Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique

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zawevo

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Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« em: Dezembro 07, 2020, 07:07:47 pm »
Esta malta da politica está mortinha em arranjar um atoleiro para as nossas Forças (Des) Armadas. Não temos efectivos nem para guardar os paióis quanto mais para projectar forças para o cú do mundo. O Exército Português em vez de ser uma força para defender o país vai ser transformada numa força pretoriana para defenderem interesses de terceiros.

Ministro da Defesa desloca-se a Moçambique entre 4.ª e 6.ª feira
https://www.tsf.pt/portugal/politica/ministro-da-defesa-desloca-se-a-mocambique-entre-4-e-6-feira-13115232.html

João Gomes Cravinho estará em Moçambique, a convite do homólogo Jaime Bessa Neto, com quem se reunirá na capital, Maputo, no primeiro dia da "visita de trabalho".

PorLusa
07 Dezembro, 2020 • 17:06

O ministro da Defesa, Gomes Cravinho, reúne-se na quarta-feira, em Maputo, com o homólogo moçambicano, Jaime Bessa Neto, no âmbito de uma "visita de trabalho" sobre a cooperação bilateral nesta área e as relações entre Europa e África.

João Gomes Cravinho estará em Moçambique entre quarta e sexta-feira, a convite do homólogo Jaime Bessa Neto, com quem se reunirá na capital, Maputo, no primeiro dia da "visita de trabalho", indica uma nota do Ministério da Defesa Nacional.

A visita visa "abordar a Cooperação no Domínio da Defesa (CDD) existente entre os dois países, no âmbito da negociação de um novo Programa-Quadro", adianta o ministério da Defesa na mesma nota, sublinhando que o Acordo de Cooperação Técnica no Domínio Militar entre Portugal e Moçambique foi assinado, nesta mesma data, em 1988.

Eurodeputados pedem intervenção da UE em Moçambique. Washington quer apoiar governo

Outro dos temas em análise no encontro, acrescenta, será "a prioridade conferida pela Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (PPUE), que se iniciará em janeiro de 2021, ao estreitamento das relações no domínio da segurança e defesa entre a Europa e África".

A última visita de um ministro da Defesa português a Moçambique realizou-se em fevereiro de 2018, sendo na altura o titular da pasta Azeredo Lopes.

No passado dia 27 de novembro, o ministro da Defesa assumiu que a presidência portuguesa da União Europeia terá como prioridade o reforço da parceria com África em matéria de paz e segurança, visando travando a "crescente instabilidade e violência" no continente.

Intervindo num seminário sobre Defesa, em Lisboa, Gomes Cravinho sublinhou a importância de uma parceria europeia com o continente africano "em matéria de paz e segurança".

Questionado pelos jornalistas dois dias antes, em 25 de novembro, João Gomes Cravinho admitiu a possibilidade de Portugal enviar forças militares para ajudar Moçambique no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, em função do que as autoridades daquele país pretendam, destacando a experiência das Forças Armadas portuguesas na área da formação, incluindo naquele país.

"Portugal está disponível. Moçambique é um país irmão, da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), um país com o qual sentimos grande proximidade e estamos obviamente sempre disponíveis. Em primeira linha, compete às autoridades moçambicanas estabelecer aquilo que entendem por útil. Portugal está completamente disponível", disse Gomes Cravinho.

Na ocasião, o ministro da Defesa sublinhou que "Portugal tem múltiplas valências que têm sido visíveis" nas Forças Nacionais Destacadas e sublinhou que Portugal tem "uma longa experiência de trabalho com Moçambique".

"Há também um diálogo com a União Europeia (UE) e, havendo uma missão da UE, naturalmente Portugal participaria, mas temos a nossa cooperação bilateral, que continuará e será seguramente reforçada neste âmbito", concluiu Gomes Cravinho.

A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

A província onde avança o maior investimento privado de África, para exploração de gás natural, está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico desde 2019.

 

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HSMW

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Re: Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« Responder #1 em: Dezembro 07, 2020, 07:14:23 pm »
O Exército tem duas forças com aprontamento concluído ou em conclusão.
A força que ia dar instrução para o Iraque e a que ia fazer segurança ao aeroporto de Kabul.
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"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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tenente

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Re: Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« Responder #2 em: Dezembro 07, 2020, 07:15:55 pm »
É agora que para irmos para Moçambique vamos comprar o NPL, AOR, lanchas de desembarque, mais Kualitas, os Evakuativos, mais ST5, enfim é agora que o reequipamento militar vai acontecer.:mrgreen:
Este MDN e sus akolitos são do melhor que há nem com os três olhos vem o estado das FFAA. :bang:

Abraços
« Última modificação: Dezembro 07, 2020, 07:18:56 pm por tenente »
 
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Lightning

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Re: Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« Responder #3 em: Dezembro 07, 2020, 07:38:40 pm »
O Exército tem duas forças com aprontamento concluído ou em conclusão.
A força que ia dar instrução para o Iraque e a que ia fazer segurança ao aeroporto de Kabul.

