me parece absurda sem armamento é a missão de proteção das comunidades portuguesas no exterior,

Também acho estranho as missões de comunicação com os media e prevenção da radicalização, poder ter apoio das Forças Armadas, isso de falar com os media e com minorias a residir em portugal tem que ser outras estruturas.

Mas quem fez o plano deve saber, e como diz o artigo.

Citar
O plano será apresentado oficialmente, nos próximos dias, por Helena Fazenda ao chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA)
, isto é, a parte militar ainda vai dizer o que acha.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 24, 2018, 04:17:17 pm
Só têm de ligar aos franceses e perguntar como é que fazem lá...
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 24, 2018, 04:18:09 pm
Só têm de ligar aos franceses e perguntar como é que fazem lá...

Isso se quiseres, tens aqui, além da França, também o caso Belga e Britânico.
https://www.dn.pt/portugal/interior/operacoes-de-apoio-as-policias-9249186.html
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 24, 2018, 04:18:55 pm
Correio da Manhã

Militares desmentem acordo

As Forças Armadas desmentiram ontem qualquer acordo com a secretária geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), sobre a forma como vão entrar nas operações de segurança interna, porque ainda não receberam "qualquer proposta".
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 24, 2018, 04:19:53 pm
CEMGFA e "Superpolícia" preparam patrulhas com militares armados
https://www.dn.pt/portugal/interior/cemgfa-e-superpolicia--preparam-patrulhas-com-militares-armados-9269461.html

Afinal as coisas começam a parecer mais normais...

Citar
controlo operacional da força de segurança sim, comando, tal como acontece noutros países europeus quando os militares dão apoio às polícias, terá de ser o da hierarquia militar.

Citar
No início deste mês, em declarações aos jornalistas citadas pelo DN, Silva Ribeiro referira que estava fora de questão a utilização de armas em contextos de apoio a operações de segurança interna, mas fontes militares clarificaram ao DN, que o CEMGFA se referia "apenas às operações relacionadas com a Proteção Civil, como a prevenção e combate aos incêndios".

Isto em miudos quer dizer, que não vão haver oficiais da PSP ou GNR ou qualquer outra entidade a dar ordens a secções ou pelotões ou navios militares, o que há é um oficial militar é enviado para o posto de comando da força de segurança que vai ser o oficial de ligação com as forças militares que vão estar no terreno, isto é, é este oficial que vai mandar nos militares que forem precisos por essa força de segurança, é como já acontece quando vão ajudar a Protecção Civil nos fogos.

Em relação ao uso de armas, os militares vão andar desarmados em missões de protecção civil, isto é, safety, nas missões de security, devem andar armados.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Outubro 29, 2018, 06:43:17 pm
Cooperação Operações Especiais da GNR e helicoptero EH101 da Força Aérea

https://www.facebook.com/a.neiva.reis/videos/2008537395835812/

https://www.facebook.com/a.neiva.reis/videos/2008543405835211/
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Outubro 29, 2018, 06:46:45 pm
GNR organiza exercício internacional da EUROGENFOR, EGEX2018

https://www.facebook.com/GuardaNacionalRepublicana/videos/742243706117217/
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Outubro 30, 2018, 09:35:47 pm
Tropa e Polícia juntas até ao final deste ano
Eventos graves como terrorismo ou ocorrências em que PSP e GNR esgotem meios.


https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/tropa-e-policia-juntas-ate-ao-final-deste-ano

O titulo é um bocado estranho, o artigo não é sobre junções nenhumas, mas sim sobre coordenação entre forças armadas e forças de segurança internamente.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Maio 30, 2019, 10:17:14 am
Acordo histórico. Militares aceitam "comando" de polícias em casos extremos
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/30-mai-2019/interior/acordo-historico-militares-aceitam-comando-de-policias-em-casos-extremos-10953526.html?target=conteudo_fechado
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: PereiraMarques em Maio 30, 2019, 07:24:31 pm
Tropa e Polícia juntas até ao final deste ano
Eventos graves como terrorismo ou ocorrências em que PSP e GNR esgotem meios.


https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/tropa-e-policia-juntas-ate-ao-final-deste-ano

O titulo é um bocado estranho, o artigo não é sobre junções nenhumas, mas sim sobre coordenação entre forças armadas e forças de segurança internamente.

O jornaleiro que escreveu isso é nosso freguês à muitos anos  :mrgreen: ... Ele se quiser que explique  ;)
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Março 31, 2020, 06:23:14 pm
Já era de admirar isto estar a correr bem, já faltava as confusões...

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/policia-nao-quer-militares-com-armas-nas-ruas-no-combate-a-pandemia-de-covid-19
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: typhonman em Março 31, 2020, 11:23:50 pm
Já era de admirar isto estar a correr bem, já faltava as confusões...

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/policia-nao-quer-militares-com-armas-nas-ruas-no-combate-a-pandemia-de-covid-19

Eu por acaso vi, eram uzis, nada demais.

Enfim, as vezes mete-me nojo isto.

Tudo contra as FA.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Get_It em Março 31, 2020, 11:57:51 pm
(Há que prevenir outro 25 de Abril.)

Cumprimentos,
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 01, 2020, 12:02:09 am
Pelo que li no Facebook, o Director da PSP e o CEMGFA já conversaram, e está tudo tratado.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 01, 2020, 01:04:41 am
Eu por acaso vi, eram uzis, nada demais.

Enfim, as vezes mete-me nojo isto.

Não sabia que tipo de arma era, pensava que eram pistolas, deu na TV?
Vá lá não foram de SCAR, às vezes o pessoal também peca por excesso, de querer cumprir o melhor possível.

Alguma chefia da policia deve ter ficado assustado ao ver armas autómaticas, não sei quem procedeu mal, mas o que fico pensativo é: "então anda esta gente para ai à um ano a trabalhar na coordenação entre forças Armadas e forças de segurança e acontece isto?"

Ou as reuniões eram lanchinhos de chá e bolachas, ou alguém meteu os pés e não cumpriu o que estava estipulado nessas reuniões.

O bom disto é que se descobriu alguma área cinzenta que vai ficar esclarecida.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: raphael em Abril 01, 2020, 02:12:43 am
Eu por acaso vi, eram uzis, nada demais.

Enfim, as vezes mete-me nojo isto.

Não sabia que tipo de arma era, pensava que eram pistolas, deu na TV?
Vá lá não foram de SCAR, às vezes o pessoal também peca por excesso, de querer cumprir o melhor possível.

Alguma chefia da policia deve ter ficado assustado ao ver armas autómaticas, não sei quem procedeu mal, mas o que fico pensativo é: "então anda esta gente para ai à um ano a trabalhar na coordenação entre forças Armadas e forças de segurança e acontece isto?"

Ou as reuniões eram lanchinhos de chá e bolachas, ou alguém meteu os pés e não cumpriu o que estava estipulado nessas reuniões.

O bom disto é que se descobriu alguma área cinzenta que vai ficar esclarecida.

Agora o CM como bom órgão de divulgação que é...depois de ter salientado a questão das armas dava destaque ao que foi realmente importante...

https://www.exercito.pt/pt/informa%C3%A7%C3%A3o-p%C3%BAblica/not%C3%ADcias

nomeadamente:
https://www.exercito.pt/pt/informa%C3%A7%C3%A3o-p%C3%BAblica/not%C3%ADcias/1641

A PE escoltou a coluna...levou armas...e então?

