"CORONABONDS"

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ocastilho

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Re: "CORONABONDS"
« Responder #30 em: Abril 12, 2020, 11:50:52 am »
Sobre a possível falência do BCE, obviamente está longe disso, ainda por cima pode emitir toneladas de euros sem limite...... mas e se alguns países abandonarem o Euro? Imagine um caso barato, o português, abandonamos o Euro (não desejo e julgo que está completamente fora de hipótese), o BCE tem mais de 36 mil milhões de dívida portuguesa no balanço e assim que saímos dizemos que não vamos pagar essa dívida (reestruturação), só aí provocamos um buraco de 36 mil milhões..... agora imagine a Itália com quase 400 mil milhões, a França com quase 450 mil milhões...... https://www.ecb.europa.eu/mopo/implement/omt/html/index.en.html


Caro Viajante, como sabe toda a actividade económica baseia-se no principio da confiança, isto é, o comprador confia que o vendedor lhe vai entregar/prestar o bem/serviço e o vendedor confia que o comprador lhe vai pagar, obviamente, isto é hiper simplificado, mas serve o propósito... Posto isto, devemos pensar quem nos emprestaria dinheiro se deixássemos de pagar? E mesmo que emprestassem, a que taxa de juro seria? Ou seja, os Franceses ou Italianos trocavam um cenário mau por um apocalíptico.  (Pelo que vou lendo por aqui, não me parece que o caro Viajante seja apologista desta solução. Mesmo assim, fica a minha observação sobre o que considero ser um não-cenário)

Quanto à dívida dos coronabonds/eurobonds, é verdade que não se conhecem os pormenores daquilo que não existe, mas o que se sabe é que quem vai emitir a dívida é o BCE directamente ou um veículo qualquer criado para o efeito, semelhante ao MEE, os países serviriam como avalistas.

Precisamente, como podemos afirmar se vai ou não acontecer o que não se sabe, aliás, sendo os Países os avalistas e sendo os EM a pagarem a sua parte, que sentido faz não ser contabilizada na divida pública? Se for para fazer uma habilidade contabilística, então não englobem o MEE na divida pública. É mais simples e aldrabice por aldrabice...

Mas como já dei a entender aqui, e agora afirmo-o, os Coronabonds(CB) são mais uma jogada de Europeístas que, nunca tendo ganho nas urnas de voto o que pretendem, tentam sempre ganhar na secretária e vale tudo... Agora a cobro de uma crise, vendem a banha da cobra de que os CB são a única e milagrosa solução. Infelizmente, não tenho duvidas de que eventualmente conseguiram o seu intento. Acabaremos em mais uma União que não votamos, onde receberemos ordens de como cobrar os nossos impostos e de como, quando e onde gasta-los, mais um pequeno, ou não, passo na perda de independência. E os que agora vociferam contra os malvados Holandeses, estarão a vociferar contra a UE, pq nunca votaram para uma união fiscal.
Bem sei que o Viajante dirá: " acredito que se estes eurobonds algum dia virem a luz do dia, a emissão será limitada no tempo e só para resolver esta crise, resumido numa grande emissão de dívida pelo BCE com o aval de todos os países.". Poderá muito bem ser assim, mas estará muito mais para cabeça-de-praia do que para esta opção.

Um abraço e bom fim-de-semana a todos.

"Se servistes à pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma."
 

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Re: "CORONABONDS"
« Responder #31 em: Abril 12, 2020, 02:36:07 pm »
Sobre a possível falência do BCE, obviamente está longe disso, ainda por cima pode emitir toneladas de euros sem limite...... mas e se alguns países abandonarem o Euro? Imagine um caso barato, o português, abandonamos o Euro (não desejo e julgo que está completamente fora de hipótese), o BCE tem mais de 36 mil milhões de dívida portuguesa no balanço e assim que saímos dizemos que não vamos pagar essa dívida (reestruturação), só aí provocamos um buraco de 36 mil milhões..... agora imagine a Itália com quase 400 mil milhões, a França com quase 450 mil milhões...... https://www.ecb.europa.eu/mopo/implement/omt/html/index.en.html


Caro Viajante, como sabe toda a actividade económica baseia-se no principio da confiança, isto é, o comprador confia que o vendedor lhe vai entregar/prestar o bem/serviço e o vendedor confia que o comprador lhe vai pagar, obviamente, isto é hiper simplificado, mas serve o propósito... Posto isto, devemos pensar quem nos emprestaria dinheiro se deixássemos de pagar? E mesmo que emprestassem, a que taxa de juro seria? Ou seja, os Franceses ou Italianos trocavam um cenário mau por um apocalíptico.  (Pelo que vou lendo por aqui, não me parece que o caro Viajante seja apologista desta solução. Mesmo assim, fica a minha observação sobre o que considero ser um não-cenário)
Caro ocastilho, é um cenário real se efectivamente a UE colapsar! O euro está intimamente ligado à UE, e se esta colapsar…… o divórcio vai ser muito complicado! Eu não desejo, sou europeísta convicto que viu a transformação deste país desde 1986. Não quero dizer com isto que tudo é perfeito, longe disso, mas é uma hipótese que já esteve mais longe, acredite!

