https://eco.sapo.pt/2026/01/30/kristin-limpeza-de-terrenos-geradores-e-tendas-como-as-forcas-armadas-estao-a-ajudar-a-populacao/Limpeza de terrenos, geradores e tendas. Como as Forças Armadas estão a ajudar no terreno
Forças Armadas estão a prestar apoio à população depois da passagem da depressão Kristin ter deixado milhares sem eletricidade e comunicações. Há 60 concelhos em estado de calamidade
Limpeza de terrenos, com o corte de árvores caídas, alojamento, tendas e geradores são algumas das formas através das quais as Forças Armadas estão a ajudar a população afetada com a passagem da depressão Kristin, que deixou regiões como Leiria e Marinha Grande sem eletricidade nem comunicações.
“No seguimento da passagem da depressão Kristin pelo território continental, as Forças Armadas, em estreita coordenação com a ANEPC, têm disponibilizado pessoal, infraestruturas e meios, para apoio às populações afetadas”, informa o Gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMFA), em comunicado
O número de efetivos no terreno a prestar este apoio não foi indicado, mas o CEMFA lista o tipo de apoio que, neste momento, está a ser prestado. “Alojamento e alimentação, fornecidos pelo Exército, para 34 refugiados ucranianos (15 crianças e 19 viúvas de guerra) no Regimento de Transportes, em Lisboa”, refere.
Há ainda destacamentos de engenharia do Exército a prestar apoio à população. Mas não só, detalha o Exército em comunicado. “Em coordenação com as entidades competentes, mantém empenhados e disponibilizados meios para resposta no terreno, assegurando ações de limpeza e desobstrução de itinerários, apoio às comunicações, reforço de energia e capacidade de acolhimento”, refere o Exército, detalhando o dispositivo colocado no terreno. “Três destacamentos de Engenharia (retroescavadora/pá carregadora) projetados no terreno, com um em apoio à Marinha Grande e dois em apoio a Ferreira do Zêzere”, refere, adiantando que há “cinco destacamentos em preparação”.
Ao nível das comunicações, estão a colocar no terreno “cinco módulos de satélite Starlink, com capacidade de fornecimento de internet”, bem como “um módulo de rear link, para reforço das ligações de comunicações”.
No que toca à energia, o Exército está ainda a colocar “três geradores em apoio a Alvaiázere, assegurando fornecimento de energia a um lar, uma bomba de captação de água e apoio a bombeiros locais”.
O ramo das Forças Armadas está ainda a disponibilizar “capacidade de 1.000 alojamentos (pessoas), distribuída por 10 unidades militares na Sub-região do Médio Tejo/Lisboa”.
“Adicionalmente, encontram-se prontos a empenhar 20 equipas de limpeza e desobstrução, das quais 12 equipadas com motosserristas”, refere ainda.
Em comunicado, o CEMFA refere ainda que foram disponibilizadas “máquinas de engenharia da Força Aérea, para a Base Aérea 5 (Monte Real) que, após os trabalhos dentro da Unidade, apoiarão autarquias”, bem como o “kit de Mobilidade da Força Aérea, com tendas para pessoas e fornecimento de alimentação”.
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As Forças Armadas também concentram esforços na recuperação de infraestruturas e de serviços essenciais em unidades militares afetadas, com especial incidência na região Centro (Leiria, Monte Real, Porto de Mós, Tancos, Abrantes e Marinha Grande)”, refere o CEMFA em comunicado.Em Leiria, a a Base Aérea 5 (Monte Real), que acolhe os F-16, foi atingida pela intempérie, tendo sofrido “danos significativos dos quais não resultaram feridos, cingindo-se a danos materiais avultados”, tinha referido um comunicado enviado pela Força Área. “Apesar do impacto da depressão Kristin, a Força Aérea mantém operacional a missão de defesa aérea do país”, garantem.