Ok o CEMGFA lá esclareceu a questão do apoio às ações de proteção civil são desarmados e é correto (na generalidade):
https://www.academia.edu/37603044/O_enquadramento_das_For%C3%A7as_Armadas_no_Sistema_Nacional_de_Prote%C3%A7%C3%A3o_Civil
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 01, 2020, 02:28:45 am
Não consigo ver esses links do exército.

Penso que a zona cinzenta é, apesar de em missões de apoio à protecção civil os militares andarem desarmados, vigilância de fogos, montar tendas, máquinas de engenharia, etc, etc, parece (que eu não sou entendido), que material NBQ deve ter escolta armada, quando se movimentou armamento dos paiois de Tancos para outros paiois também não levaram escolta armada? Por exemplo...

Penso que o problema não foi tanto a escolta armada, mas estarem na rua armados a montar segurança ao edifício onde estava a decorrer a descontaminação.

O que entendo que os militares não têm nada que fazer é a parte de intervir com o cidadão, prender pessoas, investigar crimes, essas coisas, agora segurança armada, de certeza que podem, têm é que estar bem definido, senão daqui a pouco nem à porta de armas da unidade podem estar armados, também estão junto à rua onde passam pessoas.

A Guarda Prisional também não é policia, e nas prisões tem armas, e quando transportam alguma pessoa nas suas carrinhas ao tribunal também vão armados.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: asalves em Abril 01, 2020, 10:57:37 am
Isto é do pior que temos por cá, então o Sr. não sei das quantas da PSP, se achava que alguma coisa não estava correta não ia logo falar de quem de direito esclarecer a situação?

Não preferiu armar-se em bom, andar a enviar circulares paras o resto das esquadra e fazer figura de urso (Eu até percebia se isto se tivesse passado num outro inverno sem nada para fazer e se o Sr se sentisse aborrecido, mas agora numa altura destas devia ter mais do que se preocupar), pois os militares armados estavam a fazer guarda a produtos químicos perigosos ou potencialmente perigosos.

PS: Não entendo estas pancadas, porque motivo não podem os militares andarem ardamos desde que estejam a desempenhar a sua missão e estejam identificados.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 01, 2020, 11:22:23 am
Não entendo estas pancadas, porque motivo não podem os militares andarem ardamos desde que estejam a desempenhar a sua missão e estejam identificados.

Parece que foi mesmo ai o erro, a função da polícia é manter a lei e a ordem na sociedade, por isso pode deter militares ns situação de cidadãos e apenas em flagrante delito de crime, não tem autoridade sobre uma força militar em operações que esteja a cumprir ordens.

O director da PSP já informou o CEMGFA que isto não se repetiria, cá para mim foi alguma chefia intermédia da PSP com demasiada iniciativa, deve ter levado um puxão de orelhas...
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Trafaria em Abril 02, 2020, 08:32:51 pm
Tratando-se de uma desinfestação de um lar, um serviço prestado à protecção civil e não uma missão militar, não percebo que perigos corriam para criarem um circulo de protecção com metralhadoras e tudo, RIDÍCULO!!!
Se estavam ou suspeitavam que podiam vir a ter problemas de segurança só tinham de o comunicar à força de segurança com responsabilidades naquela zona, independentemente se PSP ou GNR. Assim vejo as coisas e penso que a PSP esteve bem. É que temos leis em Portugal, se estão mal mudem-nas, mas enquanto existirem cumpram-nas.

E agora, vão para os incêndios de Leopard?
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: HSMW em Abril 02, 2020, 09:27:43 pm
Qual era a unidade militar envolvida?
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: asalves em Abril 02, 2020, 09:48:30 pm
Tratando-se de uma desinfestação de um lar, um serviço prestado à protecção civil e não uma missão militar, não percebo que perigos corriam para criarem um circulo de protecção com metralhadoras e tudo, RIDÍCULO!!!
Se estavam ou suspeitavam que podiam vir a ter problemas de segurança só tinham de o comunicar à força de segurança com responsabilidades naquela zona, independentemente se PSP ou GNR. Assim vejo as coisas e penso que a PSP esteve bem. É que temos leis em Portugal, se estão mal mudem-nas, mas enquanto existirem cumpram-nas.

E agora, vão para os incêndios de Leopard?

A justificação oficial é que a unidade que procede a desinfeção trabalha com produtos químicos potencialmente perigosos, (o que ouvi numa peça jornalística, e contado por um militar, era que estava a usar o mesmo agente que usam para neutralizar o antrax) produtos esses que provavelmente requerem uma segurança extra, provavelmente por estarmos sob produtos perigosos é provável que seja necessário um cuidado especial para se andar perto, e porventura até haverá protocolos de segurança e de "co-habitação" com esses produtos que a PSP ou GNR não estejam habituadas, e visto que era uma unidade que está treinada para isto deve haver procedimentos treinados e afins. Uma coisa é a PSP/GNR fecharem uma rua/estrada ou controlarem um perímetro alargado, outra é trabalharem em estreita (misturados) colaboração com uma unidade militar numa tarefa tão especifica.

Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: typhonman em Abril 02, 2020, 10:55:46 pm
Tratando-se de uma desinfestação de um lar, um serviço prestado à protecção civil e não uma missão militar, não percebo que perigos corriam para criarem um circulo de protecção com metralhadoras e tudo, RIDÍCULO!!!
Se estavam ou suspeitavam que podiam vir a ter problemas de segurança só tinham de o comunicar à força de segurança com responsabilidades naquela zona, independentemente se PSP ou GNR. Assim vejo as coisas e penso que a PSP esteve bem. É que temos leis em Portugal, se estão mal mudem-nas, mas enquanto existirem cumpram-nas.

E agora, vão para os incêndios de Leopard?

Desculpe, RÍDICULO foi a pobre atuação da PSP, ao andar a mandar comunicados para o resto das esquadras do país.

Era engraçado, a unidade militar ser assaltada ou sofrer agressões de algum tipo e terem de esperar para chamar a PSP, que por sinal até atendem o 112 super rápido !

Faz lembrar aquele comissário que começou a arrear no velhote e no filho no estádio de Guimarães, isso sim foi patético e vergonhoso para a PSP.

Enfim, há pessoas que pensam que têm o rei na barriga ( esses e os novos faz tudo, que só falta terem helis e aviões), falo da GNR claro.

Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Trafaria em Abril 02, 2020, 11:53:36 pm
Não sei a que comunicados se refere, eu não recebi nenhum. Quantos recebeu você?

Assalto ou agressões? Pois o SIS deve ter informado a unidade de que os velhotes contaminados se revoltariam de frustração.
Ou que alguma potência estrangeira se quereria apropriar das máquinas de pulverizar, quem sabe?!

Uma coisa é certa, quando se querem jumentamente mostrar nunca lhes falta pessoal.

Nunca mais aprendem, por isso cada vez mais há quem defenda que o lugar deles, dos militares, é sossegadinhos na caserna. Tendo a concordar, cada vez mais.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: raphael em Abril 03, 2020, 03:21:12 am
Não sei a que comunicados se refere, eu não recebi nenhum. Quantos recebeu você?

Assalto ou agressões? Pois o SIS deve ter informado a unidade de que os velhotes contaminados se revoltariam de frustração.
Ou que alguma potência estrangeira se quereria apropriar das máquinas de pulverizar, quem sabe?!

