Economia nacional

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Re: Economia nacional
« Responder #90 em: Dezembro 13, 2019, 12:50:04 pm »
Tekever: sócio maioritário saiu da empresa depois de processos de arresto



Depois de perder o cargo de CEO por ordem dos tribunais, Pedro Sinogas perdeu igualmente os 52% do capital que detinha na Tekever. Ao que a Exame Informática apurou, a perda da participação do acionista maioritário foi determinada por um denominado mecanismo de amortização, que foi acionado pela própria empresa, na sequência de três processos na justiça que levaram ao arresto dos bens de Pedro Sinogas e de empresas para onde se suspeita que o ex-CEO tenha desviado cerca de 10 milhões de euros.

Com a saída de Sinogas, a Tekever passou a ser detida pelos outros dois sócios fundadores, ambos com 50% do capital: Ricardo Mendes, que assumiu o cargo de CEO depois do litígio iniciado com Sinogas, e Vítor Cristina, que é o líder pela área tecnológica da empresa que se tem destacado com o fabrico de drones.
Os processos de arresto impedem a venda ou qualquer tipo de movimentação ou usfruto dos bens abrangidos até que a Justiça apure as reais responsabilidades de Pedro Sinogas no que toca à acusação de desvio de fundos da Tekever. Num primeiro processo que levou à suspensão de Sinogas enquanto CEO, o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa havia detetado gastos alegadamente indevidos num carro, obras de arte e férias de luxo, entre vários levantamentos que aparentemente contrariaram as melhores práticas de gestão.
Quando a Exame Informática publicou a primeira notícia sobre este assunto, Pedro Sinogas justificou a perda do cargo de CEO como resultado de uma «estratégia» de Vítor Cristina e Ricardo Mendes.

O ano de 2018 é considerado de má memória para aquela que será a startup portuguesa mais bem-sucedida do setor aeroespacial, tendo no currículo a participação em projetos de diferentes agências espaciais, bem como o desenvolvimento do primeiro satélite integralmente português e missões de patrulhamento para a Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA). Além do diferendo entre os três sócios que começaram a projetar a empresa quando ainda eram alunos do Instituto Superior Técnico (IST), a folha contabilística da empresa registou no ano passado um prejuízo de 3,5 milhões de euros, face a uma faturação de cerca de oito milhões de euros.

No final de 2019, o período de «arrumação da casa», que teve início com a entrada de um novo diretor financeiro e novas regras de controlo de investimentos e receitas, já deverá produzir efeito: entre os líderes da empresa há expectativa de fechar o ano com uma faturação de 15 milhões de euros e um lucro de dois milhões de euros.

«O nosso objetivo é entregar mais produtos e serviços durante o ano de 2020, mas admitimos poder vir a encontrar parceiros estratégicos que nos ajudem a fazer crescer a empresa», refere Ricardo Mendes, recusando fazer qualquer comentário sobre o litígio em tribunal com Pedro Sinogas.

http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/mercados/2019-12-10-Tekever-socio-maioritario-saiu-da-empresa-depois-de-processos-de-arresto

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/-traicoes-tesla-e-barco-de-luxo-fazem-rombo-na-tekever?ref=HP_Destaques3not%C3%ADciascompatro

Quando o poder sobe à cabeça........
 
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Re: Economia nacional
« Responder #91 em: Dezembro 13, 2019, 05:35:28 pm »
Artista português SP1. Quando neste país na época das vacas gordas dos fundos comunitários até houve empresas que mandaram construir pavilhões dos quai só ocupavam uma magra porção para justificar um valor de investimento que permitisse ao empreiteiro acabar as obras na vivenda do "empresário"...
 
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Re: Economia nacional
« Responder #92 em: Dezembro 15, 2019, 12:36:00 am »
Artista português SP1. Quando neste país na época das vacas gordas dos fundos comunitários até houve empresas que mandaram construir pavilhões dos quai só ocupavam uma magra porção para justificar um valor de investimento que permitisse ao empreiteiro acabar as obras na vivenda do "empresário"...

Não é caso único, até é norma entre nós, o empresário confundir a empresa com o seu património pessoal! Não resulta bem mesmo quando é o único dono e funciona muito pior com outros sócios.

No fundo o dono acaba por nunca saber se ganha ou perde dinheiro.
Conheço pessoalmente o caso de um casal, antigos donos de uma charcutaria e várias talhos em supermercados, que claramente confundiam os bens da empresa com os pessoais....... mas também não faziam dinheiro para as despesas que tinham. Pensavam que trabalhavam com margens de 25%, mas na realidade a margem era de apenas 10 a 12% e não cobria as despesas........ até falir 3 anos depois de abrir!!!!!!

Falta-nos um bocado de cultura anglo-saxónica nos negócios, separar claramente os bens pessoais do negócio.
Cá seria quase impossível um Bill Gates, que apesar de ter criado uma empresa (Microsoft) que nunca na vida deu prejuízo, só muitos anos depois de ter nascido, é que começou a distribuir dividendos aos accionistas, para crescer mais depressa!!!!!!

