Tratado de Lisboa

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« Responder #75 em: Junho 15, 2008, 10:30:47 am »
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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legionario

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« Responder #76 em: Junho 15, 2008, 12:57:26 pm »
Excelente video ! obrigado ;)
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JoseMFernandes

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« Responder #77 em: Junho 15, 2008, 03:00:12 pm »
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Em vez da nova Europa empenhada na resposta aos problemas estratégicos, regressou a velha Europa imersa em debates existenciais sobre a sua natureza.
Por outro lado, a forma como é tratado o voto dos Irlandeses confirma uma mudança profunda na política europeia. A comparação com a resposta ao referendo francês mostra bem que há dois pesos e duas medidas, consoante se trata de um pequeno país ou de uma das potências europeias. É essa a nova regra do jogo e, ironicamente, o referendo irlandês vai acentuar a marginalização dos pequenos Estados da União Europeia.
A acção colectiva europeia na política internacional não pode ficar refém dos Estados menores. A França quer construir a defesa europeia com a Grã-Bretanha, a Alemanha, a Itália, a Polónia e a Espanha e nada impede a sua concertação autónoma para começarem a executar as disposições do Tratado de Lisboa. De resto, os "Seis" podem aproveitar para fazer a economia de mais uma negociação com os candidatos menores sobre a definição dos critérios específicos de acesso ao "núcleo duro" da defesa europeia.
Em todo o caso, não haverá um Tratado de Dublin. Ou se salva o Tratado de Lisboa, ou as potências regionais impõem uma nova hierarquia na União Europeia para tentar garantir a sua sobrevivência na nova competição internacional.

Carlos Gaspar
Director do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI)




Preferia que Portugal votasse a sua continuação na UE, que vir a ser 'afastado' mesmo que gentilmente, do nucleo duro.Reparo que ninguém se pronunciou sobre essa hipotese de referendo da presença de Portugal na UE, ou noutra futura associação de paises europeus ( alias desconfio que alguns dos principais contribuidores financeiros, com a Alemanha a cabeça, ficariam interiormente satisfeitos por se afastarem de vez de alguns actuais e sobretudo prometidamente futuros membros).
 
Como o legionario referiu, ha coisas que se apreciam na União Europeia (e para os portugueses a liberdade de circulação é um dos pontos fulcrais) e outras de que não se gosta tanto.Volto a relembrar que na vida as coisas não são simples, e aquilo  que nos interessa sobremaneira, pode não ser do interesse vital do nosso parceiro( para seguir o exemplo citado nem todos os paises, ou povos partilham o nosso encanto pela livre circulação de pessoas).CONSENSO é pois uma palavra-chave na diplomacia comunitaria, mas obviamente também tem os seus limites, como pode bem acontecer agora.
Penso que todos se lembram como  foi apremente discutido (até por aqui) na altura o problema da directiva Bolkestein em que se opunham acérrimamente não so paises como as suas sociedades.(a proposito quantos se interessaram em saber  como acabou essa polémica?)...e das clivagens então criadas e não foi um caso unico, embora emblematico...
No que respeita ao conhecimento do Tratado, pois...se as pessoas nem sequer conhecem a sua propria Constituição ou se interessam em estar a par da alteração legislativa...que se ha-de fazer?...foram feitas ediçoes impressas, o Tratado esta disponivel on-line...e os meios de comunicação social tem discutido o assunto incluindo mesas-redondas...mas como não tem nada que ver com futebol, ou porque custa a ler (hoje mesmo vale a pena ler o interessante tema sobre a educação em Portugal ' onde se refere que muitas  das escolas  baseiam a sua parte pedagogica em preparar os alunos para exames...
 
