URO Vamtac ST5 no Exército

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #855 em: Outubro 30, 2025, 01:29:34 pm »
A España servir hasta morir
 
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #856 em: Novembro 06, 2025, 07:35:58 am »
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #857 em: Novembro 16, 2025, 04:34:52 pm »
Portugal vive de subsídios, até é comparado com alguém que sempre viveu do rendimento mínimo, logo tudo o que custa mais de 1 euro é algo que tem que ser subsidiado pelo governo europeu.

Para poder esbanjar 34 milhões num museu em angola. Essa angola do presidente que precisa de um acerto
 

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #858 em: Dezembro 01, 2025, 12:06:16 am »
Run Flat significa que pode andar depois de furado.

Eu suponho que tem um reforço interior que impede que o pneu se solte da jante, permitindo que a viatura possa mover-se.

Se for assim, pode ser que o Vamtac das fotos tenha pneus run flat e que tenham funcionado bem.

Os nossos tem jantes com 3 elementos de plástico unidos à jante.

https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #859 em: Dezembro 04, 2025, 12:00:09 pm »

Vai haver morteiros 120mm montados em ST5 ou não?
Isto é anterior ao SAFE.
 

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #860 em: Dezembro 06, 2025, 11:45:27 pm »
Os Vamtac ST5 nacionais têm os pneus Michelin 365/80 R20 XZL 152 K Run Flat.

Continental 335/80 R20

Michelin da mesma medida apenas na versão ambulância, devido a índice de carga superior.
https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #861 em: Janeiro 01, 2026, 01:18:19 pm »
Modificações feitas nas Vamtac na RCA

1º Sargento Capelo:
A VTLB URO VAMTAC ST5 é uma viatura bastante completa, que não necessitou de grandes alterações para operar. Da minha experiência, destaco duas alterações:
1 – A colocação de um farol de trabalho na torre, alimentado por uma bateria de 12V. Tal alteração, completamente reversível, deveu-se ao facto de na RCA ser necessário iluminar o capim durante a noite, em diversas e muito variadas situações. Esta alteração permite aos apontadores iluminar o terreno 360º, utilizando a rotação da torre, facilitando a identificação de casas, indivíduos, animais, ou qualquer
outra coisa que o Apontador ou o Comandante de Equipa considerem importante iluminar.

2 – A colocação de uma proteção em acrílico no Compartimento de Carga, a fim de proteger as ligações da montagem veicular do PRC525. Esta alteração previne que os mais diversos materiais que são transportados nas projeções, não exerçam peso nas ligações do rádio, evitando danos no mesmo.

Tenente Mota:

Em termos de upgrades, temos os terminais BGAN, que permitem ter internet por satélite. Isto, nas viaturas de comando, foi de especial relevância aquando da condução de operações militares no TO da RCA, pois permitiu ter contacto com a força no geral, mesmo quando isolado

Tenente Cardoso:

Sim já se realizaram alguns upgrades desde a sua receção no TO (2020), tais como:
- Troca das molas da suspensão, dando-lhe mais 5 cm de altura, o que permite a viatura na brecagem não “roçar” com as rodas nos Guarda Lamas;
- Foi montado o Sistema BMS, apesar da viatura já vir com a pré montagem deste sistema, foi no mês de outubro/novembro de 2020 que este sistema foi colocado operacional na sua plenitude em funcionamento;
- Foi colocada uma chapa protetora no compartimento de carga, de modo a proteger a montagem veicular e não a danificar;
- Foram rececionados os triângulos de reboque adequados para a viatura;
- Foram colocados focos de iluminação nas Torres, embora de uma forma muito expedita;
- Foram colocados filtros cónicos de admissão de AR diferentes das que estão em TN, devido às condições climatéricas exigentes do TO;
- Colocação de um sistema de segurança que permite fixar o apontador ao interior da viatura.