Quanto à dívida dos coronabonds/eurobonds, é verdade que não se conhecem os pormenores daquilo que não existe, mas o que se sabe é que quem vai emitir a dívida é o BCE directamente ou um veículo qualquer criado para o efeito, semelhante ao MEE, os países serviriam como avalistas.

Precisamente, como podemos afirmar se vai ou não acontecer o que não se sabe, aliás, sendo os Países os avalistas e sendo os EM a pagarem a sua parte, que sentido faz não ser contabilizada na divida pública? Se for para fazer uma habilidade contabilística, então não englobem o MEE na divida pública. É mais simples e aldrabice por aldrabice...

Mas como já dei a entender aqui, e agora afirmo-o, os Coronabonds(CB) são mais uma jogada de Europeístas que, nunca tendo ganho nas urnas de voto o que pretendem, tentam sempre ganhar na secretária e vale tudo... Agora a cobro de uma crise, vendem a banha da cobra de que os CB são a única e milagrosa solução. Infelizmente, não tenho duvidas de que eventualmente conseguiram o seu intento. Acabaremos em mais uma União que não votamos, onde receberemos ordens de como cobrar os nossos impostos e de como, quando e onde gasta-los, mais um pequeno, ou não, passo na perda de independência. E os que agora vociferam contra os malvados Holandeses, estarão a vociferar contra a UE, pq nunca votaram para uma união fiscal.
Bem sei que o Viajante dirá: " acredito que se estes eurobonds algum dia virem a luz do dia, a emissão será limitada no tempo e só para resolver esta crise, resumido numa grande emissão de dívida pelo BCE com o aval de todos os países.". Poderá muito bem ser assim, mas estará muito mais para cabeça-de-praia do que para esta opção.
Um abraço e bom fim-de-semana a todos.

Eu sou mais pragmático e tolerante que ocastilho. Sigo princípios e não leis feitas à medida e que mudam a cada mês (apesar de as cumprir, que remédio). E já percebi o cerne da discórdia. Eu refiro-me ao início do processo por exemplo do MEE (quem avalisa os empréstimos do MEE, é toda a UE e o BCE) e ocastilho ao fim do MEE (quem fica com o dinheiro). Quando a UE emprestou dinheiro à Grécia, Irlanda ou Portugal, primeiro foi ao mercado pedir emprestado, tendo como avalistas todos os países da UE e ainda alguns que nem faziam parte, como no caso português do Reino Unido ou da Noruega. Mas a dívida não ficou sob a responsabilidade dos países avalistas, nem do mecanismo que pediu emprestado o MEE, ficou sim sob a responsabilidade de quem recebi esse empréstimo.

E como além da área financeira, também sou da área da contabilidade, uma realidade nunca tem só 1 expressão. E vou dar-lhe exemplos. Acha que só Portugal, Irlanda e Grécia é que foram resgatados pela UE? Os orgulhosos espanhóis também foram resgatados, e pediram até mais dinheiro do que nós, só que pediram a utilização do MEE……. Em 100 mil milhões para ajudarem os bancos!!!!! Essa dívida não conta para o endividamento da Espanha, mas recebeu na mesma a ajuda do mesmo instituto que Portugal! Por isso para mim essa regra sagrada não é a preto e branco!!!!! No caso português essa ajuda conta para o deficit, no caso espanhol não!!! Onde é que está a coerência!?

Mas vou dar-lhe outro exemplo, o BCE com a ajuda do Draghi, passou a fazer uma coisa que era impossível nos tratados sagrados da CEE, que era o BCE comprar dívida dos países para baixar as taxas de juro a valores que nunca tivemos, taxas de juro negativas!!!!!!!

Sobre a falta de democracia da UE que ocastilho refere e a falta de representatividade, que nunca ganharam eleições nas urnas….. eu rio-me! A sério ocastilho? Esse argumento vindo do Farage ainda vá que não vá, porque vem da primeira democracia parlamentar do mundo, onde existem círculos uninominais de 70 000 eleitores, mas caro ocastilho:
- Eu fui votar a 6 de Outubro de 2019, para as eleições legislativas, presumo que ocastilho também. Eu não me lembro de escolher nenhum deputado com o meu voto! Eu lembro-me que dei um cheque em branco a um partido para escolher alguém que até pode nem sequer ser do distrito!!!!! Por isso a representatividade ou falta dela na UE causa-me risos!!!! Se nem um país consegue ter deputados eleitos pelo povo, como podem criticar a UE que claramente, por ser transnacional é muito mais complexa de gerir?
- E já agora, nas eleições legislativas de 4 de Outubro de 2015 também passou a governar-nos o partido mais votado? Não me diga que o governo foi formado pelo 2º partido mais votado!
- Eu nem sequer posso escolher o meu vereador do meu Município quanto mais o meu deputado! E ainda vêem falar de quem está na UE sem ganhar eleições!!!

