Sector Bancário

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Sector Bancário
« em: Junho 14, 2020, 05:32:47 pm »
Então se o novo Banco vai ficar limpo nos finais de 2020, porque é que vai precisar de mais uns milhões em 2021 ??

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/antonio-ramalho-objetivo-e-deixar-o-novo-banco-totalmente-limpo-no-final-de-2020-600558

Abraço
 
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Re: Sector Bancário
« Responder #1 em: Junho 14, 2020, 08:57:43 pm »
Então se o novo Banco vai ficar limpo nos finais de 2020, porque é que vai precisar de mais uns milhões em 2021 ??

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/antonio-ramalho-objetivo-e-deixar-o-novo-banco-totalmente-limpo-no-final-de-2020-600558

Abraço

Infelizmente quer o PS quer o PSD e CDS mentiram-nos desde o início e nunca contaram toda a verdade..... aliás, nem nos mostram o famoso contrato de venda do Novo Banco!!!!!

Nem o PS nem o PSD queriam a liquidação do BES e nunca disseram claramente o porquê, mas dou alguns números para ver a magnitude!!! O BES antes do colapso, chegou a ser o 2º maior Banco Português, com activos que valiam mais de 80 mil milhões de euros!!!!!! (https://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Esp%C3%ADrito_Santo).

O PS e o PSD não queriam a liquidação, porque isso provocava um terramoto em Portugal, que ninguém queria que acontecesse consigo a governar. Liquidar o banco, podia provocar perdas de dezenas de milhares de milhões de euros (basta pensar nas centenas de milhares de imóveis que pertenciam a clientes do Banco e eram imediatamente colocados em leilão, ou em toda a dívida obrigacionista e outras que imediatamente venciam com a liquidação). Nunca falaram em valores exactos, mas quase todos os economistas apontam para valores mínimos do buraco gerado pela liquidação de 10 a 20 mil milhões!!!!!

E imagine de um dia para o outro estarem à venda no mercado + 1 milhão de casas que pertenciam ao BES! É quase certo que provocava um colapso do sector imobiliário e sobre-endividamento das famílias (a dívida aos bancos continuava lá, mas os imóveis valiam muito menos!!!!!!).

A venda do BES Bom à Lone Star (Novo Banco), foi um péssimo negócio para quem vendeu e avalizou o negócio (todos os portugueses) e um negócio milionário para quem comprou!!!!!! Só a Apollo ganhou mais de 500 milhões de euros com a Tranquilidade e Açoreana.

Os Hotéis Tivoli do BES foram outro roubo, os tailandeses compraram 14 hotéis por 294 milhões de euros...... 3 anos depois venderam 3 hotéis por 313 milhões de euros e ainda ficaram com 11 e recuperaram todo o dinheiro!!!!!!!

O Banco de Portugal também ajudou à festa quando "rasgou" uma garantia do Estado Angolano para tapar os buracos do BES Angola no valor de 5,7 mil milhões de dólares!!!!!! Assim mesmo, quem é rico faz coisas destas!!!!

Resumindo, não foi só o Salgado que errou, muita gente depois dele fez negócios ruinosos com as jóias da coroa do antigo BES!!!! E pode ter sido propositado!!!!!!

Deixo-lhe alguns links:
https://observador.pt/2017/01/05/vender-nacionalizar-ou-liquidar-o-que-e-melhor-para-o-novo-banco/
https://visao.sapo.pt/atualidade/economia/2019-12-28-patrimonio-ao-desbarato/
https://www.dinheirovivo.pt/banca/novo-banco-ma-gestao-pode-colocar-fim-a-injecoes-de-capital/
https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca---financas/detalhe/ma-gestao-no-novo-banco-acaba-com-injecoes-de-capital
https://observador.pt/2020/06/14/novo-banco-admite-precisar-de-mais-capital-este-ano/
https://criticaeconomica.net/2017/01/quanto-custa-o-elefante-que-mora-na-sala/

Em relação ao que afirma...... se o estado português doou o banco e ainda garantiu que podia injectar 3,9mil milhões de euros no Novo Banco se este tivesse prejuízos, o que acha que o novo dono faz? Obviamente vai rapar esse dinheirinho todo!!!!!
E ainda faltam mais de 900 milhões que pode ter a certeza que o Novo Banco vai sacar, faça chuva ou faça sol. Agora até tem a desculpa do COVID-19 para apresentar mais prejuízos!!!!!!!

