Portugal Ultramarino

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zeNice

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« Responder #240 em: Março 31, 2009, 03:26:44 pm »
Tirou o Pais duma crise, pôs o pais a andar para frente em termos de obras públicas, pontes, vias.

Todo o povo o aplaudia e não gostava dele... :wink:
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #241 em: Março 31, 2009, 03:31:06 pm »
Só porque o Salazar não roubou, não quer dizer que no regime não tivesse havido corrupção. Na verdade a corrupção era uma realidade muito mais presente e visivel antes do que agora.

O Ballet Rose, alguém se lembra? Os Guardas-Fiscais que apreendiam o que podiam e não podiam? O porquê da criação da BT na GNR?

Vejam com calma as evidências, as histórias, e depois venham cá dizer que a corrupção na politica é algo novo.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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TOMSK

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« Responder #242 em: Março 31, 2009, 04:25:05 pm »
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Só porque o Salazar não roubou, não quer dizer que no regime não tivesse havido corrupção. Na verdade a corrupção era uma realidade muito mais presente e visivel antes do que agora.

O Ballet Rose, alguém se lembra? Os Guardas-Fiscais que apreendiam o que podiam e não podiam? O porquê da criação da BT na GNR?

Vejam com calma as evidências, as histórias, e depois venham cá dizer que a corrupção na politica é algo novo.

Nem novo, nem do tempo de Salazar. Está-nos no geme. Desde os primórdos.
Este texto do papatango elucida-nos sobre essa matéria:

Citar
O declínio do império

O domínio marítimo português entraria em declínio, quando outras potências chegaram ao Índico e quando Portugal, começou a decair também em grande parte vitima da corrupção interna, dos golpes e dos truques das elites que governavam o país.

Muitos pagavam para terem o direito a administrar uma praça no oriente nem que fosse por apenas dois ou três anos. Ao fim desse período de tempo, estava feita a fortuna para uma vida inteira.

Os portugueses ganharam assim, na Índia a fama de um povo de ladrões e de salteadores, muito por culpa de grupos das elites da nobreza e da burguesia de Lisboa que em nome de Portugal roubaram, exploraram e mataram.

O império começou a decair não por culpa dos holandeses, do domínio dos espanhóis ou da ascensão dos ingleses.

Será a corrupção uma característica portuguesa ?

O império começou a decair, porque grupos de facínoras portugueses, com o apoio do governo que tinham corrompido, começaram a destruir tudo o que os seus antecessores tinham construído. Este processo começou poucos anos depois da batalha de Diu ter iniciado um período de domínio militar e de presença no Índico que só terminaria em 1974.

A ascensão e a inevitável queda do Império português (e todos os impérios tem um fim), teve muito a ver com a intervenção dos próprios portugueses.

Desenganem-se os que pensam que a corrupção, o compadrio, ou os negócios por debaixo da mesa, são uma característica dos portugueses de hoje.
Os negócios escuros, o poder do Estado como patrão corrupto, o desleixo da administração pública, já eram características que se apontavam às elites portuguesas em pleno século XVI no auge do império.

O país foi no entanto capaz de resistir contra ventos e marés.
Junto com a ânsia corrupta das elites de Lisboa, navegou também um espírito de apego à terra e à ideia de Portugal, em suma à ideia de Liberdade.

Por isso mesmo nos momentos mais negros, em que a corrupta elite portuguesa nos enoja, com o seu comportamento devasso e ladrão, com a sua falta de princípios, de ética ou moral, mesmo assim, continuamos contra ventos e marés a acreditar que um povo tem o direito de ser livre, mesmo que tenha para isso que pagar muito caro.
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #243 em: Março 31, 2009, 04:48:07 pm »
Citação de: "Morkanz"
Tirou o Pais duma crise, pôs o pais a andar para frente em termos de obras públicas, pontes, vias.

Todo o povo o aplaudia e não gostava dele... :wink:


Mas a PIDE/DGS teve antecessoras, os ataques às liberdades não começou com a PIDE. O povo aplaudio até ao final da 2ª GM, depois disso o tipo estava a mais e atrasou o desenvolvimento do país e das colónias.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Duarte

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« Responder #244 em: Março 31, 2009, 05:01:23 pm »
Quando se fala em corrupção no Estado Novo referem sempre um ou dois casos pontuais bem conhecidos, mas em 48 anos, a que houve, nem chega aos pés dos casos de corrupção desde o 25A. É um nunca mais acabar de casos de corrupção, compadrio, desvio de fundos comunitários, pedófilia, etc.. abrangendo os mais altos cargos políticos, até aos municipais e locais.

