Aviação Comercial

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Lusitano89

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Re: Aviação Comercial
« Responder #240 em: Agosto 01, 2019, 12:06:55 pm »
Greves e despedimentos na Ryanair: o que está em causa ?


 

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Re: Aviação Comercial
« Responder #241 em: Março 05, 2020, 10:25:39 am »
COVID-19 é "gota de água" na falência da companhia aérea Flybe


 

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Re: Aviação Comercial
« Responder #242 em: Março 16, 2020, 04:15:05 pm »
Alerta de colapso no setor da aviação civil


 

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Re: Aviação Comercial
« Responder #243 em: Março 19, 2020, 02:13:08 pm »
 

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Daniel

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Re: Aviação Comercial
« Responder #244 em: Março 23, 2020, 03:52:47 pm »
Governo britânico estuda nacionalização da British Airways
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/governo-britanico-estuda-nacionalizacao-da-british-airways-564228

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O governo de Boris Johnson está a estudar a possibilidade de adquirir participações significativas no capital de empresas britânicas de vários setores, para evitar que entrem em falência por causa dos impactos económicos que a pandemia do novo coronavírus está a provocar. A nacionalização da British Airways, integrada no grupo IAG – com Iberia, Vueling e Aer Lingus – está, por isso, em cima da mesa, segundo o jornal espanhol Expansión. Uma nacionalização parcial da Virgin Atlantic e da easyJet também poderá ser ponderada.

Mais de 70% da frota do grupo IAG está em terra e, segundo fontes citadas pelo jornal espanhol, a British Airways poderá estar a perder 217 milhões de euros por semana face à queda da procura e o aumento dos custos. A situação é vista de tal forma critica que Willie Walsh, o presidente executivo do grupo, que deveria ser substituído pelo CEO da Iberia, Luis Gallego, no final de março, vai permanecer no cargo.
O Governo britânico pretenderá, por isso, injetar milhões de libras na British Airways em troca de ações que, passado algum tempo, seriam vendidas a investidores privados.

Mas a nacionalização da British Airways, a maior companhia aérea britânica, não seria uma operação simples. Os direitos económicos da transportadora aérea revertem 100% para o grupo IAG, mas a maioria dos direitos políticos da British Airways depende de uma fundação que não participa na gestão da empresa. Para entrar na companhia aérea, o executivo de Boris Johnson  exigiria, segundo o Expansión, limitações ao pagamento de dividendos ao grupo IAG.

Um outro cenário que estará em cima da mesa é um resgate conjunto entre britânicos e espanhóis ao nível do grupo IAG.

Só acrescentar que o governo italiano fez o mesmo com a Alitalia.
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Daniel

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Re: Aviação Comercial
« Responder #245 em: Março 30, 2020, 08:59:03 am »
Low-cost. A nova era da aviação
https://sol.sapo.pt/artigo/690949/low-cost-a-nova-era-da-aviacao

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As placas e hangares já não chegam para guardar todos os aviões em terra, que deixaram de cruzar os céus e lotam, agora, o alcatrão silencioso das pistas dos aeroportos europeus.

A pandemia da covid-19 tomou refém o Velho Continente e com as populações bloqueadas surgiram os primeiros cancelamentos. A procura esvaneceu-se. E, finalmente, as fronteiras foram encerradas, uma decisão adiada ao limite, que chegou pelo Twitter no dia 16: «Acabo de informar os nossos parceiros do G7 que propus aos nossos chefes de Estado e de Governo que introduzam restrições temporárias nas viagens não essenciais para a União Europeia por um período de 30 dias», informou Ursula von der Leyen. O prazo pode ser prolongado «se for necessário».

O setor da aviação sobrevive, estrangulado, contando cada dia como mais um passo rumo ao abismo. E este poderá mesmo ser o capítulo final para algumas companhias. «Para as low-cost, sim», afirma Tiago Cardoso, da Infinox: «Vejo a coisa muito mal parada para as companhias aéreas low-cost europeias», como a Ryanair ou a Easyjet. «Estas companhias são, sem dúvida, as que vão enfrentar mais dificuldades para ultrapassar esta crise e para sobreviverem terão necessariamente de ter mais ajudas dos Governos».

