Documentos e Doutrina

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Duarte

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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #390 em: Março 11, 2026, 02:38:32 am »
Não há qualquer indício de que nos vai ser exigido uma unidade de aviação SOF, nem um SOLTG exige tal. Um SOLTG tem que ter acesso a uma SOATU ou aviação (helis) nacional. Acesso. Não precisa de ser integrado. Sabemos porque atualmente o nosso SOLTG é certificado pela NATO sem o ter.
Precisa é de ter pessoal qualificado em coordenar apoio aéreo, JTAC, planeamento, integração, etc. Muitas desta valências são exteriores à FOpEsp até.

Eu apenas mencionei que havendo uma unidade destas ficaria sob um comando SOF. Já foi falado aqui na potencial compra de Chinooks, e caberá à UHAPE estas missões, juntamente com UH-60 devidamente equipados e pessoal treinado com cursos SOF. https://www.nshq.nato.int/training
Para FA pequenas , as unidades de aviação têm obrigatoriamente que ser "full spectrum" no leque de missões atribuídas.

Falei nos paras, porque em muitos exércitos o recrutamento para as SOF vem precisamente deste tipo de unidade (no RU o Para Regiment é fonte de recrutamento para SAS, tal como nos EUA Airborne é fonte de recrutamento primário para as SOF deles. Já em Portugal não sei se ainda se faz recrutamento direto de civis para a FOEsp? Aumentem os salários que aparecem mais candidatos. Claro que "canibalizar" os paras ou comandos para formar um segundo SOLTG não é ideal, estas unidades já têm falta de pessoal. Mas o pessoal terá que vir de algum lado.

As instalações do CTOE acho que não devem acomodar o pessoal de um segundo SOLTG?
Lamego não dispõe de espaço, infraestruturas ou capacidade de alojamento para acolher dois SOLTG totalmente independentes, pelo menos não de acordo com as normas da NATO.

Se Portugal chegar a formar realmente dois SOLTGs, o segundo precisará quase de certeza de ser baseado noutro quartel. Felizmente não faltam regimentos fantasma para albergar un segundo SOLTG.  :mrgreen:

Pessoal será mais difícil.

« Última modificação: Março 11, 2026, 11:45:10 am por Duarte »
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Cabeça de Martelo

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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #391 em: Março 11, 2026, 02:46:30 pm »
Editado: informação incorrecta.
« Última modificação: Março 11, 2026, 02:56:44 pm por Cabeça de Martelo »
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Cabeça de Martelo

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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #392 em: Março 11, 2026, 02:51:24 pm »
Citar
O tamanho de um SOLTG nacional (Special Operations Land Task Group português) varia conforme o contexto e os compromissos assumidos, mas no caso do destacamento contínuo na Roménia (no âmbito dos compromissos NATO para o flanco leste), o efetivo autorizado e projetado é até 40 militares.

Esta informação vem diretamente de fontes oficiais do Exército Português (como a revista "Ponto de Reunião" de 2025), onde se indica que o primeiro SOLTG ROU (válido de 2024 a 2030) se materializa numa Força Nacional Destacada (FND) com efetivo autorizado até 40 militares.

A composição típica inclui: um Comando e Estado-Maior (capaz de funções S1 a S6), duas Special Operations Task Units (SOTU) de cerca de 10 elementos cada, além de elementos de apoio de combate (ex.: snipers, JTAC, EOD, comunicações, Quick Reaction Force) e apoio de serviços/logístico. Isso permite autonomia para operações independentes por pelo menos 30 dias, em linha com padrões NATO para um SOTG/SOLTG.

Em termos mais genéricos (não específicos ao destacamento romeno), um SOLTG/SOTG pode ser escalável e incluir até 6 SOTU (com 8 a 16 elementos cada), mas o modelo português nacional para missões como a Roménia é mais compacto e focado em cerca de 30-40 militares no contingente projetado, para garantir sustentabilidade e interoperabilidade num SOCC combinado.Este tamanho reflete o equilíbrio entre capacidades robustas de operações especiais terrestres e as limitações de recursos humanos do Exército Português, priorizando qualidade e prontidão sobre volume. Rotações sucessivas (1.ª, 2.ª, 3.ª FND SOLTG ROU) mantêm esta ordem de grandeza, com bom desempenho levando a reforços qualitativos, mas sem aumento significativo do efetivo base.