O caso do Facebook, os actuais donos são milionários, mas no início, quando não eram famosos, podiam vender o negócio e tornarem-se ricos, mas resistiram e agora são só milionários!!!!!!
 
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Re: Economia nacional
« Responder #93 em: Dezembro 16, 2019, 05:59:35 pm »
Em Portugal as empresas são incentivadas a nunca dar lucro, caso contrário tem de pagar impostos.
 

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Re: Economia nacional
« Responder #94 em: Janeiro 11, 2020, 12:45:02 pm »
LISBOA TORNA-SE HOJE CAPITAL VERDE. O FUTURO ACABOU DE CHEGAR, COM UMA RESPONSABILIDADE QUE “É PARA SEMPRE”

Chegou o dia. Os habitantes “alfacinhas” passam a ter hoje a sua Capital Verde Europeia durante o ano de 2020, dando início a um programa extenso de atividades. Sendo um “reconhecimento do trabalho” feito pelo município rumo à sustentabilidade ecológica, este é também um “compromisso de futuro”. A responsabilidade de envergar este selo é grande e os olhos vão estar postos em Lisboa, até porque ainda há problemas a resolver.
Lisboa torna-se hoje Capital Verde. O futuro acabou de chegar, com uma responsabilidade que “é para sempre”

Pedro Marques dos Santos e MadreMedia

Das ciclovias aos espaços verdes, do reaproveitamento da água aos painéis fotovoltaicos. Foi fazendo mudanças paulatinas que Lisboa, passo e passo, procurou tornar-se mais ecológica. O esforço compensou: a cidade foi agraciada com o prémio Capital Verde Europeia para 2020. Mas o esforço está longe de chegar ao fim.

Na apresentação da programação do Lisboa Capital Verde Europeia 2020, José Sá Fernandes, vereador das áreas da Estrutura Verde e Energia do município, realçou que a capital não foi distinguida com este selo por ser “a cidade mais sustentável”, mas sim porque “foi a cidade que evoluiu em todos os parâmetros ambientais – energia, água, mobilidade, resíduos e infraestrutura verde e biodiversidade”.

Ao SAPO24, o autarca reforçou essa ideia. “Ganhámos apesar de não sermos os melhores, basta ouvirmos o barulho deste avião para percebermos isso”, admite José Sá Fernandes enquanto sobrevoa uma aeronave, uma de muitas a ser uma presença indesejada nesta conversa. A atribuição do selo aconteceu “porque evoluímos muito em muitas matérias”, sendo este “um reconhecimento do trabalho que foi feito e do compromisso para o futuro”.

A conversa decorre no morro que se avoluma em frente à Reitoria da Universidade de Lisboa. Ajardinado e dotado de equipamentos de exercício ao ar livre, o espaço é, para José Sá Fernandes, uma conquista simbólica, não só porque oferece uma vista privilegiada para o Corredor Verde de Monsanto — uma das bandeiras ambientais deste executivo — mas porque neste espaço natural “eram previstos prédios, o que não fazia sentido nenhum porque perdíamos esta ligação e respiração”, defende.

Lisboa já tinha concorrido anteriormente por duas ocasiões, figurando no lote de finalistas na edição de 2019, mas aí a vitória foi para Oslo. No ano seguinte, porém, a capital portuguesa voltou a concorrer, sendo vitoriosa ao bater a concorrência de Gante (Bélgica) e Lahti (Finlândia), cidade que venceria a edição de 2021.

Para concorrer ao selo Capital Verde Europeia, o único requisito base é que seja uma cidade com mais de 100 mil habitantes, sendo o concurso aberto não só aos estados membros da União Europeia, como também aos países candidatos à adesão à UE, à Islândia, ao Liechtenstein, ao Noruega e à Suíça.

As cidades a concurso no Capital Verde Europeia são avaliadas por um painel internacional de 12 especialistas, tendo um conta um conjunto de critérios. Este inclui o trabalho feito pelos municípios quanto à atenuação das alterações climáticas, a forma como gerem resíduos, a sustentabilidade dos seus modelos de transporte ou os seus esforços em prol da ecoinovação e emprego sustentável.

Citar
Critérios de seleção para o prémio Capital Verde Europeia

Atenuação das alterações climáticas
Adaptação aos efeitos das alterações climáticas;
Transportes locais sustentáveis;
Zonas verdes urbanas que integram uma utilização sustentável do solo;
Natureza e biodiversidade;
Qualidade do ar;
Qualidade do ambiente acústico;
Produção e gestão de resíduos;
Gestão da água;
Ecoinovação e emprego sustentável;
Eficiência energética;
Governança.


