F-35A Lightning II na FAP

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sivispacem

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4665 em: Março 13, 2026, 09:42:30 pm »
Mas alguem acredita que PT vai ter capacidade para operar 20 GCAP?  ;)
Mais que ter capacidade para operar, é ter capacidade para o op€rar.

Muitos dos argumentos contra o 6G aplicam-se ao 5G. Portugal é especialista em saltos tecnológicos grandes.  8)
Acho que devemos poupar uns trocos e esperar para o 7G   :mrgreen:

É fazer um MLUzão aos F-16 e esperar pelo 9G, a poupança seria ainda maior  :mrgreen: :mrgreen:
Cumprimentos,
 

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dc

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4666 em: Março 15, 2026, 05:57:11 pm »
Mas alguem acredita que PT vai ter capacidade para operar 20 GCAP?  ;)
Mais que ter capacidade para operar, é ter capacidade para o op€rar.

Muitos dos argumentos contra o 6G aplicam-se ao 5G. Portugal é especialista em saltos tecnológicos grandes.  8)
Acho que devemos poupar uns trocos e esperar pelo o 7G   :mrgreen:

A diferença é que os 6G serão muito mais caros de adquirir do que os 5G. A diferença do preço de aquisição é tal (avião maior e mais complexo, bimotor e produzido muma escala muito mais reduzida), que mesmo que assumas que o custo h/voo é comparável devido a motores mais eficientes, o custo total para os 6G é consideravelmente superior.

Tanto quanto sabemos, pelo custo de 24 F-35, comprarias apenas 12-14 6G.

O custo dos 6G é de tal forma elevado, que para entrares num dos programas europeus, nunca poderias avançar para soluções stop-gap que implicassem a introdução de um avião diferente.

Só para se ter uma ideia, entre a compra de 24 Typhoons em segunda-mão, entrar no GCAP com dinheiro, e substituir os Typhoon mais tarde por 24 GCAP, teria um custo superior a 10000M, para a FAP manter apenas 24 caças. Este valor é parecido ao que a Finlândia deve pagar para ter 72 caças!

Se em vez de caças usados, adquirires novos, mais caro fica.

Se formos pela fantasia de 2 modelos em simultâneo, em que compramos 20 F-35, compramos 16 Typhoon, entramos no GCAP, e depois compramos 16 GCAP para o lugar dos Typhoon, facilmente mais de 15000M para ficar apenas com 36 caças.

Os números não mentem. E gastar estes valotes obscenos para continuar com números de caças relativamente reduzidos, não faz sentido nenhum.
 

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sivispacem

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4667 em: Março 15, 2026, 10:43:27 pm »
Artigo de hoje no Observador:

https://observador.pt/opiniao/portugal-nao-pode-ficar-a-espera-do-colapso-alheio-do-fcas-e-nao-pode-depender-do-f-35/

Portugal não pode ficar à espera do colapso alheio do FCAS e não pode depender do F-35
A Força Aérea Portuguesa não pode planear o seu futuro com base em promessas para 2040 quando precisa de decisões nesta década.

A crise do Future Combat Air System (FCAS) deixou de ser um problema industrial distante e passou a ser um aviso direto a países como Portugal. Quando programas europeus se arrastam durante anos, presos a disputas de liderança, calendários irreais e jogos de poder entre grandes Estados, os mais pequenos ficam sem margem de manobra se não definirem uma posição própria. As dificuldades – provavelmente fatais – do FCAS são também um grito contra a falta de integração da indústria militar europeia e de uma busca paralisante por “consensos” que tem dificultado o sucesso europeu num mundo cada vez mais agressivo e competitivo. A Força Aérea Portuguesa não pode planear o seu futuro com base em promessas para 2040 quando precisa de decisões nesta década.

Neste contexto, a opção mais racional é olhar para fora do eixo franco-alemão e aproximar-se do Global Combat Air Programme (GCAP), o único programa de nova geração com calendário credível e governação relativamente disciplinada. Portugal dificilmente será parceiro pleno, mas pode procurar estatuto de observador ou participação industrial limitada, garantindo acesso tecnológico e uma opção real de aquisição futura sem ficar refém do impasse do FCAS.

Esse movimento ganha peso se Portugal usar um ativo que já tem e raramente assume como tal: a Embraer. Convidar a Embraer a integrar o ecossistema do GCAP como parceiro industrial permitiria reforçar a base produtiva do programa, diluir riscos e custos e abrir portas a mercados extra-europeus, algo essencial para tornar financeiramente sustentável um caça de nova geração. Não é um salto no escuro, é reconhecer como hoje se financiam e escalam programas aeronáuticos complexos.

O problema imediato, porém, continua a ser o tempo. Entre a retirada progressiva dos F-16 e a eventual chegada de um aparelho de 5.ª ou 6.ª geração existe um vazio operacional que tem de ser preenchido. É aqui que entram soluções de transição baseadas em renting ou leasing operacional, um modelo já usado por vários países europeus e que, ao contrário da compra clássica, não amarra o Estado durante décadas.