A explicação é simples. «As companhias low-cost têm margens de lucro mais curtas, devido aos preços reduzidos das suas viagens. Para conseguirem obter resultados idênticos à concorrência têm de vender muito mais. Vivem apenas do voo. E cada dia que passa, representa um prejuízo maior, tornando mais difícil a recuperação», esclarece o analista.
 Da mesma opinião é André Pires. O analista da corretora XTB admite «que algumas empresas não sobrevivam» à suspensão da atividade, embora esteja convencido que tudo dependerá «da duração deste período de bloqueio e estagnação». «A propagação exponencial do novo coronavírus na Europa não permite ser muito otimista quanto à situação», diz, acrescentando que «muitas companhias aéreas de todo o mundo enfrentam a ameaça de falência nos próximos meses, caso a tendência atual se venha a manter».

Numa estimativa rápida, a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, na sigla em inglês) já estimou as perdas num valor superior a 70 mil milhões de euros nas receitas com passageiros das companhias aéreas europeias em 2020. E uma quebra de 46% de viajantes. As contas estão feitas, mas ainda por fechar, uma vez que a IATA aponta que a crise dure dois meses, regressando tudo à normalidade em meados de maio. «Estimamos uma perda nas receitas com passageiros de 76 mil milhões de dólares [pouco mais de 70 mil milhões de euros] este ano para as companhias aéreas na Europa», declarou o dirigente da IATARafael Schvartzman. O responsável falou de «uma crise sem precedentes» no setor aeronáutico, e alertou que existem transportadoras apenas com «dinheiro disponível para uma suspensão [das operações] por dois meses», enquanto outras «poderão nem ter isso disponível».

Apesar de fatal para alguns negócios – e ser previsível a extinção em massa de postos de trabalho – ninguém crê verdadeiramente no fim da ‘era do low-cost’, mas apenas uma alteração de tal como o conhecemos. Quando a tempestade passar, os preços das viagens de avião deverão manter-se. O mundo continuará a girar, mas, neste caso, reservado apenas para alguns. «Este é um mercado maduro e outras empresas poderão suprimir as necessidades sem um impacto visível no custo das viagens low-cost», garante André Pires. O analista da XTB considera que «o mercado das low-cost tem forçado todo o setor a reinventar-se, de forma a otimizar os processos e a responder a uma procura crescente, tornando os preços acessíveis a todos». «E este modelo, na sua essência, continuará a funcionar quando a ‘nuvem’ passar e podermos voar novamente», assegura.

Tiago Cardoso, da Infinox, tem até a convicção que a crise «vai ‘limpar’ o setor da aviação» e que «apenas vão sobreviver as companhias aéreas com mais cash balance [saldo de caixa], que acautelaram minimamente uma situação de crise destas dimensões». «O tráfego que as low cost, como a Ryanair ou a Easyjet, detinham vai dispersar-se por outras companhias aéreas, uma vez que o mercado vai tornar-se ainda mais competitivo», explica. Tiago Cardoso prevê que quando tudo regressar à normal idade as principais companhias europeias tornar-se-ão mais agressivas, «lançando muitas promoções e conquistando o share do mercado referente às viagens baratas» – que até aqui pertencia a empresas como a Ryanair e Easyjet, entre outras. «Essa estratégia vai fazer com que as atuais low-cost percam a sua principal vantagem competitiva: os preços mais baixos. Para mais, para companhias aéreas que oferecem ao passageiro um nível geral de qualidade muito superior», conclui.

Para mitigar os danos, os agentes do setor têm insistido em ajudas diretas dos estados nas companhias, para além da flexibilização das regras de aviação comunitárias. A fase conturbada não impediu um primeiro ‘braço de ferro’ entre IATA e Associação de Defensores dos Direitos dos Passageiros (APRA, na sigla em inglês). A associação que representa as companhias quer reembolsar os passageiros através de vouchers com o valor pago pelos clientes com voos cancelados. A associação descreve uma tentativa das companhias enfraquecerem «os direitos dos passageiros». Ambas dizem que os seus representados precisam de dinheiro.
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Re: Aviação Comercial
« Responder #246 em: Março 30, 2020, 11:25:08 am »
Easyjet deixa os aviões em terra por causa do coronavírus


 

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Re: Aviação Comercial
« Responder #247 em: Abril 02, 2020, 04:29:11 pm »
British Airways vai suspender o contrato a 32 mil trabalhadores
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/british-airways-vai-suspender-o-contrato-a-32-mil-trabalhadores-570384

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A British Airways, propriedade do grupo IAG, é uma das maiores companhias aéreas do mundo. Enfrenta agora a maior crise da sua história, tendo já a confirmado que está “numa luta pela sobrevivência”.