Esse segundo SOLTG não será para reforço à nossa missão na Roménia? Ou seja, é um reforço do contingente e não do tamanho da FOEsp. Será?
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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #393 em: Março 11, 2026, 03:06:25 pm »
É tudo informação do Grok:

A Força de Operações Especiais (FOEsp ou FOE) do Exército Português é a componente operacional principal gerada pelo Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE), sediado em Lamego e integrado na Brigada de Reação Rápida (BrigRR).  O CTOE é uma unidade do tipo regimental (estrutura base do Exército), com missão dupla:  Formar militares na área de Operações Especiais (através do Curso de Operações Especiais e outros). 
Aprontar, treinar e manter a FOE como força operacional de elite.

Estrutura Orgânica do CTOE (componente fixa/base)

Comandante (Coronel). 
Estado-Maior. 
Companhia de Comando e Serviços (CCS) — apoio administrativo, logístico e de serviços. 
Batalhão de Formação (ou Companhia de Formação) — responsável pela instrução e cursos de especialidade. 
Gabinete de Atendimento Público de Lamego (funções administrativas locais). 
Força de Operações Especiais (FOE) — a unidade operacional propriamente dita (encargo operacional do CTOE).

Estrutura da Força de Operações Especiais (FOE) — componente operacional

A FOE é uma força de pequeno efetivo, altamente selecionada, treinada e equipada para operações especiais (reconhecimento especial, ação direta, assistência militar, contraterrorismo, etc.), alinhada com doutrina NATO.  A sua organização (atualizada em revisões recentes, como o Quadro Orgânico aprovado em 2016 e ajustado em 2024 para requisitos NATO) é escalável e flexível, organizada em torno de: 

Comando e Estado-Maior do SOTG (Special Operations Task Group) — coordenação e planeamento (S1 a S6), com capacidades de comando e controlo contínuo. 
Special Operations Task Units (SOTU) — unidades base de execução (tipicamente 6 SOTU orgânicas):  Cada SOTU tem cerca de 16 militares (comandada por Major ou Capitão). 
Composição típica: 2 oficiais + 6 sargentos + 8 cabos (total ~16). 
Flexível: pode variar de 4 a 16 elementos, reforçada conforme missão. 
Muitos elementos habilitados em saltos operacionais (asa automática ou queda livre).

Apoio de Combate — destacamentos especializados (ex.: snipers, JTAC para controlo de fogos aéreos, EOD/IED, comunicações avançadas, Quick Reaction Force). 
Apoio de Serviços / Logístico — Unidade de Apoio de Serviços (UAS), incluindo:  Pelotão de Apoio Logístico. 
Módulo sanitário. 
Módulo de comunicações e sistemas de informação (CSI).

Em missões como o SOLTG na Roménia (exemplo real de projeção), a FOE gera um Special Operations Land Task Group (SOLTG) com efetivo até ~40 militares:  Comando + Estado-Maior. 
2 SOTU (a ~10 elementos cada). 
Destacamento de Apoio de Combate. 
Destacamento de Apoio de Serviços.

Esta estrutura permite autonomia para operações independentes (mínimo 30 dias), interoperabilidade NATO e integração em SOCC (Special Operations Component Command) combinados. A FOE destaca-se pela elevada prontidão, rusticidade e capacidade de infiltração (ar, mar, terra) em ambientes hostis.Em resumo, a FOEsp é compacta mas robusta, focada em qualidade sobre quantidade, com ~100-150 militares no total estimado (incluindo rotações e apoios), priorizando especialização em tarefas de alto risco e impacto estratégico.