Por isso, a legitimidade de que fala….. devemos primeiro olhar para nós e depois sim criticarmos a UE que é construída com a unanimidade de 27 países.

Desculpe o desabafo, mas colocou-se a jeito ;)

Abraço e proteja-se!
« Última modificação: Abril 12, 2020, 02:43:51 pm por Viajante »
 

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ocastilho

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Re: "CORONABONDS"
« Responder #32 em: Abril 12, 2020, 05:23:59 pm »

Caro ocastilho, é um cenário real se efectivamente a UE colapsar! O euro está intimamente ligado à UE, e se esta colapsar…… o divórcio vai ser muito complicado! Eu não desejo, sou europeísta convicto que viu a transformação deste país desde 1986. Não quero dizer com isto que tudo é perfeito, longe disso, mas é uma hipótese que já esteve mais longe, acredite!
No discurso e na conversa de negociação, acredito. Na realidade? Nunca. É trocar o mau pelo péssimo. Então saiamos do Euro, motivados pela falta de solidariedade e pela especulação das taxas de juro. E íamos depois atiramo-nos aos mercados a pedir financiamento, as taxas deviam ser engraçadas...


Eu sou mais pragmático e tolerante que ocastilho. Sigo princípios e não leis feitas à medida e que mudam a cada mês (apesar de as cumprir, que remédio). E já percebi o cerne da discórdia. Eu refiro-me ao início do processo por exemplo do MEE (quem avalisa os empréstimos do MEE, é toda a UE e o BCE) e ocastilho ao fim do MEE (quem fica com o dinheiro). Quando a UE emprestou dinheiro à Grécia, Irlanda ou Portugal, primeiro foi ao mercado pedir emprestado, tendo como avalistas todos os países da UE e ainda alguns que nem faziam parte, como no caso português do Reino Unido ou da Noruega. Mas a dívida não ficou sob a responsabilidade dos países avalistas, nem do mecanismo que pediu emprestado o MEE, ficou sim sob a responsabilidade de quem recebi esse empréstimo.

E como além da área financeira, também sou da área da contabilidade, uma realidade nunca tem só 1 expressão. E vou dar-lhe exemplos. Acha que só Portugal, Irlanda e Grécia é que foram resgatados pela UE? Os orgulhosos espanhóis também foram resgatados, e pediram até mais dinheiro do que nós, só que pediram a utilização do MEE……. Em 100 mil milhões para ajudarem os bancos!!!!! Essa dívida não conta para o endividamento da Espanha, mas recebeu na mesma a ajuda do mesmo instituto que Portugal! Por isso para mim essa regra sagrada não é a preto e branco!!!!! No caso português essa ajuda conta para o deficit, no caso espanhol não!!! Onde é que está a coerência!?

Caro Viajante, mas é esse um dos principais pontos a que quero chegar! É que não há grande diferença entre os CB e o MEE.

Mas para me tornar claro vou dar um exemplo:
- Suponhamos que há CB e que o nosso Pais usufrui deles no valor de 1000M€, o nosso pais fica com (+) uma posição devedora de 1000€ ao BCE. Variação da Divida Pública = 1000M€

- Suponhamos agora que não há CB e PT financia-se via MEE em 1000M€, o nosso fica com (+) uma posição devedora de 1000M€.  Variação da Divida Pública = 1000M€

Se entra ou não para o calculo efectivo, isso tem muito mais a ver com questões políticos do que propriamente com o método com o qual "arranjamos o dinheiro", aliás ambos os sistemas são "pooled funds".   

Repito outra vez, o que me parece é que os proponentes dos CB não fazem a mínima intenção de pagar de os pagar. E claro é muito mais fácil deixar a divida no BCE, pq o BCE tem uma Facilidade que o MEE não tem, "cria" dinheiro...

Não esquecendo o eventual interesse dos CBs para ajudar a consubstanciar uns verdadeiros EUE.

Mas vou dar-lhe outro exemplo, o BCE com a ajuda do Draghi, passou a fazer uma coisa que era impossível nos tratados sagrados da CEE, que era o BCE comprar dívida dos países para baixar as taxas de juro a valores que nunca tivemos, taxas de juro negativas!!!!!!!

Sobre a falta de democracia da UE que ocastilho refere e a falta de representatividade, que nunca ganharam eleições nas urnas….. eu rio-me! A sério ocastilho? Esse argumento vindo do Farage ainda vá que não vá, porque vem da primeira democracia parlamentar do mundo, onde existem círculos uninominais de 70 000 eleitores, mas caro ocastilho:
- Eu fui votar a 6 de Outubro de 2019, para as eleições legislativas, presumo que ocastilho também. Eu não me lembro de escolher nenhum deputado com o meu voto! Eu lembro-me que dei um cheque em branco a um partido para escolher alguém que até pode nem sequer ser do distrito!!!!! Por isso a representatividade ou falta dela na UE causa-me risos!!!! Se nem um país consegue ter deputados eleitos pelo povo, como podem criticar a UE que claramente, por ser transnacional é muito mais complexa de gerir?
- E já agora, nas eleições legislativas de 4 de Outubro de 2015 também passou a governar-nos o partido mais votado? Não me diga que o governo foi formado pelo 2º partido mais votado!
- Eu nem sequer posso escolher o meu vereador do meu Município quanto mais o meu deputado! E ainda vêem falar de quem está na UE sem ganhar eleições!!!