A companhia aérea britânica anunciou que está em conversações com os sindicatos com o objetivo de colocar um plano em prática que visa a suspensão imediata dos contratos de trabalho de 32 mil trabalhadores. A medida é impulsionada pela pandemia de coronavírus que ameaça a viabilidade da indústria aérea, segundo a “Reuters”.

Tendo já acordado cortes salariais de 50% para pilotos, a British Airways está perto de fechar um acordo que prevê a suspensão de cerca de 80% da tripulação de cabine e terra, engenheiros e funcionários de escritório.

 British Airways, propriedade do grupo IAG, é uma das maiores companhias aéreas do mundo. Enfrenta agora a maior crise da sua história, tendo já a companhia confirmado que está “numa luta pela sobrevivência”.

A companhia aérea britânica afirma já estar em negociações com o sindicato ‘Unite’ há uma semana. De acordo com um porta-voz do sindicato citado pela Reuters “a Unite trabalha 24 horas por dia para proteger milhares de empregos e garantir que o Reino Unido saia desta crise sem precedentes com um setor de aviação viável”.

São várias as companhias aéreas que estão em regime de redução de custos. Nas últimas semanas, a Qantas Airways deicou dois terços dos seus trabalhadores (20 mil) em regime de layoff, enquanto a Lufthansa se candidatou para colocar 31 mil trabalhadores em regime de trabalho de curta duração até ao final de agosto. Também a Easyjet já anunciou que vai demitir quatro mil tripulantes de cabine no Reino Unido por dois meses.

O Reino Unido lançou um esquema de retenção de empregos que cobre 80% do salário de alguém limitado a um máximo de 2.500 libras por mês. Mas algumas companhias aéreas, incluindo a rival Virgin Atlantic, disseram que entrarão em colapso se não conseguirem mais ajuda.

Em Portugal, também a TAP anunciou que 90% dos seus trabalhadores vão entrar em regime de lay-off, com os restantes a sofrerem uma redução do horário de trabalho em 20% e corte proporcional no salário. A companhia aérea conta com mais de 10 mil trabalhadores em Portugal.

Com os aviões impossibilitados de voar por causa das restrições de viagens, agravados pela demanda por medo de contágio, as companhias aéreas de todo o mundo aterraram a maior parte das suas frotas, e muitos disseram que precisam do apoio do governo para sobreviver.

Na Europa, mais de 20.000 voos partiram ou desembarcaram a 23 de janeiro. Passados dois meses, desde que a Itália emergiu como epicentro do vírus e as restrições de viagens entraram em vigor, os voos caíram para menos de 5.000 por dia.
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Re: Aviação Comercial
« Responder #248 em: Abril 02, 2020, 04:40:33 pm »
Lufthansa negoceia com Governo alemão injeção de biliões de euros
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/lufthansa-negoceia-com-governo-alemao-injecao-de-bilioes-de-euros-570538

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A Lufthansa está a negociar com o Governo alemão uma injeção de capital público de biliões de euros de forma a ajudar a companhia aérea a lidar com a crise do coronavírus, segundo revela a agência “Reuters” esta quinta-feira, 2 de abril.

Fontes próximas da negociação admitem a possibilidade do Governo adquirir uma participação da empresa. O surto do coronavírus afetou mais de 90% da frota da companhia aérea germânica, o que já levou também a transportadora a negociar empréstimos com o Governo. “Mantemos um contacto próximo com o Governo federal para garantir a nossa liquidez”, revelaram fontes da Lufhtansa à “Reuters”.
Duas das entidades que estão na linha da frente para liderar um processo que permita à companhia aérea alemã encontrar mecanismos de financiamento para aliviar os efeitos da crise do coronavírus são a Goldman Sachs e o Deutsche Bank.

A pandemia da Covid-19 está a atingir as companhias aéreas um pouco por todo o mundo. Nos Estados Unidos, a American Airlines já demonstrou a sua intenção de pedir ajuda ao Governo que pode ir até aos 11 mil milhões de euros. Fontes da Lufthansa confidenciaram à Reuters que a transportadora alemã poderá precisar de uma verba idêntica.

