Coronavirus

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Daniel

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Re: Coronavirus
« Responder #495 em: Março 31, 2020, 11:47:39 am »
Médica chinesa que alertou para o novo coronavírus está desaparecida
https://ionline.sapo.pt/artigo/691140/medica-chinesa-que-alertou-para-o-novo-coronavirus-esta-desaparecida?seccao=Mundo_i

Citar
Hospitais estavam a alterar os diagnósticos da agora conhecida como covid-19 para “pneumonia viral” ou “infeção genérica” nos relatórios médicos. Ai Fen, médica e diretora do Departamento de Emergência do Hospital Central de Wuhan, na China, foi uma das primeiras pessoas no país a saber que o novo coronavírus tinha tudo para se tornar numa pandemia. Depois de publicar o que sabia nas redes sociais, foi obrigada a ficar em silêncio. Agora, Ai Fen está desaparecida.

A denúncia é feita pelo programa ’60 minutes’, da CBS. Ai Fen utilizou a rede social WeChat, depois de analisar várias radiografias, para publicar a imagem de um relatório médico de um doente infetado com o novo coronavírus. A publicação foi feita em dezembro e Ai Fen alertava para o facto de os sintomas do doente serem semelhantes à conhecida gripe SARS. A médica quis também alertar os colegas e acabou por comunicar aos seus superiores que a China podia estar prestes a enfrentar uma nova pandemia. Contudo, Ai Fen foi obrigada a ficar calada.

Em dezembro, os hospitais estavam a alterar os diagnósticos da agora conhecida como covid-19 para “pneumonia viral” ou “infeção genérica”.

Inconformada, Ai Fen criticou as autoridades chinesas por suprimir alertas precoces do surto numa entrevista à revista chinesa Renwu, que foi publicada no passado dia 10 de março.

“Se eu tivesse tido a noção do que ainda aí vinha não tinha ligado nenhuma à reprimenda e tinha falado com ainda mais gente, com qualquer pessoa, em qualquer lado”, disse a responsável de saúde.

Segundo a investigação da CBS, o próprio Presidente da China, Xi Jinping, ordenou que a entrevista fosse removida da Internet, mas era tarde demais.
Recorde-se que esta não é a primeira história semelhante sobre a pandemia na China, tal como Ai Fen, também o seu colega Li Wenling alertou para a perigosidade do vírus. Além de denunciar que tinha sido silenciado, o médico acabou mesmo por morrer com a doença.
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ocastilho

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Re: Coronavirus
« Responder #496 em: Março 31, 2020, 12:07:49 pm »
Médica chinesa que alertou para o novo coronavírus está desaparecida

É o tratamento chinês ao COVID19, acabam-lhe logo com a tosse, mais eficiente não podia ser...

Relativamente ao Ti Costa, eu gostava de voltar atrás um meses e lembrar o momento em que o Ti Costa disse que o Timmermans ia ser o Presidente da Comissão Europeia. Muito apoio dos Espanhóis e tal, mas quando lhes é oferecido o Alto Representante para a Política Externa deixaram o Costa sem dó nem piedade. Esperemos que o momento de parvoíce não se repita...
« Última modificação: Março 31, 2020, 12:08:21 pm por ocastilho »
"Se servistes à pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma."
 

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LM

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Re: Coronavirus
« Responder #497 em: Março 31, 2020, 03:21:18 pm »
Estatística não é o meu forte, mas nas análises verdadeiramente importantes não deviam os gráficos ter em consideração o nº de habitantes (e o inicio da epidemia local ou 1º morto)?
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Daniel

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Re: Coronavirus
« Responder #498 em: Março 31, 2020, 03:38:42 pm »
Estatística não é o meu forte, mas nas análises verdadeiramente importantes não deviam os gráficos ter em consideração o nº de habitantes (e o inicio da epidemia local ou 1º morto)?

Claro que sim o número de habitantes conta, um exemplo, Holanda 17 milhões de hab e densidade de 405 hab por km2, Portugal 10 milhões de habitantes e densidade 114 hab por Km2.
Isto quer dizer que existe uma grande diferença. ::)
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FoxTroop

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Re: Coronavirus
« Responder #499 em: Março 31, 2020, 04:05:00 pm »
Estatística não é o meu forte, mas nas análises verdadeiramente importantes não deviam os gráficos ter em consideração o nº de habitantes (e o inicio da epidemia local ou 1º morto)?