O Destacamento de Ações Especiais (DAE) da Marinha Portuguesa é a unidade de operações especiais do Corpo de Fuzileiros, criada em 1985 e considerada uma das forças especiais mais pequenas mas altamente qualificadas das Forças Armadas Portuguesas. Depende diretamente do Comando do Corpo de Fuzileiros (sediado na Base Naval de Lisboa/Alfeite), e os seus militares são recrutados exclusivamente de entre fuzileiros dos quadros permanentes com elevada experiência operacional (não admite temporários).O DAE é caracterizado por um elevado nível de secretismo quanto à sua organização interna detalhada, efetivos exatos e estrutura precisa (informação classificada ou não divulgada publicamente em detalhe). No entanto, com base em fontes oficiais da Marinha Portuguesa (site dos Fuzileiros), Wikipedia e descrições doutrinárias, a sua estrutura é escalável e flexível, alinhada com padrões NATO para forças marítimas de operações especiais.

Estrutura Geral e Organização

Comando — Comandante (normalmente um Oficial Superior, Major ou Tenente-Coronel) com Estado-Maior reduzido para planeamento, coordenação e funções S1-S6 (pessoal, inteligência, operações, logística, comunicações, etc.).
Equipa / Task Units — Capacidade para operar desde pequenas equipa (4-8 elementos) até uma Special Operations Maritime Task Unit (SOMTU) completa (equivalente a uma unidade de tarefa marítima de operações especiais, tipicamente 16-30 elementos, dependendo da missão).As subunidades são organizadas em Task Units ou Task Elements modulares, com foco em infiltração/exfiltração por mar, ar e terra.
Inclui especialistas em: mergulho de combate (SCUBA/closed-circuit), paraquedismo (abertura automática e manual), fast-rope/helicóptero, VBSS (Visit, Board, Search and Seizure), CT (contraterrorismo marítimo), reconhecimento especial, ação direta, sabotagem, remoção de obstáculos subaquáticos, etc.

Apoio Especializado — Elementos integrados ou destacados para:Snipers / marksmen.
JTAC (Joint Terminal Attack Controller) para controlo de fogos aéreos/navais.
EOD/IED (explosivos e dispositivos improvisados).
Comunicações avançadas e sistemas de informação.
Suporte médico de combate (TCCC).
Logística autónoma (capaz de operações independentes por períodos prolongados).

Tamanho e Efetivo

O DAE é uma das unidades de forças especiais mais pequenas das Forças Armadas Portuguesas, com estimativas públicas apontando para cerca de 60 militares no total (incluindo comando, operadores e apoios). Este número é aproximado e pode variar com rotações, formações e compromissos operacionais (ex.: destacamentos na Roménia integrados em SOMTU dentro de SOLTG combinados).Em missões reais (ex.: Roménia desde 2023/2024), o DAE projeta tipicamente SOMTU com 15-25 elementos (integrados em forças nacionais destacadas, como na 6ª FND SOMTU ROU), com bom desempenho levando a rotações contínuas e treino conjunto com Navy SEALs, forças romenas, polacas, etc.
A estrutura permite grande autonomia, elevado poder de combate dissimulado e equipamento sofisticado, com ênfase em qualidade, treino rigoroso e interoperabilidade NATO (pode integrar SOTG/SOCC combinados).

Em resumo, o DAE é compacto, elite e focado em operações especiais marítimas/costeiras (incursões anfíbias, contraterrorismo naval, reconhecimento subaquático, etc.), com capacidade para operar em todo o espectro de missões SOF, desde isoladas até integradas. A sua organização é intencionalmente discreta, priorizando operacionalidade e secretismo sobre divulgação detalhada.

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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #394 em: Março 11, 2026, 03:54:56 pm »
Fontes oficias e semi-oficiais:

Citar
em 09 de setembro de 2016, foi aprovada o modelo da atual estrutura orgânica da FOE. Esta orgânica fez parte da proposta do Plano de Implementação da Força de Operações Especiais (PIFOE) e foi um marco nas OE, pelo reconhecimento do Exército da natureza específica desta tipologia de Força, quer pela adoção da terminologia e organização, tendo por referência a doutrina NATO, quer pela integração de novas capacidades específicas: Joint Terminal Attack Controller (JTAC) e Technical Exploitation Operations (TEO). Com maior detalhe, esta organização estabeleceu: um aumento significativo da Estrutura de Comando e Estado-Maior da FOE; seis Unidades Tarefa de Operações Especiais (UTOE) (Special Operations Task Unit – SOTU) a 16 militares; cada SOTU é comandada por um Major ou Capitão e é constituída por oito graduados (dois oficiais e seis sargentos) e oito cabos; os militares das SOTU estão preferencialmente habilitados com o Curso de Saltador Operacional com Asa Automática ou Queda Livre Operacional; a manutenção da capacidade Sniper sem diferenciar equipas pesadas ou ligeiras; um Quadro de Material e a representação esquemática da sua orgânica mais detalhados e alinhados com o Projeto da Lei de Programação Militar (LPM) do material específico da FOE.

