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Substituiçao dos F-16's

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dc

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5910 em: Fevereiro 17, 2026, 04:09:34 pm »
Sim, custa aproximadamente o mesmo. Talvez ficasse mais barato se considerarmos a transição mais suave, não pagando o preço total que outtos países pagam, mas a diferença não seria assim muita.

Já modernizar os actuais, fica muito mais barato.
 

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Pilotasso

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5911 em: Fevereiro 17, 2026, 04:16:37 pm »
Um F-16 block 70 custa à volta do mesmo que um F-35, mas claro está com capacidades distintas.

O mesmo?  :o

Pela economia de escala na produçao do F35?
Se custa o mesmo eu encerro o meu caso  :mrgreen:

Depende do pacote mas é próximo,  neste caso o F-35A é muito mais capaz. É no brainer optar pelo F-35 se ele está disponível para Portugal. Podes argumentar que as infra-estruturas existentes já servem para o F-16, eu diria que estas precisam de uma renovação geral de qualquer das formas, já agora reconstruir o que foi danificado pela tempestade kristin e atualizar para o seculo XXI. Para nós já não faz sentido manter F-16, mesmo dos novos. E depois há a interoperabilidade entre as varias forças aéreas. Aqui há claras vantagens usar os mesmos aviões, meios de suporte e manutenção que os nossos parceiros.

Citação de: GPT
F-16 Block 70/72 vs F-35A – Cost Comparison

Unit Acquisition Cost (Flyaway / Base Price)

F-16 Block 70/72

Estimated flyaway cost: ~$60–80 million per aircraft

In full Foreign Military Sales (FMS) packages (including weapons, training, spares, support equipment, etc.), the effective per-jet cost can rise significantly — sometimes exceeding $200 million+ per aircraft equivalent, depending on what’s included.

F-35A Lightning II

Recent production lots place flyaway cost at approximately ~$75–100 million per aircraft

Some recent contracts have pushed above $100 million per jet, depending on production lot and engine costs.

Key Takeaways

On a pure flyaway basis, the F-16 Block 70 is generally cheaper than the F-35A.

When comparing complete government contract packages, the total cost per aircraft can sometimes be closer than expected.

The F-35A is a 5th-generation stealth aircraft with sensor fusion and advanced networking.

The F-16 Block 70 is a highly upgraded 4.5-generation multirole fighter with modern radar and avionics, but without stealth.

Citação de: grok
The F-16 Block 70 (also known as F-16V or Viper) and the F-35A have very different unit costs, depending on what is included—most commonly, people refer to the flyaway cost (the basic cost of the aircraft itself, including airframe, engine, and basic systems, excluding long-term support, weapons, training, spares, etc.).As of recent data around 2025-2026:

F-16 Block 70 flyaway cost — Typically around $60-70 million per aircraft (often cited as ~$65-70 million in various deals and reports). Some sources list base construction costs as low as ~$64 million, while others quote ~$70 million for recent new-build examples.

F-35A flyaway cost — Around $80-85 million per aircraft in recent production lots (e.g., average ~$82.5 million for Lots 15-17, with some Lots around $78-82 million airframe + engine). Recent contracts (e.g., Lot 18) have pushed some fully equipped unit prices to ~$100-102 million due to engine cost increases, but the baseline flyaway remains in the low $80s million range for the A variant.

In direct flyaway terms, a new F-35A is generally more expensive than an F-16 Block 70 (by roughly $10-20 million or more per jet, depending on the specific lot and configuration).However, real-world purchase prices often include full packages (weapons, radars like AESA, EW systems, spares, training, logistics support, etc.), which can dramatically increase totals:
F-16 Block 70 packages in Foreign Military Sales (e.g., to Philippines ~$279 million per jet for 20 aircraft; Peru ~$285 million per jet for 12) often exceed F-35A totals due to smaller order sizes and extensive add-ons.
F-35A packages (e.g., for international buyers) can reach $100-150+ million per jet when including support, but U.S. procurement and larger partner buys keep the base lower.


