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Economia => Portugal => Tópico iniciado por: Viajante em Novembro 30, 2017, 04:00:38 pm

Título: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Novembro 30, 2017, 04:00:38 pm
Morreu Belmiro de Azevedo, empresário e líder histórico da Sonae

O empresário português Belmiro de Azevedo morreu esta quarta-feira. Tinha 79 anos. O líder histórico da Sonae estava internado desde segunda-feira.

(https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/800x,q85/http://s3cdn.observador.pt/wp-content/uploads/2017/11/29160147/13918147_770x433_acf_cropped.jpg)

http://observador.pt/2017/11/29/morreu-belmiro-de-azevedo/

Morreu um grande empresário, que não deixava ninguém indiferente, com certeza com aspectos positivos e negativos, mas que criou riqueza no país e foi visionário em muitos aspectos. E também uma coisa de que se orgulhava era de dizer aos nossos políticos, fossem eles Presidentes da República, Primeiro-Ministros, Ministros ou deputados, o que ele (Belmiro) achava do político!

A sucessão do império SONAE fica nas mãos do filho do meio, Paulo Azevedo. E mesmo este para chegar a lider da SONAE, teve de começar a "aprender" e a trabalhar em quase todas as empresas do grupo. O pai só o colocou como Administrador de uma das empresas, quando já trabalhava à mais de 20 anos no grupo. A filha mais nova idem. Mas o caso mais caricato, é o filho mais velho que já quase à 20 anos que nem sequer trabalha para o grupo!!!!!! É apenas accionista!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 12, 2017, 11:01:41 am
Por que razão o PCP parece querer fechar a Autoeuropa?



Numa coisa, o PCP está certo: o PCP ou a Autoeuropa, um deles tem de morrer. Se o governo também percebe isso, que está a fazer ao lado dos comunistas?

A Autoeuropa, antes de ser uma fábrica, é o resto de um sonho. Na segunda metade dos anos 80, depois do ajustamento de 1983 e da cerimónia de adesão à CEE nos Jerónimos, em 1985, esperou-se em Portugal retomar a história dos anos 60: a industrialização do país, por via da deslocalização das indústrias do norte da Europa. Na década de 60, tinham sido os têxteis e o vestuário. Agora, depois da década perdida com a revolução, seria a indústria automóvel alemã e francesa. Não chegou, porém, a acontecer. Em 1989, a derrocada das ditaduras comunistas reabriu a Europa central às empresas alemãs. Nesse ano do “fim da história”, a classe política em Lisboa, muito à pressa mas sempre com as hesitações de quem não lia livros desde 1967, ainda tentou limpar a economia dos revolucionarismos de 1975. Demasiado tarde. Portugal na CEE não ia ser o país da indústria, mas dos centros comerciais e das urbanizações financiadas pelo crédito barato da moeda única. Das esperanças de um momento, restou a fábrica da Volkswagen em Palmela, a Autoeuropa.

Já nos disseram muitas vezes o que representa: mais de 3000 portugueses empregados, muitos negócios para outras empresas, 10% das exportações, um ponto percentual do PIB. Porque é que então o Partido Comunista decidiu fechá-la? Para começar, porque a Autoeuropa, resultado da integração europeia, violenta a ideia comunista de autarcia económica. Depois, porque a Autoeuropa significa “flexibilidade” e “negociação” nas relações de trabalho, isto é, a negação da intransigência e do confronto em que acredita o PCP. A Autoeuropa, como notam com manifesto desprazer os comunistas, insiste em que tem “colaboradores”, em vez de “trabalhadores”. Ora, o “colaborador” apresenta, para o PCP, este grande defeito: sente, enquanto tal, interesse em fazer prosperar a empresa, quando, como “trabalhador”, deveria ter como único objectivo a destruição do “regime capitalista” e a ruína da “sociedade burguesa”.

A história é conhecida. Durante duas décadas, os comunistas não conseguiram entrar na Autoeuropa, onde os “colaboradores” conseguiram sempre chegar a acordos como a administração. Infelizmente, como se tem visto, nada disso dependia de uma “cultura de empresa”, mas apenas do bom senso de um homem, António Chora, o presidente da Comissão de Trabalhadores, durante algum tempo deputado do BE. A oportunidade para os comunistas surgiu com a reforma de Chora e com a necessidade de criar condições para a produção de um novo modelo. O PCP pôde finalmente sujeitar a Autoeuropa ao conhecido regime da inflexibilidade e do conflito sem saída, que em 2006 já liquidou a fábrica da Opel na Azambuja, então a segunda maior unidade de montagem de automóveis do país.

O ministro Vieira da Silva aparece agora muito incomodado: “o tempo corre contra” o futuro de uma empresa sob “grande pressão externa”. Há rumores sobre “alternativas“, como no caso da Opel em 2006. Mas os comunistas não se deixam comover. Arménio Carlos, muito despreocupado, garante: aconteça o que acontecer, “eles não vão nada embora, vão cá ficar”, como se a Autoeuropa fosse uma fábrica de tijolo em 1943.

Entre 2012 e 2015, os sindicatos comunistas perderam 64 mil filiados, mais de 10% do total. Já este ano, o PCP passou por uma catástrofe municipal, com menos 10 câmaras e a pior votação desde 1976. Mas o comunismo português acredita que ainda se pode salvar, se conseguir recriar em Portugal o mundo de 1943. O cálculo é simples: quando mais empobrecido e ensimesmado, mais o país estará maduro para se render a um qualquer populismo nacionalista, que o PCP, que pouco aprende com a história, acha que pode ser o seu. Nisso talvez esteja errado, porque, se o país tiver de chegar a esse ponto, haverá certamente outras versões mais tentadoras de populismo nacionalista. Mas numa coisa, porém, o PCP está certo: o PCP ou a Autoeuropa, um deles tem de morrer. Se o governo também percebe isso, que está a fazer ao lado dos comunistas?

http://observador.pt/opiniao/por-que-razao-quer-o-pcp-fechar-a-autoeuropa/#comment-post-2403684-1764506
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitan em Dezembro 12, 2017, 12:56:54 pm
Por que razão o PCP parece querer fechar a Autoeuropa?



Numa coisa, o PCP está certo: o PCP ou a Autoeuropa, um deles tem de morrer. Se o governo também percebe isso, que está a fazer ao lado dos comunistas?

A Autoeuropa, antes de ser uma fábrica, é o resto de um sonho. Na segunda metade dos anos 80, depois do ajustamento de 1983 e da cerimónia de adesão à CEE nos Jerónimos, em 1985, esperou-se em Portugal retomar a história dos anos 60: a industrialização do país, por via da deslocalização das indústrias do norte da Europa. Na década de 60, tinham sido os têxteis e o vestuário. Agora, depois da década perdida com a revolução, seria a indústria automóvel alemã e francesa. Não chegou, porém, a acontecer. Em 1989, a derrocada das ditaduras comunistas reabriu a Europa central às empresas alemãs. Nesse ano do “fim da história”, a classe política em Lisboa, muito à pressa mas sempre com as hesitações de quem não lia livros desde 1967, ainda tentou limpar a economia dos revolucionarismos de 1975. Demasiado tarde. Portugal na CEE não ia ser o país da indústria, mas dos centros comerciais e das urbanizações financiadas pelo crédito barato da moeda única. Das esperanças de um momento, restou a fábrica da Volkswagen em Palmela, a Autoeuropa.

Já nos disseram muitas vezes o que representa: mais de 3000 portugueses empregados, muitos negócios para outras empresas, 10% das exportações, um ponto percentual do PIB. Porque é que então o Partido Comunista decidiu fechá-la? Para começar, porque a Autoeuropa, resultado da integração europeia, violenta a ideia comunista de autarcia económica. Depois, porque a Autoeuropa significa “flexibilidade” e “negociação” nas relações de trabalho, isto é, a negação da intransigência e do confronto em que acredita o PCP. A Autoeuropa, como notam com manifesto desprazer os comunistas, insiste em que tem “colaboradores”, em vez de “trabalhadores”. Ora, o “colaborador” apresenta, para o PCP, este grande defeito: sente, enquanto tal, interesse em fazer prosperar a empresa, quando, como “trabalhador”, deveria ter como único objectivo a destruição do “regime capitalista” e a ruína da “sociedade burguesa”.

A história é conhecida. Durante duas décadas, os comunistas não conseguiram entrar na Autoeuropa, onde os “colaboradores” conseguiram sempre chegar a acordos como a administração. Infelizmente, como se tem visto, nada disso dependia de uma “cultura de empresa”, mas apenas do bom senso de um homem, António Chora, o presidente da Comissão de Trabalhadores, durante algum tempo deputado do BE. A oportunidade para os comunistas surgiu com a reforma de Chora e com a necessidade de criar condições para a produção de um novo modelo. O PCP pôde finalmente sujeitar a Autoeuropa ao conhecido regime da inflexibilidade e do conflito sem saída, que em 2006 já liquidou a fábrica da Opel na Azambuja, então a segunda maior unidade de montagem de automóveis do país.

O ministro Vieira da Silva aparece agora muito incomodado: “o tempo corre contra” o futuro de uma empresa sob “grande pressão externa”. Há rumores sobre “alternativas“, como no caso da Opel em 2006. Mas os comunistas não se deixam comover. Arménio Carlos, muito despreocupado, garante: aconteça o que acontecer, “eles não vão nada embora, vão cá ficar”, como se a Autoeuropa fosse uma fábrica de tijolo em 1943.

Entre 2012 e 2015, os sindicatos comunistas perderam 64 mil filiados, mais de 10% do total. Já este ano, o PCP passou por uma catástrofe municipal, com menos 10 câmaras e a pior votação desde 1976. Mas o comunismo português acredita que ainda se pode salvar, se conseguir recriar em Portugal o mundo de 1943. O cálculo é simples: quando mais empobrecido e ensimesmado, mais o país estará maduro para se render a um qualquer populismo nacionalista, que o PCP, que pouco aprende com a história, acha que pode ser o seu. Nisso talvez esteja errado, porque, se o país tiver de chegar a esse ponto, haverá certamente outras versões mais tentadoras de populismo nacionalista. Mas numa coisa, porém, o PCP está certo: o PCP ou a Autoeuropa, um deles tem de morrer. Se o governo também percebe isso, que está a fazer ao lado dos comunistas?

http://observador.pt/opiniao/por-que-razao-quer-o-pcp-fechar-a-autoeuropa/#comment-post-2403684-1764506

O exemplo da maneira de negociar dos comunistas quando estão no poder:

https://en.wikipedia.org/wiki/Novocherkassk_massacre
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 12, 2017, 03:25:14 pm
O exemplo da maneira de negociar dos comunistas quando estão no poder:

https://en.wikipedia.org/wiki/Novocherkassk_massacre

Eu não consigo perceber é como ainda há tantas aves raras comunistas em Portugal e como são protegidos principalmente pela comunicação social!

Eu tenho um exemplo pessoal, no meu primeiro emprego, de ver na 1ª pessoa como é que os comunistas lidam com os trabalhadores. Eles que são tão "defensores dos trabalhadores".........
No meu caso os comunistas eram donos da empresa onde eu estagiei! Acarinhavam os trabalhadores tanto que ficaram com os descontos para a Segurança Social durante 4 anos! Dinheiro que o trabalhador descontava e que supostamente ía para o estado! Também senti na pele o que era não receber a tempo e horas..... 1 semana, 1 mês e cheguei a não receber 2 meses. Em contrapartida os bufos da Administração recebiam sempre a horas!!!!! Mas o cúmulo foi uma reunião de urgência marcada pelos Administradores/Donos (comunistas) a todos os funcionários que moravam no concelho da sede da empresa, para que os Administradores percebessem porque é que tendo eles concorrido à Presidência de uma autarquia, ainda tiveram menos votos do que o número de trabalhadores na fábrica e com domicílio nesse concelho. Queriam saber quem eram as ovelhas tresmalhadas! (se calhar era mais rápido pensarem pela cabecinha que os comunistas sempre foram odiados no norte e centro do país...... e descobrirem o porquê?)
Atenção que isto não aconteceu nos anos 70, aconteceu 20 e tal anos depois, nos anos 90!
Escusado será dizer que no espaço de 1 ou 2 anos, saíram todos os quadros superiores, todos!!!!!!! A empresa já faliu à poucos anos, entretanto.
Portanto, já estou vacinado contra os comunistas. Principalmente quando vêem com o discurso do capitalismo selvagem...... a vontade de arrancar pedras da calçada é muita!!!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 13, 2017, 11:41:10 am
Autoeuropa a caminho do abismo

(https://capas.newsplex.pt/capas/capa_jornal_i_13_12_2017.jpg)

(https://cdn1.newsplex.pt/media/2017/12/13/616467.png?type=artigo)



O novo horário de trabalho contínuo imposto pela administração da Autoeuropa foi recusado pela Comissão de Trabalhadores, que já convocou um plenário para o próximo dia 20. Ministro Vieira da Silva chama de urgência a administração da fábrica de Palmela e a Comissão de Trabalhadores para discutir o futuro da empresa. A reunião está marcada para sexta, mas os riscos de deslocalização de parte da produção para outras fábricas do grupo alarmam o executivo

Depois de dois pré-acordos chumbados sobre mudanças de horários a administração da Autoeuropa decidiu unilateralmente avançar com o horário aos sábados a implementar a partir de janeiro do próximo ano sem esperar pela luz verde por parte dos trabalhadores da fábrica de Palmela. No entanto, deixa em aberto as mudanças de horário a partir de agosto – altura em que entra em funcionamento a laboração contínua – assim como uma porta aberta para o diálogo com a comissão de trabalhadores (CT).

Uma decisão que é rejeitada pela CT ao alegar que “este modelo de horário e as suas condições são mais desfavoráveis e contrariam a vontade expressa pela maioria dos trabalhadores” e defende que seja retomado o processo negocial. Uma ideia que já tinha sido defendida pela estrutura liderada por Fernando Gonçalves quando o segundo pré-acordo foi chumbado e, como tal, convocou um plenário para o próximo dia 20 de dezembro. Discutir a situação da empresa e exigência de nova negociação, assim como a apresentação do caderno reivindicativo são os temas em cima da mesa.

Ao que i apurou esta decisão por parte da administração não causou surpresa, uma vez que, desde o verão que a empresa estava a dialogar com a CT para avançar com estas mudanças e na semana passada já tinha alertado os trabalhadores para a necessidade urgente de implementar a nova carga horária. “É indiscutível a necessidade de ter no início do novo ano um modelo de trabalho que responda às encomendas dos clientes para a primeira metade de 2018, sob risco de entrarmos em incumprimento com o programa de produção”, revelou.

https://ionline.sapo.pt/artigo/592151/autoeuropa-alerta-vermelho-no-governo-?seccao=Dinheiro_i
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 13, 2017, 12:31:26 pm
O exemplo da maneira de negociar dos comunistas quando estão no poder:

https://en.wikipedia.org/wiki/Novocherkassk_massacre

Eu não consigo perceber é como ainda há tantas aves raras comunistas em Portugal e como são protegidos principalmente pela comunicação social!

Eu tenho um exemplo pessoal, no meu primeiro emprego, de ver na 1ª pessoa como é que os comunistas lidam com os trabalhadores. Eles que são tão "defensores dos trabalhadores".........
No meu caso os comunistas eram donos da empresa onde eu estagiei! Acarinhavam os trabalhadores tanto que ficaram com os descontos para a Segurança Social durante 4 anos! Dinheiro que o trabalhador descontava e que supostamente ía para o estado! Também senti na pele o que era não receber a tempo e horas..... 1 semana, 1 mês e cheguei a não receber 2 meses. Em contrapartida os bufos da Administração recebiam sempre a horas!!!!! Mas o cúmulo foi uma reunião de urgência marcada pelos Administradores/Donos (comunistas) a todos os funcionários que moravam no concelho da sede da empresa, para que os Administradores percebessem porque é que tendo eles concorrido à Presidência de uma autarquia, ainda tiveram menos votos do que o número de trabalhadores na fábrica e com domicílio nesse concelho. Queriam saber quem eram as ovelhas tresmalhadas! (se calhar era mais rápido pensarem pela cabecinha que os comunistas sempre foram odiados no norte e centro do país...... e descobrirem o porquê?)
Atenção que isto não aconteceu nos anos 70, aconteceu 20 e tal anos depois, nos anos 90!
Escusado será dizer que no espaço de 1 ou 2 anos, saíram todos os quadros superiores, todos!!!!!!! A empresa já faliu à poucos anos, entretanto.
Portanto, já estou vacinado contra os comunistas. Principalmente quando vêem com o discurso do capitalismo selvagem...... a vontade de arrancar pedras da calçada é muita!!!!!!!!

O meu pai nos anos 70 teve o "desplante" de perguntar numa reunião convicada pelo sindicato porque é que eles na empresa tinham que fazer greves por razões completamente alheias à dita empresa. Foi chamado até de FDP pelo sindicalista mor de plantão... resultado final, nunca mais fez greve ou foi mais a uma dessas reuniões. Ele é de esquerda mas nem penses em falar do PCP à frente dele! :crit:
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 13, 2017, 08:51:11 pm
O meu pai nos anos 70 teve o "desplante" de perguntar numa reunião convicada pelo sindicato porque é que eles na empresa tinham que fazer greves por razões completamente alheias à dita empresa. Foi chamado até de FDP pelo sindicalista mor de plantão... resultado final, nunca mais fez greve ou foi mais a uma dessas reuniões. Ele é de esquerda mas nem penses em falar do PCP à frente dele! :crit:

No norte do país é igual, principalmente junto da população mais idosa do interior. No norte, já à séculos que os pais deixam as terras aos filhos. E chegamos aos dias de hoje com terrenos minúsculos, mas que são defendidos com a vida, qualquer metro quadrado. Um nortenho ouvir nos anos 70 falar da reforma agrária, que vem qualquer marialva tirar-lhe o terreno que já foi do pai (ou até o estado=Lisboa), avô..... ou então que comprou com imenso sacrifício (antigamente havia fome, e a única forma de garantirem que não passavam fome, era endividarem-se e comprarem terras que depois deixavam aos filhos).... só visto. No mínimo ouviam asneiras que nem sabiam que existiam e o mais certo seriam corridos a tiro! Se até em família nas heranças há guerras por causa de meia dúzia de metros quadrados, agora imaginamos um anormal querer apoderar-se da terra que é defendida com a vida!!!!

O meu falecido avô, que até aos últimos dias comprou terras para deixar pelo menos 1.000m2 a cada filho não podia ouvir o nome comunismo ou comunista que logo a seguir dizia asneiras.... e ele era extremamente calmo. Mas pior era o meu tio que tinha um cão chamado........ Cunhal LOL
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: perdadetempo em Dezembro 19, 2017, 10:49:33 am
Citar
Estado pagou 1.800 milhões em juros pelos apoios que concedeu à banca

Citar
"O esforço financeiro resultante das intervenções públicas, destinadas a apoiar o sistema financeiro nacional no seguimento da crise financeira internacional, iniciada em 2007, constituiu um encargo elevado para o erário público num contexto de finanças públicas deficitárias", lê-se no parecer do Tribunal de Contas à Conta Geral do Estado 2016 (CGE 2016), divulgado hoje.

Segundo o Tribunal de Contas, nesse período, o apoio direto do Estado ao setor financeiro representou 0,4% das necessidades de financiamento em 2016, sendo que esse peso no endividamento variou entre 0,1% em 2011 e um máximo de 6,3% em 2012.

"Além disso, as necessidades adicionais de financiamento têm implícitos custos com juros da dívida pública que se estimam em 1.823 milhões de euros [tendo em conta a taxa de juro implícita da dívida pública, calculada pelo IGCP], no período 2008-2016", lê-se no parecer do Tribunal de Contas.

Nestes oito anos, o apoio financeiro totalizou 14.606,4 milhões de euros, dos quais 258 milhões de euros em 2016, uma redução face aos 2.525 milhões de euros verificados em 2015 (na sua grande maioria relativos à capitalização do Banif).

Neste período, a maior 'fatia' do apoio à banca foi dirigida para o BES/Novo Banco (4.614,7 milhões de euros), seguido do BPN (3.702,3 milhões de euros) e da Caixa Geral de Depósitos (3.035,2 milhões de euros). O Banif custou 2.978 milhões de euros e o BPP 659,9 milhões de euros.

Ainda assim, o Tribunal de Contas admite que o valor dos apoios possa ser superior, uma vez que ao défice do BPN e das sociedades-veículo Parups e Parvalorem pode acrescer capitais próprios negativos destas entidades em 2.033 milhões de euros e existem ainda garantias de 2.714 milhões de euros a estas sociedades veículos e de 1.800 milhões de euros ao Novo Banco.

http://24.sapo.pt/economia/artigos/estado-pagou-1-800-milhoes-em-juros-pelos-apoios-que-concedeu-a-banca (http://24.sapo.pt/economia/artigos/estado-pagou-1-800-milhoes-em-juros-pelos-apoios-que-concedeu-a-banca)

A titulo de comparação o total de despesas para a administração central na proposta do orçamento para 2018 seria de 129.327 milhões de euros.

https://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2018&TipoOE=Proposta%20de%20Or%c3%a7amento%20do%20Estado&TipoDocumentos=Lei%20/%20Mapas%20Lei%20/%20Relat%c3%b3rio (https://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2018&TipoOE=Proposta%20de%20Or%c3%a7amento%20do%20Estado&TipoDocumentos=Lei%20/%20Mapas%20Lei%20/%20Relat%c3%b3rio)

Na verdade o único organismo que no seu orçamento consegue ultrapassar o valor gasto nos bancos é o ministério das finanças e apenas por causa da rubrica "GESTAO DA DIVIDA E DA TESOURARIA PUBLICA" para a qual estes empréstimos bancários vieram contribuir.

Cumprimentos,
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Fevereiro 22, 2018, 02:32:02 pm
Vila Real recebe polo da Critical Software que quer contratar 100 engenheiros

A empresa Critical Software vai abrir um centro de desenvolvimento em abril, na zona de Vila Real, e contratar 100 engenheiros em dois anos, adiantaram hoje fontes da universidade e autarquia.

(https://www.noticiasdecoimbra.pt/wp-content/uploads/2017/06/critical.jpg)



De acordo com as fontes, a empresa, sediada em Coimbra e que atua nos setores da aeronáutica, da defesa e dos transportes, vai instalar um polo, numa parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e a Câmara Municipal.

O centro de desenvolvimento entra em funcionamento em abril com um grupo de 15 engenheiros que ficarão, numa primeira fase, instalados no Regia Douro Park – Parque de Ciência e Tecnologia.

 O objetivo da Critical Software é mudar, depois, para uma instalação definitiva no centro histórico da cidade.

 As fontes referiram que a empresa prevê contratar mais de uma centena de diplomados em engenharia nos próximos dois anos, principalmente informáticos e eletrotécnicos, mas também ligados à área aeroespacial ou física.

Será articulada com a UTAD a cooperação na formação especializada em alguns desses domínios. Entretanto, a empresa já lançou o processo de recrutamento.

Criada em 1998, a Critical Software é especializada no desenvolvimento de serviços para o suporte de sistemas críticos orientados para a segurança e para o negócio de empresas. Atua em setores como o da aeronáutica, da defesa, da segurança interna, dos transportes, das telecomunicações, das finanças e da energia.

É uma das mais importantes empresas de ‘software’ do mundo e trabalha para clientes como as Forças Armadas de Portugal e do Reino Unido, as agências espaciais norte-americana (NASA), europeia (ESA), chinesa (CNSA) e japonesa (JAXA).

 Atualmente, tem escritórios em Lisboa e Porto e marca presença, através de subsidiárias, no Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos da América, Brasil, Moçambique e em Angola.

Já emprega, ao todo, cerca de 500 pessoas, das quais perto de 400 são da área da engenharia.

Vila Real tem reforçado esforços para atrair empresas e centros de investigação, com o objetivo de criar emprego qualificado e fixar pessoas.

Na semana passada, foi anunciada a instalação de um centro Fraunhofer no Regia Douro Park, também numa parceria com a UTAD, que prevê um programa de atuação ao nível da agricultura de precisão, nomeadamente nas áreas do vinho e da vinha.

A Fraunhofer-Gesellschaft é a maior organização de investigação aplicada na Europa, tem uma equipa de cerca de 25 mil pessoas distribuídas em mais de 80 centros de investigação no mundo, incluindo 69 Institutos na Alemanha.

https://www.noticiasdecoimbra.pt/vila-real-recebe-polo-da-critical-software-quer-contratar-100-engenheiros/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Fevereiro 24, 2018, 04:05:54 pm
Terminou uma série que aprecio (apreciava) bastante e que passava na RTP, chama-se: Fabrico Nacional, apresentada pela jornalista Catarina Portas.

Deixo o link para os episódios (relembro da Vista Alegre, Atum Ramirez, Licor Beirão, Ach Brito, Viarco, Dr. Bayard, etc....):

https://www.rtp.pt/programa/episodios/tv/p34307

Também há vídeos disponíveis no youtube sobre a série, mas deixo o link original da RTP.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Março 03, 2018, 04:56:11 pm
(https://www.mapmania.org/static/map/original/net_average_monthly_salary_in_europe_2017_65448.jpg)

Salário médio na Europa em 2017.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Março 04, 2018, 06:45:39 pm
Portugal continua com níveis de desigualdade bastante elevados à escala europeia


Portugal continua a ser um país com níveis de desigualdade social bastante elevados à escala europeia, uma situação que se agravou na última década e se traduziu no aumento da precariedade laboral e da pobreza.

O retrato social de Portugal nos últimos 10 anos é traçado no livro “Desigualdades Sociais, Portugal e a Europa”, que engloba vários estudos de investigadores do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-UNL) e que será divulgado na quarta-feira, em Lisboa, no colóquio comemorativo dos 10 anos de atividade do Observatório das Desigualdades.

“A crise cavou fundo na situação social dos desempregados, dos trabalhadores precários, dos pobres, dos pouco escolarizados, dos jovens em transição para o mercado de trabalho, das mulheres com menos recursos, dos imigrantes mais desfavorecidos, daqueles que saíram do país ao encontro de melhores oportunidades, dos que têm menos capacidade de mobilizar a ação coletiva”, lê-se no livro.

Apesar dos dados do INE e do Eurostat registarem “uma pequena evolução favorável” nos últimos três anos, Portugal ainda está “num nível de desigualdades bastante elevado”, disse à agência Lusa o diretor do Observatório das Desigualdades, Renato Carmo.

Desde que a crise surgiu em 2008, o Observatório das Desigualdades tem vindo a acompanhar de “forma muito sistemática e sistematizada” o que aconteceu no país em termos de desigualdade em setores como o emprego, educação, rendimentos e riqueza, saúde, ação coletiva.


"Foram 10 anos em que as desigualdades e a relação entre as desigualdades e a pobreza se agravaram profundamente em múltiplos setores e múltiplas dimensões" e o livro "é demonstrativo disto mesmo", ao abordar o problema numa perspetiva multidimensional e na relação com a Europa, explicou Renato Carmo.

Os estudos constataram que a desigualdade está presente em "muitas dimensões da vida das pessoas e isso significa" que a persistência do problema em Portugal se deve, em grande medida, ao facto de não se circunscrever a "um setor ou a um indicador”, sublinhou.

Para combater o problema são necessárias “políticas estruturais”: “Há perfis e padrões muito vincados que são quase transversais e que, se nada for feito de uma forma mais profunda, levará gerações até poder existir uma alteração mais profunda”, advertiu.

Um dos problemas apontados por Renato Carmo prende-se com a disparidade na distribuição de rendimentos, que é “muito acentuada em Portugal”, nomeadamente a nível salarial.

“A questão que se põe neste momento é como as dinâmicas de precarização do trabalho, nomeadamente em alguns setores que estão a emergir com muita força, como o turismo, podem reforçar estas disparidades salariais na medida em que muitos destes trabalhos são precários e com níveis salariais relativamente baixos”, sublinhou.

A fraca qualificação escolar da população empregada é apontada como um dos principais fatores de desigualdades.

“Portugal ainda é um país com níveis de escolarização abaixo da média europeia e isso reflete-se nas desigualdades” em vários setores, como no acesso a bens e serviços.

No caso da cultura, “é muito claro”, disse o investigador, adiantando que são, sobretudo, as pessoas mais qualificadas que têm práticas culturais “relativamente regulares”.

Os estudos também demonstram que são as classes mais escolarizadas que têm mais “capacidade da ação coletiva e de reivindicação”.

“Verificamos que a questão da qualificação e escolarização é ainda um grande desafio em Portugal”, uma situação que “questiona muito algumas ideias feitas, como o país ter “diplomados a mais”, disse Renato Carmo.

Em Portugal, as classes dirigentes têm níveis de qualificações profissionais abaixo da média europeia e inferiores até à população empregada, um problema que se reflete ao nível do mercado de trabalho, observou.

“Durante a última década, as desigualdades, não só se aprofundaram dentro dos países da Europa, incluindo os mais ricos, como se constituíram num problema para a própria coesão europeia”, frisou.


>>>>>>>>>> http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portugal-continua-com-niveis-de-desigualdade-bastante-elevados-a-escala-europeia
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Março 06, 2018, 12:30:07 am
Vistos Gold: Portugal não é "suficientemente rigoroso", diz a Transparência Internacional


Portugal é um dos países da União Europeia em que a atribuição de 'vistos gold' regista falta de rigor, revelou esta segunda-feira a Transparência Internacional, que defendeu que não existem diligências suficientes para confirmar a origem do património dos aplicantes.

