Rangers, Comandos, Paras, etc

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saojorgexercito

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3285 em: Outubro 07, 2016, 11:22:39 am »
Tem que ser até ao tutano, pelo menos é isso que espero do processo-crime do ministério público.
Quanto ao processo de averiguações conduzido pelo exército, é uma oportunidade  para esta instituição demonstrar a sua credibilidade. Aguardemos, portanto.
http://www.dn.pt/portugal/interior/ministro-recusa-investigacoespara-ingles-ver-5416626.html
Afinal, tal como pensei, quando a clubite não afecta o assunto, comenta como as coisas devem ser comentadas
A clubite não me afecta, simplesmente não tenho é o hábito de palpitar e escrever aquilo que você queria ler, especialmente se fosse, ainda que tacitamente, palpites para você se sentir bem no seu clube.

Quanto ao "estado da espécie humana" concordo parcialmente consigo mas não vou agora discorrer sobre o assunto. Fica para outras calendas.

Afirma que " Isso (as baixas no curso) não é um simples acidente e ninguém com 2 neurónios funcionais pode afirmar o contrário," Já ouviu alguém "com 2 neurónios funcionais"  :) a afirmar que o que aconteceu foi um simples acidente e não há nada para aprender? Pode partilhar? Ou está a querer pôr palavras na boca de outras pessoas para defender um ponto de vista e abrir polémica onde nao existe (táctica bastante utilizada no discurso politico e por jornaleiros, por sinal)? Não sei o que anda a ler e a ouvir, mas eu ainda vi/ouvi ninguém com responsabilidades afirmar que não há espaço para aprender lições e introduzir alterações no curso de comandos ou em qq outro curso. O MDN já disse o que pensa sobre o inquérito e como sabe o ministério público está envolvido no caso.
 
Acabou por não dizer o que deveria ser mudado nas metodologias do curso de comandos. Saberá muito sobre o que se passa nos cursos da marinha, mas deduzo que não saiba nada, ou saiba pouco, sobre o curso de comandos. Assim, com base no que se-vai-dizendo-por-ai, limitou-se a palpitar sobre a necessidade de alterar metodologias e conteúdos. Emite opiniões sobre o programa do curso quando aparentemente não o conhece e ainda não tem conhecimento factual sobre as causas ultimas que conduziram ao bizarro/trágico incidente. Típico.

Quanto às novas valências (se é que são de facto o que apontou são valências, é discutivel ;D) que devem existir nas forças modernas e por ficar tácito nos seus posts, não existem nos “antiquados” cursos de comandos. Acredita e quer fazer acreditar alguém que uma força de comandos, ou outra qq do exército, é enviada para operações conjuntas e combinadas somente com um unimog às costas para o Afeganistão, RCA, Kosovo, Bósnia etc., sem equipamentos e conhecimentos para fazer um sitrep, um spotrep, um medevac, etc, nos “padrões OTAN” e não sabe reconhecer visualmente os equipamentos mais utilizados por possíveis forças opositoras/amigas/partes? Se você acredita nisso, por mim ok, mas olhe que pode até soar ofensivo para alguns camaradas do exército. Concluo que o foxtroop não sabe como a formação, o treino e o treino orientado para a missão se articulam no exército, mas ainda assim tem uma opinião. Se tiver interessado, noutro post eu, ou outro forista mais habilitado, podemos explicar genericamente essa articulação. Fica uma pista: durante a execução da pista de lodo o pessoal leva data links e solicita medevacs em lingua inglesa?

Para terminar, essa estória dos comandos serem uma força com "um historial nada limpo" é pura conversa de café. Cuidado não andemos a cuspir para o ar. Sabe tão bem como eu que em TODAS as unidades há coisas que ficam circunscritas aos muros dos quartéis e outras saltam para o colo da Sandra Felgueiras…. e por aqui me fico. Uma organização é o conjunto das pessoas que a compõem e os equipamentos “só” são multiplicadores de força para cumprir missões. Uma unidade hoje pode estar muito bem e amanhã pode estar melhor, ou pior, depende de quem por lá passa (assumindo que não há alteração no ambiente externo). Quando alguém acreditar que a cor da boina da unidade é bastante para atestar da qualidade do que lá se passa e apoucar outros só porque são diferentes, então algo já está terrivelmente mal.