(...)Por cá, no secundário, no caso da disciplina de Português, os alunos podem não saber nada, não ter aberto as obras de leitura obrigatória e ainda assim responder ao exame porque "são treinados", critica Feytor Pinto.
"Pode haver deformação, tanto de alunos como de professores, para preparar o exame", reconhece Nuno Crato, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática(...)Professores e alunos reconhecem que trabalham para o exame, sobretudo os estudantes que querem obter melhores resultados para entrarem nos cursos onde as notas de admissão são mais altas. Num grupo de seis jovens, à porta da Escola Secundária de Luís de Camões, em Lisboa, Joana é a porta-voz: "Não me interessa saber matéria que não vai sair, preciso de me concentrar naquilo que me podem pedir nas provas". Rita Bastos, professora e presidente da Associação de Professores de Matemática, admite que sente essa pressão por parte dos alunos, que lhe dizem "abertamente" que não querem aprender determinada matéria e que "não querem compreender, mas só saber como se faz". "É a inversão completa dos valores", refere. (...)
e peço desculpa por este parentese...

Alguém sugere que talvez servindo o Tratado e Constituição em 'digest' seja mais acessivel... eu pessoalmente tenho a  certeza que não!

Esperemos portanto pela posição da proxima presidencia, e do que Sarkozy podera sacar da algibeira, para tentar (re)orientar o futuro da diplomacia europeia.

Como nota complementar, e para meditar, em relação ao caso em questão em Fevereiro deste ano o Parlamento Europeu rejeitou em votação plenaria uma emenda proposta por alguns deputados em que se sugeria que "seria respeitado o voto irlandes".
 

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« Responder #78 em: Junho 15, 2008, 03:54:19 pm »
Essa analise do Sr Carlos Gaspar, conforta todos os meus receios : os pequenos paises como Portugal estarao sempre sujeitos aos interesses das grandes potencias europeias.
Por esta razao, nao existem planos B ou C ...
e por essa razao, a Irlanda e todos os paises que nao retificarem, ficarao de fora. Isso sera um serio aviso aos pequenos paises, que pensarao duas vezes antes de contestar o grupo dos seis .

Nao tenho a certeza, que nestas condiçoes, a permanencia na UE nos seja vantajosa.

PS. Nao percebo porque razao temos que "pagar" as coisas boas que nos traz a UE, como a livre circulaçao, com as coisas màs que sao a abertura dos mercados europeus aos produtos asiaticos...
« Última modificação: Junho 17, 2008, 10:16:53 am por legionario »
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« Responder #79 em: Junho 15, 2008, 06:29:24 pm »
Con todos los defectos, que obviamente los tiene, este Tratado era un paso adelante para la UE ya que a día de hoy Luxemburgo, Chipre o Malta (los tres países menos poblados de la Unión) pueden al igual que cualquier otro país, con su veto bloquear una decisión incluso si los restantes 26 países están de acuerdo en ella, es decir un país que supone menos del 0.5% de la población de la UE (ya que entre los 3 suponen poco más que eso) puede bloquear e impedir decisiones del 99.5% restante.

Esto se cambiaba en el Tratado de Lisboa que establecía dobles mayorías para poder bloquear las decisiones, lo cual era una ventaja también para los países con menos población, el exigir mayoría de población y de países lo cual evitaba que la suma de Alemania, Francia, Italia, Reino Unido, Polonia y España (los países más poblados de la UE) que suman entre los 6 más de 300 millones de habitantes pudiesen acordar nada solos al necesitar también a otros 8 países más para conseguir mayoría de países también.
 

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« Responder #80 em: Junho 15, 2008, 08:52:35 pm »
Os senhores da Europa odeiam a vontade dos povos. A vontade dos povos de construção de uma Europa baseada na Justiça Social, uma Europa democrática que dá voz aos seus cidadãos, uma Europa progressista construída por povos e nações livres e soberanas. Os povos da Europa recusam entregar o seu futuro aos eurocratas de Bruxelas, servidores de interesses neo-imperiais.No único país em que se ouviu o povo, na Irlanda, o Povo disse NÃO ao tratado de Lisboa. Podem os eurocratas insultar o povo da República da Irlanda: Ignorantes, atrasados, católicos ultra conservadores.O seu sucedâneo, o Tratado de Lisboa, foi preparado para ser ratificado debaixo da mesa, sem consulta popular e debaixo da mentira.Os eurocratas podem continuar a não querer ver e ouvir os povos. Como diria na sua fina ironia  Bertoldt Brecht, mudem-se os povos que não entendem estes governos iluminados.E decididamente os ventos estão muito adversos para Sócrates, o tal que tinha a sua carreira política em jogo. Foi porreiro ? foi . Porque foi uma vitória dos que não têm medo da voz dos povos e acreditam na democracia.
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« Responder #81 em: Junho 15, 2008, 10:52:24 pm »
Esta discussão está-se a tornar estéril e demagógica.
Acho que antes de nos pormos de debitar posts sobre como o tratado não foi referendado e como a Irlanda lixou o Sócrates, devemos fazer a nós próprios três perguntas.