Na apresentação de uma investigação conjunta com o Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), em Bruxelas, o diretor estratégico da Transparência Internacional, Casey Kelso, apontou Portugal e Hungria como exemplos de países comunitários que não têm sido “suficientemente rigorosos” no cumprimento das diligências instituídas para a atribuição de ‘vistos gold’.

“Em Portugal, não há diligências suficientes para verificar a proveniência da riqueza dos aplicantes”, sublinhou, indicando que basta a apresentação de um registo criminal.

Para corroborar a sua afirmação, o diretor estratégico da Transparência Internacional, que referiu que Portugal é um caso de estudo de como estes programas podem corromper um Governo, indicou o caso do ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo, que está a ser julgado no âmbito do processo em que se investiga a atribuição de ‘vistos gold’ a cidadãos estrangeiros.

“O julgamento que está a decorrer em Portugal é paradigmático [dos perigos dos ‘vistos gold’]. Há 11 pessoas que exerciam cargos públicos que estão a ser julgadas”, reforçou a responsável estratégica para a União Europeia (UE) da organização não-governamental Global Witness.

Rachel Owens elogiou a eurodeputada socialista Ana Gomes, que definiu como uma “campeã na luta contra os vistos gold”, e lembrou que uma vez que alguém obtém a cidadania portuguesa pode circular livremente na UE.

No caso português, a investigação destaca a aquisição de ‘vistos gold’ por parte de membros da “classe dirigente” de Angola, através da compra de propriedades em território nacional.

“Não sabemos quanto está a ser investido no imobiliário, porque é um setor tão opaco que simplesmente não conseguimos obter os dados”, reconheceu Casey Kelso, argumentando que os preços “excessivos” da habitação registados neste momento em Lisboa são uma consequência do programa.

Segundo dados publicados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, entre 08 de outubro de 2012, data de lançamento do programa, e 31 de janeiro de 2018, os ‘vistos gold’ representaram um investimento de 3,5 mil milhões de euros, dos quais 3,1 mil milhões resultantes do setor imobiliário.

O diretor da Transparência Internacional, Carl Dolan, assumiu “uma preocupação crescente” relativamente ao que estes esquemas representam para a integridade do Espaço Schengen. “Estas pessoas estão a comprar o acesso à cidadania comunitária e à UE”, completou.

A investigação concluiu que os programas dos ‘vistos gold’ são vulneráveis a abusos e minam a luta contra a corrupção na UE e nos países vizinhos, devido, entre outras coisas, à ausência de um escrutínio rigoroso à origem da riqueza dos beneficiários dos ‘vistos gold’, e à opacidade quanto à identidade dos beneficiários.

“[Os ‘vistos gold’] são irresistíveis para países pequenos, que tem alguns problemas económicos. Os governos tendem a manter o anonimato destas pessoas, que não querem ser expostas. O dinheiro é a base de tudo”, reconheceu Jody McPhillips, do OCCRP, que sublinhou que este é um negócio de milhares de milhões de euros para os Estados.

Os resultados da investigação, que decorreu nos últimos seis meses, e que incidiu sobre os programas de oito Estados-Membros – Portugal, Áustria, Bulgária, Chipre, Hungria, Letónia, Lituânia e Malta –, e de Arménia e Montenegro, serão apresentados esta tarde junto de entidades comunitárias.

“Vamos expor estes esquemas representam um risco para a integridade europeia e para os valores comunitários. A Comissão Europeia tem um papel crucial a desempenhar para proteger os seus cidadãos de esquemas de corrupção. Este estudo apresenta sugestões sobre as diligências que a União Europeia pode tomar para evitar que isto aconteça”, explicou Rachel Owens.


>>>>>>>>  http://24.sapo.pt/economia/artigos/vistos-gold-portugal-nao-e-suficientemente-rigoroso-diz-a-transparencia-internacional
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Março 14, 2018, 02:22:13 pm
Mais procura na Alemanha melhora perspectivas de crescimento em Portugal


A expectativa de um melhor desempenho das maiores economias europeias, com destaque para o efeito dos acréscimos dos estímulos orçamentais, investimento e salários previstos para a Alemanha, reforça a possibilidade de a economia portuguesa crescer mais do que os 2,6% até agora projectados para este ano pela OCDE e pelo Governo português.

No dia em que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apresentou as suas projecções interinas para as principais economias mundiais, o economista-chefe da instituição, Álvaro Santos Pereira classificou, em declarações ao PÚBLICO, como “muito provável” a possibilidade de Portugal beneficiar da conjuntura internacional positiva e garantir um ritmo de crescimento este ano maior do que o projectado no passado mês de Novembro.

“Obviamente que para Portugal será muito importante a evolução das economias europeias e aquilo que estamos a prever para economias como a Alemanha ou França pode ter um impacto muito positivo", disse o antigo ministro da Economia, que no início deste ano substituiu interinamente Catherine Mann no cargo de economista-chefe da OCDE.

Nas previsões publicadas esta terça-feira, a entidade sedeada em Paris passou a sua previsão de crescimento mundial este ano dos 3,7% antecipados em Novembro para 3,9%. E, no caso da zona euro (onde se encontram os principais destinos das exportações portuguesas), a previsão de crescimento em 2018 passou de 2,1% para 2,3%.

Nesta fase, apenas foram apresentadas novas previsões para as economias mais relevantes à escala mundial, pelo que no caso de Portugal a estimativa de crescimento em vigor é ainda aquela realizada pela OCDE em Novembro passado, de 2,6%, precisamente o mesmo valor projectado pelo Governo.

Se para a Espanha (o maior destino das exportações portuguesas) também não há novas previsões, para os segundos e terceiros principais parceiros a melhoria das expectativas da OCDE é significativa. Em relação à França, a previsão de crescimento para 2018 passou de 1,8% para 2,2%. E na Alemanha, a subida foi de 2,3% para 2,4%.

Para Álvaro Santos Pereira, aquilo que se está a passar na maior economia da zona euro é mesmo o que dá mais motivos para acreditar num desempenho forte da economia europeia este ano, havendo até a possibilidade de se verificarem taxas de crescimento mais elevadas do que as agora projectadas.

“A Alemanha está claramente a revelar-se como o motor do crescimento na zona euro”, afirma, salientando que “o investimento está a aumentar bastante” e que “o acordo de coligação governamental assinado aponta para um reforço muito significativo dos estímulos orçamentais, na ordem dos 0,3% do PIB ao ano”. Para além disso, há também indícios claros na Alemanha de que se possa assistir a uma evolução mais rápida dos salários, acrescenta Álvaro Santos Pereira, recordando o acordo recentemente assinado pelo sindicato IG Metal, “que já se está a reflectir noutros sectores”.

“Numa economia como a alemã, estes são sinais importantes e que, pelo efeito que podem ter na procura interna, podem ajudar o desempenho dos outros países da zona euro”, afirma o economista-chefe da OCDE, que no caso português, destaca também o facto de se estar a assistir a uma recuperação do investimento.

No relatório, a OCDE diz em relação à zona euro que “as políticas fiscais e monetárias acomodatícias, as melhorias nos mercados de trabalho e os elevados níveis de confiança dos consumidores e das empresas estão a ajudar a estimular a procura”.

Não é só em relação à zona euro que a OCDE está mais optimista. As revisões em alta da previsões foram generalizadas. No caso dos EUA, a OCDE mudou a sua previsão de crescimento este ano de 2,5% para 2,9%. No Japão passou de 1,2% para 1,5%, na China de 6,6% para 6,7%, no Brasil de 1,9% para 2,2% e na Índia de 7% para 7,2%.

Álvaro Santos Pereira aponta dois grandes factores por trás deste optimismo: “o aumento do comércio mundial e o regresso das variações mais elevadas no investimento”.

No relatório agora apresentado, há no entanto um risco a ensombrar o cenário genericamente positivo: a possibilidade de um aumento das políticas proteccionistas em várias economias do planeta. Uma ameaça tornada mais real com a decisão dos EUA de imporem taxas alfandegárias mais elevadas em produtos como o aço e o alumínio e que, a concretizar-se, “afectaria negativamente a confiança, o investimento e os empregos”.

O ex-ministro da Economia explica que, nas previsões agora divulgadas não foram incluídos efeitos negativos. “Não está no nosso cenário central. Achamos que será possível diminuir a tensões, continuamos a acreditar que o diálogo é possível”, afirma.


>>>>>>>>>   https://www.publico.pt/2018/03/14/economia/noticia/mais-procura-na-alemanha-melhora-perspectivas-de-crescimento-em-portugal-1806519
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Março 26, 2018, 10:23:31 pm
INE confirma inclusão dos custos com a Caixa Geral de Depósitos no défice de 2017

...O défice das contas públicas de 2017 sobe, assim, para os 3% do Produto Interno Bruto (PIB), o que contrasta com o défice abaixo de 1% (0,92%) que teria sido registado caso não tivesse havido esse efeito....

https://observador.pt/2018/03/26/ine-confirma-inclusao-dos-custos-com-a-caixa-geral-de-depositos-no-defice-de-2017/

Está explicado porque é que o Ministro das Finanças congelou tudo o que pode em 2017, incluindo as compras militares que já foram confirmadas mas ainda não se viu nada até ao fim de Março!!!!!!

O déficit de 2017 foi de 0,92%, mas com a ajuda a mais um banco, neste caso a CGD (quase 4 mil milhões de euros), o nosso déficit foi exactamente de 3%!!!! O limite máximo permitido pela UE! E não sabemos se temos de ajudar mais algum banco! Fala-se em mais uns camiões de notas para o Novo Banco e não se sabe se a contabilidade criativa no Montepio de 800 milhões + umas dezenas de milhões das Santas Casas é suficiente para repor os níveis de capital!

Percebem agora a prioridade nacional? Temos de passar necessidades para salvarmos os nossos bancos! Gostava mais que copiassemos os americanos e ingleses que dizem..... se um banco quer ajuda, os donos que metam lá dinheiro! Se o dinheiro público entrar num banco, o estado apodera-se do banco e vende assim que possível e com lucro! É difícil, mas é possível como aconteceu por exemplo no inglês Lloyds que tem o António Horta-Osório à frente!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Março 28, 2018, 09:00:13 pm
Parece que adivinhava..... afinal os camiões de notas podem ascender a 450 milhões de euros para o Novo Banco (o tal Banco Bom).

Novo Banco. Estado vai emprestar até 450 milhões ao Fundo de Resolução

O Estado vai emprestar até mais 450 milhões de euros ao Fundo de Resolução para reforçar os rácios de capital do Novo Banco. Instituição teve prejuízos de 1.395 milhões em 2017.

(https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/800x,q85/https://s3cdn-observadorontime.netdna-ssl.com/wp-content/uploads/2015/11/18162179_770x433_acf_cropped.jpg)

......
https://observador.pt/2018/03/28/novo-banco-estado-vai-emprestar-ate-450-milhoes-ao-fundo-de-resolucao/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: perdadetempo em Abril 02, 2018, 02:44:01 pm
Guia resumo dos vistos dourados na Europa para o oligarca russo ou imodesto homem de negócios de outros continentes:

https://www.transparency.org/news/feature/navigating_european_golden_visas (https://www.transparency.org/news/feature/navigating_european_golden_visas)

E para o caso nacional
Citar
Portugal

Programme:

    The Portuguese Residence Permit for Investment (ARIs)

Status:

    Active since 2012

Key Features:

    Capital contribution of up to €1 million or real estate investment equal to or above €500,000 - or €350,000 if property is located in urban regeneration areas - or the creation of 10 jobs.
    Applicants should stay in Portugal for a period of seven or more days in the first year and 14 or more days in subsequent years.

Investigation highlights:

    In 2014, the programme was rocked by a major corruption scandal when criminal corruption charges were filed against former Interior Minister Manuel Macedo and the former heads of the notaries service and the immigration authority, among others. The latter were accused of being involved in a bribery scheme and accepting gifts in exchange for expediting residence permits. The trial is ongoing.
    Ninety per cent of the money raised by Portugal’s Golden Visa programme comes from real estate investment which, according to Transparency International Portugal, exponentially increases money laundering risks.
    The US State Department’s 2017 International Narcotics Control Strategy Report states that “suspect funds from Angola are used to purchase Portuguese businesses and real estate” and reports allegations that “Portugal serves as a hub for laundering illicit funds for Angola’s ruling class.”

Para quem estiver interessado os relatórios da Transparência Internacional sobre os vistos Gold Nacionais:

https://transparencia.pt/wp-content/uploads/2018/03/TI-PT_Golden-Investments-or-Golden-Cityscape_March2018.pdf (https://transparencia.pt/wp-content/uploads/2018/03/TI-PT_Golden-Investments-or-Golden-Cityscape_March2018.pdf)

O mesmo assunto mas noutra vertente ( e em português)

https://transparencia.pt/wp-content/uploads/2018/01/TI-PT_Vistos-Gold_2017.pdf (https://transparencia.pt/wp-content/uploads/2018/01/TI-PT_Vistos-Gold_2017.pdf)

e sobre "BENEFICIÁRIOS EFETIVOS E TRANSPARÊNCIA FISCAL"

https://transparencia.pt/wp-content/uploads/2017/03/Relat%C3%B3rio-EBOT.pdf (https://transparencia.pt/wp-content/uploads/2017/03/Relat%C3%B3rio-EBOT.pdf)

Cumprimentos,

Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 07, 2018, 12:44:08 pm
Como estão agora as feridas abertas pela Troika em Portugal?

Os dois anos de Governo das esquerdas foram marcados por boas notícias, mas muitas feridas abertas na era da Troika ainda estão por sarar. Só neste ano é que o PIB regressará ao nível de 2010
Nuno Aguiar


Discussões sobre um segundo resgate, notícias sobre derrapagens no défice, sanções de Bruxelas, mercados impiedosos, anúncios da vinda do “diabo” e, claro, sucessivos avisos sobre o agravamento da “tensão” entre os partidos que apoiam o Governo. Nos primeiros dois anos de governação da exclusiva responsabilidade da esquerda, as hipóteses mais dramáticas sobre a economia e as finanças públicas não se concretizaram. No entanto, os progressos conseguidos não foram suficientes para recuperar 
o terreno perdido durante a crise.

Num balanço económico dos últimos dois anos, é difícil não começar pelos desenvolvimentos positivos. Portugal cresce ao ritmo mais rápido desde 2000, o desemprego está em mínimos de 2004 e o défice encontra-se no nível mais baixo da democracia; o País deixou de estar sujeito ao Procedimento dos Défices Excessivos e à classificação de “lixo” por duas agências de rating; e Mário Centeno foi eleito presidente do Eurogrupo. Um retrato longe da vaga pessimista que acompanhou o nascimento desta solução de Governo (jornais alemães falavam de “uma nova Grécia”, Cavaco Silva previa graves “consequências financeiras, económicas e sociais”) e o arranque débil de 2016. “Nenhum dos agouros da direita se confirmou”, conclui Mariana Mortágua, deputada do BE.

A aceleração que se seguiria e o ajustamento da estratégia orçamental do Governo deixaram esses cenários no espelho retrovisor. Contudo, é útil pôr os avanços recentes em perspetiva. O forte crescimento de 2017, o quarto ano consecutivo de recuperação, surge num ciclo europeu altamente positivo e, mesmo assim, não foi suficiente para pôr o produto interno bruto (PIB) no nível de 2010, antes da entrada da Troika em Portugal.

“Os resultados permitem dizer que os cenários extremistas não se verificaram, mas também questionam a festa que o Governo está a fazer”, sublinha o deputado do PSD António Leitão Amaro, em declarações à VISÃO. Os dados do INE publicados na semana passada confirmam que as exportações não pararam de galopar, mas o consumo e o investimento continuam, em termos reais, abaixo do pré-Troika. No mercado de trabalho, 
o emprego (medido em contas nacionais) só agora chegou ao nível de 2010 e a percentagem de precários não caiu. A banca está mais sólida, mas continua sem emprestar às empresas, em parte porque uma em cada quatro tem crédito malparado, cujo peso total mais do que duplicou face a 2010. A média salarial nacional pouco mexeu e o SNS ainda está nos cuidados intensivos.

Mariana Mortágua reconhece que 
“a recuperação é longuíssima, principalmente condicionada pelas regras orçamentais”. Uma das suas queixas encontra eco também à direita. “No investimento público não houve esforço. O Governo executa muito abaixo do orçamentado”, critica a bloquista. “Parte do problema está na preocupação em cumprir metas. A despesa é bloqueada pelas Finanças.”

Leitão Amaro nota também a evolução desapontante da produtividade, fruto de o emprego estar a crescer mais rápido do que a economia e em setores como o turismo. Mais: o social-democrata reforça que o desempenho nacional não é especialmente notável quando comparado com outros países europeus. Os 2,7% de crescimento alcançados por Portugal em 2017 estão em linha com a média, e a maior parte dos países até superou esse resultado. “Em comparação com o ciclo económico que estamos a viver, é um resultado medíocre.”

Do lado das contas públicas também há alertas. O maior de todos, aponta Joaquim Miranda Sarmento, professor de Finanças do ISEG, está na dívida: mesmo com um excedente primário, os juros e as ajudas aos bancos adiaram sucessivamente a descida de um dos endividamentos mais altos do mundo. O rácio atual está ainda muita acima de 2010: 126% vs. 96% do PIB. Será difícil enfrentar uma nova crise com uma dívida pública de três dígitos.

Sendo claro que Portugal está a crescer a um ritmo sólido, a discussão deslocou-se para o que o está a alimentar. A direita argumenta que, apesar de a estratégia do Governo se basear no estímulo do consumo via devolução de rendimentos, são as exportações e o investimento que estão a puxar pela economia. De facto, se olharmos para os contributos do crescimento dos últimos dois anos, as exportações foram mais relevantes do que a soma do consumo e do investimento. Além disso, o défice orçamental foi reduzindo mais rápido do que os planos iniciais do PS. O modelo inicial falhou? Ricardo Paes Mamede, do ISCTE, reconhece que as coisas não correram como era suposto. “Não sabemos se foi o contexto externo ou as hipóteses que estavam erradas, mas logo em 2016 o modelo não funcionou. O consumo privado ficou aquém, o investimento também”, explica.

Na segunda metade de 2016, Portugal começou a sentir ventos mais favoráveis, que facilitaram avanços em várias frentes, do défice à relação com Bruxelas. “É importante distinguir resultados de medidas. Acho positiva a compreensão, a partir do verão de 2016, que o caminho de contrarreforma e de aceleração do consumo estava a resultar mal”, refere Leitão Amaro. Embora tenha adotado um sistema gradualista em quase todas as devoluções de rendimentos, a verdade é que o Executivo as tomou: as pensões subiram, os salários dos funcionários públicos foram repostos, a sobretaxa eliminada e o salário mínimo reforçado. “A devolução de rendimentos não é, só por si, uma estratégia, mas faz parte. 
O consumo gera vendas, que cria emprego e dá origem ao investimento”, afirma Mariana Mortágua. Mesmo o PSD, que prefere dar crédito às reformas passadas, aos programas do BCE e ao ciclo europeu, reconhece o impacto. “Há um efeito de curto prazo com medidas do lado da procura”, reconhece Leitão Amaro.

Talvez poucos esperassem que um Executivo apoiado por PCP e BE tivesse este perfil de crescimento e um dos maiores excedentes primários do euro. Cumpriu as expectativas? “Sabíamos que rompendo com a austeridade seria possível entrar num melhor ciclo económico, [mas] que em áreas como a banca seria difícil estar de acordo com o PS”, lembra Mortágua. “Foi um acordo de mínimos.” Para já, foi suficiente para estancar hemorragias; falta agora fechar as feridas.

http://visao.sapo.pt/exame/2018-04-07-Como-estao-agora-as-feridas-abertas-pela-Troika-em-Portugal-
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Abril 22, 2018, 06:06:46 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.vas3k.ru%2F7kk.jpg&hash=3d3f9a34768789de7339717911137e20)
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 23, 2018, 10:13:41 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.vas3k.ru%2F7kk.jpg&hash=3d3f9a34768789de7339717911137e20)

Facilmente detectamos onde era o antigo bloco de leste! Com essa ideia peregrina de distribuir a pobreza por toda a gente!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Clausewitz em Abril 24, 2018, 03:00:37 am
Facilmente detectamos onde era o antigo bloco de leste! Com essa ideia peregrina de distribuir a pobreza por toda a gente!!!!!!

O problema é que nós nunca fomos do bloco de leste mas estamos quase na mesma... Aliás já estamos ou estaremos em breve pior do que vários desses países.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 24, 2018, 10:08:01 am
Facilmente detectamos onde era o antigo bloco de leste! Com essa ideia peregrina de distribuir a pobreza por toda a gente!!!!!!

O problema é que nós nunca fomos do bloco de leste mas estamos quase na mesma... Aliás já estamos ou estaremos em breve pior do que vários desses países.

Já estivemos muito pior. Se comparar a nossa situação antes de entrarmos na UE, verá como se vivia nessa altura em comparação com o resto da Europa (com excepção da Europa de leste que efectivamente estivemos sempre à frente). Mas connosco passou-se por breves momentos algo parecido, logo a seguir ao 25, quando destruímos grande parte da capacidade produtiva do país, com a ocupação de empresas que tinham um dono e passaram a não pertencer a ninguém! Sabe o que acontece quando algo não pertence a ninguém, não sabe!? Aliás estivemos para nos tornar num país semelhante aos de leste.
Outro aspecto que se prende connosco é a nossa aversão ao risco e mudança, mais do que nos outros países. Quem é que quer arriscar e deixar de ser empregado a ganhar o seu salário ao fim do mês, para apostar tudo numa empresa que pode correr muito mal e deixar essa pessoa/família sem absolutamente nada!? (ainda na semana passada tive conhecimento de um amigo que vivia muito bem, era empresário e........ os negócios correram mal e já perdeu tudo o que tinha, para já só tem a casa onde habita, como tinha avalisado todos os empréstimos da empresa com a responsabilidade pessoal dele e como não devia muitos milhões, os bancos limparam-lhe todos os bens e agora está com cinquenta e tal anos, sem empresa, sem rendimentos e sem subsídio nenhum!!!!!) Aliás eu entendo que essa nossa aversão ao risco é o nosso maior problema, porque leva a que toda a gente se encoste ao Estado para ver se chove mais uns dinheiritos, sejamos nós empregados, reformados ou empresários! Assim não se arrisca tanto e com a bênção do estado/políticos, temos sempre uns negócios mínimos garantidos!!!!!

Outro problema deve-se à nossa falta de qualificação em comparação com os restantes países, mesmo com os do leste. Porque não tenha dúvidas que quanto mais alta for a nossa qualificação, mais produtivos nos tornamos, mais riqueza criamos (esse é um grande problema de muitas empresas nacionais, em que o patrão tem baixa escolaridade, até consegue "safar-se", mas depois não tem conhecimentos para mais, para fazer crescer o negócio).

Dou-lhe outro problema, parece que o país é alérgico à indústria! Ou porque polui, ou porque faz barulho, ou porque deita maus cheiros. Temos de ser exigentes com a indústria, sem dúvida nenhuma, mas também lhe digo que nenhum país do mundo consegue enriquecer sem a indústria! A Europa fez um enorme disparate ao expulsar a indústria para a Ásia! Esse é o grande motivo para os europeus verem a sua vida empobrecer e aos asiáticos que à décadas atrás morriam à fome, agora são economias muito desenvolvidas e com a população a enriquecer a olhos vistos, mesmo em países comunistas como a China (só é comunista no papel, em termos económicos é extremamente agressiva e liberal com os outros e conservadora para si mesma).

E o motivo para nós não crescermos é a falta da indústria, não tenha dúvidas. Não existe nada à face da terra (nem o petróleo ou as minas), conseguem criar tanta riqueza como uma fábrica! E se tem dúvidas, vá ver quanto ganha o funcionário mais mal pago da Autoeuropa em Setúbal, da Vulcano em Aveiro...... Atenção que estou a falar de empresas que criam muito valor acrescentado (riqueza), não estou a falar das fabriquetas nacionais que até produzem com qualidade, para depois entregarem à Benetton, à Adidas ou outra empresa de renome só para colocar a sua etiqueta em cima e estas a entregarem à fabriqueta 5% do valor e elas ficam com 95% do valor da venda!!!!!! Nem estou a falar das call center ou do turismo (não vamos enriquecer com o turismo, disso pode ter a certeza, aliás mais facilmente enriquecemos com a agricultura do que com o turismo. Veja o aumento do preço dos imóveis e culpe o turismo e os vistos gold).

Por fim para não me alongar mais, a cultura da responsabilidade! Chegarmos a horas aos compromissos, cumprirmos com o que prometemos a alguém (porque nós lá por dentro também somos como os políticos, prometemos muito mas depois damos pouco), não olharmos só aos direitos, mas lermos também os nossos deveres. Levarmos a integridade a outro nível, porque eu não tenho ilusões, os nossos políticos são o que são, porque nós somos assim. Não se nasce político. A política no fundo amplifica os nossos pontos positivos e negativos! E para terminar mesmo, e como sou da área da gestão, falta ao português um bocado mais de conhecimentos/literacia financeira, para saberem fazer contas e chegarem à conclusão de que é um disparate pagarmos juros de 10% ou mais no crédito ao consumo, ou irmos de férias com crédito (mais vale passar 1 ano férias por casa e no ano seguinte saímos)......
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: perdadetempo em Maio 13, 2018, 05:01:09 pm
A acreditar nesta notícia talvez o Novo Banco/Ex grupo Espirito Santo, tenha uma boa noticia para dar nos próximos tempos.

Citar
...Currently in Portuguese hands, the Isle of Man Steam Packet Company (IoMSPC) is the oldest continuously operating passenger shipping company in the world. In 2011 the company was bought by the Banco Espírito Santo which has now reportedly accepted an offer of £124 million which will see the services transferred to public ownership. Under the current agreement the IoMSPC must provide an inbound freight capacity of 7,800 lane metres per week, with 936 UK return sailings and 63 Irish east coast sailings per annum...(continua...)

http://www.handyshippingguide.com/shipping-news/union-welcomes-proposed-deal-to-buy-freight-and-passenger-roro-lifeline-ferry-company_9049 (http://www.handyshippingguide.com/shipping-news/union-welcomes-proposed-deal-to-buy-freight-and-passenger-roro-lifeline-ferry-company_9049)

Cumprimentos,
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Maio 18, 2018, 08:42:35 pm
A acreditar nesta notícia talvez o Novo Banco/Ex grupo Espirito Santo, tenha uma boa noticia para dar nos próximos tempos.

Citar
...Currently in Portuguese hands, the Isle of Man Steam Packet Company (IoMSPC) is the oldest continuously operating passenger shipping company in the world. In 2011 the company was bought by the Banco Espírito Santo which has now reportedly accepted an offer of £124 million which will see the services transferred to public ownership. Under the current agreement the IoMSPC must provide an inbound freight capacity of 7,800 lane metres per week, with 936 UK return sailings and 63 Irish east coast sailings per annum...(continua...)

http://www.handyshippingguide.com/shipping-news/union-welcomes-proposed-deal-to-buy-freight-and-passenger-roro-lifeline-ferry-company_9049 (http://www.handyshippingguide.com/shipping-news/union-welcomes-proposed-deal-to-buy-freight-and-passenger-roro-lifeline-ferry-company_9049)

Cumprimentos,

Infelizmente as notícias não são muito boas!!!!
O Novo Banco (o tal banco bom), já pediu mais 800 milhões ao Fundo de Resolução e nos próximos anos, podem pedir mais 3 mil milhões (está escrito no contrato de venda do Banco aos americanos!!!!!!!!!)

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca---financas/detalhe/recapitalizacao-do-novo-banco-acontecera-nos-proximos-dias
https://observador.pt/2018/05/18/governo-diz-que-recapitalizacao-do-novo-banco-acontecera-nos-proximos-dias/

Depois do que já nos limparam, o Novo Banco ainda pode rapar mais 3,8 mil milhões, ou aos bancos ou a nós mesmo!!!!!!!!!

E é inacreditável e até vergonhoso que este Banco tenha participado no perdão de quase 100 milhões de euros ao Sporting (em conjunto com o BCP), acordado à dias!!!!!!!!
Pois é muito fácil ao dono do Novo Banco perdoar as dívidas do Sporting, eles têem na mão um documento que lhes garante que recebem até 3,8 mil milhões por negócios ruinosos feitos antes da venda do banco........

O estado faz cada negócio!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Srgdoido em Julho 25, 2018, 08:08:30 pm
http://expresso.sapo.pt/economia/2018-07-25-Portugal-tem-55-de-probabilidade-de-entrar-em-recessao-a-medio-prazo
"Portugal tem 55% de probabilidade de entrar em recessão a médio prazo"
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Srgdoido em Julho 25, 2018, 09:58:20 pm
Impostos do tempo da crise rendem quase mil milhões de euros a António Costa

http://expresso.sapo.pt/dossies/diario/2018-07-24-Impostos-do-tempo-da-crise-rendem-quase-mil-milhoes-de-euros-a-Antonio-Costa#gs.vhAfEgQ
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 02, 2018, 11:08:15 am
Do “despejo imediato” à demissão, nove perguntas e respostas que explicam o caso Robles

A batalha legal de Robles e da irmã para despejar um inquilino. A intenção inicial de não fazer obras no andar ocupado. As isenções. O imposto Mortágua. E as diferenças face ao negócio da líder do BE.