Tenente Pinho:

Foram feitos alguns upgrades (amadores) para a facilitação do uso de armamento e acessórios do armamento, nomeadamente uns armários de madeira na mala da viatura para guardar armas coletivas, e na parte de trás dos bancos da viatura com um gradeamento para permitir a
acumulação de bolsas e granadas para facilitar o seu uso imediato.

Tenente Abreu:

Por exemplo, nós no 2BIPara na 11FND RCA sentimos a necessidade de arranjar um sistema para prender a escotilha da torre, pois esta partia e acaba por bater na cabeça dos apontadores o que levava a lesões.
Foi acrescentado também uma sangle de segurança para prender o apontador e não deixar que este seja projetado para fora da viatura.


Tenente Silva:
As molas de suspensão mais reforçadas, visto que para algumas operações o material necessário ultrapassava a capacidade das molas (apenas às viaturas na RCA).


Fonte:
Marques, Gonçalo. "Impacto da viatura VAMTAC ST5 nas Operações de Reconhecimento de Cavalaria", Academia Militar, 2023
https://comum.rcaap.pt/entities/publication/f13c1bf4-39fb-42c9-89df-fb0dc6e29976


 
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #862 em: Janeiro 01, 2026, 02:35:01 pm »
Modificações feitas nas Vamtac na RCA

1º Sargento Capelo:
A VTLB URO VAMTAC ST5 é uma viatura bastante completa, que não necessitou de grandes alterações para operar. Da minha experiência, destaco duas alterações:
1 – A colocação de um farol de trabalho na torre, alimentado por uma bateria de 12V. Tal alteração, completamente reversível, deveu-se ao facto de na RCA ser necessário iluminar o capim durante a noite, em diversas e muito variadas situações. Esta alteração permite aos apontadores iluminar o terreno 360º, utilizando a rotação da torre, facilitando a identificação de casas, indivíduos, animais, ou qualquer
outra coisa que o Apontador ou o Comandante de Equipa considerem importante iluminar.

2 – A colocação de uma proteção em acrílico no Compartimento de Carga, a fim de proteger as ligações da montagem veicular do PRC525. Esta alteração previne que os mais diversos materiais que são transportados nas projeções, não exerçam peso nas ligações do rádio, evitando danos no mesmo.

Tenente Mota:

Em termos de upgrades, temos os terminais BGAN, que permitem ter internet por satélite. Isto, nas viaturas de comando, foi de especial relevância aquando da condução de operações militares no TO da RCA, pois permitiu ter contacto com a força no geral, mesmo quando isolado

Tenente Cardoso:

Sim já se realizaram alguns upgrades desde a sua receção no TO (2020), tais como:
- Troca das molas da suspensão, dando-lhe mais 5 cm de altura, o que permite a viatura na brecagem não “roçar” com as rodas nos Guarda Lamas;
- Foi montado o Sistema BMS, apesar da viatura já vir com a pré montagem deste sistema, foi no mês de outubro/novembro de 2020 que este sistema foi colocado operacional na sua plenitude em funcionamento;
- Foi colocada uma chapa protetora no compartimento de carga, de modo a proteger a montagem veicular e não a danificar;
- Foram rececionados os triângulos de reboque adequados para a viatura;
- Foram colocados focos de iluminação nas Torres, embora de uma forma muito expedita;
- Foram colocados filtros cónicos de admissão de AR diferentes das que estão em TN, devido às condições climatéricas exigentes do TO;
- Colocação de um sistema de segurança que permite fixar o apontador ao interior da viatura.

Tenente Pinho:

Foram feitos alguns upgrades (amadores) para a facilitação do uso de armamento e acessórios do armamento, nomeadamente uns armários de madeira na mala da viatura para guardar armas coletivas, e na parte de trás dos bancos da viatura com um gradeamento para permitir a
acumulação de bolsas e granadas para facilitar o seu uso imediato.