Um pouco de rigor, honestidade, patriotismo, dedicação, serviço ao país e o seu povo, não fazem mal nenhum, e seriam bemvindos, em qualquer regime, mas o corrente regime é especialmente deficiente nestas áreas.
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #245 em: Março 31, 2009, 05:45:49 pm »
Citação de: "Duarte"
Quando se fala em corrupção no Estado Novo referem sempre um ou dois casos pontuais bem conhecidos, mas em 48 anos, a que houve, nem chega aos pés dos casos de corrupção desde o 25A. É um nunca mais acabar de casos de:
-corrupção (já falei vários exemplos e há muitos mais para dizer);
-compadrio (já viste o "Conta-me como foi"?, apesar de ser uma obra de ficção revela muito de como Portugal funcionava naquele tempo);
-desvio de fundos comunitários (não havia comunidade para sacra dinheiro),
-pedófilia (já falei de um desses casos), etc.. abrangendo os mais altos -cargos políticos, até aos municipais e locais (claro as pessoas se falassem eram presas)! :roll:

Um pouco de rigor, honestidade, patriotismo, dedicação, serviço ao país e o seu povo, não fazem mal nenhum, e seriam bemvindos, em qualquer regime, mas o corrente regime é especialmente deficiente nestas áreas.


Claro que é! Mas não vejo nenhum retrocesso em relação ao que havia no Estado Novo, muito pelo contrário, pelo menos hoje em dia, vamos conhecendo os casos e sabendo das coisas.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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TOMSK

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« Responder #246 em: Março 31, 2009, 05:49:22 pm »
Isaltino Morais, que está a ser ouvido por "suspeitas" de corrupção, admitiu à alguns dias atrás que cometeu alguns ílicítos porque "os outros também o faziam".
Aí está...

É esta a mentalidade vigente, meus amigos.
"Vamos meter algum ao bolso, porque o outro também mete, e o político ainda mete mais, e como não vai nenhum preso, porque os juízes se fôr preciso também metem algum, as coisas acabam por ficar em nada...

Não vale a pena estar aqui a dizer que isto é só corruptos em todo o lado, porque eles não vão mudar.
Primeiro, porque a justiça (também ela alvo de corrupção) não os condena;
E porque o povo critca quando está cá em baixo. Mas provavelmente, fazia o mesmo se se apanhasse no lugar.
E assim, encontramo-nos num círculo vicioso.

Soluções?
Eu destaco duas, a nível dos modelos sociais, e da justiça.

Há que ter realmente a noção que a corrupção é um crime muito grave, e quem o fizer será rapidamente e exemplarmente punido.

É seguir aquela analogia do bebé que põe os dedos na tomada.
Se o fizer uma vez e não acontecer nada, ele voltará concerteza a fazer o mesmo, 2, 3, 4 vezes...
Se à primeira vez que o fizer apanhar um valente choque, provavelmente aprenderá de vez.

Para isto acontecer claro, tem que haver uma remodelação no sistema judicial e os problemas de excesso de processos e lentidão na resolução de casos tem que ser tratados. Falta vontade.
Mas a bem ou a mal ( que é para onde caminhamos) isso vai ter que acontecer.

E a segunda, a escola e os meios de comunicação tem que ter um papel relevante em transmitir aos mais pequenos modelos de conduta válidos e correctos, valores de honestidade e patriotismo e de bem comum.
Os ídolos da juventude são hoje contudo os Cristiano Ronaldo, o 50 cent, e sei lá mais o quê...
A nossa sociedade está apontada para o lucro, para o dinheiro, para o consumismo desenfreado, como diz o Medina Carreira:
"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer lado!"

Que voltemos a ensinar às nossas crianças os exemplos dos incorruptíveis João de Castro, Nuno Álvares Pereira, ou até se for preciso o de Salazar na figura de governante honesto...

A corrupção não se erradicará.
Mas lutar contra ela deve começar em cada um de nós.
E assim tudo irá melhorar, não duvidem!
 

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Ataru

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« Responder #247 em: Março 31, 2009, 06:37:33 pm »
Ponham se no lugar de Salazar, acaba a 2ª Guerra Mundial, conseguem manter o país neutro e receber o Plano Marshall, até que se inicia a Guerra Fria. De forma a impedir o Comunismo de se alastrar pelo país, O Dr. Salazar não teve outra alternativa se não manter-se no poder, caso tivesse renunciado sem dúvida teriamos caído no jugo comunista e o mais provavel era haver uma guerra civil onde morreriam milhões.
Salazar salvou a pátria e não foram poucas vezes.
Greater Portugal = Portugal + Olivença + Galiza and the Eonavian Region + border villages that speak galaico-portuguese dialects + Cape Verde + St. Tomé and Principe.
 

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Duarte

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« Responder #248 em: Março 31, 2009, 07:01:41 pm »
Citação de: "Ataru"
Ponham se no lugar de Salazar, acaba a 2ª Guerra Mundial, conseguem manter o país neutro e receber o Plano Marshall, até que se inicia a Guerra Fria. De forma a impedir o Comunismo de se alastrar pelo país, O Dr. Salazar não teve outra alternativa se não manter-se no poder, caso tivesse renunciado sem dúvida teriamos caído no jugo comunista e o mais provavel era haver uma guerra civil onde morreriam milhões.
Salazar salvou a pátria e não foram poucas vezes.




