6ª Geração

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Red Baron

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Re: 6ª Geração
« Responder #525 em: Fevereiro 10, 2026, 05:02:18 pm »
O primeiro F35 voou ainda em 2006... e depois foi o que se viu.
Espero que a lição sirva para que não desistam do (ou dos) G6 europeus.
Porque foi essa decisão (errada/precipitada) há 20 anos que nos colocou na posição de não existir alternativa G5 europeia actualmente.

A probabilidade grande é de os G6 Europeus deixarem de ser europeus. Um deles para alem de já ter a Japão, parece que agora também vai ter árabes metidos no projecto.
 

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Lampuka

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Re: 6ª Geração
« Responder #526 em: Fevereiro 10, 2026, 06:38:32 pm »
A França nunca aceitará essa realidade.
E não tendo um G5, das duas uma.
Ou desenvolve uma plataforma não tripulada para complementar o RAFALE 5 que considere minimamente capaz.
Ou parte para um G6 em que será líder de projecto.
Aliás,  esse último requisito deve ser o problema recorrente dos projetos em que participa.
As próprias FREMM  só vingaram porque permitiam configurações completamente independentes em muitas áreas.
E a solução do G6 europeu poderá passar por aí.
Uma plataforma comum em algumas características,  como fuselagem,  motores, trens... permitindo redução de custos no desenvolvimento e a criação de alguma "escala" nesses componentes.
E depois a configuração final personalizada pelos participantes do projecto.  Radares, armas, EW...

Alguns requisitos franceses são completamente díspares dos restantes países.
João Pereira
 

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Pilotasso

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Re: 6ª Geração
« Responder #527 em: Fevereiro 10, 2026, 09:40:55 pm »
A França tem desafios orçamentais crescentes e não muito longe no futuro tem de se perguntar se consegue desenvolver, não apenas um caça de 6G, mas também uma variante naval e ainda os porta- aviões que irão substituir o atual Charles de Gaule, bem como submarinos nucleares (para a força estratégica nuclear)... acho que já dá uma ideia onde é que isto vai parar.
 

 

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MMaria

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Re: 6ª Geração
« Responder #528 em: Fevereiro 10, 2026, 11:22:40 pm »
Projeto franco-alemão de caça de nova geração FCAS está perto do colapso, dizem autoridades europeias
...
Um parlamentar francês que atua na área de defesa confirmou a avaliação. “O FCAS está morto, todo mundo sabe, mas ninguém quer dizer isso em voz alta”, afirmou.
...
Nos bastidores, o novo chanceler alemão, Friedrich Merz, avalia opções drásticas, que vão desde dividir o caça tripulado em dois projetos nacionais até encerrar a participação alemã no FCAS. A avaliação teria sido compartilhada com emissários em Paris, embora Berlim ainda busque uma forma política de comunicar a decisão.


https://www.aereo.jor.br/2026/02/10/projeto-franco-alemao-de-caca-de-nova-geracao-fcas-esta-perto-do-colapso-dizem-autoridades-europeias/

Sds
Eu não vim para explicar, eu vim para confundir
Chacrinha
 
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Cabeça de Martelo

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Re: 6ª Geração
« Responder #529 em: Fevereiro 11, 2026, 12:14:42 pm »
Para mim esse projecto é um nado morto à muito. Os Alemães e Franceses já se começaram a mexer para encontrar soluções/parceiros, por isso deve haver novas noticias para breve.
Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...

 

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dc

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Re: 6ª Geração
« Responder #530 em: Fevereiro 15, 2026, 03:51:54 pm »
Como tinha dito antes, a possibilidade de desenvolver desenvolver 2 aviões a partir do FCAS é tida como uma "boa opção" por vários envolvidos.
 
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nelson38899

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Re: 6ª Geração
« Responder #531 em: Fevereiro 17, 2026, 09:23:53 am »


"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 
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Pilotasso

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Re: 6ª Geração
« Responder #532 em: Fevereiro 17, 2026, 12:36:57 pm »
Como tinha dito antes, a possibilidade de desenvolver desenvolver 2 aviões a partir do FCAS é tida como uma "boa opção" por vários envolvidos.