Tenente Abreu:

Por exemplo, nós no 2BIPara na 11FND RCA sentimos a necessidade de arranjar um sistema para prender a escotilha da torre, pois esta partia e acaba por bater na cabeça dos apontadores o que levava a lesões.
Foi acrescentado também uma sangle de segurança para prender o apontador e não deixar que este seja projetado para fora da viatura.


Tenente Silva:
As molas de suspensão mais reforçadas, visto que para algumas operações o material necessário ultrapassava a capacidade das molas (apenas às viaturas na RCA).


Fonte:
Marques, Gonçalo. "Impacto da viatura VAMTAC ST5 nas Operações de Reconhecimento de Cavalaria", Academia Militar, 2023
https://comum.rcaap.pt/entities/publication/f13c1bf4-39fb-42c9-89df-fb0dc6e29976



Nada como quem tem, " as maos na massa " estah em missao num TO, saiba avaliar as limitacoes dos equipamentos/armamentos, propor modificacoes ou alteracoes, e em caso de urgencia, devido a necessidade de utilizacao, como na RCA, proceder ah execucao das ditas mesmo que de modo expedito e provisorio!
Algumas delas tais como, a da escotilha, das molas, das proteccoes das montagens veicular, da seguranca do apontador da torre e o foco de iluminacao, deveriam ser efectuadas em toda a frota de modo a melhorar o jah excelente desempenho desta VBL.

Estas propostas revelam que os Militares  destas unidades estao perfeitamente conscientes da utilidade dos Vamtac ST5, ao ponto de exigir, e muito bem, a bem da sua seguranca e maior eficacia quando em combate, estas, " Pequenas/Grandes " modificacoes.

Abraco
« Última modificação: Janeiro 01, 2026, 02:45:27 pm por tenente »
Quando um Povo/Governo não Respeita as Suas FFAA, Não Respeita a Sua História nem se Respeita a Si Próprio  !!
 
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #863 em: Janeiro 11, 2026, 10:36:21 pm »

Nada como quem tem, " as maos na massa " estah em missao num TO, saiba avaliar as limitacoes dos equipamentos/armamentos, propor modificacoes ou alteracoes, e em caso de urgencia, devido a necessidade de utilizacao, como na RCA, proceder ah execucao das ditas mesmo que de modo expedito e provisorio!
Algumas delas tais como, a da escotilha, das molas, das proteccoes das montagens veicular, da seguranca do apontador da torre e o foco de iluminacao, deveriam ser efectuadas em toda a frota de modo a melhorar o jah excelente desempenho desta VBL.

Estas propostas revelam que os Militares  destas unidades estao perfeitamente conscientes da utilidade dos Vamtac ST5, ao ponto de exigir, e muito bem, a bem da sua seguranca e maior eficacia quando em combate, estas, " Pequenas/Grandes " modificacoes.

Abraco

Mas desempenho excelente em quê?!
Isto é o mesmo que dizer a alguém que percebe de aviação  ;), que o ATR-72 é uma excelente aeronave. Porque? Porque vi uns artigos e uns vídeos a dizer que era.


O TO da RCA mostrou claramente as limitações desta (e de todas) viatura.

Uma viatura medíocre, que faz o que tem a fazer em Espanha e nos teatros europeus, mas como era fraca no geral, decidimos corrigir o problema da falta de proteção.
Para isso tivemos de aumentar a potência e substituir o motor e a caixa. Dois conjuntos da Cummins e Allison que posso dizer que são excelentes.

Material americano e de qualidade, em que se nota que foi criado e testado por empresas que sabem o que fazem.
O que não é bem o caso das pequenas empresas de defesa europeias como a URO.

E isso nota-se imediatamente na caixa de transferência eixos e diferenciais, marca URO TT, que quando são sobrecarregados num cenário como as estradas de lama e buracos da RCA, partem. Obrigando a viatura a ser rebocada por uma Pandur.

