F-35A Lightning II na FAP

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4410 em: Fevereiro 18, 2026, 06:39:41 pm »
Continua sem se saber quantos dos nossos F-16 estão em condições (estruturais e de motor, essencialmente) de poderem ser alvo de um upgrade para a versão V e quanto tempo mais poderiam operar nesse patamar?

Sem a resposta a esta questão lamento mas todas as outras conversas sobre possíveis alternativas, valores, quantidades disto e daquilo etc, não passam de vacuidades.
Cumprimentos,
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4411 em: Fevereiro 18, 2026, 06:45:23 pm »
Continua sem se saber quantos dos nossos F-16 estão em condições (estruturais e de motor, essencialmente) de poderem ser alvo de um upgrade para a versão V e quanto tempo mais poderiam operar nesse patamar?

Sem a resposta a esta questão lamento mas todas as outras conversas sobre possíveis alternativas, valores, quantidades disto e daquilo etc, não passam de vacuidades.
Que eu saiba, sim continua sem se saber… parece que é segredo de Estado… como eu disse no tópico da 6G, a única coisa que se sabe de certeza é que, até agora, os responsáveis militares são unânimes em dizerem que modernizar a frota não é viável financeira ou tecnicamente. Até alguma fonte oficial vir afirmar o contrário, essa hipótese parece estar colocada de parte pela FAP, daí a discussão atual sobre alternativas.
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4412 em: Fevereiro 18, 2026, 08:38:02 pm »

Que eu saiba, sim continua sem se saber… parece que é segredo de Estado…

é muito provável que seja mesmo segredo de estado.  ???
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4413 em: Fevereiro 18, 2026, 10:27:01 pm »
Mais uma vez, não vou tecer quaisquer comentários técnicos sobre as capacidades dos caças. Quero focar-me exclusivamente na vertente estratégica.

Compreendo a tentação que muitos sentem em adquirir o F-35, por inúmeras razões. Ainda assim, causa-me alguma estranheza que foristas com capacidade de análise militar estejam dispostos a colocar em risco o futuro da aviação de caça da FAP. Uma eventual compra do F-35 representa, na prática, um “casamento” com a Lockheed Martin e com os Estados Unidos. Todos sabemos que a política de vendas norte-americana especialmente no que diz respeito ao F-35  cria uma dependência quase total, extremamente dispendiosa de manter e que pode tornar-se um problema sério no futuro, sobretudo tendo em conta a instabilidade política que os Estados Unidos atravessam atualmente.

Leio frequentemente o argumento de que outros países já fizeram essa escolha e nós ficamos sempre para trás. Bélgica, Dinamarca, Holanda, Alemanha entre outros escolheram o F-35 mas convém lembrar que todos ou quase todos já tinham as encomendas feitas há muito tempo, como é evidente pelos prazos de entrega. Portugal, pelo contrário, ainda não tomou uma decisão e deveria fazê-lo o mais rápidamente possível, precisamente por causa das listas de espera que continuam a aumentar.

Já foi amplamente discutido que existem problemas estruturais identificados nas células dos F-16 da FAP que não permitem, ou pelo menos não justificam, a sua conversão para o padrão Viper. Apesar de este facto ser do conhecimento geral, alguns continuam a insistir nessa possibilidade. Há também quem defenda que Portugal pode esperar mais três ou quatro anos antes de decider. No entanto, os sinais que chegam do outro lado do Atlântico não são animadores. Neste momento, tenho sérias dúvidas de que os resultados das eleições de novembro dependam exclusivamente da vontade dos eleitores. Outros dirão “esperamos até 2028, o laranja já lá não estará”. E se em 2028 vencer o homem dos sofás? Esperamos mais quatro anos? Entretanto, as listas de espera continuam a crescer, os prazos de entrega alongam-se e persistem dúvidas sérias quanto à longevidade e à real capacidade operacional dos nossos F-16.
Posso fazer previsões ainda mais pessimistas sobre o que se passa na América, mas o que aconteceu recentemente na Venezuela, que mais parece um assalto à mão armada ou o que se prepara para acontecer em Cuba parece não preocupar ninguém. Cuba vai colapsar e será forçada a comprar tudo aos americanos. Como estas ações aconteceram a países com ditaduras, muitos fecham os olhos, mas o mais provável é que outros casos se sigam. Sinceramente preferia que Portugal não ficasse dependente de um país que atua desta forma para nem falar da Gronelândia, Ucrania, Canadá, etc...

Portugal não precisa de F-35. Portugal precisa de caças capazes de cumprir as suas missões. Em caso de um conflito envolvendo a NATO, concerteza que Portugal irá participar, mas previsivelmente numa segunda linha. Israel atacou o Irão e não o fez apenas com F-35, o que demonstra que os caças de geração 4.5 têm utilidade e continuarão a ter um papel relevante no futuro.

Com os investimentos recentes ao abrigo do SAFE, com a LPM que deverá ser publicada em breve (esperemos que com um orçamento reforçado) e com um possível SAFE 2.0, Portugal ficaria melhor servido com caças europeus. Juntando a isto os novos submarinos de que tanto se fala bem como com investimentos em áreas, como fragatas adicionais ou MMPC e patrulhas costeiros.