Os comandos, à semelhança de outras forças do exército, marinha e FAP, têm um historial de missão cumprida elogiada ao mais alto nível e isso é o que conta. No entanto não nos deslumbremos: o mundo real não é perfeito, há bons e maus profissionais, bons e maus comandantes e staffs, bons e menos-bons momentos, situações fáceis e outras terrivelmente complicadas.
As Forças Armadas são o espelho da Nação ... e da visão de quem a governa.
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3286 em: Outubro 08, 2016, 11:12:20 am »
ESPECIFICIDADES DAS TROPAS COMANDO, TREINO E EQUIPAMENTO

Para que se ponha em prática o conceito de emprego das tropas Comando, há um conjunto de princípios que têm de ser estabelecidos. Vamos de seguida, constatar o que distingue as tropas Comando de outras forças através das suas especificidades. Em que medida é que o treino posto em prática leva ao cumprimento do enquadramento legal. Posteriormente, vamos verificar se é ou não importante estar actualizado em termos de equipamento e armamento, para poder responder às missões actuais. Uma tropa Comando distingue-se de uma Unidade de Atiradores de Infantaria pelo uso de técnicas, tácticas e procedimentos diferentes. É através do treino operacional, dos meios que têm ao seu dispor e da formação levada a cabo, que se pode dizer que os Comandos são forças mais vocacionadas para determinadas tarefas que não uma tropa convencional. Por exemplo, um pelotão de atiradores tem a missão de efectuar um golpe de mão, mas certamente que não o executa da mesma forma que um grupo de Comandos. As tropas Comando têm as suas especificidades, isto é, estão mais vocacionadas para determinadas operações. De acordo com a tipologia de operações, os Comandos são empregues em situações específicas perfeitamente enquadrados no espectro, de modo a por prática as suas capacidades. Vamos percorrer os cenários possíveis e verificar qual o emprego adequado em cada situação.Numa situação ofensiva, estão mais habilitados a executar acções de segurança da área da retaguarda (SAR) como força de intervenção. Numa situação defensiva, pode ser atribuída a missão de defesa de pontos sensíveis e operações SAR. Numa operação de transição, executam marcha para o contacto, actuando preferencialmente na modalidade de“busca e ataque”.

No que se refere ainda a outras operações, constituem força de excelência para executar operações aeromóveis. No âmbito das CRO, as tropas Comando podem ser empenhadas como força de intervenção com prioridade em operações de Imposição de Paz ou em operações de Manutenção de Paz (PK – Peace Keeping operations) em TO de elevada exigência. Num contexto de operações humanitárias (não OAP), em caso de existir um ambiente hostil e incerto, as tropas Comando podem intervir, executando Operações NEO. Vamos entrar na parte do treino operacional e verificar como estas missões específicas concorrem para o planeamento e execução do treino operacional. O treino das Forças Militares possibilita uma interoperabilidade de meios e procedimentos através de exercícios conjuntos e combinados de modo a ter capacidade para actuar no espectro de conflitualidade actual. Até à data, desde a reactivação dos Comandos, e com o decorrer das sucessivas missões (Timor e Afeganistão), todo o treino operacional efectuado é interrompido devido ao cumprimento de directivas, passando este a ser orientado de acordo com as especificidades do campo de batalha, ou seja, orientado para a missão. Esta verifica-se quando uma companhia se encontra nomeada para entrar em TO.

O treino é conduzido da seguinte forma: quando uma companhia está a efectuar o treino orientado para uma missão, este recai essencialmente sobre as tarefas específicas, tendo como base o treino operacional. Nesta fase, procura-se que a força adquira formas de actuar que lhe permitam cumprir a sua missão. Incide essencialmente, no conhecimento das normas em vigor no TO, no treino de tácticas específicas (como sejam as emboscadas, os golpes de mão, os check-points, etc.). As restantes companhias efectuam treino operacional de acordo com o normalizado. Na actualidade, e ainda numa fase de experimentação, está a aplicar-se um conjunto de programas de treino que têm em vista uma melhor dinamização, aperfeiçoamento e principalmente uma melhor gestão de recursos humanos e materiais. Estes programas levam sobretudo à criação de uma complementaridade, uniformização e simplicidade no seio da especialidade Comando.

Foi desenvolvido um grupo de trabalho no CTC, onde se procurou verificar que tipo de treino levava a responder às condições exigidas pela missão superiormente definida, de modo a garantir a operacionalidade, prontidão e interoperabilidade das Companhias de Comandos com o intuito de o treino ser flexível de acordo com as necessidades. O estabelecimento dos programas de treino permite o planeamento de ciclos de treino operacional para as Companhias de Comandos com a duração de um ano.