Assim como em radiadores mal colocados, acessos difíceis, problemas crónicos no sistema pneumático e hidráulico, sobreaquecimento e componentes críticos colocados no compartimento do motor que está completamente desprotegido!

Até na Panhard e na Chaimite, o motor está dentro de um compartimento blindado.



Quanto ao trabalho em si, não podemos esquecer que  é um trabalho de cadete de ultimo ano, daqueles que não são para criar muito alarido e receber uma nota boa para acabar o curso.

Por isso mesmo os entrevistados são todos de CAV e INF, pessoal que pode até ter a mão na massa (€€€€) mas não a mão na massa, nem consistente, nem na grafitada...
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #864 em: Janeiro 12, 2026, 10:43:56 am »
Sim, esses problemas também foram abordados pelos entrevistados

Questão 1: No desempenho das funções com recurso à VTLB URO  VAMTAC ST5 quais as principais limitações que encontra?

1º Sargento Capelo: A VTLB URO VAMTAC ST5 é uma viatura muito capaz, que veio dar novas capacidades às forças que com elas operam. Sendo uma viatura moderna, potente, segura e bem concebida na sua generalidade, tem, a meu ver, uma limitação que se destaca e que já é bem conhecida por todos os que a utilizam.

A correia que opera a ventoinha de refrigeração do motor parte, obrigando a imobilizar a viatura no local, correndo o risco de atingir a temperatura máxima de funcionamento, caso continue o deslocamento.  Embora já tenham sido intervencionadas para prevenir esse acontecimento, nem sempre resultou.

As fechaduras das portas, tendem a falhar com o tempo, bem como o sistema hidráulico de abertura e fecho das mesmas. A caixa de velocidades automática de 6 velocidades Allison S2100, não dispõe de uma posição que lhe permita “trancar” a caixa, engatando a viatura (conhecida por posição “Park”), o que obriga à utilização dos calços, a fim de garantir a completa imobilização da mesma. Mesmo com o travão de mão na posição máxima, este nem sempre é suficiente para imobilizar a viatura.

Tenente Francisco: A principal limitação da viatura é alta necessidade de CLASSE III, combustível, que para nós comandantes, é uma restrição no planeamento. Existe uma fraca proteção do apontador da viatura e o sistema de guincho para auto-desastacamento é de fraca capacidade, mas que é facilmente alterado.

Tenente Mota: Num terreno que seja de difícil travessia como o da RCA, a quilometragem que é conseguida é manifestamente reduzida. Outra limitação, é a capacidade de carga da viatura, sendo que isto se prende com os eixos da mesma, não tendo sido concebidos para uma tonelagem tão grande, estes partem e têm um tempo de substituição relativamente elevado, onde a viatura e a força que a acompanha ficam vulneráveis.

As correias do radiador e o próprio radiador estão em posições que não conseguem ser eficazes na refrigeração da viatura quando esta se encontra em todo-o-terreno durante um longo período de tempo.

Tenente Cardoso: esta viatura não tem blindagem no compartimento do motor, logo facilmente pode ficar inoperacional caso o compartimento do motor seja comprometido.

Tenente Pinho: Um dos problemas que o meu grupo de combate verificou foi a quebra do semi-eixo, que foi bastante frequente, e gerou alguns problemas durante os deslocamentos.

Tenente Silva: Baterias desapropriadas para climas quentes e húmidos;
                         O macaco da viatura não é o mais adequado;
                         Sistema guincho desapropriado.
 

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #865 em: Janeiro 12, 2026, 01:31:00 pm »
Modificações feitas nas Vamtac na RCA

1º Sargento Capelo:
A VTLB URO VAMTAC ST5 é uma viatura bastante completa, que não necessitou de grandes alterações para operar. Da minha experiência, destaco duas alterações:
1 – A colocação de um farol de trabalho na torre, alimentado por uma bateria de 12V. Tal alteração, completamente reversível, deveu-se ao facto de na RCA ser necessário iluminar o capim durante a noite, em diversas e muito variadas situações. Esta alteração permite aos apontadores iluminar o terreno 360º, utilizando a rotação da torre, facilitando a identificação de casas, indivíduos, animais, ou qualquer
outra coisa que o Apontador ou o Comandante de Equipa considerem importante iluminar.