Por isso, a legitimidade de que fala….. devemos primeiro olhar para nós e depois sim criticarmos a UE que é construída com a unanimidade de 27 países.

Primeiro, o meu caro não deu cheque em branco nenhum. Os palhaços já estavam escolhidos e as propostas de circo montadas, o meu caro não saber em que palhaços votou isso é lá consigo. Eu sei nos que votei e bem sei o que me custou...
Como é óbvio, não votei por eles, mas pelo projecto nacional que constituíam (na realidade votei no mal menor, mas para o caso...), mas dai ao meu caro dizer que não têm legitimidade é um esticanço largo... E mais, garanto-lhe que partido algum que defenda a diluição da soberania Nacional para lá do razoável terá o meu voto. Claramente a politica fiscal, pelas implicações que tem em todo o resto da governança, é uma linha vermelha.

O meu caro tem todo o direito ( e o meu respeito) em ser Europeísta. Agora vai me desculpar, mas desde a tentativa falhadissima do tratado de Lisboa que os Nacionalismos não param de crescer. Porventura não seria melhor repensar se a "malta" quer ser só um Pais? Atirar gasolina para a fogueira e depois queixarem-se que ela não apaga é um pouco contraproducente. Levem o projecto de união a votos e logo se verá o que diz o Zé povinho Europeu. Mas às claras e não em cambalachos técnico-financeiros onde, depois de lá estar enfiado, só nos resta andar para a frente.
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Re: "CORONABONDS"
« Responder #33 em: Abril 12, 2020, 08:36:12 pm »
Primeiro, o meu caro não deu cheque em branco nenhum. Os palhaços já estavam escolhidos e as propostas de circo montadas, o meu caro não saber em que palhaços votou isso é lá consigo. Eu sei nos que votei e bem sei o que me custou...
Como é óbvio, não votei por eles, mas pelo projecto nacional que constituíam (na realidade votei no mal menor, mas para o caso...), mas dai ao meu caro dizer que não têm legitimidade é um esticanço largo... E mais, garanto-lhe que partido algum que defenda a diluição da soberania Nacional para lá do razoável terá o meu voto. Claramente a politica fiscal, pelas implicações que tem em todo o resto da governança, é uma linha vermelha.

O meu caro tem todo o direito ( e o meu respeito) em ser Europeísta. Agora vai me desculpar, mas desde a tentativa falhadissima do tratado de Lisboa que os Nacionalismos não param de crescer. Porventura não seria melhor repensar se a "malta" quer ser só um Pais? Atirar gasolina para a fogueira e depois queixarem-se que ela não apaga é um pouco contraproducente. Levem o projecto de união a votos e logo se verá o que diz o Zé povinho Europeu. Mas às claras e não em cambalachos técnico-financeiros onde, depois de lá estar enfiado, só nos resta andar para a frente.

Ocastilha vota em Portugal? Sabe quem é o deputado que o representa na AR? É que eu sei no partido que votei, mas não escolhi nenhum dos deputados eleitos! Ocastilho faz parte de uma comissão política de um partido?

Sobre os nacionalismos....... verifica-se por todo o mundo! Os EUA com o america first, não fazem parte da UE, o Czar vitalício Putin também não é líder de um país da UE, Erdogan na Turquia também não consta que faça parte da UE...... dizer que existe nacionalismo em países da UE por causa da UE como um aspecto muito negativo (a UE não tem culpa nenhuma dos nacionalismos) e depois no mesmo parágrafo exaltar que estamos melhor sós eu considero nacionalismo! E saudável. Eu também quero que Portugal seja um país independente por mais 900 anos, sem que com isso a nossa presença na UE não signifique beliscar a nossa independência.

E já agora que falamos de independência, a nossa presença na NATO (que eu defendo) é ou não uma perda de soberania para outros países mais poderosos?.......... E a Base das Lages?

Sobre a dita escolha do povo....... (que eu não defendo que seja feita por referendo), secalhar se algum dia algum esperto decidir levar a prisão perpétua a votos (referendo), secalhar ganha e..... até é democrático se ganhar!!!!! Por isso...... coerência!
 

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Re: "CORONABONDS"
« Responder #34 em: Abril 12, 2020, 09:50:51 pm »
Ocastilha vota em Portugal? Sabe quem é o deputado que o representa na AR? É que eu sei no partido que votei, mas não escolhi nenhum dos deputados eleitos! Ocastilho faz parte de uma comissão política de um partido?
Se for por essa ordem ideias, ninguém, em jurisdição alguma do mundo, verdadeiramente escolhe um deputado.Percebo a sua comparação ao Sistema Inglês ou Americano. Mas o primeiro é um parlamentarismo clássico e o segundo um presidencialismo clássico também, sendo o nosso um semi-presidencialismo, a maneira como encara não me parece ser a mais correcta.