Após essa primeira filtragem, as cidades concorrentes escolhidas para a fase final são submetidas a um júri internacional, encabeçado pela Comissão Europeia, tendo de apresentar um plano de estratégia e ação quanto ao que vão fazer se ganharem a competição e de que forma vão constituir-se enquanto modelos.

Mobilidade foi o trunfo de Lisboa

Segundo o comunicado da organização, o júri optou por Lisboa dada a “visão para a mobilidade sustentada” do executivo, ressalvando o “uso de medidas restritivas para a utilização de carros e a priorização de caminhadas, ciclismo e transporte público”, assim como a criação de “uma das maiores redes de carregamento de carros elétricos do mundo”. Para além disso, os especialistas não só referiram esta foi a primeira capital na Europa a assinar o Novo Pacto de Autarcas para Mudanças Climáticas e Energia em 2016, como também ficaram impressionados com o “foco em proteger e conectar as suas áreas naturais, providenciando ao mesmo tempo espaços recreativos ao ar livre de qualidade para os seus cidadãos”, citando o futuro projeto do Corredor Verde do Vale de Alcântara.

O tiro de partida para o Lisboa Capital Verde Europeia 2020 teve lugar ontem à noite com um jantar oficial na Estufa Fria, contando com a presença do secretário-geral da ONU, António Guterres, do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do primeiro-ministro, António Costa, do comissário europeu para o Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas, Karmenu Vella, assim como do presidente da câmara, Fernando Medina.

No entanto, para o público a cerimónia de abertura acontece hoje à tarde, incluindo a passagem de testemunho de Oslo para Lisboa, um ‘flash mob’ e outros espetáculos. O evento — que tem lugar no Jardim Amália Rodrigues, no Parque Eduardo VII e no Pavilhão Carlos Lopes — contará também com a presença das figuras acima mencionadas, assim como do vice-presidente da Comissão Europeia, Franz Timmermans, do comissário europeu para o Ambiente, Oceanos e Pescas, Virginijus Sinkevičius, e do presidente-governador da Câmara de Oslo, Raymond Johansen.

Outro evento que marca o início da programação é a nova exposição imersiva do Oceanário de Lisboa “ONE o Mar como nunca o sentiu”, tratando-se de “uma instalação da autoria da artista portuguesa Maya, que apresenta imagens filmadas exclusivamente no mar de Portugal”. Inaugurada hoje, abre o público amanhã, que é quando também decorre outra ação pela cidade.

Anunciada como a “maior plantação de árvores de sempre” em Lisboa, cerca de 20 mil espécimes vão ser espalhados por quatro pontos específicos da capital. Os destinos são o Corredor Verde do Monsanto, o Parque Urbano do Rio Seco, o Parque do Vale da Montanha e o Parque do Vale da Ameixoeira, sendo que Fernando Medina comparecerá neste último para plantar também uma semente. O objetivo é o de somar mais 100 mil árvores até ao fim do ano às 800 mil já existentes, pelo que estas ações vão continuar a decorrer nos próximos meses.

Citar
Alguns dos destaques do Lisboa Capital Verde 2020

Plantação de 20 mil árvores no dia 12 de janeiro
Inauguração do Parque Ribeirinho Oriente, em janeiro
Exposição “ONE o Mar como nunca o sentiu”, no Oceanário de Lisboa, em janeiro
Exposição sobre parques e reservas naturais do país no Museu Nacional de História Natural, em março
Inauguração do Museu da Reciclagem (ReMuseu), em Alcântara, em abril
Conferência dos Oceanos da ONU, entre e 2 e 6 de junho
Inauguração do Eco Centro e CIRE - Centro de Interpretação de Resíduos e Energia, em novembro, no Parque das Nações

...

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/lisboa-torna-se-hoje-capital-verde-o-futuro-acabou-de-chegar-com-uma-responsabilidade-que-e-para-sempre

7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Economia nacional
« Responder #95 em: Janeiro 17, 2020, 08:55:12 am »
« Última modificação: Janeiro 17, 2020, 10:27:30 am por tenente »
 
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Re: Economia nacional
« Responder #96 em: Janeiro 17, 2020, 09:46:26 am »
Espectáculo, um poço sem fundo já vai nos 3.300 milhões !!!!
E ainda “poupam” 600 milhões!!!!!!

Mas aqui há muitos culpados, não é só o Ricardo Salgado o único culpado.
Repare neste negócio espaçado 4 anos:

O Banco de Portugal e o estado português começam a desmantelar o ex-BES em 2015, depois de correrem com o Salgado, vendem a Tranquilidade ao fundo americano Apollo por 44 milhões de euros (https://www.publico.pt/2015/01/15/economia/noticia/novo-banco-conclui-a-venda-da-seguradora-tranquilidade-1682384).