Neste modelo, o país não compra os aviões nem assume a totalidade do investimento inicial. Celebra um contrato de médio prazo, tipicamente entre oito e doze anos, pagando uma renda anual fixa que inclui a disponibilidade de um número determinado de aeronaves, horas de voo garantidas, manutenção pesada, peças, atualizações de software e, em muitos casos, treino de pilotos e mecânicos. A propriedade permanece no fabricante ou num consórcio financeiro associado, e no final do contrato o país pode devolver os aviões, prolongar o aluguer ou negociar a compra de parte da frota. O risco financeiro, tecnológico e de desvalorização fica maioritariamente do lado do fornecedor, não do Estado.

É neste enquadramento que o aluguer de Dassault Rafale faz sentido como solução ponte. O Rafale é um sistema maduro, disponível e com logística estabilizada, o que permite garantir capacidades reais quase imediatas sem um compromisso estrutural de quarenta anos. Usado em regime de leasing, serve para atravessar a década de 2030 enquanto se consolida a opção de longo prazo. A opção temporária por Rafale também fez sentido num contexto financeiro: segundo um relatório recente, cada Eurofighter Typhoon custa ao Reino Unido quase o dobro de um Rafale (43,6 milhões de euros), ou seja, mais 75%, que o inicialmente estimado). Esta informação é importante e reforça a posição da Dassault no seu conflito contra a Airbus já que a empresa francesa prefere um modelo de governança baseado no programa nEUROn a que a Airbus contrapõe uma reedição do modelo de cooperação usado no Eurofighter com o consequente aumento de custos, complexidade de construção e montagem (com a multiplicação de fábricas) e dificuldades negociais que atrasariam ainda mais um avião já de si bastante atrasado (o primeiro voo deveria ter lugar já em 2026 e o uso operacional começaria em 2040).

Ainda mais coerente, porém, é a opção Saab Gripen, especialmente na versão E/F (de 4.5 geração), já produzida no Brasil pela Embraer com transferência tecnológica efetiva e cadeia industrial ativa. O Gripen adapta-se particularmente bem ao modelo de renting, porque foi concebido desde origem para baixos custos operacionais, elevada disponibilidade e contratos flexíveis de suporte. Para Portugal, isso traduz-se em rendas mais baixas, previsibilidade orçamental e facilidade de integração, ao mesmo tempo que se reforça a ligação industrial com a Embraer. O Gripen não é um caça de 5.ª geração e não tenta sê-lo, mas como solução de transição honesta permite manter capacidade operacional sem bloquear o futuro.

O que não faz sentido é a compra do F-35 aos EUA, não por razões técnicas, mas políticas e financeiras. A dependência estrutural dos Estados Unidos em matéria de software, dados, manutenção e autorizações limita a autonomia estratégica de países pequenos. O custo unitário e operacional do F-35 é também um obstáculo a esta opção: o aparelho simplesmente é demasiado complexo e caro para poder ser usado em números significativos pela FAP. Por outro lado, as recentes reivindicações americanas sobre a Groenlândia, território de um aliado europeu, mostram até que ponto Washington privilegia os seus interesses quando estes entram em conflito com os dos parceiros. Para Portugal, aceitar essa dependência seria trocar previsibilidade por vulnerabilidade.

A conclusão é simples. Portugal deve olhar para o GCAP como horizonte estratégico, usar a Embraer como trunfo político-industrial, recorrer ao renting de Gripen ou, em alternativa, de Rafale para garantir a transição, e excluir o F-35 por motivos políticos claros. Tudo o resto é adiar decisões e esperar que outros resolvam. Na Defesa, como na história, quem espera sentado acaba sempre a aceitar escolhas feitas por terceiros
Cumprimentos,
 
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Lampuka

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4668 em: Março 16, 2026, 12:35:38 am »
Entretanto,  o "amigo" amarelo, presidente dos EUA, hoje voltou a abrir a boca para ameaçar os países NATO que não ajudem a desbloquear o berbicacho que ele mesmo (unilateralmente) criou no Golfo.
Normal,  assim como será normal o rebanho europeu seguir as suas ordens.
Caso contrário, "very bad things are going to happen" na NATO, segundo o lider do rebanho.
 :jok: :jok: :jok:
Mas isso não importa para o tema...
João Pereira
 
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goncalobmartins

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4669 em: Março 16, 2026, 11:15:06 am »
Caça americano que Portugal quer comprar está com problemas de actualização de software

https://www.publico.pt/2026/03/16/enter/noticia/caca-americano-portugal-quer-comprar-problemas-actualizacao-software-2168008
 

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Lampuka

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4670 em: Março 16, 2026, 12:20:29 pm »
Entretanto...  :rir:
João Pereira
 

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typhonman

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4671 em: Março 16, 2026, 12:35:09 pm »
Bom dia
Se lerem o artigo completo, é referido que o F-35 pode não ser a única escolha, como o Subsea7 tem dito...
 
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Lampuka

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4672 em: Março 16, 2026, 01:27:24 pm »
Mal seria...
Só por aqui é que parece ser a única com sentido,  apesar de tudo o resto.
Em condições normais até admitiria 14 desses, complementados por 30 Eurocanards, sobretudo por uma questão política e de entrarmos no clube dos G5. Porque operacionalmente, na FAP, é muito discutível.
Perante o cenário político actual... nem deveria ser opção.
Simples.
João Pereira