(https://s3cdn-observadorontime.netdna-ssl.com/wp-content/uploads/2018/07/27190429/1q9a1001.jpg)

“Basta pensar-se que no balcão dos despejos o senhorio não precisa de nada para mandar despejar e o inquilino precisa de advogados para se defender. É um absurdo completo. Chama-se balcão do arrendamento, bem sei, mas eu pergunto se algum dos presentes achou alguma vez que o balcão servia para arrendamento”. As palavras são de Catarina Martins, em Abril deste ano. O Bloco de Esquerda defende o fim do Balcão de Arrendamentos, mas foi precisamente nesse balcão que Ricardo Robles interpôs a acção de despejo contra um inquilino com quem não conseguiu chegar a acordo.

O processo de licenciamento das obras no prédio de Alfama deu entrada na Câmara de Lisboa às 16h14 do dia 20 de Março de 2015. A autorização de utilização foi deferida pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, a 11 de Setembro de 2017.

As peças da batalha legal contra o inquilino e o processo de licenciamento das obras na Câmara de Lisboa são alguns dos documentos a que o Observador teve acesso e que ajudam a completar estas nove respostas a perguntas que ainda são pertinentes sobre o caso Robles, mesmo após a demissão do vereador, naquela que é provavelmente a maior crise da história do Bloco de Esquerda.

..........

https://observador.pt/especiais/do-despejo-imediato-a-demissao-nove-perguntas-e-respostas-que-explicam-o-caso-robles/

Seu capitalista! :)
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 07, 2018, 11:41:15 am
Portugal: Preços da eletricidade e gás são dos mais caros da Europa

O Eurostat, autoridade estatística da União Europeia, foi criado em 1953 e é atualmente uma Direcção-Geral (DG) da Comissão Europeia que tem como papel fundamental fornecer estatísticas à Comissão e às outras instituições europeias para que possam ser definidas, implementadas e analisadas as políticas comunitárias.

Recentemente, e pela primeira vez, a Eurostat publicou um comparativo de preços da eletricidade e do gás e Portugal é dos que tem preços mais caros.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/08/energia_00-720x482.jpg)

Pela primeira vez, o Eurostat publica os preços para a eletricidade e gás natural que são totalmente comparáveis entre países. De acordo com os dados, só apenas a Bélgica e a Dinamarca estão à frente de Portugal no que diz respeito a preços da eletricidade e gás. Portugal aparece na terceira posição.

Os preços da eletricidade e do gás na UE podem variar de acordo com as condições de oferta e procura, incluindo a situação geopolítica, os custos da rede e as condições meteorológicas.

Entre os 24 Estados-Membros que forneceram os dados, o preço da electricidade por Quilowatt-hora (kWh) pago pelas famílias variou entre 10 cêntimos (Bulgária) e 28 cêntimos (Bélgica). Na grande maioria dos países, o preço está entre 10 e 20 cêntimos por KW/h. Portugal está perto dos 25 cêntimos por KW/h.

Preço da eletricidade para as famílias por kWh, em 2017

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/08/Household-electricity-prices-538x720.png)

Relativamente ao gás o cenário é idêntico. Portugal volta a aparecer na terceira posição e à sua frente está a Irlanda e a Suécia. O preço por kWh do gás doméstico é geralmente menor do que o preço da eletricidade doméstica e, em 2017, variou de 3 cêntimos (Roménia) a 12 cêntimos (Suécia). Na maior parte dos 21 Estados-Membros que conseguiram fornecer os dados, o preço era inferior a 8 cêntimos por kWh.

Preço do gás para as famílias por kWh, em 2017

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/08/Household-gas-prices-535x720.png)

Apesar de termos uma economia bem menor que outros países, a verdade é que somos dos que mais pagamos ao nível da eletricidade e gás. Apesar de existirem várias ofertas é importante saber quais as mais adequadas para cada cidadão.

Para ajudar a escolher o melhor tarifário, podem sempre consultar o portal Poupa Energia, que permite simular e comparar mais de 200 tarifários de energia – gás natural e eletricidade. Esta plataforma é gerida pela Agência para a Energia (ADENE), entidade privada sem fins lucrativos e de utilidade pública, e o objetivo principal é ajudar as famílias a poupar e a mudar os seus hábitos de consumo, aumentando em pelo menos dez por cento o atual número de mudanças de operadores de energia.

https://pplware.sapo.pt/informacao/portugal-precos-da-eletricidade-e-gas-sao-dos-mais-caros-da-europa/#comment-2190408
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 12, 2018, 08:55:57 pm
Navigator em guerra com o Departamento de Comércio dos EUA contra taxa anti-dumping

Empresa de pasta e papel, a terceira maior exportadora portuguesa, vai contestar nos tribunais americanos taxa anti-dumping imposta pelo Departamento do Comércio dos EUA.

(https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/800x,q85/https://s3cdn-observadorontime.netdna-ssl.com/wp-content/uploads/2017/04/05195847/16048696_770x433_acf_cropped.jpg)

A Navigator vai contestar nos tribunais americanos a aplicação de uma taxa anti-dumping sobre as importações por parte da Alfândega dos Estados Unidos. A taxa pode penalizar em 45 milhões os lucros da empresa de pasta e papel.

Em comunicado enviado ao regulador da bolsa na sexta-feira à noite, a empresa de pasta e papel argumenta que não existem fundamentos para a aplicação de uma taxa final sobre as vendas de 37,4% definida pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos. Esta taxa deverá ser aplicada retroativamente sobre as vendas de papel para os Estados Unidos realizadas entre agosto de 2015 e fevereiro de 2017.

A Navigator diz que vai interpor uma providência cautelar para impedir a Alfândega americana de aplicar a referida taxa sobre as importações. No entanto, avisa que enquanto o recurso estiver a ser apreciado a nova taxa “será aplicável a todas as importações da sociedade depois da data de publicação da decisão — prevista para dentro de aproximadamente uma semana — e a impugnação judicial pela Navigator irá também cobrir esta medida”.

A empresa liderada por Diogo Silveira garante que usará “todos os meios processuais disponíveis e está convencida que vai conseguir demonstrar perante os tribunais norte-americanos que a taxa acima mencionada para o período em causa é totalmente injustificada e, consequentemente, fazer com que o Departamento do Comércio reverta esta medida administrativa que tem um impacto estimado (à taxa de câmbio atual de aproximadamente 66 milhões de euros no EBITDA (margem bruta operacional) e de 45 milhões de euros nos lucros líquido do ano em curso“.

A Navigator é a terceira maior exportadora portuguesa, segundo dados de 2017, representando 2,4% das exportações nacionais. O mercado americano representa 10% das vendas da empresa que também opera diretamente nos Estados Unidos.

Empresa foi visada por alegadas práticas de dumping

O diferendo com o departamento do comércio remonta a 2015, quando foi fixada uma taxa de depósito provisória sobre as vendas para o mercado americano de 29,53%. Esta taxa resultou de uma investigação de alegadas práticas de dumping (venda com prejuízo) nas exportações de papel UWF para os Estados Unidos da América cujos resultados a empresa portuguesa contesta.

A avaliação final feita em janeiro de 2016 reduziu a taxa para 7,8%, por via da correção, diz a Navigator, de um “erro administrativo”. Essa taxa esteve em vigor até agora. Em abril deste ano, a empresa foi informada de que a taxa provisória a aplicar nesse período seria de 0%. Mas agora a empresa controlada por Pedro Queiroz Pereira foi notificada pelo United States Department of Commerce que a taxa final seria de 37,4%.

Considerando que existe uma “modificação substancial da taxa anterior” e que as autoridades americanas não pediram informação adicional nem houve alteração de circunstâncias, a empresa diz que esta é uma “mudança intencional dos pressupostos assumidos pelo Departamento de Comércio com o objetivo de aumentar a taxa final sobre vendas de papel Navigator para os EUA”, apesar da empresa ter colaborado. Esta “mudança” coincide com um endurecimento da política americana contra as importações da União Europeia.

https://observador.pt/2018/08/11/navigator-em-guerra-com-o-departamento-de-comercio-dos-eua-contra-taxa-anti-dumping/

A guerra comercial contra a Europa continua, desta vez apanhou uma empresa portuguesa!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Srgdoido em Agosto 14, 2018, 09:36:34 pm
https://www.jn.pt/economia/interior/economia-acelera-no-segundo-semestre--9716159.html
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 18, 2018, 09:53:03 pm
The Guardian destaca cerâmicas portuguesas como tendência de “millennials”

Descritas como "êxito de culto", as cerâmicas portuguesas estão aparentemente na moda um pouco por todo o mundo e a culpa é do estilo de decoração, que se assemelha ao "das nossas avós".

(https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/800x,q85/https://s3cdn-observadorontime.netdna-ssl.com/wp-content/uploads/2018/08/18161324/bordallo-pinheiro-pintura_1280x720_acf_cropped_770x433_acf_cropped.jpg)

Um “êxito de culto”, uma tendência para os millenials (jovens nascidos entre os anos 80 e finais dos 90): é desta forma que o jornal britânico The Guardian fala das cerâmicas portuguesas da Bordalo Pinheiro, histórica marca oriunda das Caldas da Rainha.

Num artigo publicado este sábado, 18 de agosto, a publicação começa por questionar como é que esta marca com 134 anos está a “tomar conta de mesas e Instagrams” um pouco por todo o mundo. Elogiando o “fantasioso, colorido e excêntrico” mundo destas criações portuguesas, o jornal justifica a nova moda afirmando que o estilo “casa da avó” está aí em força, seja materializado num jarro em forma de peixe, numa bandeja disfarçada de couve ou num aplique de croché em cima da televisão.

Depois de explicar um pouco da história da marca e do seu fundador — um “visionário subversivo e socialista que gostava de gozar com a sociedade portuguesa do final do século XIX” –, destacam os resultados de vendas, que vão levar a Bordalo Pinheiro a inaugurar as duas primeiras lojas no estrangeiro, uma em Paris e outra em Madrid, ambas a abrir ainda em 2018.

A tal tendência vai-se verificando, aos poucos, em territórios portugueses, com cada vez mais lojas a venderem os animais, vegetais e frutos da cerâmica caldense. É no estrangeiro, contudo, que se nota o maior crescimento na procura, com mais de metade do milhão de peças produzidas em 2017 (são todas feitas à mão) a serem vendidas para fora.

https://observador.pt/2018/08/18/the-guardian-destaca-ceramicas-portuguesas-como-tendencia-de-millennials/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 19, 2018, 12:04:49 pm
PQP, o piloto de competição que se tornou um dos grandes industriais portugueses

A sua paixão foi a indústria e o que gostava mesmo era de projetar fábricas. Construiu um grupo industrial do qual fazem parte duas das grandes empresas industriais portuguesas, a Navigator Company, ex-Portucel, e a cimenteira Secil.

(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=ODM4rkIANEPx4Uh8N9TPpmqGfZ/uwDjWmu0qnc1vIuB3PBU3u46XPQkQtSi6GAjQMvXxwl7rDU50E/4Q5jAOgPWBBJMiVAFgq2aN0gypIVLHvJA=&W=800&H=0&delay_optim=1)

Pedro Queiroz Pereira, que morreu esta madrugada aos 69 anos, é um nome incontornável na economia portuguesa do pós-25 de abril. Quando a revolução acontece, o então jovem Queiroz Pereira era mais conhecido como PêQuêPÊ - ou PQP, as iniciais do seu nome - nome conquistado ao volante dos carros, paixão que o levou a ser piloto de competição antes de assumir a sua vocação industrial e construir um dos maiores grupos empresariais do país.

Foi aluno do Colégio Militar e posteriormente frequentou o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa. No pós-25 de abril, a família, muda-se para o Brasil onde viveu entre 1975 e 1987. No Brasil continua ao volante, tendo inclusive chegado a participar de provas de competição de Fórmula 2 com Ayrton Senna de quem ficaria amigo.

Assume a liderança dos negócios da família perto dos 40 anos na sequência da morte do pai e do irmão mais velho. Da história da família Queiroz Pereira, cujos interesses se repartiram desde cedo por várias áreas do imobiliário à indústria e à banca, há episódios que ilustram bem o ascendente que teve na sociedade portuguesa: Manuel Queiroz Pereira, o pai, foi por exemplo um dos dez empresários desafiados por Salazar a construírem o primeiro hotel de luxo em Lisboa, o Hotel Ritz de que Pedro também viria mais tarde a ser parte da administração.

Nos anos 90 as privatizações mudam a face da economia portuguesa e Pedro Queiroz Pereira, já à frente dos destinos dos negócios da família, lança os alicerces do que é hoje o grupo ao comprar a Portucel e a Secil. Todavia, seria a disputa da Cimpor que faria correr rios de tinta e que estaria na génese da sua rutura com Ricardo Salgado, a quem chegou a acusar de traição, e com o grupo Espírito Santo com quem teve durante anos uma ligação histórica. Na notícia sobre a sua morte, o Expresso lembra - e bem - que "a guerra com Salgado foi determinante para o colapso do Grupo Espírito Santo".

A novela pela disputa da Cimpor foi longa mas é difícil falar do percurso empresarial de Queiroz Pereira sem a contar.  Começou em julho de 2000, quando lançou uma OPA (oferta pública de aquisição) hostil sobre a cimenteira numa operação cara  que custava 550 milhões de contos (mais de 2500 milhões de euros). Sabia desde o início que era uma compra arriscada pela dimensão da empresa a comprar que a tornava um alvo mais fácil e até mais lógico para um grande grupo internacional do que para outra empresa portuguesa.  Tentou, ainda assim, controlar a Cimpor, associando-se aos suíços da Holcim, com quem iria repratyi a empresa, separando a operação internacional. “Temos muita pena de dividir a Cimpor, mas se não me antecipasse haveria uma OPA de uma empresa estrangeira”, disse na altura. A proposta aparentemente bem recebida pelo governo socialista da altura acabou chumbada ministro das Finanças e da Economia - então reunidas na mesma tutela - Pina Moura e Queiroz Pereira acabou por perder para o bloco Teixeira Duarte, BCP e Lafarge - num concurso polémico em que o Estado entregou os últimos 10% do capital do Estado à Teixeira Duarte, apoiada pelo BCP, e única concorrente. Perdeu mas demorou anos até desistir mantendo a disputa quer via participação accionista quer através dos tribunais.

Em 2004, a compra da Portucel teria outro desfecho - desta vez bem sucedido  - mas não foi isenta de novas batalhas, tendo pela frente um outro interessado chamado Belmiro de Azevedo. Para controlar a empresa, o empresário teve de lançar uma OPA sobre a Portucel, coisa que Belmiro de Azevedo se recusou a fazer, e a Semapa teve de vender alguns dos seus ativos, nomeadamente a Enersis e 49% da Secil.

No perfil traçado em maio deste ano pelo Jornal de Negócios, é descrito como "o grande industrial português". Só a Navigator, recordava o jornal, investiu nos últimos 15 anos mais de 1,3 mil milhões de euros em Portugal. "Costuma dizer aos mais próximos que com o dinheiro que ganha podia comprar um palácio no sul de França. Mas Pedro Queiroz Pereira não gosta de palácios nem do sul de França. Prefere investir e inaugurar novas fábricas. E é o que tem feito, quase a uma média de uma por ano".

Acionista maioritário do grupo Semapa, proprietário da Navigator, da cimenteira Secil e de negócios na área do ambiente e da energia, Pedro Queiroz Pereira era, segundo o ranking da  Revista Exame,  o 7º mais rico de Portugal, detentor de uma fortuna avaliada em 779 milhões de euros (em conjunto com a mãe).

Nos últimos anos chamou para o grupo um conjunto de gestores de topo e foi abandonando funções executivas. Manteve-se como presidente do conselho de administração da Semapa, que tem como presidente executivo João Castello Branco, ex-líder da McKinsey em Portugal, e a The Navigator Company  tem como presidente executivo Diogo da Silveira. Na Secil, a liderança executiva é do suiço Otmar Hübscher.

Em 2014 ficou viúvo e caberá agora às filhas a gestão do património e dos negócios da família. Avesso à exposição pública, refugiava-se amiúde numa herdade em Coruche onde fazia criação de cavalos e uma das filhas está inclusive em competições desportivas. Dele dizia-se que tinha maus feitio, que era teimoso mas sempre frontal, determinado e sabendo valorizar opiniões fundamentadas. Deixa como herança um grupo industrial português que sempre foi a sua grande ambição.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/pqp-o-piloto-de-competicao-que-se-tornou-um-dos-grandes-industriais-portugueses

Mais um grande industrial que parte. Precisamente quando os EUA lançam uma guerra comercial contra uma das empresas do grupo, a Navigator! Outras grandes empresas do grupo são a Secil (cimentos), Semapa e ETSA.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 30, 2018, 11:08:48 am
Vai dar tudo certo

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimages-cdn.impresa.pt%2Fvisao%2F2016-08-26-JoseEduardoMartins-2%2F1x1%2Fmw-300&hash=1b14e6a8f6b0fff74aac2aef38980ae1)


Opinião

José Eduardo Martins

Advogado e ex-deputado do PSD


O dr. Costa goza o pagode sem o mínimo de pudor. Porque pode. Não precisa de exibir inteligência, competência, conhecimentos, bom senso, nada. Só falar e encher o vazio, porque ninguém o contraria?

Para pôr um grão de areia nesta alegria de verão, o Expresso foi entrevistar o antigo deputado do PS Henrique Neto e ele saiu-se com uma que felizmente passou despercebida: “O país não está melhor, mas os portugueses acham que sim.”

Uma semana depois, o mesmo jornal lá corrigiu o tiro no otimismo com uma belíssima e retemperadora entrevista ao nosso líder. Ficámos tranquilos. 
Estamos como um pero.

Virámos, explica com paciência e carinho o dr. Costa, a página da austeridade e estamos agora na fase do redentor rigor.

A carga fiscal bateu recorde no ano passado (que isto do rigor precisa de muita receita), mas agora, anuncia o nosso benfeitor, vem aí, pela redução de impostos, a resolução dos nossos maiores problemas. Tufas, mai nada.

Vamos atrair de volta os jovens emigrantes qualificados e vamos ter um bodo para os senhorios fazerem retomar um mercado de arrendamento normal.

Os quadros mais qualificados estão a fazer as malas para o regresso e até já o Robles desistiu lá disso do alojamento local. Que os salários desses mais qualificados continuem baixos e sem qualquer perspetiva de subir ou que os senhorios não tenham ganhado nenhum na ideia são minudências que não atrapalham quem lidera, até porque o nosso primeiro-ministro não é de grandes teorias. Só de grandes convicções. Ele que não leva o PS para a esquerda nem para a direita, só em frente. Toda a gente sabe que para a frente é que é o caminho.

Os pessimistas têm algum receio do que pode acontecer a uma pequena economia aberta na véspera de uma guerra comercial? Não há porquê, explica o nosso visionário dr. Costa… e desata a falar da confiança dos empresários cá na terra. Toma, vai buscar.

Também vamos precisar muito dos fundos comunitários, mas não haverá problema nenhum com o rombo orçamental inevitável que os derrotistas preveem se tudo for executado. E porquê? Porque sim. Arruma lá esta.

Não percebi aquilo da autoestrada onde não podemos ir sempre a 120, mas são assim os grandes, não importa decifrá-los, importa confiar.

Talvez porque o desejo torna o irreal possível, como escreve o poeta.

Talvez porque no dia da entrevista, ilustrou as redes sociais, com a mesma fatiota, ao comando do feito notável de Monchique.

Um sucesso nas palavras do dr. Costa. E aqui, coisa rara, deixou-se tolher pela modéstia. Mais do que um sucesso, inventou todo um novo paradigma no combate aos incêndios. Arrastar as pessoas, para não haver mortos e deixar arder tudo, não porque não haja químicos ou coordenação, mas pela beleza regeneradora da inatividade magistral. Notável, não é? Embrulha!

Estamos portanto a mudar de página, de vida, quase de planeta. O dr. Costa goza o pagode sem o mínimo de pudor. Porque pode. Não precisa de exibir inteligência, competência, conhecimentos, bom senso, nada. Só falar e encher o vazio, porque ninguém o contraria?

Tudo o resto é mera implicância do Henrique Neto e do CFP, com relatórios impróprios (90 páginas, que horror) para a época das festas e dos festivais e títulos aziagos (“Riscos orçamentais e Sustentabilidade das finanças públicas”).

Pois, parece que temos um risco superior a 50% de entrar em crise a cada cinco anos, que cada crise nos custa mas de 3% do PIB e levamos tantos anos a recuperar dela como os que dura, que só chegamos aos 100% de dívida em 2030, que temos uma concentração de carga fiscal e consequente risco apenas em dois impostos e, entre outros fatores igualmente graves, somos o país da EU com maiores passivos potenciais à conta do brilho e do equilíbrio das nossas PPP.

Preocupações que o verão felizmente enterra na areia, como normalmente nós também o fazemos até chegar o FMI.

Valha-nos a oposição e o PSD que não se deixa ficar. Lançámos um novo cartão de militante cuja imagem vai “reforçar a afetividade e, por isso, 
a proximidade às bases do partido”.

Como dizia o bispo Edir Macedo: vai dar tudo certo!

http://visao.sapo.pt/opiniao/2018-08-22-Vai-dar-tudo-certo
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Outubro 24, 2018, 12:30:33 pm
Arrendamento: estragaram em 33 meses o trabalho de 33 anos

Decorridos três anos em que se sucederam anúncios e proclamações em matéria de habitação, o fracasso é evidente, os resultados são aterradores e as primeiras vítimas desta política são os mais frágeis

Há 33 anos, era aprovada a lei que ficou conhecida como “Lei das Rendas”. Corria o ano de 1985.

Esta lei pode ser considerada o primeiro passo, com efeitos reais, para desfazer o congelamento das rendas que se iniciara com a implantação da República e que o Estado Novo renovou na década de 40 em Lisboa e no Porto. Este congelamento, após a revolução de 1974, foi alargado a todo o país.

De então para cá, decorreu um trabalho que pretendia progressivamente reconstruir o mercado de arrendamento em Portugal, com o objectivo de encontrar uma resposta para as famílias que não podiam ou não queriam adquirir casa.

Um dos problemas mais sensíveis deste percurso relacionava-se com aqueles que viviam há várias décadas em casas antigas e com rendas congeladas e que não teriam capacidade económica para suportar o seu aumento. Nos anos 80, as famílias que estavam nesta situação com os chamados contratos antigos, excediam um milhão. Nos censos de 2001 e de 2011 este número desceu, primeiro para cerca de 440 mil e depois para 255 mil.

Ao longo destas décadas, foi sendo evidente que o Estado não tinha capacidade orçamental para financiar um subsídio de renda generalizado, que muitos preconizavam e consideravam indispensável para suportar o descongelamento das rendas. Também era óbvio que uma liberalização do arrendamento urbano, realizada sem um processo de transição, poderia ter efeitos imprevisíveis para os quais as instituições públicas não teriam capacidade de resposta.

Nestes 33 anos, houve uma dezena de governos, uns com maioria absoluta, outros minoritários ou de coligação. Todos os que antecederam o actual contribuíram de alguma forma para a progressão que se verificou no arrendamento urbano e cujos passos mais marcantes sintetizo seguidamente.

Em 1986 foi publicada a regulamentação da “Lei da Rendas” com a criação do primeiro subsídio de renda e a reformulação do regime de renda condicionada.

Em 1990 foi aprovado o RAU (Regime de Arrendamento Urbano) que tipificou os vários tipos de regimes de rendas e introduziu os contratos de duração limitada.

Em 1995 foi publicado o diploma que alargou estas reformas ao arrendamento não habitacional.

Em 2000 foi publicada legislação que determinou várias alterações, embora pontuais, para dar maior segurança entre as partes na celebração dos contratos.

Em 2004 foi apresentada uma reforma do regime de arrendamento que não se chegou a concretizar porque o Parlamento foi dissolvido e o governo caiu.

Em 2006, com o NRAU (Novo Regime de Arrendamento Urbano), deram-se novos passos para concluir o processo de descongelamento das rendas num horizonte de dez anos, criou-se um novo subsídio de renda e foi introduzido um mecanismo para inviabilizar os trespasses.

Em 2012, com as alterações realizadas ao NRAU, foi liberalizada a duração dos contratos, eliminou-se a exigência de realização de obras para actualizar rendas, estabeleceram-se novos prazos para a transição dos contratos antigos para o novo regime, nasceu o Balcão Nacional do Arrendamento (BNA) e o procedimento especial de despejo e foi introduzido um novo sistema de protecção dos arrendatários idosos ou com deficiência através de um outro subsídio de renda.

Muitos dirão que estes passos foram tímidos, pouco ousados e que se arrastaram demasiado no tempo. Têm razão.

O caminho percorrido foi sinuoso e certamente muito demorado. Olhando para trás, é possível dizer que deveríamos ter avançado mais depressa e que em muitos casos houve excessivas hesitações.

Mas em todas as alterações e independentemente da sua bondade ou resultados, procurava-se que o arrendamento urbano se tornasse uma actividade viável e atractiva para os investidores e que os proprietários tivessem motivos para confiar os seus imóveis para o arrendamento.

Esta questão tornou-se premente a partir de 2002, quando acabou o crédito bonificado à aquisição de casa própria, num momento em que o mercado de habitação já apresentava sinais de saturação e o setor da construção entrou em queda. É este o ponto de viragem no paradigma que, durante décadas, modelou e financiou a oferta habitacional em Portugal.

O crédito bonificado à construção e aquisição de casa própria foi durante estas décadas a solução para contornar os custos políticos de uma reforma do arrendamento urbano que, independentemente do seu alcance, seria sempre controversa e penalizadora.

Importa realçar que o PCP e a Associação de Inquilinos Lisbonense, sempre que se aprovava uma alteração às regras do arrendamento urbano, vaticinavam catástrofes e hecatombes sociais de proporções inimagináveis. Expressões como “crime social”, “fomento dos despejos” e “lei de despejos”, são recorrentemente usadas desde 1985 e com particular veemência aquando dos processos legislativos mais significativos, como sucedeu em 1985, 1990, 2006 e 2012.

Como agora se pode constatar, as catástrofes que anunciaram nunca ocorreram.

Mas este receio esteve sempre bem presente nos processos legislativos.

Para se conseguir que o mercado de arrendamento urbano começasse a funcionar com normalidade, era necessário eliminar definitivamente as situações residuais dos contratos antigos e com rendas congeladas e estabelecer um sistema que transmitisse segurança e confiança, sem que pairasse o espectro da incerteza sobre o contrato celebrado e o pagamento da renda.

Esse sistema tinha que garantir a qualquer proprietário ou investidor que as poupanças que colocariam neste negócio não estariam sujeitas aos constrangimentos que se verificaram no passado: contratos de duração vitalícia, transmissões dos arrendamentos, congelamentos de rendas ou limitações às suas actualizações, processos de despejo que se eternizavam, ocupação e vandalização das habitações sem consequências para os prevaricadores.

Como em qualquer negócio, a avaliação do risco determina a sua viabilidade.

Em Portugal, as flutuações políticas ocorridas em mais de 100 anos, tiveram sempre reflexos negativos sobre as regras de funcionamento do mercado de arrendamento. Primeiro no período final da Monarquia, depois na 1ª República e no Estado Novo e finalmente após o 25 de Abril de 1974.

No percurso de 33 anos vivido após 1985, foi possível manter uma trajectória reformista, porque havia um consenso entre as principais forças políticas e agentes do setor.

Tudo mudou no início de 2016.

Desde que o actual governo iniciou funções que no domínio da habitação se sucedem os anúncios, as proclamações, as medidas mais desmedidas que se podem imaginar, as acusações, as desculpas, os comícios e as manifestações. Não há memória de tanto se falar em habitação.

Mas como diz o provérbio “são mais as vozes que as nozes”.

Inicialmente foi o ataque ao regime de arrendamento apoiado, que se aplica aos bairros sociais. Aprovaram uma nova lei (a Lei 32/2016, de 24 de Agosto), que em menos de um ano, pela voz dos seus principais promotores, o PCP e o Bloco, passou de justa a injusta e de fantástica a desadequada. Bastou que as respectivas clientelas, que querem viver em casas do Estado praticamente de borla, fossem confrontadas com as óbvias obrigações de qualquer arrendatário.

O resultado imediato destas alterações foi a perda de autoridade dos senhorios públicos para aplicar a lei, a permissividade com as ocupações ilegais, a criação de dificuldades em actualizar as rendas e acima de tudo os constrangimentos para confrontar os “caloteiros” com uma escolha simples: ou pagavam a renda ou enfrentavam a acção de despejo.

Seguiu-se a investida sobre o arrendamento não habitacional. A pretexto do encerramento de alguns estabelecimentos comerciais decrépitos e que há muito tinham perdido viabilidade, criaram a figura das “lojas com história”. Em vez de definirem uma política pública que permitiria apoiar e valorizar os estabelecimentos considerados notáveis e que financiaria a sua manutenção e a reabilitação dos edifícios onde se encontram, atiraram para cima dos senhorios com todas as responsabilidades, prorrogaram os respectivos contratos e congelaram as rendas.

Trata-se de medidas que criaram um beco sem saída para todos. Para os comerciantes, para os senhorios e para os municípios, porque na maior parte dos casos são negócios inviáveis e só atrasará a reabilitação dos respectivos edifícios.

Quando percorremos as zonas mais antigas dos nossos centros urbanos, é confrangedor verificar a enorme quantidade de espaços não habitacionais encerrados e vazios. Esta realidade tem mais de uma década e é indissociável de dois acontecimentos: a crise económica que desde o ano 2001 tem vindo a reduzir o poder de compra das famílias e atingiu em cheio o comércio tradicional e o NRAU de 2006 da autoria de António Costa (então Ministro de José Sócrates responsável por esta reforma) que acabou e bem, com os trespasses. Para os que já não se recordam, os trespasses eram o passaporte para a reforma de muitos comerciantes que por esta via “vendiam” o seu estabelecimento arrendado, sem que o senhorio o pudesse impedir. Estes trespasses davam sangue novo a estas actividades, recapitalizavam-nas e permitiam em muitos casos a sua continuação.