Em Portugal, a TAP anunciou no dia de ontem a entrada da empresa em regime de lay-off, no qual serão adotadas pelo menos durante 30 dias medidas de suspensão temporária da prestação do trabalho para cerca de 90% dos colaboradores. Por sua vez, os restantes 10% que permanecem em serviço vão sofrer uma redução do período normal de trabalho e redução proporcional da remuneração, em 20%.
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Re: Aviação Comercial
« Responder #249 em: Abril 08, 2020, 08:47:58 am »
Lufthansa reduz frota em 42 aviões e termina atividade da Germanwings
https://www.sapo.pt/noticias/economia/lufthansa-reduz-frota-em-42-avioes-e-termina-_5e8ccada54821b1985ba2c82

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A companhia aérea alemã Lufthansa vai reduzir o tamanho da sua frota em 42 aviões e fechar a sua subsidiária Germanwings, na sequência da paragem quase total da sua atividade, causada pela pandemia de covid-19.A direção da companhia, em comunicado citado pela AFP, afirmou que "não se espera um retorno rápido do setor do transporte aéreo aos níveis de antes da crise".

"O levantamento total das restrições de viagem durará meses" e o retorno da procura "anos", precisou a Lufthansa no comunicado.

O grupo alemão não detalhou o impacto nos postos de trabalho da sua reestruturação, mas prometeu que "o objetivo é resguardar o máximo de empregos possível", adiantando que as discussões com os sindicatos devem "iniciar-se rapidamente".

Confrontada com a quebra drástica do tráfego aéreo, como resultado da pandemia da covid-19, o grupo alemão conta "reduzir de forma permanente as capacidades de transporte", com a retirada da atual frota de 763 aeronaves de 42 aviões de médio e longo curso.

O número inclui seis Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, cuja venda ao construtor já estava "prevista, de qualquer maneira, a partir de 2022", de acordo com a Lufthansa. Onze Airbus A320, sete A340-600 e cinco Boeing 747-400 serão também retirados da frota da Lufthansa, e a subsidiária Germanwings deve perder dez Airbus A320.

"As operações de voo da Germanwings serão paradas", acrescentou a companhia num comunicado.

A Germanwings já estava há alguns anos integrada na subsidiária de baixo custo ('low cost') Eurowings, e o grupo Lufthansa já tinha anunciado anteriormente a intenção de a fazer desaparecer.

Os sindicatos do grupo Lufthansa manifestaram hoje a sua inquietação face à aceleração da extinção da Germanwings no contexto da pandemia, denunciando, numa carta aberta, o "sacrifício de alguns" na reestruturação.

"Nenhuma filial da Lufthansa é responsável pela crise", escreveram os sindicatos do grupo, evocando o "perigo existencial" com que são confrontados os empregados.

Com 87.000 empregados na companhia aérea, mais de 60% do pessoal está ou será inscrito em programas de interrupção parcial do trabalho ('lay-off'), 62.000 dos quais na Alemanha.

A quase totalidade dos voos de passageiros foi suprimida, no quadro de um plano de emergência colocado em prática até 19 de abril.

A capacidade de transporte, ou seja, o número de lugares disponíveis nos aviões, ficou reduzido a apenas 5% e 700 dos 763 aviões estão atualmente parados em vários aeroportos.

Os sintomas do Covid-19 na aviação estão aí, infelizmente vai ser assim um pouco por todo o mundo.
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tenente

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Re: Aviação Comercial
« Responder #250 em: Abril 08, 2020, 09:09:32 am »
Lufthansa reduz frota em 42 aviões e termina atividade da Germanwings
https://www.sapo.pt/noticias/economia/lufthansa-reduz-frota-em-42-avioes-e-termina-_5e8ccada54821b1985ba2c82

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A companhia aérea alemã Lufthansa vai reduzir o tamanho da sua frota em 42 aviões e fechar a sua subsidiária Germanwings, na sequência da paragem quase total da sua atividade, causada pela pandemia de covid-19.A direção da companhia, em comunicado citado pela AFP, afirmou que "não se espera um retorno rápido do setor do transporte aéreo aos níveis de antes da crise".

"O levantamento total das restrições de viagem durará meses" e o retorno da procura "anos", precisou a Lufthansa no comunicado.

O grupo alemão não detalhou o impacto nos postos de trabalho da sua reestruturação, mas prometeu que "o objetivo é resguardar o máximo de empregos possível", adiantando que as discussões com os sindicatos devem "iniciar-se rapidamente".

Confrontada com a quebra drástica do tráfego aéreo, como resultado da pandemia da covid-19, o grupo alemão conta "reduzir de forma permanente as capacidades de transporte", com a retirada da atual frota de 763 aeronaves de 42 aviões de médio e longo curso.