Com tudo isto, Portugal ficaria equipado como nunca esteve mas mesmo assim parece nunca ser suficiente.
 
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JohnM

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4414 em: Fevereiro 18, 2026, 10:41:09 pm »
Mais uma vez, não vou tecer quaisquer comentários técnicos sobre as capacidades dos caças. Quero focar-me exclusivamente na vertente estratégica.

Compreendo a tentação que muitos sentem em adquirir o F-35, por inúmeras razões. Ainda assim, causa-me alguma estranheza que foristas com capacidade de análise militar estejam dispostos a colocar em risco o futuro da aviação de caça da FAP. Uma eventual compra do F-35 representa, na prática, um “casamento” com a Lockheed Martin e com os Estados Unidos. Todos sabemos que a política de vendas norte-americana especialmente no que diz respeito ao F-35  cria uma dependência quase total, extremamente dispendiosa de manter e que pode tornar-se um problema sério no futuro, sobretudo tendo em conta a instabilidade política que os Estados Unidos atravessam atualmente.

Leio frequentemente o argumento de que outros países já fizeram essa escolha e nós ficamos sempre para trás. Bélgica, Dinamarca, Holanda, Alemanha entre outros escolheram o F-35 mas convém lembrar que todos ou quase todos já tinham as encomendas feitas há muito tempo, como é evidente pelos prazos de entrega. Portugal, pelo contrário, ainda não tomou uma decisão e deveria fazê-lo o mais rápidamente possível, precisamente por causa das listas de espera que continuam a aumentar.

Já foi amplamente discutido que existem problemas estruturais identificados nas células dos F-16 da FAP que não permitem, ou pelo menos não justificam, a sua conversão para o padrão Viper. Apesar de este facto ser do conhecimento geral, alguns continuam a insistir nessa possibilidade. Há também quem defenda que Portugal pode esperar mais três ou quatro anos antes de decider. No entanto, os sinais que chegam do outro lado do Atlântico não são animadores. Neste momento, tenho sérias dúvidas de que os resultados das eleições de novembro dependam exclusivamente da vontade dos eleitores. Outros dirão “esperamos até 2028, o laranja já lá não estará”. E se em 2028 vencer o homem dos sofás? Esperamos mais quatro anos? Entretanto, as listas de espera continuam a crescer, os prazos de entrega alongam-se e persistem dúvidas sérias quanto à longevidade e à real capacidade operacional dos nossos F-16.
Posso fazer previsões ainda mais pessimistas sobre o que se passa na América, mas o que aconteceu recentemente na Venezuela, que mais parece um assalto à mão armada ou o que se prepara para acontecer em Cuba parece não preocupar ninguém. Cuba vai colapsar e será forçada a comprar tudo aos americanos. Como estas ações aconteceram a países com ditaduras, muitos fecham os olhos, mas o mais provável é que outros casos se sigam. Sinceramente preferia que Portugal não ficasse dependente de um país que atua desta forma para nem falar da Gronelândia, Ucrania, Canadá, etc...

Portugal não precisa de F-35. Portugal precisa de caças capazes de cumprir as suas missões. Em caso de um conflito envolvendo a NATO, concerteza que Portugal irá participar, mas previsivelmente numa segunda linha. Israel atacou o Irão e não o fez apenas com F-35, o que demonstra que os caças de geração 4.5 têm utilidade e continuarão a ter um papel relevante no futuro.

Com os investimentos recentes ao abrigo do SAFE, com a LPM que deverá ser publicada em breve (esperemos que com um orçamento reforçado) e com um possível SAFE 2.0, Portugal ficaria melhor servido com caças europeus. Juntando a isto os novos submarinos de que tanto se fala bem como com investimentos em áreas, como fragatas adicionais ou MMPC e patrulhas costeiros.

Com tudo isto, Portugal ficaria equipado como nunca esteve mas mesmo assim parece nunca ser suficiente.
Compreendo esse ponto de vista, mas então, se vamos fazer futurologia, também me faz confusão que quem acha a dependência dos Estados Unidos perigosa não veja que na Europa a coisa também não se afigura muito melhor. Neste momento, a Frente Nacional na França e o Reform (ex-UKIP) no Reino Unido são os principais favoritos nas próximas legislativas e na Alemanha a AfD está a crescer desmesuradamente. É possível (provável?) que dentro de 5 anos, as três principais potências económicas e militares da Europa sejam governadas por partidos solidários com o Putin e aí, como ficamos? Essa situação seria muito mais ameaçadora para nós, geoestrategicamente,  que dependência dos Estados Unidos… Ou já não importa? Fazer escolhas de equipamentos militares críticos, que vão servir durante 30 anos ou mais, não deve ser feito com base na situação num determinado momento, porque isso são fotos, não são filmes…

Como todos aqui sabem, eu vivo nos Estados Unidos e garanto que é mais provável o cenário da deriva nacionalista da Europa a prazo que o da continuação do movimento MAGA. Neste momento, e fora alguma surpresa enorme, tudo se conjuga para uma derrota histórica do Partido Republicano nas intercalares de Novembro, apesar dos melhores esforços de supressão do voto do Trump e seus minions.   