A figura das “lojas com história” tem mérito, mas foi criada contra os senhorios, colocando nas mãos destes uma responsabilidade que devia ser assumida e financiada pelo Estado.

E as entidades públicas são as primeiras a ignorarem as regras que aprovaram, quando julgam em causa própria. A conduta da Câmara Municipal de Lisboa é reveladora desta indecência. No caso do “Restaurante A Gôndola” na Praça de Espanha, cujo edifício entretanto demolido era propriedade municipal, a câmara fez cessar o arrendamento e vendeu-o a uma instituição bancária. Também em Lisboa, na Rua de S. Lázaro, a câmara vai pelo mesmo caminho para realizar um negócio imobiliário.

Depois foi o ataque à “Lei dos despejos”, onde se criou uma encenação com notícias alarmantes sobre famílias que estavam a ser despejadas. Agora é claro que não se tratavam de despejos, mas de contratos celebrados na década que se seguiu à publicação do NRAU de António Costa de 2006, que tinham chegado ao seu termo. Ainda hoje continuamos sem saber a quantidade dos ditos “despejos” que serviram para provocar tanto alarido.

Mas ao criarem tanta agitação com algo que não passava de um logro, ficaram com um problema. Era preciso aparentar que se fazia qualquer coisa e em vez de aprovarem medidas concretas para resolver a crise de que tanto falam, produziram uma aberração: aprovaram uma lei que suspende até ao final de Março de 2019 os processos de despejo de arrendatários com idade superior a 65 anos e cujos contratos tenham mais de 15 anos.

Mais uma vez, armaram uma ilusão sem terem a menor ideia de quantos casos poderão existir nestas circunstâncias.

E fizeram-no ao mesmo tempo que enfiaram na gaveta o subsídio de renda criado em 2015 e que permitiria responder a estas e muitas outras situações de famílias em risco de perderem o alojamento. E a razão invocada é espantosa: “um problema orçamental” como reconheceu o ministro da tutela numa entrevista que deu em Agosto de 2017. Por outras palavras, não tinham dinheiro.

Não satisfeitos com estas decisões, em cima dos faseamentos de actualização de rendas iniciados em 2006, alargaram os prazos de transição da reforma de 2012, prolongando na prática o congelamento das rendas por mais uma década. Não deixa de ser curioso que esta nova prorrogação é criada quando os prazos de transição do NRAU de António Costa de 2006 já se encontravam esgotados. Ou seja houve prorrogação de prazos para a reforma de 2012, mas não para a de 2006, sendo que esta provocou em muitos casos, aumentos de renda superiores à da reforma de 2012.

Seguiu-se a crítica à precariedade habitacional supostamente criada pela reforma de 2012. Mas quando analisamos as propostas que estão para aprovação no Parlamento, constatamos que discutem se a duração mínima de um contrato de arrendamento deve ser de um, de três ou de cinco anos. Afinal, aquilo que hoje debatem é a dimensão da precariedade que tanto criticaram à reforma de 2012.

Logo a seguir anunciaram que os contratos de arrendamento se convertiam em vitalícios para arrendatários com idade superior a 65 anos, com grau de deficiência superior a 60% e que vivam nas casas que arrendam há mais de 25 anos. Também aqui se desconhece a dimensão desta realidade.

Novamente, atiraram para cima dos privados com a responsabilidade de assegurar o direito constitucional de garantir o acesso ao alojamento às famílias em situação de maior fragilidade.

Nunca o Estado levou tão longe a privatização das suas responsabilidades num dos pilares do estado social: a habitação.

E para degradar ainda mais a confiança neste sistema, fizeram duas alterações numa matéria que é crítica e que se relaciona com a cobrança das rendas: a mora pelo atraso no pagamento da renda será reduzida de 50 para 20% e o processo de despejo só poderá ser accionado se estiverem em dívida três rendas, quando antes bastavam duas.

A sucessão de anúncios, medidas e propostas, atingiu o clímax quando, a pretexto da venda das habitações da Fidelidade, se lembraram de alterar o regime do direito de preferência. Após ler o diploma aprovado, percebe-se a sua inutilidade e ineficiência, quer para os arrendatários, quer para quem pretenda vender um imóvel arrendado. O disparate chegou ao ponto de terem legislado sobre o exercício do direito de preferência relativo a uma parte de um imóvel que não está constituído em propriedade horizontal, ignorando que a respectiva câmara municipal tem poderes para impedir a constituição dessa propriedade horizontal. Pior ainda, ignoraram as situações em que a transacção pode envolver um imóvel cujo destino é a demolição. Enfim, mais um ato de propaganda, para gerar uma ilusão e simular uma solução com resultados aberrantes.

Depois do bode expiatório da “Lei dos Despejos”, viraram-se contra o alojamento local.

Aprovaram uma lei que “inventou a roda”, só que esta é quadrada. Ninguém sabe como é que os condomínios a poderão aplicar e os poderes conferidos aos municípios para “travar” a expansão desta actividade vai gerar todo o tipo de iniquidades e perversidades. A figura das quotas é um absurdo cujo único resultado será aumentar a quantidade de casas vazias, inflacionar os preços e expandir a “gentrificação” de que tanto se queixam. E a confirmar-se que vão limitar o número de alojamentos locais por proprietário, assistiremos a uma proliferação de pequenos proprietários que servirá para esconder uma realidade económica bem distinta.

Depois de terem perorado durante mais de três anos sobre os problemas do alojamento local, é escandaloso verificar que chegada a hora de aplicar a lei e fazer os regulamentos, limitam-se a suspender o licenciamento de novos alojamentos. Afinal, não sabem o que fazer.

Mas já perceberam as consequências da proliferação dos seus anúncios e medidas. Como não há casas para arrendar, agora propõem-se criar um regime para arrendar de forma forçada os imóveis que sejam qualificados como devolutos. Mais uma vez, estamos perante decisões inconsequentes e inviáveis. Bastaria analisar os resultados da aplicação do agravamento do IMI aos imóveis devolutos, que vigora há mais de uma década, para se perceber que estamos perante mais um embuste.

Mas a maior das anedotas é a criação da figura do “assédio no arrendamento”, também apelidado de “bullying imobiliário”, como se estivéssemos num ambiente escolar. Uma infantilidade. Cabe perguntar se as verdadeiras vítimas deste “bullying” não são aqueles que colocaram as suas poupanças em casas para arrendar e que, há décadas, são esbulhados dos investimentos que realizaram.

E finalmente vieram anunciar um grande pacote de benefícios fiscais para quem arrendar, esquecendo-se, mais uma vez, dos contratos antigos e ainda daqueles a quem foi prorrogado o congelamento das rendas.

Desculpem-me a imagem sórdida, mas estes benefícios fiscais parecem-se com uma aspirina que é oferecida a quem foi obrigado a engolir várias cápsulas de cianeto.

Há uma proclamação feita por um membro do governo que ridiculariza esta governação: “queremos uma política de habitação centrada nas pessoas e não nas casas”. Andam a brincar com as palavras, mas a triste realidade é que agora as pessoas não encontram casa…

Decorridos pouco mais de 33 meses desta governação, os resultados são aterradores. Os preços não param de subir. A oferta é cada vez mais escassa.

As medidas que anunciaram e as que aprovaram já têm efeitos perversos, cujas primeiras vítimas são as famílias em situação mais frágil e que esta esquerda proclama como os seus protegidos, bem como os que procuram uma casa para arrendar.

A idade e a deficiência constituíram-se como armadilhas que se viram contra as famílias que procuram casa. O espectro criado com a decisão de tornar vitalício qualquer contrato de arrendamento celebrado com pessoas nestas circunstâncias, passou a excluí-las do acesso a um arrendamento.

A figura das “lojas com história” ditará o fim dos contratos de arrendamento não habitacional assim que se aproximar o limiar dos 25 anos da sua duração. Estes contratos de arrendamento nunca mais alcançarão essa longevidade.

Os malabarismos realizados com o regime do direito de preferência terão efeitos devastadores. Ninguém celebrará contratos de arrendamento com duração superior a dois anos e nos poucos casos em que o direito de preferência se concretize sem que exista propriedade horizontal, estaremos perante condomínios que nunca irão funcionar. Entretanto, investidores institucionais no arrendamento como era o caso da Fidelidade, fogem deste negócio o mais rapidamente que podem.

Nestes 33 meses, com anúncios e medidas disparatadas e inconsequentes, esta governação destruiu a segurança e a confiança que se procurou criar ao longo de 33 anos.

Os danos perdurarão por muito tempo. O PCP e o Bloco de Esquerda, com a ajuda do PS, estão de parabéns. Conseguiram o que preconizaram durante décadas: a destruição da iniciativa privada no arrendamento urbano em Portugal. A partir de agora, este negócio será cada vez mais residual e só servirá quem tiver dinheiro para pagar rendas milionárias.

Só um ingénuo colocará as suas poupanças num sistema que, a todo o momento, está sob a ameaça de um assalto legislativo e fiscal conduzido por uma governação irresponsável que vive exclusivamente para as notícias e a propaganda.

Está novamente demonstrado que é possível estragar num ápice, o que levou muito tempo a consertar.

Por muito optimista que se seja, o mercado de arrendamento urbano em Portugal está morto e não se recomenda.

Arquitecto, presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana de 2012 a 2017

https://observador.pt/opiniao/arrendamento-estragaram-em-33-meses-o-trabalho-de-33-anos/

A Geringonça a destruir o mercado do arrendamento!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Outubro 26, 2018, 05:22:19 pm
Brasileiros vendem Cimpor ao turcos da OYAK

O novo dono da Cimpor é um conglomerado industrial e financeiro da Turquia.

(https://jornaleconomico.imgix.net/wp-content/uploads/2017/06/Cimpor-e1496957655504.jpg?w=850&h=532&q=60&compress=auto,format&fit=crop)

Os brasileiros donos da Cimpor acabam de anunciar em comunicado que vão vender a cimenteira portuguesa e o negócio de Cabo Verde aos turcos da OYAK que é um conglomerado industrial e financeiro.

A InterCement e a Cimpor “assinaram com o Grupo OYAK um contrato que tem como objecto a venda de todos os activos que compõem a unidade de negócio de Portugal e Cabo Verde”, diz o comunicado enviado às redacções.

A InterCement é a antiga Camargo Corrêa Cimentos que é uma empresa brasileira pertencente ao Grupo Camargo Corrêa que actua na produção de cimentos, e que comprou a Cimpor em 2012.

Segundo o comunicado conjunto da Cimpor e do OYAK (Ordu Yardımlaşma Kurumu), este grupo assinou hoje um contrato com a Cimpor – Cimentos de Portugal com vista à aquisição de todos os activos que compõem a Unidade de Negócio de Portugal e Cabo Verde da Cimpor.

Através desta aquisição, a OYAK integrará no seu portfolio as três fábricas e as duas moagens de cimento, as 20 pedreiras e as 46 centrais de betão localizadas em Portugal e em Cabo Verde.

As actuais estruturas directivas das áreas produtivas e dos serviços centrais da Cimpor em Portugal e Cabo Verde manter-se-ão em funções, garantem as empresas.

O valor do negócio não foi avançado mas a Reuters está a relatar que a InterCement encaixa 700 milhões de euros. A Camargo investiu 1,5 mil milhões em 2012 para controlar a quase totalidade da empresa.

“No âmbito da sua estratégia de internacionalização, a OYAK Cement identificou o potencial de integração da Cimpor Portugal e Cabo Verde, valorizando em particular o seu know-how, capacidade operacional, a escala, o posicionamento geográfico e a sua capacidade exportadora”, diz o comunicado.

O OYAK é o primeiro e maior fundo de pensões (‘second tier’) na Turquia, fundado em 1961, e o grupo líder em investimentos estratégicos em sectores lucrativos e de crescimento continuado de diversas indústrias como o cimento e a betão, a exploração mineira e a metalúrgica, o automóvel, a energia e o sector químico, a agricultura, a logística, as finanças e a alumina especializada, explica a nota enviada pela Cimpor.

O OYAK emprega actualmente cerca de 30 mil pessoas em 19 países, e registou, em 2017, um volume de negócios de 10,2 mil milhões de dólares.

A OYAK Cement conta com 7 fábricas integradas de cimento, 3 moagens de cimento, 45 centrais de betão pronto localizadas na Turquia, com uma capacidade anual de produção de 12 milhões de toneladas.

Segundo o comunicado o novo dono da cimenteira portuguesa é líder de mercado na Turquia, “a OYAK Cement é uma referência no desenvolvimento de soluções inovadoras para a utilização de cimento, orientadas por critérios de eficiência, criatividade e rentabilidade, bem como pela sua actuação sustentável e responsável em termos ambientais e comunitários”, asseguram.

“A estes atributos juntam-se a reputação e a força comercial da marca e dos produtos Cimpor, que serão peças-chave no desenvolvimento estratégico do negócio de cimento da OYAK”, acrescentam.

A história de como a Cimpor foi comprada pelos brasileiros da Camargo Correia, em 2012 não escapou a críticas e polémicas. Tendo sido na sequência de uma OPA lançada em 2009 pela brasileira CSN (empresa de siderurgia), que queria através da Cimpor (que detém a Cimpor Brasil), entrar no sector dos cimentos no Brasil, o que não agradou aos concorrentes brasileiros que controlam o mercado, como a Camargo Correia e Votorantim. Para impedir a OPA da CSN, a Camargo lança uma OPA concorrente à Cimpor e foi a CGD que acabou por ajudar a Camargo Correia, porque faz um acordo com a Votorantim em nome de manter um núcleo de accionistas portugueses com um parceiro minoritário brasileiro, que incluía a CGD e a Teixeira Duarte. Mas esta roeu a corda e numa madrugada vendeu à Camargo Correia, mais tarde ambas as cimenteiras brasileiras entendem-se e assim a InterCement ficou a dona da Cimpor, uma empresa que em Portugal passou por uma crise que se traduziu em prejuízos anuais.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/brasileiros-vendem-cimpor-ao-turcos-da-oyak-370865

Mais um episódio da novela da venda de uma das maiores e melhores empresas cimenteiras do mundo a um grupo de empresas brasileiras de cimentos de 5ª categoria que destruíram completamente a Cimpor, só para destruir mais um concorrente no Brasil! Só assim se justifica a compra por 1,5 mil milhões e a venda agora por 700 milhões! Pelo caminho, a InterCement apoderou-se de todas as fábricas da Cimpor e só deixou as fábricas em Portugal e Cabo Verde. O princípio do fim da Cimpor começou a ser traçado, quando o Sócrates impediu a venda da Cimpor à portuguesa Secil, para vender aos amigos de Lula, já que é uma das 3 empresas brasileiras a operar em Portugal e investigadas no Lava Jato: https://expresso.sapo.pt/internacional/2015-07-17-Viagem-de-Lula-para-o-lancamento-do-livro-de-Socrates-foi-paga-pela-Odebrecht#gs.yibsBU8
A Actual Cimpor tem ainda como actual Presidente do Conselho de Administração o sinistro Proença de Carvalho!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Outubro 31, 2018, 01:34:41 am
Imposto subiu 6 cêntimos em 2016. Agora baixa 3 cêntimos e só na gasolina. Porquê?

Mário Centeno anunciou finalmente uma descida no imposto sobre os combustíveis para 2019. Mas são apenas três cêntimos, só vale para a gasolina e ninguém sabe quanto vai custar.

(https://bordalo.observador.pt/800x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2018/10/29184305/19113523_770x433_acf_cropped.jpg)

Finalmente uma boa notícia para os automobilistas. Durante a discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2019, o ministro das Finanças anunciou que vai baixar o imposto sobre a gasolina. Mário Centeno afirmou, em resposta aos deputados do CDS e do PCP, que ia reverter o aumento extraordinário do imposto sobre os produtos petrolíferos decidido em 2016 no primeiro Orçamento do Estado da “geringonça”. Mas a anunciada descida do ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos) só irá abranger a gasolina e vai, segundo esclareceu Mário Centeno aos deputados, ficar pelos três cêntimos por litro. Este valor representa metade do aumento decidido há dois anos e meio e deixa de fora o combustível mais vendido em Portugal.

1 Se o imposto subiu 6 cêntimos em 2016 porque baixa agora metade?

É certo que o ministro das Finanças anunciou que ia reverter essa medida no caso da gasolina, mas Mário Centeno também afirmou que a descida prevista, mas não expressa na proposta de Orçamento do Estado, iria colocar o ISP aos níveis em que estavam antes da atualização feita em 2016, e que foi da sua responsabilidade.Uma consulta às estatísticas da Direção-Geral da Energia e Geologia ajuda a explicar o que parece uma contradição. Em fevereiro de 2016, o imposto petrolífero subiu seis cêntimos nos dois combustíveis. Uma medida que foi justificada pela necessidade de compensar a perda de receita no IVA sobre os combustíveis que resultava da descida dos preços finais dos combustíveis.

Mas, enquanto que no gasóleo o imposto petrolífero não só se manteve como até se agravou ligeiramente, na gasolina aconteceu o inverso. O ISP baixou ainda um cêntimo em 2016 e mais dois cêntimos em 2017. E apesar de ter sofrido um agravamento inferior a um cêntimo no início do ano, o imposto sobre a gasolina está hoje mais baixo do que no dia a seguir ao do “enorme aumento de impostos” sobre os combustíveis de 2016. Logo, regressar aos níveis anteriores a essa subida, implicaria baixar o ISP da gasolina em cerca de 3,8 cêntimos por litro. Centeno disse que seriam 3 cêntimos.

2 Porque fica o gasóleo de fora?

Essa será a pergunta que interessa à maioria dos automobilistas portugueses, já que o gasóleo representa cerca de dois terços das vendas de combustível rodoviário. Mário Centeno não deu grandes explicações, mas remeteu para a reforma da fiscalidade sobre a energia, uma reforma que teve um grupo de trabalho cujo relatório não é conhecido ainda, mas que apontará no sentido do agravamento fiscal sobre o gasóleo e a aproximação do nível de imposto cobrado sobre este combustível ao da gasolina.

Esta é uma tendência europeia que já tinha sido sinalizada na reforma da fiscalidade verde de 2014, feita pelo anterior Governo, com a criação de uma taxa de carbono nos combustíveis que, desde logo, penalizou mais o gasóleo. O movimento anti-gasóleo tem vindo a ganhar força em várias cidades e países europeus, muito por efeito do escândalo das emissões da Volkswagen que chegou a outras marcas. E não são apenas os governos que estão a penalizar o gasóleo com mais impostos e até interdições para daqui a algumas décadas. Também os consumidores estão a fugir dos carros a diesel e a procurar mais a gasolina e os modelos híbridos que combinam o abastecimento elétrico com a gasolina. O movimento irá chegar às vendas de gasóleo.

Outra razão que explica porque se continua a carregar no gasóleo, apesar de ser o combustível usado pelos transportes de mercadorias e com maior impacto na economia, é a criação do gasóleo profissional. Um produto que garante aos grandes transportadores de mercadorias, com camiões de 35 toneladas para consumos até 30 mil litros por ano, o reembolso do imposto a mais que é cobrado em Portugal em relação ao outro lado da fronteira. Mas este reembolso deixa de fora ligeiros de mercadorias e pesados que não cumpram estas disposições.

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https://observador.pt/2018/10/29/imposto-subiu-6-centimos-em-2016-agora-baixa-3-centimos-e-so-na-gasolina-porque/

Mais uma medida estranha e completamente estúpida deste desgoverno! Os donos de Ferraris, Porsche, Lamborguini, Bentley, Rolls Royce..... que são pessoas necessitadas, agradecem!!!!!!
No mínimo um disparate!!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Novembro 03, 2018, 05:33:48 pm
Emissão de dívida em moeda chinesa avança até Junho

Portugal prepara-se para colocar 377 milhões de euros em Obrigações em renminbi para alargar a base de investidores. A data exacta irá depender das condições de mercado, do apetite dos investidores e das necessidades de financiamento do país.

(https://jornaleconomico.imgix.net/wp-content/uploads/2018/11/Panda-bons.jpg?w=730&h=456&q=60&compress=auto,format&fit=crop)

A primeira emissão de dívida portuguesa em moeda chinesa deverá acontecer até ao final do primeiro semestre de 2019. O objectivo é diversificar a base de investidores que financiam a República e o Jornal Económico apurou que o montante das operações poderá chegar aos 377 milhões de euros no conjunto do ano.

“É um mercado que está a crescer muito, com uma dimensão já neste momento é muito significativa. Portanto estar nesse mercado e ser o primeiro país da área do euro a emitir nesse mercado é algo que nos orgulha, até pelas ligações históricas de Portugal ao Extremo Oriente”, explicou Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado Adjunto e das Finanças, em entrevista ao Jornal Económico.

A emissão deste tipo de títulos, conhecidos como panda bonds, foi anunciada pelo Governo em Setembro de 2017 e já tem autorização do banco central da China, mas até agora ainda não aconteceu. Mourinho Félix afirmou que a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP está ainda a trabalhar na emissão, “mas deverá ser no primeiro semestre do próximo ano com uma probabilidade elevada”.

O secretário de Estado não especificou qual o montante indicativo para a operação, ou se será realizado em uma ou várias colocações, mas está inscrito na proposta do Orçamento do_Estado para 2019 que o Tesouro pretende emitir 377 milhões de euros em dívida denominada em moeda que não euro. Apesar de Portugal ter Obrigações em dólares, o Jornal Económico sabe que todo esse montante está planeado para títulos na divisa chinesa, que deverão totalizar os três mil milhões de renminbi, à taxa de câmbio actual.

A data exacta para a emissão irá depender das condições do mercado. “Temos que avaliar no momento da primeira emissão qual é o apetite dos investidores e também quais são as nossas necessidades de financiamento”, disse Mourinho Félix.

Regime fiscal desenhado para atrair investidores

O objectivo é sobretudo diversificar e alargar a base de investidores, de acordo com o secretário de Estado. Por isso, o Tesouro irá olhar para as condições no mercado nesse momento e para as necessidades de financiamento. Portugal tem beneficiado de condições externas favoráveis, bem como da maior confiança de agências de rating e investidores para emitir dívida a taxas de juro cada vez mais baixas. Depois da primeira emissão, e caso seja bem sucedida, o Tesouro irá avaliar depois se irá realizar emissões seguintes que dêem liquidez e que permitam aos investidores gerir essa dívida nas suas carteiras com lucro, mas também com benefício para a República Portuguesa. “Penso que por essa via também, temos todas as condições para ter aí um papel que seja muito bom para Portugal do ponto de vista do alargamento da base de investidores”, sublinhou.

Para aumentar a atractividade das panda bonds, o Governo propôs ao Parlamento benefícios fiscais para investidores estrangeiros que comprem dívida pública portuguesa emitida em moeda chinesa. A medida implica a isenção de pagamento de IRS ou de IRC dos juros decorrentes de contratos de empréstimo celebrados pelo IGCP em nome e em representação da República Portuguesa, sob a forma de obrigações colocadas em mercado primário.

A isenção é aplicada a títulos subscritos ou detidos por não residentes sem estabelecimento estável em território português ao qual o empréstimo seja imputado. A exceção são residentes em país, território ou região sujeito a um regime fiscal claramente mais favorável constante de lista aprovada por portaria do membro do Governo responsável pela área das Finanças.

De fora ficam também as transacções em mercado secundário. Sempre que os valores mobiliários abrangidos pela isenção sejam adquiridos em mercado secundário por sujeitos passivos residentes ou não residentes com estabelecimento estável no território português ao qual seja imputada a respectiva titularidade, os rendimentos auferidos devem ser incluídos na declaração de IRS ou IRC.

Governo previne turbulência no  mercado

Apesar das condições crescentemente favoráveis (desde 2016) que têm beneficiado a dívida portuguesa, as últimas colocações de dívida já têm resultado em juros ligeiramente mais elevados. Ainda na semana passada, o IGCP pagou um juro de 1,939% para emitir 782 milhões de euros em Obrigações do Tesouro a 10 anos, o que representa uma subida face à última colocação de dívida benchmark.

Não só os custos de financiamento do país subiram como não foi alcançado o montante máximo indicativo do leilão, que se situava nos mil milhões de euros. A principal razão foi a incerteza generalizada a todo o mercado de dívida da zona euro devido ao conflito entre Itália e a Comissão Europeia em relação ao défice do país.

A curto prazo, a tendência é a mesma. Esta quarta-feira, o Tesouro colocou 1.250 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro (BT) com juros médios negativos. No entanto, as taxas subiram tanto a três meses como a 11 meses em relação aos anteriores leilões comparáveis.

A colocação de panda bonds, que deverão ter uma maturidade próxima de cinco anos, poderá ser uma forma de Portugal contrariar a pressão em momentos de incerteza. “É um programa inicial e a ideia é ter também esse mercado. Em situações em que seja desejável diversificar para outros mercados é algo que é útil em situações de turbulência, ter mais um mercado disponível. Passamos a ter dívida portuguesa emitida em dólares, em euros e em moeda chinesa”, explicou Mourinho Félix.

Por outro lado, o principal desafio é expor a dívida portuguesa ao risco cambial do renminbi, numa altura especialmente crítica. A guerra comercial tem aumentado a volatilidade em relação à moeda chinesa, que já acumula uma desvalorização de 7% face ao dólar desde o início do ano. A queda não se deverá acentuar de forma significativa dado que o banco central da China já sinalizou que poderá intervir e apertar o controlo de capitais para limitar os efeitos da efeito comercial.

O Tesouro está também a acompanhar e acautelar a volatilidade cambial, através de cobertura de risco. “Ao emitir em moeda estrangeira, tal como quando emitimos em dólares, há a cobertura do risco cambial, portanto não há aqui uma especulação de em relação à taxa de câmbio”, garantiu o secretário de Estado.

Primeiro país da zona euro a emitir panda bonds

Portugal tornou-se um dos países preferidos para o investimento estrangeiro ao longo da crise, período durante o qual empresas chinesas adquiriram uma série de participações em firmas portuguesas, especialmente nos sectores energético e bancário. Mais recentemente, em maio, a China Three Gorges lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) dos 76,7% do capital da EDP, por nove mil milhões de euros. No campo da dívida, a operação será, no entanto pioneira.

Os bancos contratados para realizar a operação de colocação são a Caixa Geral de Depósitos, o Banco da China e a HSBC, segundo informações dadas pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, quando anunciou que o país tinha recebido luz verde dos reguladores chineses. Portugal irá, assim, juntar-se a um número muito limitado de países que já emitiu dívida em moeda chinesa, incluindo a Hungria, Polónia e Coreia do Sul.

A colocação de panda bonds poderá beneficiar de condições mais favoráveis do que o inicialmente previsto pelo Governo já que a China anunciou em Julho que está a preparar medidas de simplificação para os activos em renminbi com vista a encorajar a participação estrangeiro no mercado de dívida do país.

O montante actual de dívida estrangeira emitida em divisa chinesa é de apenas 160 mil milhões de renmibis, o que equivale a cerca de 20,1 mil milhões de euros e compara com um mercado de dívida no país que ascende a 9,6 biliões de euros. O interesse pelas panda bonds tem sido limitado, em parte, pelas regras pouco claras das qualificações dos emitentes e do destino dos retornos. O vice-governador do Banco da China, Pan Gongsheng, explicou à agência Reuters que as novas directrizes visam exactamente simplificar a emissão, a retirada de ganhos e o regime fiscal.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/emissao-de-divida-em-moeda-chinesa-avanca-ate-junho-2-373425

Portugal a ceder cada vez mais aos chineses.... e a Merkl é que era o diabo!
Ainda por cima vamos isentar os juros do IRS!!!! Só benesses!!!! (https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/oe2019-juros-das-panda-bonds-vao-ficar-isentos-de-pagar-irs-366336)
Seguros, Banca, Energia, tudo sectores irrelevantes, já têem uma percentagem muito grande de controlo Chinês! E vem aí o Presidente Chinês, para abrir ainda mais o mercado português e funcionar como entreposto comercial para a Europa!!!! (http://visao.sapo.pt/lusa/2018-10-22-Bruno-Macaes-diz-que-Emmanuel-Macron-receia-aproximacao-entre-Lisboa-e-Pequim)
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Novembro 14, 2018, 11:15:12 am
O país ancorado a 36%

Luís Aguiar-Conraria



A região que se esperaria que fosse o motor do país, a Área Metropolitana de Lisboa, serviu como uma âncora, puxando o país para baixo. E pesando de 36% no PIB nacional, é uma âncora demasiado pesada.

Ontem foi apresentado, no Palácio da Bolsa, um estudo patrocinado pela Associação Comercial do Porto com o título “Assimetrias e Convergência Regional”. O trabalho foi coordenado por Fernando Alexandre, que contou na sua equipa com João Cerejeira, Miguel Portela e Miguel Rodrigues (todos meus colegas) e ainda com Hélder Costa (que é meu ex-aluno). O trabalho com quase 200 páginas foi feito ao longo deste ano e pude, por muitas vezes, ver os meus colegas a trabalhar nele; cheguei a com eles discutir algumas conclusões.