Uma coisa é certa, quando se querem jumentamente mostrar nunca lhes falta pessoal.

Nunca mais aprendem, por isso cada vez mais há quem defenda que o lugar deles, dos militares, é sossegadinhos na caserna. Tendo a concordar, cada vez mais.

Trafaria os militares armados estavam a efetuar uma escolta, mas não foram por auto recreação foram porque têm isntruções escritas que obrigam a esse procedimento.
O oficial da PSP talvez tenha sido um pouco zeloso demais, pois nem questionou a hierarquia.

Após esta embruljhada o DN da PSP e o CEMGFA lá se entenderam e após desculpas de parte a parte lá se entendam que em acções de apoio à proteção civil os militares estarão desarmados.

O fato de terem ido armados tem a ver com outro pressuposto divulgado ao nível dos serviços e forças de segurança, não afetando os militares nas unidades mas afetando a circulação na via pública.

Mas sabe o que é de valor é que apesar da embrulhada do armamento, o resto da força foi efetuar um serviço que...a PSP neste momento não está capacitada para executar...

https://www.exercito.pt/pt/informa%C3%A7%C3%A3o-p%C3%BAblica/not%C3%ADcias/1641

Entre todas as outras ações de apoio em equipamento e pessoal que o Exército tem disponibilizado.

Não são só aspetos negativos.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 03, 2020, 03:45:53 am
Qual era a unidade militar envolvida?

Penso que era a PE.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 03, 2020, 04:00:10 am
Trafaria eu não percebo nada de material químico, mas percebo que possa ser perigoso, e se fizermos comparação com explosivos ou armamento entendemos a necessidade de escola armada, alguém que percebe mais disso que eu lá o deve ter definido.

O problema é que não estavam a ir do quartel A para o quartel B, foram para uma localidade efectuar uma operação num edifício, penso que o mais sensato teria sido informar a força de segurança local, os militares fariam segurança às suas viaturas e material, a força de segurança faria o perímetro ao edifício, até porque se fosse necessário interpelar algum cidadão, deve ser feito pela policia civil.

E penso que a polícia também não esteve bem ao querer identificar os militares, uma força militar tem a sua própria hierarquia e leis próprias.

No fundo acho que foi falta de comunicação de parte a parte, espero que ao menos sirva para resolver este género de situações.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 03, 2020, 04:23:43 am
Tenho andado um bocado no diário da república e aquilo não é fácil de encontrar.

A única lei de posse de arma que encontro é sobre os militares possuírem arma a título pessoal, pois a lei geral exclui de quase tudo as Forças Armadas, existe alguma lei que diga algo como "em paz uma força militar não pode andar armada na via pública"?

Ou pressupõe-se que, como as forças militares cumprem ordens do governo, se tiverem ordem para tal, está legal?

Por exemplo os F-16 andsm armados, de certeza que os navios da Marinha também, e estão em território nacional, certo que é no ar e mar, mas a lei não é só para o chão.

PS: o meu exemplo dos aviões e navios militares não serve, li algures que legalmente são como um quartel.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 03, 2020, 05:08:59 am
Penso que a minha questão anterior fica sem efeito, é que lembrei-me de uma situação, que até é muito comum, ocorre várias vezes todos os anos, em que forças militares armadas com armas automáticas saiem das unidades para uma missão, e até hoje não é ilegal, refiro-me a...

... Cerimónias fúnebres.

Nas cerimónias fúnebres forças militares, compostas por praças, sargentos e oficiais, à ordem da sua hierarquia, armam de arma automática e saiem da unidade para cumprir uma missão, aos olhos da lei como é? Faz diferença a missão ser um funeral? Ou as munições serem de salva?

Quero dizer que legalmente os militares da tal equipa de segurança não parecem ter feito nenhuma ilegalidade, mas um bocado de bom senso de toda a gente e não tinha acontecido esta situação.

A dúvida que tenho é onde se enquadram estas operações de apoio à protecção civil, sendo verdade que sao operações executadas por militares, devidamente organizados, equipados a cumprir ordens da sua hierarquia, não são operações da defesa militar da República.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: typhonman em Abril 03, 2020, 12:33:26 pm
Não sei a que comunicados se refere, eu não recebi nenhum. Quantos recebeu você?

Assalto ou agressões? Pois o SIS deve ter informado a unidade de que os velhotes contaminados se revoltariam de frustração.
Ou que alguma potência estrangeira se quereria apropriar das máquinas de pulverizar, quem sabe?!

Uma coisa é certa, quando se querem jumentamente mostrar nunca lhes falta pessoal.

Nunca mais aprendem, por isso cada vez mais há quem defenda que o lugar deles, dos militares, é sossegadinhos na caserna. Tendo a concordar, cada vez mais.

Sim é isso e alguns que agridem mulheres na rua do tipo saco de boxe.

Esses nem deviam sair da secretaria ou então do engraxe de sapatos aos comissários das respetivas esquadras.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 03, 2020, 01:08:32 pm
Amigos por favor podemos manter a conversa num contexto educado?

Todas as instituições são constituídas por pessoas e as pessoas erram, não são perfeitas, mas também não podemos criticar toda a instituição pelo mal que alguns fizeram, a Força Aérea também teve meia duzia a meter dinheiro ao bolso esquema das messes, e não podemos deixar de elogiar os salvamentos e todas as outras operações que contribuem para o bem  estar comum.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Trafaria em Abril 03, 2020, 06:41:15 pm
Boa tarde,
Os que andam à procura de justificações na Lei das Armas e no Regime Jurídico das Armas e Munições devem direcionar as suas buscas para as Leis da Segurança Interna e da Segurança Nacional.

Em primeiro lugar eu quero agradecer aos que de uma forma tranquila e pensada me responderam, todos de uma forma ou de outra focaram aspectos essenciais que gostei de ler, boas observações de gente habituada a pensar nestes assuntos. Obrigado.

O meu ponto de vista;
Vamos colocar as coisas em contexto:
Quando se fala de policia deve fugir-se da lógica de estrutura militar tendente a apontar ou culpar de imediato quem comanda, quem dá ordens e está presente; não, é que nas FS o comandante, o graduado, só em ocasiões muito especiais e planeadas está presente, a norma é não estar, as coisas funcionam com uma orgânica e fluidez muito dessemelhante e de difícil apreciação para um militar habituado a nem se mexer sem uma ordem superior. É que o agente, o operacional da rua, o patrulheiro, o arvorado do carro patrulha, nas mais das vezes é o comandante de si próprio e tem o poder e dever de iniciativa – e, é claro, arca com as consequências da sua actuação e decisões.

Embora a PSP seja um corpo altamente hierarquizado (como as FA), em termos de autoridade publica temos todos a mesma. Assim, aquilo pode ter sido desencadeado (e muito provavelmente foi) pelo primeiro policia que lá passou ou se apercebeu da situação, e a legitimidade da sua actuação é tão válida quanto as acções desencadeadas por ordem superior. Se actuou dentro das normas e da lei o seu comandante directo (e os seguintes) só tem de apoiar e validar o seu desempenho e mais nada, se concorda ou não é irrelevante, a legalidade e racionalidade prevalecem. Nas mais das ocorrências os nossos comandantes só delas sabem, das acções e decisões que provocaram, no dia seguinte quando chegam à esquadra e leem e despacham os nossos relatórios, participações, autos, etc… (nos casos graves são informados imediatamente ou logo que possível – aqui foram-no, com certeza).