« Última modificação: Fevereiro 18, 2026, 10:49:04 pm por JohnM »
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4415 em: Fevereiro 18, 2026, 10:42:29 pm »
Mais uma vez, não vou tecer quaisquer comentários técnicos sobre as capacidades dos caças. Quero focar-me exclusivamente na vertente estratégica.

Compreendo a tentação que muitos sentem em adquirir o F-35, por inúmeras razões. Ainda assim, causa-me alguma estranheza que foristas com capacidade de análise militar estejam dispostos a colocar em risco o futuro da aviação de caça da FAP. Uma eventual compra do F-35 representa, na prática, um “casamento” com a Lockheed Martin e com os Estados Unidos. Todos sabemos que a política de vendas norte-americana especialmente no que diz respeito ao F-35  cria uma dependência quase total, extremamente dispendiosa de manter e que pode tornar-se um problema sério no futuro, sobretudo tendo em conta a instabilidade política que os Estados Unidos atravessam atualmente.

Leio frequentemente o argumento de que outros países já fizeram essa escolha e nós ficamos sempre para trás. Bélgica, Dinamarca, Holanda, Alemanha entre outros escolheram o F-35 mas convém lembrar que todos ou quase todos já tinham as encomendas feitas há muito tempo, como é evidente pelos prazos de entrega. Portugal, pelo contrário, ainda não tomou uma decisão e deveria fazê-lo o mais rápidamente possível, precisamente por causa das listas de espera que continuam a aumentar.

Já foi amplamente discutido que existem problemas estruturais identificados nas células dos F-16 da FAP que não permitem, ou pelo menos não justificam, a sua conversão para o padrão Viper. Apesar de este facto ser do conhecimento geral, alguns continuam a insistir nessa possibilidade. Há também quem defenda que Portugal pode esperar mais três ou quatro anos antes de decider. No entanto, os sinais que chegam do outro lado do Atlântico não são animadores. Neste momento, tenho sérias dúvidas de que os resultados das eleições de novembro dependam exclusivamente da vontade dos eleitores. Outros dirão “esperamos até 2028, o laranja já lá não estará”. E se em 2028 vencer o homem dos sofás? Esperamos mais quatro anos? Entretanto, as listas de espera continuam a crescer, os prazos de entrega alongam-se e persistem dúvidas sérias quanto à longevidade e à real capacidade operacional dos nossos F-16.
Posso fazer previsões ainda mais pessimistas sobre o que se passa na América, mas o que aconteceu recentemente na Venezuela, que mais parece um assalto à mão armada ou o que se prepara para acontecer em Cuba parece não preocupar ninguém. Cuba vai colapsar e será forçada a comprar tudo aos americanos. Como estas ações aconteceram a países com ditaduras, muitos fecham os olhos, mas o mais provável é que outros casos se sigam. Sinceramente preferia que Portugal não ficasse dependente de um país que atua desta forma para nem falar da Gronelândia, Ucrania, Canadá, etc...

Portugal não precisa de F-35. Portugal precisa de caças capazes de cumprir as suas missões. Em caso de um conflito envolvendo a NATO, concerteza que Portugal irá participar, mas previsivelmente numa segunda linha. Israel atacou o Irão e não o fez apenas com F-35, o que demonstra que os caças de geração 4.5 têm utilidade e continuarão a ter um papel relevante no futuro.

Com os investimentos recentes ao abrigo do SAFE, com a LPM que deverá ser publicada em breve (esperemos que com um orçamento reforçado) e com um possível SAFE 2.0, Portugal ficaria melhor servido com caças europeus. Juntando a isto os novos submarinos de que tanto se fala bem como com investimentos em áreas, como fragatas adicionais ou MMPC e patrulhas costeiros.

Com tudo isto, Portugal ficaria equipado como nunca esteve mas mesmo assim parece nunca ser suficiente.

isto é como um estudo cientifico em que o autor do mesmo formula várias hipóteses e antes validar cada uma delas para chegar à tese, à partida já se excluiu uma delas...  ::)

Portugal não desenvolve caças portanto teremos de nos casar com um fabricante para os próximos 30 anos. Com factos destes abaixo, qual o fornecedor que escolherias? (isto sem abordarmos sequer a parte técnica, apenas a comercial).

Citação de:  IA
+------------------------+-----------------------------+-----------------------------+
| Fighter                | Annual Production (2025)    | Orders Backlog (Feb 2026)   |
+------------------------+-----------------------------+-----------------------------+
| F-35 Lightning II      | 191 aircraft                | ~650–700 aircraft           |
| Dassault Rafale        | 26 aircraft                 | ~220 aircraft               |
| Eurofighter Typhoon    | ~12–14 aircraft             | ~130–150 aircraft           |
| Saab Gripen (E/F)      | 4~5 aircraft                | ~120–140 aircraft           |
+------------------------+-----------------------------+-----------------------------+
« Última modificação: Fevereiro 18, 2026, 10:46:22 pm por Pilotasso »
 

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Major Alvega

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4416 em: Fevereiro 18, 2026, 10:54:49 pm »
Mais uma vez, não vou tecer quaisquer comentários técnicos sobre as capacidades dos caças. Quero focar-me exclusivamente na vertente estratégica.