Imagino que haja quem queira desvalorizar os resultados deste estudo, alegando que foi feito por encomenda de uma associação do Porto que tem lutado pela descentralização do país. Tal seria um erro. Quando são contratados académicos sérios (e eu ponho as mãos no fogo pela seriedade dos autores), só o estudo é que é encomendado. Os resultados não, esses são aquilo que a análise dos dados indicar. E, como académicos sérios que são, gostam de sujeitar os estudos ao crivo da comunidade científica, pelo que, a partir deste estudo, já escreveram um artigo científico que está neste momento a ser avaliado por uma revista internacional da área. É em grande parte com base nesse artigo académico, e não no estudo ontem apresentado, a que ainda não tive acesso, que escrevo a minha crónica de hoje.

Neste artigo, os autores começam por notar que entre 2008 e 2016, ao contrário do que se verificou nos restantes países intervencionados pela troika e da maioria dos países da União Europeia, as desigualdades entre as regiões portuguesas diminuíram. Esta evolução, repito, foi ao arrepio do resto da Europa e quer obviamente dizer que as regiões mais pobres cresceram mais e as mais ricas menos (ou, se se preferir, que as mais ricas sofreram mais com a crise e as mais pobres menos). Ou seja, aquela região que se esperaria que fosse o motor do país, a Área Metropolitana de Lisboa (AML), serviu como uma âncora, puxando o país para baixo. E, quando essa região tem um peso de 36% no PIB nacional, é uma âncora demasiado pesada para arrastar.

Como a crise financeira internacional e a crise da zona euro foram, no essencial, crises de sobreendividamento, uma hipótese para este comportamento era que o endividamento das regiões mais ricas de Portugal fosse maior. Uma riqueza a crédito, digamos assim. Por outro lado, no contexto da crise que atravessámos e dado o processo de consolidação das contas públicas, era inevitável que o principal factor de crescimento fossem as exportações. Assim sendo, era de esperar que as regiões com um maior peso do sector não transacionável tivessem tido mais dificuldades em reagir e em libertar-se da crise.

As hipóteses levantadas acima são, de um modo geral, confirmadas pelos dados, mas os autores vão mais longe. Vendo que as diferentes regiões do país têm diferentes graus de especialização, além de serem especializadas em sectores diferentes, conjecturam que isso tornará os seus ciclos económicos assíncronos. Quando assim é, é importante que as políticas regionais possam ser diferentes, dado que os problemas que enfrentam são também diferentes. Nesse sentido, os meus colegas testam se as regiões com maior peso de receitas próprias e, portanto, com maior margem para compensar quebras das transferências centrais conseguiram resistir melhor aos choques externos. E, mais uma vez, os dados confirmam esta tese, com as regiões que mais receitas conseguiram gerar a enfrentarem melhor os choques negativos que sofreram.*

(https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2018/11/14072952/imagem12.png)

O resultado de todos estes factores somados pode ser visto na tabela que apresento em cima. Nela podemos ver que, desde que começou a longa estagnação portuguesa, em 2000, a Área Metropolitana de Lisboa tem tido um desempenho verdadeiramente medíocre, sendo mesmo a região com pior desempenho entre 2008 e 2016, o que não surpreende se tivermos em atenção que é a região com maior peso da dívida (privada) sobre o PIB e que também tem um sector exportador com muito pouco peso. Para além disso, a AML é a região mais dependente do Estado, tendo uma grande fatia das vendas de bens e serviços a entidades públicas.

Por outro lado, as cinco regiões com maior vocação exportadora — Beira Baixa, Ave, Aveiro, Alto Minho e Trás-os-Montes — e o Alentejo Litoral (a região com maior peso de sectores transaccionáveis) estão entre as que mais contribuíram para o crescimento do país (entre 2000 e 2016) e para a recuperação da crise (2012-2016). E ainda para a alteração da estrutura produtiva, com o crescimento do sector da indústria transformadora a destacar-se.

Ao mesmo tempo que a região de Lisboa é uma das mais estagnadas do país, continua a ser aquela que mais recursos atrai. Há vários indicadores que o demonstram. O meu preferido é o da deslocação de diplomados, onde podemos ver a capacidade da região de Lisboa (e, em menor medida, do Porto) de captar quadros qualificados à custa de um brain drain das outras regiões.

(https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2018/11/14072906/imagem11.png)

A questão que temos de enfrentar é se faz sentido continuar a fazer da Área Metropolitana de Lisboa um sorvedouro de recursos de Portugal, quando já é de longe a região mais rica (sendo a única região com um PIB per capita superior ao da média da União Europeia), num momento em que esbarrou num modelo de desenvolvimento esgotado e há cada vez mais dados empíricos que mostram que a descentralização é boa para o crescimento.

* Imagino que alguns leitores estejam neste momento a pensar que a relação causa-efeito é a oposta, argumentando que foi graças ao facto de o crescimento ter sido maior que estas regiões geraram mais receitas próprias. Este problema da endogeneidade das receitas próprias foi tido em consideração nas estimações econométricas, pelo que os resultados não estão contaminados por ele.

https://observador.pt/opiniao/o-pais-ancorado-a-36/

Tradução simples: A região que mais desvia recursos do país, financeiros e humanos (licenciados) é a que mais arrasta o país para baixo!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 21, 2018, 10:08:47 pm
Bruxelas alerta Portugal para incumprimento das metas orçamentais


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Novembro 25, 2018, 05:55:58 pm
Quem tramou a Cimpor? De multinacional a pequena cimenteira

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Muitas alianças e traições depois, aquela que chegou a ser a maior multinacional portuguesa acabou reduzida a três fábricas. Em apenas cinco anos, a Cimpor passou de lucros a prejuízos, duplicou a dívida e reduziu a rentabilidade para metade. O que ditou este encolhimento?

Seis anos nas mãos dos brasileiros da Camargo Corrêa e Votorantim bastaram para que a Cimpor, que chegou a integrar o top 10 das cimenteiras mundiais, fosse desmantelada. Numa complexa operação de troca de activos e de transferências de dívidas, a empresa acabou reduzida a pouco mais que três fábricas, agora vendidas aos turcos da OYAK.

O P2 relembra alguns episódios que marcaram o (trágico) percurso daquela que foi a maior multinacional portuguesa. Entre eles, algumas alianças e traições entre accionistas, incluindo o papel do misterioso “cavaleiro branco”, as consequências da guerra no BCP, e as decisões dos ministros Pina Moura e Vítor Gaspar, que, em momentos distintos, marcaram o rumo da empresa.

A Cimpor nasceu em 1976 a partir da nacionalização de várias cimenteiras, entre as quais a fundada pela família Champalimaud. E o crescimento foi rápido e global. Em 1992, pela mão de Sousa Gomes, já falecido, iniciou-se na internacionalização, com a aquisição da Corporación Noroeste, na Galiza. Em 1994 arrancou a reprivatização e a entrada da cimenteira em bolsa. Até 2000 deu vários passos de gigante: entrou no Brasil, onde fez duas aquisições importantes (o Grupo Brennand e a Companhia de Cimento Portland), em Marrocos, na Tunísia e no Egipto.

No início do novo século já era uma empresa cobiçada no mercado interno pela cimenteira Secil, de Pedro Queiroz Pereira, pela construtora Teixeira Duarte, de Pedro Teixeira Duarte, e pelos dois maiores players internacionais do sector: a francesa Lafarge e a suíça Holcim (antiga Holderbank). A mexicana Cemex também já tinha tentado uma fusão.

Em 2000, a Teixeira Duarte, que detinha 10% do capital da empresa, controlava a gestão, apoiada pela participação de 10% da Lafarge (interessada em travar a entrada da Holcim), e em mais 20% do capital repartido pelo BCP e pelo BPI, através dos respectivos fundos de pensões.

O presidente da Secil, Pedro Queiroz Pereira, olhava para este grupo e via concertação accionista, uma batalha que alimentou durante anos nos tribunais e junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), sem sucesso. Começa aqui o primeiro grande momento de fractura no cimento do poder da Cimpor.

Secil tenta controlo

Em Junho de 2000, a Secil, que detinha 10% da Cimpor, aliada aos suíços da Holcim (que pretendiam roubar a liderança mundial à Lafarge) lançam uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a cimenteira portuguesa, já espalhada por mercados importantes em todo o mundo. Os suíços financiavam a maioria da operação e ficariam com 70% dos activos, boa parte dos que estavam fora do país. Nessa altura, Pedro Queiroz Pereira defendia que a operação era a que melhor servia o interesse nacional, dada a iminência de a empresa passar integralmente para mãos estrangeiras.
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A oferta estava dependente do fim da golden share (direito de voto especial) detida pelo Estado português, que ainda mantinha 10% na empresa. E da consequente desblindagem de estatutos, que limitavam as participações a 10%. Condições que abriram a porta à intervenção do poder político.

É precisamente nos corredores do poder que a operação acaba por morrer. Enquanto o empresário que gostava de corridas de automóveis, onde era conhecido pelas iniciais P.Q.P., pedia autorização ao Governo de António Guterres para deter mais de 10% da cimenteira, os presidentes de alguns bancos, entre os quais o do BCP, Jardim Gonçalves, sensibilizavam, com sucesso, o ministro da Economia e Finanças da altura, Joaquim Pina Moura, para travar a operação, alegadamente em nome do “controlo nacional”.

A favor da desblindagem ficou, isolado, o BPI, que acabaria por vender a sua participação de 10% pouco tempo depois. Na altura, Fernando Ulrich, que era vice-presidente do banco, declarou: “Tendo sido lançada uma oferta pública de aquisição sobre a Cimpor, o controlo da empresa deve ser decidido pelo mercado e não por actos administrativos.”

A decisão de Pina Moura desagradou ao então secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, António Nogueira Leite, que em declarações ao P2 recorda que essa foi uma das razões que o levaram a sair do Governo de Guterres, pouco tempo depois.

O “cavaleiro branco”

Em 2001, o Estado vende os últimos 10% da Cimpor à Teixeira Duarte, a única entidade que apresentou a concurso, e que dessa forma elevou a sua participação para 20,44%.

Pouco tempo depois, apareceu à venda um lote de acções, correspondentes a 11% do capital da cimenteira (provavelmente do BPI), que Pedro Teixeira Duarte quer comprar através da TDP SGPS, a sua holding pessoal e da sua mulher, acreditando que, dessa forma, escapava à contabilização conjunta com as acções detidas pelo grupo. Mas o empresário não tem dinheiro para fazer e vai bater à porta do BCP, de que é accionista. O fundador do banco, Jardim Gonçalves, amigo de Pedro Teixeira Duarte, diz-lhe que não é possível financiá-lo, dado o seu nível de endividamento, mas, em alternativa, sugere-lhe a entrada de um investidor externo na TDP SGPS. O banco garante-lhe tratar-se de um “white knight” (um “cavaleiro branco”), designação usada no mundo financeiro para investidores financeiros que não interferiam na gestão (que vulgarmente também se designam de “testas de ferro”). Neste caso, o “cavaleiro branco” visava garantir a Pedro Teixeira Duarte condições para continuar na liderança da cimenteira, numa altura de alguma instabilidade accionista.

O tal investidor secreto era Manuel Fino, também accionista do BCP, mas a sua identidade, a pedido deste, foi mantida em segredo, incluindo do próprio Pedro Teixeira Duarte. Isto porque o empresário dos têxteis-lar e de perfumaria era simultaneamente próximo de Pedro Teixeira Duarte e de Pedro Queiroz Pereira, que por esta altura o tinha convidado até a assumir uma participação na Secil/Semapa (o que não veio a acontecer).

Para cimentar o plano, que garantia ao BCP a sua continuação como banco da cimenteira e de parte dos seus accionistas, numa lógica de domínio de fileiras industriais (como aconteceu mais tarde no caso do BES/PT e outros), o BCP Investimentos foi mandatado para vender a Manuel Fino duas offshores, a Someria e a Medex, sediadas nas ilhas Man e Virgens. E ainda a assegurar o seu financiamento, juntamente com a Caixa Geral de Depósitos.

A entrada de Fino na TDP SGPS foi feita através de aumento de capital, ficando o fundador da Teixeira Duarte com 52% e os restantes 48% nas mãos do empresário da Covilhã. Na referida holding estavam acções da Teixeira Duarte, do BCP e da Soares da Costa (acções preferenciais sem voto, em operação articulada com o BCP).

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) entra em campo e entende que a participação do grupo/família Teixeira Duarte é superior. Em comunicado ao mercado, de Março de 2003, a CMVM obriga o grupo de construção a comunicar que lhe eram imputados 32,08% do capital social da cimenteira. A imputação do regulador da bolsa somava as acções detidas através da empresa Teixeira Duarte e a holding pessoal do empresário, a TDP SGPS (e do seu accionista misterioso), contabilização que a empresa contestava.

Enquanto se esgrimiam argumentos accionistas, a Cimpor crescia e, de 2001 a 2003, reforça a presença em Espanha, compra uma cimenteira na África do Sul e entra em Moçambique.

Incansável em provar que existia concertação, Pedro Queiroz Pereira foi à procura do rasto do accionista misterioso da TDP e descobriu que o dono de uma das offshores era Manuel Fino. Por esta altura, já Pedro Teixeira Duarte e Manuel Fino desfaziam o “casamento”, com receio de que a CMVM os obrigasse a lançar uma OPA. Em 2004, a Manuel Fino SGPS anuncia ao mercado que, através da Someria Enterprises, Inc, comprou a totalidade das acções da TDP SGPS, “da qual já era accionista”, como assumiu em comunicado, passando a deter 11.283 acções da Cimpor. Desse divórcio ficou ainda com a participação de 16% no grupo Soares da Costa.

Contactado pelo P2, o grupo Teixeira Duarte não se mostrou disponível para relembrar estas operações. Já o empresário Manuel Fino, em conversa telefónica, disse não se recordar de alguns acontecimentos relativos à Cimpor, mas negou que tenha entrado na TDP em segredo ou através de offshores. O P2 contactou ainda José Fino, filho de Manuel Fino e conhecedor das operações relativas à Cimpor, mas este recusou-se a falar sobre este assunto.

Guerras na Cimpor e no BCP

De 2004 a 2006, a Teixeira Duarte continuava a liderar a gestão da cimenteira, que aumentava a presença nos mercados internacionais, com a entrada em Angola, Cabo Verde e na China, onde compra 60% de uma cimenteira. O BCP e a Lafarge prosseguem “alinhados” com a estratégia de gestão.

Entretanto, os franceses vão reforçando a participação até chegar a 17% e o mesmo faz Manuel Fino, enquanto vão entrando outros accionistas, com perfil mais especulativo, como a Fundação Berardo, financiada pela CGD. Por esta altura, os dividendos distribuídos pela cimenteira pagavam os juros dos empréstimos que financiaram as aquisições de acções da própria empresa.

Mas tudo se precipita em 2006, após a oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelo BPI sobre o BCP, que fracassa no mercado, mas cria uma forte divisão entre os seus accionistas, muitos deles comuns na cimenteira.

Armados por financiamentos da CGD, durante a gestão de Carlos Santos Ferreira e Armando Vara (2005-2007), no primeiro governo de José Sócrates, surgem novos accionistas do BCP, alinhados contra o fundador do banco, e outros reforçam posições. Manuel Fino fica ao lado dos opositores a Jardim, no banco e na cimenteira.

No primeiro semestre de 2007, o BCP chama Manuel Fino, um dos dez maiores devedores do banco, e, como a outros, propõe-lhe a venda das acções da Cimpor (onde a sua posição já ascendia a 20% do capital), do BCP e da Soares da Costa, cujas cotações ainda estavam altas, o que permitiria pagar os empréstimos no próprio banco e na CGD e ainda libertar 150 milhões de euros (dos quais teria de pagar 30 milhões de euros de impostos). O empresário aceita, mas, entretanto, os meses vão passando e a venda não se faz, com o argumento de que se se esperasse até Março de 2008 já não seria necessário pagar os 30 milhões de euros de impostos. Entre a aparente razoabilidade do argumento de engenharia fiscal ou a importância dos votos de Fino na contagem de espingardas internas, as acções não foram vendidas.

A falência de Fino e a desgraça da Teixeira Duarte

Em 2008, por força dos conflitos internos no banco e da crise financeira internacional, as acções do BCP e da cimenteira sofrem uma forte desvalorização. Já com Carlos Santos Ferreira e Armando Vara na liderança do BCP (transitados do banco público), o valor das acções já não garantem os empréstimos e vários accionistas acabam na falência.

Manuel Fino é um dos vários accionistas que deixam de pagar os empréstimos no BCP e na CGD, mais de 600 milhões de euros, repartidos entre as duas instituições.

O banco público volta, em 16 de Fevereiro de 2009, a apoiar o empresário. No âmbito de uma renegociação de créditos, acaba por lhe comprar, com possibilidade de reversão, os 9,6% do capital da Cimpor, ao preço de 4,75 euros por cada acção (25% acima do valor negociado em bolsa). Os direitos de voto das acções ficam nas mãos de Fino. Os contornos da operação obrigaram o então presidente do banco público, Faria de Oliveira, a dar, com visível embaraço, explicações no Parlamento.

É este lote de acções que, mais tarde, vai ser determinante para a entrega do controlo aos brasileiros.

Na “guerra” do BCP, a Teixeira Duarte fica inicialmente ao lado de Jardim Gonçalves, mas depois procura uma posição de neutralidade, decisão que não lhe garantiu a simpatia dos vencedores. Dessa forma, passa a accionista mal-amado, e, numa altura de forte desvalorização das acções da Cimpor e do BCP, a ser pressionado para reforçar as garantias dos empréstimos, o que não tem condições de fazer.

A ofensiva dos brasileiros e o papel da GCD

A última etapa da vida da Cimpor multinacional — chegou a ser classificada como a verdadeira multinacional de bandeira portuguesa, pela dispersão geográfica global — começa com a mudança do eixo de poder para o capital brasileiro. O ano de 2010 marcou a entrada em força dos brasileiros na Cimpor, com a Caixa Geral de Depósitos a assumir um papel importante no futuro da empresa.

A 30 de Dezembro de 2009, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anuncia uma oferta pública de aquisição (OPA) hostil sobre a Cimpor, oferecendo 5,75 euros por acção, que acabou por ser registada em 27 de Janeiro de 2010. A oferta, que não cumpria parte da legislação nacional, não foi aceite por boa parte dos accionistas.

O receio da posição de domínio que a CSN viria a ter no mercado brasileiro, onde a Cimpor tinha uma importante presença, leva os brasileiros da Votorantim e da Camargo Corrêa a atravessar o Atlântico. E a abrir uma nova frente de batalha accionista na Cimpor.

A Camargo Corrêa, grupo construtor, e fabricante dos conhecidos chinelos da marca Havaianas, parceiro da Votorantim em vários negócios, apresenta a 13 de Janeiro uma proposta de fusão com a Cimpor, que viria a ser retirada no mês seguinte.

Num movimento aparentemente autónomo, a Votorantim anunciou a 3 de Fevereiro a compra dos 17% que pertenciam aos franceses da Lafarge. E nessa mesma data a Votorantim celebra um acordo parassocial (definição de uma estratégia conjunta) com a Caixa, que utiliza os 9,59% do capital comprados a Manuel Fino (mas que este ainda podia recomprar até Fevereiro de 2012).

E é nesta altura que a estratégia pelo controlo da Cimpor contagia o mercado, com uma série de comunicações confusas dos intervenientes nesta operação, sintoma de mais uma negociação trabalhada nos bastidores.

A 4 de Fevereiro (um dia depois do acordo parassocial), a CGD comunica que lhe são imputáveis 26,91% dos direitos de voto da Cimpor (Votorantim + Caixa), assumindo os direitos de voto que são imputados, mesmo em data posterior, a Fino. Mas no dia seguinte (5 de Fevereiro) vem a Votorantim dizer que é a ela que são imputáveis os 26,91% dos direitos de voto. O acordo previa ainda um direito de preferência recíproco na venda das referidas participações.

O acordo parassocial refere que “as partes têm como motivação a constituição entre si de um bloco accionista minoritário, representando menos de um terço dos direitos de voto na Cimpor, que seja coeso e estável e que contribua, designadamente, para favorecer a estabilidade accionista da Cimpor (…)”.

Teixeira Duarte: traidora ou traída?

A Teixeira Duarte (TD), com os seus 22,17%, já tinha sido afastada da administração da cimenteira, por pressão de vários accionistas, incluindo Manuel Fino, que viria a propor Francisco Lacerda para presidente da comissão executiva. E porque se aliou a CGD aos brasileiros e não ao velho conhecido grupo de construção nacional? É uma questão sem resposta, na ressaca das guerras na banca. Para alguns responsáveis ouvidos pelo P2, o banco público tentou criar um núcleo accionista estável, que não excluía a Teixeira Duarte. Para outros, “o acordo foi feito à revelia da Teixeira Duarte, que se sentiu traída, e convidada a sair”.

Certo é que a 10 de Fevereiro, apenas cinco dias depois do acordo parassocial, a Teixeira Duarte anunciou a venda da totalidade da sua participação à Camargo Corrêa, por um valor considerado interessante (6,50 euros por acção), que a ajudou a reduzir o seu elevado endividamento, garantindo a continuação de uma parte do grupo.

Em resultado das operações atrás referidas, as duas empresas brasileiras, que viriam mais tarde a dividir os activos da empresa portuguesa, ficam a “controlar” mais de 50% dos direitos de voto da cimenteira portuguesa.

........ (continua)

https://www.publico.pt/2018/11/25/economia/noticia/tramou-cimpor-multinacional-cimenteira-1852107

Um trabalho de investigação jornalistica mais aprofundado, para percebermos melhor como é que os nossos políticos (PS, PSD e CDS) permitiram que 2 empresas brasileiras de 5ª categoria e super-endividadas destruíssem a nossa melhor e maior empresa da altura, com fábricas (dezenas) espalhadas pelo mundo e fazia parte do TOP10 mundial do sector (compraram a Cimpor, apoderaram-se de todas as fábricas e do dinheiro e meteram as dívidas colossais que já tinham na CIMPOR)!!!!! O mesmo passou-se com a PT e não sei o que vai acontecer à EDP, Galp..........
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Novembro 25, 2018, 06:21:15 pm
Mais um sindicato que corroeu tudo e uma chefia incompetente.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Novembro 25, 2018, 09:23:29 pm
Mais um sindicato que corroeu tudo e uma chefia incompetente.

Culpo mais neste caso, os políticos que por várias vezes apoiaram sem razão nenhuma, a venda aos brasileiros (excepto quando estão notas em cima da mesa) e dos próprios accionistas, que se endividaram muito para lá do que podiam, com a ajuda dos bancos, incluindo a pública CGD!!!!!!

Eu sou um absoluto europeista e tenho a certeza que hoje nunca o BCE aceitaria a CGD financiar empresários sem garantias reais (acções não valem para o BCE), e sem qualquer sentido ou que no mínimo proteja o dinheiro da CGD. Por isso é que o BCE obrigou os bancos nacionais a injectarem quantidades anormais de capital e obrigou ainda a venderam posições em Angola (lavagem de dinheiro), para que não se repitam empréstimos sem cobertura, que todos nós sabemos que em última análise quem paga somos nós o zé povinho!!!!!!

Quero ver o que acontece às grandes empresas nacionais que sobram, o que lhes vai acontecer, como na Galp (morreu o Américo Amorim, que controlava a Galp com a Isabelinha logo atrás, não sei se os herdeiros vão entender-se e o que vai fazer Angola com o capital investido!!!!). A Galp é só o maior exportador nacional!!!!! E mesmo a estrangeira Auto Europa, com tantas guerras e contratempos que vejo, não sei se vai ter futuro (exportador número 2!!!!!!!);

E as empresas em mãos de estrangeiros:
EDP;
BCP;
BPI;
REN;
SantanderTotta;
ANA;
Altice (ex-PT);
CTT.........

Nós somos peritos em destruir ou deixar destruir empresas nacionais que não ficavam nada a dever a qualquer outra nacional. A CIMPOR, CUF, PT ...... não tinham nada a temer de nenhuma outra empresa do sector, até a sangria que lhes foi infringida!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Dezembro 03, 2018, 01:42:33 pm
MSF Engenharia apresenta pedido de insolvência após ter esgotado “todas as vias”
https://www.sapo.pt/noticias/economia/msf-engenharia-apresenta-pedido-de_5c0516d9de9be52876304f44
(https://thumbs.web.sapo.io/?H=547&epic=zGl3n+ZsskiqtKdOjAcW/iv3MhrON1WzucZK6ZwtpBbxnDkoXYhuNB90/2fMGU60Xj17AYfFisD+KhU8WkgibPWTjedM8U/FFtBdKx5PX8k5T9E=)

Citar
Na origem desta situação estará a "drástica redução de investimento público", e a "diminuição dos contratos nos mercados internacionais da empresa", explica a administração.O Conselho de Administração da MSF Engenharia apresentou um pedido de insolvência da empresa, de acordo com a informação avançada à agência Lusa pela construtora, que diz ter “esgotado todas as vias para evitar este desfecho”.

Em comunicado enviado à Lusa, o Conselho de Administração da MSF Engenharia afirma que a empresa não consegue assegurar recursos financeiros “para fazer face às despesas da sua atividade, em particular os salários vencidos”.

“Esgotadas todas as vias que se afiguravam como possíveis para evitar este desfecho, não resta outra alternativa que não seja a apresentação da MSF Engenharia, S.A. à insolvência”, refere.
A empresa portuguesa, com 49 anos de história e um vasto curriculum de realização de grandes projetos em Portugal e no estrangeiro, encontrava-se em Processo Especial de Revitalização (PER), com a reestruturação do passivo e a contratação de um financiamento sujeito a determinadas condições de desenvolvimento do negócio.

“A grave crise que o setor da construção atravessa em Portugal devida à drástica redução de investimento público, especialmente nos últimos seis anos, conjugada com a diminuição dos contratos nos mercados internacionais da empresa, condicionados pelos baixos preços do petróleo sentidos no mesmo período, limitou a atividade da empresa e criou-lhe enormes dificuldades financeiras”, justifica a administração.

Depois disso, continua, a “inesperada indisponibilidade, recentemente manifestada, dos financiadores para flexibilizar essas condições [do PER], acrescida pela indisponibilidade, transmitida em simultâneo, para apoiar a emissão de garantias bancárias necessárias à atividade futura da empresa colocaram em causa a viabilidade desse plano”.

Segundo a MSF, também “os intensos esforços entretanto desenvolvidos, incluindo os efetuados no plano diplomático pelo Governo de Portugal, para obter uma solução para a volumosa dívida do Governo de Angola nos últimos meses, revelaram-se infrutíferos”.
No ano passado, a construtora foi afastada de uma das suas principais obras, um empreendimento imobiliário no Gana, no valor de 90 milhões de dólares (81 milhões de euros) que previa a construção de um polo de negócios e residencial numa das principais avenidas de Acra.

Conforme avançou na ocasião o jornal Expresso, em processo de viabilização e sem acesso a financiamento, a MSF não terá conseguido dar resposta à urgência das obras do complexo que combina torres residenciais (100 apartamentos) e escritórios, com um hotel da cadeia Radisson, um centro comercial (12.000 m2) e equipamentos desportivos e que se pretendia inaugurar em julho de 2018 e a obra foi entregue a outra construtora.

Nessa altura, a MSF estava também a braços com problemas numa segunda empreitada no Gana e que visava a conceção e execução do terminal de contentores e edifícios de apoio no porto de Tema, na costa atlântica. A obra portuária, no valor de 68 milhões de euros, estava em modo de suspensão e o estaleiro já esteve bloqueado por operários e fornecedores, reivindicando pagamentos em atraso.
A versão da MSF, citada pelo semanário, era diferente, justificando que o cliente “está com dificuldades pontuais em pagar as faturas vencidas, mas acreditamos que elas sejam passageiras”.

Estes conflitos seguiram-se a incidentes que ditaram também o colapso da MSF no Qatar, comprometendo uma carteira de 900 milhões de euros.

A construtora registou um recorde de faturação de 510 milhões de euros (em 2011) que se reduziu para 120 milhões em 2015 (80% no exterior), tendo após isso registado pesados prejuízos (57 milhões, no biénio 2014/15).

Enfim mais do mesmo!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 04, 2018, 05:05:21 pm
Três armadores internacionais trocaram Setúbal por portos espanhóis

Se estes três armadores não regressarem ao porto de Setúbal, estaremos a falar de uma ‘fuga’ de cerca de 8.550 TEU neste mês de Dezembro, por comparação com o mês homólogo de 2017.

(https://jornaleconomico.imgix.net/wp-content/uploads/2017/03/porto_setubal_1.jpg?w=850&h=531&q=60&compress=auto,format&fit=crop)

A partir de ontem, dia 3 de Dezembro, três armadores internacionais, a McAndrews, a Tarros, e a Arkas, deixaram de escalar o porto de Setúbal, desviando os contentores maioritariamente para os portos espanhóis de Vigo e de Santander.

Esta decisão resulta do conflito laboral iniciado há várias semanas pelos estivadores do SEAL – Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística no porto de Setúbal e deverá provocar uma quebra de 70% na carga de contentores movimentada pelo porto sadino.

“A partir de hoje [ontem], o porto de Setúbal vai perder 70% das suas cargas em contentores. Três armadores, a McAndrews, Tarros e Arkas, decidiram deixar de escalar o porto de Setúbal porque não querem suportar mais custos acrescidos. E foram para portos espanhóis, maioritariamente para os portos de Vigo e de Santander”, revelou ao Jornal Económico, Diogo Marecos, administrador da Operestiva, uma das duas empresas fornecedores de pessoal de estiva aos operadores de terminais portuários em Setúbal.

