Tratado de Lisboa

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Lusitanus

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« Responder #45 em: Fevereiro 13, 2008, 12:13:28 pm »
Se calhar por insatisfação a este tipo de democracia juntou-se a outros também contra este regime.
"Cumpriu-se o mar e o império se desfez
Senhor, falta cumprir-se Portugal"
 

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papatango

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« Responder #46 em: Fevereiro 15, 2008, 06:36:42 pm »
Tenho que reconhecer que também por culpa minha, estou a desvirtuar o tópico.

Voltemos ao Tratado de Lisboa...
 

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tsumetomo

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« Responder #47 em: Abril 23, 2008, 01:19:09 pm »
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Novo tratado da União Europeia é hoje ratificado


Nada faz prever que o Tratado de Lisboa não seja hoje ratificado pela Assembleia da República e, portanto, o debate começa a fazer-se em torno da adaptação às novas regras. As alterações na política externa e de segurança e defesa são das mais significativas e os ministros portugueses das duas pastas já disseram que Portugal tem de decidir se quer estar "na linha da frente" dos dois novos "núcleos duros" da União Europeia (UE).

O ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, não tem dúvidas: Portugal deve aderir à "Europa da defesa". Ao PÚBLICO, salientou que, se Portugal quiser fazer parte do "núcleo duro", terá de se "aproximar das despesas de investimento em matéria militar" que serão fixadas como critério. Mas, sublinhou, "ainda tudo está na fase inicial" e não se consegue prever quanto terá o orçamento de aumentar nesta área. "A única coisa que há é o Tratado, que não fixa nada. É preciso agora encontrar critérios uniformes", realçou, destacando que "é preciso começar a abrir o debate", porque "a construção europeia vai passar pelo critério da segurança e defesa".

As cooperações estruturadas permanentes - que, à semelhança da moeda única, sujeitarão a participação dos Estados-membros ao cumprimento de uma série de critérios, que deverão passar por equipamentos, indústrias e envolvimento em missões internacionais - são um mecanismo "inovador", que vai colocar "grandes desafios", considera Severiano Teixeira. É nestas que o ministro defende que Portugal deve apostar, fazendo "todos os esforços necessários para assegurar a sua participação desde o primeiro momento".

Álvaro de Vasconcelos, director do Instituto de Estudos de Segurança da UE, antecipa que "vai contar muito a disponibilidade real dos Estados para participarem em operações europeias militares e civis", avaliando que Portugal "tem participado menos do que seria desejável". Já Severiano Teixeira assevera que Portugal tem "um currículo notável" no que respeita à participação em missões internacionais. Será, portanto, em relação aos outros dois critérios - equipamentos e indústrias - que terá de reforçar a sua actuação. "No caso das indústrias, Portugal tem de encontrar os nichos de mercado em que é concorrencial, particularmente em áreas de tecnologia de ponta onde já é competitivo mas que pode potenciar", precisou.

Três rostos, uma diplomacia

O Tratado cria um alto-representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, que será também vice-presidente da Comissão. Mas ainda não se sabe em que situações lhe caberá representar a UE e que papel terá o também novo presidente do Conselho e o já conhecido presidente da Comissão.

Ao PÚBLICO, o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Manuel Lobo Antunes, sublinhou que, com o Tratado, passam a existir "instrumentos, designadamente financeiros", para o desenvolvimento de uma política comum. Mas é apenas um "pequeno e muito tímido passo para uma comunitarização das relações externas da UE, porque o Conselho [que reúne os governantes dos Estados-membros] continua a responder sobre questões de política externa pura".

Ainda "tudo vai ter que ser testado", realça, reconhecendo que as pessoas que forem escolhidas para os três cargos não são um pormenor. "Sobretudo para o presidente do Conselho, é muito importante o perfil. Quanto ao alto-representante, deve ser alguém que defenda os equilíbrios institucionais e não permita que a tendência intergovernamental se sobreponha", defende.