Compreendo a tentação que muitos sentem em adquirir o F-35, por inúmeras razões. Ainda assim, causa-me alguma estranheza que foristas com capacidade de análise militar estejam dispostos a colocar em risco o futuro da aviação de caça da FAP. Uma eventual compra do F-35 representa, na prática, um “casamento” com a Lockheed Martin e com os Estados Unidos. Todos sabemos que a política de vendas norte-americana especialmente no que diz respeito ao F-35  cria uma dependência quase total, extremamente dispendiosa de manter e que pode tornar-se um problema sério no futuro, sobretudo tendo em conta a instabilidade política que os Estados Unidos atravessam atualmente.

Leio frequentemente o argumento de que outros países já fizeram essa escolha e nós ficamos sempre para trás. Bélgica, Dinamarca, Holanda, Alemanha entre outros escolheram o F-35 mas convém lembrar que todos ou quase todos já tinham as encomendas feitas há muito tempo, como é evidente pelos prazos de entrega. Portugal, pelo contrário, ainda não tomou uma decisão e deveria fazê-lo o mais rápidamente possível, precisamente por causa das listas de espera que continuam a aumentar.

Já foi amplamente discutido que existem problemas estruturais identificados nas células dos F-16 da FAP que não permitem, ou pelo menos não justificam, a sua conversão para o padrão Viper. Apesar de este facto ser do conhecimento geral, alguns continuam a insistir nessa possibilidade. Há também quem defenda que Portugal pode esperar mais três ou quatro anos antes de decider. No entanto, os sinais que chegam do outro lado do Atlântico não são animadores. Neste momento, tenho sérias dúvidas de que os resultados das eleições de novembro dependam exclusivamente da vontade dos eleitores. Outros dirão “esperamos até 2028, o laranja já lá não estará”. E se em 2028 vencer o homem dos sofás? Esperamos mais quatro anos? Entretanto, as listas de espera continuam a crescer, os prazos de entrega alongam-se e persistem dúvidas sérias quanto à longevidade e à real capacidade operacional dos nossos F-16.
Posso fazer previsões ainda mais pessimistas sobre o que se passa na América, mas o que aconteceu recentemente na Venezuela, que mais parece um assalto à mão armada ou o que se prepara para acontecer em Cuba parece não preocupar ninguém. Cuba vai colapsar e será forçada a comprar tudo aos americanos. Como estas ações aconteceram a países com ditaduras, muitos fecham os olhos, mas o mais provável é que outros casos se sigam. Sinceramente preferia que Portugal não ficasse dependente de um país que atua desta forma para nem falar da Gronelândia, Ucrania, Canadá, etc...

Portugal não precisa de F-35. Portugal precisa de caças capazes de cumprir as suas missões. Em caso de um conflito envolvendo a NATO, concerteza que Portugal irá participar, mas previsivelmente numa segunda linha. Israel atacou o Irão e não o fez apenas com F-35, o que demonstra que os caças de geração 4.5 têm utilidade e continuarão a ter um papel relevante no futuro.

Com os investimentos recentes ao abrigo do SAFE, com a LPM que deverá ser publicada em breve (esperemos que com um orçamento reforçado) e com um possível SAFE 2.0, Portugal ficaria melhor servido com caças europeus. Juntando a isto os novos submarinos de que tanto se fala bem como com investimentos em áreas, como fragatas adicionais ou MMPC e patrulhas costeiros.

Com tudo isto, Portugal ficaria equipado como nunca esteve mas mesmo assim parece nunca ser suficiente.

"Portugal não precisa de F-35s". Uma forma dissimulada de dizer que Portugal precisa de gripens.
Tu queres é "casamento" com a saab. Diz lá que não.  :D
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4417 em: Fevereiro 18, 2026, 11:06:51 pm »
Mais uma vez, não vou tecer quaisquer comentários técnicos sobre as capacidades dos caças. Quero focar-me exclusivamente na vertente estratégica.

Compreendo a tentação que muitos sentem em adquirir o F-35, por inúmeras razões. Ainda assim, causa-me alguma estranheza que foristas com capacidade de análise militar estejam dispostos a colocar em risco o futuro da aviação de caça da FAP. Uma eventual compra do F-35 representa, na prática, um “casamento” com a Lockheed Martin e com os Estados Unidos. Todos sabemos que a política de vendas norte-americana especialmente no que diz respeito ao F-35  cria uma dependência quase total, extremamente dispendiosa de manter e que pode tornar-se um problema sério no futuro, sobretudo tendo em conta a instabilidade política que os Estados Unidos atravessam atualmente.

Leio frequentemente o argumento de que outros países já fizeram essa escolha e nós ficamos sempre para trás. Bélgica, Dinamarca, Holanda, Alemanha entre outros escolheram o F-35 mas convém lembrar que todos ou quase todos já tinham as encomendas feitas há muito tempo, como é evidente pelos prazos de entrega. Portugal, pelo contrário, ainda não tomou uma decisão e deveria fazê-lo o mais rápidamente possível, precisamente por causa das listas de espera que continuam a aumentar.