1. Queremos continuar na UE?
2. Que alterações gostaríamos de ver às instituições da UE?
3. Como devemos prosseguir com a reforma das instituições da UE?

As minhas respostas:
1: Sim.
2: Mais poder ao Parlamento Europeu, menos ao Conselho de Ministros.
3: Sem ratificação por referendo.

Porquê sem referendo? Porque negociar uma proposta reforma da UE demora meses. Basta que *num* país os eleitores transformem um referendo à reforma na UE num referendo ao seu Governo nacional para que o processo tenha de ser re-iniciado em todos os países. Os franceses mostraram claramente que estão dispostos a isso. Parece que em Portugal também. A esse andar, a reforma da UE nunca irá existir.

legionário,
quanto à abertura aos produtos asiáticos. Ou mais especificamente, a questão dos texteis Chineses.
Primeiro, é questionável se se Portugal não estivesse na UE se atreveria sequer a impor cotas de importação à China.
Segundo, há alguma abertura porque há, na UE e em Portugal, empresas para quem a China é uma opurtunidade e não uma ameaça. É preciso dar algo para receber algo.
 

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Kawa

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« Responder #82 em: Junho 15, 2008, 11:20:05 pm »
P44 el Tratado de Lisboa no es más que una versión "light" de la denominada Constitución Europea, por tanto ¿está diciendo que España, donde se votó en referendum la susodicha constitución, no es un país democrático? ¿en base a que vale más lo que voten 4 millones de irlandeses que lo que voten 40 millones de españoles?
 

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« Responder #83 em: Junho 16, 2008, 07:38:59 am »
Quem esta a ganhar muito com esta abertura de mercado ao mundo inteiro, sao as grandes empresas europeias e os seus grandes contratos :  TGV, armas, telecomunicaçoes, aeronautica, centrais nucleares, bancos e seguros...

O preço a pagar :  o fim das cotas de importaçao para os produtos chineses , que ainda por cima, praticamente nao pagam taxas aduaneiras. O resultado esta à vista.
Outra consequencia desta politica comercial é a explosao desenfreada do consumo e a rarificaçao dos recursos disponiveis.

Eu nao sou favoravel a uma europa onde predominem os imperativos economicistas em detrimento da harmonia social.
Em França, as empresas que deslocalizam sao obrigadas por lei a propor aos seus empregados alternativas de emprego dentro do grupo.  E que fazem estas empresas ?  Propoem ao seu pessoal trabalho  nas suas fabricas situadas na Roménia ou no fim do mundo com salarios  de 150 euros.  Coisas da globalizaçao ;)

A politica da UE é refém dos interesses dos grandes imperios financeiros. Estes é que têm o dinheiro e que financiam, direta ou indiretamente, os partidos e as campanhas dos politicos. Condicionam a actuaçao dos governos com o "perigo" dos despedimentos e das deslocalizaçoes.

Em Portugal, se o patrao da Auto Europa da um espirro, o governo inteiro precipita-se com o lencinho na mao !

Esta europa a mim nao me interessa , mas é a minha opiniao !
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« Responder #84 em: Junho 16, 2008, 09:06:44 am »
Citação de: "Kawa"
P44 el Tratado de Lisboa no es más que una versión "light" de la denominada Constitución Europea, por tanto ¿está diciendo que España, donde se votó en referendum la susodicha constitución, no es un país democrático? ¿en base a que vale más lo que voten 4 millones de irlandeses que lo que voten 40 millones de españoles?