The F-16 Block 70 is a highly upgraded 4.5-generation fighter that's cheaper to acquire at the base level and much less expensive to operate than the stealthy 5th-generation F-35A. Costs vary by contract, quantity, and what's bundled—large U.S. buys drive F-35A prices down via economies of scale, while smaller F-16 export deals inflate per-unit figures with extras.

« Última modificação: Fevereiro 17, 2026, 04:20:54 pm por Pilotasso »
 

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5912 em: Fevereiro 17, 2026, 04:28:55 pm »
Depende do pacote mas é próximo,  neste caso o F-35A é muito mais capaz. É no brainer optar pelo F-35 se ele está disponível para Portugal. Podes argumentar que as infra-estruturas existentes já servem para o F-16, eu diria que estas precisam de uma renovação geral de qualquer das formas, já agora reconstruir o que foi danificado pela tempestade kristin e atualizar para o seculo XXI. Para nós já não faz sentido manter F-16, mesmo dos novos. E depois há a interoperabilidade entre as varias forças aéreas. Aqui há claras vantagens usar os mesmos aviões, meios de suporte e manutenção que os nossos parceiros.

Para nós não faz sentido manter F-16 a longo prazo, tal como qualquer outro 4.5G. A curto prazo, se for para adiar a decisão por mais uns anos, só tens que manter os F-16, pois é de longe a solução mais barata e rápida.

É aqui que falar em Typhoon em segunda-mão não faz qualquer sentido (e muito menos novos).

Mediante uma avaliação real do estado da frota, deve-se adiar a sua substituição por mais uns 3/4 anos.

Se depois disto decorrer uma normalização política do outro lado do Atlântico, e se houver verba (o maior "se" de todos), compra-se F-35.

Se não houver verba para comprar caças novos e/ou mudanças políticas do lado de lá, é manter/modernizar os F-16 e saltar para os 6G europeus.
 

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5913 em: Fevereiro 17, 2026, 04:45:33 pm »
esperar pode não ser o melhor que podemos fazer por estes motivos:
1- Incentivos AKA SAFE? até quando vai haver?
2- Perigo geostratégico, não estamos em tempo de paz e há urgência na defesa
3- Desfasamento relativamente aos nossos parceiros, e esse desfasamento traduz-se em aumento dos custos de manutenção, e operacionalidade reduzida, aliás nós já estamos a ver isso.

 
 

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5914 em: Fevereiro 17, 2026, 11:22:49 pm »
O SAFE pode ser usado para adiantar outros programas. Além de que até agora obriga à compra de equipamento europeu novo de fábrica.

Por outras palavras, se usares o SAFE na compra de caças, vais ter que gramar com eurocanards novos, e gastar quase a totalidade do dinheiro de um SAFE 2.0. E com isto, não vais ter salto geracional para os 30-40 anos seguintes.

Mesmo que compres em segunda-mão uns Typhoon e respectivo MLU por 2500-3000M ou mais, não vais ter apetite político, nem na opinião pública, para na década de 40 investir em caças novos que permitam o salto geracional.

Estas variáveis têm que ser contabilizadas, não é andar a decidir "na fézada" de que o futuro será risonho para a FAP.

Mas eu já só estou aqui a alertar para o que é mais provável de acontecer.

Já o nosso desfasamento, não é por adiar a decisão por 3/4 anos que vai mudar muita coisa. Principalmente se uma decisão à pressa nos levar a adquirir Typhoon T2 a precisar de modernização.
 