https://aoe.pt/sobre-oe/historia-das-operacoes-especiais/

Citar
Um Special Operations Task Group (SOTG) pode ser de natureza terrestre (SOLTG), marítima (SOMTG) ou aérea (SOATG). O
SOTG é autossustentado e, normalmente, é gerado por uma única nação e empregue para conduzir operações especiais. Se empregue em apoio de uma força convencional o SOTG deve ser integrado na estrutura desta força por um elemento funcional de operações especiais com autoridade para o efeito por norma o Special Operations Command and Control Element (SOCCE). O SOTG para executar toda a tipologia de operações que lhe estão confiadas e deve ser capaz de fornecer capacidades mínimas (nível 1) para conduzir
Assistência Militar (MA), Reconhecimento Especial (SR) e Ação Direta (DA) com a finalidade de criar efeitos apropriados em apoio à operação ou campanha conjunta.
Os requisitos de capacidade são associados a requisitos operacionais no Combined Joint Statement Of Requirements (CJSOR), em contexto de planeamento
operacional para o cumprimento de missões. As capacidades de nível 1 devem ser consideradas como os requisitos mínimos
sendo que as capacidades de nível 2 e 3 podem ser necessárias para responder a requisitos operacionais mais exigentes.

Genericamente um SOLTG é composto por: 1 Comando e estado-maior (EM)
capaz de conduzir funções de S1 a S6,
tem até 6 Special Operations Task Unit (SOTU) subordinadas (8 a 16 elementos por SOTU), tem Estruturas de apoio de, podendo compreender equipas
snipers, Joint Terminal Attack Controller, equipas Explosive Ordenance Disposal, equipas Technical Exploitation, comunicações, Quick Reaction Force, entre outros.

Deve ter também, estruturas de apoio de serviços, tal como apoio sanitário, apoio de manutenção e unidades de sustentação logística.
A nível nacional, impulsionado pela
invasão da Ucrânia pela Rússia, e subsequente ativação dos planos de defesa da NATO Graduated Response Plans (GRP), foi decidido, de acordo com Deliberação
do Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) de 22Mar22 e a diretiva N.º 34/ CEMGFA/22, a participação portuguesacom um Contingente Nacional (CN) na
Roménia, com uma Companhia de Atiradores Mecanizada (CAtMec) e uma Força de Operações Especiais (FOE).
A cooperação com a Roménia, no âmbito bilateral, visou a projeção de uma FOE, para fortalecer as relações bilaterais
ao nível militar através da troca de experiências e conhecimentos das unidades de Operações Especiais, atividades de treino e execução de exercícios conjuntos e
combinados em território romeno. Mais recentemente, em sede de Force Sourcing Conference (FSC), Portugal ofereceu um
Special Operations Land Task Group para a Roménia (SOLTG ROU), válido entre
2024 e 2030. Nesse sentido, de acordo com Deliberação do CSDN de 19Dec23 e a diretiva N.º 23/CEMGFA/24, o primeiro
SOLTG ROU foi projetado e materializa-se numa FND com efetivo autorizado até 40 militares.

https://assets.exercito.pt/SiteAssets/GabCEME/Comunica%C3%A7%C3%A3o/Jornal%20e%20Revistas%20do%20Ex%C3%A9rcito/Revistas/Ponto%20de%20Reuni%C3%A3o/Ponto%20de%20Reuni%C3%A3o%202025.pdf

Citar
Forças de Operações Especiais (FOE) sofreurecentemente uma restruturação ao nível do
seu Quadro Orgânico de Pessoal (QOP), encontrando-se neste momento organizada da seguinte forma, Comando, Estado-Maior (EM), Special Operations Task Unit (SOTU) ALFA, SOTU BRAVO 1, SOTU BRAVO 2, SOTU, BRAVO 3, SOTU BRAVO 4, SOTU BRAVO 5, Unidade de Apoio de Combate (UAC) e Unidade de Apoio de Serviços (UAS).