Meu Caro

Não estou a dizer nada disso!

Esotu a dizer que para o Tratado entrar em vigor tem de ser ractificado por TODOS os Estados Membros que são 27

Infelizmente para Bruxelas a Irlanda não podia ractificar o mesmo sem fazer um referendo, pois assim a sua Constituição a Obriga!

O Referendo teve como resultado NÃO logo PELAS Próprias Leis não pode ser ractificado pois UM dos países não o aprovou.

Eu prefiro uma Europa a que cada voz de cada país conte o mesmo , ao contrário de uma Europa em que a voz de 1/2 dúzia conte mais que a dos outros.

Compreendo que vc não goste pois a Espanha seria uma das vozes prinicpais a mandar na Europa.

Ao contrário, Países pequenos como Portugal e a Irlanda deixariam de ter voz.

Eu por mim estou farto dos "diktats" de Bruxelas.

Bruxelas é tudo menos uma instituição democrática pois vê-se que só pretende cumprir as regras quando lhe dá jeito...basta ver que agora já chamam de tudo aos Irlandeses porque não seguiram a voz do "pasto".
Quando as regras se voltam contra si, toca a distorcer as regras.

Infelizmente os malvados dos 4 milhões de irlandeses decidiram não cumprir as "boas regras"
Tal como tinha acontecido ntes com a "constituição", vetada pelos Franceses e pelos Holandeses
(ou então foram só os franceses que contaram...)

O que vc quer é uma europa com cidadãos de 1ª e 2ª classe.

Por mim não obrigado, já que a mim nunca me perguntaram nada, ao menos estou do lado dos que ainda têm direito a se exprimir.

E não me venha com cantigas de que "ah então votem em quem está contra", isso é uma desculpa esfarrapada pois basta o exemplo do nosso actual governo que prometeu o referendo durante as eleições e quando chegou a altura recusou-o aos eleitores.

do DN

Citar
Brown prefere matar tratado a isolar a Irlanda


PATRÍCIA VIEGAS  
Europa. O impasse após o chumbo do Tratado de Lisboa

PM irlandês diz que a rejeição do texto é um problema de todos os 27

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, prefere sacrificar o Tratado de Lisboa a permitir que a rejeição irlandesa origine uma Europa a duas velocidades, segundo fontes de Downing Street ontem citadas pelo Times.

Apesar de quase um milhão de irlandeses, 53,4% dos eleitores, terem chumbado o tratado no referendo da passada quinta-feira, vários líderes europeus, encabeçados pelo francês Nicolas Sarkozy e pela alemão Angela Merkel, afirmaram que era preciso levar o processo de ratificação até ao fim (nos oito países que ainda faltam).

O objectivo é pressionar a Irlanda a repetir o referendo depois de lhe serem concedidas algumas excepções, como fez a Dinamarca, após rejeitar Maastricht em 1992. Mas caso Dublin recuse esta opção ou a segunda consulta popular volte a dar resultado negativo poderia discutir-se a hipótese de a Irlanda sair da UE, embora, na prática, tal opção pareça pouco viável, deixando caminho livre aos que querem ir mais além na integração.

Isso permitiria criar a tão discutida Europa a duas velocidades. Mas Brown, político eurocéptico, num país de eurocépticos , não gosta da ideia, refere o Times, preferindo matar o Tratado de Lisboa a permitir que alguns Estados membros possam ser individualmente deixados à deriva no meio dessa chamada Europa de geometria variável.

A somar a isto Brown enfrenta forte pressão da oposição, dos media e do próprio partido, o Labour, para deixar cair a ratificação do tratado, aproveitando o "Não" irlandês. Além dele também o Presidente da República Checa, Vaclav Klaus, poderia aproveitar para anular a ratificação do documento.

