Certo, mas... o Canadá não é Portugal, com 40 milhões de habitantes e recursos naturais abundantes, com industria de valor acrescentado em R&D tecnologias podiam fazer muito mais, inclusive ter mais que um tipo de caça como a Australia (com menos 10 milhões, embora nesse caso as necessidades sejam diferentes).
O ideal para eles seria F-35+EF, com o ultimo em vista no GCAP como o substituto.
Claro que podiam ter mais que um tipo de caça. Mas para isso é preciso haver vantagens em operar 2 modelos.
Caso contrário, entre ter 88 F-35, ou 44 F-35 e 44 Typhoon, compensa mais ter uma frota única, que é mais capaz e mais barata.
Por muito superior que o F35 seja e, mesmo numa análise custo / benefício, seja destacadamente o vencedor... quem não iniciou o processo - Portugal - não o pode escolher agora, por razões óbvias (MAGA e, vamos a ver, futuro das relações "atlânticas" a médio prazo).
Sendo que comprar outro modelo, novo, é (custo / benefício e "picar os MAGAs) é a decisão errada. Por isso resta saber se temos suficientes F16 que aguentem uma decisão adiada quase mais meia dúzia de anos - i.e. Presidenciais, eleições para Senado / Câmara dos Representantes e "midterm elections" seguintes; ou se esses F16 merecem um upgrade (HV e AN/APG-83 SABR, principalmente); ou quais as alternativas "usadas", melhores que os F16 atuais (o que não é difícil) e que tenham HV!
Será uma solução pior - em qualidade de caça e em custo / benefício - que F35 novos, já? É, mas uma decisão dessas não é só esse ponto, de modo nenhum.
Mas também devemos ter em mente que ter Eurofighter Typhoon "MLU" não é a coisa pior que nos aconteceu, não é o fim do mundo... se os tivermos e também tivermos "P3 Orion", drones, pilotos bem treinados, munições, fragatas, sistemas defesa aérea... que diabo, já houve coisas piores.
Para o bem da FAP, o upgrade V devia voltar para a mesa de discussão. Porque senão corre o risco de esgotar o orçamento todo em Eurocanards, e depois não há salto geracional para ninguém.
O upgrade V de toda a frota F-16 deveria ficar a cerca de metade do preço da compra + MLU de Typhoons em segunda-mão. Com a vantagem de ser muito mais fácil a transição de F-16MLU para V, do que mudar toda a logística para Typhoon.
A diferença de preço entre estas 2 soluções stop-gap, permitia, no caso do F-16V, que sobrasse dinheiro para munições em quantidades decentes - e é nas munições que se torna um 4.5G minimamente relevante.
A compra de um 4.5G não faz sentido nenhum. Só lunáticos é que acham essa uma opção viável.
Para a FAP comprar Typhoon usados e fazer MLU, seria o fim do mundo porque essa brincadeiras ficaria a uns 3000M, provavelmente sem uma única munição. É muito dinheiro para uma solução stop-gap.
Quem é que decidiu comprar que já não tivesse processo de compra, contrato incluído? Ativar cláusula de opção não é o mesmo. Sendo que Espanha, França, Suécia e, até a Alemanha (a compra de F35 é para um "nicho", não o caça principal) não se consideram indefesas por não ser o F-35 o seu caça. Não teremos o melhor caça? Certo, mas estaremos muito longe de não ter caças.
Tivéssemos a receber os F-35 esta questão não se colocava; como a decisão não está tomada agora não pode ser essa e ou adiamos com o que temos, "adiamos" com MLU aos F16, compramos Eurofighter usados e MLU ou, a pior, os compramos novos.
A única alternativa pragmática e lógica é adiar, mantendo os F-16. Adiar mais 3/4 anos, e com o resuldado das mid terms começar a fazer um plano. Com ou sem F-35.
Esses países que mencionas, são todos membros da NATO, como estão não estão indefesos por fazerem parte da aliança, que lhes permite ter material de segunda linha.
Na Defesa colectiva da Europa, vão ser os F-35 europeus a fazer o trabalho duro, para permitir os 4.5G operar.
Actualmente, esses países europeus não têm potenciais adversários com caças 5G, sendo que os Su-57 russos são em número quase insignificante. Num contexto em que este factor muda, com os Su-57, J-20, J-35, etc a serem comprados por algum adversário, a conversa é outra.
Basta ver a forma como os espanhóis borraram a cueca assim que viram que Marrocos podia comprar F-35, e a Argélia Su-57. Se Portugal comprar F-35, dá-lhes uma coisinha má.