Segundo os dados fornecidos pela AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes,  no mês de Dezembro do ano passado, o porto de Setúbal movimentou 12.211 TEU (medida padrão equivalente a contentores com 20 pés de comprimento).

Se estes três armadores não regressarem ao porto de Setúbal, estaremos a falar de uma ‘fuga’ de cerca de 8.550 TEU neste mês de Dezembro, por comparação com o mês homólogo de 2017. Ou do ‘desaparecimento’ de de mais de 106 mil TEU num ano, tendo conta os dados do ano passado. Isto, se não houver mais debandadas de armadores internacionais do porto de Setúbal.

A paralisação do porto de Setúbal não está só a prejudicar o segmento da carga contentorizada.

A fabricante automóvel Autoeuropa corre sérios riscos de ter de suspender a produção já durante esta semana, enquanto a The Navigator está a exportar pasta e papel através de outros portos nacionais, mas com custos acrescidos em tempo e dinheiro.

A situação de impasse agravou-se a partir de sexta-feira passada, dia 30 de Novembro, com o fracasso do processo negocial entre estivadores do SEAL – Sindicato de Estiva e Actividades Logísticas e operadores do porto de Setúbal, mediado pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

Com o Governo fora do processo e as posições a manterem-se irredutíveis por parte do SEAL e dos operadores portuários, resta pouca margem de manobra às empresas que utilizam regularmente o porto de Setúbal.

Neste momento, o porto de Setúbal está praticamente parado, asseguraram diversas fontes contactadas pelo Jornal Económico.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/tres-armadores-internacionais-trocaram-setubal-por-portos-espanhois-385243

Mais pregos para o enterro do Porto de Setúbal!
E se somarmos os 11 dias que a Autoeuropa vai parar, por falta de matéria-prima: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/faltam-motores-a-autoeuropa-paralisacao-vai-durar-11-dias-384859
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 06, 2018, 10:53:37 am
Simplex+2018: Facturas em papel acabam já em Janeiro de 2019

É já a partir de Janeiro de 2019 que os comerciantes ficam dispensados de dar facturas em papel aos seus clientes. Esta medida irá aplicar-se a empresas que tenham o software de facturação certificado e que transmitam as facturas ao Fisco em tempo real.

Caso o cliente pretenda a factura em papel ou no seu e-mail terá de solicitar ao comerciante.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/12/pagamento-ofline-590x389.jpg)

Numa era altamente tecnológica é verdade que já é um pouco estranho receber uma factura em papel. A partir de Janeiro de 2019, se efectuar uma compra e não receber a respectiva factura não considere estranho!

De acordo com o DN, o Governo vai dispensar os comerciantes e os prestadores de serviços da emissão da factura em papel. O cliente apenas receberá o comprovativo de pagamento se o solicitar expressamente. Caso pretenda factura, os comerciantes poderão entregar a mesma em papel ou por via electrónica (por exemplo, no email)… mas terá de a solicitar.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/12/pagamentos_00-720x468.jpg)

Esta é uma medida que faz parte do Simplex+2018 que foi anunciado em Junho. No decreto-lei que regulamenta essa medida, a que o “JN” teve acesso, exige-se o cumprimento de três condições para poder dispensar a emissão da factura em papel.

A factura terá de conter o número de contribuinte do comprador. Já o comerciante é obrigado a processar a factura num programa informático certificado e que garanta a sua transmissão electrónica “em tempo real” para a Autoridade Tributária.

O Governo pretende ainda avançar com a introdução de códigos QR nas facturas que evitará a necessidade dos contribuintes forneceram o seu número de contribuinte.

https://pplware.sapo.pt/informacao/faturas-em-papel-acabam-ja-em-2019/

Ou seja, a partir de 2019, quem quiser factura em papel, tem de pedir (o caso das garantias ou pedido de reembolsos de saúde, por exemplo). Ou seja, o Fisco transforma cada português num contabilista de sí próprio, para andar a tomar nota de todas as facturas que pede e depois a confirmar no e-factura se os comerciantes efectivamente emitiram a factura com o seu NIF!!!!

Qualquer dia estamos nós contribuintes a entregarmos o nosso SAFT de tudo o que compramos!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 06, 2018, 07:29:13 pm
Lisboa perde mais de mil milhões em dia negro nas bolsas

Detenção da administradora da Huawei abriu novo capítulo negro no histórico recente da confrontação entre EUA e China. Assustados, investidores fugiram ao risco. Bolsa lisboeta caiu mais de 2%.

(https://thumbs.web.sapo.io/?H=547&epic=OSyYmI89ZjOJzulwcwm6QZJs7Ktlt3xX0ofAFzItWo6GuNh3MOdJcWp14GyOBRKzK7GQcd8v8nw7uCN56xA7uyJi1YQ2OModlUICBIOWTduoxfE=)

Quanto custou a detenção da administradora financeira da Huawei no Canadá? Para os investidores em Lisboa, muito dinheiro. Mais de 1.000 milhões de euros foram retirados da bolsa nacional só na sessão desta quinta-feira, depois de Wanzhou Meng, filha do fundador da tecnológica chinesa, ter sido detida por suspeitas de violação das sanções aplicadas pelos EUA ao Irão. Mas o PSI-20 não foi caso único na dimensão dos prejuízos.

O índice português de referência caiu 2,1% para 4.817,69 pontos. Em termos de capitalização bolsista, isto representa uma perda de 1.270 milhões de euros para as cotadas que figuram na principal bolsa nacional. Apenas duas acções escaparam à pressão vendedora: a F. Ramada e a Sonae Capital.

Foram avultados os prejuízos entre os pesos pesados nacionais. Que o diga a Galp: as acções caíram 3,35% para 14,27 euros, num dos piores desempenhos por cá. Isto corresponde a uma desvalorização do market cap da petrolífera nacional na casa dos 380 milhões de euros, tendo sido castigada pelo tombo dos preços do petróleo em Londres: o barril londrino cai mais de 4%, apesar de a OPEP estar perto de chegar a um acordo para reduzir a produção e assim controlar a cotação do “ouro negro”.

Ainda no sector da energia, a EDP e a EDP Renováveis cederam mais de 2%. Também as acções do BCP, banco que viu a agência Fitch melhorar o seu rating esta quinta-feira, desceram de forma acentuada: -2,57% para 0,2425 euros.

Lá fora o dia também foi de fuga ao risco. O Stoxx 600 derrapou mais de 3%, assim como os índices de Milão e de Frankfurt. Aqui ao lado, o IBEX-35 de Madrid deslizou 2,75%. Do outro lado do Atlântico, Wall Street perde mais de 2%.

“A CFO da Huawei foi detida no Canadá onde dizem que vai ser extraditada para os EUA. Não se conhecem bem as causas desta detenção. Deste episódio, as elacções que se podem tirar, é que podem colocar em perigo as já instáveis relações entre os EUA e a China. A insegurança e a incerteza são os factores que mais pressionam as bolsas”, explicou Carla Maia Santos, da XTB Broker.

“Depois da solução apresentada na reunião do G20, os 90 dias de tréguas entre os EUA e a China são colocados em xeque“, contextualizou ainda.

Considerado um activo de refúgio, a onça do ouro brilha esta quinta-feira: valoriza 0,3% para 1.241,1 dólares.

(Notícia actualizada às 17h13)

https://www.sapo.pt/noticias/economia/lisboa-perde-mais-de-mil-milhoes-em-dia-negro_5c09516ffa5c5b285eb03c06

Mais um episódio da guerra comercial dos EUA contra o mundo (neste caso a China).
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 02, 2019, 03:52:10 pm
Centeno eleito Ministro das Finanças do ano na Europa



Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 02, 2019, 05:39:11 pm
Sindicato dos Estivadores entrega novo pré-aviso de greve de seis meses

A paralisação vai realizar-se nos portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal (Madeira), Ponta Delgada e Praia da Vitória (Açores) durante seis meses, a partir do dia 16.

(https://bordalo.observador.pt/800x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2019/01/02154506/25130912_770x433_acf_cropped.jpg)

Os funcionários portuários associados ao Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística (SEAL) decretaram esta quarta-feira greve ao trabalho nos portos nacionais entre 16 de Janeiro e 1 de Julho contra a proliferação de práticas antissindicais. O SEAL declara greve à prestação de trabalho “a partir das 08:00 do dia 16 de Janeiro de 2019 até às 08:00 do dia 01 de Julho de 2019”, lê-se no pré-aviso de greve.

A paralisação em causa vai realizar-se nos portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal (Madeira), Ponta Delgada e Praia da Vitória (Açores), abrangendo todos os trabalhadores efectivos ou com vínculo contratual de duração limitada.

"Constatamos que, até ao momento, após a assinatura do acordo relativo ao Porto de Setúbal, não se encontram minimamente satisfeitas as garantias de resolução expedita dos problemas assinalados nos restantes portos nacionais, especialmente no Porto do Caniçal, garantias essas que faziam parte integrante desse acordo, o que nos obriga à declaração deste novo pré-aviso de greve”, justificou o SEAL."

De acordo com o sindicato, “constituem motivos graves, determinantes desta declaração de greve, a crescente proliferação de práticas antissindicais nos diversos portos portugueses, revestindo-se estas de extrema gravidade no Porto de Leixões, permanecendo ainda graves no Porto do Caniçal”, afirmou o sindicato.

O sindicato liderado por António Mariano disse ainda que as empresas portuárias, “em inúmeros casos coniventes com os sindicatos locais, protagonizam e introduzem uma série de comportamentos que configuram diferentes tipos de assédio moral”, como perseguição, coação, suborno e ameaças de despedimento. Comportamentos que a estrutura classificou como “criminosos”, defendendo que estes pretendem “não apenas colocar os trabalhadores uns contra os outros”, mas evitar que estes sejam sindicalizados.

“Destes comportamentos ilegítimos por parte das empresas, frequentemente para benefício próprio de alguns agentes no terreno em detrimento da qualidade e produtividade dos serviços prestados nos portos, resulta uma maior precarização da mão-de-obra portuária, com todos os aspectos negativos a ela associados”, defendeu.

A liberdade de filiação sindical tem constituído um dos principais motivos de reivindicação dos estivadores do SEAL, que estão em greve ao trabalho suplementar desde agosto de 2018. Esta paralisação foi interrompida apenas em Setúbal, durante Dezembro, após o acordo alcançado em conjunto com as empresas portuárias, após mais de um mês de protesto.

https://observador.pt/2019/01/02/sindicato-dos-estivadores-entrega-novo-pre-aviso-de-greve-de-seis-meses/

Estão a brincar com o fogo!!!! E até acusam outros sindicatos que não sejam comunistas!!!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 02, 2019, 08:25:08 pm
- Na Alemanha os metalúrgicos bateram-se até conseguirem a jornada de 7 horas diárias. Parte interessante, nada transpirava nos noticiários nacionais.

- Enquanto estive por Espanha, assistia ao vivo e a cores às greves e distúrbios de diversos sectores, desde os produtores de leite até ao sector naval. Boa parte das reivindicações foram aceites e mesmo assim continua a onda de paralisações e marchas de protesto. Mais uma vez, nada transpira nas noticias nacionais.

- Em França é o que se sabe, embora só se mostre os descatos, para que o zezinho tuga possa desaprovar esses "bandidos que não querem trabalhar" entre uma mini e uma tirada sobre futebol. Temos que criar anticorpos no zezinho porque somos um povo pacato e obediente......

Continuemos então.... Dickens e Zola.... Mas há uma diferença substancial, os de baixo já não andam tocados a vinho e Fé, andam a ser bombardeados por propaganda a um estilo de vida a que não conseguem chegar, nem que trabalhassem 50 horas por dia, pois a 24 não chegam sequer para desafogar as contas. E quando se intoxica a alma dizendo que ter é ser...... quem não tem, tarde ou cedo, vai virar a mesa e não tem nada a ver com "comunistazz bermelhozzz"



Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 02, 2019, 11:08:44 pm
- Na Alemanha os metalúrgicos bateram-se até conseguirem a jornada de 7 horas diárias. Parte interessante, nada transpirava nos noticiários nacionais.

- Enquanto estive por Espanha, assistia ao vivo e a cores às greves e distúrbios de diversos sectores, desde os produtores de leite até ao sector naval. Boa parte das reivindicações foram aceites e mesmo assim continua a onda de paralisações e marchas de protesto. Mais uma vez, nada transpira nas noticias nacionais.

- Em França é o que se sabe, embora só se mostre os descatos, para que o zezinho tuga possa desaprovar esses "bandidos que não querem trabalhar" entre uma mini e uma tirada sobre futebol. Temos que criar anticorpos no zezinho porque somos um povo pacato e obediente......

Continuemos então.... Dickens e Zola.... Mas há uma diferença substancial, os de baixo já não andam tocados a vinho e Fé, andam a ser bombardeados por propaganda a um estilo de vida a que não conseguem chegar, nem que trabalhassem 50 horas por dia, pois a 24 não chegam sequer para desafogar as contas. E quando se intoxica a alma dizendo que ter é ser...... quem não tem, tarde ou cedo, vai virar a mesa e não tem nada a ver com "comunistazz bermelhozzz"

Olhe que não, olhe que não!!!!!!

Diga-me o que se passou na Autoeuropa quando o António Chora reformou-se? Antes com ele, apesar de ser do BE, havia paz social, apesar das muitas reivindicações, assim que saiu de cena, existiu uma luta fratricida pelo controlo dos trabalhadores (sabe quem manipulou nas sombras, não sabe?

O maior sindicato de estivadores de Leixões não é afecto ao PCP, logo são acusados de defenderem os patrões, etc, etc.....

Os enfermeiros afectos a 2 recém-criados sindicatos, apoiados pela Bastonária que é dirigente do PSD, criam uma greve e já chovem críticas de todos os lados, pode pode provocar mortes..... mas se forem sindicatos vermelhos já é legítimo assim como dos médicos! Um médico que faz greve não pode provocar a morte de doentes?

Tem razão na crítica que faz da nossa comunicação social, mas erra na tendência que é claramente apoiante da actual geringonça! As notícias por cá, ultimamente só referem como é asqueroso o Bolsonaro e nem ele tinha sido empossado!? Independentemente dele ser uma pessoa pouco recomendável. Assim como a nossa CS entretém-se a atacar o Trump por tudo e por nada e não olhar para perigos ainda maiores, que é o facto da extrema esquerda defender os mesmos princípios da extrema direita, entre eles o desmantelamento da UE!!!!!

Também não vejo a menor evidência de que a crise acabou, como dizem os aldrabões que nos governam, bem pelo contrário. E como a minha área é a das Finanças/Economia, posso dizer-lhe que os tempos que aí vêem vão ser muito negros para nós, a reter:
- Draghi (que tem sido um verdadeiro amigo de Portugal e dos países do sul), vai saír do BCE, quem o suceder e se for nórdico, como tudo indica, não vamos ter compras de dívida ilimitadas que têem mantido os nossos juros mais baixos que dos americanos!!!!!
- O que vai ser do país, quando as taxas de juro deixarem de ser negativas e as prestações dos portugueses começarem a subir?
- O próximo quadro comunitário já não vai ter o Reino Unido a contribuir para o orçamento;
- E já que falo do UK, como vai ser gerido o brexit? Vai ocorrer? Vai ser uma saída descontrolada? E as nossas exportações?

Eu ao contrário deste governo, antes de distribuir (gastar dinheiro), gostaria mais de pensar em ganhar cada vez mais dinheiro (economia crescer mais), mas isso não se faz favorecendo apenas os funcionários públicos e olharem para os restantes trabalhadores privados e para as empresas como o inimigo que tem de ser sugado até ao tutano para pagarem os direitos adquiridos!

E sobre os supostos milionários tugas, eu pergunto, onde andam eles!? Aqueles que ainda não faliram, onde param? Já que as empresas nacionais caiem uma atrás da outra nas mãos de investidores estrangeiros!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 04, 2019, 01:19:08 pm
Nunca fui sindicalizado em Portugal pela simples razão daquilo que os sindicatos funcionam como arma dos diversos partidos políticos. E isso é validos para todos eles. Não me lembro da UGT fazer barulho que se note, agora que estamos na era do PS sem D. O tal de sindicato dos enfermeiros "afecto" ao PS com D não se mobilizou quando o "Steps Rabbit" andava a destruir uma das poucas coisas decentes em Portugal para safar os salgados da vida, porque?!!

Isso desacredita tudo, tudo, conspurca tudo, enlameia a mais justa da reivindicações. Porque o professores têm razão, é para mim inaceitável que se trabalhe 10 anos e agora seja dito que só contam 2; porque os estivadores têm razão e é inclusive reconhecido de tal maneira que em vários portos europeus houve paragens em apoio aso nossos estivadores; porque os enfermeiros têm razão e ninguém que passe um dia num hospital será capaz de o negar.

Enquanto no resto da Europa têm havido uma aglutinação dos diferentes sindicatos em "super-sindicatos", como é o caso do sindicato do metal alemão, que já engloba inclusive profissões que são paralelas ao metal e faz com que esses sindicatos tenham um peso e uma capacidade realmente representativa da classe, ou como o caso dos sindicatos espanhóis que acertaram agulhas e concertaram esforços criando comissões coordenadoras, aqui assiste-se à fragmentação das classes em sindicatos de algibeira, em que um faz greve mas o outro não e aquilo que realmente deveriam defender passa ao lado na luta partidária.


Quanto aos milionários nacionais, existem mas, na esmagadora maioria, na pior classe de milionário. O milionário que, tal como o eucalipto, seca tudo à sua volta. Que se limita a sacar sem fazer o dinheiro correr e animar a economia. Isto porque boa parte deles, ficou milionária no jogo de cintura, nos buracos da Lei, nos amigos certos, não na criação de riqueza. Porque é essa a real diferença para as Nações que, pelo que eu percebo aqui devem ser comunistas, tipo a Noruega, Suécia, Finlândia, etc. Aqui, em vez de se gerar riqueza, gera-se ricos. Há uma diferença substancial, é que gerar um rico custa muitos pobres.

Quanto a "direitos adquiridos" caro Viajante, essa é a coisa que nunca me ninguém conseguiu fazer entender. Direitos?!!! Isso é o quê? Quanto muitotemos privilégios temporários, ganhos por gajos que lutaram e morreram para que nós aqui hoje os passamos usufruir e pelos quais devemos lutar diariamente. A partir do momento que um bacoro qualquer, ao serviço sabe-se lá de quem, mas com a certeza que não é ao nosso serviço apesar de lhe pagarmos o ordenado, chuta para canto esses tais "Direitos" com um simples rabiscar de uma caneta e nós calamos, não estamos só a mijar na campa de todos os que lutaram e morreram por uma vida melhor para nós, não estamos só a ser um cobardolas ranhosos, estamos a condenar os nossos descendentes a passar pelo que os nossos antecessores passaram. E não tenhoa menor sombra de dúvida que, à velocidade com que estamos a retroceder aos "direitos" laborais e sociais do Sec. XIX, inicio do Sec. XX, os nossos descendentes serão obrigados ser comunistas.

Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 05, 2019, 12:38:53 pm
Nunca fui sindicalizado em Portugal pela simples razão daquilo que os sindicatos funcionam como arma dos diversos partidos políticos. E isso é validos para todos eles. Não me lembro da UGT fazer barulho que se note, agora que estamos na era do PS sem D. O tal de sindicato dos enfermeiros "afecto" ao PS com D não se mobilizou quando o "Steps Rabbit" andava a destruir uma das poucas coisas decentes em Portugal para safar os salgados da vida, porque?!!

Isso desacredita tudo, tudo, conspurca tudo, enlameia a mais justa da reivindicações. Porque o professores têm razão, é para mim inaceitável que se trabalhe 10 anos e agora seja dito que só contam 2; porque os estivadores têm razão e é inclusive reconhecido de tal maneira que em vários portos europeus houve paragens em apoio aso nossos estivadores; porque os enfermeiros têm razão e ninguém que passe um dia num hospital será capaz de o negar.

Enquanto no resto da Europa têm havido uma aglutinação dos diferentes sindicatos em "super-sindicatos", como é o caso do sindicato do metal alemão, que já engloba inclusive profissões que são paralelas ao metal e faz com que esses sindicatos tenham um peso e uma capacidade realmente representativa da classe, ou como o caso dos sindicatos espanhóis que acertaram agulhas e concertaram esforços criando comissões coordenadoras, aqui assiste-se à fragmentação das classes em sindicatos de algibeira, em que um faz greve mas o outro não e aquilo que realmente deveriam defender passa ao lado na luta partidária.


Quanto aos milionários nacionais, existem mas, na esmagadora maioria, na pior classe de milionário. O milionário que, tal como o eucalipto, seca tudo à sua volta. Que se limita a sacar sem fazer o dinheiro correr e animar a economia. Isto porque boa parte deles, ficou milionária no jogo de cintura, nos buracos da Lei, nos amigos certos, não na criação de riqueza. Porque é essa a real diferença para as Nações que, pelo que eu percebo aqui devem ser comunistas, tipo a Noruega, Suécia, Finlândia, etc. Aqui, em vez de se gerar riqueza, gera-se ricos. Há uma diferença substancial, é que gerar um rico custa muitos pobres.

Quanto a "direitos adquiridos" caro Viajante, essa é a coisa que nunca me ninguém conseguiu fazer entender. Direitos?!!! Isso é o quê? Quanto muitotemos privilégios temporários, ganhos por gajos que lutaram e morreram para que nós aqui hoje os passamos usufruir e pelos quais devemos lutar diariamente. A partir do momento que um bacoro qualquer, ao serviço sabe-se lá de quem, mas com a certeza que não é ao nosso serviço apesar de lhe pagarmos o ordenado, chuta para canto esses tais "Direitos" com um simples rabiscar de uma caneta e nós calamos, não estamos só a mijar na campa de todos os que lutaram e morreram por uma vida melhor para nós, não estamos só a ser um cobardolas ranhosos, estamos a condenar os nossos descendentes a passar pelo que os nossos antecessores passaram. E não tenhoa menor sombra de dúvida que, à velocidade com que estamos a retroceder aos "direitos" laborais e sociais do Sec. XIX, inicio do Sec. XX, os nossos descendentes serão obrigados ser comunistas.

Já percebeu que nem o PCP nem o BE entusiasmam-me, muito pelo contrário.

Disto isto, não tenho a menor dúvida de que os nossos problemas são muito mais profundos do que aquilo que refere e explico já. Existe de facto uma diferença de tratamento e regalias entre os funcionários públicos e os restantes funcionários de empresas privadas, que são a larga maioria, mas apesar disso têem menos regalias que os primeiros!!!!
Esse facto é agora mais evidente com a geringonça, que só tem olhos para o seu eleitorado (onde o sindicalismo é mais forte) que são os funcionários públicos e também os reformados (chegam a dar-lhes aumentos de 1€ e ainda fazem publicidade disso)! É muito difícil a restante população, onde eu me incluo, defender as guerras sindicais dos funcionários públicos, quando estes à partida já têem mais direitos e regalias do que eu. Por isso não se admire com a apatia do povo, porque este vê que só uns é que podem ser beneficiados, os outros são os portugueses de 5ª categoria que só servem para pagar impostos que vão servir para pagar o salário dos funcionários públicos, esta é a realidade!
Vamos a factos, de um sector que eu conheço bem, o sector do ensino. Faço parte de um órgão de gestão de 3 pessoas (não somos funcionários públicos), eu e outro descontamos para a Segurança Social e um terceiro colega (porque é docente e vai gerir directamente os docentes) desconta para a CGA. Pois bem, apesar do salário ser exactamente igual para os 3, o colega da CGA se estiver de baixa, a partir do 4º dia recebe apenas um corte de 10% da remuneração normal (paga pela CGA), mas se for eu levo com um corte de 45% e que só baixa para um corte de 40% a partir de 30 dias de baixa. Acha isto justo? (veja por si estas regras explicadas por um dos sindicatos da FENPROF: https://www.spn.pt/Artigo/esclarecimento-spn-faltas-por-doenca-os-30-dias-os-3-primeiros-dias-os-descontos) Mais, um professor pode meter baixa ou falta (mete o chamado artigo) e falta 30 dias por conta das férias, que normalmente ocorrem no verão, mas se for ver se ele está presente por altura do verão no local de trabalho…….. E sabia ainda que um professor (homem), tem direito a dispensa para amamentação ou aleitamento? (julgo que os restantes funcionários públicos também têem esse direito).
Agora o horário, o horário completo de um professor é de 22 horas semanais no início de carreira e que vai reduzindo até chegar a 12 horas, incluindo cargos. Quer isto dizer que um desgraçado de um professor que entre na carreira, ganha 1/3 de um docente com cerca de 50 anos e trabalha o dobro das horas. Atenção que estes horários apenas se aplicam nas 32 semanas lectivas que tem o ano, sabe qual é o horário nas restantes semanas?
E da avaliação que os sindicatos nunca aceitaram? Acha normal todos os professores, bons e maus profissionais chegarem ao topo da carreira? Isso não se passa no Ensino Superior, basta copiarem o sistema das Universidades, que é muito mais justo. Nas Forças Armadas, era o equivalente a todos os oficiais chegarem a General só pela idade e tempo de serviço!!!!!!
Já para não falar nas idades de aposentação que são sempre mais baixas para alguém que desconte para a CGA em comparação com a SS (reforma e pré-reforma).
Mas posso alargar o debate para o salário mínimo, desculpe mas não encontro justificação para o FP ter um SM de 635€ e os restantes 600€!!!!!
Nem posso sequer concordar que não saia 1 cêntimo da CGA para os rendimentos mínimos, dados por funcionários públicos, e que seja apenas a SS a doar dinheiro de quem trabalha e desconta para quem nada faz na vida! Isso acho absolutamente revoltante! Se há dinheiro para os rendimentos mínimos e outros, que retirem do orçamento, se há dinheiro dá-se, se não há não se dá, agora não roubem é a SS!!!!!! Deveria existir apenas 1 só sistema de aposentação com regras iguais para todos!
Porque é que um funcionário público trabalha 35 horas e os restantes 40 horas?!?
E podia alargar o debate por exemplos para as regalias principescas de quem mora nos grandes centros urbanos como Lisboa, tem transportes públicos subsidiados e pagos por todos os portugueses (através das injecções de capital que todos os anos é feita nessas empresas públicas, através do Orçamento de Estado, ou seja, de todos os portugueses, que muitos deles nunca andaram sequer nesses transportes). Para cúmulo, este ano vai haver passes dos transportes ainda mais baratos e mais uma vez subsidiados por quem nunca tem transportes públicos (todo o interior do país e fora dos grandes centros urbanos). Se Lisboa quer passes mais baratos, a Câmara que compre as empresas públicas de transportes e por mim até pode oferecer os passes. É que este caso é exactamente o oposto da solidariedade nacional. O que é que tem o interior tem que o litoral não tem, depois de nos fecharem quase todos os serviços públicos e concentrarem tudo em meia dúzia de cidades? No interior do país, se quiser deslocar-se para o trabalho, para um Hospital que fica a 100km, para um cinema que fica a 60km, para uma loja do cidadão que fica a 60km, sem carro não vai a lado nenhum, porque não há transportes públicos sequer, quanto mais subsidiados! Se tiver a sorte de ter uma auto-estrada perto, já sei que é uma das que paga mais por km percorrido!
Depois desta dissertação e como não moro num grande centro urbano e nem sou funcionário público, tem a certeza de que quer mesmo que lhe explique porque é que eu e muitos milhões como eu não apoiam as reivindicações dos funcionários públicos que já são beneficiados e querem ser ainda mais beneficiados, quando eu sei que no fim vou ter de pagar mais impostos para essas benesses todas?
O nosso problema está no caciquismo e grupos que se encostam aos dinheiros públicos e que berram sempre que alguém quer cortar-lhes algo (veja as Cãmaras, veja as Juntas de Freguesia, veja os milhões de departamentos públicos que nem sonhamos o que fazem…..
Quando estivermos todos ao mesmo nível, eu vou para a rua manifestar por mais e melhores condições, mas assim não…..
Peço desculpa pelo desabafo!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 11, 2019, 11:33:27 am
Banco de Portugal condena Ricardo Salgado a pagar 1,8 milhões de euros por causa do BES Angola

Ex-banqueiro foi condenado pelo Banco de Portugal a pagar uma multa de 1,8 milhões de euros devido ao BES Angola. Defesa de Ricardo Salgado disse que vai recorrer.

(https://bordalo.observador.pt/800x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2019/01/10143918/18640943_1280x720_acf_cropped_770x433_acf_cropped.jpg)

O Banco de Portugal condenou Ricardo Salgado a pagar 1,8 milhões de euros na sequência do caso BES Angola. No total, foram condenados 8 dos 18 acusados. Os ex-administradores Amílcar Morais Pires e Rui Silveira também foram condenados ao pagamento de coimas, no valor, respectivamente, de 1,2 milhões e 400 mil euros.

Em causa, segundo o Expresso, estão falhas graves nos mecanismos de controlo interno e o não cumprimento de obrigação de comunicação ao Banco de Portugal dos riscos inerentes à carteira de crédito. No total, as coimas destes três ex-administradores somam um montante de 3,4 milhões de euros.  Os outros sete administradores acusados foram absolvidos – entre eles José Ricciardi.

Já o Banco Espírito Santo e o Espírito Santo Financial Group (ESFG) foram condenados ao pagamento de coimas – 3,4 milhões e 1 milhão, respectivamente – mas estas multas ficam suspensas, já que ambas as entidades estão em situação de insolvência. As coimas aplicadas a três dos ex-gestores desta holding são menos avultadas: Petracchini  foi condenado ao pagamento de 150 mil euros; e José Castella e Caldeira da Silva terão de pagar 120 mil euros cada um.