Nicolas Sarkozy vai estar hoje de visita a Praga e aproveitar para dissuadir os checos de fazerem descarrilar o processo de ratificação para "remobilizar a Europa". O chefe do Estado da França, que a 1 de Julho assume a liderança da UE, quer um acordo político entre os 27, sobre o que fazer com a Irlanda, até ao final desta semana.

Todos esperam ouvir, durante o Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, em Bruxelas, aquilo que o primeiro-ministro irlandês tem para dizer e para propor. Ontem, aos microfones da rádio RTÉ, Brian Cowen, do Fianna Fáil, adiantou-se já um pouco: "Quero que a Europa apresente também algumas das soluções em vez de sugerir apenas que [a rejeição do tratado] é só um problema da Irlanda".
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papatango

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« Responder #85 em: Junho 16, 2008, 02:45:31 pm »
Citação de: "lurker"
Esta discussão está-se a tornar estéril e demagógica.
Acho que antes de nos pormos de debitar posts sobre como o tratado não foi referendado e como a Irlanda lixou o Sócrates, devemos fazer a nós próprios três perguntas.

1. Queremos continuar na UE?
2. Que alterações gostaríamos de ver às instituições da UE?
3. Como devemos prosseguir com a reforma das instituições da UE?


Estou de acordo. Efectivamente teremos que pensar nós próprios o que queremos.
Que Europa queremos e a que Europa queremos pertencer.

Não deixa de ser preocupante que sempre que se coloca a questão da integração europeia, as populações por uma razão ou por outra acabam por recusar as propostas.

A U.E. habituou-nos a achar que já não existem rivalidades históricas entre os países da União Europeia.
Na verdade, o que poderia acontecer se a União Europeia acabasse?
Estariamos preparados para isso?

Mas porque razão não haveriamos de ter uma Comunidade Económica Europeia reforçada em vez de termos uma União Europeia com uma Constituição disfarçada ?

Fica-se com a impressão de que os principais países da U.E. perceberam que no futuro a sua dimensão os coloca num patamar secundário como potências de segunda linha. Mesmo a Alemanha, com uma população de 70 milhões será um país médio. Então a solução é tentar aumentar esse poder através da U.E.
As mesmas guerras pelo poder que marcaram a Europa no passado, passarão a existir dentro da U.E. pelo direito de controlar o futuro.
Mas para isso, são necessárias regras que permitam negociar dentro da U.E., garantindo uma parcela importante de poder para os países grandes.

A importância dos países pequenos tende a diluir-se perante a lógica da União Europeia.
 

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Kawa

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« Responder #86 em: Junho 16, 2008, 02:53:53 pm »
¿En base a que se ha cargado usted a 12 millones de alemanes Papatango? Pues Alemania tiene una población de unos 82 millones de personas.

Las cuestiones están ahí y deberían de tenerse en cuenta, es más deberían de hacerse los necesarios referendums y listo así nos ahorramos todos tiempo y dinero, el que quiera quedar que se quede pero para lo bueno (recibir el dinero que reciben cada año) y para lo malo, ceder poder al parlamento de Bruselas, la idea de la unión es acabar formando un único país con el tiempo, así que ya es hora de que se vaya decidiendo si se quiere o no formar parte.
 

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« Responder #87 em: Junho 16, 2008, 06:55:37 pm »
Citação de: "lurker"
1. Queremos continuar na UE?
2. Que alterações gostaríamos de ver às instituições da UE?
3. Como devemos prosseguir com a reforma das instituições da UE?


Partilho dessa maneira de ver os problemas indo primeiro à sua origem.
Contudo, antes de dizer sim ou não à continuação na Comunidade Europeia, seria bom saber primeiro o que é essa comunidade e o que pretende.

Quando aderimos, na minha ingenuidade e ignorância juvenil, julguei que era para entrarmos para uma comunidade que a partilha de valores comuns era um bom cimento que pudesse contribuir para a defesa desses mesmos valores, ao resolver diferendos e criando objectivos e passando pela vantagens obvias de um mercado alargado, regido pelas mesmas regras de concorrência e padrões.