Só estou a ver esse tipo de forças ir para Moçambique, primeiro pessoal de instrução, no limite pessoal de segurança, nada de tropas especiais de combate, Moçambique já disse que não quer tropas estrangeiras em combate, quer é apoio de instrução, planeamento, organização das suas forças, etc.

Só se secretamente permitir equipas OE e assim.
 

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PereiraMarques

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Re: Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« Responder #4 em: Dezembro 07, 2020, 08:02:32 pm »
Tal como o Lightning mencionou, nesta fase, está apenas previsto instrutores e pessoal de apoio.

A principal força de combate do Exército Moçambicano são 3 Batalhões de Forças Especiais (i.e. Comandos, com boina vermelha e em em que o crachat de especialidade é o brasão do RCmds (escudo vermelho com adaga de ouro)), parece-me provável que o apoio português passe pela revitalização desses batalhões e eventual formação de novos.
 

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typhonman

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Re: Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« Responder #5 em: Dezembro 07, 2020, 08:51:18 pm »
É agora que para irmos para Moçambique vamos comprar o NPL, AOR, lanchas de desembarque, mais Kualitas, os Evakuativos, mais ST5, enfim é agora que o reequipamento militar vai acontecer.:mrgreen:
Este MDN e sus akolitos são do melhor que há nem com os três olhos vem o estado das FFAA. :bang:

Abraços

Duplo uso, é também ajudar países "irmãos", LPD, AOR, UH-60V, UAVs, agora é que é !
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Camuflage

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Re: Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« Responder #6 em: Dezembro 07, 2020, 11:20:00 pm »
Perda de tempo, se Moçambique quer, Portugal deve enviar uma Força de Reação Imediata para a região e limpar, não ficar dependente de nada nem de ninguém, entrar, limpar e estabilizar. Depois passar para as mãos dos militares moçambicanos e retirar-se.
Há 2 anos que as coisas estão cada vez mais negras na zona e Moçambique não parece importar-se muito.
 

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typhonman

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Re: Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« Responder #7 em: Dezembro 07, 2020, 11:52:41 pm »
Perda de tempo, se Moçambique quer, Portugal deve enviar uma Força de Reação Imediata para a região e limpar, não ficar dependente de nada nem de ninguém, entrar, limpar e estabilizar. Depois passar para as mãos dos militares moçambicanos e retirar-se.
Há 2 anos que as coisas estão cada vez mais negras na zona e Moçambique não parece importar-se muito.

Mais fácil falar do que fazer..
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Re: Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« Responder #8 em: Dezembro 08, 2020, 12:30:30 am »
Parece o plano francês para o Mali.
 

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imaginário

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Re: Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« Responder #9 em: Dezembro 08, 2020, 02:15:21 am »
Citar
Perda de tempo, se Moçambique quer, Portugal deve enviar uma Força de Reação Imediata para a região e limpar, não ficar dependente de nada nem de ninguém, entrar, limpar e estabilizar. Depois passar para as mãos dos militares moçambicanos e retirar-se.
Há 2 anos que as coisas estão cada vez mais negras na zona e Moçambique não parece importar-se muito.


Nós , Portugal, não devemos nada a Moçambique, desde 1975! Peçam aos Franceses e aos Sul Africanos que estão a explorar e a lucrar com o gás natural, que os ajudem! Basta de patriotismo saloio! NÃO TEMOS MEIOS MATERIAIS OU HUMANOS PARA INTREVENÇÕES DESTE TIPO!  Quem vai ser responsabilizado por eventuais perdas de vidas humanas? Ou se as houver, vão dizer que são mercenários? Abram os olhos!!!!!!!!!!
« Última modificação: Dezembro 08, 2020, 05:53:46 pm por HSMW »
 
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Re: Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« Responder #10 em: Dezembro 08, 2020, 06:07:34 am »

Perda de tempo, se Moçambique quer, Portugal deve enviar uma Força de Reação Imediata para a região e limpar, não ficar dependente de nada nem de ninguém, entrar, limpar e estabilizar. Depois passar para as mãos dos militares moçambicanos e retirar-se.
Há 2 anos que as coisas estão cada vez mais negras na zona e Moçambique não parece importar-se muito.