4 anos mais tarde, o fundo Apollo vende a Tranquilidade e a Advancecare à Generalli por 600 milhões de euros!!!!!!! (510 milhões a Tranquilidade e 90 milhões a Advancecare).
https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca---financas/detalhe/generali-compra-tranquilidade-por-600-milhoes-de-euros

Vai uma grande diferença de 44 para 600 milhões e aí o Ricardo Salgado não é o responsável!

Também não foi um grande negócio a doação do Novo Banco com uma garantia de 4 mil milhões de euros sobre possíveis créditos ruinosos, já que obviamente o novo dono ía aproveitar a garantia para a utilizar e limpar as dívidas do tempo do Ricardo Salgado!!!!!
O senhor governador do Banco de Portugal, não aceitou uma garantia bancária do Estado Angolano de 5,7 mil milhões de euros sobre o BESA, prejudicando nessa medida os contribuintes portugueses, porque criou esse buraco de 5,7 mil milhões no BES!!!!!! É admirável a sensibilidade do Banco de Portugal ao proteger o Estado Angolano de pagar 5,7 mil milhões ao BES, por causa do BESA, quis poupar os contribuintes Angolanos para prejudicar os portugueses!!!!! (https://www.dinheirovivo.pt/banca/bes-banco-de-portugal-nao-aceitou-garantia-de-angola-por-falta-de-informacao/)

O Ricardo Salgado não era flor que se cheirasse, mas depois de correrem com ele, Banco de Portugal e Governo português deitaram fora uma garantia de Angola de 5,7 mil milhões + 4 mil milhões de garantia para a venda do Novo Banco (é verdade que se fosse liquidado, o estado português tinha de reconhecer logo um buraco de pelo menos 12 mil milhões de euros) + 536 milhões da venda desastrosa da Tranquilidade. Só aqui o estado português foi lesado no mínimo em 6,236 mil milhões de euros e 4 mil milhões que não sei se foram bom negócio!!!!!!
 
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Re: Economia nacional
« Responder #97 em: Janeiro 17, 2020, 10:12:02 am »
Ainda me lembro do passos coelho dizer que não ia custar nada ao contribuinte  ::)
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Economia nacional
« Responder #98 em: Janeiro 17, 2020, 10:26:16 am »
Ainda me lembro do passos coelho dizer que não ia custar nada ao contribuinte  ::)

Tecnicamente até tem razão, porque o estado empresta dinheiro ao Fundo de Resolução. E o FdR tem como accionistas todos os bancos a operar em Portugal, que a contra-gosto, vão injectando dinheiro nos bancos aflitos.

Onde o Passos não tem nenhuma razão é no pequeno pormenor de que o maior contribuinte do FdR é a CGD com 1/3 do mercado!!!!! E a CGD ainda é pública...... portanto, na prática 1/3 do dinheiro que o FdR "doar" a instituições falidas, sai-nos dos bolsos.
 

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Re: Economia nacional
« Responder #99 em: Janeiro 17, 2020, 11:47:15 am »
Os nossos bancos foram, fundamentalmente, casos de "fraude" e não esquecer que na, devido à gestão do accionista, CGD foram 4.900 milhões de euros... mas o BES e BPN só visto (=> em 5/2019)

Fico mais lixado (com um F gigante) por não haver castigo (ainda) digno desse nome; criticar o que os governos fizeram quando tomaram as decisões, com a informação, leis, mecanismos e "doutrina" na altura, até tento "criticar construtivamente"... agora a falta de mão pesada nos responsáveis pelas situação não. 
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 
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Re: Economia nacional
« Responder #100 em: Janeiro 20, 2020, 11:53:52 pm »
Os nossos bancos foram, fundamentalmente, casos de "fraude" e não esquecer que na, devido à gestão do accionista, CGD foram 4.900 milhões de euros... mas o BES e BPN só visto (=> em 5/2019)

Fico mais lixado (com um F gigante) por não haver castigo (ainda) digno desse nome; criticar o que os governos fizeram quando tomaram as decisões, com a informação, leis, mecanismos e "doutrina" na altura, até tento "criticar construtivamente"... agora a falta de mão pesada nos responsáveis pelas situação não.

Na CGD foram 10 mil milhões!

Infelizmente por cá, parece que a justiça está muitas décadas atrás do resto da sociedade! Apesar de também reconhecer que quem faz as leis são os políticos na AR!!!!

Podiam ver o que aconteceu com o Madoff nos EUA, ele e a família perdeu todos os bens que tinham e foi condenado a 150 anos de prisão!!!! Tudo isto em 6 meses!!!!!

Mas mais grave ainda do que os buracos da banca provocados pelos desfalques, tal provocou que ficássemos sem nenhum banco de dimensão em mãos nacionais, excepto principalmente a CGD! BCP, BPI, Santander Totta, Novo Banco....... está tudo em mãos estrangeiras!!!!!
 