2 – A colocação de uma proteção em acrílico no Compartimento de Carga, a fim de proteger as ligações da montagem veicular do PRC525. Esta alteração previne que os mais diversos materiais que são transportados nas projeções, não exerçam peso nas ligações do rádio, evitando danos no mesmo.

Tenente Mota:

Em termos de upgrades, temos os terminais BGAN, que permitem ter internet por satélite. Isto, nas viaturas de comando, foi de especial relevância aquando da condução de operações militares no TO da RCA, pois permitiu ter contacto com a força no geral, mesmo quando isolado

Tenente Cardoso:

Sim já se realizaram alguns upgrades desde a sua receção no TO (2020), tais como:
- Troca das molas da suspensão, dando-lhe mais 5 cm de altura, o que permite a viatura na brecagem não “roçar” com as rodas nos Guarda Lamas;
- Foi montado o Sistema BMS, apesar da viatura já vir com a pré montagem deste sistema, foi no mês de outubro/novembro de 2020 que este sistema foi colocado operacional na sua plenitude em funcionamento;
- Foi colocada uma chapa protetora no compartimento de carga, de modo a proteger a montagem veicular e não a danificar;
- Foram rececionados os triângulos de reboque adequados para a viatura;
- Foram colocados focos de iluminação nas Torres, embora de uma forma muito expedita;
- Foram colocados filtros cónicos de admissão de AR diferentes das que estão em TN, devido às condições climatéricas exigentes do TO;
- Colocação de um sistema de segurança que permite fixar o apontador ao interior da viatura.

Tenente Pinho:

Foram feitos alguns upgrades (amadores) para a facilitação do uso de armamento e acessórios do armamento, nomeadamente uns armários de madeira na mala da viatura para guardar armas coletivas, e na parte de trás dos bancos da viatura com um gradeamento para permitir a
acumulação de bolsas e granadas para facilitar o seu uso imediato.

Tenente Abreu:

Por exemplo, nós no 2BIPara na 11FND RCA sentimos a necessidade de arranjar um sistema para prender a escotilha da torre, pois esta partia e acaba por bater na cabeça dos apontadores o que levava a lesões.
Foi acrescentado também uma sangle de segurança para prender o apontador e não deixar que este seja projetado para fora da viatura.


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As molas de suspensão mais reforçadas, visto que para algumas operações o material necessário ultrapassava a capacidade das molas (apenas às viaturas na RCA).


Fonte:
Marques, Gonçalo. "Impacto da viatura VAMTAC ST5 nas Operações de Reconhecimento de Cavalaria", Academia Militar, 2023
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"2 – A colocação de uma proteção em acrílico no Compartimento de Carga,"

Seria melhor policarbonato. Não estala ou racha como o acrílico
 

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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #866 em: Hoje às 05:26:23 am »
La Brigada Paracaidista presenta al Ejército portugués el vehículo Vamtac aerolanzable

Citar
Esta versión, con dos configuraciones, se emplea para el transporte y municionamiento del obús Light Gun

Representantes del Ejército de Tierra portugués han tenido la oportunidad de conocer de primera mano las capacidades del Vamtac ST5 en su versión aerolanzable que utiliza la Brigada Paracaidista del Ejército español.

En concreto, el Grupo de Artillería de Campaña (Gacapac) VI de la Bripac ha presentado a artilleros paracaidistas lusos este vehículo fabricado por la española Urovesa. Esta versión está diseñada para el transporte y municionamiento del obús Light Gun L-118.