No entanto, logo comecei a desconfiar desses propósitos quando passei a assistir a deslocalizações para a Ásia, sobretudo para a China, o concorrente por excelencia a todos os níveis. Deslocalizações que retiravam empregos e base industrial aos europeus, beneficiando assim as sociedades que não partilhavam dos mesmos valores e referências.
Verifiquei que a industria - a actividade com maior impacto a nível económico (ver factores multiplicativos) estava a sair da Europa, assim como tecnologia.
"Podemos comprar produtos mais baratos!" dizem uns. Mas como é que eu vou poder comprar produtos baratos se eu perdi o meu emprego a bem de quem os produz mais baratos por não jogar segundo as mesmas regras?

Básicamente as coisas são assim: mas afinal quais são as regras?
Se entramos num jogo é para ganhar, ou se iniciámos uma viagem é para ir a algum lado (não me venham dizer que é pela viagem em si, neste caso!).

Portanto eu apoio uma comunidade europeia porque a fragmentação é prejudicial à defesa de certos valores como a democracia, Liberdade e bem-estar.
Agora quando vejo que esses mesmos valores são apenas alardeados mas logo abastardados se isso for do interesse de alguns cuja identidade não sei - certamente do sector financeiro - dado o desprezo que se demonstra pelas actividades produtivas - lógicamente que quero deixar o jogo e regressar ao que é realmente certo, onde eu consigo identificar com clareza uma comunidade que partilha um mínimo de referências comuns, que é a minha pátria.

Portanto, não é com sabidolas, bem falantes e fura-vidas que defendem uma coisa e o seu contrário que se vai para algum lado efectivamente.

Fale-se com clareza, que se defenda com firmeza os nossos princípios. Isso é ter carácter. Isso é ser. Isso é existir. Ser uma coisa e o seu contrário é que não é ser nada. E é para esse nada, muito cómodo para muita gentem que estou a ver.

Parlamento Europeu: pode-se dizer muita coisa, mas ao menos fazem "legislação", legislação essa que não é alteradad com frequência.

Neste rectângulo, os nossos analfabetos eleitos nem isso fazem nem estão interessados. Aqui está uma perda de soberania da qual poucos falam.
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« Responder #88 em: Junho 16, 2008, 08:04:15 pm »
Citação de: "Luso"
No entanto, logo comecei a desconfiar desses propósitos quando passei a assistir a deslocalizações para a Ásia, sobretudo para a China, o concorrente por excelencia a todos os níveis. Deslocalizações que retiravam empregos e base industrial aos europeus, beneficiando assim as sociedades que não partilhavam dos mesmos valores e referências.
Verifiquei que a industria - a actividade com maior impacto a nível económico (ver factores multiplicativos) estava a sair da Europa, assim como tecnologia.
"Podemos comprar produtos mais baratos!" dizem uns. Mas como é que eu vou poder comprar produtos baratos se eu perdi o meu emprego a bem de quem os produz mais baratos por não jogar segundo as mesmas regras?


Como já respondi ao legionário, isto não é um problema da UE. É um problema de todos os países desenvolvidos.
Os cidadãos-consumidores que escolhem o produto mais barato da prateleira do supermercado não se preocupam com deslocalizações.
Os cidadãos-empregados de empresas que vêem a China com um mercado potencial não se preocupam com as deslocalizações e querem é que a China lhes abra as portas.
Os cidadãos-empregados de empresas que vêem a China como uma ameaça é que se preocupam com as deslocalizações.
E os cidadãos-cidadãos que vêm os anteriores a ficar sem emprego também.

E os legisladores, seja a nivel nacional seja a nível europeu, ficam no meio a tentar negociar com a China uma solução favorável.

A diferença é que junta, a UE tem outro peso para negociar com a China.
Se não pertencessemos à UE, suspeito que as cotas de importação de textéis chineses teriam simplesmente acabado existir depois de 2005.
 

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« Responder #89 em: Junho 17, 2008, 08:30:31 am »
Mas a UE devia fazer como os EUA, aplicar medidas restritivas e não abrir as portas a tudo e todos.

Luso, brilhante texto :G-Ok:
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