F-35A Lightning II na FAP

  • 4665 Respostas
  • 1166169 Visualizações
*

Viajante

  • Investigador
  • *****
  • 4865
  • Recebeu: 3163 vez(es)
  • Enviou: 1675 vez(es)
  • +8228/-6680
Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4650 em: Março 11, 2026, 02:03:25 pm »
Não nos devemos esquecer, e eu sou um ferveroso europeista (lembro-me muito bem como éramos antes de 1986 e depois disso, melhoramos imenso a todos os níveis, excepto talvez a zona de Setúbal, mas isso porque sempre foi vermelha, não entende o que o capitalismo quer dizer), que Portugal também é Atlantista, sempre o foi!

Generalização absurda e perfeitamente dispensável, meu caro. Queres ver que só no Norte é que existe gente íntegra, democrática, de cariz europeísta e atlantista???  ???

Infelizmente, vocês aí em cima têm muito essa mania de pensarem que detêm a bússola moral da nação, o que não podia ser menos verdade. Tenho família beirã e transmontana, e por isso falo com conhecimento de causa. Sendo nós uma única nação, ninguém pode reivindicar primazia disto ou daquilo sobre os demais. Sem falar que recorrentemente metem Lisboa e Península de Setúbal no mesmo saco, o que é um perfeito disparate e revelador do desconhecimento desta realidade local e regional.

E se voltássemos antes aos méritos ou deméritos do sistema de armas Lockheed Martin F-35 Lightning II?  ::)

Caro Charlie, estou apenas e tão só a referir-me à destruição da base industrial que foi dizimada no pós-25 de Abril!
CUF
Lisnave
Setenave
Siderurgia Nacional
..........

Um rol enorme de destruição da capacidade industrial do país!!!!

Já que refere os seus laços familiares às Beiras, certamente reconhece que os polos industriais de Aveiro, Viseu, Leiria avançaram muitíssimo mais que Setúbal. E se acrescentarmos Braga, Viana do Castelo, Porto......... É a isso que me refiro!

São factos que aconteceram e não vale a pena escondê-los!
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: PTWolf

*

Cabeça de Martelo

  • Investigador
  • *****
  • 24951
  • Recebeu: 5075 vez(es)
  • Enviou: 3548 vez(es)
  • +4380/-4861
Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4651 em: Março 11, 2026, 02:18:16 pm »
Calma, Sines acabou de entrar conversação. Hoje em dia sempre que há um projecto colossal é sempre em Sines.

Fiquei curioso e mesmo sabendo que a informação pode não ser a mais correcta, usei o google dos burros (grok) para perguntar em quantas andamos.

Citar
Embora Setúbal mantenha importância absoluta (por exemplo, com a Autoeuropa e indústrias químicas), a sua quota no total nacional diminuiu, passando de um centro dominante para uma posição mais secundária face ao crescimento de outras regiões.As regiões que viram a sua importância industrial aumentar foram principalmente o Norte e o Centro de Portugal. No Norte, o foco em indústrias exportadoras como têxteis, calçado, metalomecânica e, mais recentemente, automóvel e eletrónica impulsionou o crescimento, beneficiando de mão-de-obra qualificada e investimentos estrangeiros. No Centro, setores como moldes, cerâmica, papel, plásticos e agroalimentar expandiram-se, com polos em áreas como Aveiro, Leiria e Coimbra. Esses ganhos ocorreram sobretudo a partir dos anos 1980-1990, com a modernização económica e fundos europeus, transformando essas regiões em motores da produção industrial nacional (o Norte representa cerca de 41% da produção transformadora atual, e o Centro cerca de 23%).Os 5 distritos com maior produção industrial em Portugal, com base em dados mais recentes (2022-2024, considerando volume de negócios, VAB setorial e produção transformadora de fontes como INE e análises regionais), são:

Porto - Líder absoluto, com forte presença em metalomecânica, têxteis, calçado e logística industrial.
Lisboa - Concentra indústrias de alta tecnologia, farmacêutica e serviços industriais, apesar do foco em serviços.
Aveiro - Destaque em química, papel, metalurgia e cerâmica, com polos industriais dinâmicos.
Braga - Crescente em têxteis, calçado, automóvel e eletrónica, beneficiando de exportações.
Setúbal - Ainda relevante em automóvel (Autoeuropa), química e energia, mas com declínio relativo histórico.
Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...

 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: Viajante

*

Cabeça de Martelo

  • Investigador
  • *****
  • 24951
  • Recebeu: 5075 vez(es)
  • Enviou: 3548 vez(es)
  • +4380/-4861
Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4652 em: Março 11, 2026, 02:28:59 pm »
Agora falando meramente no que é importante para Portugal e para o nosso futuro.

Sim, é verdade que o Trump está a começar a perder as suas bases e o que vemos no "x" não reflete a realidade, apenas o que os bots e o dono da rede social querem propagandear.

A verdade é que meia UE substituiu os seus F-16/18 por F35 e que, em 2030 o caça mais numeroso na Europa será o F35. Dito isto, a não ser que Portugal embarque num dos projectos de caças de 6ª geração, não haverá qualquer benefício em comprar um caça de 4.ª geração, já que o escolhido será o nosso caça para as próximas três décadas.

Portanto, a minha posição (que tem muito pouca relevância) é: se vamos entrar para um projecto de desenvolvimento de caças de 6ª geração, poderá ser importante adquirir os caças actuais do dito construtor/consórcio; senão, é para esquecer e vamos comprar o F35.
Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...

 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: Charlie Jaguar, mafets

*

Ghidra

  • Analista
  • ***
  • 662
  • Recebeu: 379 vez(es)
  • Enviou: 244 vez(es)
  • +436/-337
  • 🙈🙉🙊
Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4653 em: Março 11, 2026, 02:38:24 pm »
De referir que Sines pertence ao distrito de Setúbal por isso é apenas um desviar um pouco mais abaixo da indústria. Outras notas importantes o distrito deu um salto grande em termos turísticos na região de grândola sem mencionar é essa região vai ter o novo aeroporto de Lisboa. O distrito de Setúbal vai ser um dos maiores polos desenvolvimento em Portugal
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: mafets

*

P44

  • Investigador
  • *****
  • 22804
  • Recebeu: 8198 vez(es)
  • Enviou: 9338 vez(es)
  • +8252/-14513
Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4654 em: Março 11, 2026, 02:42:08 pm »
São vários os candidatos a substituir os antigos F-16 da Força Aérea Portuguesa. A abertura formal do processo para a compra dos novos caças portugueses ainda não começou, mas os candidatos multiplicam-se. Saiba quais são.
➡️ https://l.euronews.com/Cl3f
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: Duarte, Lampuka

*

Pilotasso

  • Perito
  • **
  • 375
  • Recebeu: 277 vez(es)
  • Enviou: 197 vez(es)
  • +64/-68
Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4655 em: Março 11, 2026, 06:55:12 pm »
Agora falando meramente no que é importante para Portugal e para o nosso futuro.

Sim, é verdade que o Trump está a começar a perder as suas bases e o que vemos no "x" não reflete a realidade, apenas o que os bots e o dono da rede social querem propagandear.

A verdade é que meia UE substituiu os seus F-16/18 por F35 e que, em 2030 o caça mais numeroso na Europa será o F35. Dito isto, a não ser que Portugal embarque num dos projectos de caças de 6ª geração, não haverá qualquer benefício em comprar um caça de 4.ª geração, já que o escolhido será o nosso caça para as próximas três décadas.

Portanto, a minha posição (que tem muito pouca relevância) é: se vamos entrar para um projecto de desenvolvimento de caças de 6ª geração, poderá ser importante adquirir os caças actuais do dito construtor/consórcio; senão, é para esquecer e vamos comprar o F35.

O interesse de Portugal por um caça de 6G é meramente académico e sem qualquer compromisso, visto que seremos apenas observadores desse peep show.
Escolher um caça de 6G em intenção apenas, que nunca seria garantido, e ainda por cima tornar isso um fator de seleção (limitador de opções) do substituto dos F-16 seriam um brutal tiros nos pés, para o presente e futuro. É como um cão com 2 ossos.
« Última modificação: Março 11, 2026, 06:59:18 pm por Pilotasso »
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: Sintra, LightningBolt

*

Sintra

  • Analista
  • ***
  • 638
  • Recebeu: 320 vez(es)
  • Enviou: 234 vez(es)
  • +58/-32
Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4656 em: Março 11, 2026, 11:03:34 pm »
Agora falando meramente no que é importante para Portugal e para o nosso futuro.

Sim, é verdade que o Trump está a começar a perder as suas bases e o que vemos no "x" não reflete a realidade, apenas o que os bots e o dono da rede social querem propagandear.

A verdade é que meia UE substituiu os seus F-16/18 por F35 e que, em 2030 o caça mais numeroso na Europa será o F35. Dito isto, a não ser que Portugal embarque num dos projectos de caças de 6ª geração, não haverá qualquer benefício em comprar um caça de 4.ª geração, já que o escolhido será o nosso caça para as próximas três décadas.

Portanto, a minha posição (que tem muito pouca relevância) é: se vamos entrar para um projecto de desenvolvimento de caças de 6ª geração, poderá ser importante adquirir os caças actuais do dito construtor/consórcio; senão, é para esquecer e vamos comprar o F35.

O interesse de Portugal por um caça de 6G é meramente académico e sem qualquer compromisso, visto que seremos apenas observadores desse peep show.
Escolher um caça de 6G em intenção apenas, que nunca seria garantido, e ainda por cima tornar isso um fator de seleção (limitador de opções) do substituto dos F-16 seriam um brutal tiros nos pés, para o presente e futuro. É como um cão com 2 ossos.
Isto.
E ainda temos o pequeno problema de o único 6G com "raízes" (mais ou menos) Europeias e que está a evoluir "razoavelmente" ser o GCAP que tem o ligeiro incoveniente (para Portugal) de ser um gigantesco Bisonte (tipo... do tamanho de um F-111 ou Flanker), dito de outra maneira, o preço de aquisição e manutenção vai ser... inenarrável.
Isto é esperar pelo fim das mid terms Norte Americanas (Janeiro de 2027), se não existir "macacada" (leia-se "tentativa despudorada de acabar/gamar" as eleições) é encomendar duas esquadras de F-35A...
Se existir "macacada" é abrir concurso e pedir RFP's á SAAB, Dassault, Airbus e KAI.
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: Duarte, Charlie Jaguar

*

Kalil

  • Investigador
  • *****
  • 1206
  • Recebeu: 405 vez(es)
  • Enviou: 246 vez(es)
  • +205/-1384
Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4657 em: Março 12, 2026, 09:20:30 am »
Agora falando meramente no que é importante para Portugal e para o nosso futuro.

Sim, é verdade que o Trump está a começar a perder as suas bases e o que vemos no "x" não reflete a realidade, apenas o que os bots e o dono da rede social querem propagandear.

A verdade é que meia UE substituiu os seus F-16/18 por F35 e que, em 2030 o caça mais numeroso na Europa será o F35. Dito isto, a não ser que Portugal embarque num dos projectos de caças de 6ª geração, não haverá qualquer benefício em comprar um caça de 4.ª geração, já que o escolhido será o nosso caça para as próximas três décadas.

Portanto, a minha posição (que tem muito pouca relevância) é: se vamos entrar para um projecto de desenvolvimento de caças de 6ª geração, poderá ser importante adquirir os caças actuais do dito construtor/consórcio; senão, é para esquecer e vamos comprar o F35.

O interesse de Portugal por um caça de 6G é meramente académico e sem qualquer compromisso, visto que seremos apenas observadores desse peep show.
Escolher um caça de 6G em intenção apenas, que nunca seria garantido, e ainda por cima tornar isso um fator de seleção (limitador de opções) do substituto dos F-16 seriam um brutal tiros nos pés, para o presente e futuro. É como um cão com 2 ossos.
Isto.
E ainda temos o pequeno problema de o único 6G com "raízes" (mais ou menos) Europeias e que está a evoluir "razoavelmente" ser o GCAP que tem o ligeiro incoveniente (para Portugal) de ser um gigantesco Bisonte (tipo... do tamanho de um F-111 ou Flanker), dito de outra maneira, o preço de aquisição e manutenção vai ser... inenarrável.
Isto é esperar pelo fim das mid terms Norte Americanas (Janeiro de 2027), se não existir "macacada" (leia-se "tentativa despudorada de acabar/gamar" as eleições) é encomendar duas esquadras de F-35A...
Se existir "macacada" é abrir concurso e pedir RFP's á SAAB, Dassault, Airbus e KAI.

O GCAP seria um completo absurdo.

Questiono o seguinte, faz algum sentido escolher o principal meio aéreo do país para as próximas décadas, certamente o maior investimento nas FA, de acordo com as eleições de outro país? E daqui a 3 anos? E daqui a 7 anos? Uma decisão estratégica deste nível não se pode basear em momentos da história que flutuam ao ritmo dos ciclos eleitorais.

As instituições e a organização da política americana são suficientemente débeis para termos chegado a este momento. A estrutura de poder americana não pode garantir que isto não se agravará ou que não se poderá repetir no futuro. E actualmente, a linha oficial é que a Europa, unida, é um adversário a abater. Eu não encararia isto de forma leviana.
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: Pilotasso

*

Miguel

  • Investigador
  • *****
  • 2508
  • Recebeu: 56 vez(es)
  • Enviou: 8 vez(es)
  • +464/-592
Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4658 em: Março 12, 2026, 09:30:04 am »
Trump esta FINITO
E o MAGA tambem.

Foi uma liçao para muita gente.

 

*

Cabeça de Martelo

  • Investigador
  • *****
  • 24951
  • Recebeu: 5075 vez(es)
  • Enviou: 3548 vez(es)
  • +4380/-4861
Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4659 em: Março 12, 2026, 10:35:33 am »
Agora falando meramente no que é importante para Portugal e para o nosso futuro.

Sim, é verdade que o Trump está a começar a perder as suas bases e o que vemos no "x" não reflete a realidade, apenas o que os bots e o dono da rede social querem propagandear.

A verdade é que meia UE substituiu os seus F-16/18 por F35 e que, em 2030 o caça mais numeroso na Europa será o F35. Dito isto, a não ser que Portugal embarque num dos projectos de caças de 6ª geração, não haverá qualquer benefício em comprar um caça de 4.ª geração, já que o escolhido será o nosso caça para as próximas três décadas.

Portanto, a minha posição (que tem muito pouca relevância) é: se vamos entrar para um projecto de desenvolvimento de caças de 6ª geração, poderá ser importante adquirir os caças actuais do dito construtor/consórcio; senão, é para esquecer e vamos comprar o F35.

O interesse de Portugal por um caça de 6G é meramente académico e sem qualquer compromisso, visto que seremos apenas observadores desse peep show.
Escolher um caça de 6G em intenção apenas, que nunca seria garantido, e ainda por cima tornar isso um fator de seleção (limitador de opções) do substituto dos F-16 seriam um brutal tiros nos pés, para o presente e futuro. É como um cão com 2 ossos.
Isto.
E ainda temos o pequeno problema de o único 6G com "raízes" (mais ou menos) Europeias e que está a evoluir "razoavelmente" ser o GCAP que tem o ligeiro incoveniente (para Portugal) de ser um gigantesco Bisonte (tipo... do tamanho de um F-111 ou Flanker), dito de outra maneira, o preço de aquisição e manutenção vai ser... inenarrável.
Isto é esperar pelo fim das mid terms Norte Americanas (Janeiro de 2027), se não existir "macacada" (leia-se "tentativa despudorada de acabar/gamar" as eleições) é encomendar duas esquadras de F-35A...
Se existir "macacada" é abrir concurso e pedir RFP's á SAAB, Dassault, Airbus e KAI.

Foi feito assim devido a um dos sócios principais, o Japão. A Ásia é outra realidade e a "ditadura das distâncias" está sempre presente. Basta ver o caça japonês que eles fizeram com base no F16, o Mitsubishi F-2. Esse caça é maior e tem mais alcance que o F16 exactamente por causa do que escrevi acima.
Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...

 

*

Subsea7

  • Investigador
  • *****
  • 2583
  • Recebeu: 3715 vez(es)
  • Enviou: 3822 vez(es)
  • +5720/-3732
Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4660 em: Março 12, 2026, 11:39:38 pm »
Mas alguem acredita que PT vai ter capacidade para operar 20 GCAP?  ;)
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: Cabeça de Martelo

*

dc

  • Investigador
  • *****
  • 10851
  • Recebeu: 5552 vez(es)
  • Enviou: 893 vez(es)
  • +5391/-1491
Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4661 em: Março 13, 2026, 03:23:25 am »
Só vamos  ter um modelo?  Nunca vamos ter caças 6G europeus?  Vamos ficar pelo 5G até 2070 ? Se entrarmos num programa 6G daqui a 20 anos teremos dois modelos de caça, não? E quando os F-16 forem retirados? Não haverá outras opções pelo caminho até os 6G?

Se olharmos para as probabilidades, para a realidade financeira do país, para o apetite político e público em investir paletes de dinheiro na Defesa, e para o número provável de caça que poderemos realisticamente ter (até pelo número limitado de pilotos), o mais provável é teres só 1 modelo de caça.

Comprando F-35, o mais provável é nem cheirarmos nos 6G, porque não vai haver dinheiro para tal, nem compensa entrar num programa desses para adquirir um número simbólico.

Depois, vocês argumentam que não precisamos de F-35 porque não vamos combater com ninguém. Se não vamos combater com ninguém, porque precisamos de 6G ainda mais caros que o F-35?

Se Portugal comprasse F-35, comprasse eurocanards novos, e ainda entrasse num programa 6G, estaríamos a falar de um investimento bem acima dos 15000M, para no máximo 40 caças. Com esse dinheiro, compravas uns 70 F-35 ou perto disso.

Não esquecer que já vai ser uma trabalheira dos diabos conseguir aprovação interna para gastar uns 5000M...

Citar
Não foi com Mig 21 nem sequer com meios aéreos que o Vietname venceu os americanos. Nem foi com avanços tecnológicos, que o material russo e chinês, salvos algumas exceções era inferior de todo.

Pois, mas a diferença é que os Mig-21, tal como as defesas AA soviéticas fizeram estragos. Sem nenhum destes, a guerra de guerrilha seria mais difícil para os vietnamitas. A diferença tecnológica era muito mais pequena do que hoje. Aliás, a existência hoje de visão noturna e sensores IR faziam uma grande diferença num conflito daqueles.

O Vietname não venceu nada. Jogou para o empate, ficando dependente da perda de apoio público nos EUA. Quando o teu país fica em ruínas, não é propriamente uma vitória, o adversário é que se cansou ou foi precionado a deixar de lutar.

Novamente, Portugal não tem qualquer capacidade de combater uma guerra de guerrilha ao mesmo nível que o Vietname. Falta dimensão geográfica, falta uma população enorme, e apoio militar ao mesmo nível. Portugal ainda por cima tem 2 arquipélagos, que seriam inevitavelmente perdidos se estivéssemos dependentes de guerrilha.

Citar
Não precisamos de atacar o Irão. Precisamos de QRA para defesa aérea do TN e missões NATO.

Se as nossas missões são assim tão básicas, porque raio vamos comprar caças obsoletos, que custam o mesmo que o F-35?

Isto era o mesmo que alguém dizer que Portugal só precisa de fazer ASW e enviar uma fragata para a NATO, e portanto em vez de comprarmos as FREMM EVO, íamos comprar umas Sigma 10514 (muito piores) pelo mesmo valor.

Isto seria estúpido em todos os programas, mas nos caças já é aceitável?

Citar
Ninguém está a questionar o valor do poder aéreo, mas não é só com poder aéreo que se ganham guerras. O Irão já se rendeu?
Segundo esta lógica também temos que ter um PA?

Para um país pequeno, de poucos recursos e com uma área marítima enorme há meios mais prioritários para a dissuasão e a defesa nacional: mais submarinos, fragatas, MPA, meios de defesa AA que atualmente não temos sequer! para mim é tão ou mais prioritário do que termos F-35. Armamento para mobilizar unidades suficientes não só para os compromissos NATO, mas para defesa do TN, como fazem outros pequenos países.

O Irão é um país enorme que durante décadas se preparou para este tipo de guerra, e cuja defesa depende da loucura de mártires que foram desde pequenos alvos de lavagem cerebral. Qualquer paralelismo com Portugal é absurdo.

O poder aéreo pode definitivamente ganhar-te uma guerra. E na pior das hipóteses, ser parte predominante da vitória. Nada é garantia de uma vitória, até porque a definição de vitória vai depender dos objectivos traçados por cada lado.

Os caças permitem-te cobrir uma aérea muito mais depressa, e ainda te permitem várias soluções ofensivas/de retaliação. É também mais fácil integrar armamento diversificado num caça, do que num submarino ou fragata, que vão estar sempre dependentes dos sistemas de lançamento.

E tu dizes que Portugal é um país pequeno com pouco dinheiro, mas depois fantasias com 2 modelos de caça, incluindo 6G.  ???

E agora estou à espera que me expliques, como é que não comprar F-35, mas comprar um eurocanard que custa o mesmo, vai permitir tratar das restantes prioridades.

Lá está, são contradições umas atrás das outras.

Citar
Devemos depender de aliados fiáveis.
Não estou a dizer que devemos abdicar de caças, isto é um exagero. Não foi o que eu disse. Claro que precisamos de caças. Apenas disse que devemos depender de aliados e fornecedores mais estáveis e fiáveis. Não colocar os ovos todos no mesmo cesto. Se é para termos F-35, devemos ter outro caça por razões estratégicas (até podem ser os F-16 por uns tempos). O risco de ficarmos dependentes de uma frota única de caças (e reconheço o óbvio benefício de logística, etc.)  é um risco quase tão grande como abdicar de termos caças, porque é precisamente o que poderá acontecer. Ignorar esta realidade é um perigo.
Nem todos os países NATO pertencem ao clube dos F-35. Alguns não podem, outros não querem por razões políticas, estratégicas, etc.. Será que estão todos errados também? As soluções "one size fits all" são as melhores?

E que aliados fiáveis são esses? Qualquer um deles pode a qualquer momento ter uma mudança radical internamente.

Ter 2 modelos de caça reduz-te a dependência de 1 país, mas aumenta drasticamente as dificuldades de sustentar as 2 frotas, algo que pode ser tão ou mais grave do que depender de um país.

Depois, já apresentei a solução que fazia mais sentido, que era procurar UCAVs/loyal wingman de origem diferente, para que assim conseguisses ter sempre um meio alternativo, sem causar problemas financeiros.

Quando a solução "one size fits all" é claramente superior ao resto, e por um preço idêntico, sim é a melhor opção.

Para um país pequeno e com orçamento limitado, a opção que permite servir de multiplicador de força é a que mais sentido faz.

Citar
Já agora, faço uma pergunta também. Se hipoteticamente o caso da Gronelândia tivesse sido sobre os Açores, ainda deveríamos comprar caças a um país que ameaça a nossa soberania? Ou procuramos outra solução?
O caso da Suécia e a guerra colonial não interessa ao assunto porque não somos uma ditadura com desígnios imperialistas e colonialistas  :mrgreen:˙há mais de cinco décadas. Isto foi outra realidade geopolítica. Se é para ir por este caminho, a França foi dos poucos países que nos vendeu material militar. A Alemanha também.

Se isso tivesse acontecido, o mais sensato era adiar qualquer compra de caças. Estourar 5000M em eurocanards era atirar dinheiro ao rio, sem fazer qualquer diferença na equação.

Se houvesse pressa em adquirir alguma coisa, a opção óbvia seria o KF-21 Block II, que na pior das hipóteses tem preço competitivo, e um design mais moderno que os europeus. Pelo menos assim tinhas uma evolução tecnológica, não um sidegrade. E complementava os KF-21 com Kizilelma, para fazer número.

Mas não foi isso que aconteceu.
 

*

Duarte

  • Investigador
  • *****
  • 7577
  • Recebeu: 1519 vez(es)
  • Enviou: 3499 vez(es)
  • +4024/-1855
Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4662 em: Março 13, 2026, 04:52:00 am »
A solução lógica é esperar...

слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: LM

*

Pneucareca

  • Membro
  • *
  • 117
  • Recebeu: 66 vez(es)
  • Enviou: 931 vez(es)
  • +178/-193
Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4663 em: Março 13, 2026, 06:03:11 pm »
Mas alguem acredita que PT vai ter capacidade para operar 20 GCAP?  ;)
Mais que ter capacidade para operar, é ter capacidade para o op€rar.
 

*

Duarte

  • Investigador
  • *****
  • 7577
  • Recebeu: 1519 vez(es)
  • Enviou: 3499 vez(es)
  • +4024/-1855
Re: F-35A Lightning II na FAP Novo
« Responder #4664 em: Março 13, 2026, 09:26:25 pm »
Mas alguem acredita que PT vai ter capacidade para operar 20 GCAP?  ;)
Mais que ter capacidade para operar, é ter capacidade para o op€rar.

Muitos dos argumentos contra o 6G aplicam-se ao 5G. Portugal é especialista em saltos tecnológicos grandes.  8)
Acho que devemos poupar uns trocos e esperar pelo o 7G   :mrgreen:
« Última modificação: Março 13, 2026, 10:24:15 pm por Duarte »
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next