Por un lado está la configuración de transporte de munición que cuenta con cabina simple. La parte posterior del vehículo está reservada a los proyectiles. Y por otro lado una variante diseñada para el arrastre de la pieza con cabina doble que permite el traslado de la dotación de la pieza y dispone de los implementos necesarios para el transporte del obús. La principal característica de estos vehículos es que son aerolanzables.

Este tipo de presentaciones forma parte del amplio calendario de actividades bilaterales en el que los ejércitos de España y Portugal intercambian conocimientos y experiencias en ámbitos muy diversos (logística, entrenamiento, simulación...).

Entre las acciones programadas cada año se encuentra, por ejemplo, la formación de las tripulaciones de los carros de combate Leopard 2A6 lusos en los simuladores de las brigadas donde el Ejército de Tierra española opera este mismo carro en la versión 2E.
Vamtac lusos

El Ejército de Tierra portugués ya conoce bien el vehículo español. Urovesa suministró una flota de 139 vehículos Vamtac en distintas versiones entre 2018 y 2021, a través de un contrato de 60 millones de euros, gestionado por la Agencia de Adquisiciones de la OTAN (NSPA).

Portugal adquirió cuatro versiones diferentes del Vamtac: transporte de tropas (107), puesto de mando (7), evacuación médica (13) -en dos configuraciones, ambulancia y equipo de médico de emergencia-, y operaciones especiales (12). Estos vehículos han participado en despliegues internacionales en República Centroafricana y más recientemente en la misión de la OTAN en Eslovaquia que lidera España.

Portugal también ha elegido este vehículo como la plataforma para su nuevo sistema móvil de defensa aérea de baja cota, el Forceshield de Thales. Esta solución incluye lanzadores de misiles Starstreak y LMM sobre Vamtac, además de radares, mando y control y comunicaciones.

 
https://www.infodefensa.com/texto-diario/mostrar/5748321/brigada-paracaidista-presenta-ejercito-portugues-vamtac-aerolanzable
 
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército
« Responder #867 em: Hoje às 02:49:23 pm »
Sim, esses problemas também foram abordados pelos entrevistados

Questão 1: No desempenho das funções com recurso à VTLB URO  VAMTAC ST5 quais as principais limitações que encontra?

1º Sargento Capelo: A VTLB URO VAMTAC ST5 é uma viatura muito capaz, que veio dar novas capacidades às forças que com elas operam. Sendo uma viatura moderna, potente, segura e bem concebida na sua generalidade, tem, a meu ver, uma limitação que se destaca e que já é bem conhecida por todos os que a utilizam.

A correia que opera a ventoinha de refrigeração do motor parte, obrigando a imobilizar a viatura no local, correndo o risco de atingir a temperatura máxima de funcionamento, caso continue o deslocamento.  Embora já tenham sido intervencionadas para prevenir esse acontecimento, nem sempre resultou.

As fechaduras das portas, tendem a falhar com o tempo, bem como o sistema hidráulico de abertura e fecho das mesmas. A caixa de velocidades automática de 6 velocidades Allison S2100, não dispõe de uma posição que lhe permita “trancar” a caixa, engatando a viatura (conhecida por posição “Park”), o que obriga à utilização dos calços, a fim de garantir a completa imobilização da mesma. Mesmo com o travão de mão na posição máxima, este nem sempre é suficiente para imobilizar a viatura.

Tenente Francisco: A principal limitação da viatura é alta necessidade de CLASSE III, combustível, que para nós comandantes, é uma restrição no planeamento. Existe uma fraca proteção do apontador da viatura e o sistema de guincho para auto-desastacamento é de fraca capacidade, mas que é facilmente alterado.

Tenente Mota: Num terreno que seja de difícil travessia como o da RCA, a quilometragem que é conseguida é manifestamente reduzida. Outra limitação, é a capacidade de carga da viatura, sendo que isto se prende com os eixos da mesma, não tendo sido concebidos para uma tonelagem tão grande, estes partem e têm um tempo de substituição relativamente elevado, onde a viatura e a força que a acompanha ficam vulneráveis.