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Re: Economia nacional
« Responder #101 em: Fevereiro 04, 2020, 09:49:24 am »
Portugal e Espanha podem ter "problemas graves" por governos só pensarem em "redistribuição" e "reversões", avisa o Commerzbank

Commerzbank avisa investidores que nos dois países "os políticos estão mais concentrados na redistribuição do que em fazer reformas estruturais, até mesmo revertendo parcialmente reformas já feitas".



Portugal e Espanha são “estrelas que não brilham tanto assim“, embora os investidores vejam os dois países como verdadeiras “estrelas” nos mercados financeiros nos últimos anos, à medida que o Banco Central Europeu (BCE) acentuou os estímulos monetários na zona euro. O aviso é do economista do banco de investimento Commerzbank, Ralph Solveen, que acompanha as economias ibéricas – economias que podem vir a enfrentar “problemas graves” porque os seus governos “estão atualmente a concentrar-se mais na redistribuição do que em fazer reformas estruturais, até mesmo revertendo parcialmente reformas já feitas”.
No relatório, difundido pelos clientes do banco, o Commerzbank começa por recordar que “passaram menos de nove anos desde que apenas um pacote de assistência financeira evitou a bancarrota de Portugal” e que Espanha também precisou de ajuda europeia para recapitalizar os bancos. Ralph Solveen diz que tanto um país como outro fizeram progressos desde essa altura mas continuam a evidenciar “fragilidades consideráveis que não devem ser ignoradas” e que podem causar “problemas graves caso surja um ambiente menos favorável“.
Essa não é uma realidade a que os investidores estejam especialmente atentos, assinala o economista, já que a compressão das taxas de juro provocada pela política do Banco Central Europeu fez com que “estes dois países, aos olhos dos investidores, estejam a ser vistos mais como países do centro da Europa do que países da periferia”. Basta olhar para as taxas de juro no mercado: a dívida portuguesa a 10 anos está com taxas de 0,24% e a espanhola perto de 0,25% (embora estas taxas tenham de ser vistas à luz do facto de a Alemanha ter dívida a 10 anos com yields negativas de -0,43%).

As taxas de juro – que Mário Centeno disse recentemente não ser “por causa do BCE” mas, sim, por causa das políticas do Governo – devem continuar em níveis baixos, antecipa o Commerzbank, porque não há qualquer sinal de inversão da estratégia de estímulos do banco central. Mas há “vários fatores que colocam pontos de interrogação sobre a avaliação muito positiva que os mercados financeiros estão a fazer dos dois países“: o que é paradoxal é que alguns dos fatores de risco estão, na realidade, a dar um impulso positivo à economia (pelo menos no curto prazo) mas só irão evidenciar os seus efeitos negativos de forma significativamente retardada e, provavelmente, apenas quando existir um contexto económico menos favorável“.
Um desses fatores, onde Portugal aparece mal na figura, está nos indicador dos custos unitários do trabalho, sendo evidente que “a competitividade de preço em Portugal já começou a deteriorar-se nos anos recentes e, apesar de algumas reformas que foram feitas durante a crise, o país tem um desempenho significativamente pior do que a média da OCDE em vários estudos sobre eficiência no mercado de trabalho“.
O Commerzbank assinala que os mercados financeiros estão a concentrar-se, superficialmente, no facto de economias dos dois países terem crescido acima da média europeia em 2019 pelo quarto ano consecutivo. Mas este é um raciocínio que “tem de ser posto em perspetiva com uma avaliação mais aprofundada”:

“Não há qualquer dúvida de que Portugal e Espanha fizeram progressos significativos em muitos problemas estruturais e estão, agora, numa posição melhor do que estavam na altura da crise financeira ou da introdução do euro. Mas alguns dos pontos positivos têm de ser postos em perspetiva com uma avaliação mais aprofundada, e especialmente o mercado de trabalho poderá revelar-se uma fraqueza significativa nos próximos anos”.

O banco alemão destaca o equilíbrio das contas públicas (designadamente o excedente previsto no orçamento de 2020) que tem sido “celebrado nos mercados”. Mas “também isso acaba por ser menos extraordinário do que parece“. “Os progressos recentes nesta matéria devem-se apenas à boa situação económica cíclica e às taxas de juro cada vez mais baixas determinadas pelo BCE”, diz Ralph Solveen, assinalando que “sem estes dois efeitos o rácio de dívida/PIB de Espanha ter-se-ia agravado em quase três pontos percentuais desde 2014 e o défice de Portugal ter-se-ia mantido inalterado”, o que no caso de Portugal seria um desenvolvimento semelhante ao resto da zona euro mas que no caso de Espanha seria mais preocupante.
Além disso, uma parte significativa da redução do défice até 2014 foi obtida graças à redução do investimento público, no tempo da troika, mas “desde aí o investimento continua muito abaixo da média dos outros países da zona euro, o que é difícil de suster no longo prazo sem que surjam consequências negativas para a competitividade dos países”, avisa o Commerzbank.
O risco é que a mais longo prazo “fragilidades como estas podem tornar-se muito mais óbvias e fazerem abrandar o crescimento económico”, diz o banco alemão. Nesse caso, é provável que os mercados financeiros façam uma “reapreciação” da situação real de Portugal e Espanha, “o que provavelmente iria fazer subir os prémios de risco da dívida pública novamente”.