Dos links que lhe deixei, veja os últimos parágrafos deste artigo:
https://visao.sapo.pt/atualidade/economia/2019-12-28-patrimonio-ao-desbarato/
 
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Re: Sector Bancário
« Responder #2 em: Julho 14, 2020, 09:30:23 pm »
25 arguidos acusados no caso BES



 Ministério Público acusa 18 pessoas e 7 sociedades no primeiro processo-crime nascido da queda do Banco Espírito Santo. Ricardo Salgado, administradores, diretores e funcionários ligados ao DFME, gestores da sociedade suíça Eurofin e João Alexandre, do BES Madeira, são os visados

Depois de quase seis anos de investigação, e praticamente seis anos depois de Ricardo Salgado ter sido afastado do banco que liderou durante décadas, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) lançou a primeira acusação nascida das investigações à queda do BES e do Grupo Espírito Santo. De acordo com documentos a que a VISÃO teve acesso, este é o resultado: 18 pessoas e sete empresas vão responder em julgamento neste processo-crime.

Ricardo Salgado encabeça a lista. Mas a acusação atinge também outros dois primos: José Manuel Espírito Santo, que liderava o Banque Privée Espírito Santo, na Suíça, e Manuel Fernando Espírito Santo, que era presidente não executivo da RioForte (área não financeira do GES) e administrador da Espírito Santo International (ESI). Francisco Machado da Cruz, o contabilista que assinava as contas da ESI – onde foi encontrado no final de 2013 um passivo oculto de 1300 milhões de euros – mas que disse ter respondido apenas a ordens de Ricardo Salgado, também não escapa a esta acusação.

Quem também terá de responder em julgamento é João Alexandre Silva, o ex-diretor da sucursal do BES na Madeira que fazia a ponte com os negócios do GES na Venezuela, tal como Paulo Nacif Jorge, que também tratava dos negócios com os venezuelanos. Também Alexandre Cadosch e Michel Creton, gestores da sociedade suíça Eurofin Securities, empresa através da qual Ricardo Salgado terá montado um esquema fictício de compra e recompra de obrigações que terá causado enormes prejuízos ao BES, vão a julgamento.

Amílcar Morais Pires, que foi administrador financeiro do BES e foi o escolhido por Ricardo Salgado para a sua sucessão, também é acusado, assim como Isabel Almeida, diretora do Departamento Financeiro de Mercados e Estudos (DFME) e subordinada de Morais Pires, neste departamento onde se fazia precisamente a gestão da emissão das obrigações.

António Soares, Paulo Ferreira, Pedro de Almeida e Costa, Cláudia Boal de Faria, Pedro Cohen Serra, Nuno Escudeiro, Pedro Góis Pinto, João Martins Pereira são os outros acusados.

A Espírito Santo International, a Rioforte Investments, a Eurofin Private Investment Office, a Espírito Santo Irmãos, a ES Tourism Europe, a Espírito Santo Resources Portugal e a Espírito Santo Resources Limited são as empresas acusadas.

https://visao.sapo.pt/atualidade/2020-07-14-25-arguidos-acusados-no-caso-bes/

Bem, passados 6 anos de investigação, já há uma acusação!!!!
Vamos ver quantos anos vai andar o caso em julgamento até haver uma decisão do tribunal, se no fim existirem acusados!!!!!
« Última modificação: Julho 14, 2020, 09:32:03 pm por Viajante »
 

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Re: Sector Bancário
« Responder #3 em: Julho 28, 2020, 09:01:19 pm »
Novo Banco vendeu casas a fundo das Caimão e emprestou dinheiro para financiar compra — Fundo de Resolução pagou prejuízo da operação

O Novo Banco vendeu casas abaixo do preço de mercado a um fundo das ilhas Caimão, mas emprestou dinheiro para essa compra, revela investigação do Público. O Fundo de Resolução cobriu o prejuízo.