Em relação à Holanda: casos por milhão de habitantes, 735 vs 730 de Portugal. Falecimentos por milhão de habitantes 61 vs 16 de Portugal.

Quanto ao 1º caso reportado, Holanda a 26 de Fevereiro, Portugal a 1 de Março.

A fonte:
https://www.worldometers.info/coronavirus/
 
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Re: Coronavirus
« Responder #500 em: Março 31, 2020, 04:21:51 pm »


Não entendeu nada onde eu queria chegar!
Vá ver as contas dessas empresas!

Alguma delas está  enterrada até ao pescoço em dívidas?
A Dassault Aviation Teve um lucro Net de 13 % sobre a  faturaçao!
 O Naval Group 8%

A Damen  idem idem aspas aspas!

Nenhuma das que referiu são geridas por quem nem um quiosque tem capacidade para gerir!

Gestão meu caro! Só isso!
Boa gestão do dinheiro!

É isso que holandeses Alemães e nórdicos não conseguem entender!
Faturar milhões e ter milhões de prejuízos, durante , décadas, sem fazer nada para corrigir a situação.

Meu caro, eu entendi onde quis chegar e o ponto que eu continuo a manter é que, independentemente da gestão, que no caso da Navantia tem sido uma sucessão de erros e o maior buraco deles é o dos S-80, nenhuma das empresas que eu citei acima estariam a funcionar sem as encomendas estatais que são um verdadeiro pacote de ajuda financeira encapuzada.
Claro que a Navantia cometeu erros de palmatória, numa altura em que estaleiros, para se manterem à tona, tiveram de se especializar em sectores únicos. Também ambos sabemos como se processa as coisas acima dos sectores de produção, co todo o compadrio instalado. Mas também sabemos que a capacidade da Navantia se vender é a que é, devido ao peso pouco relativo que o estado espanhol tem nas relações internacionais em comparação com empresas como a BAE ou a Naval Group.
Agora não posso é fazer a ligação que fez em acusar a falta de capacidade financeira para fazer face a uma coisa destas devido a apostarem numa industria de defesa com um elevado grau de autonomia. Qualquer país do mundo, com a taxa de infectados e mortos vs população, que a Itália ou a Espanha têm neste momento, estaria exactamente igual ou pior.
Foi por isso que, conhecendo os seus contributos sempre esclarecedores e concisos para com este fórum, fiquei surpreendido com a sua arrancada. 
 

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Daniel

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Re: Coronavirus
« Responder #501 em: Março 31, 2020, 04:29:53 pm »
Covid-19: Nobel da Química prevê fim da pandemia mais cedo do que o previsto
https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/2020-03-31-covid-19-nobel-da-quimica-preve-fim-da-pandemia-mais-cedo-do-que-o-previsto/

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O cientista assume que apesar do aumento do número de mortos, existem recuperações e um abrandamento na taxa de mortalidade


Michael Levitt, bioquímico na Universidade de Standford e vencedor do Prémio Nobel da Química em 2013, contraria o que muitos epidemiologistas e cientistas prevêem – meses de perturbações sociais e milhares de mortos em todo o mundo. Levitt acredita que os dados não apresentam um cenário tão terrível como o descrito, em especial nas áreas onde são respeitadas as medidas de distanciamento social. “O que precisamos é de controlar o pânico”, disse ao Los Angeles Times. “Nós vamos ficar bem”.