Os condenados, entende o Banco de Portugal, agiram de forma deliberada e dolosa para esconder da administração do grupo, assim como do Banco de Portugal, as dificuldades e riscos que o BES Angola atravessava. As multas são superiores para os envolvidos que estavam ligados ao BES. Isto porque, apesar de pertencer à holding ESFG, o supervisor acredita que as decisões eram tomadas no seio da administração do banco.

Em causa está um empréstimo que o BES concedeu ao BES Angola no valor de 3 mil milhões de euros sem que fosse feita a devida análise de risco. Aliás, o verdadeiro risco e a exposição a que o BES Angola estava sujeito não foi apenas ocultada: o supervisor entende que os agora condenados estiveram envolvidos na elaboração de um cenário fictício que pintava uma realidade paralela, muito mais favorável do que a verdadeira.
Ricardo Salgado vai recorrer da decisão do Banco de Portugal

A defesa de Ricardo Salgado informou, entretanto, que vai recorrer da decisão do Banco de Portugal, considerando-a injusta e acusando o regulador da banca de falta de imparcialidade.

“Face à injustiça desta decisão do regulador, a defesa de Ricardo Salgado interporá recurso para os Tribunais, ainda na esperança de que o Estado-de-Direito não cederá a pressões de qualquer espécie”, indicaram os advogados do ex-banqueiro numa nota enviada às redacções.

Para a defesa de Ricardo Salgado, a decisão do regulador “formaliza” declarações do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, datadas de 2014, quando — dizem os advogados — “pré-escolheu aqueles que seriam culpados do caso BES”.

O Tribunal de Santarém, acrescentam os advogados de Salgado, “já qualificou estas declarações do governador como um ‘excesso argumentativo’, como tendo ‘extravasado o estritamente necessário’, além de serem ‘excessivamente conclusivas'”.

    Isto (…) é revelador da total ausência de imparcialidade e isenção do Banco de Portugal para julgar factos respeitantes ao BES e a Ricardo Salgado”.

No entanto, em Dezembro último o Tribunal de Santarém recusou um pedido de incidente apresentado pela defesa de Ricardo Salgado para que a administração do Banco de Portugal fosse declarada como não isenta para tomar decisões nos processos de contra-ordenação movidos contra o antigo banqueiro.

A equipa de defesa — liderada por Francisco Proença de Carvalho — insiste agora que a decisão do Banco de Portugal surge “quase 5 anos depois de ter sido tomada a ilegal decisão de destruição de uma instituição centenária como o BES”, mas que se enquadra “numa linha estratégica de isolamento de certos arguidos”.

O objectivo, segundo a defesa? “Continuar a dissimular o desprezo que os então responsáveis do Banco de Portugal conferiram à garantia soberana de Angola de 5,7 mil milhões de dólares, que permitiria ter evitado muitos prejuízos”, concluem.

Notícia actualizada às 18:15 com a informação de que Ricardo Salgado vai recorrer da decisão do Banco de Portugal.

https://observador.pt/2019/01/10/banco-de-portugal-condena-ricardo-salgado-a-pagar-18-milhoes-de-euros-por-causa-do-bes-angola/

Pergunto se o Banco de Portugal não tem coimas mais pesadas que possa aplicar a quem tanto prejudicou o país!?
Ele tinha uma reforma de 90.000€ por mês. Já lhe cortaram e deixaram o mínimo de sobrevivência como fazem com qualquer desgraçado!?
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 15, 2019, 12:26:41 pm
Portugal com terceira maior quebra homóloga na produção industrial

Em Novembro, a produção industrial portuguesa teve uma quebra de -2,9%, a terceira maior face ao mesmo período de 2017 dos Estados-membros da União Europeia, divulgou esta segunda-feira o Eurostat.

(https://bordalo.observador.pt/800x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2019/01/14102228/24487696_770x433_acf_cropped.jpg)

Portugal teve em Novembro a terceira maior quebra homóloga e a segunda em cadeia na produção industrial entre os Estados-membros da União Europeia (UE), divulgou esta segunda-feira o Eurostat.

Face a Novembro de 2017, a produção industrial recuou 3,3% na zona euro e 2,2% na UE, com Portugal a registar a terceira maior quebra (-2,9%), depois da Irlanda (-9,1%) e da Alemanha (-5,1%).

Comparando com o mês anterior, em Novembro a produção industrial caiu 1,7% na zona euro e 1,3% no conjunto dos 28, tendo a Irlanda registado o maior recuo mensal (-7,5%), seguindo-se Portugal (-2,5%), Alemanha e Lituânia (-1,9% cada).

Segundo o gabinete estatístico europeu, as maiores subidas homólogas do indicador observaram-se na Estónia (7,9%), Polónia (5,3%) e Hungria (3,5%) e as mensais também na Estónia (4,5%), Grécia (3,1%) e Malta (2,8%).

https://observador.pt/2019/01/14/portugal-com-terceira-maior-quebra-homologa-na-producao-industrial/

Mais sinais de alarme sobre o que vem aí.......
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 17, 2019, 02:44:41 pm
Jerónimo Martins e Sonae voltam a subir no 'ranking' das maiores retalhistas do mundo

De acordo com o estudo 'Global Powers of Retailing 2019', que engloba 250 empresas a nível mundial, a Jerónimo Martins é hoje o 55.º maior retalhista, avançando uma posição em comparação com o ano anterior.

(https://cdn2.jornaldenegocios.pt/images/2018-08/img_817x460$2018_08_29_16_55_30_338127.jpg)

A Jerónimo Martins e a Sonae SGPS voltaram a subir no 'ranking' global do retalho da Deloitte em 2018, em comparação com o ano anterior, ocupando agora, respectivamente, a 55.ª e a 156.ª posição, foi hoje anunciado.

De acordo com o estudo 'Global Powers of Retailing 2019', que engloba 250 empresas a nível mundial, a Jerónimo Martins é hoje o 55.º maior retalhista, avançando uma posição em comparação com o ano anterior.

Em dez anos, a dona do Pingo Doce subiu mais de 60 posições, tendo, em 2017, o ano sido marcado por "um forte desempenho operacional", com todas "as geografias e insígnias a reforçarem as suas posições de mercado (Portugal, Polónia e Colômbia) ".

Por sua vez, a Sonae SGPS ascendeu à 156.ª posição, quando, no ano anterior, ocupava o 167.º lugar, tendo, em dez anos, subido cerca de 20 posições.

A conjuntura económica da zona euro tem vindo a registar uma desaceleração e existe uma incerta e instabilidade associada a fenómenos como o 'Brexit' (saída do Reino Unido da União Europeia), que se tem reflectido numa descida da procura.

"Para os retalhistas, estes indicadores macroeconómicos vão traduzir-se num crescimento mais lento dos gastos de consumo, no aumento dos preços e em perturbações nas cadeias de fornecimentos globais", apontou, em comunicado, o sócio líder do sector de retalho da Deloitte, Miguel Eiras Antunes.

Por isso, de acordo com o responsável da consultora, "é expectável que, nos próximos anos, o sector enfrente alguns desafios nesta matéria. Contudo, os mercados maduros apresentam igualmente um conjunto de novas oportunidades ao nível da inovação tecnológica".

A liderar o 'ranking' ficaram, novamente, as norte-americanas Wal-Mart Stores, Costco Wholesale Corporation e The Kroger Co. Destaca-se no quarto lugar a Amazon, com uma subida impulsionada "por uma estratégia competitiva de preços", seguida pelo grupo alemão Schwarz.

No sentido inverso, a ocupar os últimos lugares da tabela ficaram a norte-americana The Golub Corporation (250.ª posição), a brasileira Magazine Luiza (249.ª), a japonesa Heiwado Co. (248.ª), a sueca Coop Sverige AB (247.ª) e a norte-americana American Eagle Outfitters (246.ª).

No 'ranking' registaram-se também algumas estreias como as alemãs Metro AG (26.º lugar) e a Ceconomy AG (40.º), a chinesa Wumart Holdings (187.º), a norte-americana Wayfair (205.º) e a brasileira RaiaDrogasil (223.º).

A Europa apresenta o número mais alto de retalhistas no Top 250, com 87 empresas, mais cinco que no período homólogo.

No mesmo documento, o sócio do sector de Retalho da Deloitte Pedro Miguel Silva, referiu que "os retalhistas europeus continuam a ser mais activos a nível global pelo facto de procurarem oportunidades de crescimento fora dos respectivos mercados maduros. Uma estratégia seguida também pelos dois maiores retalhistas portugueses, cujas operações em mercados externos continuam a representar uma forte aposta".

Segundo o estudo da Deloitte, as receitas agregadas das 250 maiores empresas de retalho a nível mundial totalizaram 4,53 triliões de dólares (3,96 biliões de euros) no ano fiscal de 2017 (exercício encerrado até Junho de 2018), valor que representa um crescimento homólogo de 5,7%.

Os dez maiores retalhistas do mundo contribuíram em 31,6% para a receita gerada no ano fiscal de 2017.

"O crescimento registado no Top 10 ultrapassou o crescimento reportado pelos 250 retalhistas neste estudo com 6,1% e 5,7% respectivamente. No entanto, a margem de lucro líquida total dos dez maiores retalhistas foi mais baixa quando comparada com o top 250", apontou, em comunicado, a consultora.

Esta realidade justifica-se com o facto de "oito dos dez retalhistas trabalharem no retalho alimentar, um sector com margens baixas, que estão permanentemente sob pressão devido ao aumento dos custos, baixo poder de inflação de preços imposto pela crescente concorrência e transparência e ao investimento necessário na transformação digital dos negócios".

O retalho alimentar foi o que mais contribuiu para o Top 250, com as 138 empresas deste sector a gerarem 66,2% das receitas do retalho no ano fiscal de 2017.

A 22.ª edição do 'Global Powers of Retailing' identificou os 250 maiores retalhistas do mundo e analisou o desempenho obtido pelo sector ao nível do volume de negócios, crescimento e rentabilidade nas várias geografias, segmentos de actividade e formatos de loja.

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/comercio/detalhe/jeronimo-martins-e-sonae-voltam-a-subir-no-ranking-das-maiores-retalhistas-do-mundo--?ref=HP_DestaquesPrincipais
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 17, 2019, 09:52:14 pm
Barnier: "Portugal continua muito ligado à economia do Reino Unido"


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Janeiro 19, 2019, 02:11:02 pm
Venda da Cimpor: como se desfez o ‘império’ cimenteiro em Portugal
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/venda-da-cimpor-como-se-desfez-o-imperio-cimenteiro-em-portugal-400239
(https://jornaleconomico.imgix.net/wp-content/uploads/2017/06/Cimpor-e1496957655504.jpg?w=850&h=531&q=60&compress=auto,format&fit=crop)

Citar
A Cimpor chegou a operar em quatro continentes e em 12 países. A empresa extingue-se, mas permanece a marca. E fica a promessa dos turcos em “fazer da Cimpor novamente uma grande empresa”.A cimenteira Cimpor foi durante décadas um nomes mais altos da indústria portuguesa, dando cartas tanto em território nacional, como lá fora, onde conseguiu desenvolver negócio em 12 mercados estrangeiros, em quatro continentes. Está agora nas ‘mãos’ do maior fundo de pensões da Turquia, o Ordu Yardimlasma Kurum (OYAK) que, segundo a agência Reuters, comprou o que restava do ‘império’ cimenteiro em Portugal e em Cabo verde: três fábricas e as duas moagens de cimento, as 20 pedreiras e as 46 centrais de betão, revelaram, em comunicado.

O que é o OYAK?

É o fundo de pensões da forças armadas turcas fundado em 1961. Em 2012, já contava com mais de 250 mil membros. O Oayak detém o Oyak Holding, uma empresa de investimento e um dos maiores grupos industriais da Turquia, com diversos investimentos em variados setores de atividade, desde a metalurgia, o setor automóvel, a energia, a agricultura, finanças,betão e exploração mineira, entre outros.

Emprega cerca de 30 mil pessoas em 19 países e, em 2017, apresentou um volume de negócios de 10,2 mil milhões de euros, cerca de 8,92 mil milhões de euros.

Como se deu a desfragmentação da cimenteira?

A (parte da) Cimpor que os turcos adquiriram resultou da desfragmentação que assolou a empresa. Em 2012, a brasileira InterCement lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) à cimenteira portuguesa, que aproveitou um guerra entre os acionistas da Cimpor na altura, onde se incluíam, entre outros a Caixa Geral de Depósitos, o fundo de pensões do BCP ou Pedro Queiroz Pereira.

A InterCement ‘aliou-se’ à rival, e também acionista da Cimpor, Votorantim, e a OPA concluiu-se com êxito. As duas empresas dilaceraram a Cimpor em duas partes idênticas, divindindo os ativos que a empresa detinha pelo mundo fora.

Em dezembro de 2018, o Oyak adquire os ativos que a Cimpor detinha em Portugal e Cabo Verde à InterCement. A transação passou pelo crivo da Bruxelas, com a Direção-geral da Concorrência da Comissão Europeia a dar luz verde ao negócio.

A InterCement tinha necessidade de reduzir a dívida do acionista brasileiro e vendeu a Cimpor ao Oyak, por 700 milhões de euros, segundo a agência Reuters.

Como nasceu a Cimpor?

A Cimpor nasceu da convulsão da revolução do 25 de abril, sendo criada em 1976, reunindo um conjunto de cimenteiras nacionalizadas. Regressou ao capital privado em 1994, mas há antes, o referencial de gestão da empresa, Sousa Gomes, iniciou a cimenteira portuguesa num dos mais interessantes e bem sucedidos processos de internacionalização da economia portuguesa, ajudando a criar bases operacionais em mais de uma dezena de mercados externos.

A Cimpor chegou a operar em quatro continentes e em 12 países: Portugal, Espanha, Brasil, Egipto, Marrocos, Moçambique, África do Sul, China, Índia, Tunísia, Turquia e Peru.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 21, 2019, 09:41:20 am
Venda da Cimpor: como se desfez o ‘império’ cimenteiro em Portugal


Tenho seguido o que se passou com a Cimpor, PT, entre outras e só há uma palavra para descrever o que se passou: CRIMINOSO. Conseguiram destruír 2 grandes empresas a nível mundial, quando se juntaram com parceiros brasileiros!!!!!!

E o mais irónico é que 2 empresários portugueses que já morreram, queriam comprar essas empresas e o poder político não deixou (o Belmiro de Azevedo queria a PT e o Pedro Queirós Pereira queria comprar a Cimpor). O resultado final já conhecemos, depois dessas 2 grandes empresas terem sido "sangradas" em mais de 10 mil milhões de euros, até definharem!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 22, 2019, 12:47:58 am
Exclusivo: Auditoria da EY revela perda de 340 milhões na CGD com “Obrigações Caravela”

A auditoria à gestão da CGD, entre 2000 e 2015, conclui que que foi realizado um investimento significativo em dívida pública designada ‘Obrigações Caravela’, cujo resultado foi uma perda de centenas de milhões de euros. Operação ruinosa visou eliminar perdas no balanço de dívida pública detida pela Caixa antes da adesão ao euro e sem análise prévia de riscos inerentes.

(https://jornaleconomico.imgix.net/wp-content/uploads/2016/09/caixa_geral_depositos_cgd_logo.jpg?w=730&h=456&q=60&compress=auto,format&fit=crop)

Chama-se “Operação Caravela”, um investimento realizado pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) em eurobonds emitidos em escudos, por emitentes internacionais e colocadas no mercado internacional, no final dos anos 1990. A operação teve como o objectivo camuflar perdas no balanço do banco público face aos elevados níveis de dívida pública que se estava a desvalorizar, cujos títulos a Caixa não se conseguia livrar no final da década de 90. E veio a revelar-se ruinosa: gerou uma perda aproximada de 340 milhões de euros à CGD, segundo a auditoria da EY à gestão da Caixa que conclui que os elevados riscos desta operação  não foram analisados correctamente.

Esta é uma das conclusões da auditoria da EY aos empréstimos problemáticos concedidos pela CGD durante os anos de 2000 a 2015, cujo documento foi dado a conhecer neste domingo, 20 de Janeiro, pela comentadora da CMTV, Joana Amaral Dias no “CM Jornal 20h”. Segundo a comentadora avançou ao JE trata-se de uma versão preliminar da auditoria que já foi entregue aos supervisores e às autoridades de investigação criminal, na eventualidade de conter indícios de práticas que possam configurar crime. Mas, assegura, não sofreu alterações relevantes face ao documento final.

“Os motivos inerentes à operação são meramente contabilísticos, com a necessidade de eliminar uma menos valia potencial transitória numa carteira de obrigações de taxa fixa”, conclui a  auditoria à gestão da Caixa entre 2000 e 2015, revelando que o resultado desta operação, denominada “Operação Caravela”, “ foi uma perda de 340 milhões de euros” e que “tratou-se de uma tomada de operação com um risco elevado, sem evidência de análise de suporte nem conhecimento para riscos inerentes à operação”.

Esta operação foi desencadeada pela administração liderada por João Salgueiro (entre 1996 e 1999 e que tinha o actual chairman do Santander, António Vieira Monteiro, como vice-presidente), que realizou um investimento significativo em dívida pública designada ‘Obrigações Caravela’. Uma operação, cujos motivos, revela agora a auditoria da EY, “são meramente contabilísticos, com a necessidade de eliminar uma menos valia potencial transitória numa carteira de obrigações de taxa fixa”.  Até à venda, em 2006, das “obrigações Caravela”, a operação abrangeu ainda as administrações de António de Sousa que foi presidente do conselho de administração entre 2000 e 2004 e de  Carlos Santos Ferreira (que fez um mandato entre 2005 e início de 2008).

A auditoria explica que a 23 de Dezembro de 1999 as obrigações com cupão a taxa fixa detidas pelos bancos do Grupo em Espanha e sucursal de Paris, as quais estavam a originar perdas, foram vendidas a uma sociedade veículo, criada pelo Crédit Suisse criou que absorveu a dívida pública que a Caixa detinha e registava perdas no balanço e emitiu títulos conhecidos como ‘Boats Caravela’. Este veículo emitiu, por sua vez, obrigações de cupão a taxa variável que foram tomadas pelo Grupo CGD, sendo que o valor as das carteiras alienadas ascendeu a cerca de 90 milhões de contos (cerca de 447,1 milhões de euros) e o prazo da operação foi de 11 anos. A venda das obrigações ao veículo especial , segundo a auditoria da EY, permitiu a anulação de provisões de 5,1 milhões de contos (25,6 milhões de euros).

Mas, segundo a EY, os novos títulos também desvalorizaram, gerando ainda mais perdas. “A Caixa não se conseguia livrar deles e foi registando disfarçadamente as perdas no balanço até se resolver completamente o problema” , conta Helena Garrido no livro “Quem meteu a mão na Caixa”, referindo-se ao investimento em ‘obrigações Caravela’.   Um investimento que a auditoria da EY coloca agora em causa ao realçar na auditoria que “não existe evidência dos elevados riscos da operação terem sido analisados correctamente”, acrescentando que não foi disponibilizada à auditora  a documentação de suporte à análise original e subsequente monitorização.

O documento da EY conclui ainda que não obteve, “por outro lado, qualquer evidência de terem sido envolvidos outros agentes na análise da documentação da operação, nomeadamente agências de rating e organizadores de mercado”.

Segundo a auditoria, a falta de evidência de documentação de suporte inclui o período de  1996 a 2003 – vários documentos (Informações dos vários departamentos) não foram encontrados pela CGD. A EY Realça aqui que em 2002 a versão do documento que lhes foi disponibilizada “é uma versão preliminar que não se encontra completa” e “não contém qualquer parecer nem despacho”. Já em 2006, segundo o documento, relativamente à venda da operação, “a CGD não nos disponibilizou elementos suficientes para concluir que esta seria a melhor opção”.

Obrigações emitidas antes da adesão ao euro

O Jornal Económico avançou na edição de 14 de Dezembro do ano passado que estas obrigações, emitidas há mais de 18 anos, consistiam em eurobonds emitidos em escudos, por emitentes internacionais e colocadas no mercado internacional. Denominavam-se de ‘Obrigações Caravela’ porque foram emitidas na moeda antiga, antes da adesão de Portugal à moeda única, em 1999. Foram tomadas firme e colocadas por instituições financeiras que operam em Portugal.

“No final dos anos 1990, o banco do Estado tinha no seu balanço muita dívida pública que se estava a desvalorizar”, conta Helena Garrido, no livro “Quem meteu a mão na Caixa”, referindo-se ao investimento em ‘obrigações Caravela’.

Em 2000, a CGD estava com perdas significativas na carteira de dívida pública e para as camuflar  na conta de resultados, fizeram uma operação com o Crédit Suisse, que é descrita no mesmo livro.

O Crédit Suisse criou um veículo que absorveu essa dívida pública e emitiu títulos conhecidos como ‘Boats Caravela’. Mas, esses títulos também desvalorizaram, gerando ainda mais perdas. “A Caixa não se conseguia livrar deles e foi registando disfarçadamente as perdas no balanço até se resolver completamente o problema”, escreve Helena Garrido. A questão da responsabilidade de Vieira Monteiro nesta operação terá de ser apurada, uma vez que há fontes que dizem que não teve implicação directa na operação do Crédit Suisse.

Caixa vendeu as obrigações em 2006 por 84 milhões de euros

Segundo o relatório e contas de 2006, já no mandato de Carlos Santos Ferreira, “as obrigações ‘Boats Caravela’ foram alienadas em Março de 2006, por 102 milhões de dólares (84,4 milhões de euros, ao câmbio em vigor à data da venda)”, estancando perdas que, segundo as nossas fontes, acumularam ao longo dos anos um montante que ronda os 1,5 mil milhões de euros.

Outra fonte explicou que foi uma operação de venda de um conjunto bastante diverso de títulos com o objectivo de gerar resultados para o banco.

A EY terá avaliado mais de 180 operações de crédito entre 2000 e 2015 e, dessas, terá feito uma análise detalhada das 50 operações: as mais relevantes do ponto de vista financeiro, as que foram feitas sem a aprovação formal do departamento de risco e as que resultaram em perdas e em crédito malparado para o banco público. A auditoria  da EY   debruçou-se sobre três áreas principais de análise: concessão de créditos, aquisição e alienação de activos e decisões estratégicas de negócio.

Justiça investiga 100 maiores créditos em incumprimento da CGD

O JE avançou, em primeira mão, a 16 de Julho de 2017, que o  Ministério Público (MP) tinha, desde essa altura, na sua posse a lista dos 100 maiores créditos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e que estão em situação de incumprimento num montante superior a 2,5 mil milhões de euros. Na mira da Justiça estão créditos concedidos a empresas e a alguns particulares sem garantias ou com garantias frágeis no âmbito do inquérito que investiga suspeitas de gestão danosa. Indícios de crime foram já detectados, apurou o Jornal Económico junto de fonte próxima à investigação.

A informação à Justiça foi disponibilizada ainda quando António Domingues liderava a instituição financeira, em Dezembro de 2016, antes do início de funções de Paulo Macedo, a 1 de Fevereiro deste ano.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/exclusivo-auditoria-da-ey-revela-perda-de-340-milhoes-na-cgd-com-obrigacoes-caravela-400817
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 22, 2019, 01:01:10 am
Caixa perdeu 1.200 milhões em créditos de risco. Veja a lista dos grandes devedores

A auditoria realizada à gestão da CGD revela que, entre 2000 e 2015, várias administrações aprovaram uma série de operações de risco elevado, que vieram a gerar perdas de quase 1.200 milhões de euros.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reconheceu perdas de quase 1.200 milhões de euros num conjunto de 46 financiamentos, concedidos entre 2000 e 2015, nos quais não foram cumpridas as normas de concessão de crédito. Ao longo destes anos, as sucessivas administrações do banco público ignoraram os pareceres dos órgãos competentes ou aprovaram operações que não apresentavam garantias suficientes, concretizando negócios que vieram a revelar-se de risco “considerado elevado ou grave”.

Os dados constam de um relatório preliminar, divulgado por Joana Amaral Dias na CMTV e a que o ECO teve acesso, realizado pela consultora EY, que, a pedido do Ministério das Finanças, fez uma auditoria à gestão da Caixa no período de 2000 a 2015.

Na auditoria, a consultora identifica vários tipos de operações que caracteriza como “excepções face ao normativo e ao enquadramento regulamentar aplicável”. Leia-se, não cumpriram as regras. Há quatro tipos de operações que se destacam:

    Operações aprovadas com parecer de análise de risco desfavorável ou condicionado, não se encontrando documentadas as justificações para a tomada de risco contrária ao parecer da Direcção Global de Risco;
    Casos onde não foi apresentado parecer técnico da Direcção Global de Risco referente à operação, nem justificação para tal situação;
    Casos onde não existe evidência que tenha sido obtida toda a informação exigível para fundamentar a aprovação da operação (estudo de viabilidade, licenças associadas ao projecto);
    Casos em que as garantias assinadas em contrato não são suficientes para cobrir o rácio de cobertura de 120% conforme exposto no normativo.

Entre os 200 devedores que foram identificados pela EY como tendo gerado as maiores perdas para o banco público, há 64 casos em que ocorreu pelo menos uma das situações descritas em cima. A 31 de Dezembro de 2015, a CGD ainda tinha exposição a 46 desses clientes, num montante total de 2,96 mil milhões de euros em dívida.

Quase metade desse montante tinha sido dado como perdido no final de 2015: as perdas por imparidades com estes créditos totalizavam, por essa altura, 1.198.082.600 euros.

O montante perdido com cada cliente é muito variável. A Artlant representa a maior perda, num total que ultrapassa os 211 milhões de euros. Segue-se a Investifino (detida pelo empresário Manuel Fino), com perdas superiores a 138 milhões, a Fundação Berardo, com mais de 124 milhões, e a AE Douro Litoral, com 122,6 milhões.

Veja a lista dos grandes devedores da CGD

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/01/grandes-devedores-da-cgd-01-01.png)

Cada um destes créditos foi concedido entre 2000 e 2015, mas a EY não revela a data exacta da concessão, nem o montante inicial de cada crédito.

https://eco.sapo.pt/2019/01/21/caixa-perdeu-1-200-milhoes-em-creditos-de-risco-veja-a-lista-dos-grandes-devedores/

Aí está a famosa lista de caloteiros da CGD que não queriam mostrar nem aos deputados!!!!!!
A leitura da tabela é muito simples, coluna da esquerda tem os caloteiros, coluna do meio tem o valor em dívida a 31 de Dezembro de 2015 e na coluna da direita temos as imparidades, ou seja, os valores que a CGD reconhece que nunca mais vai por a vista em cima!!!!!! Dessa lista de 3 mil milhões de euros de dívidas, a Caixa reconhece que nunca mais vai ver 1,2 mil milhões, mas esse valor pode aumentar em direcção ao valor de exposição a esses devedores (3 mil milhões de euros).

No fundo esta lista mostra quem ajudou a colocar-nos a pão e água e depois fomos obrigados a ajudar os bancos a "limpar" os balanços de "activos tóxicos"!!!!!! E isto é só 1 parte e só relativa a 1 dos bancos, neste caso público!!!!!

Quem estiver interessado, ainda tem mais 2 artigos:
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/salarios-de-administradores-da-cgd-foram-fixados-sem-ligacao-ao-desempenho-revela-auditoria-da-ey-400926
e
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/caixa-aumentou-imparidades-na-construcao-e-imobiliario-quando-restante-banca-as-diminuiu-400874
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Janeiro 23, 2019, 02:59:25 am
Caixa perdeu 1.200 milhões em créditos de risco. Veja a lista dos grandes devedores

A auditoria realizada à gestão da CGD revela que, entre 2000 e 2015, várias administrações aprovaram uma série de operações de risco elevado, que vieram a gerar perdas de quase 1.200 milhões de euros.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reconheceu perdas de quase 1.200 milhões de euros num conjunto de 46 financiamentos, concedidos entre 2000 e 2015, nos quais não foram cumpridas as normas de concessão de crédito. Ao longo destes anos, as sucessivas administrações do banco público ignoraram os pareceres dos órgãos competentes ou aprovaram operações que não apresentavam garantias suficientes, concretizando negócios que vieram a revelar-se de risco “considerado elevado ou grave”.

Os dados constam de um relatório preliminar, divulgado por Joana Amaral Dias na CMTV e a que o ECO teve acesso, realizado pela consultora EY, que, a pedido do Ministério das Finanças, fez uma auditoria à gestão da Caixa no período de 2000 a 2015.

Na auditoria, a consultora identifica vários tipos de operações que caracteriza como “excepções face ao normativo e ao enquadramento regulamentar aplicável”. Leia-se, não cumpriram as regras. Há quatro tipos de operações que se destacam:

    Operações aprovadas com parecer de análise de risco desfavorável ou condicionado, não se encontrando documentadas as justificações para a tomada de risco contrária ao parecer da Direcção Global de Risco;
    Casos onde não foi apresentado parecer técnico da Direcção Global de Risco referente à operação, nem justificação para tal situação;
    Casos onde não existe evidência que tenha sido obtida toda a informação exigível para fundamentar a aprovação da operação (estudo de viabilidade, licenças associadas ao projecto);
    Casos em que as garantias assinadas em contrato não são suficientes para cobrir o rácio de cobertura de 120% conforme exposto no normativo.

Entre os 200 devedores que foram identificados pela EY como tendo gerado as maiores perdas para o banco público, há 64 casos em que ocorreu pelo menos uma das situações descritas em cima. A 31 de Dezembro de 2015, a CGD ainda tinha exposição a 46 desses clientes, num montante total de 2,96 mil milhões de euros em dívida.