Sobre os nacionalismos....... verifica-se por todo o mundo! Os EUA com o america first, não fazem parte da UE, o Czar vitalício Putin também não é líder de um país da UE, Erdogan na Turquia também não consta que faça parte da UE...... dizer que existe nacionalismo em países da UE por causa da UE como um aspecto muito negativo (a UE não tem culpa nenhuma dos nacionalismos) e depois no mesmo parágrafo exaltar que estamos melhor sós eu considero nacionalismo! E saudável. Eu também quero que Portugal seja um país independente por mais 900 anos, sem que com isso a nossa presença na UE não signifique beliscar a nossa independência.
O meu amigo interpretou mal o que escrevi, em momento algum defendi que estávamos melhor sozinhos, defendi sim é que se for para criar uma UE-nação esta dever ir a votos e logo se vê. E que acho que não vai er grande apoio popular. É um pouco diferente.

Quanto aos Nacionalismo, parece-me óbvio que os nacionalismo na Europa têm na génese num grande sentimento anti-UE. E que certamente não será com cambalachos que os irão debelar. Mas como o meu amigo interpretou mal o que eu disse e daqui a pouco diz que defendi o "orgulhosamente sós", quando nunca disse tal coisa, fico-me por aqui.
E já agora que falamos de independência, a nossa presença na NATO (que eu defendo) é ou não uma perda de soberania para outros países mais poderosos?.......... E a Base das Lages?


E está a comparar a NATO com a UE? É que o que se discute aqui é a criação de Estado Supranacional e a consequente diluição da Nação. Somos um pais pequeno estamos sempre sujeitos ao vento das grandes potências, mas há uma diferença é que as potencias vão mudado e nós vamos ficando.

Sobre a dita escolha do povo....... (que eu não defendo que seja feita por referendo), secalhar se algum dia algum esperto decidir levar a prisão perpétua a votos (referendo), secalhar ganha e..... até é democrático se ganhar!!!!! Por isso...... coerência!

Pois, é como dizia o outro "a democracia é o pior dos regimes, à excepção de todos os outros", por isso arranje um melhor e cá estaremos para conversar, até lá, vamos aceitando o voto por maioria da malta... E já agora vá ver quantos países democráticos têm a prisão perpetua e vai ficar surpreendido...
« Última modificação: Abril 12, 2020, 10:06:53 pm por ocastilho »
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Re: "CORONABONDS"
« Responder #35 em: Abril 12, 2020, 10:30:55 pm »
E parece que os Italianos vão à carga!

Itália quer levantar questão dos paraísos fiscais na UE. Objetivo será o de atingir a Holanda
https://observador.pt/2020/04/12/italia-quer-levantar-questao-dos-paraisos-fiscais-na-ue-objetivo-sera-o-de-atingir-a-holanda/
"Se servistes à pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma."
 
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Re: "CORONABONDS"
« Responder #36 em: Abril 13, 2020, 05:54:53 pm »
Ocastilho? O referi e volto a reforçar, os nossos políticos não querem que tomemos decisões importantes, ou sequer que escolhemos quem nos representa numa Câmara (escolher o vereador em quem votamos) ou o deputado que preferíamos, como sucede no Reino Unido, onde cada pessoa escolhe o seu deputado!!!!

Quando referi a prisão perpétua, não estou a criticar ou a defender, apenas a constatar que mais uma vez os nossos políticos (especialmente a esquerda) não quer que nos debruçamos sobre aspectos que não lhes interessa à própria esquerda e extrema esquerda. Por vontade da esquerda e da extrema esquerda, não existiam FA, no máximo só existiam Polícias e GNR, mas sem armas!!!!

Quanto à UE, ou vai haver uma maior integração ou desintegração, é inevitável.
Quando nasceu o euro, muitos economistas alertaram que o sistema estava incompleto e precisava de muito mais, como por exemplo a harmonização fiscal. Acredito que quem criou o euro (com muito mais visão que os líderes europeus actuais), confiou que quem lhes sucedesse, iriam criar os instrumentos em falta para apoiar o euro....... talvez por genuinidade ou porque foram enganados, tal nunca sucedeu.

Mas não tenho dúvidas de que o próximo passo da UE, se decidirem avançar, vai ser a harmonização fiscal (requisito fundamental para que vários países consigam ter a mesma moeda). E se existir harmonização fiscal, talvez até um orçamento comunitário...... quem vai perder são as "offshore" da Europa.