As Unidades Táticas representam o escalão de combate mais baixo dentro das Special Operations Forces (SOF), podendo ser
empregues dentro do Vetor Aéreo,Terrestre e Anfíbio. Uma SOTU pode ser organizadas com um efetivo de 04 a 16 militares, capazes de conduzir operações
em todo o espectro das operações militares, no cumprimento das tarefas associadas às missões de Reconhecimento Especial (RE), Ação Direta (AD), Assistência
Militar (AM) e Ação Indireta (AI). As SOTU’s podem ser projetadas por via aérea, terrestre ou marítima e são normalmente articuladas em Equipas de Operações Especiais a quatro elementos, assentes em quatro princípios, onde todos os operadores devem ser exímios e distintos, são
eles o Shoot, Move, Communicate e o Medicate.
Tendo por base no novo QOP da FOE, as SOTU’s diferem umas das outras com base nas suas capacidades de mobilidade
e respetivos equipamentos, a SOTU A e B1 encontram-se direcionadas para o Vetor Aéreo, a SOTU B2 e B3 direcionadas
para o Vetor Terrestre, enquanto que a SOTU B4 e B5 estão direcionadas para o Vetor Anfíbio, realçando ainda, que todas
as SOTU’s têm na sua estrutura orgânica de material (EOM) base as viaturas VAMTAC URO SOF, por forma a garantirem a
sua mobilidade e proteção.

Resumindo, um SOLTG tem elementos de comando e apoio e 2 a 6 SOTU que podem ter entre 4 a 16 elementos. Daí entre 40 elementos na SOLTG/ROU, mas a FOE com 6 SOTU na totalidade deve ter 120 ou mais elementos e o CTOE talvez entre 250-300 ao todo? Eu lembro-me de ler um artigo numa revista do Exército que referia este números, se bem me recordo. Vou procurar..
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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #395 em: Março 11, 2026, 08:40:22 pm »
Esteve a ver por outros lugares,

O modelo Belga seria o melhor para Portugal.

O Special Opérations Régiment: com um efetivo de 1500 à 2000 militares.

-FOE com equipas ISR etc.. com cerca de 300/500
-2e Bataillon Commando
-3e Bataillon Para
-Diversas unidades apoio escalao cia


E agora voltaram a ter 2 Brigadas Médias (2/3 GT por brigada) + FAG

Penso que devia ser esse o modelo seguido pelo exercito portugues.
 

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Duarte

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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #396 em: Março 11, 2026, 11:29:53 pm »
Esteve a ver por outros lugares,

O modelo Belga seria o melhor para Portugal.

O Special Opérations Régiment: com um efetivo de 1500 à 2000 militares.

-FOE com equipas ISR etc.. com cerca de 300/500
-2e Bataillon Commando
-3e Bataillon Para
-Diversas unidades apoio escalao cia


E agora voltaram a ter 2 Brigadas Médias (2/3 GT por brigada) + FAG

Penso que devia ser esse o modelo seguido pelo exercito portugues.

O ROE Belga é uma especie de mini-brigada de reação rápida. Em tempos foi mesmo brigada "para-comando", e ao longo dos anos 1950 e  tal - 1990 foi regimento Para-Comando (com um batalhão Paras e um de Comandos). Teve experiência operacional em Kolwezi nos anos 70 e no antigo Congo Belga nos anos 60.

1952–1991: Regimento Para‑Comando
1º Batalhão Paraquedista

2º Batalhão Comando

Entre 1991–2003 foi Brigada Para‑Comando. Expansão para brigada com artilharia, engenharia, logística e apoio médico.

Era uma grande unidade de manobra ligeira, não SOF.

2003–2018: Light Brigade na reestruturação pós‑Guerra Fria. Mais foco em projeção rápida.

Ainda não era SOF, mas aproximava-se do perfil “airborne/air assault”.

