LUS-222 na FAP

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Re: LUS-222 na FAP
« Responder #90 em: Janeiro 08, 2026, 01:41:14 pm »
Cheira-me que a SATA AIR AÇORES  poderá ser um dos primeiros clientes.
Tem um problema para resolver com a rota do Corvo.
O aeródromo tem muitas limitações operacionais que condicionam as possibilidades de aviões a operar.
Ainda há pouco tempo o GRA assumiu que não existem atualmente no mercado aviões novos que se enquadrem nas características exigidas e que teriam de prolongar a operação dos atuais (apesar da idade) até ao aparecimento de novos modelos que estarão em desenvolvimento.
Penso que se estavam a referir ao LUS-222.
A confirmar-se serão no mínimo 2 unidades.

Existem aeronaves novas com payload igual, ao do 222 e com caracteristicas stol, que lhes permitem operar em seguranca na pista do aeroporto do Corvo.
Quando um Povo/Governo não Respeita as Suas FFAA, Não Respeita a Sua História nem se Respeita a Si Próprio  !!
 

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Re: LUS-222 na FAP
« Responder #91 em: Janeiro 08, 2026, 01:54:00 pm »
Falta aí um pequeno (grande) pormenor.
Os passageiros desta rota não são militares. São sobretudo a população local e visitantes.
Por uma questão de conforto foi definido pelo GRA, já há muitos anos, que entre outras coisas, os aviões teriam de ter cabine pressurizada, mais confortável e silenciosa.
O Q200 foi o primeiro,  naquela rota, a cumprir esse requisito.
O DORNIER 228, que operava anteriormente,  não tinha.
O CASA também não tem.
E, se forem verificar,  a cumprir com esse requisito (entre outros), não existem grandes opções.
Infelizmente,  e contrariando o que eu pensava,  o LUS-222 também não tem, pelo que provavelmente a minha dedução inicial estará errada e, afinal,  não será essa a opção pela qual a SATA aguarda.
É pena, e provavelmente poderia ter sido um detalhe a avaliar na concepção do modelo.
A não ser que o GRA deixe "cair" esse requisito,  não teremos LUS-222  nos Açores,  pelo menos nestas funções.
Parece um pormenor insignificante,  mas quem já viajou nos dois tipos de cabine entende a importância, sobretudo para quem o faz como meio de transporte regular.
João Pereira
 

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Re: LUS-222 na FAP
« Responder #92 em: Janeiro 08, 2026, 02:17:49 pm »
Provavelmente estarão à espers deste...

"ATR 42-600S (STOL): Esta é a opção comercial mais promissora e realista para o futuro. A ATR desenvolveu uma variante específica "S" (de STOL) do seu popular turboélice ATR 42, concebida para operar em pistas de exatamente 800 metros."

Nunca imaginei que o LUS-222 fosse sem cabine pressurizada...
João Pereira
 

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Re: LUS-222 na FAP
« Responder #93 em: Janeiro 08, 2026, 03:41:03 pm »
Provavelmente estarão à espers deste...

"ATR 42-600S (STOL): Esta é a opção comercial mais promissora e realista para o futuro. A ATR desenvolveu uma variante específica "S" (de STOL) do seu popular turboélice ATR 42, concebida para operar em pistas de exatamente 800 metros."

Nunca imaginei que o LUS-222 fosse sem cabine pressurizada...

O atr42/600 se operar no Corvo, e repito se operar, nao consegue operar com PMD, as operacoes estarao sempre limitadas ah TORA e TODA, logo para uma aeronave a necessitar de 800m, o comprimento da dita pista, o seu peso maximo nunca sera atingido.
Se for utilizado um novo atr42/300/400, com menor PMD,  que necessite de uma distancia inferior para a descolagem, ja podera ser viavel a sua utilizacao plena, mas para tal tem de se efectuar testes de performance, para certificar a aeronave,  tripulacoes de cockpit para este tipo de missao/operacao.

« Última modificação: Janeiro 08, 2026, 04:25:28 pm por tenente »
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Re: LUS-222 na FAP
« Responder #94 em: Janeiro 08, 2026, 03:59:55 pm »
Já lá aterrou um ATR72...
Mas as limitações operativas são obviamente consideráveis.
Mesmo o actual Q200 opera assim.
Sinceramente,  sendo também para transporte de passageiros,  é pena o LUS-222 não ter acautelado essa parte. Seria um compromisso dimensão/capacidades muito interessante.
João Pereira
 