Reparem que as leis nunca mencionam os postos ou as categorias dos policias, apenas se referem a agentes de autoridade, explicitamente  reconhecendo a mesma a todos eles, do mais maçariquinho ao mais pintado, abrindo uma pequenina excepção quando confere a qualidade de Autoridade de Policia Criminal aos oficiais (que efectivamente têm funções de comando) e de Orgãos de Policia Criminal aos restantes (importante, mas matéria técnica que não acrescenta aqui nada, é só para efeitos da aplicação do código do processo penal).
Portanto não é de todo adequado trazer para aqui um comandante, cascar-lhe no pelo, para o ilibar ou culpar; a PSP não é a tropa, o comissário não vai à frente, não tem de ir, não pode ir sempre nem com todos; os oficiais que reagiram, fizeram-no à posteriori em função do que lhes foi transmitido pelo pessoal no local, com base nas descrições e participações que redigiram, e em normas prévias bem como no actual estado de cooperação entre as policias e as FA.

Numa outra vertente e presumindo que todos vocês são/foram militares:
O policia, nomeadamente o de competência genérica, como o PSP ou o GNR, enquanto autoridade de segurança pública e opc vê todo o espaço publico cuja segurança lhe foi especificamente entregue por escala ou ordem directa, que tanto pode ser uma só uma rua como uma freguesia, duas ou três – chamamos-lhe giro – como o sentinela de reforço de uma unidade militar vê o espaço à sua volta: tudo o quanto seja incomum e ali se passe, sobretudo em termos de segurança, tem a ver com ele, é a primeira autoridade, o primeiro responsável e o primeiro a responder por essa área e por tudo o que lá acontecer no seu turno.
Assim, um militar a controlar o trânsito, de viaturas ou peões, a encerrar uma rua, de alguma forma a condicionar as pessoas e a circulação, é sempre um incidente ou anomalia que tem de ser imediatamente investigada pelo agente que primeiro constatou esse acontecimento, e se for anti-social, ilegítimo ou ilegal tem de imediatamente tratar de lhe por fim. Sim, prendendo o militar, se for necessário. Todavia, tendo sempre presente que quando os militares o fazem é normalmente por bons motivos.

Nesta situação em concreto, lamento, mas continuo a qualificá-la de ridícula.

Primeiro: esqueçam a perigosidade dos químicos empregues. Alguma terão, mas são exactamente os mesmos que muitíssimas empresas de desinfestação e autarquias estão a usar um pouco por todo o país, e até são adquiridos no mesmo importador. Sou uma pessoa bem informada.

Seguinte: se algum perigo na sua utilização existisse esse seria sobretudo para os residentes da envolvência dado que de uma área residencial se trata, e não para os supostos peritos que os aplicavam, esses, em principio, saberiam com o que estavam a lidar e estavam protegidos pelo seu conhecimento e equipamento. Por isso e à falta de outros motivos, por uma questão de bom senso, e eu ainda acredito que ele exista nas FA, se algum perigo real existisse seriam os militares os primeiros a informar e a convocar a polícia.

Depois: imaginemos que para além dos supostos riscos associados à toxicidade dos produtos em causa existiam também preocupações reais de segurança, nomeadamente quanto à integridade física dos executantes e da sua maquinaria. O que fariam os PE’s encarregados do perímetro de segurança se um civil, um funcionário da casa, um residente naquela rua, ou outro qualquer, com boas ou más intenções, resolvesse atravessá-lo, violá-lo, testá-lo? Como procederiam sabendo que militar não pode dar ordens a civis? Poder dar, pode; o civil é que no espaço publico só lhe obedece se quiser. Abriam fogo, chamavam a policia? Mas chamavam antes ou depois de o balear?
Acontecendo essa desgraça, inteiramente possível, não tendo os militares qualquer cobertura legal que os proteja ou preveja essa situação, seria julgado pela lei geral penal, um homicídio, um sarilho monumental, interno e judicial, pelo que estou convencido desde o primeiro minuto de que a presença dos militares e a não comunicação às autoridades tem mesmo a ver com a perigosidade nula da operação. Nenhum comandante com dois neurónios a funcionar ia expor assim e desnecessariamente os seus soldados a apuros que lhe condicionariam o resto da vida – logo para começar, uns meses de preventiva estavam garantidos.

Já me alonguei demasiado, deixo a questão dos F16 e das fragatas da marinha, para outra ocasião.

Para concluir digo o seguinte:
Aquilo não foi mais nem menos que um aproveitamento publicitário por parte do exército, que tem de rentabilizar todas estas ocasiões e tempos de antena para aparecer, para se mostrar. Precisa imenso disso, as oportunidades não são muitas, e essa parte compreendo-a. Não precisa é de se esticar para com quem não anda para ali com fitas, que faz o seu trabalho naquelas ruas, todos os dias, haja ou não químicos, tenhamos ou não covid. Foi isso e acerca disso que o DN Magina e o CEME falaram.
Continuo a dizer, há leis que enquadram estas situações, podemos não gostar delas, mas enquanto existirem são para cumprir. Esteve muito bem a PSP.

Bem hajam.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 03, 2020, 08:07:37 pm
Boa tarde Trafaria, gostei do seu texto, fiquei a saber mais um pouco do trabalho de polícia, visto por dentro.

Eu nas leis tentava encontrar a legalidade de forças militares andarem armadas fora das quartéis em tempo de paz, e se um agente de autoridade policial se pode sobrepor à autoridade da hierarquia militar.

Quando se falou no oficial de polícia, foi devido ao artigo do CM que refere uma ordem transmitida às esquadras.

Concordo claramente, e mesmo que não concordasse está na lei, são as forças de segurança que mantém a lei e ordem na sociedade, os militares não têm nada que controlar ruas e pessoas, os militares têm que proteger os seus quartéis, navios, aeronaves, não é intervir na lei e ordem da sociedade e seria uma desgraça (lá se ia a boa publicidade que se procura) se um militar disparasse contra um civil.

Até acho esta situação algo contraditória, com o que tem sido todo o apoio militar às entidades civis, arriscava a dizer, será a excepção que  confirma a regra, tem sido tudo muito correcto, deve ser essa a imagem a ficar.

De um modo simplista penso que o apoio militar deve ser visto como uma reserva para situações fora do normal, e o exército até deve ter orgulho que não deve haver outra instituição que tenha tantas capacidades diferentes, e de apoiar tantas situações diferentes, incêndios, inundações, pandemias médicas, segurança interna, etc, mas este apoio deve ser pedido pelas entidades civis competentes, protecção civil, autoridades médicas, autoridades policiais, etc.

De um modo simplista também acho que em estado de paz (mesmo que seja de emergência), o apoio à protecção civil ou a autoridades médicas deve ser feita desarmada, enquanto as forças de segurança forem capazes de manter a lei e a ordem, não há necessidade de andar armado, é a tal situação dos militares serem a reserva para casos fora do normal, se fossem já para a rua sem ser necessário, se a situação piorar já não vai haver essa reserva, é como num jogo de cartas triunfar em cima do trunfo do nosso colega, estamos a desperdiçar recursos.