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5915 em: Fevereiro 18, 2026, 11:35:42 am »
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Vice da Saab tenta ultrapassar americanos: caças Gripen já podem ser reabastecidos por avião co-produzido em Portugal

Johan Segertoft vice-presidente da Saab e chefe da unidade de negócio dos caças Gripen, esteve em Portugal e, numa conversa com o Expresso, contrapôs o caça sueco ao F-35 furtivo norte-americano: "É o caça mais avançado do mundo”, diz, exemplificando com os voos comandados por inteligência artificial

07:20
Vítor Matos
Jornalista

Os suecos do grupo Saab, fabricantes dos caças Gripen, continuam a olhar para Portugal como uma oportunidade, e a posicionar-se para quando o Ministério da Defesa decidir iniciar o processo de substituição dos aviões de combate F-16, que se aproximam do limite de idade. Este mês, o vice-presidente da Saab e chefe da unidade de negócio dos Gripen, Johan Segertoft, esteve em Lisboa a visitar a tecnológica Critical Software, com a qual a empresa assinou recentemente um memorando de entendimento. Numa entrevista ao Expresso, o responsável defendeu que o avião é “o caça mais avançado do mundo”, para rivalizar com o F-35 furtivo norte-americano da Lockheed Martin, que é o modelo preferido da Força Aérea Portuguesa (FAP).

Artigo Exclusivo para subscritores

https://expresso.pt/politica/defesa-nacional/2026-02-18-vice-da-saab-tenta-ultrapassar-americanos-cacas-gripen-ja-podem-ser-reabastecidos-por-aviao-co-produzido-em-portugal-55e8f867
Saudações Aeronáuticas,
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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5916 em: Fevereiro 18, 2026, 01:27:57 pm »
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Vice da Saab tenta ultrapassar americanos: caças Gripen já podem ser reabastecidos por avião co-produzido em Portugal

Johan Segertoft vice-presidente da Saab e chefe da unidade de negócio dos caças Gripen, esteve em Portugal e, numa conversa com o Expresso, contrapôs o caça sueco ao F-35 furtivo norte-americano: "É o caça mais avançado do mundo”, diz, exemplificando com os voos comandados por inteligência artificial

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Os suecos do grupo Saab, fabricantes dos caças Gripen, continuam a olhar para Portugal como uma oportunidade, e a posicionar-se para quando o Ministério da Defesa decidir iniciar o processo de substituição dos aviões de combate F-16, que se aproximam do limite de idade. Este mês, o vice-presidente da Saab e chefe da unidade de negócio dos Gripen, Johan Segertoft, esteve em Lisboa a visitar a tecnológica Critical Software, com a qual a empresa assinou recentemente um memorando de entendimento. Numa entrevista ao Expresso, o responsável defendeu que o avião é “o caça mais avançado do mundo”, para rivalizar com o F-35 furtivo norte-americano da Lockheed Martin, que é o modelo preferido da Força Aérea Portuguesa (FAP).

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Não se pode dizer que o homem seja modesto… aparentemente, o Gripen até já faz coisas de 6a geração… ah, campeão!! Quando tiver tempo coloco aqui o texto da notícia…
 
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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5917 em: Fevereiro 18, 2026, 01:41:48 pm »
Se sempre vier o EF, aqui fica a visão dos nossos pilotos


É o LAD (Large Area Display) da BAE Systems para o T4. Sem HUD tal como o F-35, a simbologia é mostrada ao piloto no visor do seu capacete.

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5918 em: Fevereiro 18, 2026, 02:20:55 pm »
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Vice da Saab tenta ultrapassar americanos: caças Gripen já podem ser reabastecidos por avião co-produzido em Portugal

Johan Segertoft vice-presidente da Saab e chefe da unidade de negócio dos caças Gripen, esteve em Portugal e, numa conversa com o Expresso, contrapôs o caça sueco ao F-35 furtivo norte-americano: "É o caça mais avançado do mundo”, diz, exemplificando com os voos comandados por inteligência artificial

07:20
Vítor Matos
Jornalista

Os suecos do grupo Saab, fabricantes dos caças Gripen, continuam a olhar para Portugal como uma oportunidade, e a posicionar-se para quando o Ministério da Defesa decidir iniciar o processo de substituição dos aviões de combate F-16, que se aproximam do limite de idade. Este mês, o vice-presidente da Saab e chefe da unidade de negócio dos Gripen, Johan Segertoft, esteve em Lisboa a visitar a tecnológica Critical Software, com a qual a empresa assinou recentemente um memorando de entendimento. Numa entrevista ao Expresso, o responsável defendeu que o avião é “o caça mais avançado do mundo”, para rivalizar com o F-35 furtivo norte-americano da Lockheed Martin, que é o modelo preferido da Força Aérea Portuguesa (FAP).