Mais fácil falar do que fazer..


Imaginário, Limpar com que meios ???
Os efectivos necessários para uma missão dessas, que não possuis, seriam no minimo uns três batalhões e com meios aéreos dedicados, onde estão ???
Se empenhassemos TODAS as unidades. melhor subunidades dos CMDs e dos Paras, que agora possuimos, era concorrer para o fracasso da missão e de certeza que tinhamos umas boas dúzias de baixas para justificar.
Bem, antes de os tentar Limpar, tens de saber, onde estão, com que efectivos e que tipo e quantidades de armamento possuem, portanto, antes de colocares no terreno as unidades tens de possuir destacamentos, Patrulhas Rec, para coligir as infos sobre o IN e só depois, iniciar a ocupação do TO, zonas sensíveis, e iniciar as missões de flagelamento ás Forças/bases do IN, cada coisa a seu tempo e nada de pressas, nunca intervir sem conhecer o IN a sua força, onde se encontra, bases de abastecimento, o terreno onde se vai operar, e sobretudo a população local.
É a minha opinião, só isso, mas Reafirmo que, não possuimos meios Humanos e materiais, para intervir Militar e eficazmente.

Abraços
« Última modificação: Dezembro 08, 2020, 09:32:55 am por tenente »
 

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Re: Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« Responder #11 em: Dezembro 08, 2020, 06:41:13 am »
Há 20 anos ainda conseguíamos levantar forças com 1.000, ou 2.000 militares, para integrar forças internacionais – dado importante, pois uma intervenção solitária requereria muito mais gente e uma capacidade logística que não existe há 50 anos. Hoje, tal cenário só no imaginário de alguns generais de poltrona, ou de pacotilha.
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Re: Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« Responder #12 em: Dezembro 08, 2020, 07:11:19 am »
Há 20 anos ainda conseguíamos levantar forças com 1.000, ou 2.000 militares, para integrar forças internacionais – dado importante, pois uma intervenção solitária requereria muito mais gente e uma capacidade logística que não existe há 50 anos. Hoje, tal cenário só no imaginário de alguns generais de poltrona, ou de pacotilha.

NVF, o pessoal deve pensar que é o mesmo cenário da RCA.... só em termos de helis para as infiltrações/assaltos precisavamos no minimo de uns 10/12, minimo, isto sem falar da capacidade logistica que seria necessária colocar no terreno e como apoio para tornar essa força autonoma 24/24.
Quando referi os três batalhões, como força claro que estou a pensar no descanso do pessoal, pois sem descanso não tens unidades prontas para combate.
Os três batalhões garantiam sempre o efectivo de um em operações, um segundo em prontidão, e um terceiro em descanso !
Há pessoal que pensa que é só mandar uma companhia e que conta com o efectivo total dessa companhia, como estando disponível 24 sobre 24 horas.
Nos dias de hoje, uma intervenção de forças Portuguesas em Moçambique, só mesmo em sonhos, os responsáveis que acordem !
Meus senhores, acordem para a realidade, pois a realidade das nossas FFAA, aquelas FFAA, que os srs lideraram até ao estado actual, não são as mesmas de há 20 anos !!

Abraços
« Última modificação: Dezembro 08, 2020, 09:30:02 am por tenente »
 
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nelson38899

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Re: Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« Responder #13 em: Dezembro 08, 2020, 11:19:18 pm »
Esta missão é para os Fuzos.

Esqueçam o exercito!
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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Re: Previsível empenho de Forças Nacionais em Moçambique
« Responder #14 em: Dezembro 09, 2020, 10:19:06 am »
Para os fuzos, o timing é ideal já que no verão têm as praias e a Lituânia. Assim podem mostrar, em África, o firepower típico dos anos 70 sem cair no ridículo dos aliados. Quem sabe, alguém tenha vergonha e lhes adquira umas espingardas e ML mais modernas, quiçá até umas VLBR.

O problema vai ser o apoio aéreo. Outro país terá que se chegar à frente. Pode ser que apareça dinheiro para reparar e tornar operacionais os 02 Merlin armazenados, ou ainda vamos ver kualitas em Moçambique  :mrgreen:

Este era um cenário ideal para NPOs com heli embarcado. Mas isso, pelos vistos, não é um requisito que se aplique ao duplo uso, tal como imaginado pela marinheca. Que sabe, um dia a GNR terá navios patrulha com heli embarcado...

Já nem vale a pena falar em LPD ou AOR, quando nem dispomos de fragatas e helis devidamente armados e com sensores adequados.
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