A história da venda, com prejuízo, de mais de 5 mil imóveis e 8 mil frações do Novo Banco ao fundo Anchorage em 2018 — que obrigou a outro esforço do Fundo de Resolução — tem agora mais capítulos, contados pela investigação do Público. Afinal, foi o próprio banco que emprestou dinheiro ao fundo das ilhas Caimão para que a operação se pudesse realizar. E ainda não está claro se os donos do Novo Banco estão de alguma forma envolvidos na compra.

António Ramalho, presidente do Novo Banco, já tinha dito que a venda — o maior negócio imobiliário dos últimos anos em Portugal, que fez parte da estratégia de libertar o excesso de casas que ainda tinha nas contas — foi feita 32% abaixo do preço do mercado. E a diferença ainda era maior face ao valor contabilístico das casas e dos terrenos — valiam no total 631 milhões de euros, mas foram vendidas por 364 milhões.

Só que não se sabia que foi, afinal, o próprio Novo Banco a financiar a operação, de acordo com o Público. Isto é, o hedge fund das ilhas Caimão não arriscou dinheiro, apesar de gerir mais de mil milhões de dólares de investidores. Se o fundo não vendesse nenhuma casa, o dono das hipotecas continuaria a ser o Novo Banco. A prática é legal. Em resposta ao jornal, o Novo Banco responde que “a concessão de crédito às entidades compradoras é uma prática internacional de mercado”.

Por outro lado, de acordo com o Público, não está ainda claro se a Lone Star, o fundo que detém a maioria do capital do Novo Banco, está envolvida na compra, o que seria uma quebra do contrato de venda do banco pelo Estado em 2017.

As regras de segredo comercial das Ilhas Caimão tornam muito difícil saber quem são os verdadeiros compradores. O Anchorage recusou-se a comentar e o Novo Banco respondeu que tem identificado o beneficiário último da operação, não havendo ”qualquer registo ou evidência de transacção com partes relacionadas”. Só que, lembra o Público, o “beneficiário último” identificado nos registos do regulador norte-americano é a Anchorage, entidade gestora do fundo, e não os verdadeiros donos. E o Banco de Portugal não fiscaliza previamente os eventuais problemas legais deste tipo de operações.

O Público nota que o vice-presidente da Lone Star aquando da operação foi, depois de feito o negócio, contratado pelo fundo das ilhas Caimão — apesar de não haver provas de que o negócio tenha passado por ele.

A operação foi feita através de um veículo da Anchorage no Luxemburgo, que comprou cinco sociedades imobiliárias portuguesas, que tinham sido criadas nesse último ano por um engenheiro/pintor português. As imobiliárias, segundo o Público, não tiveram qualquer outro negócio.

Foi o Fundo de Resolução — financiado em grande medida pelo Estado — que cobriu o prejuízo. Neste caso, 260 milhões de euros.

https://observador.pt/2020/07/28/novo-banco-vendeu-casas-a-fundo-das-caimao-e-emprestou-dinheiro-para-financiar-compra-fundo-de-resolucao-pagou-prejuizo-da-operacao/

A ser verdade, o que estão à espera para a justiça investigar e preventivamente anular o negócio ou pelo menos arrestar todos os imóveis e executar a dívida?!?!?
Este golpe, a ser verdade, é mais um roubo num banco que já tinha sido fechado por negócios ilícitos!!!!!!
 

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Re: Sector Bancário
« Responder #5 em: Julho 30, 2020, 02:50:04 pm »


https://www.dinheirovivo.pt/banca/tribunal-de-contas-arrasa-papel-de-carlos-costa-no-bes-e-banif/

Abraços

Esta decisão só vem 6 anos atrasada!!!!!!
O Banco de Portugal tem problemas sérios, seja o governador um antigo banqueiro que vai supervisionar os amigos, quer seja um antigo político, ainda por cima alinhado com o governo.
A única forma que eu vejo do problema ser resolvido, é o escrutínio de todas as decisões ou não decisões do Banco de Portugal e a criação de um grupo de auditoria permanente no Banco de Portugal, que até pode ser composto por peritos nomeados por todos os partidos da Assembleia da República!!!!!
 
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Re: Sector Bancário
« Responder #6 em: Agosto 04, 2020, 12:07:10 pm »
Comissão Europeia aprova criação do Banco Português de Fomento

André Cabrita-Mendes

O Banco de Fomento obteve luz verde da Comissão Europeia.