O cientista começou, em janeiro, a analisar o número de casos de Covid-19. Destes cálculos percebeu que a China passaria pela fase pior do surto numa data anterior à previsão que fizeram outros especialistas.
No dia 31 de janeiro, a China registou 46 novas mortes em comparação com as 42 assinaladas no dia anterior. Embora o número de mortes tenha continuado a aumentar, a taxa de mortalidade diminuiu. Ou seja, o número de mortos cresceu mas a percentagem desses mortos é menor do que a do dia anterior. “Isto sugere que a taxa do aumento no número de mortos diminuirá ainda mais durante a próxima semana”, declarou Levitt no relatório que enviou aos colegas no dia 1 de fevereiro, e que mais tarde foi partilhado nas redes sociais. Três semanas depois de ter escrito o relatório, o bioquímico calculou que a China tinha atingido o pico e que o país iria ter cerca de 80 mil casos confirmados e 3250 mortes. Essa previsão mostrou-se extremamente precisa: no 16 de março, o país contabilizou um total de 80 298 casos e 3 245 mortes. O número de pacientes recém-diagnosticados com o vírus desceu para cerca de 25 por dia.O vencedor do prémio Nobel prevê um padrão semelhante noutros países: analisou 78 países que relataram mais de 50 novos casos de Covid-19 por dia e vê “sinais de recuperação” em muitos dos casos. O foco do cientista não é o número total de casos de um país, mas sim no número de casos identificados diariamente. “Os números ainda não são significativos mas existem sinais claros de um crescimento lento”.

Levitt concorda com as medidas de distanciamento social e reforça a ideia de que é importante estar vacinado contra a gripe, pois episódios de gripe durante o surto do coronavírus, para além de sobrecarregar os hospitais, aumentam as hipóteses de o novo vírus não ser detetado. O bioquímico assume que este pode ter sido um dos fatores que contribuiu para o estado atual da Itália, onde existe um forte movimento anti-vacinação.

O pânico causado pelos meios de comunicação, que se concentram no número de novos casos, destacando os casos de celebridades, é uma das preocupações de Levitt, assim como as medidas de proteção que colocam em causa a própria economia de cada país, podendo tornar-se numa catástrofe.

Embora a taxa de mortalidade por causa do coronavírus seja maior do que a taxa de mortalidade da gripe, Levitt garante que “não é o fim do mundo”. “A situação não é tão terrível como parece”, diz.

Apenas acrescentar que os números dos chinocas são falsos.
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Cabeça de Martelo

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Re: Coronavirus
« Responder #502 em: Março 31, 2020, 04:39:10 pm »
Estatística não é o meu forte, mas nas análises verdadeiramente importantes não deviam os gráficos ter em consideração o nº de habitantes (e o inicio da epidemia local ou 1º morto)?

Em relação à Holanda: casos por milhão de habitantes, 735 vs 730 de Portugal. Falecimentos por milhão de habitantes 61 vs 16 de Portugal.

Quanto ao 1º caso reportado, Holanda a 26 de Fevereiro (algumas medidas de quarentena começaram a ser implementadas pelo governo Holandês a 12 de Março), Portugal a 1 de Março (Governo Português declara estado de alerta em todo o país a 12 de Março).

A fonte:
https://www.worldometers.info/coronavirus/
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Daniel

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Re: Coronavirus
« Responder #503 em: Março 31, 2020, 04:44:17 pm »
"China devia pagar pela propagação global do coronavírus": Ministro australiano diz que vírus foi criado em laboratório
https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/china-devia-pagar-pela-propagacao-global-do-coronavirus-ministro-australiano-diz-que-virus-foi-criado-em-laboratorio?ref=HP_OutrasNoticias1

Citar
Um ministro australiano reforçou a ideia de que a China devia pagar pela disseminação mundial do coronavírus. George Christensen disse ainda que acredita que o coronavírus foi criado em laboratório na cidade de Wuhan na China.

 O ministro australiano aprofundou ainda a sua teoria afirmando que uma universidade chinesa tinha publicado um artigo em fevereiro onde dizia que o vírus tinha sido criado num centro de investigação a pouco menos de 300 metros do mercado de Wuhan. Já no mês de janeiro, o senador republicano do estado do Arkansas, nos EUA, Tom Cotton, disse que acreditava que o coronavírus tinha sido deliberadamente criado.
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Cabeça de Martelo

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Re: Coronavirus
« Responder #504 em: Março 31, 2020, 05:00:02 pm »
Este tipo é do mesmo grupo do Trump e do Bolsonaro. Aponta o dedo a terceiros pelas suas próprias asneiras.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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tenente

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Re: Coronavirus
« Responder #505 em: Março 31, 2020, 05:25:31 pm »
Alguém tem uma explicação melhor que a minha sobre o reduzido numero de gente contaminada em Portugal??

porque simplesmente o numero de testes efectuados diáriamente é baixo, muito baixo comparativamente com os restantes países.