https://observador.pt/2020/02/04/portugal-e-espanha-podem-ter-problemas-graves-por-governos-so-pensarem-em-redistribuicao-e-reversoes-avisa-commerzbank/

Até aí, já todos tínhamos chegado. A esquerda e extrema-esquerda só se preocupa em distribuir, sem se focar em criar riqueza (exportações por exemplo). Não sei como é que insultando empresários e ameaçando subir ainda mais os impostos ou em prejudicar os aforradores (reestruturação de dívida, que na prática significa não pagar aos credores, como fez a Grécia. Basta relembrar que a Grécia reestruturou a dívida e não pagou uma parte, que acabaram de pagar os contribuintes portugueses, porque essa dívida era detida por bancos de todo o mundo e no nosso caso quem mais sofreu foi o BCP e BPI: https://observador.pt/2019/07/16/ajudas-ao-bpi-e-ao-bcp-grecia-foi-um-dos-grandes-devedores-que-gerou-perdas-de-766-milhoes/), vai ajudar a nossa economia a criar riqueza.

Não sei se quem nos governa está minimamente preocupado com a evolução das exportações: https://www.publico.pt/2020/02/03/economia/opiniao/anatomia-exportacoes-portuguesas-1902405
É que a riqueza do país só cresce obviamente com o aumento do consumo interno, mas fundamentalmente com o aumento das exportações, turismo e/ou remessas de emigrantes e até vistos gold.
Se só nos focarmos em gastar o dinheiro, sem pensarmos como podemos ganhar mais, sem ser pela forma mais óbvia que é a de subir impostos!!!!!
« Última modificação: Fevereiro 04, 2020, 09:50:48 am por Viajante »
 
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Re: Economia nacional
« Responder #102 em: Fevereiro 05, 2020, 03:02:04 pm »
Espanhóis do Abanca confirmam interesse em comprar EuroBic. Mas só se puderem ter mais de 75%

Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados anuais em Espanha, Abanca afirmou que há capital para fazer aquisições. Mas só compra EuroBic se tiver pelo menos 75%.



Os espanhóis do Abanca confirmaram esta terça-feira ter interesse em comprar o EuroBic desde que possam comprar, pelo menos, 75% do capital do banco. Em conferência de imprensa em Santiago de Compostela, para a apresentação dos resultados do banco, Juan Carlos Escotet, o presidente do banco, disse que o banco tem “estrutura de capital para crescer de forma inorgânica”, ou seja, através de aquisições.

Citado pelos jornais que viajaram a Espanha a convite do banco espanhol, como o Negócios e o Eco, o presidente do banco disse que o mercado português é “especialmente atrativo” aos olhos da instituição que comprou as operações de retalho do Deutsche Bank em Portugal. Haverá um processo competitivo” e “temos interesse em participar em todo o processo”, afirmou Escotet, já que “Portugal está claramente dentro das nossas prioridades estratégicas”.

Isabel dos Santos vai deixar de ser acionista do EuroBic, onde tem 42,5%, na sequência das revelações do Luanda Leaks. A 22 de janeiro, foi comunicado que a empresária angolana já estava a negociar a venda da sua posição. Algo que, garantia esse comunicado, era iniciativa da própria Isabel dos Santos (perante notícias de que o Banco de Portugal teria pressionado a empresária a vender a participação).

O banco disse que existiam interessados que asseguram a concretização da venda “a muito breve prazo”, sendo que o novo acionista (ou mesmo no caso dos compradores serem os atuais acionistas) terá sempre de ser autorizado pelo Banco de Portugal. Para além de Isabel dos Santos, são ainda acionistas do EuroBic, Fernando Teles que foi fundador do banco, e que tem 37,5%, e mais três acionistas a título individual.

Abanca vende posição na Media Capital e quer ficar com 10% da Cofina

O Abanca vai vender a posição de 5,05% que tem na Media Capital na oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela Cofina. Com o dinheiro da venda, vai participar no aumento de capital do grupo de Paulo Fernandes para a compra da dona da TVI. O banco ficará com cerca de 10% da Cofina.

“Para levar a cabo o acordo de aquisição por parte da Cofina, vamos acompanhar o aumento de capital para manter a posição que detemos e que é ligeiramente abaixo de 10% da Cofina com Media Capital dentro”, disse o CEO do banco, Francisco Botas, na mesma conferência de imprensa.