Bruxelas aprovou hoje a criação do Banco Português de Fomento (BPF), anunciou a Comissão Europeia esta terça-feira.

Este banco de desenvolvimento tem o objetivo de “promover o crescimento da economia portuguesa”, segundo comunicado da Comissão.

O banco de fomento vai ser detido pelo Estado com um capital de 255 milhões de euros. Entre as suas atividades encontram-se a resolução de “falhas do mercado” na concessão de crédito e o mercado de capitais.

“O BPF vai focar-se em melhorar o acesso a financiamento para projetos em investigação e inovação, infraestruturas sustentáveis investimento social, e formação, assim como projetos que aumentem a competitividade das empresas portuguesas e encorajar investimentos pelo setor público”, segundo Bruxelas.

A Comissão considera a criação do BPF como “adequada” e uma solução proporcional para providenciar financiamento adicional a empresas e projetos que ficariam subfinanciados devido a falhas de mercado”.

O executivo comunitário também esclarece que o banco de fomento “não vai excluir instituições financeiras privadas”.

Desta forma, a Comissão Europeia concluiu que a medida está “em linha” com as ajudas de Estado da União Europeia.

O Banco Português de Fomento vai resultar da fusão entre a Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) e a PME Investimentos que, por sua vez, se vão fundir na Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua (SPGM), que se passa a chamar BPF.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/comissao-europeia-aprova-criacao-do-banco-portugues-de-fomento-621723
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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Re: Sector Bancário
« Responder #7 em: Setembro 01, 2020, 11:18:55 am »
Auditoria revela perdas de 4.042 milhões de euros no Novo Banco e Governo envia relatório para PGR

A auditoria externa ao BES e ao Novo Banco revelou esta terça-feira perdas líquidas de 4.042 milhões de euros no Novo Banco. Relatório foi enviado para PGR, supervisores e Parlamento.



A auditoria externa ao BES e ao Novo Banco revelou esta terça-feira perdas líquidas de 4.042 milhões de euros no Novo Banco e, segundo o governo, o “relatório descreve um conjunto de insuficiências e deficiências graves” até 2014.

“O relatório descreve um conjunto de insuficiências e deficiências graves de controlo interno no período de atividade até 2014 do Banco Espírito Santo no processo de concessão e acompanhamento do crédito, bem como relativamente ao investimento noutros ativos financeiros e imobiliários”, de acordo com o comunicado, divulgado esta madrugada, pelo Ministério das Finanças.

Devido à grande abrangência temporal, “que incide sobre um período muito alargado da atividade do Banco Espírito Santo até 2014 relativamente ao qual estão em curso processos criminais, e à necessidade de salvaguarda dos interesses financeiros do Estado, o relatório será remetido pelo Governo à Procuradoria-Geral da República considerando as competências constitucionais e legais do Ministério Público”, indicou o Governo português.

O relatório, elaborado pela empresa de auditoria Deloitte e entregue hoje ao Governo, analisou atos de gestão no Banco Espírito Santo e no Novo Banco, desde 01 de janeiro de 2000 até 31 de dezembro de 2018, e incidiu sobre “283 operações que integram o objeto da auditoria, abrangendo, portanto, quer o período de atividade do Banco Espírito Santo, quer o período de atividade do Novo Banco”.

Este conjunto de operações originaram perdas de 4.042 milhões de euros para o Novo Banco entre 4 de agosto de 2014 (um dia após a resolução do BES) e 31 de dezembro de 2018. De acordo com o quadro síntese divulgado pelas Finanças, a maior fatia das perdas resultou de cerca de 200 operações de crédito, no valor de mais de dois mil milhões de euros.



“O relatório da auditoria especial evidencia que as perdas incorridas pelo Novo Banco decorreram fundamentalmente de exposições a ativos que tiveram origem no período de atividade do Banco Espírito Santo e que foram transferidos para o Novo Banco no âmbito da resolução”, acrescentou.