Quanto às adaptações que a diplomacia portuguesa terá de fazer, Lobo Antunes recordou que existe um grupo de trabalho que avaliará, até final de Junho, a melhor forma de "responder aos novos desafios". O alto-representante será secundado por um Serviço de Acção Externa, uma espécie de corpo diplomático europeu, no qual Portugal deve "procurar ter uma justa representação", diz. "Temos um corpo diplomático pequeno, não chega a 500 pessoas, e poderá ser preciso reforçar o número de diplomatas" em "20 ou 30 na fase inicial", concretizou.

Álvaro de Vasconcelos destaca que, com o fim das presidências rotativas, os pequenos e médios Estados vão ter de ter "uma actividade intensa e constante, mais lobbying e mais gente, em Bruxelas, na área da política externa, para que as suas sensibilidades específicas se possam manter". "Portugal perde equilíbrio de forças no Conselho, mas tem uma oportunidade porque é bom em política externa e de defesa", avalia Carlos Gaspar, director do Instituto Português de Relações Internacionais. Que sublinha, porém, que "é preciso um esforço adicional", pois "colaborar a fundo nas indústrias de defesa e no Serviço de Acção Externa exige trabalhar muito e também decisões políticas e orçamentais".



http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1326708&idCanal=11

Finalmente... Só peca pela demora:!: Agora resta esperar pela entrada em vigor.
 

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« Responder #48 em: Abril 23, 2008, 02:10:02 pm »
estou em pulgas.... :roll:  :roll:
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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« Responder #49 em: Junho 13, 2008, 08:50:19 am »
Maioria de irlandeses ignorou a ida às urnas


Alexandra Carreira
Em Dublim  
Tratado de Lisboa. A taxa de participação do eleitorado da Irlanda no referendo ao documento europeu ficou perto dos 40%, uma situação que poderá favorecer o "não". A verificar-se este resultado e perante a ausência de um plano alternativo, a União Europeia corre o risco de viver mais uma crise

Os resultados oficiais são divulgados hoje

Apesar dos apelos que tanto apoiantes do "Sim" como do "Não fizeram aos irlandeses a abstenção no referendo ao Tratado de Lisboa foi elevada. Os resultados oficiais só são conhecidos hoje, mas a taxa de participação não terá ultrapassado os 40%, de acordo com a imprensa irlandesa. A contagem dos votos começa hoje às nove da manhã e, a julgar pelo que admitem os dois lados da corrida, a luta será renhida até ao fim.

Os indecisos foram, até ontem, a esperança da campanha a favor e contra o Tratado de Lisboa. As últimas sondagens realizadas antes da ida às urnas revelavam que cerca de 30% dos irlandeses ainda não tinha decidido o sentido do seu voto. Cerca de 90% dos políticos irlandeses estão a favor do documento, pelo que, de início, se contaria com um "Sim" garantido.

Apesar disso, a campanha acutilante conduzida pelos opositores a Lisboa conseguiu agarrar parte do eleitorado. "Ninguém me explicou do que se trata, para que eu, o comum dos mortais, possa perceber o que é o tratado", diz Jason Hills, que acabou por votar contra naquele que é o único referendo em 27 Estados membros da União Europeia.

Na mesma linha, Maria Duggan, que tentou ler o documento, brinca, à porta da assembleia de voto, que "eles lá em Bruxelas devem ter um tradutor de japonês muito mau, aquela coisa é impossível de ler!".

Mas a ignorância sobre o tratado em que estão a votar não é problema para todos. John Edwards, que interrompeu o trabalho para ir votar, escuda-se na "confiança no Governo" para se decidir "pelo 'Sim'". E justifica que "não cabe ao cidadão comum perceber todos pormenores sobre um tratado. Já votei neles, se me dizem que é o melhor, então voto sim a Lisboa".

Parte da grande fatia dos, até ontem, indecisos, Frederic Kwust, que votou "Não" a Lisboa, contou que só na véspera tinha tomado uma decisão. "Já temos problemas suficientes, não precisamos de mais", diz o eleitor de 65 anos, um habitante dos subúrbios da capital. O argumento principal é a crise económica que se faz sentir a nível global. "Não fossem os preços tão elevados e o custo de vida a piorar tanto, talvez tivesse confiança para votar 'Sim'", confessa. Ao contrário, Sarah Cleary, estudante de 25 anos, lembra que "a Irlanda beneficiou bastante com a União Europeia. Está na altura de dar algo em troca", diz, apesar de desconhecer os meandros do documento.