O número inclui seis Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, cuja venda ao construtor já estava "prevista, de qualquer maneira, a partir de 2022", de acordo com a Lufthansa. Onze Airbus A320, sete A340-600 e cinco Boeing 747-400 serão também retirados da frota da Lufthansa, e a subsidiária Germanwings deve perder dez Airbus A320.

"As operações de voo da Germanwings serão paradas", acrescentou a companhia num comunicado.

A Germanwings já estava há alguns anos integrada na subsidiária de baixo custo ('low cost') Eurowings, e o grupo Lufthansa já tinha anunciado anteriormente a intenção de a fazer desaparecer.

Os sindicatos do grupo Lufthansa manifestaram hoje a sua inquietação face à aceleração da extinção da Germanwings no contexto da pandemia, denunciando, numa carta aberta, o "sacrifício de alguns" na reestruturação.

"Nenhuma filial da Lufthansa é responsável pela crise", escreveram os sindicatos do grupo, evocando o "perigo existencial" com que são confrontados os empregados.

Com 87.000 empregados na companhia aérea, mais de 60% do pessoal está ou será inscrito em programas de interrupção parcial do trabalho ('lay-off'), 62.000 dos quais na Alemanha.

A quase totalidade dos voos de passageiros foi suprimida, no quadro de um plano de emergência colocado em prática até 19 de abril.

A capacidade de transporte, ou seja, o número de lugares disponíveis nos aviões, ficou reduzido a apenas 5% e 700 dos 763 aviões estão atualmente parados em vários aeroportos.

Os sintomas do Covid-19 na aviação estão aí, infelizmente vai ser assim um pouco por todo o mundo.

Por cá ainda uns especialistas iluminados, ainda pensam que a retoma se vai verificar para Maio/Junho, quanto a mim todo este ano em termos económicos/inicio da retoma é para esquecer, mas esses iluminados, esquecem-se é que a generalidade das pessoas irão perder rendimentos muito acima do normal e para os recuperarem, se os recuperarem, só lá para daqui a uns três anos na melhor das hipóteses, quanto á aviação, como a conhecemos, morreu, devido a esta situação do KonaVirus.

A actual situação da TAP, também foi bem ajudada pelas más decisões dos gestores que por ela pululam, o inchanço que teve em termos de frota no último ano, revelou o erro de não ter crescido gradualmente mas desmesuradamente, pois esqueceram-se que a sua base é Lisboa e o aeroporto de Lisboa, tem os problemas de falta espaço, stands, que bem conhecemos, e não conseguiu inchar como a TAP o fez,  pelos motivos óbvios, mas são estes os gestores que são escolhidos para as nossas empresas e, os resultados, uma vez mais, estão bem á vista.

A TAP não vai escapar a esta crise e, a redução da Frota está para breve, já se fala em 20 senão mais aeronaves a serem alienadas.

Abraços
« Última modificação: Abril 08, 2020, 09:18:06 am por tenente »
 

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Re: Aviação Comercial
« Responder #251 em: Abril 08, 2020, 12:31:17 pm »
Uma questão seria para onde irão todos estes aviões alienados, com as companhias aéreas de todo o mundo em dificuldades tremendas e um mercado que não se deverá recompor no curto-prazo. Mesmo em saldos, aviões não são baratos de adquirir e nem de manter e guardar à espera de dias melhores.
 

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Daniel

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Re: Aviação Comercial
« Responder #252 em: Abril 08, 2020, 02:35:20 pm »
Lufthansa reduz frota em 42 aviões e termina atividade da Germanwings
https://www.sapo.pt/noticias/economia/lufthansa-reduz-frota-em-42-avioes-e-termina-_5e8ccada54821b1985ba2c82

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A companhia aérea alemã Lufthansa vai reduzir o tamanho da sua frota em 42 aviões e fechar a sua subsidiária Germanwings, na sequência da paragem quase total da sua atividade, causada pela pandemia de covid-19.A direção da companhia, em comunicado citado pela AFP, afirmou que "não se espera um retorno rápido do setor do transporte aéreo aos níveis de antes da crise".

"O levantamento total das restrições de viagem durará meses" e o retorno da procura "anos", precisou a Lufthansa no comunicado.

O grupo alemão não detalhou o impacto nos postos de trabalho da sua reestruturação, mas prometeu que "o objetivo é resguardar o máximo de empregos possível", adiantando que as discussões com os sindicatos devem "iniciar-se rapidamente".