O comunicado não explicita quando foram geradas estas perdas, nem de que forma as decisões da gestão do banco já pós-resolução e venda a privados potenciaram ou minimizaram estes prejuízos, ainda que indique que o relatório da Deloitte descreve “também os progressos realizados nestas matérias no período de atividade do Novo Banco”.
Compromissos com o Novo Banco. Fundo de Resolução deve avaliar situações

Um dos objetivos desta iniciativa era o apurar de que forma a gestão do Novo Banco tem vindo digerir o legado do antigo BES e se as vendas aceleradas de ativos — imóveis, créditos e participações — estão a aumentar as perdas associadas, resultando em prejuízos que são cobertos pelo Fundo de Resolução. Se fossem identificadas falhas ou irregularidades nessas operações, isso poderia por em causa a atribuição dos recursos ainda disponíveis no mecanismo de capital contingente, como chegou a admitir o primeiro-ministro.

Nesta nota, o Ministério das Finanças assinala que, “não obstante a evolução verificada no período de atividade do Novo Banco, o Governo considera imprescindível que sejam desenvolvidas, por todos os intervenientes, todas as ações necessárias para assegurar a rápida e integral correção das questões identificadas no relatório da auditoria especial. Reitera-se a importância do integral cumprimento dos compromissos contratualmente assumidos, designadamente perante o Fundo de Resolução, o qual deverá avaliar quaisquer situações identificadas à luz das respetivas prerrogativas.

“O relatório da auditoria especial é extenso e exigirá uma análise técnica cuidada, objetiva e responsável por parte de todos aqueles a quem foi enviado”, observou o Governo português, acrescentando ser “imprescindível que sejam desenvolvidas, por todos os intervenientes, todas as ações necessárias para assegurar a rápida e integral correção das questões identificadas no relatório da auditoria especial”.

O Ministério das Finanças indicou ainda ter remetido o relatório à Assembleia da República, bem como ao Banco Central Europeu, ao Banco de Portugal, ao Fundo de Resolução, à Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões e à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

O documento foi remetido ao Presidente da Assembleia da República que o terá encaminhado para a Comissão de Orçamento e Finanças do Parlamento, órgão que deverá discutir os termos da utilização da auditoria para o escrutínio político do que se passou no Novo Banco. Os documentos chegaram selados e e tudo indica que terão acesso reservado, pelo que a sua divulgação será sujeita a regras.

Ainda de acordo com o Ministério das Finanças, o relatório da “auditoria especial vai ao encontro da posição sempre sustentada pelo Governo sobre a solidez do sistema bancário e a prevenção de crises:

    A importância de as instituições de crédito disporem de adequados mecanismos de governo e de controlo interno;
    A necessidade de uma supervisão eficaz e coordenada das instituições de crédito, que assegure a prevenção e mitigação dos riscos financeiros.

O ministério agora liderado por João Leão recebe a auditoria pedida por Mário Centeno, que a irá receber na qualidade já de governador do Banco de Portugal. Na nota que remeteu às redações destaca também a “importância do objetivo da preservação da estabilidade financeira, a qual tem contribuído, entre outros, para a melhoria das condições de financiamento da economia portuguesa desde 2016 até ao presente.”

https://observador.pt/2020/09/01/auditoria-revela-perdas-de-4-042-milhoes-de-euros-no-novo-banco-e-governo-envia-relatorio-para-pgr/

Eu estou admirado pelo Fundo de Resolução que é controlado pelo Banco de Portugal, Ministro das Finanças e por todos os outros bancos e instituições financeiras, deixou o Novo Banco desfazer-se de bens ao desbarato (assim de repente lembro-me da Tranquilidade que o NB desfez-se por 40 milhões e que foi vendida 5 anos depois por 510 milhões de euros, ou os imóveis que foram vendidos a metade do preço a antigos gestores do Fundo dono do NB e ainda por cima com empréstimos dados pelo próprio NB........