Alguma situação tipo a que desencadeou este caso, deve ser coordenada com a força policial da zona. Se for necessário apoiar forças de segurança e andar armado, ou se as FS tiverem demasiado ocupadas, pelo que já li, já existe procedimentos para isso, é cumprir com o que está definido.

Para o bem de Portugal, espero que a nossa segurança nunca fique mal ao ponto de ser necessário recorrer a militares para reforçar as forças policiais, tal como também espero nunca ver colunas de camiões militares cheios de caixões como se viu em Itália, mas esta esperança não impede os militares (e as polícias na parte deles) de estarem preparados para isso, por isso até tenho boa imagem das actuais lideranças das forças armadas e policiais pelo menos neste aspecto da coordenação e apoio a entidades civis.

http://assets.exercito.pt/SiteAssets/GabCEME/RCRPP/Comunicados/2019/Comunicado10_19.pdf
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: typhonman em Abril 03, 2020, 08:20:46 pm
Meus caros,


Vejam-se os países civilizados, aonde os Exércitos andam armados de arma de assalto em patrulhas com/sem polícias ao lado.


E nesses países não choca ninguém, mas cá em PT, pelos vistos há entidades que se acham os melhores/maiores cá do Burgo, pois acham que são os militares que lhes vão fazer algum tipo de concorrência.


Podemos por a questão ao contrário, por exemplo, porquê é que os GIPS vão apagar incêndios de Glock no coldre ?


Acham mesmo que vão apanhar algum incendiário lá pelo meio ?



Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Trafaria em Abril 03, 2020, 08:59:04 pm
Convém começar por lembrar que Portugal é Portugal. Qualquer economista do 1º ano sabe como é que - a titulo de exemplo - o devastado Japão ou Singapura se tornaram nas potencias que são depois de arrasados na 2ª Guerra. Mas qualquer sociólogo amador lhe explica porque é que nunca cá conseguiríamos replicar essa experiência e esse sucesso. É que no Japão vivem japoneses, em Singapura vivem os Sigaporeans, e em Portugal vivem portugueses. Pode parecer-lhe uma anedota mas qualquer aprendiz de historiador lhe explica que essas coisas contam, imensamente.

Isso também é válido para a forma como nos relacionamos com as nossas forças armadas, com desconfiança, e não é uma irracionalidade, a história explica-o, e não desaparecerá de um dia para o outro, está cá para durar, porque também já é cultural. Somos portugueses.

Uma coisa pode tomar por garantida: episódios como esse de Vila Real não vêm ajudar mesmo nada. E aqueles militares que andam pelos sites das associações profissionais a dizer disparates, como a defenderem revoluções, golpes de estado, tomada do poder pelos generais... só contribuem para dar "munições" aos que andam pelas caixas de comentários dos jornais a destilar ódio contra as FA.

Vou jantar.





Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 03, 2020, 10:01:00 pm
Às vezes digo na brincadeira, Portugal é um bom país, o mal é viverem cá portugueses, se fossemos todos dinamarqueses ou suecos...  :mrgreen:

Ou algo do tipo, devia vir para cá um nórdico como primeiro-ministro colocar o país como deve ser, os nossos políticos também são portugueses, não podemos esperar que se comportem como os nórdicos.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: typhonman em Abril 03, 2020, 11:18:53 pm
Convém começar por lembrar que Portugal é Portugal. Qualquer economista do 1º ano sabe como é que - a titulo de exemplo - o devastado Japão ou Singapura se tornaram nas potencias que são depois de arrasados na 2ª Guerra. Mas qualquer sociólogo amador lhe explica porque é que nunca cá conseguiríamos replicar essa experiência e esse sucesso. É que no Japão vivem japoneses, em Singapura vivem os Sigaporeans, e em Portugal vivem portugueses. Pode parecer-lhe uma anedota mas qualquer aprendiz de historiador lhe explica que essas coisas contam, imensamente.

Isso também é válido para a forma como nos relacionamos com as nossas forças armadas, com desconfiança, e não é uma irracionalidade, a história explica-o, e não desaparecerá de um dia para o outro, está cá para durar, porque também já é cultural. Somos portugueses.

Uma coisa pode tomar por garantida: episódios como esse de Vila Real não vêm ajudar mesmo nada. E aqueles militares que andam pelos sites das associações profissionais a dizer disparates, como a defenderem revoluções, golpes de estado, tomada do poder pelos generais... só contribuem para dar "munições" aos que andam pelas caixas de comentários dos jornais a destilar ódio contra as FA.

Vou jantar.







O que mais descredibiliza actualmente os militares, é as manifs e outras, que só pedem/pensam em "direitos", não os vejo a pedirem a modernização dos equipamentos e o cumprimento das LPM.

Agora o episódio de VR não acho que descredibilize as FA, pois há muitos portugueses que nesta crise "pediram" as FA a vigiarem as fronteiras terrestes.

E como é óbvio não iriam fazer essa vigilância desarmados, pois os comentários iriam ser " mas que tropa é esta que nem armas tem" ?

Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 03, 2020, 11:24:48 pm
Isso também é válido para a forma como nos relacionamos com as nossas forças armadas, com desconfiança, e não é uma irracionalidade, a história explica-o, e não desaparecerá de um dia para o outro, está cá para durar, porque também já é cultural. Somos portugueses.

Desculpa lá mudar o assunto do tema, mas vou ter que desabafar, isso que disseste, que é verdade, essa desconfiada quase inconsciente, muitos nem sabem bem a razão, é porque é, é das piores características de alguns portugueses, juntamente com a inveja, mesquinhez, aldrabice, sabujice, dar o jeito, é mesmo do português pequenino, atrasado, provinciano. Na maioria da Europa não se vê isso, já sei não são portugueses, acho que outra razão foi termos escapado à 2a guerra mundial, ai muitos países foram resgatados pelas forças armadas aliadas, nesses povos o que ficou na genética já não foi desconfiança, foi confiança e agradecimento.

Cá deve ser algum medo que ficou dos golpes de estado do tempo da 1a República, muita gente nem deve ter consciência que a mentalidade dos militares mudou muito com a entrada para a NATO e influência americana, desde ai o único golpe foi para a democracia, surgiram pessoas como Humberto Delgado, Salgueiro Maia, Ramalho Eanes e não vieram da polícia nem da GNR, vieram das Forças Armadas.

Curioso como a GNR que defendeu a ditadura, não tem essa imagem.

Espero que a interacção dos portugueses com outros povos europeus seja um bom factor para irmos corrigindo estes defeitos do nosso povo, e já melhoramos muito, eu quando vejo noticias da América latina, imagino bem Portugal ali, a nossa sorte é estarmos na Europa, se fossemos um canto da América latina éramos iguais ou piores aqueles países.

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E aqueles militares que andam pelos sites das associações profissionais a dizer disparates, como a defenderem revoluções, golpes de estado, tomada do poder pelos generais... só contribuem para dar "munições" aos que andam pelas caixas de comentários dos jornais a destilar ódio contra as FA.

Pois também temos desses, mas também já vi civis com essa conversa, só lhes digo assim, "os militares não têm que fazer o seu trabalho, se não gosta do governo vá às eleições e vote noutro."

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Vou jantar.

Bom jantar, vou beber um digestivo e pensar em coisas positivas que já desabafei a azia lol, tudo a correr bem e cada um faça a sua parte para o país ultrapassar este desafio, seja a trabalhar, seja ficando em casa.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 03, 2020, 11:40:52 pm
O que mais descredibiliza actualmente os militares, é as manifs e outras, que só pedem/pensam em "direitos", não os vejo a pedirem a modernização dos equipamentos e o cumprimento das LPM.