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Não se pode dizer que o homem seja modesto… aparentemente, o Gripen até já faz coisas de 6a geração… ah, campeão!! Quando tiver tempo coloco aqui o texto da notícia…

A SAAB antes tinha no seu site que o Gripen era de 6ª geração
 

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5919 em: Fevereiro 18, 2026, 04:39:53 pm »
E estão a ser humildes. Na verdade é no mínimo de 7ª geração.

Brincadeiras à parte, já estão a tentar moldar a opinião pública.

Era bom que a FAP começasse a acautelar estas variáveis, senão vai ter que gramar com eurocanards novos de fábrica, que não quer, por imposição política.
 

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5920 em: Fevereiro 18, 2026, 04:52:49 pm »
Eis os excertos relevantes do artigo... as partes a negrito são da minha autoria, porque confirmam factos relevantes para uma discussão séria... quanto ao resto, sem comentarios...

Os suecos do grupo Saab, fabricantes dos caças Gripen, continuam a olhar para Portugal como uma oportunidade, e a posicionar-se para quando o Ministério da Defesa decidir iniciar o processo de substituição dos aviões de combate F-16, que se aproximam do limite de idade. Este mês, o vice-presidente da Saab e chefe da unidade de negócio dos Gripen, Johan Segertoft, esteve em Lisboa a visitar a tecnológica Critical Software, com a qual a empresa assinou recentemente um memorando de entendimento. Numa entrevista ao Expresso, o responsável defendeu que o avião é “o caça mais avançado do mundo”, para rivalizar com o F-35 furtivo norte-americano da Lockheed Martin, que é o modelo preferido da Força Aérea Portuguesa (FAP).

Quatro meses depois de o ministro da Defesa sueco ter visitado Portugal - a propósito da aquisição de quatro aviões KC-390 da brasileira Embraer -, Johan Segertoft avança com mais uma razão para seduzir a FAP, porque o avião de transporte co-fabricado em Portugal já reabastece caças Gripen em pleno voo: "O ano passado certificámos o Gripen e o KC-390 para reabastecimento aéreo conjunto, o que também é um passo muito importante. Assim, se Portugal decidir e quiser fazer parte da família Gripen no futuro, já terá a capacidade de reabastecimento aéreo."

“Talvez possamos soar um pouco arrogantes, mas estamos a revolucionar a forma como as forças aéreas operam no futuro, porque construímos uma aeronave que é muito diferente de tudo o que já se viu antes”, argumenta Segertoft, que contesta a designação dos F-35 como caças de 5ª geração - uma geração à frente dos Gripen -, classificando essa ideia como puro “marketing”.

Ao contrário da rival norte-americana Lockheed Martin, que já realizou workshops com a Força Aérea sobre os F-35, os responsáveis da Saab/Gripen ainda não tiveram contactos com este ramo das Forças Armadas portuguesas, e o ministro da Defesa, Nuno Melo, tem repetido que ainda não é o momento de lançar o processo de substituição dos F-16. Johan Segertoft não considera os aviões de combate suecos inferiores aos norte-americanos.

“Quanto ao F-35, que os americanos designam como aeronave de 5ª geração - esse é um termo de marketing -, é muito difícil comparar, porque são aeronaves projetadas para propósitos diferentes”, continua o gestor sueco. A 5ª geração, afirma, tem a ver com o facto de o caça ser furtivo ou invisível “num espectro específico de radar. É um termo inteiramente de marketing”, contrapõe.