Já foi amplamente discutido que existem problemas estruturais identificados nas células dos F-16 da FAP que não permitem, ou pelo menos não justificam, a sua conversão para o padrão Viper. Apesar de este facto ser do conhecimento geral, alguns continuam a insistir nessa possibilidade. Há também quem defenda que Portugal pode esperar mais três ou quatro anos antes de decider. No entanto, os sinais que chegam do outro lado do Atlântico não são animadores. Neste momento, tenho sérias dúvidas de que os resultados das eleições de novembro dependam exclusivamente da vontade dos eleitores. Outros dirão “esperamos até 2028, o laranja já lá não estará”. E se em 2028 vencer o homem dos sofás? Esperamos mais quatro anos? Entretanto, as listas de espera continuam a crescer, os prazos de entrega alongam-se e persistem dúvidas sérias quanto à longevidade e à real capacidade operacional dos nossos F-16.
Posso fazer previsões ainda mais pessimistas sobre o que se passa na América, mas o que aconteceu recentemente na Venezuela, que mais parece um assalto à mão armada ou o que se prepara para acontecer em Cuba parece não preocupar ninguém. Cuba vai colapsar e será forçada a comprar tudo aos americanos. Como estas ações aconteceram a países com ditaduras, muitos fecham os olhos, mas o mais provável é que outros casos se sigam. Sinceramente preferia que Portugal não ficasse dependente de um país que atua desta forma para nem falar da Gronelândia, Ucrania, Canadá, etc...

Portugal não precisa de F-35. Portugal precisa de caças capazes de cumprir as suas missões. Em caso de um conflito envolvendo a NATO, concerteza que Portugal irá participar, mas previsivelmente numa segunda linha. Israel atacou o Irão e não o fez apenas com F-35, o que demonstra que os caças de geração 4.5 têm utilidade e continuarão a ter um papel relevante no futuro.

Com os investimentos recentes ao abrigo do SAFE, com a LPM que deverá ser publicada em breve (esperemos que com um orçamento reforçado) e com um possível SAFE 2.0, Portugal ficaria melhor servido com caças europeus. Juntando a isto os novos submarinos de que tanto se fala bem como com investimentos em áreas, como fragatas adicionais ou MMPC e patrulhas costeiros.

Com tudo isto, Portugal ficaria equipado como nunca esteve mas mesmo assim parece nunca ser suficiente.

"Portugal não precisa de F-35s". Uma forma dissimulada de dizer que Portugal precisa de gripens.
Tu queres é "casamento" com a saab. Diz lá que não.  :D
Gostava que as pessoas que acham que Portugal não precisa de F-35 fossem perguntar aos pilotos se não se importam de entrar em combate com outro avião… é tão fácil falar quando não é a nossa pele em jogo…
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4418 em: Fevereiro 18, 2026, 11:20:49 pm »
Mais uma vez, não vou tecer quaisquer comentários técnicos sobre as capacidades dos caças. Quero focar-me exclusivamente na vertente estratégica.

Compreendo a tentação que muitos sentem em adquirir o F-35, por inúmeras razões. Ainda assim, causa-me alguma estranheza que foristas com capacidade de análise militar estejam dispostos a colocar em risco o futuro da aviação de caça da FAP. Uma eventual compra do F-35 representa, na prática, um “casamento” com a Lockheed Martin e com os Estados Unidos. Todos sabemos que a política de vendas norte-americana especialmente no que diz respeito ao F-35  cria uma dependência quase total, extremamente dispendiosa de manter e que pode tornar-se um problema sério no futuro, sobretudo tendo em conta a instabilidade política que os Estados Unidos atravessam atualmente.

Leio frequentemente o argumento de que outros países já fizeram essa escolha e nós ficamos sempre para trás. Bélgica, Dinamarca, Holanda, Alemanha entre outros escolheram o F-35 mas convém lembrar que todos ou quase todos já tinham as encomendas feitas há muito tempo, como é evidente pelos prazos de entrega. Portugal, pelo contrário, ainda não tomou uma decisão e deveria fazê-lo o mais rápidamente possível, precisamente por causa das listas de espera que continuam a aumentar.

Já foi amplamente discutido que existem problemas estruturais identificados nas células dos F-16 da FAP que não permitem, ou pelo menos não justificam, a sua conversão para o padrão Viper. Apesar de este facto ser do conhecimento geral, alguns continuam a insistir nessa possibilidade. Há também quem defenda que Portugal pode esperar mais três ou quatro anos antes de decider. No entanto, os sinais que chegam do outro lado do Atlântico não são animadores. Neste momento, tenho sérias dúvidas de que os resultados das eleições de novembro dependam exclusivamente da vontade dos eleitores. Outros dirão “esperamos até 2028, o laranja já lá não estará”. E se em 2028 vencer o homem dos sofás? Esperamos mais quatro anos? Entretanto, as listas de espera continuam a crescer, os prazos de entrega alongam-se e persistem dúvidas sérias quanto à longevidade e à real capacidade operacional dos nossos F-16.
Posso fazer previsões ainda mais pessimistas sobre o que se passa na América, mas o que aconteceu recentemente na Venezuela, que mais parece um assalto à mão armada ou o que se prepara para acontecer em Cuba parece não preocupar ninguém. Cuba vai colapsar e será forçada a comprar tudo aos americanos. Como estas ações aconteceram a países com ditaduras, muitos fecham os olhos, mas o mais provável é que outros casos se sigam. Sinceramente preferia que Portugal não ficasse dependente de um país que atua desta forma para nem falar da Gronelândia, Ucrania, Canadá, etc...