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Re: LUS-222 na FAP
« Responder #95 em: Janeiro 08, 2026, 04:00:48 pm »
Falta aí um pequeno (grande) pormenor.
Os passageiros desta rota não são militares. São sobretudo a população local e visitantes.
Por uma questão de conforto foi definido pelo GRA, já há muitos anos, que entre outras coisas, os aviões teriam de ter cabine pressurizada, mais confortável e silenciosa.
O Q200 foi o primeiro,  naquela rota, a cumprir esse requisito.
O DORNIER 228, que operava anteriormente,  não tinha.
O CASA também não tem.
E, se forem verificar,  a cumprir com esse requisito (entre outros), não existem grandes opções.
Infelizmente,  e contrariando o que eu pensava,  o LUS-222 também não tem, pelo que provavelmente a minha dedução inicial estará errada e, afinal,  não será essa a opção pela qual a SATA aguarda.
É pena, e provavelmente poderia ter sido um detalhe a avaliar na concepção do modelo.
A não ser que o GRA deixe "cair" esse requisito,  não teremos LUS-222  nos Açores,  pelo menos nestas funções.
Parece um pormenor insignificante,  mas quem já viajou nos dois tipos de cabine entende a importância, sobretudo para quem o faz como meio de transporte regular.

Mas onde eh que eu falei em pax militares ?
Sei perfeitamente que 99,9% dos voos sao utilizados por civis, dai O twin otter mencionado por mim, pois eh uma excelente aeronave STOL, desenhada para uso civil e nao militar ?

Ja voei em 295, com configuracao de cabine com cadeiras exactamente iguais as do antigo 732QC da TAP, com o mesmissimo conforto de uma aeronave comercial a TH.

Se o projecto do L222, for como se apregoa de uma aeronave civil, e, militar, nada impede que exista uma versao civil com a cabine de transporte pax, podendo ser convertido em aeronave de carga.

A companhia aerea que efectuava voos nocturnos de correio, com 737, durante o dia utilizava as aeronaves em voos comerciais regulares, a seguranca e o conforto dos pax eram e sao prioritarios como tal nunca por esse motivo essas aeronaves QC, deixaram de operar devodo a essas premissas aeronauticas.

O que a aviacao tem de muitissimo bom eh que esta tudo mas  mesmo tudo, inventado, pensado e regulado, nao adianta andar a reinventar a roda.

« Última modificação: Janeiro 08, 2026, 04:02:21 pm por tenente »
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Re: LUS-222 na FAP
« Responder #96 em: Janeiro 08, 2026, 04:11:44 pm »
Já lá aterrou um ATR72...
Mas as limitações operativas são obviamente consideráveis.
Mesmo o actual Q200 opera assim.
Sinceramente,  sendo também para transporte de passageiros,  é pena o LUS-222 não ter acautelado essa parte. Seria um compromisso dimensão/capacidades muito interessante.

Um atr mesmo o 42 para descolar com pmd necessita de mais de 1100m, por isso a limitacao em termos de peso nao e grande, eh muito grande, logo para este tipo de operacao eh uma aeronave nada adequada em termos de seguranca ocupacao/custos de operacao.
« Última modificação: Janeiro 08, 2026, 04:16:38 pm por tenente »
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Re: LUS-222 na FAP
« Responder #97 em: Janeiro 08, 2026, 04:14:36 pm »
Provavelmente estarão à espers deste...

"ATR 42-600S (STOL): Esta é a opção comercial mais promissora e realista para o futuro. A ATR desenvolveu uma variante específica "S" (de STOL) do seu popular turboélice ATR 42, concebida para operar em pistas de exatamente 800 metros."

Nunca imaginei que o LUS-222 fosse sem cabine pressurizada...

Nao sei se a operacao do ATR42/600 sera assim tao linear quanto isso, bem quanto ah IA, eh mas como na aviacao a IA vale menos de zero, o que conta sao as caracteristicas das aeronaves anunciadas pelos fabricantes e neste caso mesmo o ATR42/600 necessita de 1000m de pista para descolar com PMD, portanto ate este stol estara limitado nas operacoes no corvo, com a pista actual.
Basta ler o que estah neste link.

ATR 42-600 Aircraft | ATR Aircraft https://share.google/lwMITMWLIUNW00QMJ


Fleet Dash 8 — Dynamic Aviation https://share.google/euOROqqjiDd1FViNc

« Última modificação: Janeiro 08, 2026, 04:24:28 pm por tenente »
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Re: LUS-222 na FAP
« Responder #98 em: Janeiro 08, 2026, 06:14:35 pm »
Citar
Mas onde eh que eu falei em pax militares ?

E quem falou em ti?

Só expliquei que alguns requisitos não são os mesmos, sobretudo no que diz respeito ao conforto.
Por muito que isso possa (hoje em dia) parecer estranho.
João Pereira