O TB3 consegue operar no D. João II?
FWIW
**Sim — com base em tudo o que se sabe hoje, um Bayraktar TB3 *poderia* descolar do convés do D. João II, e o navio foi explicitamente concebido com essa capacidade em mente.** O TB3 já demonstrou descolagens bem-sucedidas em rampas de lançamento/ski-jump de navios de convés curto, e o convés de 94 metros para UAVs/helicópteros do D. João II é mais do que suficiente para a sua corrida de descolagem necessária.
## Porque é que o TB3 é compatível com o D. João II
### 1. **O TB3 foi concebido especificamente para operações navais em navios de convés curto**
- O TB3 é um UAV MALE *capaz de operar em porta-aviões*, concebido para navios sem catapultas ou sistema de travagem.
- Já **levantou voo e aterrou no TCG Anadolu da Marinha Turca**, um LHD de convés curto com rampa de lançamento.
- Foram também concluídos **testes de descolagem em rampa terrestre** utilizando uma rampa de salto de 12° idêntica à do Anadolu.
### 2. **O convés do D. João II é suficientemente comprido**
- O D. João II possui um **convés de voo de 94 metros** concebido para helicópteros *e UAV*.
- A corrida de descolagem demonstrada do TB3 a partir do Anadolu está bem dentro deste comprimento.
- Ao contrário das aeronaves tripuladas de asa fixa, o TB3 não requer alta aceleração ou assistência à catapulta.
### 3. **Alinhamento com o perfil da missão**
- O D. João II é explicitamente descrito como **o primeiro porta-drones dedicado da Europa**, destinado a operar sistemas aéreos, de superfície e subaquáticos não tripulados.
- O TB3 enquadra-se exatamente na categoria de UAV de média altitude e longa duração que o navio se destina a operar.
## Considerações práticas
- **Aterragem:** O TB3 já demonstrou aterragens com gancho de paragem em convés curto no navio Anadolu. O layout do convés do D. João II ainda não é totalmente público, mas o seu projeto preparado para UAV sugere fortemente a compatibilidade.
- **Rampa:** Se o D. João II incluir uma rampa de lançamento (ainda não confirmado publicamente), o desempenho do TB3 será ainda melhor. Caso contrário, o TB3 pode ainda realizar descolagens em convés plano com uma distância maior.
- **Integração:** A única barreira real seriam as decisões da Marinha Portuguesa sobre as ligações de dados, as estações de controlo e os sistemas de manuseamento de convés — não a viabilidade física.
## Conclusão
**Tecnicamente e operacionalmente, o TB3 pode descolar do D. João II.** O navio foi concebido para operações com UAV e o TB3 já provou que pode operar mesmo em pavimentos mais curtos.
Sim — tecnicamente o TB3 pode aterrar no D. João II, mas com uma nuance importante: a aterragem é possível, mas depende de o navio integrar um sistema de retenção/arreagem compatível, tal como o TCG Anadolu usa.
A boa notícia é que nada no design do TB3 impede a aterragem num convés como o do D. João II. O desafio é apenas de integração naval, não de performance da aeronave.
🛬 Porque o TB3 pode aterrar no D. João II
1. O TB3 já provou que consegue aterrar em navios sem catapultas
O TB3 realizou aterragens reais no TCG Anadolu.
O Anadolu não tem catapulta nem cabos de arresto tradicionais — usa um sistema de travagem assistida para UAVs.
Isto demonstra que o TB3 não precisa de um convés de porta‑aviões clássico.
2. O TB3 tem trem reforçado e velocidade de aterragem baixa
Velocidade de aproximação baixa → reduz distância necessária.
Trem de aterragem navalizado → absorve impacto em convés rígido.
Capacidade STOL (Short Take-Off and Landing) → ideal para navios com convés curto.
3. O D. João II foi concebido para operar UAVs de asa fixa
O conceito oficial do navio inclui operações de UAVs de asa fixa e rotativa.
O convés de 94 m é mais do que suficiente para a corrida de aterragem do TB3 com um sistema de retenção adequado.
⚠️ A condição crítica: o sistema de travagem
Para aterrar com segurança, o TB3 precisa de um dos seguintes:
Opção A — Cabos de arresto leves (como no Anadolu)
O TB3 tem gancho de retenção.
Bastaria instalar 1–2 cabos de baixa tensão, próprios para UAVs.
Opção B — Rede de retenção (menos ideal, mas possível)
Usada em alguns navios para UAVs.
Funciona, mas aumenta desgaste e limita cadência de operações.
Opção C — Aterragem autónoma com travagem assistida no convés
Requer integração de sensores e software.
É a solução mais moderna, mas depende da Marinha.
Sem um destes sistemas, a aterragem seria tecnicamente possível mas operacionalmente insegura.
Não se fiem sempre no chat gpt. Se o TB3 necessita do mínimo de 150 metros de pista para aterrar e descolar. Como é que pode operar num navio que tem um convés com 94 metros de comprimento?