Agora é que certos foristas vão ter um enfarte..  :lol:
 

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Ataru

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« Responder #249 em: Março 31, 2009, 07:59:59 pm »
Deixa lá Duarte que se eu fosse velhote já tinha tido aqui uns quantos enfartes com o que dizes esses defensores do comunismo do socialismo do anarquismo...
Greater Portugal = Portugal + Olivença + Galiza and the Eonavian Region + border villages that speak galaico-portuguese dialects + Cape Verde + St. Tomé and Principe.
 

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TOMSK

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« Responder #250 em: Abril 01, 2009, 12:52:10 am »
De forma a contribuir para a discussão que aqui se desenrola, ficam aqui alguns pensamentos de Salazar sobre a "pobreza", a democracia e os partidos. Não deixo de salientar a certeza e correcção delas, destacando especialmente a última...



«As pessoas felizes são as que se contentam com pouco. Tal como os povos. Aliás, o chamado progresso, a industrialização intensiva, o consumismo massificado, são feitos à custa da destruição da natureza, o que representa um suicídio para a humanidade».

«Se a democracia consiste no nivelamento por baixo e na sua recusa de admitir as desigualdades naturais; se consiste em acreditar que o poder emana das massas e que o Governo deve ser obra das massas e não das elites, então efectivamente, creio que a democracia é uma ficção.»

«Sou profundamente antiparlamentar porque detesto os discursos ocos, palavrosos, as interpelações vistosas, vazias, a exploração das paixões. O Parlamento assusta-me. Tenho horror ao partidarismo em Portugal. Os nossos partidos formaram-se à volta de pessoas, de interesses mesquinhos, de apetites, existindo para satisfazer esses apetites e interesses.»

A actualidade das mesmas é também interessante...
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #251 em: Abril 01, 2009, 11:27:21 am »
Citação de: "TOMSK"
De forma a contribuir para a discussão que aqui se desenrola, ficam aqui alguns pensamentos de Salazar sobre a "pobreza", a democracia e os partidos. Não deixo de salientar a certeza e correcção delas, destacando especialmente a última...



«As pessoas felizes são as que se contentam com pouco. Tal como os povos. Aliás, o chamado progresso, a industrialização intensiva, o consumismo massificado, são feitos à custa da destruição da natureza, o que representa um suicídio para a humanidade».

Ou seja, mantenham-se na lavoura, não estudem nem procurem melhorar a vossa vida.

Citar
«Se a democracia consiste no nivelamento por baixo e na sua recusa de admitir as desigualdades naturais; se consiste em acreditar que o poder emana das massas e que o Governo deve ser obra das massas e não das elites, então efectivamente, creio que a democracia é uma ficção.»

Ou seja, mantenham-se na lavoura, não estudem nem procurem melhorar a vossa vida. Eu que sou elite mando em vocês todos, vocês que são o povinho só têm de obedecer.

Já agora, vocês são povo ou são elite? É que eu sou do povo e orgulho-me disso.

Citar
«Sou profundamente antiparlamentar porque detesto os discursos ocos, palavrosos, as interpelações vistosas, vazias, a exploração das paixões. O Parlamento assusta-me. Tenho horror ao partidarismo em Portugal. Os nossos partidos formaram-se à volta de pessoas, de interesses mesquinhos, de apetites, existindo para satisfazer esses apetites e interesses.»


E a alternativa é...?
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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« Responder #252 em: Abril 01, 2009, 11:28:19 am »
Citação de: "Ataru"
Deixa lá Duarte que se eu fosse velhote já tinha tido aqui uns quantos enfartes com o que dizes esses defensores do comunismo do socialismo do anarquismo...


Não sou nem uma coisa nem outra, sou democrata...ah pois, isso também é mau para vocês... :roll:
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #253 em: Abril 01, 2009, 11:36:08 am »
Citação de: "Ataru"
Ponham se no lugar de Salazar, acaba a 2ª Guerra Mundial, conseguem manter o país neutro e receber o Plano Marshall, até que se inicia a Guerra Fria. De forma a impedir o Comunismo de se alastrar pelo país, O Dr. Salazar não teve outra alternativa se não manter-se no poder, caso tivesse renunciado sem dúvida teriamos caído no jugo comunista e o mais provavel era haver uma guerra civil onde morreriam milhões.
Salazar salvou a pátria e não foram poucas vezes.


Salazar recusou o Plano Marshall numa primeira fase e só cedeu numa segunda fase (e mesmo assim com limitações).

O PCP não conquistou o poder nos anos 70 quando estavam mais fortes do que nunca (muito graças à guerra colonial e à repressão) e iam conquitar o poder nos anos 40/50? :lol:
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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TOMSK

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« Responder #254 em: Abril 01, 2009, 12:07:49 pm »
Para responder à minha parte:
Nada disso.
Apenas constata-se os factos pelos quais Salazar pensava legitimar a sua acção política.