Mas todas as classes profissionais fizeram manifestações e greves, até as forças de segurança subiram a escadaria da Assembleia da República, os militares estão proibidos de fazer greve, acho que fizeram um "passeio", já não sei bem, e alguns militares foram punidos por isso.

Os generais chefes de estado-maior, é que tem a responsabilidade de pedir o que quer que seja ao governo, todos abaixo não têm direito a opinião, apenas direito a executar as suas funções, faz parte da disciplina militar, e nesse ponto mesmo sendo um bocado auto-flagelante, as FA gabam-se de, mesmo com esforço extra do pessoal e com material desgastado, nenhuma missão ficar por fazer.

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Agora o episódio de VR não acho que descredibilize as FA, pois há muitos portugueses que nesta crise "pediram" as FA a vigiarem as fronteiras terrestes.

E como é óbvio não iriam fazer essa vigilância desarmados, pois os comentários iriam ser " mas que tropa é esta que nem armas tem" ?

Ai tenho que voltar às más características dos portugueses, a preguiça e o dizer mal lolol, preguiça de entender o uso de militares nestas missões, como já falamos acima, e dizer mal pois às vezes dizem que são os militares que não querem fazer nada, como se isso dependesse apenas da vontade deles.

Ao menos não podem acusar os militares de serem os culpados de fronteiras fechadas terem as vedações mandadas abaixo ou o cerco sanitário a Ovar ter espaços pelos montes por onde há pessoal a passar, se calhar eram boas situações onde as forças de segurança podiam ser reforçadas com os militares, mas não vão ser os militares a decidir isso.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: dc em Abril 04, 2020, 12:52:53 am
Eu não creio que a visão do povo das forças armadas vá mudar muito, a não ser que surja um conflito qualquer que nos envolva directamente. A situação da Venezuela ainda podia ajudar um pouco a favor disto, caso fosse preciso usar os militares para ajudar na evacuação de portugueses deste país, ou até numa resposta bélica a um ataque.

Um problema que se observa de forma generalizada, é que a maioria da população acredita que nunca teremos inimigos, logo a utilidade das FA é nula. Temos a sorte de não ter sido alvo de um ataque terrorista, felizmente, em França é muito diferente, havendo por exemplo nos aeroportos militares armados com Famas. Por cá existe uma falsa sensação de segurança e se calhar até uma certa ingenuidade nas intenções de terceiros.

Outro problema que vejo, e acaba por ser uma contradição, ainda me lembro aquando da aparição de navios russos nas nossas águas, a reacção às notícias era sempre na ordem do às forças armadas serem inúteis porque se a Rússia nos quisesse atacar, não poderíamos fazer nada. Isto contradiz um pouco quando o mesmo tipo de pessoa diz que não vale a pena investir nas FA e depois tecem comentários a criticar as capacidades destas entidades.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 04, 2020, 01:40:23 am
Dc algumas pessoas querem que sejamos sempre os pobres coitadinhos, assim dá sempre para esticar a mão a ver se caiem umas moedas da UE.

Por alguma razão já quase todos os países da Europa de Leste ultrapassaram Portugal.
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/portugal-deixou-se-apanhar-pelos-paises-do-leste-europeu

Mas esta tudo bem, é assim que gostamos de estar, que é para terem pena de nós.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: NVF em Abril 04, 2020, 05:11:06 am
Lighting, há razões mais abrangentes e lógicas para explicar o “boom” dos países de leste. A mais importante é, sem dúvida, a educação e qualificação das pessoas. Na boa tradição dos regimes comunistas, a educação continua a ser importantíssima nesses países, especialmente nas áreas científicas e técnicas.

Depois, culturalmente, muitos desses países fizeram durante séculos parte dos impérios germânico e austro-húngaro o que, obviamente, deixa marcas. Depois além dos apoios regulares da UE, muitos desses países receberam auxílios adicionais da Alemanha e dos EUA, que não foram só monetários, mas passaram por re-localização industrial, coisa que não aconteceu connosco — antes pelo contrário!

Depois adoptaram legislações laborais, que por aqui se designam de capitalismo selvagem. Por isso podes ter um PIB elevado mas que não se reflecte socialmente, porque a distribuição de riqueza é muito assimétrica e não existem salvaguardas sociais, nem um sistema de saúde robusto — que apesar de tudo ainda vamos tendo.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: FoxTroop em Abril 04, 2020, 10:03:22 am
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Depois: imaginemos que para além dos supostos riscos associados à toxicidade dos produtos em causa existiam também preocupações reais de segurança, nomeadamente quanto à integridade física dos executantes e da sua maquinaria. O que fariam os PE’s encarregados do perímetro de segurança se um civil, um funcionário da casa, um residente naquela rua, ou outro qualquer, com boas ou más intenções, resolvesse atravessá-lo, violá-lo, testá-lo? Como procederiam sabendo que militar não pode dar ordens a civis? Poder dar, pode; o civil é que no espaço publico só lhe obedece se quiser. Abriam fogo, chamavam a policia? Mas chamavam antes ou depois de o balear?
Acontecendo essa desgraça, inteiramente possível, não tendo os militares qualquer cobertura legal que os proteja ou preveja essa situação, seria julgado pela lei geral penal, um homicídio, um sarilho monumental, interno e judicial, pelo que estou convencido desde o primeiro minuto de que a presença dos militares e a não comunicação às autoridades tem mesmo a ver com a perigosidade nula da operação. Nenhum comandante com dois neurónios a funcionar ia expor assim e desnecessariamente os seus soldados a apuros que lhe condicionariam o resto da vida – logo para começar, uns meses de preventiva estavam garantidos.

Já me alonguei demasiado, deixo a questão dos F16 e das fragatas da marinha, para outra ocasião.

Para concluir digo o seguinte:
Aquilo não foi mais nem menos que um aproveitamento publicitário por parte do exército, que tem de rentabilizar todas estas ocasiões e tempos de antena para aparecer, para se mostrar. Precisa imenso disso, as oportunidades não são muitas, e essa parte compreendo-a. Não precisa é de se esticar para com quem não anda para ali com fitas, que faz o seu trabalho naquelas ruas, todos os dias, haja ou não químicos, tenhamos ou não covid. Foi isso e acerca disso que o DN Magina e o CEME falaram.
Continuo a dizer, há leis que enquadram estas situações, podemos não gostar delas, mas enquanto existirem são para cumprir. Esteve muito bem a PSP

Estiveram bem as FA ao garantirem a segurança do seu material, coisa que fiz muitas vezes como militar em apoio a situações civis sem ver todo este celeuma (não havia o Correio das Mentiras TV), onde a GNR ou a PSP, estes últimos muito raramente pois foi quase sempre em áreas rurais que actuei, vinham verificar o que se passava, registavam e, calculo eu, passavam a informação a quem de direito, tal como lhes compete e bem, e todos seguiam a sua vida sem estes teatros. E se o militar tivesse de usar força letal, coisa extrema que só vejo possível no caso de alguém actuar de forma que fosse letal para os militares, haveria, tal como quando uma agente da autoridade o faz, todo um processo que decidiria o desfecho
Para mim isto é claramente um não assunto empolado por razões que eu quero fingir que não entendo.