Portugal não precisa de F-35. Portugal precisa de caças capazes de cumprir as suas missões. Em caso de um conflito envolvendo a NATO, concerteza que Portugal irá participar, mas previsivelmente numa segunda linha. Israel atacou o Irão e não o fez apenas com F-35, o que demonstra que os caças de geração 4.5 têm utilidade e continuarão a ter um papel relevante no futuro.

Com os investimentos recentes ao abrigo do SAFE, com a LPM que deverá ser publicada em breve (esperemos que com um orçamento reforçado) e com um possível SAFE 2.0, Portugal ficaria melhor servido com caças europeus. Juntando a isto os novos submarinos de que tanto se fala bem como com investimentos em áreas, como fragatas adicionais ou MMPC e patrulhas costeiros.

Com tudo isto, Portugal ficaria equipado como nunca esteve mas mesmo assim parece nunca ser suficiente.

isto é como um estudo cientifico em que o autor do mesmo formula várias hipóteses e antes validar cada uma delas para chegar à tese, à partida já se excluiu uma delas...  ::)

Portugal não desenvolve caças portanto teremos de nos casar com um fabricante para os próximos 30 anos. Com factos destes abaixo, qual o fornecedor que escolherias? (isto sem abordarmos sequer a parte técnica, apenas a comercial).

Citação de:  IA
+------------------------+-----------------------------+-----------------------------+
| Fighter                | Annual Production (2025)    | Orders Backlog (Feb 2026)   |
+------------------------+-----------------------------+-----------------------------+
| F-35 Lightning II      | 191 aircraft                | ~650–700 aircraft           |
| Dassault Rafale        | 26 aircraft                 | ~220 aircraft               |
| Eurofighter Typhoon    | ~12–14 aircraft             | ~130–150 aircraft           |
| Saab Gripen (E/F)      | 4~5 aircraft                | ~120–140 aircraft           |
+------------------------+-----------------------------+-----------------------------+

Acho que dei mais do que razões suficientes para excluir o F-35. Claro que esta é a minha opinião e concerteza muitos não irão concordar mas é uma opinião e como estamos num forum todas as opiniões são válidas. E muito honestamente Espero que esteja errado em muito do que escrevi. Prefiro o optimismo do JohnM sem dúvida.

Quanto ao fornecedor que escolheria, não tenho opinião formada sigo o forum para aprender. Os dados que indica não são animadores mas julgo que todos os fornecedores têm planos para aumentar a produção significativamente. Claro que isto vem de arrasto, devido ao número de ordens de compra o que não alivia grande coisa o tempo de espera.
Mas a ter de “casar” gostava de um que trouxe-se mais valias para Portugal. A industria aeronautica está a crescer e colaborações desta envergadura seriam mais que bem vindas sejam elas quais forem desde que Europeias. 
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4419 em: Fevereiro 18, 2026, 11:40:03 pm »
Portugal quietly commits €2.8 billion to buy 14 advanced fighter jets that could reshape NATO’s future

https://secom.es/portuguese-fighter-jets-portugal-commits-billions-nato-future-reshape/
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4420 em: Fevereiro 18, 2026, 11:41:14 pm »
Mais uma vez, não vou tecer quaisquer comentários técnicos sobre as capacidades dos caças. Quero focar-me exclusivamente na vertente estratégica.

Compreendo a tentação que muitos sentem em adquirir o F-35, por inúmeras razões. Ainda assim, causa-me alguma estranheza que foristas com capacidade de análise militar estejam dispostos a colocar em risco o futuro da aviação de caça da FAP. Uma eventual compra do F-35 representa, na prática, um “casamento” com a Lockheed Martin e com os Estados Unidos. Todos sabemos que a política de vendas norte-americana especialmente no que diz respeito ao F-35  cria uma dependência quase total, extremamente dispendiosa de manter e que pode tornar-se um problema sério no futuro, sobretudo tendo em conta a instabilidade política que os Estados Unidos atravessam atualmente.

Leio frequentemente o argumento de que outros países já fizeram essa escolha e nós ficamos sempre para trás. Bélgica, Dinamarca, Holanda, Alemanha entre outros escolheram o F-35 mas convém lembrar que todos ou quase todos já tinham as encomendas feitas há muito tempo, como é evidente pelos prazos de entrega. Portugal, pelo contrário, ainda não tomou uma decisão e deveria fazê-lo o mais rápidamente possível, precisamente por causa das listas de espera que continuam a aumentar.