As correias do radiador e o próprio radiador estão em posições que não conseguem ser eficazes na refrigeração da viatura quando esta se encontra em todo-o-terreno durante um longo período de tempo.

Tenente Cardoso: esta viatura não tem blindagem no compartimento do motor, logo facilmente pode ficar inoperacional caso o compartimento do motor seja comprometido.

Tenente Pinho: Um dos problemas que o meu grupo de combate verificou foi a quebra do semi-eixo, que foi bastante frequente, e gerou alguns problemas durante os deslocamentos.

Tenente Silva: Baterias desapropriadas para climas quentes e húmidos;
                         O macaco da viatura não é o mais adequado;
                         Sistema guincho desapropriado.

A minha questão é, com tanto problema identificado com a viatura, qual é o plano a curto, médio e longo prazo para a frota?

Com tantos problemas, numa viatura que ainda tem poucos anos de uso (e agora estou curioso para saber como se comportaria em ambientes extremamente frios), faz sentido continuar a adquirir mais?

Não fará sentido começar já a planear a sua substituição, com estas eventualmente a transitarem para a PE, PA e outras unidades para operarem em território nacional?

Serão estas limitações um dos motivos pelo suposto interesse há uns anos em 250 L-ATV?

Serão as limitações agora conhedidas, parte da razão para se ter comecado a entreter a ideia de Pandur na Brigada Ligeira?
 
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Re: URO Vamtac ST5 no Exército Novo
« Responder #868 em: Hoje às 03:55:49 pm »
Algumas opções para complementar/ substituir os ST5:

1. Mercedes-Benz LAPV Enok 6.1 (Alemanha)
Proteção STANAG 2–3
Já utilizado pela Alemanha, Áustria e Suíça
Excelente mobilidade em terrenos acidentados
Modular (RWS, comunicações, guerra eletrónica, kits de reconhecimento)

2. Arquus Sherpa Light (França)
Utilizado pela França, parceiros da NATO e muitos clientes de exportação
Comprovado no Mali, Sahel e Iraque
7–11 toneladas, dependendo da blindagem
STANAG 2–3
Múltiplas variantes (Reconhecimento, APC, Forças Especiais, C2)
Excelente historial de exportação e combate
Cadeia de abastecimento europeia
Mais protegido que o ST5, mas ainda na mesma classe de mobilidade.

3. Otokar Cobra II (Turquia)
Um dos blindados 4x4 mais testados em combate no mundo
Utilizado na Síria, Iraque, África e Balcãs
12–14 toneladas (mais pesado que o ST5, mas ainda assim 4x4)
STANAG 3–4
Excelente mobilidade
Elevada capacidade de sobrevivência

4. Thales Bushmaster (Austrália, produção na UE possível)
Histórico de combate (Iraque, Afeganistão, Mali, Ucrânia)
O melhor 4x4 blindado do mundo?
Por que razão se encaixa:
STANAG 4
15 toneladas
Forte capacidade de sobrevivência
Possibilidade de montagem na UE (a Holanda utiliza-o)
Se se pretende um veículo de mobilidade blindado em vez de um 4x4 tático ligeiro, o Bushmaster é a referência. Ideal para complementar os ST5 em ambientes mais "quentes".

5. Sisu GTP 4×4 (Finlândia)
O mais recente, mas muito promissor projeto europeu
Concebido para o Ártico, terrenos acidentados e alta fiabilidade
10–14 toneladas
STANAG 2–3
Modular
Elevada mobilidade e simplicidade
Uma plataforma moderna, robusta e prática.
« Última modificação: Hoje às 07:22:45 pm por Duarte »
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
"Even the dumbest among us can see the writing on the wall for Putin"