Rumores correm que os Franceses procuram novo parceiro para o FCAS, a India. Este canal não é conhecido por ser muito fiável por isso "Take it with a grain of salt".
 

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JohnM

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Re: 6ª Geração
« Responder #533 em: Fevereiro 17, 2026, 12:48:51 pm »
Como tinha dito antes, a possibilidade de desenvolver desenvolver 2 aviões a partir do FCAS é tida como uma "boa opção" por vários envolvidos.

Rumores correm que os Franceses procuram novo parceiro para o FCAS, a India. Este canal não é conhecido por ser muito fiável por isso "Take it with a grain of salt".
A Índia é, de facto, o parceiro ideal para a França, porque é a última das grandes economias a ainda não se ter comprometido com um novo projeto, além de ser um parceiro estratégico de longa data da França (acabaram de comprar mais 114 Rafales) e na se preocupam muito com lideranças nisto ou naquilo, apenas querem uma linha de montagem no país.

A Índia pode muito bem ser a última hipótese de a França construir im verdadeiro 6G, porque em lado nenhum a França tem saúde e capacidade financeira para gastar 60 Bi€ no FCAS, ao mesmo tempo que constrói PÁ nucleares e tem que renovar parte da tríade nuclear.  Boa sorte para ela, genuinamente…
 
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Pilotasso

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Re: 6ª Geração
« Responder #534 em: Fevereiro 17, 2026, 09:57:13 pm »
Mais rumores da India no FCAS

 

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dc

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Re: 6ª Geração
« Responder #535 em: Fevereiro 17, 2026, 11:27:23 pm »
Rumores correm que os Franceses procuram novo parceiro para o FCAS, a India. Este canal não é conhecido por ser muito fiável por isso "Take it with a grain of salt".
A Índia é, de facto, o parceiro ideal para a França, porque é a última das grandes economias a ainda não se ter comprometido com um novo projeto, além de ser um parceiro estratégico de longa data da França (acabaram de comprar mais 114 Rafales) e na se preocupam muito com lideranças nisto ou naquilo, apenas querem uma linha de montagem no país.

A Índia pode muito bem ser a última hipótese de a França construir im verdadeiro 6G, porque em lado nenhum a França tem saúde e capacidade financeira para gastar 60 Bi€ no FCAS, ao mesmo tempo que constrói PÁ nucleares e tem que renovar parte da tríade nuclear.  Boa sorte para ela, genuinamente…

A Índia apresenta ainda outra vantagem. Provavelmente vão no futuro querer operar PA CATOBAR. A França precisa da versão naval do FCAS para operar no seu futuro PA. Com o potencial interesse da Índia e Espanha num caça embarcado CATOBAR, fica mais fácil financiarem tudo junto, e tornará também mais barato o custo do avião pela economia de escala.
 

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Subsea7

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Re: 6ª Geração
« Responder #536 em: Fevereiro 17, 2026, 11:33:18 pm »
Vocês sonham muito, face ao histórico e ao preço, um avião 6gen, será uma realidade na FAP, pelo menos uns 10 anos depois de começar a ser usado no resto da Europa.
Por isso, ou se avança para 5G ou 5G+4.5G, ou então vamos levar com F-16M até 2042 ! Ou o que restar deles...
 

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dc

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Re: 6ª Geração
« Responder #537 em: Fevereiro 17, 2026, 11:54:22 pm »
Aqui quem sabe o que a casa gasta, não acredita nos 6G na FAP. Porque essa opção obrigava a gastar o mínimo de dinheiro em caças entre hoje e 2040.

E essa é mesmo a única chance de conseguirmos financiar os 6G, era mantendo os F-16 (possivelmente com uma modernização em cima que não excedesse os 1500M), e assim sobrar dinheiro para os 6G.
 

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dc

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JohnM

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Re: 6ª Geração
« Responder #539 em: Fevereiro 18, 2026, 04:42:02 pm »
Antes de mais, peço antecipadamente desculpa pelo post longo, mas tenho estado ocupado com a minha vida real e não tenho conseguido postar aqui, embora esteja a seguir as várias discussões.