Já foi amplamente discutido que existem problemas estruturais identificados nas células dos F-16 da FAP que não permitem, ou pelo menos não justificam, a sua conversão para o padrão Viper. Apesar de este facto ser do conhecimento geral, alguns continuam a insistir nessa possibilidade. Há também quem defenda que Portugal pode esperar mais três ou quatro anos antes de decider. No entanto, os sinais que chegam do outro lado do Atlântico não são animadores. Neste momento, tenho sérias dúvidas de que os resultados das eleições de novembro dependam exclusivamente da vontade dos eleitores. Outros dirão “esperamos até 2028, o laranja já lá não estará”. E se em 2028 vencer o homem dos sofás? Esperamos mais quatro anos? Entretanto, as listas de espera continuam a crescer, os prazos de entrega alongam-se e persistem dúvidas sérias quanto à longevidade e à real capacidade operacional dos nossos F-16.
Posso fazer previsões ainda mais pessimistas sobre o que se passa na América, mas o que aconteceu recentemente na Venezuela, que mais parece um assalto à mão armada ou o que se prepara para acontecer em Cuba parece não preocupar ninguém. Cuba vai colapsar e será forçada a comprar tudo aos americanos. Como estas ações aconteceram a países com ditaduras, muitos fecham os olhos, mas o mais provável é que outros casos se sigam. Sinceramente preferia que Portugal não ficasse dependente de um país que atua desta forma para nem falar da Gronelândia, Ucrania, Canadá, etc...

Portugal não precisa de F-35. Portugal precisa de caças capazes de cumprir as suas missões. Em caso de um conflito envolvendo a NATO, concerteza que Portugal irá participar, mas previsivelmente numa segunda linha. Israel atacou o Irão e não o fez apenas com F-35, o que demonstra que os caças de geração 4.5 têm utilidade e continuarão a ter um papel relevante no futuro.

Com os investimentos recentes ao abrigo do SAFE, com a LPM que deverá ser publicada em breve (esperemos que com um orçamento reforçado) e com um possível SAFE 2.0, Portugal ficaria melhor servido com caças europeus. Juntando a isto os novos submarinos de que tanto se fala bem como com investimentos em áreas, como fragatas adicionais ou MMPC e patrulhas costeiros.

Com tudo isto, Portugal ficaria equipado como nunca esteve mas mesmo assim parece nunca ser suficiente.

"Portugal não precisa de F-35s". Uma forma dissimulada de dizer que Portugal precisa de gripens.
Tu queres é "casamento" com a saab. Diz lá que não.  :D
Gostava que as pessoas que acham que Portugal não precisa de F-35 fossem perguntar aos pilotos se não se importam de entrar em combate com outro avião… é tão fácil falar quando não é a nossa pele em jogo…

JonhM, não estou a falar de capacidade de sobrevivência. Quaisquer que sejam as vidas em jogo é sempre algo a ter em conta se não o mais importante. Mas a verdade é que as escolhas têm de ser feitas e não essa decisão não usa um só critério. Se olharmos para os equipamentos disponiveis nas nossas forças armadas pergunto-me se estamos a dar aos nossos militares sempre o melhor para aumentar a sobrevivência dos mesmos? Quem me dera que assim fosse mas não é.

Eu não estou a por em causa que o F-35 é melhor ou pior do que outros caças. Acho que fui muito claro nesse aspecto. O meu raciocinio têm a ver com a dependencia mais elevada do F-35 em relação a outros caças e com a instabilidade e confiança zero na actual administração. Garantidamente sabes muito mais do que eu de politica americana e oiço com bom grado o teu optimismo e sinceramente espero que tenhas razão que dentro em breve tudo se resolva democraticamente. Mas infelizmente na minha opinião vai mais de encontro ao que disse o Mark Carney “We are in the midst of a rupture, not a transition” 
 

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goncalobmartins

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4421 em: Fevereiro 18, 2026, 11:44:14 pm »
Portugal quietly commits €2.8 billion to buy 14 advanced fighter jets that could reshape NATO’s future

https://secom.es/portuguese-fighter-jets-portugal-commits-billions-nato-future-reshape/

Citar
The Numbers Game: What 14 Fifth-Generation Jets Really Means
The minimum requirement of 14 fifth-generation fighters represents a calculated compromise between operational needs and fiscal reality. This number would maintain Portugal’s ability to fulfill NATO obligations while providing adequate domestic air defense coverage.

Here’s how the proposed Portuguese fighter jets acquisition breaks down:

Requirement   Current F-16 Fleet   Proposed Fifth-Gen Fleet
Total Aircraft   24 F-16AM/BM   14+ Fifth-Generation
NATO Air Policing   4-6 aircraft   4 aircraft
National Defense   8-12 aircraft   6-8 aircraft
Training/Maintenance   6-8 aircraft   2-4 aircraft
Service Life   30+ years   30-40 years planned

The reduction in total numbers isn’t as dramatic as it appears. Fifth-generation fighters like the F-35A Lightning II offer significantly greater capabilities per aircraft. Advanced sensors, stealth technology, and superior situational awareness mean fewer jets can accomplish missions that previously required larger formations.