Os programas de treino no que diz respeito à sua designação e ao seu conteúdo não são estanques, podendo mediante as lacunas sentidas ser acrescentado, modificado ou retirado do treino operacional. É efectuada uma selecção das matérias a ministrar e feita uma divisão por blocos. Os programas de treino foram considerados em função das áreas de grande importância para as tropas Comando como:
• Treino de Combate Urbano;
• Treino em Ambientes de Contra-Insurreição;
• Treino de Acções Comuns;
• Treino Acções Motorizadas;
• Treino Individual Especifico;
• Treino de Tiro;
• Treino de Combate em Condições de visibilidade Reduzida;
• Treino de Infiltração/Exfiltração, Fuga e Evasão.

O treino Físico e o Tiro de combate são contínuos, decorrendo constantemente ao longo de todo o período de treino, com a particularidade de trabalharem em paralelo com as actividades desenvolvidas na componente táctica. Uma mais-valia que aperfeiçoa as qualidades da célula base dos Comandos é o Programa de Treino Individual Especifico (PTIE). A equipa constituída por cinco homens, onde cada elemento tem uma função específica. Os elementos da Equipa são numerados de 1 a 5. O número 3 é o comandante de Equipa que é um Sargento sendo os restantes elementos Praças (Cabos ou Soldados). As missões individuais dos elementos de uma Equipa de Comandos estão definidas em quatro áreas: navegação terrestre, socorrismo, transmissões e sapadores.

Nas Equipas Comando, a cada elemento compete uma função específica (eles são numerados de 1 a 5 para se puderem organizar e adoptar as tácticas uniformemente):
• Ao primeiro, compete em especial a vigilância para a frente, em virtude de ser ele o primeiro homem na formação, com a principal finalidade de escolher o itinerário que seja mais seguro para a progressão da Equipa, deve possuir bom sentido de orientação;
• O segundo, é especialista na área dos sapadores;
• O terceiro, são os chefes de equipa, responsáveis pela navegação assim como pelas comunicações com o escalão superior, para efeitos de treino são empenhados nas instruções consideradas mais importantes e principalmente nas instruções de operações militares;
O quarto elemento está mais apto a operar as transmissões;
• O quinto deverá ter maior aptidão para os primeiros socorros.

A formação durante a frequência do curso faculta a todos, os conhecimentos nas respectivas áreas. O ciclo de treino operacional inicia-se sempre com o PTIE. Procura-se maximizar o rendimento de uma equipa, distribuindo os elementos pela mesma de acordo com a maior aptidão para a função específica. Assim, é com base nestas cinco áreas que o PTIE junta todos os elementos com a mesma função específica de todas as equipas de uma companhia. O treino individual específico é conduzido de modo a dotar o Comando de automatismos e desenvolver a experiência adquirida na formação (realização do curso de Comandos), com vista a obter uma maior eficiência nas diversas acções desempenhadas.

Após este programa de treino, os seguintes já são conduzidos através do treino de tarefas comuns. Cada elemento, executa o seu papel para a concretização da respectiva tarefa. O processo de treino operacional consiste em o BatCmds planear e estabelecer os programas de treino para uma fita do tempo a longo prazo. Depois cabe ao Comandante da Companhia descodificar o programa de acordo com as tarefas listadas e em consonância com o rendimento dos seus homens e as actividades do dia-a-dia. O Comandante da Companhia tem autonomia e flexibilidade para gerir os seus homens com a certeza que eles estarão aptos a satisfazer os padrões. Todo o programa de treino é cumprido e sujeito a validação de conhecimentos, através de exercícios efectuados aos diversos escalões (equipa, grupo e companhia). A título comparativo poderemos fazer uma analogia entre o treino e o seu emprego. Considerando que as operações de moldagem são as tarefas dos programas de treino, estas concorrem para a operação decisiva que é satisfazer e conseguir cumprir a missão das tropas Comando.