Confrontada com a quebra drástica do tráfego aéreo, como resultado da pandemia da covid-19, o grupo alemão conta "reduzir de forma permanente as capacidades de transporte", com a retirada da atual frota de 763 aeronaves de 42 aviões de médio e longo curso.

O número inclui seis Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, cuja venda ao construtor já estava "prevista, de qualquer maneira, a partir de 2022", de acordo com a Lufthansa. Onze Airbus A320, sete A340-600 e cinco Boeing 747-400 serão também retirados da frota da Lufthansa, e a subsidiária Germanwings deve perder dez Airbus A320.

"As operações de voo da Germanwings serão paradas", acrescentou a companhia num comunicado.

A Germanwings já estava há alguns anos integrada na subsidiária de baixo custo ('low cost') Eurowings, e o grupo Lufthansa já tinha anunciado anteriormente a intenção de a fazer desaparecer.

Os sindicatos do grupo Lufthansa manifestaram hoje a sua inquietação face à aceleração da extinção da Germanwings no contexto da pandemia, denunciando, numa carta aberta, o "sacrifício de alguns" na reestruturação.

"Nenhuma filial da Lufthansa é responsável pela crise", escreveram os sindicatos do grupo, evocando o "perigo existencial" com que são confrontados os empregados.

Com 87.000 empregados na companhia aérea, mais de 60% do pessoal está ou será inscrito em programas de interrupção parcial do trabalho ('lay-off'), 62.000 dos quais na Alemanha.

A quase totalidade dos voos de passageiros foi suprimida, no quadro de um plano de emergência colocado em prática até 19 de abril.

A capacidade de transporte, ou seja, o número de lugares disponíveis nos aviões, ficou reduzido a apenas 5% e 700 dos 763 aviões estão atualmente parados em vários aeroportos.

Os sintomas do Covid-19 na aviação estão aí, infelizmente vai ser assim um pouco por todo o mundo.

Por cá ainda uns especialistas iluminados, ainda pensam que a retoma se vai verificar para Maio/Junho, quanto a mim todo este ano em termos económicos/inicio da retoma é para esquecer, mas esses iluminados, esquecem-se é que a generalidade das pessoas irão perder rendimentos muito acima do normal e para os recuperarem, se os recuperarem, só lá para daqui a uns três anos na melhor das hipóteses, quanto á aviação, como a conhecemos, morreu, devido a esta situação do KonaVirus.

A actual situação da TAP, também foi bem ajudada pelas más decisões dos gestores que por ela pululam, o inchanço que teve em termos de frota no último ano, revelou o erro de não ter crescido gradualmente mas desmesuradamente, pois esqueceram-se que a sua base é Lisboa e o aeroporto de Lisboa, tem os problemas de falta espaço, stands, que bem conhecemos, e não conseguiu inchar como a TAP o fez,  pelos motivos óbvios, mas são estes os gestores que são escolhidos para as nossas empresas e, os resultados, uma vez mais, estão bem á vista.

A TAP não vai escapar a esta crise e, a redução da Frota está para breve, já se fala em 20 senão mais aeronaves a serem alienadas.

Abraços

Infelizmente é o que tenho dito, Portugal (empresas) no que diz respeito a gestores está muito bem servido, é cada vez mais claro que o sector da aviação vai sofrer grandes perdas.
Milhares de trabalhadores vão perder seus empregos na Europa e não só, acompanhando os outros sectores que dependem da aviação como por exemplo o hoteleiro.
Creio que a grande maioria das companhias aéreas para não dizer todas, serão obrigadas a reduzir a sua frota atual de aviões.
Também concordo quando dizes qua a aviação tal como a conhecemos morreu, mas isso será apenas por 2 a 3 anos e voltará a recuperar.
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Re: Aviação Comercial
« Responder #253 em: Abril 25, 2020, 06:37:18 am »
https://newsavia.com/boeing-desiste-da-compra-de-ativos-da-embraer-abortou-negocio-bilionario

Agora é que a EMB nao vai cumprir o calendário de entrega dos 390 à  FAP.

Abraços
 

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« Responder #254 em: Abril 25, 2020, 10:17:35 am »
https://newsavia.com/boeing-desiste-da-compra-de-ativos-da-embraer-abortou-negocio-bilionario

Agora é que a EMB nao vai cumprir o calendário de entrega dos 390 à  FAP.

Abraços


Já receberam o guito?
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas