F-35A Lightning II na FAP

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Duarte

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4635 em: Março 10, 2026, 10:08:49 pm »
Bom... só para recordar que em 1890 a Grã Bretanha, o nosso mais antigo aliado, apresentou-nos aquilo que ficou conhecido como "O Ultimato Inglês"-

Se vamos por aí temos de sair da Europa, não há país que não tenha estado em guerra com outros 5 ou 6, pelo menos.....  :mrgreen:

E, em 1961 também não honraram este compromisso..  https://historyguild.org/annexation-or-liberation-india-portgual-and-goa-1961/

mas quem é "super-potência do dia" é quem manda... até um dia. Nada dura eternamente. Neste momento quem pensa que manda são os americanos.
É por esta razão que se diz: "hedge your bets".  Vai custar um balúrdio termos mais que um tipo de caça, mas a soberania nacional não tem preço.

Mas a tecnologia também não é tudo. O Vietname não tinha caças de última geração, e no entanto venceu a maior superpotência, levando-os a abandonar a luta.

Citar
a vitória vietnamita foi o triunfo da vontade política sobre a superioridade tecnológica. Os pontos fundamentais foram:
Guerra Assimétrica: O Vietname do Norte não tentou vencer batalhas convencionais; focou em desgastar o exército e a paciência dos EUA através de guerrilha e emboscadas na selva.
Resiliência Logística: A Trilha Ho Chi Minh garantiu suprimentos constantes, apesar dos bombardeamentos massivos americanos.
Fadiga Interna (EUA): A pressão da opinião pública americana e os movimentos anti-guerra, alimentados pela televisão, tornaram a permanência no Vietname politicamente insustentável.
Fator Nacionalista: Para os vietnamitas, era uma luta pela independência total, o que lhes permitiu aceitar perdas humanas imensas que os EUA não podiam suportar.
Em última análise, os EUA ganharam o combate tático, mas os vietnamitas ganharam o combate estratégico e psicológico.
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4636 em: Março 10, 2026, 10:55:35 pm »
Bom... só para recordar que em 1890 a Grã Bretanha, o nosso mais antigo aliado, apresentou-nos aquilo que ficou conhecido como "O Ultimato Inglês"-

Se vamos por aí temos de sair da Europa, não há país que não tenha estado em guerra com outros 5 ou 6, pelo menos.....  :mrgreen:

E, em 1961 também não honraram este compromisso..  https://historyguild.org/annexation-or-liberation-india-portgual-and-goa-1961/

mas quem é "super-potência do dia" é quem manda... até um dia. Nada dura eternamente. Neste momento quem pensa que manda são os americanos.
É por esta razão que se diz: "hedge your bets".  Vai custar um balúrdio termos mais que um tipo de caça, mas a soberania nacional não tem preço.

Mas a tecnologia também não é tudo. O Vietname não tinha caças de última geração, e no entanto venceu a maior superpotência, levando-os a abandonar a luta.

Citar
a vitória vietnamita foi o triunfo da vontade política sobre a superioridade tecnológica. Os pontos fundamentais foram:
Guerra Assimétrica: O Vietname do Norte não tentou vencer batalhas convencionais; focou em desgastar o exército e a paciência dos EUA através de guerrilha e emboscadas na selva.
Resiliência Logística: A Trilha Ho Chi Minh garantiu suprimentos constantes, apesar dos bombardeamentos massivos americanos.
Fadiga Interna (EUA): A pressão da opinião pública americana e os movimentos anti-guerra, alimentados pela televisão, tornaram a permanência no Vietname politicamente insustentável.
Fator Nacionalista: Para os vietnamitas, era uma luta pela independência total, o que lhes permitiu aceitar perdas humanas imensas que os EUA não podiam suportar.
Em última análise, os EUA ganharam o combate tático, mas os vietnamitas ganharam o combate estratégico e psicológico.

Como é mesmo que diziam os romanos??? Vae victis, não era?   8)
Cumprimentos,
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4637 em: Março 10, 2026, 11:15:34 pm »
Há quem coloca demasiada fé nos meios aéreos. Digam-me lá, a Grã Bretanha rendeu-se devido aos bombardeamentos dos alemãs na II GM? O Vietname rendeu-se após os  Estados Unidos lançaram aproximadamente 7,6 milhões de toneladas de bombas sobre o Vietname do Norte durante a Guerra do Vietname? A superioridade aérea de que serviu no Iraque ou no Afeganistão? A Ucrânia rendeu-se após mais de 4 anos de ataques aéreos dos russos? Há meios mais importantes que os F-35, que não nos deixam dependentes das "super-potências".


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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4638 em: Março 10, 2026, 11:22:14 pm »

Não entendi muito bem a questão...

Eu refiro-me a fato de Portugal ter sido objeto de todo o tipo de pressões por causa da utilização de caças americanos na Guiné.
Faço referência às exigências americanas para a retirada dos aviões, que chegou ao ponto de os Estados Unidos ameaçarem toda a Força Aérea Portuguesa com o fim de qualquer fornecimento de "spare parts"  para toda a força e não apenas para os aviões em África.
É esta exigência americana que obriga a retirada dos aviões da Guiné.

Faço referência ao fato de Portugal, em desespero de causa,  ter tentado comprar aviões F-86 aos Alemães, que tinham sido fabricados no Canadá.
Os americanos quando souberam, pressionaram o Canadá para que o país proibisse a venda dos caças da Luftwaffe a Portugal, o que veio a acontecer.
É então que surge da parte dos alemães, a possibilidade de vender a Portugal os Fiat G-91.

Uma coisa são as pressões por parte dos países nordicos, e que eu saiba Portugal não tinha aviões suecos.
A outra foi objetivamente a pressão e ameaça de deixar praticamente todos os aviões da Força Aérea no chão caso os portugueses não se vergassem às ordens do presidente Kennedy e depois Johnson.

Pressões podem existir de todos os lados. O problema com os Estados Unidos, é que quando vamos pesar os prós e os contras, temos a realidade do boicote, pressão e humilhação a que fomos sujeitos. E já no inicio dos anos 60, foram os europeus que nos ajudaram. Alguns, não todos, claro...

Se me enganam uma vez, a culpa é de quem me enganou MAS se me enganam duas vezes, a culpa é minha.

No meu livro, gato escaldado, de água fria tem medo ...

A questão é que na época não tínhamos aviões suecos, porque se tivéssemos teríamos os mesmos problemas que os de origem americana. Serve só para ilustrar que o argumento em relação ao passado das relações com os EUA (país de origem do F-35)  se aplica também em relação à Suécia (país de origem do Gripen).

Já agora, e depois dos boicotes iniciais americanos ao uso de material americano no Ultramar, estes foram amenizados pela troca de facilidades concedidas em território nacional para os mísseis Polaris, sistema de navegação LORAN-C e uso da base das Lajes. Quando os interesses oficiais não convergem, é preciso negociar e ter moeda de troca. E isso continua tão válido nos dias de hoje, como era há 60 anos.

Percebo a renitência em comprar material americano, face às posições da atual administração, mas analisando friamente os prós e contras, acho também um absurdo tomar uma decisão, que vai ter impacto para os próximos 30 anos na Força Aérea e Forças Armadas portuguesas, baseado em antipatizar com um Governo, que em 3 anos já cessou funções.



 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4639 em: Março 11, 2026, 02:34:59 am »
mas quem é "super-potência do dia" é quem manda... até um dia. Nada dura eternamente. Neste momento quem pensa que manda são os americanos.
É por esta razão que se diz: "hedge your bets".  Vai custar um balúrdio termos mais que um tipo de caça, mas a soberania nacional não tem preço.

Não vai custar um balúrdio porque provavelmente só vais ter um modelo de caça. Se já vai custar a qualquer Governo arranjar uns 5000M para comprar 20 caças, imagina esse Governo ter que comprar um segundo modelo, por mais 4000M, ou mais.

A partir do momento em que a FAP recebesse F-35, seria muito mais fácil o Governo depois aumentar a encomenda (como outros países têm feito).

Citar
Mas a tecnologia também não é tudo. O Vietname não tinha caças de última geração, e no entanto venceu a maior superpotência, levando-os a abandonar a luta.

O Vietname tinha caças soviéticos que eram quase equiparáveis aos caças americanos, sobretudo no caso do Mig-21.

Não esquecer que o F-4 teve sérios problemas na altura, devido à falta de canhão e à pouca fiabilidade dos mísseis da altura. Hoje em dia não é assim. O Vietname gozava ainda de forte apoio militar da China e da União Soviética, além de ter uma população enorme, e um terreno estremamente difícil. A diferença tecnológica não era asim tão grande.

Há quem coloca demasiada fé nos meios aéreos. Digam-me lá, a Grã Bretanha rendeu-se devido aos bombardeamentos dos alemãs na II GM? O Vietname rendeu-se após os  Estados Unidos lançaram aproximadamente 7,6 milhões de toneladas de bombas sobre o Vietname do Norte durante a Guerra do Vietname? A superioridade aérea de que serviu no Iraque ou no Afeganistão? A Ucrânia rendeu-se após mais de 4 anos de ataques aéreos dos russos? Há meios mais importantes que os F-35, que não nos deixam dependentes das "super-potências".

Os meios aéreos permitiram fizesse o que fez ao Irão no ano passado, e agora voltou a ser predominante.

Na primeira Guerra do Golfo foi um factor determinante. Na segunda idem.
Nos conflitos contra o terrorismo que se seguiram, o poder aéreo está inerentemente limitado pelas "rules of engagement". Ainda assim este poder aéreo permitiu minimizar baixas. Sem este, combater uma guerra de guerrilha seria ainda mais perigoso.

Na Ucrânia nenhum dos lados conseguiu atingir qualquer coisa parecida com superioridade aérea, factor este que contribui para uma frente de combate relativamente estática.

Durante a II Guerra Mundial, o poder aéreo a partir de PA foi crucial no Pacífico, e foi uma revolução no conflito. O surgimento de aeronaves de combate na I Guerra Mundial também tinha sido importante.

Se os meios aéreos não importam para nada, porque carga de água tens projectos europeus de caças 6G, ou porque carga de água a China está a ampliar de forma notória a sua FA? Deve ser tudo capricho.

E agora fico curioso sobre que meios seriam mais importantes que a aviação de caça.

Sem aviação de caça, perdes um dos principais pilares da dissuasão. Perdes uma grande parte da capacidade defensiva, da capacidade de contestar o espaço aéreo, e perdes 1 das principais formas de retaliação. Perdes a capacidade de fazer apoio a forças destacadas, a desembarques anfíbios. Perdes um dos meios mais versáteis que umas FA podem ter.

Já para a questão da dependência de super potências, existem 2 tipos de países: os que são super potências, e os que não são, mas que se pudessem queriam ser.

O resultado é o mesmo, estás sempre dependente de outro.
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4640 em: Março 11, 2026, 04:41:48 am »

Não vai custar um balúrdio porque provavelmente só vais ter um modelo de caça. Se já vai custar a qualquer Governo arranjar uns 5000M para comprar 20 caças, imagina esse Governo ter que comprar um segundo modelo, por mais 4000M, ou mais.

A partir do momento em que a FAP recebesse F-35, seria muito mais fácil o Governo depois aumentar a encomenda (como outros países têm feito).

Só vamos  ter um modelo?  Nunca vamos ter caças 6G europeus?  Vamos ficar pelo 5G até 2070 ? Se entrarmos num programa 6G daqui a 20 anos teremos dois modelos de caça, não? E quando os F-16 forem retirados? Não haverá outras opções pelo caminho até os 6G?


O Vietname tinha caças soviéticos que eram quase equiparáveis aos caças americanos, sobretudo no caso do Mig-21.

Não esquecer que o F-4 teve sérios problemas na altura, devido à falta de canhão e à pouca fiabilidade dos mísseis da altura. Hoje em dia não é assim. O Vietname gozava ainda de forte apoio militar da China e da União Soviética, além de ter uma população enorme, e um terreno estremamente difícil. A diferença tecnológica não era asim tão grande.


Não foi com Mig 21 nem sequer com meios aéreos que o Vietname venceu os americanos. Nem foi com avanços tecnológicos, que o material russo e chinês, salvos algumas exceções era inferior de todo.


Os meios aéreos permitiram fizesse o que fez ao Irão no ano passado, e agora voltou a ser predominante.


Não precisamos de atacar o Irão. Precisamos de QRA para defesa aérea do TN e missões NATO.


Na primeira Guerra do Golfo foi um factor determinante. Na segunda idem.
Nos conflitos contra o terrorismo que se seguiram, o poder aéreo está inerentemente limitado pelas "rules of engagement". Ainda assim este poder aéreo permitiu minimizar baixas. Sem este, combater uma guerra de guerrilha seria ainda mais perigoso.

Na Ucrânia nenhum dos lados conseguiu atingir qualquer coisa parecida com superioridade aérea, factor este que contribui para uma frente de combate relativamente estática.

Durante a II Guerra Mundial, o poder aéreo a partir de PA foi crucial no Pacífico, e foi uma revolução no conflito. O surgimento de aeronaves de combate na I Guerra Mundial também tinha sido importante.

Se os meios aéreos não importam para nada, porque carga de água tens projectos europeus de caças 6G, ou porque carga de água a China está a ampliar de forma notória a sua FA? Deve ser tudo capricho.

E agora fico curioso sobre que meios seriam mais importantes que a aviação de caça.

Ninguém está a questionar o valor do poder aéreo, mas não é só com poder aéreo que se ganham guerras. O Irão já se rendeu?
Segundo esta lógica também temos que ter um PA?

Para um país pequeno, de poucos recursos e com uma área marítima enorme há meios mais prioritários para a dissuasão e a defesa nacional: mais submarinos, fragatas, MPA, meios de defesa AA que atualmente não temos sequer! para mim é tão ou mais prioritário do que termos F-35. Armamento para mobilizar unidades suficientes não só para os compromissos NATO, mas para defesa do TN, como fazem outros pequenos países.



Sem aviação de caça, perdes um dos principais pilares da dissuasão. Perdes uma grande parte da capacidade defensiva, da capacidade de contestar o espaço aéreo, e perdes 1 das principais formas de retaliação. Perdes a capacidade de fazer apoio a forças destacadas, a desembarques anfíbios. Perdes um dos meios mais versáteis que umas FA podem ter.

Já para a questão da dependência de super potências, existem 2 tipos de países: os que são super potências, e os que não são, mas que se pudessem queriam ser.

O resultado é o mesmo, estás sempre dependente de outro.

Devemos depender de aliados fiáveis.
Não estou a dizer que devemos abdicar de caças, isto é um exagero. Não foi o que eu disse. Claro que precisamos de caças. Apenas disse que devemos depender de aliados e fornecedores mais estáveis e fiáveis. Não colocar os ovos todos no mesmo cesto. Se é para termos F-35, devemos ter outro caça por razões estratégicas (até podem ser os F-16 por uns tempos). O risco de ficarmos dependentes de uma frota única de caças (e reconheço o óbvio benefício de logística, etc.)  é um risco quase tão grande como abdicar de termos caças, porque é precisamente o que poderá acontecer. Ignorar esta realidade é um perigo.
Nem todos os países NATO pertencem ao clube dos F-35. Alguns não podem, outros não querem por razões políticas, estratégicas, etc.. Será que estão todos errados também? As soluções "one size fits all" são as melhores?

Já agora, faço uma pergunta também. Se hipoteticamente o caso da Gronelândia tivesse sido sobre os Açores, ainda deveríamos comprar caças a um país que ameaça a nossa soberania? Ou procuramos outra solução?
O caso da Suécia e a guerra colonial não interessa ao assunto porque não somos uma ditadura com desígnios imperialistas e colonialistas  :mrgreen:˙há mais de cinco décadas. Isto foi outra realidade geopolítica. Se é para ir por este caminho, a França foi dos poucos países que nos vendeu material militar. A Alemanha também.
« Última modificação: Março 11, 2026, 04:19:00 pm por Duarte »
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4641 em: Março 11, 2026, 08:07:56 am »
Como já aqui escrevi antes, pelo sim pelo não, é melhor não comprar nada, não sabemos o dia de amanhã.
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4642 em: Março 11, 2026, 08:48:38 am »
Citação de: Wildething
A questão é que na época não tínhamos aviões suecos, porque se tivéssemos teríamos os mesmos problemas que os de origem americana. Serve só para ilustrar que o argumento em relação ao passado das relações com os EUA (país de origem do F-35)  se aplica também em relação à Suécia (país de origem do Gripen).
Eu não vou entrar no tema da adivinhação, mas a verdade é que Portugal não tinha aviões suecos por alguma razão. Na altura o governo provavelmente não confiava na Suécia e tinha algum tipo de confiança na administração americana.

O problema com os boicotes americanos é que eles são em termos históricos absolutamente recentes. E o comportamento do atual governo dos Estados Unidos demonstra de forma clara a intenção de utilizar todos os meios para determinar como os outros países se devem comportar. Sejam inimigos ou sejam aliados.

Temos que tentar entender o que vai na cabeça de trolls neonazis como Steve Miller, um dos mais influentes conselheiros da entidade laranja, para entender o que os americanos vão fazer de seguida.

Para os neonazis americanos, o F-35 é acima de tudo um CAVALO DE TROIA isso é mais que evidente. São os mesmos que dizem que a Europa não deve instalar painéis solares nem centrais eólicas, porque são malvadas e muito Woke e que em contrapartida devem utilizar petroleo (fornecido pelos Estados Unidos)

Eles nem sequer são dissimulados.

O problema aqui é que parece que há quem não entenda o que mudou em termos da relação entre os Estados Unidos e a Europa. O Trump não é a doença da América, ele é apenas um sintoma.


Citação de: Wildething
Já agora, e depois dos boicotes iniciais americanos ao uso de material americano no Ultramar, estes foram amenizados pela troca de facilidades concedidas em território nacional para os mísseis Polaris, sistema de navegação LORAN-C e uso da base das Lajes. Quando os interesses oficiais não convergem, é preciso negociar e ter moeda de troca. E isso continua tão válido nos dias de hoje, como era há 60 anos.

Em primeiro lugar, gostaria apenas de lembrar a proximidade dos boicotes americanos. Eles ocorreram há apenas 60 anos.
As pessoas que agora estão no poder nos EUA são as mesmas que em 1938 defendiam o alinhamento tácito com a Alemanha Nazi e representam a mesma linha politica imperial e isolacionista.

Não sei se foram amenizados com alguma coisa, pois Portugal não voltou a receber aviões americanos minimamente recentes até o primeiro ministro António Guterres  ter contratado o inicio do programa Peace Atlantis-II de que resultou o MLU dos F-16, porque os A-7 Corsair não eram caças e mesmo os F-16/A eram ultrapassados quando foram comprados (novos).

A negociação dos Açores tem a ver com a II guerra mundial e nada tem a ver com a venda de aeronaves para Portugal.
Até 1973, quando Portugal foi forçado a permitir a passagem de aviões nas Lajes para ajudar Israel na guerra do Yom Kippur os americanos não tinham fornecido praticamente nenhuma arma moderna a Portugal, mesmo tendo pedido desesperadamente apoio americano com mísseis Redeye que pudessem ser utilizados para deter os MiG-17 da Guiné os americanos continuaram sempre a recusar.
Não tinhamos capacidade de defesa e essa fragilidade durou anos e os americanos estiveram na sua origem. Só conseguimos que pela porta dos fundos, Israel aceitasse fornecer os mísseis a Portugal (que não chegaram por causa do 25 de Abril).



Lembro que eu sou normalmente considerado como pro-americano.
Eu acho que um país como Portugal tem que ser realista e jogar com as nossas fraquezas.
O problema neste momento, é o tipo de gente que chegou à administração americana. E este tipo de gente que volto a lembrar, não é novo. Não apareceu agora, e já existe desde há muito, tem planos para continuar no poder por muito tempo. Tenham ou não tenham votos.

Se não formos capazes de entender isto, estamos a dar claramente um tiro no pé.

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4643 em: Março 11, 2026, 08:56:29 am »
Palavras do novo Comandante Supremo das FA's...

Citar
...definiu a defesa e a segurança como áreas prioritárias, insistindo na necessidade de Portugal e a União Europeia (UE) reforçarem a sua autonomia estratégica, diminuindo a dependência face aos EUA
João Pereira
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4644 em: Março 11, 2026, 09:08:43 am »
As voltas que isto dá... é só "alargar" ainda mais o campo de visão e rapidamente chegarão a conclusões interessantes do que foram as últimas décadas europeias.

De "aliados indiscutíveis" que seguiram cegamente políticas duvidosas que destruíram a credibilidade das instituições internacionais e minaram a ordem mundial existente, até "descartáveis" submissos, dependentes e publicamente humilhados.
Mas parece que há quem aprecie...
Trump não é Trump.  Nem MAGA. São os EUA. É só recuar um pouco na história e ver como tem sido. Sempre. Eles acima de todos, a qualquer preço.
Volto a repetir.  Adquirir agora o F35 é uma traição a Portugal  e à Europa.  As próximas gerações vão pagar caro isso, porque será mais um prego no caixão da defesa europeia.
Não pela quantidade, nem pelo valor. Mas pelo sinal político.

Citar
Lembro que eu sou normalmente considerado como pro-americano.
Eu acho que um país como Portugal tem que ser realista e jogar com as nossas fraquezas.
O problema neste momento, é o tipo de gente que chegou à administração americana. E este tipo de gente que volto a lembrar, não é novo. Não apareceu agora, e já existe desde há muito, tem planos para continuar no poder por muito tempo. Tenham ou não tenham votos.

Se não formos capazes de entender isto, estamos a dar claramente um tiro no pé. 
João Pereira
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4645 em: Março 11, 2026, 10:53:02 am »
Citar
Trump não é Trump.  Nem MAGA. São os EUA. É só recuar um pouco na história e ver como tem sido. Sempre. Eles acima de todos, a qualquer preço.

Não podemos deixar de olhar para os factos conhecidos para concluir alguma coisa...

Para dar um exemplo: Quando os americanos atacaram o Iraque, todos os anti-americanos acusaram a américa de estar a atacar os iraquianos para ficar com o petróleo.

Na verdade, os americanos gastaram milhares de milhões de dólares, mas nunca ficaram nem controlam o petróleo iraquiano. A verdade, é que fica muito mais barato ser o próprio país, dentro de um regime de estabilidade a vender o seu petróleo e a utiliza-lo em beneficio do próprio povo, vendendo-o ao preço de mercado.

Já Donald Trump, quebra completamente com essa regra e publicamente afirmou que: "Fomos para o Iraque mas não ficámos com o petróleo"

Para Trump, controlar um país, é ganhar diretamente dinheiro com a tomada de bens desse próprio país como se fossem despojos de guerra.
É um homem do imobiliário... Controlar, ser dono e poder comprar e vender a coisa que se controla, é a única coisa que ele entende.

E isso transforma a atual administração americana de forma absolutamente radical, tendo-a transformado no que apelidamos de Oligarquia.

O problema não é portanto a América como um país democrático, mas sim a América como Oligarquia travestida de democracia. Essa, é perigosa e dessa, precisamos de nos defender de alguma forma...

Tendo aqui sempre em atenção a questão açoriana. Em qualquer momento, Donaldo, vai dizer que os portugueses não têm o direito de continuar a ocupar os Açores, porque são uma força opressora e colonial e que os açorianos querem seguir o seu próprio caminho, independentes das amarras e das algemas que o regime de Lisboa lhes impõe.

Não achem graça, porque isto já foi considerado em 1975, durante o verão quente, em que os americanos consideraram financiar a criação do estado açoriano,, colocando no poder figuras açorianas emigradas na América.


Se quiserem a Madeira, há evidentemente um lider escolhido. O presidente Cristiano Ronaldo ... ( e não estou a brincar)


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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4646 em: Março 11, 2026, 10:57:21 am »
Dito tudo isto, continuamos com o mesmo problema, que é o de determinar para que serve o F-35, e onde estão as operações que vão ser levadas a cabo onde o F-35 seja claramente superior a qualquer outro, considerando que essas operações, nunca poderão ser levadas a cabo contra os interesses americanos.


Podemos dizer que todos os modelos de aviões podem ter problemas parecidos e "strings attached" - e isso é verdade - mas temos que nos perguntar, no atual ambiente, o que é mais provável:

Termos operações que contrariam os Estados Unidos, ou operações que contrariam as potências europeias ?

Num ambiente em termos internacionais em que os americanos pretendem determinar o que é que os países na sua esfera de influencia fazem, o que é mais provavel ?

Quem é que nos dá mais razões para duvidar da possibilidade futura de termos problemas com as aeronaves ?
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4647 em: Março 11, 2026, 11:14:29 am »
Citar
Trump não é Trump.  Nem MAGA. São os EUA. É só recuar um pouco na história e ver como tem sido. Sempre. Eles acima de todos, a qualquer preço.

Não podemos deixar de olhar para os factos conhecidos para concluir alguma coisa...

Para dar um exemplo: Quando os americanos atacaram o Iraque, todos os anti-americanos acusaram a américa de estar a atacar os iraquianos para ficar com o petróleo.

Na verdade, os americanos gastaram milhares de milhões de dólares, mas nunca ficaram nem controlam o petróleo iraquiano. A verdade, é que fica muito mais barato ser o próprio país, dentro de um regime de estabilidade a vender o seu petróleo e a utiliza-lo em beneficio do próprio povo, vendendo-o ao preço de mercado.

Já Donald Trump, quebra completamente com essa regra e publicamente afirmou que: "Fomos para o Iraque mas não ficámos com o petróleo"

Para Trump, controlar um país, é ganhar diretamente dinheiro com a tomada de bens desse próprio país como se fossem despojos de guerra.
É um homem do imobiliário... Controlar, ser dono e poder comprar e vender a coisa que se controla, é a única coisa que ele entende.

E isso transforma a atual administração americana de forma absolutamente radical, tendo-a transformado no que apelidamos de Oligarquia.

O problema não é portanto a América como um país democrático, mas sim a América como Oligarquia travestida de democracia. Essa, é perigosa e dessa, precisamos de nos defender de alguma forma...

Tendo aqui sempre em atenção a questão açoriana. Em qualquer momento, Donaldo, vai dizer que os portugueses não têm o direito de continuar a ocupar os Açores, porque são uma força opressora e colonial e que os açorianos querem seguir o seu próprio caminho, independentes das amarras e das algemas que o regime de Lisboa lhes impõe.

Não achem graça, porque isto já foi considerado em 1975, durante o verão quente, em que os americanos consideraram financiar a criação do estado açoriano,, colocando no poder figuras açorianas emigradas na América.


Se quiserem a Madeira, há evidentemente um lider escolhido. O presidente Cristiano Ronaldo ... ( e não estou a brincar)


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Por acaso eu acho que o maluco do Trump desistiu da Gronelãndia porque muito provavelmente os militares americanos explicaram-lhe quase até ao despedimento (dos próprios), de que era um disparate atacar um aliado para ficar com a Gronelãndia e como rebuçado, avançaram para o Irão para fazerem esquecer a Gronelãndia, e tentarem salvar a NATO (os militares americanos, já que o Trump afirma sem preocupação que não precisa dos aliados para nada).

Sem dúvida alguma que o movimento de esquerda que despoletou o 25 de Abril, interessado que estava em entregar os antigos territórios ultramarinos aos camaradas comunistas locais, que conseguiram a proeza de desfazerem-se de territórios que nunca estiveram em guerra e que hoje estariam anos luz melhor (Cabo Verde e São Tomé e Príncipe), não estavam preparados para os movimentos independentistas que se criaram nas ilhas, mas eles existiram e ainda lá estão. Quando visitei a Madeira, por exemplo, vi mais bandeiras da Região Autónoma da Madeira que nacionais, hasteadas pelas ilhas.......

Aqui a questão é que se vamos ver quem traíu quem, não podíamos comprar nada sem ser nacional. Podemos ver até o exemplo do irmão brasileiro (ou filho) e podemos ver que eles não fazem melhor ao tentarem ter essa independência tecnológica militar, ao deslocalizarem linhas de produção para o Brasil! O submarino nuclear vai chegar ao fim? Já têem todos os Gripens encomendados? A seguir a linha de montagem fecha? O Brasil tem o melhor equipamento militar do planeta? Não tem! E não tem porque teima em produzir tudo no Brasil, com as já conhecidíssimas rendas ou comissões!!!!

Eu acho que neste caso temos de ser pragmáticos, qual é o melhor avião de caça disponível e que o país pode comprar? Julgo que ninguém tem dúvidas de que é o F-35! Então é esse que deve comprar!

Não nos devemos esquecer, e eu sou um ferveroso europeista (lembro-me muito bem como éramos antes de 1986 e depois disso, melhoramos imenso a todos os níveis, excepto talvez a zona de Setúbal, mas isso porque sempre foi vermelha, não entende o que o capitalismo quer dizer), que Portugal também é Atlantista, sempre o foi!
Temos de ser pragmáticos!
Eu quando vou comprar um carro, se puder comprar o Porsche Tycan, garanto-lhe que não compro o Fiat Panda!!!!!! Até porque nunca vamos ter grandes quantidades, ao contrário do que faz a rússia, em que a quantidade é uma qualidade em sí, nós temos mesmo de escolher o que de melhor se faz por motivos óbvios! Senão só estamos a desperdiçar dinheiro! Acha que se adquirirmos o EF ou Gripen, os blocos de esquerda aqui do sítio não vão criticar na mesma? Então que ao menos escolhemos o que nos interessa!
 
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wyldething

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4648 em: Março 11, 2026, 12:09:20 pm »

Em primeiro lugar, gostaria apenas de lembrar a proximidade dos boicotes americanos. Eles ocorreram há apenas 60 anos.
As pessoas que agora estão no poder nos EUA são as mesmas que em 1938 defendiam o alinhamento tácito com a Alemanha Nazi e representam a mesma linha politica imperial e isolacionista.

Os boicotes americanos são da mesma época dos suecos. Com a diferença que os americanos suavizaram, mas os suecos não.



Não sei se foram amenizados com alguma coisa, pois Portugal não voltou a receber aviões americanos minimamente recentes até o primeiro ministro António Guterres  ter contratado o inicio do programa Peace Atlantis-II de que resultou o MLU dos F-16, porque os A-7 Corsair não eram caças e mesmo os F-16/A eram ultrapassados quando foram comprados (novos).

Portugal não recebeu aviões modernos porque não tinha dinheiro e o acordo das Lajes não dava para tudo.

A negociação dos Açores tem a ver com a II guerra mundial e nada tem a ver com a venda de aeronaves para Portugal.
Até 1973, quando Portugal foi forçado a permitir a passagem de aviões nas Lajes para ajudar Israel na guerra do Yom Kippur os americanos não tinham fornecido praticamente nenhuma arma moderna a Portugal, mesmo tendo pedido desesperadamente apoio americano com mísseis Redeye que pudessem ser utilizados para deter os MiG-17 da Guiné os americanos continuaram sempre a recusar.

Isto não é objetivamente verdade. Os F-16 tanto PA-1 como II vieram ao abrigo do acordo das Lajes. O acordo das Lajes tem sido renegociado periodicamente e não passa lá o que os americanos quiserem, nem para sempre. Por essa razão amenizaram as sanções ainda durante o período da guerra do Ultramar.

Em relação a tudo o resto mantenho a opinião de que tomar uma decisão que vai ter consequências  longo prazo, por causa de uma conjuntura de curto prazo, isso sim, é dar um valente tiro nos pés. Tal como o risco de isso acontecer com qualquer que seja o fornecedor.

Países que têm dinheiro, mantêm frotas de diferentes origens para contornarem o problema, mas a menos que algum milagre aconteça, não parece ser o caso em Portugal.

Cumprimentos
 
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Charlie Jaguar

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4649 em: Março 11, 2026, 12:51:37 pm »
Não nos devemos esquecer, e eu sou um ferveroso europeista (lembro-me muito bem como éramos antes de 1986 e depois disso, melhoramos imenso a todos os níveis, excepto talvez a zona de Setúbal, mas isso porque sempre foi vermelha, não entende o que o capitalismo quer dizer), que Portugal também é Atlantista, sempre o foi!

Generalização absurda e perfeitamente dispensável, meu caro. Queres ver que só no Norte é que existe gente íntegra, democrática, de cariz europeísta e atlantista???  ???

Infelizmente, vocês aí em cima têm muito essa mania de pensarem que detêm a bússola moral da nação, o que não podia ser menos verdade. Tenho família beirã e transmontana, e por isso falo com conhecimento de causa. Sendo nós uma única nação, ninguém pode reivindicar primazia disto ou daquilo sobre os demais. Sem falar que recorrentemente metem Lisboa e Península de Setúbal no mesmo saco, o que é um perfeito disparate e revelador do desconhecimento desta realidade local e regional.

E se voltássemos antes aos méritos ou deméritos do sistema de armas Lockheed Martin F-35 Lightning II?  ::)
« Última modificação: Março 11, 2026, 12:54:24 pm por Charlie Jaguar »
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

"(...) Que, havendo por verdade o que dizia,
DE NADA A FORTE GENTE SE TEMIA
"

Luís Vaz de Camões (Os Lusíadas, Canto I - Estrofe 97)
 
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