Esta estratégia, colocada em funcionamento por sabemos quem, esconde a realidade uma realidade que a ser descoberta revelaria um falhanço grande por parte do SNS.

Esta estratégia vai-nos trazer graves problemas dentro de algumas semanas, o arrastar desta situação de fazer poucos testes diários, para não colapsar o SNS, e atrasar o pico da doença que pelos vistos segundo quem sabe, aponta para daqui a quatro/seis semanas, vai fazer com que o pessoal médico não a consiga continuar a combater devidamente por falta de meios humanos.

Muitos irão contrair a Besta, enquanto que os restantes não contaminados, ficarão completamente de rastos não só devido á enorme carga horária exigida mas e e ao facto de que muitos destes excelentes profissionais não vão a casa há mais de duas semanas, e, o efeito psicológico destes dois factores irá sem dúvida colher frutos muito negativos quanto á eficácia do combate ao KonaVirus.
Esta Estratégia reflete o estado a que o SNS foi deixado após anos e anos sem investimentos de vulto, e é a que vai camuflando a realidade existente em Portugal.

Não tenho dúvidas que se fossem efectuados  4.000/6.000 testes diários teríamos bem mais do dobro de infectados pela Besta, aliás as diferenças entre as previsões de infectados e o seu aumento de 44% diário e a realidade são como podem constatar muito diferentes o total de infectados hoje revelado é cerca de 10% do total previsto para o mesmo dia !
estranho não é ??

Mas isto é apenas a minha opinião e nada mais que isso cá estaremos para ver o que o futuro nos reserva quanto a esta situação sanitária.

Abraços e protejam-se
« Última modificação: Março 31, 2020, 05:38:08 pm por tenente »
 
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legionario

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Re: Coronavirus
« Responder #506 em: Março 31, 2020, 06:18:03 pm »
Em França é igual, tambem não ha testes que chegue.  Quanto mais pessoas são testadas, mais infectados aparecem.
A maioria das pessoas  apanha o virus mesmo sem saber e ao fim de uma ou duas semanas ficam curadas.  10% dos infetados desenvolvem complicações graves e acabam no hospital e, para muitos destes, no crematorio.

A estratégia passa por evitar ao maximo que um portador infecte outrém, especialmente uma pessoa pertencente ao grupo de risco.

Portugal é uma terra de sol e de mar (ventos limpos) . Penso que critérios como estes têm influência. 
Este virus tambem se transmite pelo ar, podemos deduzir que uma zona com circulação de ar  (ventos maritimos),  é menos exposta aos virus que regiões ou zonas confinadas. A exposição solar tambem tem influência. São conhecidos os benefícios da exposição (moderada) ao sol, que promove a produção da preciosa vitamina D. Alguns dos seus raios também estimulam o nosso sistema imunológico e, portanto,  protegem-nos dos micróbios.
« Última modificação: Março 31, 2020, 06:25:20 pm por legionario »
A pior das ditaduras é a que se disfarça de democracia
 

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NVF

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Re: Coronavirus
« Responder #507 em: Abril 01, 2020, 05:36:33 am »
If coronavirus sinks the eurozone, the 'frugal four' will be to blame

https://www.theguardian.com/world/commentisfree/2020/mar/31/solidarity-members-eurozone-coronavirus-dutch-coronabond?fbclid=IwAR1NnXug48Z7rwv3CSa8nFwsJ9B-RL4GSQpnpNJLsSMgTogdeuVTTblHqXU

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Last Thursday, the leaders of the European Union convened a video conference to deliberate the escalating Covid-19 crisis. On the agenda was a simple proposal co-signed by nine different eurozone governments: the “coronabond”, a new type of public debt instrument backed by all the members of the currency union as they come together to combat the virus.

After a long decade of crisis fighting in the eurozone – pitting north against south, creditor against borrower – the proposal marked a rare display of unity, and the meeting was a perfect opportunity to ratify it. Issued collectively, the “coronabond” would drive down the borrowing costs of some of Europe’s most heavily affected countries, staving off another sovereign debt crisis and freeing up much-needed resources to invest in public health and economic recovery. “We are all facing a symmetric external shock,” the proposal read, “and we are collectively accountable for an effective and united European response.”