No final de janeiro, a Cofina aprovou um aumento de capital até 85 milhões de euros para o financiamento da compra da TVI.
Prevê-se que Paulo Fernandes, o empresário Mário Ferreira e o Abanca fiquem com cerca de 51% da Cofina, dona de títulos como o Correio da Manhã, a CMTV, o Record e o Jornal de Negócios.

https://observador.pt/2020/02/04/espanhois-do-abanca-confirmam-interesse-em-comprar-eurobic-mas-so-se-puderem-ter-mais-de-75/

Muito bem! A isabelinha sai do capital do Eurobic e agora os espanhóis apoderam-se de mais um banco nacional! Muito bem. O governo e Banco de Portugal concordam com esta concentração excessiva de capitais espanhóis nos nossos bancos?
Ao contrário de muita gente que fala contra a EU e a Alemanha que manda na UE o que eu vejo é os espanhóis a apoderarem-se de todos os nossos bancos! Isso sim é muito preocupante!
 
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Re: Economia nacional
« Responder #103 em: Fevereiro 10, 2020, 02:55:12 pm »
Abanca fecha acordo para comprar mais de 75% do EuroBic

O Abanca está disponível para comprar a totalidade do capital do banco controlado por Isabel dos Santos e o negócio será fechado durante este fim de semana, apurou o Jornal Económico.

Está tudo preparado para os acionistas do EuroBic fecharem durante este fim de semana um acordo com o Abanca para a venda do banco liderado por Fernando Teixeira dos Santos, apurou o Jornal Económico. Confirma-se, assim, a notícia avançada pelo jornal online “Eco” este sábado, de que a venda do EuroBic ao Abanca estaria por horas.
O Jornal Económico sabe também que o Abanca admite comprar 100% do EuroBic, estando assim em cima da mesa a compra da totalidade do banco no acordo que está prestes a ser assinado.

Recorde-se que o Abanca Corporación Bancaria admitiu aos jornalistas portugueses em Espanha que está a estudar a compra do EuroBic em Portugal, mas não comprará menos de 75% do banco detido por Isabel dos Santos e Fernando Teles.

Isabel dos Santos tem 42,5% do EuroBic através da Santoro Financial Holding SGPS (que detém 25%), com sede em Portugal, e da Finisantoro Holding Limited, que tem 17,5%, com sede em Malta. Mas o outro acionista, o luso-angolano Fernando Teles, que controla 37,5%, também vai vender, tal como avançado em primeira mão pelo Jornal Económico.
Há ainda outros acionistas no EuroBic: Luís Cortez dos Santos, Manuel Pinheiro Fernandes e Sebastião Bastos Lavrador têm, cada um, 5%, havendo ainda outros 5% nas mãos de outros investidores. Estes acionistas deverão também vender a sua posição ao Abanca, segundo fontes conhecedoras do processo.

O Jornal Económico sabe que chegou a haver outras manifestações de interesse no EuroBic mas nenhum dos interessados avançou com propostas concretas, exceto o Abanca.
O Bankinter e o BNP Paribas não avançaram, ao contrário dos rumores de mercado que os davam como interessados. O “Dinheiro Vivo” avançou com o interesse de um grupo chinês, mas também este não se materializou em qualquer proposta.

Um grupo de 20 empresários portugueses, “alguns com presença forte no Norte do país”, pôs em cima da mesa uma proposta pelo banco (detido em 42,5% por Isabel dos Santos e em 37,5%  por Fernando Teles), escreve o “Expresso” na sua edição deste sábado. O jornal adianta que um representante do grupo, José Fernando Figueiredo, teve encontros com o Banco de Portugal, um deles na passada sexta-feira, para falar da proposta”.

José Figueiredo é ex-presidente da Instituição Financeira de Fomento e o grupo de empresários inclui João Rafael Koehler, antigo presidente da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários). O grupo assegurou ao “Expresso” que tem “capital disponível para o negócio”. Mas esta “proposta” não terá recebido entusiasmo do supervisor bancário, segundo fontes contactadas pelo Jornal Económico.

Neste momento o único interessado na corrida e em vias de fechar um acordo é o Abanca, liderado por Juan Carlos Escotet e Francisco Botas, confirmou o JE. Contactado, o EuroBic, cuja venda não conta com intermediários financeiros, não quis comentar.

O Abanca está presente em Portugal, onde reforçou a sua presença no ano passado quando adquiriu a rede de retalho do Deutsche Bank (por um valor nunca revelado). Em Espanha, o Abanca – que é um dos quatro grupos financeiros da marca venezuelana Banesco – fez também uma aquisição recente em Espanha, ao comprar o banco que a Caixa Geral de Depósitos tinha no país vizinho. Pagou 384 milhões de euros pelo Banca Caixa Geral.