O treino parte do particular para o geral, ou seja, começa-se por treinar o militar individualmente passando a seguir para uma fase de treino de equipa, depois grupo e por fim, o treino de companhia. Pretende-se atingir padrões de exigência elevados com vista a atingir a excelência. Vistas que foram as especificidades e o treino das tropas Comando, vamos por último verificar como é que o equipamento orgânico concorre para o cumprimento das missões actuais. Queremos sempre mais e melhor à luz da constante evolução tecnológica!
Comparamo-nos muitas vezes com outros exércitos, nomeadamente com o soldado americano e chegamos à conclusão que cumprimos a missão com o que temos, embora os equipamento e armamento sejam sinónimos de investimento. As dificuldades sempre existiram, mas os Comandos têm sabido viver com a situação actual e no que se refere à adaptação, esta tem sido uma característica impar. O equipamento e o armamento são parte integrante do treino operacional que por sua vez contribui para o sucesso da missão. As tropas Comando atravessam dificuldades nesta área, uma vez que estão fora dos programas de reequipamento das FA. Embora no caso de representação como Força Nacional Destacada (FND), o comando do Exército
assuma todos os esforços necessários ao nível logístico para possibilitar um melhor desempenho. Mesmo assim, neste capítulo encontramo-nos algo distantes quando comparados com outras forças militares equivalentes.

Nos últimos anos, no decorrer do cumprimento de missões fora do território nacional e na partilha do TO com outras forças, foram elaborados estudos dando origem a levantamentos de necessidades, e elaboradas propostas com vista à adaptação tanto dos TO actuais como para fazer face a novas ameaças. Neste enquadramento reitera-se a intenção do General CEME, em “garantir a segurança das tropas, qualquer que seja o cenário de emprego e dispor de adequada capacidade de sustentação.”

Fonte: NA ACTUAL CONFLITUALIDADE INTERNACIONAL, QUE MISSÕES PODEM SER ATRIBUÍDAS ÀS COMPANHIAS DE COMANDOS / AUTOR: ASP AL INF PEDRO MIGUEL FERREIRA E SILVA
« Última modificação: Outubro 08, 2016, 11:22:30 am por Cabeça de Martelo »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3287 em: Outubro 10, 2016, 11:59:55 pm »
Para quem gostar de ler aqui fica o trabalho completo;

https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/8062/1/TIA_07.08_AspAl_FerreiraSilva.pdf

 
Eis aqui
quase cume da cabeça da Europa toda
O Reino Lusitano
onde a Terra se acaba
e o Mar começa.

Versos de Camões
 

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3288 em: Outubro 12, 2016, 11:43:21 am »
Visita do ministro da defesa ao CTOE.
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3289 em: Outubro 13, 2016, 11:49:04 pm »
Finalmente, ja se vem coletes e armas decentes.  8) 8)
Artigo 308º

Traição à Pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele
 

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3290 em: Outubro 14, 2016, 12:00:08 am »
11.º ANIVERSÁRIO DA BRIGADA DE REAÇÃO RÁPIDA

Por Miguel Machado
A Brigada de Reação Rápida assinalou em 7 de Outubro o seu dia festivo, oportunidade para o Major-General Carlos Perestrelo, seu comandante, fazer o balanço do trabalho realizado e de perspectivar os tempos que se aproximam. Presidiu à cerimónia militar o General Rovisco Duarte, Chefe do Estado-Maior do Exército, que na sua alocução deixou claros, para a brigada e para o Exército, alguns dos desafios que são previsíveis, entre outros, os relativos à instrução e aos orçamentos, aspectos sensíveis no momento presente do Exército e do País.


Um Special Operations Task Group do Centro de Tropas de Operações Especiais. Note-se estão equipados com a espingarda HK-416, idêntica à que acabou de ser seleccionada em França para substituir a FAMAS. O CTOE tem actualmente uma missão de “treino sniper” no Mali e um “módulo de apoio” no Kosovo, além da Cooperação Técnico Militar com as Forças Especiais das Forças Armadas Angolanas

http://www.operacional.pt/11-o-aniversario-da-brigada-de-reacao-rapida/
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3291 em: Outubro 14, 2016, 03:55:56 pm »
11.º ANIVERSÁRIO DA BRIGADA DE REAÇÃO RÁPIDA

..., Chefe do Estado-Maior do Exército, que na sua alocução deixou claros, para a brigada e para o Exército, alguns dos desafios que são previsíveis, entre outros, os relativos à instrução e aos orçamentos, aspectos sensíveis no momento presente do Exército e do País.
Desafios relativo à instrução e aos orçamentos? Este burocratês do CEME traduzido para português quer dizer o quê? Mais cortes no orçamento do exército para o treino operacional? Ainda mais?  :D