O responsável da empresa nórdica reconhece haver essa “noção de que as forças aéreas estão muito focadas no F-35”, como é o caso da portuguesa. (…) O mantra da Saab é que o avião pode funcionar por módulos, permitindo que o software seja constantemente atualizado ao dia. “A aeronave já estava em operação, quando tínhamos a visão de programar pela manhã e voar à tarde. Essa visão já foi concretizada há alguns anos, e agora estamos a modernizar nossas aeronaves semanalmente, em Linköping. O responsável da Saab garante que os engenheiros portugueses da Critical Software “ficaram impressionados” com os sistemas do caça, como “especialistas em software de segurança crítica, pois não acreditavam que um produto como este existisse”.

Para reforçar a ideia de que o caça sueco está a desbravar caminho tecnológico, Johan Segertoft avança ainda que, no ano passado, a Saab foi “o primeiro fabricante a realizar um voo com uma aeronave pilotada por Inteligência Artificial em espaço aéreo civil”.  (...) “Foi realizado com a nossa aeronave de produção, comercializável, pronta para uso, na qual podemos implantar recursos de IA e utilizá-los, agregando capacidade aos nossos utilizadores. O que estamos a fazer nos nossos projetos avançados é complementar o caça Gripen-E com ameaças de combate não tripuladas”.

Enquanto o Governo não toma uma decisão sobre os caças, Portugal poderá integrar como observador o projecto para o Global Combat Air Programme (GCAP), um programa cooperativo entre o Reino Unido, a Itália e o Japão, para o fabrico do Tempest, um caça de 6ª geração. E que poderá vir a contar com a Alemanha, que abandonou o outro programa cooperativo europeu, o Future Combat Air System (FCAS), por desentendimentos com a França (e onde também participa a Espanha).

Segundo Johan Segertoft, a Gripen tem “um contrato para um programa semelhante ao GCAP ou ao FCAS, financiado pelo governo sueco, chamado Estudo de Conceito para o Futuro Sistema de Caça.” Nesse âmbito, acrescenta o responsável, a Saab “está em diálogo com os diversos parceiros e concorrentes na Europa, mantendo ótimas conversas e colaborações em vários sistemas de pequena escala. Mas também é muito óbvio, pelo menos da minha perspectiva, que muitos desses programas têm a visão de alcançar o sucesso em 2045 ou 2050, com algo que já realizamos”, afirma o vice da Saab.
« Última modificação: Fevereiro 18, 2026, 04:53:59 pm por JohnM »
 
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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5921 em: Fevereiro 18, 2026, 06:19:56 pm »
Enquanto o Governo não toma uma decisão sobre os caças, Portugal poderá integrar como observador o projecto para o Global Combat Air Programme (GCAP),

Sempre os eternos mirones. Nunca saímos da cêpa torta... ::)
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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5922 em: Fevereiro 18, 2026, 07:03:43 pm »
Existem conversações para se avançar para 14 a 16 F-35A...
Aguardemos....
 
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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5923 em: Fevereiro 18, 2026, 07:16:29 pm »
Há uma aspecto ainda não discutido: a capacidade de entrega dos varios fabricantes. Aqui está um snapshot  do back log VS racio de produção anual para cada:

Citação de:  IA depois de muito especificar!
+------------------------+-----------------------------+-----------------------------+
| Fighter                | Annual Production (2025)    | Orders Backlog (Feb 2026)   |
+------------------------+-----------------------------+-----------------------------+
| F-35 Lightning II      | 191 aircraft                | ~650–700 aircraft           |
| Dassault Rafale        | 26 aircraft                 | ~220 aircraft               |
| Eurofighter Typhoon    | ~12–14 aircraft             | ~130–150 aircraft           |
| Saab Gripen (E/F)      | 4~5 aircraft                | ~120–140 aircraft           |
+------------------------+-----------------------------+-----------------------------+
:o
Números elucidativos...
« Última modificação: Fevereiro 18, 2026, 07:24:28 pm por Pilotasso »
 

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5924 em: Fevereiro 19, 2026, 07:19:38 am »
Enquanto o Governo não toma uma decisão sobre os caças, Portugal poderá integrar como observador o projecto para o Global Combat Air Programme (GCAP),

Sempre os eternos mirones. Nunca saímos da cêpa torta... ::)

Tens é inveja porque não te convidam  :mrgreen:
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 
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