Key advantages of the proposed fleet include:

Enhanced survivability through stealth characteristics
Advanced sensor fusion providing superior battlefield awareness
Interoperability with NATO allies already operating fifth-generation platforms
Lower lifecycle costs compared to extending F-16 operations
Future-proof technology capable of receiving upgrades for decades

Military procurement specialist Colonel (ret.) António Silva emphasizes the strategic thinking: “Fourteen modern fighters with advanced capabilities are worth more than 24 aging platforms that struggle to penetrate modern air defenses.”
« Última modificação: Fevereiro 18, 2026, 11:46:07 pm por goncalobmartins »
 
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JohnM

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4422 em: Fevereiro 18, 2026, 11:46:58 pm »
Portugal quietly commits €2.8 billion to buy 14 advanced fighter jets that could reshape NATO’s future

https://secom.es/portuguese-fighter-jets-portugal-commits-billions-nato-future-reshape/
Gostava de saber as fontes usadas no artigo... a ser verdade, seriam excelentes noticias...
 
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Bubas

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4423 em: Fevereiro 18, 2026, 11:48:06 pm »
Muito obrigado pela clareza.

Mais uma vez, não vou tecer quaisquer comentários técnicos sobre as capacidades dos caças. Quero focar-me exclusivamente na vertente estratégica.

Compreendo a tentação que muitos sentem em adquirir o F-35, por inúmeras razões. Ainda assim, causa-me alguma estranheza que foristas com capacidade de análise militar estejam dispostos a colocar em risco o futuro da aviação de caça da FAP. Uma eventual compra do F-35 representa, na prática, um “casamento” com a Lockheed Martin e com os Estados Unidos. Todos sabemos que a política de vendas norte-americana especialmente no que diz respeito ao F-35  cria uma dependência quase total, extremamente dispendiosa de manter e que pode tornar-se um problema sério no futuro, sobretudo tendo em conta a instabilidade política que os Estados Unidos atravessam atualmente.

Leio frequentemente o argumento de que outros países já fizeram essa escolha e nós ficamos sempre para trás. Bélgica, Dinamarca, Holanda, Alemanha entre outros escolheram o F-35 mas convém lembrar que todos ou quase todos já tinham as encomendas feitas há muito tempo, como é evidente pelos prazos de entrega. Portugal, pelo contrário, ainda não tomou uma decisão e deveria fazê-lo o mais rápidamente possível, precisamente por causa das listas de espera que continuam a aumentar.

Já foi amplamente discutido que existem problemas estruturais identificados nas células dos F-16 da FAP que não permitem, ou pelo menos não justificam, a sua conversão para o padrão Viper. Apesar de este facto ser do conhecimento geral, alguns continuam a insistir nessa possibilidade. Há também quem defenda que Portugal pode esperar mais três ou quatro anos antes de decider. No entanto, os sinais que chegam do outro lado do Atlântico não são animadores. Neste momento, tenho sérias dúvidas de que os resultados das eleições de novembro dependam exclusivamente da vontade dos eleitores. Outros dirão “esperamos até 2028, o laranja já lá não estará”. E se em 2028 vencer o homem dos sofás? Esperamos mais quatro anos? Entretanto, as listas de espera continuam a crescer, os prazos de entrega alongam-se e persistem dúvidas sérias quanto à longevidade e à real capacidade operacional dos nossos F-16.
Posso fazer previsões ainda mais pessimistas sobre o que se passa na América, mas o que aconteceu recentemente na Venezuela, que mais parece um assalto à mão armada ou o que se prepara para acontecer em Cuba parece não preocupar ninguém. Cuba vai colapsar e será forçada a comprar tudo aos americanos. Como estas ações aconteceram a países com ditaduras, muitos fecham os olhos, mas o mais provável é que outros casos se sigam. Sinceramente preferia que Portugal não ficasse dependente de um país que atua desta forma para nem falar da Gronelândia, Ucrania, Canadá, etc...

Portugal não precisa de F-35. Portugal precisa de caças capazes de cumprir as suas missões. Em caso de um conflito envolvendo a NATO, concerteza que Portugal irá participar, mas previsivelmente numa segunda linha. Israel atacou o Irão e não o fez apenas com F-35, o que demonstra que os caças de geração 4.5 têm utilidade e continuarão a ter um papel relevante no futuro.

Com os investimentos recentes ao abrigo do SAFE, com a LPM que deverá ser publicada em breve (esperemos que com um orçamento reforçado) e com um possível SAFE 2.0, Portugal ficaria melhor servido com caças europeus. Juntando a isto os novos submarinos de que tanto se fala bem como com investimentos em áreas, como fragatas adicionais ou MMPC e patrulhas costeiros.

Com tudo isto, Portugal ficaria equipado como nunca esteve mas mesmo assim parece nunca ser suficiente.
 

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Subsea7

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4424 em: Fevereiro 18, 2026, 11:54:15 pm »
Portugal quietly commits €2.8 billion to buy 14 advanced fighter jets that could reshape NATO’s future

https://secom.es/portuguese-fighter-jets-portugal-commits-billions-nato-future-reshape/
Gostava de saber as fontes usadas no artigo... a ser verdade, seriam excelentes noticias...

fake
 
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