Algumas cabeça bem-pensantes devem já estar a pensar que o melhor é cortar em unidades e capacidades para "melhor gestão" de recursos. Por mim reduzia-se esta maçada do exército às bandas e fanfarras (onde nunca faltaram instrumentos musicais), que por sinal também já quase acabaram. O resto a GNR toma conta,  coletes e armas decentes incluidas :Amigos:
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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3292 em: Outubro 14, 2016, 04:03:31 pm »
Talvez tenha sido nesta linha o discurso do CEME:

Citar
FACE Á TIPOLOGIA DE INSTRUÇÃO, NA FORMAÇÃO DAS TROPAS ESPECIAIS, A NOSSA APOSTA É NUMA FORMAÇÃO EXIGENTE, DOTADA DE UM CORPO DE INSTRUTORES QUALIFICADO E EXPERIENTE E REGULADA POR ELEVADOS PADRÕES ONDE O RESPEITO PELA CONDIÇÃO HUMANA É UM VALOR INEGOCIÁVEL, NÃO SENDO TOLERÁVEL QUALQUER DESVIO OU INTERPRETAÇÃO DAS ORDENS OU PROGRAMAS APROVADOS.
A RUSTICIDADE E A CAPACIDADE DE SOFRIMENTO SÃO INERENTES À PREPARAÇÃO DE SOLDADOS QUE NO FUTURO PODERÃO VIR A DESEMPENHAR MISSÕES DE ELEVADO RISCO.
O LEMA BEM CONHECIDO DE UMA DAS NOSSAS SUBUNIDADES DE FORMAÇÃO EXPRESSA DE FORMA SINTÉTICA O DISCURSO QUE ACABEI DE PROFERIR - “INSTRUÇÃO DURA, COMBATE FÁCIL”

Fonte : http://www.operacional.pt/docs/Discurso%20Dia%20BrigRR_07OUT2016.pdf
« Última modificação: Outubro 14, 2016, 04:07:16 pm por Cabeça de Martelo »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3293 em: Outubro 14, 2016, 10:33:38 pm »
Talvez tenha sido nesta linha o discurso do CEME:

Citar
FACE Á TIPOLOGIA DE INSTRUÇÃO, NA FORMAÇÃO DAS TROPAS ESPECIAIS, A NOSSA APOSTA É NUMA FORMAÇÃO EXIGENTE, DOTADA DE UM CORPO DE INSTRUTORES QUALIFICADO E EXPERIENTE E REGULADA POR ELEVADOS PADRÕES ONDE O RESPEITO PELA CONDIÇÃO HUMANA É UM VALOR INEGOCIÁVEL, NÃO SENDO TOLERÁVEL QUALQUER DESVIO OU INTERPRETAÇÃO DAS ORDENS OU PROGRAMAS APROVADOS.
A RUSTICIDADE E A CAPACIDADE DE SOFRIMENTO SÃO INERENTES À PREPARAÇÃO DE SOLDADOS QUE NO FUTURO PODERÃO VIR A DESEMPENHAR MISSÕES DE ELEVADO RISCO.
O LEMA BEM CONHECIDO DE UMA DAS NOSSAS SUBUNIDADES DE FORMAÇÃO EXPRESSA DE FORMA SINTÉTICA O DISCURSO QUE ACABEI DE PROFERIR - “INSTRUÇÃO DURA, COMBATE FÁCIL”

Fonte : http://www.operacional.pt/docs/Discurso%20Dia%20BrigRR_07OUT2016.pdf

Caro Cabeça de Martelo o seu tiro saiu ao lado.  :) Tem que voltar à sala didáctica de tiro.

Não, não foi nessa linha o discurso do CEME. Essas palavras que o Cabeça citou foram proferidas pelo General Perestrelo, comandante da BRR.
Ainda sobre essa palavras do Gen Paraq Perestrelo, parece-me uma boa merda porque sub-entendem à priori um julgamento acusador sobre o que aconteceu nos comandos que, alguém com as suas responsabilidades, não devia transmitir porque ainda não saiu conclusão de nenhum inquérito. Podia ter guardado essa diarreia para o aniversário de 2017.
Aliás, ele só está a passar um atestado de incompetência a si próprio porque, por sinal, é só ao agora ao fim de 2 anos de comando da BRR é que percebeu que tem de apostar na formação dos corpos de instrutores das tropas especiais. Mais valia ter ficado pelas palavras de ocasião típicas destes discursos.
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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3294 em: Outubro 15, 2016, 10:21:38 am »
Caro Cabeça de Martelo o seu tiro saiu ao lado.  :) Tem que voltar à sala didáctica de tiro.