2018–presente: Special Operations Regiment (SOR)
Transformação profunda:

Special Forces Group (SFG)

2nd Commando Battalion

3rd Parachute Battalion

Centros de treino (paraquedismo, commando)

6º Grupo CIS

Objetivo: criar uma força SOF modular, interoperável e certificável pela NATO.

https://egmontinstitute.be/app/uploads/2016/04/SPB70.pdf?type=pdf


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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #397 em: Março 12, 2026, 12:29:51 pm »
Uma coisa que por norma o pessoal não percebe é que os Paraquedistas e os Comandos belgas são uma só tropa e na prática são Paraquedistas e não Comandos. Para além disso a diferença de Boinas e nomes de unidades não é por causa de diferentes qualificações, mas sim para colocar os francófonos numas unidades é os flamengos noutras.
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dc

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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #398 em: Hoje às 01:38:22 am »
Não há qualquer indício de que nos vai ser exigido uma unidade de aviação SOF, nem um SOLTG exige tal. Um SOLTG tem que ter acesso a uma SOATU ou aviação (helis) nacional. Acesso. Não precisa de ser integrado. Sabemos porque atualmente o nosso SOLTG é certificado pela NATO sem o ter.
Precisa é de ter pessoal qualificado em coordenar apoio aéreo, JTAC, planeamento, integração, etc. Muitas desta valências são exteriores à FOpEsp até.

Lá porque supostamente não vem escrito nos alvos capacitários da NATO um determinado meio/capacidade, não significa que não se deva investir nela.

Os alvos capacitários da NATO representam o mínimo esperado para cada país, não o ideal e muito menos o máximo. Isto não é um conceito difícil de perceber.

Se querem sonhar com um "SOCOM", convém não andar com minimalismos nos meios que tipicamente devem apoiar/projectar este tipo de forças.

Principalmente num país que há poucos anos definia África como uma prioridade, o que implica uma certa autonomia de capacidades.

Os helis nacionais simplesmente não cumprem os requisitos modernos para apoiar OEs. Quer cries uma esquadra directamente ligada a esse "SOCOM", ou uma esquadra na FAP com helis bem equipados para CSAR e apoio a OEs,  certo é que precisas de algo.

Os Chinook neste momento não passam de um sonho molhado do Exército. E mesmo que viessem, continuaria a faltar UH-60 muito melhor equipados.

Depois existe toda a parte de sustentar estas Forças, da inteligência, etc.

Se é para se falar em "mini-SOCOM", que se faça como deve ser.
 

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Re: Documentos e Doutrina
« Responder #399 em: Hoje às 02:59:15 am »

Lá porque supostamente não vem escrito nos alvos capacitários da NATO um determinado meio/capacidade, não significa que não se deva investir nela.

Os alvos capacitários da NATO representam o mínimo esperado para cada país, não o ideal e muito menos o máximo. Isto não é um conceito difícil de perceber.

Se querem sonhar com um "SOCOM", convém não andar com minimalismos nos meios que tipicamente devem apoiar/projectar este tipo de forças.

Principalmente num país que há poucos anos definia África como uma prioridade, o que implica uma certa autonomia de capacidades.

Os helis nacionais simplesmente não cumprem os requisitos modernos para apoiar OEs. Quer cries uma esquadra directamente ligada a esse "SOCOM", ou uma esquadra na FAP com helis bem equipados para CSAR e apoio a OEs,  certo é que precisas de algo.

Os Chinook neste momento não passam de um sonho molhado do Exército. E mesmo que viessem, continuaria a faltar UH-60 muito melhor equipados.

Depois existe toda a parte de sustentar estas Forças, da inteligência, etc.

Se é para se falar em "mini-SOCOM", que se faça como deve ser.

Sem dúvida, o que se vai edificar obedecerá aos requisitos e à doutrina NATO, "fear naught".  c56x1
Quanto aos 3,5%, o tempo dirá. Se o mundo está prestes a entrar numa grave e prolongada crise económica, porque um pedófilo nojento iniciou uma guerra completamente desnecessária e inútil para distrair os seus seguidores imbecis dos seus crimes nefastos, se calhar não chegamos aos 3,5%. Veremos.
« Última modificação: Hoje às 03:23:20 am por Duarte »
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