Eu, tal como quase todos aqui, temos tido uma injeção de dopamina nos últimos tempos por causa do SAFE e dos compromissos em aumentar os gastos com a Defesa a prazo, mas uns dias sem pensar muito nisto e voltei à terra e lembrei-me do país a que nos estamos a referir. Estamos a falar do país que desinvestiu continuamente na sua Defesa nos últimos 50 anos e que só está a inverter a situação devido a pressões externas e ao cartão de crédito com 10 anos de carência do SAFE. Estamos a falar do país que milagrosamente atingiu os 2% do PIB alocados à Defesa através de manobras contabilísticas e que mascara a real situação há décadas. Estamos a falar do país cuja opinião pública recusa a fazer qualquer investimento em Forças Armadas que possa pôr em causa qualquer outra despesa, apesar de o facto de começar a aceitar despesas com as Forças Armadas já ser um progresso; é notável o facto de não se ter formado um movimento de fundo contra os 3 Bi que se vão gastar em fragatas, mas tal só aconteceu porque o dinheiro não nos sai do bolso. Mas já é progresso…

Posto isto, estou convencido que mesmo que haja um aumento real da despesa para uns 2.0-2.5% do PIB a prazo (que, bem “martelado”, vai ser “vendido” com os 3.5% a que nos comprometemos), daí não sairão investimentos de fundo em equipamento, i.e., os novos caças, baterias AA de longo alcance, ou um segundo lote de fragatas daqui a 5 anos. Já me vou dar por contente se fôr utilizado em armamento, equipamento que custe menos de 500 milhões e sustentação logística e operacional dos vários equipamentos. Daí decorre que quaisquer compras na casa dos Bi tenha que vir de um mais que provável SAFE 2.0, o que não são boas notícias para quem, como eu, acha que o F-35 é a única escolha que faz sentido operacional até 2040.

Estou convencido que o governo nunca teve intenções sérias de gatar mais de 5 Bi em aviões de caça com dinheiros do OE ou da LPM (a oposição por parte da opinião pública seria brutal) e esta questão do Trump foi ouro sobre azul, já que proporcionou ao governo a desculpa política perfeita para se matar o negócio. A FAP foi “anjinha” e foi apanhada completamente de “calças na mão”, pelo que começou com aquelas ideias de uma frota mista (seria o mal menor) para tentar garantir que pelo menos uma das esquadras teria F-35. No entanto, e se eu tiver razão na minha análise no parágrafo acima, o F-35 na FAP será neste momento, um nado morto, já que não é elegível para o SAFE, pelo que única opção passa por um eurocanard comprado com o SAFE 2.0, com todas as desvantagens operacionais que daí advêm (@dc, já sei que te vai dar uma apoplexia, e pessoalmente eu estou solidário contigo, mas tenho a sensação que é o que vai acontecer, goste-se ou não…). Na melhor das hipóteses, o governo vai acenar com jam tomorrow, dizendo que vai entrar como observador no GCAP e que talvez, possivelmente, se tudo correr bem, se os planetas se alinharem e Júpiter estiver na casa de Capricórnio, lá para 2050 poderemos comprar uns quantos exemplares.

Eu espero sinceramente que este cenário não se concretize, mas se concretizar, acho que o Rafale é uma carta fora do baralho por questões logísticas, pelo que a luta será entre o EF e o Gripen. Se a intenção de vir a entrar no GCAP fôr genuína, então o EF (vindo provavelmente uma esquadra de usados modernizados no curto prazo, 3-4 anos, e uma de novos depois, sendo a primeira substituída lá para 2050 pelo GCAP) é a escolha óbvia. Se a prioridade fôr dada aos custos de manutenção e simplicidade de operação, e não houver intenção séria de entrar no 6G, então o Gripen será o favorito. A escolha de aparelho dirá muito sobre os reais planos futuros da FAP.

E com esta me despeço, que o post já vai longo…
Abraços a todos
(decidi que em 2026 vou tentar ser mais simpático, vamos ver quanto a dura a coisa, lol)
 
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