Este último negócio, dos imóveis vendidos a um fundo tem vários paralelos na Banca nacional, desde o Champalimaud quando comprou o Banco Pinto & Sotto Mayor com um cheque careca do próprio banco que acabara de comprar...... até aos chineses que passam despercebidos, como o caso da Fosun que comprou a Fidelidade por 1,1 mil milhões de euros à CGD e logo a seguir o dono da Fosun obrigou a Fidelidade a investir mil milhões em dívida da própria Fosun (papel comercial) e mais 300 milhões em imóveis espalhados pelo mundo...... ou seja, a Fosun acabou por não pagar nada!!!!!!!

https://expresso.pt/blogues/blogue_bloco_de_notas/2015-08-03-E-se-nao-vendessem-o-Novo-Banco-

Estes negócios é o que se chama comprar o cão com o dinheiro da hipoteca do pelo do cão!!!!!!!
« Última modificação: Setembro 01, 2020, 11:22:38 am por Viajante »
 
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Re: Sector Bancário
« Responder #8 em: Setembro 01, 2020, 11:53:10 am »
É para continuarmos a salvar? ::)
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Sector Bancário
« Responder #9 em: Setembro 01, 2020, 12:01:04 pm »
É para continuarmos a salvar? ::)

Só se acontecer algo que a PGR detecte a tempo, ou o Banco de Portugal, ou para o ano, pode ter a certeza que o NB vai inventar um prejuízo superior a 900 milhões de euros (este ano até é fácil com o COVID-19) para ter direito ao último cheque de 900 milhões do Fundo de Resolução!!!!!!

Podemos falhar em muitas previsões, mas esta é garantida que para o ano o NB vai ter + 900 milhões!!!! Cá estaremos para confirmar!
 
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Re: Sector Bancário
« Responder #10 em: Setembro 01, 2020, 02:03:09 pm »
Culpados?

Ninguém

 :new_argue: :N-icon-Axe: :G-bigun:
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Sector Bancário
« Responder #11 em: Setembro 01, 2020, 05:30:12 pm »
Culpados?

Ninguém

 :new_argue: :N-icon-Axe: :G-bigun:

Culpados os gestores bancários, onde ?????
Isso agora,  entre estes gestorzecos e os politicos nunca há culpados, as situações em que isso aconteceu são mais que muitas e bem conhecidas de todos nós  !!!!

 

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Re: Sector Bancário
« Responder #12 em: Setembro 01, 2020, 05:38:00 pm »
Até metem nojo estes politicozecos que nos andam a desgovernar já há mais de quarenta anos !!!!
Transparência dizem eles....crápulas.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/governo-avisa-deputados-para-sigilo-na-divulgacao-de-dados-da-auditoria-ao-novo-banco-631577

Abraços
 

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Re: Sector Bancário
« Responder #13 em: Setembro 07, 2020, 11:22:15 am »
Deixo um spot de A Cor do Dinheiro de Camilo Lourenço, onde desmonta a pouca vergonha dos políticos a discutirem assuntos laterais como o conflito de interesses da Deloitte no caso da Auditoria ao Novo Banco, quando até são as pessoas que criticam quem tem mais conflitos de interesses!

Porque deitam tanta areia para os olhos das pessoas? (Políticos e Comunicação Social), será, como diz o Camilo, porque o Ricardo Salgado sabe de muitos podres dos políticos?

 
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Re: Sector Bancário
« Responder #14 em: Setembro 07, 2020, 01:32:24 pm »
Bankinter reduz spread de crédito à habitação para novo mínimo de mercado
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/bankinter-reduz-spread-de-credito-a-habitacao-para-novo-minimo-de-mercado-633648

Citar
O Bankinter reduziu o seu spread de crédito à habitação para um novo mínimo de mercado. A sucursal do banco espanhol com o objetivo de aumentar a sua quota de mercado, acaba de lançar uma nova campanha de Crédito Habitação, com um novo spread mínimo de 0,95%. Esta campanha inclui ainda o suporte de custos de transferência de Créditos Habitação para o Bankinter.

“O novo spread mínimo de 0,95% está disponível a partir de hoje, dia 7 de setembro (inclusive)”, diz o banco. O Diretor de Produtos, CRM e Marketing e membro da Comissão Executiva do Bankinter Portugal, Vítor Pereira, diz na nota, que “ao baixar o spread do Crédito Habitação para 0,95%, o valor mais competitivo do mercado, reafirmamos o nosso compromisso com os clientes em Portugal, que sabem que podem contar com o Bankinter para os apoiar na realização dos seus projetos neste momento tão importante. Esta é também uma mensagem de confiança na economia portuguesa”.
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.