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Uma coisa pode tomar por garantida: episódios como esse de Vila Real não vêm ajudar mesmo nada. E aqueles militares que andam pelos sites das associações profissionais a dizer disparates, como a defenderem revoluções, golpes de estado, tomada do poder pelos generais... só contribuem para dar "munições" aos que andam pelas caixas de comentários dos jornais a destilar ódio contra as FA

Tantos esses militares que colocam esses comentários (uma minoria de grunhos), tal como uma minoria (de grunhos) agentes de autoridade que andam nas rede socias, perfeitamente identificados, a dizer que "essa malta do RSI era tudo a tiro" ou "pretalhada do c@r*lho, limpa-los todos" e agora com o estado de emergência então as pérolas ainda são melhores "devia ser com na India, porrada neles ou nas Filipinas, desobedece tiro nos cor%os", era processo disciplinar na hora. Um PSP/GNR que larga uma diarreia dessas sobre "#fiquememcasacaralho" e logo a seguir coloca uma foto sua junto com o percurso que fez no strava e a dizer "belo treino sem os atrasados do costume pelo caminho" era processo na hora!!

Talvez seja tempo de as FA e FS começarem seriamente a olhar para dentro e começarem a impor/incutir um certo espirito que anda um bocado perdido.
Desde que saí das FA já tive diversas profissões e, em todas as empresas que trabalhei, desde a oficina do "jaquim" à multinacional onde estou, o simples facto de um empregado colocar algo depreciativo sobre a empresa ou trabalho, é caso para despedimento por justa causa e perda de direitos de desemprego, etc, etc.
Não teria eu a mínima hesitação em chamar ao meu gabinete um cromo desses e fazer entender ao grunho que ou se comporta como militar/agente da autoridade, ou sair pois claramente não está satisfeito com a sua situação. Aliás, basta fazer cumprir os códigos e regulamentos, está lá bem explicadinho. Ou então não se faz nada, essa minoria de grunhos continua o processo de radicalização dentro das FA e FS e, daqui por menos tempo do que aquilo que julgamos, temos um sarilho bem grande para resolver.


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Às vezes digo na brincadeira, Portugal é um bom país, o mal é viverem cá portugueses, se fossemos todos dinamarqueses ou suecos... 

Ou algo do tipo, devia vir para cá um nórdico como primeiro-ministro colocar o país como deve ser, os nossos políticos também são portugueses, não podemos esperar que se comportem como os nórdicos.

Não é preciso vir ninguém de fora. Temos muitos exemplos de portugueses dirigentes competentes em pontos e/ou empresas chave por esse mundo. Esse síndrome de D. Sebastião é justamente um dos maiores problemas da sociedade portuguesa. Esperar que venha alguém e resolva, um "salvador da pátria" um salazar qualquer de vão de escada, auto-personalizado agora por esse inominável grunho que responde pelo nome de André Ventura.

Viajei quase por todo o planeta, em muito país desenvolvido vi militares na rua, armados e equipados e não vi ninguém estranhar nem notei que houvesse qualquer atrito com as FS do sitio. Aqui a jorda da politica de quintinhas...... sobrepõe-se à Nação e Povo que deveria servir.



 

Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 04, 2020, 10:29:32 am
Agora lixaste-me bem "síndrome do D. Sebastião", sou português, esta fica para refletir...

Bom fim de semana.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: LM em Abril 04, 2020, 10:30:22 am

Talvez seja tempo de as FA e FS começarem seriamente a olhar para dentro e começarem a impor/incutir um certo espirito que anda um bocado perdido.


  :palmas:
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Trafaria em Abril 04, 2020, 09:03:45 pm
O EMGFA, emitiu uma nota às suas forças onde clarificou que todos os militares empenhados em acções/operações em apoio à ANEPC/SNS, não transportam qualquer tipo de arma, seja colectiva, seja individual. Assunto resolvido.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: goldfinger em Abril 04, 2020, 10:23:32 pm
Caros amigos, en Espanha se han desplegado decenas de miles de soldados de los tres  Ejércitos en casi todas las ciudades en patrullas con la Policia y la Guardia Civil, o solos, han detenido a personas, que han entregado a la Policía por saltarse el confinamiento, y creo que es una medida muy acertada.

Además están desinfectando numerosos lugares como estaciones de tren y autobús, residencias de mayores y zonas públicas

(https://pbs.twimg.com/media/EUnE0wCXgAIDM4j?format=jpg&name=large)

(https://pbs.twimg.com/media/EUnE0vqXgAIDedQ?format=jpg&name=large)

(https://pbs.twimg.com/media/EUda8wtWAAkESx0?format=jpg&name=900x900)

(https://pbs.twimg.com/media/EUWkXbDWAAA40md?format=jpg&name=large)

(https://pbs.twimg.com/media/EUWkX9jWkAcbkJd?format=jpg&name=large)

(https://pbs.twimg.com/media/EUWkYVfXYAUoJW5?format=jpg&name=medium)

(https://pbs.twimg.com/media/EUQVfgzWsAAfmML?format=jpg&name=large)

(https://pbs.twimg.com/media/EUIZWoNWkA8CdJy?format=jpg&name=900x900)

(https://pbs.twimg.com/media/ETyWUiWXsAAd5ei?format=jpg&name=large)

(https://pbs.twimg.com/media/ETyWT7LXYAEMREG?format=jpg&name=large)

https://twitter.com/EjercitoTierra/status/1242138585475747842

https://twitter.com/Defensagob/status/1241427926446477312

Aplausos a los militares en toda Espàña, menos en los 2 o tres sitios habituales, en algunos pueblos de Cataluña o el Pais Vasco, donde hay mas tontos por m2 que virus del COVID 19
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Trafaria em Abril 05, 2020, 04:49:17 pm
Eu nas leis tentava encontrar a legalidade de forças militares andarem armadas fora das quartéis em tempo de paz, e se um agente de autoridade policial se pode sobrepor à autoridade da hierarquia militar.

O militar pode usar todo o tipo de armamento que lhe seja atribuído e distribuído pela instituição a que pertence.

A instituição militar no seu todo é responsável pela protecção e segurança das suas instalações, armamentos, equipamentos, seu pessoal, etc… e de um modo geral de tudo o que seja depositário e tenha à sua guarda, podendo e fazendo naturalmente uso do seu armamento quando justificado ou o entenderem. Onde isso mais comummente se observa é na segurança das bases e quartéis, mas também fora – cada vez menos, mas ainda se vê.

Já todos, ou quase todos, vimos militares armados a acompanhar detidos aos tribunais ou a consultas médicas; antigamente quando nos quartéis se recebia em numerário ia um oficial do conselho administrativo ao banco com o cheque fazer o levantamento e nalguns casos levava consigo a acompanhá-lo um ou dois soldados armados; há uns anos perto da minha residência tivemos um problema grave de abastecimento de energia sendo que as FA emprestaram à EDP alguns geradores e junto de cada um estava um soldado armado de G3; as colunas militares são frequentemente acompanhadas ou escoltadas por militares da PE sempre armados, etc… etc…
Porém, isso acontece sempre num contexto próprio das FA, assunto deles, para eles, entre eles, e nunca me constou que existissem problemas ou atritos com as forças de segurança por causa disso.