Não, não foi nessa linha o discurso do CEME. Essas palavras que o Cabeça citou foram proferidas pelo General Perestrelo, comandante da BRR.

Eu sei que este discurso foi feito pelo Comandante da BrigRR e não pelo CEME, mas como não estive lá, só posso especular se estas palavras estão (ou não) em sintonia com o que foi dito pelo CEME.

Se alguém do fórum esteve lá, que nos ilumine exactamente o que foi dito se faz favor.
« Última modificação: Outubro 15, 2016, 12:02:06 pm por Cabeça de Martelo »
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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3295 em: Outubro 15, 2016, 02:48:53 pm »
Exercício Orion 2016

O ORION 16 é o Exercício anual do Exército Português, desta feita, teve lugar de 17 de Junho a 02 de Julho de 2016 na área de treino militar TANCOS – SANTA MARGARIDA, culminando o ciclo anual de treino operacional dos Elementos da Componente Operacional do Sistema de Forças Terrestres (COSF). Pretendendo assim evidenciar as Capacidades de Comando e Controlo, Empenhamento, Proteção da Força e Interoperabilidade, contribuindo em prospetiva para a natureza combinada (multinacional) e conjunta (envolvimento de diferentes ramos) das operações correntes e
futuras. Este Exercício, no âmbito de uma Operação de Resposta a Crises, teve por finalidade certificar o Comando e Estado-Maior da Brigada de Intervenção, que se encontra afiliada à Allied Rapid Reaction Corps, reforçando assim o contributo do Exército para o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal.


Elementos da Força de Operações Especiais (Army SOF) Portuguesa equipam-se para uma operação nocturna. Estam armados com espingardas de assalto HK416 e equipados com modernos equipamentos de combate nocturno, nomeadamente os visores AN/PVS-21.

Fonte: http://warriors.pt/galerias/exercicio-orion-2016/
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3296 em: Outubro 18, 2016, 09:08:42 pm »
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160 Comandos prontos para partir em missão da ONU na República Centro-Africana

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas afirmou hoje que o batalhão do regimento de Comandos que irá para a República Centro Africana está pronto para partir, aguardando que se resolvam questões logísticas que não dependem do ramo.

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2016-10-18-160-Comandos-prontos-para-partir-em-missao-da-ONU-na-Republica-Centro-Africana

PS: As calças multicam já chegaram :D. Nas fotos já se vê Comandos com camuflado completo multicam, penso que ainda não se tinham visto cá em Portugal.
 

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3297 em: Outubro 19, 2016, 10:06:35 am »
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160 Comandos prontos para partir em missão da ONU na República Centro-Africana

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas afirmou hoje que o batalhão do regimento de Comandos que irá para a República Centro Africana está pronto para partir, aguardando que se resolvam questões logísticas que não dependem do ramo.

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2016-10-18-160-Comandos-prontos-para-partir-em-missao-da-ONU-na-Republica-Centro-Africana

PS: As calças multicam já chegaram :D. Nas fotos já se vê Comandos com camuflado completo multicam, penso que ainda não se tinham visto cá em Portugal.

Será este o padrão utilizado pelas FA num futuro próximo? Ou continuaremos a imitar os países africanos?
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Responder #3298 em: Outubro 19, 2016, 10:14:56 am »
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7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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« Responder #3299 em: Outubro 19, 2016, 09:57:16 pm »
As Forças Armadas são o espelho da Nação ... e da visão de quem a governa.
 

 

Video "RANGERS"

Iniciado por Nuno

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Última mensagem Janeiro 22, 2007, 12:41:35 pm
por Cabeça de Martelo
Mama Sume: Comandos na Fuerzas Militares del Mundo

Iniciado por Pedro Monteiro

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Última mensagem Janeiro 02, 2013, 04:15:09 pm
por Pedro Monteiro
Steyr TMP ou Brugger+Thomet MP 9 usada pelos Páras no Afeg.?

Iniciado por PereiraMarques

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Última mensagem Fevereiro 01, 2009, 07:17:29 pm
por ACADO
Doutrinas operacionais dos Comandos e Operações Especiais

Iniciado por PereiraMarques

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Última mensagem Setembro 24, 2005, 01:36:12 pm
por Cabeça de Martelo
Reportagem sobre uma patrulha dos comandos no Afegnistão

Iniciado por Nuno Bento

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Última mensagem Dezembro 11, 2005, 05:21:19 pm
por [Mumia_]