Existe o espaço schengen e o Euro..... falta claramente a harmonização fiscal, como já referiu que a Itália vai puxar para cima da mesa. Não sei é se os países que abusam nos impostos, estão disponíveis para abrirem mão de receitas (no nosso caso basta reduzir uns milhares de rotundas pelo país , pavilhões do jogo da carica, etc).
« Última modificação: Abril 13, 2020, 05:57:30 pm por Viajante »
 

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Re: "CORONABONDS"
« Responder #37 em: Abril 14, 2020, 01:50:00 pm »
Ocastilho? O referi e volto a reforçar, os nossos políticos não querem que tomemos decisões importantes, ou sequer que escolhemos quem nos representa numa Câmara (escolher o vereador em quem votamos) ou o deputado que preferíamos, como sucede no Reino Unido, onde cada pessoa escolhe o seu deputado!!!!

Quando referi a prisão perpétua, não estou a criticar ou a defender, apenas a constatar que mais uma vez os nossos políticos (especialmente a esquerda) não quer que nos debruçamos sobre aspectos que não lhes interessa à própria esquerda e extrema esquerda. Por vontade da esquerda e da extrema esquerda, não existiam FA, no máximo só existiam Polícias e GNR, mas sem armas!!!!

Quanto a parte das prisões não vou comentar, pq tenho uma posição semelhante à sua. :G-beer2:

Quanto ao resto, percebo o que quer dizer, mas não me parece que seja tão linear como diz. Nós, na realidade, votamos um projecto, eles votam uma cara. No entanto a ilegitimidade na criação da EUE continua a existir, nenhum dos partidos se apresentou a eleições com esse projecto de Nação Supranacional. E é uma alteração muito substantiva para se achar que pode passar sem lá estar. (Fora a possível inconstitucionalidade de tal proposta, mas isso são outros quinhentos). E sabemos bem porque não a apresentam, há muitos anticorpos à ideia, dentro dos partidos e fora, e quem for a votos com esse projecto não ganha nada. E dai eu dizer que é uma criação totalmente ilegítima. E por isso tantos cambalachos e vitórias de secretária, há que criar um colete de forças para depois dar a coisa como inevitável e consumada. Como o Viajante bem o prova quando começa a falar da inevitabilidade da "harmonização fiscal", mas sobre isso falarei mais abaixo.

Os argumentos contra os referendos são antigos, mas são extremamente falaciosos, porque tudo o que se diz contra um referendo, pode ser dito sobre uma eleição para um circulo uninominal. Porque se o povo é burro e pode ser influenciado, enganado, acicatado num referendo, também o pode ser numa eleição uninominal, como normalmente é. Agora se a soberania Nacional não é muito para ir a referendo o que será!?
 
Quanto à UE, ou vai haver uma maior integração ou desintegração, é inevitável.
Quando nasceu o euro, muitos economistas alertaram que o sistema estava incompleto e precisava de muito mais, como por exemplo a harmonização fiscal. Acredito que quem criou o euro (com muito mais visão que os líderes europeus actuais), confiou que quem lhes sucedesse, iriam criar os instrumentos em falta para apoiar o euro....... talvez por genuinidade ou porque foram enganados, tal nunca sucedeu.

Mas não tenho dúvidas de que o próximo passo da UE, se decidirem avançar, vai ser a harmonização fiscal (requisito fundamental para que vários países consigam ter a mesma moeda). E se existir harmonização fiscal, talvez até um orçamento comunitário...... quem vai perder são as "offshore" da Europa.

Existe o espaço schengen e o Euro..... falta claramente a harmonização fiscal, como já referiu que a Itália vai puxar para cima da mesa. Não sei é se os países que abusam nos impostos, estão disponíveis para abrirem mão de receitas (no nosso caso basta reduzir uns milhares de rotundas pelo país , pavilhões do jogo da carica, etc).

Curiosamente, lembro-me bem desse tempo. E das discussões na faculdade exactamente sobre a necessidade de uma politica fiscal comum. Há duas correntes e já na altura havia: uma corrente de que teria de haver uma politica comum para não haver estas movimentações de capital. E a outra corrente que defendia que estas movimentações existiriam, mas que haveria uma adaptação dos estados a esses movimentos de capital e que portanto haveria uma "concorrência fiscal" entre eles e a coisa estabilizaria.  Ainda hoje não estou certo de qual será a melhor e por isso tenho muitas duvidas sobre a "inevitabilidade" como diz. Aliás como em muitas outros assuntos que já discutimos, a "inevitabilidade" dá muito jeito a uns certos europeístas* que a conta desse argumento vão fazendo chegar a agua ao seu moinho.

Quanto ao seu comentário sobre a harmonização fiscal e a disposição para cortar receitas, concordo consigo estão todos muito ansioso por ela, mas pq julgam que vão pôr os "offshores" a cobrar mais, mas se lhes calha o contrario veremos se não mudam de opinião.  :mrgreen:

* reparei agora que tenho usado esta palavra muito e ela é dada a interpretações várias. O que pretendo dizer com ela é o sujeito que é a favor da criação dos Estados Unidos da Europa.