A verdade, já apontavam as previsões, é que uma abstenção elevada na Irlanda tende a beneficiar o "Não" - por definição, o lado mais mobilizado para o voto. Cerca de metade dos três milhões de eleitores encontram--se em Dublin e nos arredores. O resto da Irlanda resume-se a um eleitorado predominantemente rural que, antes do apoio da Associação Irlandesa de Agricultores, era dado como voto certo no "Não". O apoio, embora de peso, chegou tarde e pode não ser suficiente para contrabalançar um "Não" activo e mobilizado.

(do DN)
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Jorge Pereira

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« Responder #50 em: Junho 13, 2008, 12:52:15 pm »
Parece que se confirma o NÃO...
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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« Responder #51 em: Junho 13, 2008, 01:34:34 pm »
GRANDE IRLANDA :!:

Falou pelos que não têm VOZ!!!!!!

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13 Junho 2008 - 11h11

Primeiras projecção do referendo na Irlanda

Dublin vota 'não' ao tratado europeu

As primeiras projecções do referendo irlandês ao tratado europeu indicam que na capital irlandesa, Dublin, que representa cerca de um quarto do eleitorado, o ‘não’ é o grande vencedor do escrutínio de quinta-feira.



De acordo com a  líder do Partido Trabalhista irlandês, Joan Burton, em declarações à agência Reuters, esta sexta-feira, “ao que parece, neste momento, o ‘não’ lidera a votação” em Dublin.


“O ‘sim’ teve uma grande adesão ente as zonas de classe média, mas, honestamente, não acredito que tenha força suficiente para derrotar o ‘não’”, afirmou Joan Burton, cujo partido, o terceiro maior do país, defende a ratificação do Tratado de Lisboa e da Europa.

Os media locais indicam ainda que, segundo os primeiros números divulgados, a votação teve uma abstenção superior aos 50%.

Recorde-se que a vitória do 'não' no referendo irlandês ditará o fracasso do Tratado de Lisboa e da Europa, abrindo uma nova crise institucional.


http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx ... 8891B7F4C4
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MERLIN

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« Responder #52 em: Junho 13, 2008, 04:57:04 pm »
Grande irlanda. Se tivessem feito referendos em todos os paises da UE, haveria muitos resultados semelhantes!!!
Cumptos
"Se serviste a patria e ela te foi ingrata, tu fizestes o que devias, ela o que costuma"
Padrea Antonio Vieira
 

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Ranger Rebelde

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« Responder #53 em: Junho 13, 2008, 05:07:32 pm »
:twisted:
 

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Luso

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« Responder #54 em: Junho 13, 2008, 05:16:29 pm »
Obrigado, Irlanda! :mrgreen:
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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dawn_to_dusk_

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« Responder #55 em: Junho 13, 2008, 05:25:51 pm »
Citação de: "Luso"
Obrigado, Irlanda! c34x  c34x
 

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legionario

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« Responder #56 em: Junho 13, 2008, 05:41:45 pm »
REQUIEM POR UM TRATADO DE LISBOA

La se foi a gloria do sr eng° ...  e ele que tinha ficado tao bem na fotografia ao lado dos seus pares europeus :(    Agora so nos resta cavar abrigos !
IN HOC SIGNO VINCES
DEUS VULT
 

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Luso

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« Responder #57 em: Junho 13, 2008, 05:43:27 pm »
É mesmo caso para dizer

- Porreiro, pá!
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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tsumetomo

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« Responder #58 em: Junho 13, 2008, 05:46:48 pm »
Citação de: "legionario"
Nao havia plano B, arranjaram um plano A bis, ... que tambem nao passou :(    Agora so nos resta cavar abrigos !
O plano B e' simples... uma UE a 26. Se a Irlanda n quer fazer parte do que se esta a construir, a porta da rua e' serventia da casa.
 

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dawn_to_dusk_

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« Responder #59 em: Junho 13, 2008, 05:51:45 pm »
então e será que depois não haverá outros que se lembrem de fazer o mesmo?
 

 

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