Ainda antes de ser conhecido o processo do “Luanda Leaks” já Isabel dos Santos estava a tentar vender o EuroBic, sabe o JE. Mas a hecatombe de revelações que vieram a seguir tornaram essa tentativa numa venda formal, legitimada por comunicado oficial. O desenvolvimento do processo judicial em Angola e revelação dos 715 documentos do “Luanda Leaks” aceleraram o processo. Para ajudar à celeridade está o facto de Isabel dos Santos ter agora o supervisor bancário (Banco de Portugal/BCE) como “defensor” da venda o mais rápido possível.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/abanca-fecha-acordo-para-comprar-mais-de-75-do-eurobic-545623

Ora aqui está a confirmação do que já se dizia! E a transparência é tanta que nem se sabe que valores estão envolvidos!
O Abanca, de origem Galega, depois de comprar todas as operações da CGD em Espanha, por 384 milhões de euros, compra mais de 75% do Eurobic, aumentando a lista de bancos nacionais em mãos espanholas!
 

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Re: Economia nacional
« Responder #104 em: Fevereiro 11, 2020, 11:26:37 am »
Novo Banco consegue vender dívida de 11,3 milhões de euros Duarte Lima

Uma sociedade portuguesa e outra luxemburguesa compraram os 11,3 milhões de euros que Duarte Lima devia ao Novo Banco. Negócios foram fechados em 2018 e 2019, com valores desconhecidos.



O Novo Banco vendeu por uma valor indeterminado a dívida que detinha de Duarte Lima a duas entidades, uma delas sediada no Luxemburgo e a outra em Portugal.
Desta forma, escreve o Público, a luxemburguesa LX Investment Partners II e a portuguesa Ares Lusitani passam a ser titulares da dívida que aquele antigo advogado e ex-líder parlamentar do PSD, que foi preso em abril de 2019, tinha junto do Novo Banco.

O Novo Banco reclamava junto de Duarte Lima, que está em processo de insolvência, um total de 11,3 milhões de euros.
Ainda segundo o Público, que consultou os autos do processo de insolvência de Duarte Lima, não é claro qual é a percentagem desses 11,3 milhões que cada uma das duas sociedades compraram — sabendo-se apenas que a LX Investment Partners II concluiu o negócio a 22 de dezembro de 2018 e que a Ares Lusitani fê-lo em 13 de setembro de 2019. Também não se sabe por quanto aquelas duas sociedades compraram a dívida de Duarte Lima.

Em 2014, Duarte Lima foi condenado a uma pena de 10 anos de prisão efetiva pelos crimes de burla qualificada e branqueamento de capitais por se ter apropriado de um crédito imobiliário de 43 milhões de euros concedido pelo Banco Português de Negócios. O ex-líder parlamentar do PSD recorreu desta decisão e o Tribunal da Relação de Lisboa baixou-lhe a pena para seis anos em abril de 2016, alegando porém que por já nessa altura estar em prisão domiciliária que só teria de cumprir três anos e seis meses de prisão.
Duarte Lima foi ainda acusado do homicídio de Rosalina Ribeiro, ex-cliente daquele advogado e que foi casada com o já falecido milionário Tomé Feteira. O processo relativo ao alegado homicídio de Rosalina Ribeiro, que terá acontecido no Brasil, será julgado em Portugal.

https://observador.pt/2020/02/11/novo-banco-consegue-vender-divida-de-113-milhoes-de-euros-duarte-lima/

Como é que o Novo Banco apresenta prejuízos? É fácil. A Lone Star quando comprou 75% do Novo Banco (o Fundo de Resolução, que são todos os bancos, ficaram com 25%), só comprou o Banco por 750 milhões de euros (75% do capital), depois do Fundo de Resolução (os outros bancos todos) terem dado um avale de 3,89 mil milhões de garantia por prejuízos provocados antes da compra e com efeitos futuros!!!!!

O que é que a Lone Star faz, obviamente, vai ao balanço e vai lá desenterrar 3,89 mil milhões de euros de caloteiros e vende essas dívidas por uma fracção do seu valor a empresas especializadas de recuperação de crédito (sem grandes preocupações do valor de venda, porque não é ela que vai pagar esse prejuízo). Abate esses créditos todos (escolhem obviamente os mais complicados), até se podem dar ao luxo de negociarem com os caloteiros pagarem só uma parte, porque sabem que o Fundo de Resolução é que paga o prejuízo!!!!!!

Neste caso do Duarte Lima, para ser mais fácil perceber, tinha uma dívida de 11,3 milhões de euros ao Novo Banco, que é anterior à compra do banco pela Lone Star. O banco negoceia com a LX Investment Partners II e a Ares Lusitani (não divulgam sequer os valores do negócio), imaginamos que ambas as empresas pagam 2 milhões pelas dívidas do Duarte Lima, o Banco fica com o prejuízo de 9,3 milhões de euros! Mas não há problema para a Lone Star, quem vai pagar a factura dos 9,3 milhões, são os outros bancos (e em último caso o estado português)!!!!!

Somos uns ases a fazer negócios!!!!!!!
« Última modificação: Fevereiro 11, 2020, 11:27:01 am por Viajante »
 

 

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