PS: Viajante, alegre-se pq parece que vamos nacionalizar Prejuízos, - mesmo para espezinhar aqueles porcos capitalistas(!) -, vai ser um grande negócio... falta saber é para quem...  ::) ::) :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

Um Abraço.
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Re: "CORONABONDS"
« Responder #38 em: Abril 14, 2020, 01:57:04 pm »
Esqueci-me de um ponto importante, se houver de facto um politica de harmonização e esta for a nivelar pelos do sul, será interessante de ver o que acontecerá à estrutura de capital das empresas. Será que a nossa divida total aumentar mais um pouco? Veremos...
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Re: "CORONABONDS"
« Responder #39 em: Abril 14, 2020, 03:10:51 pm »
Ocastilho? Quando refiro a inevitabilidade, descrevo a necessidade de uma maior integração na UE ou na sua dissolução, dificilmente acredito que vá tudo ficar na mesma!

E se vai haver uma maior integração, não tenho grandes dúvidas da necessária harmonização fiscal. Não faz sentido as fronteiras estarem abertas e alguém em Vilar Formoso tem a Galp do lado espanhol a vender o mesmo combustível 20 ou 30 cêntimos mais barato, assim como o IVA mais baixo, etc......
Agora, a harmonização fiscal é um pau de 2 bicos, porque não sei se os políticos tugas perceberam que se vamos ser mais competitivos, os impostos vão baixar, logo as receitas do estado baixam também. Na prática uma harmonização fiscal significa uma mediana ou taxas intermédias.

Sobre a nacionalização dos prejuízos..... eu nesse aspecto sou muito mais liberal. Mas qual é o problema do BES falir? Mandava os administradores para a prisão, arrestava todos os bens do todo o grupo e dos administradores. Executava todas as garantias pessoais destes últimos. Executava a garantia do Governo de Angola no valor de 5,7 mil milhões de euros. No fim pode ter a certeza que não tinha tantos prejuízos para o Estado e para os outros bancos!!!!

O nosso problema é que somos uma economia mista, a meio caminho entre o socialismo e o capitalismo. Podíamos ter aprendido como os americanos ou ingleses fizeram por lá com os bancos. Não quer dizer que façam tudo bem, mas conseguem levantar-se muito mais depressa e com menos dívida do que nós!

O caso para mim exemplar é do Madoff. Era um vigarista que provocou um buraco de 65 mil milhões de dólares. O que fez o governo americano? Sacaram todos os bens dele, dos filhos e da mulher. O julgamento durou 6 meses, note bem, durou 6 meses e foi brindado com uma pena de 150 anos na prisão!

Quer saber o que eu fazia se estivesse no lugar do Governo?
Nacionalizava a TAP, despachava os Ronaldos da TAP e metia-os a todos num avião só com ida para Vera Cruz. Vendia imediatamente o cancro da manutenção da TAP no Brasil (antiga VARIG). Assumia os leasings da frota da TAP e vendia a parte da frota que não tivesse utilização, a restante ficava na empresa ou por exemplo na FAP.

EFACEC - Temos uma oportunidade única de reavermos a empresa, porque a posição da isabelinha foi confiscada e a empresa está em dificuldades, no entanto é uma excelente empresa.

Outras empresas, estudava caso a caso e só ficava com o que fosse realmente estratégico, como a REN, as Águas, Aterros sanitários (acabava com a importação de lixo perigoso dos outros países), .....
 
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Re: "CORONABONDS"
« Responder #40 em: Abril 14, 2020, 04:37:16 pm »
Já agora sobre a Holanda...


https://www.rtp.pt/noticias/economia/empresas-portuguesas-do-psi-20-estao-todas-na-holanda_v516168

Citar
A Jerónimo Martins é apenas uma das muitas empresas portuguesas que se transferiu para a Holanda. Das 20 maiores empresas portuguesas cotadas no PSI-20, todas estão direta ou indiretamente instaladas na Holanda.
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nelson38899

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Re: "CORONABONDS"
« Responder #41 em: Abril 17, 2020, 10:40:16 am »
Já agora sobre a Holanda...


https://www.rtp.pt/noticias/economia/empresas-portuguesas-do-psi-20-estao-todas-na-holanda_v516168

Citar
A Jerónimo Martins é apenas uma das muitas empresas portuguesas que se transferiu para a Holanda. Das 20 maiores empresas portuguesas cotadas no PSI-20, todas estão direta ou indiretamente instaladas na Holanda.

Olha quem é que anda a pagar a decisão Holandesa

Citar
Dutch far-right politician behind a 2016 referendum on Ukraine and the EU had fishy ties to Russia, according to a new investigation.

Thierry Baudet, an MP from the anti-EU and anti-immigrant FvD party, spoke of his Russia contacts in internal WhatsApp messages with FvD colleagues, which were leaked to Dutch investigative website Zembla and radio station De Nieuws BV.
https://euobserver.com/foreign/148099?