As long as the pandemic rages in Europe, even the supposedly frugal burghers of Amsterdam will suffer the consequences
Alas, the request for solidarity was swiftly rejected. At the video conference, the eurobond motion came up against the eurozone’s “frugal four” – Germany, the Netherlands, Austria and Finland – who argued that the issuance of a common debt instrument would punish the countries that had saved for such a rainy day, and encourage further fiscal mismanagement by those who did not. Solidarity, they claimed, just created moral hazard.

In the course of this standoff, it was the Netherlands that positioned itself as the stony face of the frugal four. For a small and trade-dependent country that has long portrayed itself as Europe’s liberal beacon – open, progressive and internationally oriented – it was a remarkably short-sighted position to take. Without a collective mobilisation of fiscal resources, countries such as Italy and Spain will be powerless to prevent further contagion, of both the medical and economic kind. And as long as the pandemic continues to rage elsewhere in Europe, even the supposedly frugal burghers of Amsterdam will suffer the consequences.

Yet the Dutch government has held firm. Speaking after the meeting, the prime minister, Mark Rutte, declared that he could not foresee “any circumstances in which the Netherlands will accept eurobonds”. Adding insult to injury, the finance minister, Wopke Hoekstra, called on Brussels to investigate why some eurozone member states had failed to get their houses in order ahead of the pandemic – comments that the Portuguese prime minister, António Costa, later described as “repugnant” and “senseless”.

The spat has reopened painful old wounds. In the early stages of the eurozone crisis, the Dutch were among the most vocal opponents of the initial Greek “bailout”, and demanded draconian austerity measures in return for the emergency loans. The former Dutch finance minister Jeroen Dijsselbloem gained widespread notoriety for his penny-pinching in the Greek debt negotiations, at one point appearing to suggest that his southern European neighbours had wasted their money on “booze and women”.

But Europe’s governments have run out of patience with such fiscal moralism. Over the weekend, reports suggested that Latvia, Lithuania, Estonia, Cyprus and Slovakia may add their names to the original eurobond proposal. Among these 14 governments, there is broad agreement that this is not the time for petty lectures on fiscal book-keeping, it is a time to think big and confront the continent’s greatest collective challenge since the second world war as a united front. As Costa drily observed: “No one has any more time to hear Dutch finance ministers as we heard in 2008, 2009, 2010 and so forth.”

Beside its untimely nature, the Dutch government’s position is also exceedingly hypocritical. The Netherlands has long been known as one of the world’s most infamous tax havens, siphoning off hundreds of billions of euros in corporate profits and international financial flows and keeping other governments from taxing them properly. To depict the Netherlands as a pillar of fiscal rectitude is to deny the myriad ways in which the very architecture of the Dutch tax system actively serves to undermine the fiscal capacity of its European and international partners.

Ultimately, however, the best argument against the Dutch position is that it is self-defeating. By rejecting the call for “coronabonds”, the Netherlands and its partners in the frugal four have undermined the ability of the wider eurozone to fight the pandemic as a whole – threatening the health and wellbeing of each of its members in turn.

Solidarity is not charity. It is the recognition that the struggle of one is the struggle of all. In a pandemic like Covid-19, that logic is global. But it becomes all the more urgent in the context of a currency union as thoroughly integrated as the eurozone. If the frugal four continue to obstruct a common fiscal response to this crisis, the remaining eurozone countries will be right to ask if they are not better off going their own way.

As Spain’s foreign minister, Arancha González, kindly reminded Hoekstra following his much-maligned intervention last week: “We are in this EU boat together. We hit an unexpected iceberg. We all share the same risk. No time for discussions about first- and second-class tickets … History will hold us responsible for what we do now.”

Everyone you will ever meet knows something that you don't.
- Bill Nye
 
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Re: Coronavirus
« Responder #508 em: Abril 01, 2020, 09:58:01 am »
                                                                                                              Não poderia deixar de partilhar grande Cristóvam, malditas cebolas.
« Última modificação: Abril 01, 2020, 09:58:33 am por Daniel »
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« Última modificação: Abril 01, 2020, 04:48:39 pm por LM »
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