Só há sarilhos quando se invade o espaço ou competências de outros; isto é válido para a área da segurança, da defesa, ou de outra qualquer – conflitos existem até entre tribunais, a boa-fé e a lei tudo resolve. Não existem instituições com mais dignidade que outras, é cada uma no seu galho; cooperando mas respeitando-se mutuamente, sem isso estamos a dar passos na direção da selva.

Autoridade policial versus autoridade militar.
Não é simples falar de autoridade, ela é muito diversificada e complexa, sectorizada, nivelada, vertical, horizontal, implícita, explicita, ocasional, a termo, territorial, nacional, regional, autárquica, abstrata, natural, imposta, penal, administrativa, etc… etc… com estes termos todos a entrecruzarrem-se e a repelirem-se.
Mas não é um pandemónio, porque está tudo na lei, regulado, ou quase tudo; há também muito dinamismo.
Para facilitar vamos traduzi-la aqui por “poder”, Ok?!... 

Sim, existe autoridade militar. Mas ela resume-se e esgota-se no próprio universo militar. Simplificando, fora dele ninguém deve obediência às regras militares ou a um militar, a menos que seja também militar das FA. Isso não invalida o bom-senso e o dever de cooperar e nos ajudarmos uns aos outros.

Por outro lado o polícia é uma autoridade pública e genérica (também as existem de gabinete e restritas, como a Autoridade Tributária, mas polícias na mesma), tem o dever de fazer cessar todos os comportamentos anti-sociais a que assista, sejam contra-ordenacionais ou criminais, independentemente de quem os comete – civil ou militar, nem a polícia nem as leis fazem essa separação, nem podem.

Em hierarquia nem vale a pena falar, as categorias dos militares são assunto interno, deles, cá fora e para os de fora são todos iguais. Na polícia nem se ensinam esses postos e categorias, não têm relevância para nós, não discriminamos, têm todos a mesma dignidade e são todos obrigados a cumprir com os mesmo preceitos.

Sim, dito isto, pode prender um militar, porque não? Estão os militares dispensados de cumprir as mesmas leis dos outros cidadãos? Não está o policia, ou qualquer outro funcionário, obrigado a tratar toda a gente por igual?

Nunca tive grandes problemas com militares, foi tudo “bem” resolvido. Só prendi um, um aspirante, mas dormiu, pediu-me desculpa, e ainda hoje vamos juntos para os copos.

Feliz quarentena, saúde!
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 05, 2020, 08:10:44 pm
Essa missão dos geradores também era de protecção civil, e não houve chatices com as G3 lol.

Eu quando falei em autoridade militar, era sobre uma força militar que esteja na rua a cumprir uma missão, se esses militares teriam problemas legais ao não obedecer à autoridade policial, é que a legislação militar também pune quem desobedecer.
Um militar fora de serviço é um cidadão em sociedade, têm que cumprir a lei, não há dúvidas.
Tudo o que eu tenho falado é em militares em serviço, a cumprir uma missão ordenada pelos seus superiores.
Nem me tinha passado pela cabeça autoridade militar sobre civis, não estamos em estado de sitio.

O ideal realmente é que haja comunicação e coordenação, estamos cá todos para o mesmo.
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Trafaria em Abril 06, 2020, 01:11:31 am
Essa missão dos geradores também era de protecção civil, e não houve chatices com as G3 lol.

Eu quando falei em autoridade militar, era sobre uma força militar que esteja na rua a cumprir uma missão, se esses militares teriam problemas legais ao não obedecer à autoridade policial, é que a legislação militar também pune quem desobedecer.
Um militar fora de serviço é um cidadão em sociedade, têm que cumprir a lei, não há dúvidas.
Tudo o que eu tenho falado é em militares em serviço, a cumprir uma missão ordenada pelos seus superiores.
Nem me tinha passado pela cabeça autoridade militar sobre civis, não estamos em estado de sitio.

O ideal realmente é que haja comunicação e coordenação, estamos cá todos para o mesmo.

Essa dos geradores é pacífica e daquelas que se encontram completa e totalmente prevista na lei: estão à carga do exército que entende colocar um soldado junto de cada um, armado de G3, absolutamente normal; se justificado ou excessivo fica para a opinião de cada um. A mim não me parece que uma máquina com uns milhares de quilos e a debitar uns megawatts fosse apetecível e acessível a um qualquer larápio de ocasião. Curiosamente, a uns quilómetros dali, havia um outro, cedido pela força aérea, este com rodas e tudo, rebocável, seria só engatá-lo a um qualquer tractor ou carro com gancho, mas não tinha ninguém a vigiá-lo; talvez porque a FAP tem uma tradição de profissionalismo e seja menos propensa a fitas, disseram-me.

Sobre o assunto vou deixar uma nota de humor. Esse gerador do exército foi posicionado à beira de uma estrada e junto do posto de transformação da EDP que serve a minha residência, porém exibia umas cores pouco ou nada conotadas com esse ramo das FA; estava revestido por uma carenage laranja avermelhado e grelhas pretas e não possuía qualquer inscrição que o identificasse com o dono.
Ao passar achei patusca aquela situação, ver um soldado sentado no chão, a fumar o seu cigarro, com ares de chateado. A ligação ao gerador era tudo menos óbvia pelo que me ocorreu que tivesse sido deixado para trás numa qualquer marcha, corrida, exercício que não aguentara, assim coisas desse tipo, cenas da tropa. Solidário e “homem de guerras” que fui e sou, parei, perguntei-lhe se precisava de uma boleia. Disse-me que apenas precisava de uma sandes, aparentemente alguém se tinha esquecido dele, de lhe levar a ração. Voltei para trás, fui a casa, levei-lhe meio frango, meia melancia e uma garrafa de vinho (feito de uvas, obra do meu sogro). No regresso não vi soldado nenhum.

Sobre uma força militar no espaço publico a cumprir uma missão?
Mas que tipo de missão? Eles cumprem missões fora das unidades todos os dias e a toda a hora: transporte de equipamentos de grandes dimensões, de explosivos e munições, de militares presos, de doentes, etc… e não é preciso dizer que o podem fazer porque sempre o fizeram e fazem-no sempre que é necessário, é absolutamente legal.
Agora, presumo que pretende referir-se a uma missão em território nacional, do âmbito da reposição da ordem ou legalidade, portanto policial; isso nunca aconteceu, é inimaginável, e não se prevê nem deseja que venha a acontecer, só no domínio da PlayStation. E no fim do jogo o comandante da força seria preso ou fuzilado e o seu exército extinto.
Desculpe, tenho tanta dificuldade a antecipar e comentar um cenário desses quanto o de uma bomba de neutrões largada pelos indianos sobre as Berlengas. Uma fantasia.
Já leu ou conhece as limitações que a lei impõe às FA no que diz à sua intervenção em território nacional? Praticamente limita-as a prestar algum apoio à proteção civil e sempre desarmada, como bem lembrou e confirmou ontem o CEMGFA para os que andavam a fingir-se distraídos. 
Título: Re: Forças Armadas e Segurança Interna
Enviado por: Lightning em Abril 06, 2020, 01:20:00 am
Não me refiro a missões de ordem pública, essas são para as Forças de segurança, tal como disse no meu texto anterior, um militar não tem autoridade sobre civis.

Estava a referir-me, às missões normais que as FA cumprem em território nacional, as tais normais de escoltas a armamento, a presos, etc

Mas ainda bem, estou a ver que não há confusão ai.