Ainda se vai a ver que em Portugal o Chega é pago pelos russos e o BE pela Venezuela, como é o caso do podemos em Espanha.
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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Re: "CORONABONDS"
« Responder #42 em: Maio 19, 2020, 12:34:21 am »
Para já não há Coronabonds!

A Tia Merkl chamou a sua velinha (Macron) e decidiram criar um fundo de apoio à economia de 500 mil milhões de euros dados aos países, a fundo perdido (o que agrada aos países do sul), mas também poderá contentar os frugases, porque são eles que vão receber a maior fatia e mais perverso ainda, este valor vem do orçamento da UE de 2021-2027 a aprovar pelos 27, que..... se estão recordados, ainda nem foi aprovado, porque os países não se entendem sobre a cobertura do buraco que o Brexit deixou para trás (mais de 20 mil milhões por ano. No limite, os países podem até nem receber nem mais um cêntimo do que recebem actualmente, mas tenhamos fé!

A velinha Macron já fez a acta, a mando da tia Merkl, com os 27 países a acordarem este pacote de ajudas (ou é isto ou nada). Os outros 25 nem sabem que estiveram na reunião, mas vão assinar de cruz.

A boa notícia para Portugal, contando que a distribuição se faça por exemplo em percentagem do PIB de cada país, como o nosso PIB pesa 1,52% na UE, teríamos direito a um pouco mais de 8 mil milhões de euros, compensando o provável corte de fundos comunitários que previsivelmente o país vai sofrer no próximo orçamento, que poderá oscilar entre 1,5 e 2,5 mil milhões de euros. E como é a fundo perdido, acabam por ser boas notícias!

A Tia Merkl vai agora instruir a sua chefe de gabinete, Von Der Leyen, a fazer o diploma a ser aprovado e executado pela Comissão Europeia!
Bem, resta-nos levantar o cheque (só em 2021?) e bater o pé ao mais que certo corte das verbas atribuídas a Portugal e em simultãneo ao nosso aumento de comparticipações anuais para o orçamento da UE. A Von Der Leyen manda o diploma ao Costa, para assinar na cruzinha previamente colocada na folha de assinaturas com o cheque pré-datado!
« Última modificação: Maio 19, 2020, 12:48:24 am por Viajante »
 

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Daniel

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Re: "CORONABONDS"
« Responder #43 em: Maio 19, 2020, 12:40:31 pm »
Holanda, Áustria, Dinamarca e Suécia continuam a defender Fundo de Recuperação com empréstimos
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/holanda-austria-dinamarca-e-suecia-continuam-a-defender-fundo-de-recuperacao-com-emprestimos-590131

Citar
A Holanda, Áustria, Dinamarca e Suécia continuam contra a ideia de que a ajuda do Fundo de Recuperação chegue aos países através de subvenções, continuando a defender que o financiamento seja feito sob a forma de empréstimos. A afirmação foi feita pelo chanceler austríaco Sebastian Kurz depois da apresentação da proposta franco-alemã esta segunda-feira.

“A nossa posição continua inalterada. Estamos prontos para ajudar os países mais afetados com empréstimos. Esperamos a atualização do Quadro Financeiro Plurianual para refletir as novas prioridades em vez de aumentar o limite máximo”, escreveu Sebastian Kurz, numa publicação no Twitter, depois de ter trocado impressões com os governantes da Dinamarca, Holanda e Suécia.

Caro Viajante, mas os nossos amigos do norte não estão lá muito virados, para fundos perdidos.  ;D
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Re: "CORONABONDS"
« Responder #44 em: Maio 19, 2020, 01:10:32 pm »
Holanda, Áustria, Dinamarca e Suécia continuam a defender Fundo de Recuperação com empréstimos
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/holanda-austria-dinamarca-e-suecia-continuam-a-defender-fundo-de-recuperacao-com-emprestimos-590131

Citar
A Holanda, Áustria, Dinamarca e Suécia continuam contra a ideia de que a ajuda do Fundo de Recuperação chegue aos países através de subvenções, continuando a defender que o financiamento seja feito sob a forma de empréstimos. A afirmação foi feita pelo chanceler austríaco Sebastian Kurz depois da apresentação da proposta franco-alemã esta segunda-feira.

“A nossa posição continua inalterada. Estamos prontos para ajudar os países mais afetados com empréstimos. Esperamos a atualização do Quadro Financeiro Plurianual para refletir as novas prioridades em vez de aumentar o limite máximo”, escreveu Sebastian Kurz, numa publicação no Twitter, depois de ter trocado impressões com os governantes da Dinamarca, Holanda e Suécia.

Caro Viajante, mas os nossos amigos do norte não estão lá muito virados, para fundos perdidos.  ;D

Depois da Tia Merkl afirmar publicamente e ao lado do Macron, de que vai haver um fundo de 500 mil milhões a fundo perdido na UE, acha que o que afirmam as "mulheres a dias" têem alguma relevância para o caso? Resta-lhes levantar o cheque pré-datado!

Quando muito podem vingar-se na conclusão do orçamento comunitário 21/27 ainda por acordar!!!!
 

 

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