Quase metade desse montante tinha sido dado como perdido no final de 2015: as perdas por imparidades com estes créditos totalizavam, por essa altura, 1.198.082.600 euros.

O montante perdido com cada cliente é muito variável. A Artlant representa a maior perda, num total que ultrapassa os 211 milhões de euros. Segue-se a Investifino (detida pelo empresário Manuel Fino), com perdas superiores a 138 milhões, a Fundação Berardo, com mais de 124 milhões, e a AE Douro Litoral, com 122,6 milhões.

Veja a lista dos grandes devedores da CGD

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/01/grandes-devedores-da-cgd-01-01.png)

Cada um destes créditos foi concedido entre 2000 e 2015, mas a EY não revela a data exacta da concessão, nem o montante inicial de cada crédito.

https://eco.sapo.pt/2019/01/21/caixa-perdeu-1-200-milhoes-em-creditos-de-risco-veja-a-lista-dos-grandes-devedores/

Aí está a famosa lista de caloteiros da CGD que não queriam mostrar nem aos deputados!!!!!!
A leitura da tabela é muito simples, coluna da esquerda tem os caloteiros, coluna do meio tem o valor em dívida a 31 de Dezembro de 2015 e na coluna da direita temos as imparidades, ou seja, os valores que a CGD reconhece que nunca mais vai por a vista em cima!!!!!! Dessa lista de 3 mil milhões de euros de dívidas, a Caixa reconhece que nunca mais vai ver 1,2 mil milhões, mas esse valor pode aumentar em direcção ao valor de exposição a esses devedores (3 mil milhões de euros).

No fundo esta lista mostra quem ajudou a colocar-nos a pão e água e depois fomos obrigados a ajudar os bancos a "limpar" os balanços de "activos tóxicos"!!!!!! E isto é só 1 parte e só relativa a 1 dos bancos, neste caso público!!!!!

Quem estiver interessado, ainda tem mais 2 artigos:
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/salarios-de-administradores-da-cgd-foram-fixados-sem-ligacao-ao-desempenho-revela-auditoria-da-ey-400926
e
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/caixa-aumentou-imparidades-na-construcao-e-imobiliario-quando-restante-banca-as-diminuiu-400874

A Artlant. Outro grande investimento do Sócrates com os espanhóis...
E lá está a fundação berardo e outras fundações da treta...

https://www.cmjornal.pt/exclusivos/detalhe/estado-perde-milhoes-com-projeto-de-socrates-e-pinho
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 23, 2019, 11:10:45 am
Por acaso já "seguia" os gestores maravilha (amigos do Sócrates), que passaram da CGD (depois de a arruinarem) para o BCP e também este quase foi ao charco!!!!! Um desses gestores está preso em Évora, mas desconfio que só vai pagar por receber 25.000€ e nunca vai responder por estes buracos gigantescos!!!!!!

O que receio é que as imparidades (perdas definitivas) vão aproximar-se dos 3 mil milhões de euros e não só dos 1,2 mil milhões......

Só estes 1,2 mil milhões representam 120€ a cada um dos portugueses residentes!!!!!!!!!!! Os aumentos de capital na CGD serviram para pagar estes buracos!!!

E eu relembro uma coisa, se não tivesse vindo a troika ao país, nada disto se sabia, ía ser tudo abafado. Infelizmente tivemos o nosso poder de decisão limitado (como teve a Grécia.....), mas foi com a vinda da troika que descobriram o buraco na Madeira (foi descoberta quando passavam a pente fino as contas dos bancos e descobriam cartas de conforto da Região Autónoma da Madeira a servir de garantia a empresas de construção civil, mas na contabilidade da RAM não apareciam nenhumas facturas........).
A troika obrigou ainda a investigar as contas de todas as autarquias (por isso é que muitas delas foram intervencionadas à força para pagarem aos fornecedores a menos de 90 dias, porque sei de Câmaras que pagavam a 2 anos ou mais ainda!!!!!!!). Quando a dívida pública disparou na altura de Sócrates, foi porque fomos obrigados a reconhecer todos estes buracos que estavam bem escondidos!!!!!!

No mínimo todos estes gestores envolvidos nestes escândalos, deviam ser presos e despejados de todos os bens que tenham à face da terra!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Vicente de Lisboa em Janeiro 23, 2019, 03:27:51 pm
O que é que a CP está ali a fazer?
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 23, 2019, 03:37:26 pm
O que é que a CP está ali a fazer?

Sem saber o que se passou em concreto, mas pode muito bem ter havido um perdão de juros (pelo valor baixo em relação à dívida total), ou uma reestruturação por perdão de uma pequena parte da dívida.

A CGD ao reconhecer 4 milhões de euros de imparidades na CP, quer dizer que deixou de receber esse valor em relação ao que era esperado.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: zocuni em Fevereiro 06, 2019, 10:40:13 am
Défice de 2018 ficou em 0,6%, anuncia Centeno
Governo calcula que o défice ficou ligeiramente abaixo dos 0,7% previstos. Dados oficiais serão divulgados pelo INE no final de Março.

LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

O défice público durante o ano passado terá ficado em 0,6%, ligeiramente abaixo dos 0,7% que eram previstos pelo Governo, afirmou esta quarta-feira o ministro das Finanças.

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A falar na Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República, Mário Centeno afirmou que 2018 deverá ter fechado com um défice público, em contabilidade nacional, “próximo de 0,6%”, afirmando que o governo está a apresentar “ano após ano” os resultados para o défice “mais baixos do período democrático”.

“Foram cumpridas as metas orçamentais pelo terceiro ano consecutivo. Algo que antes nunca acontecia, tornou-se um hábito”, disse o ministro aos deputados.

Inicialmente, quando apresentou a proposta de Orçamento do Estado para 2018, o Executivo apontava para um défice de 0,9%. Mais tarde, já depois de ter terminado o ano de 2017 com um défice de 0,9% (3% se se incluir a despesa com a capitalização da Caixa Geral de Depósitos), essa meta foi revista em baixa para 0,7%.


Agora, revelou Centeno, o valor deverá acabar por se cifrar um pouco abaixo nos 0,6%. Os números oficiais, contudo, apenas serão conhecidos no final de Março quando o Instituto nacional de Estatística divulgar os seus cálculos relativamente às contas públicas de 2018.

Em relação à dívida pública, o ministro das Finanças revelou que em 2018 o seu valor terá ficado em 121,4% do PIB.

Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Fevereiro 07, 2019, 12:21:16 pm
Álvaro Sobrinho sobre o caso BESA: “Roubaram 3 mil milhões de euros aos portugueses”

Ex-líder do BESA acusa generais próximos de Eduardo dos Santos de terem dado um "golpe" para protegerem dívidas ao banco e diz que há mais políticos entre os "grandes devedores e nunca foram tocados".

“Golpe”. É assim que Álvaro Sobrinho descreve num entrevista à revista Visão o seu afastamento da liderança do Banco Espírito Santo de Angola (BESA) em 2013 e, acima de tudo, a transformação do BESA em Banco Económico por decisão do Banco Nacional de Angola. O ex-líder do BESA não poupa nas palavras e acusa as mais altas esferas da presidência de José Eduardo dos Santos de terem falsificado atas e a contabilidade do BESA para protegerem os políticos angolanos que deviam boa parte dos cerca de 6 mil milhões de euros de crédito irregular que foi concedido por aquela instituição financeira que fazia parte do Grupo Espírito Santo (GES). Entre esses devedores, Sobrinho situa o general Hélder Veira Dias ‘Kopelipa’, ex- chefe da Casa Militar de Eduardo dos Santos, e o general Leopoldino Nascimento ‘Dino’, ex-assessor de segurança do ex-presidente angolano, mas também empresas do GES.

Outra consequência desse golpe terá sido a perda de cerca de 3 mil milhões de euros que o Novo Banco, a instituição que substituiu o BES, nunca reclamou, diz Álvaro Sobrinho. “Roubaram 3 mil milhões de euros aos portugueses”, diz o banqueiro.

Recorde-se que, tal como o Observador noticiou, o Ministério Público continua a investigar a alegada concessão irregular de crédito do BESA no período 2009 a 2013 e que está avaliado em cerca de 6,8 mil milhões de dólares (cerca de 6 mil milhões de euros ao câmbio atual) — quando as suspeitas originais apontavam para um valor de 5,7 mil milhões de dólares (cerca de 5 mil milhões de euros ao câmbio atual. Boa parte desse período apanha o mandato de Álvaro Sobrinho, que liderou o banco entre 2001 e novembro de 2012 por escolha direta de Ricardo Salgado, ex-presidente executivo do BES e líder da família Espírito Santo. Quer Salgado, quer Sobrinho são encarados pelas autoridades portuguesas como suspeitos no âmbito da investigação do chamado processo Universo Espírito Santo.

De acordo com os indícios recolhidos pelo DCIAP, os cerca de 6 mil milhões de euros terão sido distribuídos por três grupos de destinatários:

    Entidades do interesse de Álvaro Sobrinho — o que o ex-líder do BESA sempre negou, como voltou agora a repetir à Visão
    Entidades ligadas a titulares de cargos políticos e públicos de Angola;
    Entidades ligadas ao Grupo Espírito Santo que terão sido financiadas pelo BESA.

Estes dois últimos grupos terão sido os destinatários preferenciais da maioria do crédito concedido, avaliado pelo DCIAP em 6.849.845.000 dólares (cerca de 6.047.302.758 euros)

Generais “‘Kopelipa’ e ‘Dino’ eram dos maiores devedores do BESA. Havia outros ligados ao regime…”

A entrevista da Visão concentra-se em duas assembleias-gerais que decidiram o futuro de Álvaro Sobrinho e que levaram à transformação do BESA em Banco Económico com profundas transformações na estrutura acionista por decisão do Banco Nacional de Angola.

A primeira reunião relevante é de setembro de 2013. Foi nesta assembleia-geral, em que estiveram Ricardo Salgado (em representação do GES), ‘Kopelipa’ (em representação do acionista Portmill), e ‘Dino’ (em representação da acionista Geni), que Sobrinho diz ter sido “fuzilado” pelos acionistas que o acusaram de conceder cerca de 1,6 mil milhões de dólares (cerca de 1,4 mil milhões de euros) de crédito à sua própria família. Sobrinho diz que isso é mentira e que tal crédito foi concedido a sociedades que na ata dessa assembleia-geral aparecem como sendo suas mas que, segundo o ex-líder do BESA, pertencem ao GES. “Desmascarei o Salgado com todo o crédito do GES. E desmascarei os acionistas angolanos com todo o crédito deles. Mas isso não apareceu na ata. Acha que podia divulgar isto? Em Portugal tinha o Salgado, que mandava nos primeiros-ministros, em Angola tinha os angolanos e a minha família estava lá”, afirma.

“Foi uma assembleia-geral intimidatória para validar um ato ilegal, construído e manietado. Forjaram uma ata, puseram o que lhes interessava e omitiram o que não lhes interessava. Interessava-lhes culpar determinada pessoa, fuzilá-la [o próprio Sobrinho]. Tudo o que dizia respeito aos acionistas, aos empréstimos gigantescos que tinham no banco, não saiu em ata”, acusa Sobrinho

Os maiores devedores [do BESA] eram os acionistas”, diz Sobrinho, que confirma que o generais ‘Dino’ e ‘Kopelipa’ encontravam-se entre os maiores devedores do banco. Sobrinho diz, no entanto, que “o eng. Manuel Vicente não estava na reunião e não apareceu como acionista. Havia outros ligados ao regime que eram grandes devedores e nunca foram tocados. São as mesmas pessoas que pediram para eu sair do banco. Há uma maneira de pedir crédito em Angola: ou põe-se a filha ou põe-se a irmã…”, diz

Álvaro Sobrinho diz que a reunião que culminou com o seu afastamento do cargo de chairman do BESA, já depois de ter sido afastado em 2012 do cargo de presidente executivo do banco, foi um encontro deveras original. “Nunca tinha visto uma reunião daquelas. Até esse dia não houve uma em que os acionistas estivesse presentes fisicamente. De repente, aparecem todos. É normal um ministro de Estado e um chefe da Casa Militar do Presidente da República, o assessor mais importante do Presidente e um ex-primeiro-ministro aparecerem como acionistas de um banco privado? Não, não é. (…) Nessa reunião estavam os homens que mandavam no país e Ricardo Salgado diz que estavam os acionistas angolanos. Em Portugal é assim? Isso é uma aberração”, diz.

O “assalto” e a “manigância” do governador do Banco Nacional de Angola

A segunda assembleia-geral relevante aconteceu a 29 de outubro de 2014 e culminou com uma autêntica revolução na estrutura acionista do Banco Económico — o novo nome do BESA depois da intervenção do Banco Nacional de Angola (BNA) concretizada a 4 de agosto de 2014, depois do Banco de Portugal ter acionado os mecanismos da resolução do BES. Álvaro Sobrinho diz que foi “um assalto” promovido pelo então governador do BNA, o banco central angolano.

Antes, em julho de 2014, o Estado angolano tinha anunciado que iria injetar cerca de 3 mil milhões de dólares no Banco Económico, sendo que a petrolífera pública Sonangol passou a deter 35% do capital, o Novo Banco ficou com 9,9% (quando tinha herdado a posição de 55% do BES), a Portimill (ligada ao general ‘Kopelipa’ e a Manuel Vicente) manteve os 24% e o grupo Geni (ligado ao general ‘Dino’) também continuou a ser relevante com 18,99% do capital. Além da Sonangol, também a sociedade de capital de risco chinês chamada Lektron entrou como novo acionista, assumindo uma posição de 30,98%. Enquanto o BES (que ainda hoje tem existência jurídica, estando em processo de insolvência) foi expulso da estrutura acionista do Banco Económico.

De acordo com a Visão, a Comissão Liquidatária do BES defende que esta assembleia-geral é totalmente ilegal e está a tentar contestá-la na justiça angolana — sem sucesso até ao momento. O mesmo pensa Álvaro Sobrinho.

Os acionistas do Banco Económico são uma fraude. Não são acionistas de verdade. Tomaram a maioria do capital sem meter um tostão. A Sonangol, por exemplo, fez uma operação swap [troca]: comprou a sede do BESA e disse que aquele era o capital. E não há nada na lei [angolana] que permita dizer: os velhos acionistas não foram ao aumento de capital social, entao já não fazem parte da estrutura acionista. O BES tinha 55% de capital e, no fim, devia continuar a ter 55%”, diz Sobrinho.

De acordo com a Visão, os representantes do BES foram impedidos de entrar na Assembleia-Geral de 29 de outubro de 2014 com o argumento de que não tinham participado no aumento de capital social que, entretanto, tinha ocorrido e que permitiu injetar os já referidos 3 mil milhões de dólares no Banco Económico.

Álvaro Sobrinho acusa o então governador do BNA de ter promovido o que denomina como um “assalto”. “O governador do BNA é contabilista e viu ali um momento de ouro: há problemas em Portugal, nós temos uma dívida para saldar, vamos fazer aqui uma manigância para não pagar essa dívida. O regime angolano da altura foi muito inteligente, mais inteligente do que Ricardo Salgado e o Estado português”.

Para Sobrinho, os grandes beneficiados foram o “Estado angolano mas principalmente estes acionistas [do Banco Económico] porque entraram sem capital nenhum e beneficiaram de créditos que Ricardo Salgado lhes atribuiu num determinado período. Houve ali um golpe para ficar com o banco”, diz Sobrinho

“O BES ficou à deriva. Roubaram 3 mil milhões aos portugueses”, acrescenta o ex-líder do BESA, referindo-se à perda de capital e aos créditos que o BES concedeu ao BESA e que o Banco Económico nunca pagará.

Segundo o acordo feito com a administração do Novo Banco liderada por Stock da Cunha, o Banco Económico apenas terá de pagar cerca de 794 milhões de euros em duas tranches.

O antigo presidente do BESA defendeu na entrevista que concedeu que os créditos dados em Angola “não influenciaram a falência do BES em Portugal”. “O BES não faliu por causa do BESA”, reforçou. Disse, aliás, que “o que aconteceu ao BESA não foi uma falência, foi um conjunto de imposições do BNA [Banco Nacional de Angola]”.

Processos em Portugal? “Assumo as minhas responsabilidades no BESA”

Álvaro Sobrinho foi ainda questionado sobre os processos judiciais abertos no DCIAP em que é visado, tendo explicado que o que está em causa “são as origens dos meus rendimentos porque se criou este mito de que a falência do BES teve que ver com o BESA. Defendi-me sempre sem acusar ninguém. Assumo as minhas responsabilidades no BESA. Era um banco que estava alavancado? Era. Tinha problemas de liquidez? Sim. Não é justo, e é de uma grande hipocrisia intelectual, o dr. Ricardo Salgado não assumir também as suas responsabilidades”, diz o ex-líder do BESA que foi escolhido para o cargo por Álvaro Sobrinho.

Sobrinho responsabiliza ainda Amílcar Morais Pires, ex-chief financial officer do BES e braço direito de Ricardo Salgado, por ter tido um papel importante na queda do banco da família Espírito Santo. “O grande causador da derrocada do banco [BES] foi ele, inventando produtos aqui na sala de mercados do BES e vendendo a particulares e a instituições, usando a rede do grupo. (…) Não fui eu que montei as operações do BES para vender papel comercial a pessoas que nem sabem o que é um depósito a prazo, nunca fui criminoso a ponto de pôr velhinhos a comprar papel comercial e a ficarem sem nada. Durmo muito bem”,  concluiu.

https://observador.pt/2019/02/07/alvaro-sobrinho-sobre-o-caso-besa-roubaram-3-mil-milhoes-de-euros-aos-portugueses/

Mais um episódio do saque no BES. Juntando tudo percebemos o que andamos a pagar (20 mil milhões de euros)!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: zocuni em Fevereiro 08, 2019, 02:29:47 pm
Fábrica da PSA em Mangualde ganha novo modelo da Opel
Novo Opel Combo passa a ser produzido em Mangualde a partir do segundo semestre de 2019, nas versões comercial e de passageiros. Unidade portuguesa partilha com a fábrica da PSA em Vigo o "exclusivo mundial"


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: zocuni em Fevereiro 09, 2019, 05:38:46 pm
Exportação de Porco Ibérico para a China.


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: zocuni em Fevereiro 15, 2019, 11:35:59 am
Apresentação de relatório da OCDE sobre Portugal cancelada à última hora

Leonardo Ralha   14 Fevereiro 2019, 15:37

Ex-ministro Álvaro Santos Pereira seria um dos oradores numa sessão dedicada ao “Economic Survey of Portugal – 2019” da OCDE na terça-feira. Na véspera mantém-se uma apresentação oficial no Ministério da Economia.

Uma apresentação pública do relatório “Economy Survey of Portugal – 2019” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que estava agendada para a próxima terça-feira e contava com a presença do ex-ministro Álvaro Santos Pereira e do economista Ben Westmore, foi cancelada. Mantém-se, no entanto, uma apresentação oficial na segunda-feira, nas instalações do Ministério da Economia, com a presença do secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.


A informação do cancelamento consta do site da Ordem dos Economistas, entidade que estava a organizar a sessão, que iria decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian entre as 11h00 e as 13h00 de terça-feira. “Quando for remarcada informaremos pelas vias habituais”, lê-se no site.

A sessão, que contava com os dois elementos do Departamento de Economia da OCDE, destinava-se a “discutir as mais relevantes descobertas e análises bem como as principais recomendações do referido estudo”.

Alegadas pressões do Governo sobre a OCDE foram noticiadas no mês passado pelo “Expresso”, tendo em conta que o relatório coordenado por Álvaro Santos Pereira faria referências à problemática da corrupção na relação entre o sistema de Justiça e a atividade económica portuguesa consideradas desajustadas pelo Executivo de Lisboa.

Com Siza Vieira e sem Santos Pereira.

Já na manhã da próxima segunda-feira vai ocorrer uma apresentação oficial do “Economy Survey of Portugal – 2019”, nas instalações do Ministério da Economia, com o ministro-adjunto e da Economia Pedro Siza Vieira, e o secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix.

Além do secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, na apresentação e na conferência de imprensa estará Ben Westmore, o economista da OCDE que teve a seu cargo o relatório da entidade relativo à economia portuguesa – e que seria um dos oradores da sessão na Fundação Calouste Gulbenkian entretanto cancelada.

Ausente de Lisboa estará, segundo fonte oficial, Álvaro Santos Pereira, que coordenou este e outros 24 relatórios enquanto responsável pela divisão de estudos nacionais da OCDE.


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Fevereiro 15, 2019, 12:47:07 pm
Há cinco interessados em comprar a Tranquilidade

Segundo o jornal espanhol Cinco Días, a Mapfre, Ageas, Generali, Zurich e Allianz estão entre os interessados em ficar com a seguradora nacional.

(https://cdn.jornaldenegocios.pt/images/2016-12/img_817x460$2016_12_05_17_22_09_299047.jpg)

Há cinco interessados em comprar a Tranquilidade, a segunda maior seguradora nacional. Entre os potenciais compradores estão os espanhóis da Mapfre, mas também os belgas da Ageas, avança o jornal Cinco Días. O processo poderá ficar concluído no início do verão.

As notícias de que a Apollo Global Management estaria a explorar a venda da seguradora Tranquilidade foram avançadas em setembro do ano passado pela Bloomberg. Isto numa operação que, segundo fontes próximas do processo, poderia render até mil milhões de euros e atrair quer seguradoras quer empresas de investimento.

Agora, o jornal espanhol avança, citando fontes da Mapfre, que a Tranquilidade terá enviado a um "grande número de seguradoras" o dossiê referente à venda. Não comentam, porém, o interesse em ficar com a empresa comprada ao Novo Banco em 2015.

A Mapfre detém uma quota de mercado muito reduzida - de 2% - em Portugal, tendo entrado em território nacional depois de ter comprado a atividade seguradora do Barclays, em parceria com o Bankinter.

Também a Ageas, a terceira maior seguradora do país, está incluída nesta lista, com uma quota de mercado bastante superior à da Mapfre: 13%.

Nesta corrida à Tranquilidade, o Cinco Días aponta ainda a Generali, Zurich e Allianz como as outras interessadas em ficar com a seguradora.

A Apollo concluiu a compra da Tranquilidade em 2015 ao Novo Banco. Esta operação permitiu encaixar 40 milhões de euros. Agora, para realizar a venda, o fundo norte-americano contratou a Arcano, prevendo que o processo fique concluído no início do verão.

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/ha-cinco-interessados-em-comprar-a-tranquilidade?ref=HP_DestaquesPrincipais

Realmente nós somos uns negociantes de 1ª. Vendemos em 2015 a Tranquilidade (já depois da resolução do BES, a quem pertencia a companhia) por 40 milhões de euros aos americanos da Apollo. Estes venderam quase todos os imóveis da companhia, tudo bem que injectaram 150 milhões na Tranquilidade, mas passados 4 anos, esperam vender a Tranquilidade por mil milhões de euros!!!!!! Quem tem olhos para os negócios, quem tem!?

Já nos bancos fizemos o mesmo, depois de injectarmos 20 mil milhões de euros, entregamos os bancos a estrangeiros!!!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Srgdoido em Fevereiro 18, 2019, 07:02:00 pm
https://www.jn.pt/economia/interior/ocde-quer-gasoleo-mais-caro-em-portugal-10583059.html
https://www.publico.pt/2019/02/18/economia/noticia/ocde-continua-portugal-crescer-acima-2-ano-1862361
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 27, 2019, 03:43:11 pm
Bruxelas pede a Portugal menos dívida e maior produtividade


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Março 08, 2019, 04:33:17 pm
Estado põe à venda projecto imobiliário de dois mil milhões na Margem Sul

Pensado há vários anos para a Margem Sul, o "Water City" vai agora ser colocado no mercado. Gerido pela Baía do Tejo, prevê habitação, hotelaria, uma marina, um terminal fluvial e zonas de lazer.

A  Baía do Tejo, propriedade da Parpública, pertencente ao Estado, vai colocar no mercado o “Water City“, um projecto com mais de 600 mil metros quadrados que prevê a construção de, entre outros, edifícios de habitação, um hotel e uma marina. Localizado ao longo de dois quilómetros do rio Tejo, o projecto tem vindo a ser pensado há vários anos e apresentado a investidores internacionais. Já são várias as entidades a demonstrar interesse neste plano, cujo investimento pode chegar aos 2.000 milhões de euros.

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/03/lisnave.png)

É do outro lado do rio, na Margem Sul, que vai nascer um novo projecto imobiliário, numa área de 630 mil metros quadrados, dos quais 540 mil são terra e 66 mil são água. Idealizado pela Baía do Tejo, que pertence ao Estado, está inserido no Plano de Urbanização Almada Nascente e pensado para ser construído nas localizações da antiga Lisnave — Estaleiros Navais de Lisboa.

O objectivo é levantar naquela zona um projecto misto, isto é, que contemple habitação, escritórios, hotelaria, comércio e serviços, uma marina, um terminal fluvial e várias áreas de cultura e lazer, explicou ao ECO a Baía do Tejo. Nos últimos anos, a “Water City” — nome escolhido para ser mais fácil de apresentar no estrangeiro –, tem sido mostrado a vários investidores internacionais, presentes em vários eventos do sector imobiliários espalhados pelo mundo.

Após vários procedimentos administrativos que tiveram de ser ultrapassados, já estão reunidas as condições para o projecto ser colocado no mercado. De acordo com a Baía do Tejo, o interesse demonstrado por parte de vários investidores ajudou a que esse lançamento ocorra já no primeiro semestre deste ano, tal como foi adiantada inicialmente pelo sitePropertyEU. “Há intenção de colocar o projecto no mercado no primeiro semestre de 2019”, referiu a empresa.

E o processo de venda pode acontecer de duas formas: através de uma espécie de concurso público ou reunindo uma pool de investidores que estejam interessados em desenvolvê-lo, disse ao ECO uma fonte próxima do processo. “Existem várias manifestações prévias de interesse de entidades provenientes de diferentes geografias”, esclarece a Baía do Tejo.

A ideia é que o promotor agarre em todo o projecto e o desenvolva, de acordo com o que está estipulado. Contudo, tem direito a decidir o que construir em 65% da área — considerada zona mista –, referiu a mesma fonte ao ECO. Dos 630 mil metros quadrados que o Water City terá, cerca de 5% (178 mil metros quadrados) serão destinados a edifícios residenciais.

Questionada sobre o valor do investimento previsto, a Baía do Tejo não quis revelar, contudo, fontes do mercado imobiliários referiram ao ECO que se estima um investimento de 1,2 mil milhões a 1,5 mil milhões de euros, mas que pode chegar aos dois mil milhões de euros.

Maquete do projeto Water City, na Margem Sul

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/03/cam4lx__0.jpg)

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/03/cam3__0.jpg)

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/03/cam2__0.jpg)

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/03/cam1__0.jpg)

https://eco.sapo.pt/2019/03/08/estado-poe-a-venda-projeto-imobiliario-de-dois-mil-milhoes-na-margem-sul/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 04, 2019, 03:59:35 pm
Portugal tem mais cientistas que Espanha, mas menos dois mil milhões de euros de financiamento

Portugal tem muito mais investigadores do que Espanha e está um pouco acima da média da UE. Mas no que toca ao investimento é quase três vezes inferior à media da UE e 55% menor que Espanha.

(https://bordalo.observador.pt/800x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2019/04/04151507/12194062_770x433_acf_cropped.jpg)

Portugal tem mais investigadores que Espanha, em percentagem da população ativa, mas muito menos financiamento, segundo o professor Frederico Carvalho, que diz faltarem cerca de dois mil milhões de euros para igualar o país vizinho.

“Temos um sistema barato com uma produtividade científica que pode, por isso mesmo, surpreender”, afirmou esta quinta-feira Frederico Gama Carvalho, da Organização dos Trabalhadores Científicos, durante o colóquio “Políticas Científicas 2019” que está a decorrer na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa.

Baseando-se nos dados disponibilizados pelo Eurostat relativos a 2017, o especialista sublinhou que, em termos de percentagem de população ativa, Portugal tem muito mais investigadores do que Espanha e está um pouco acima da média da União Europeia. Comparando com Espanha, “o rácio é cerca de 50% superior”, sublinhou.

No entanto, o investimento fica muito abaixo. “A despesa ‘per capita’ de investigador ETI (equivalente a tempo integral) é quase três vezes inferior à media da União Europeia e cerca de 55% do correspondente valor para Espanha“, lamentou.

Através de um “cálculo simples”, o especialista concluiu que tendo em conta o número de investigadores em Portugal, a despesa em investigação e desenvolvimento (I&D) “deveria ser aumentada em dois mil milhões de euros para que o rácio igualasse o espanhol ou cerca de 4,6 mil milhões para atingir o valor médio da União Europeia”.

Outro dos pontos focados foi o gradual aumento da verba investida pelas empresas em I&D e o seu real significado. Dois dos oradores presentes questionaram se o trabalho feito por muitas das grandes empresas pode ser definido como investigação.

“Pode duvidar-se do rigor com que são aplicados os critérios que devem definir como atividade de I&D uma determinada atividade”, começou por afirmar Frederico Carvalho que, em declarações à Lusa, classificou como “uma burla” a investigação que as empresas dizem fazer, porque “ninguém verifica a sua veracidade”.

Ana Delicado, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, lembrou que na Europa, mais de 60% do investimento em I&D é feito pelas empresas e em Portugal ronda os 50%.

No entanto, as “maiores produtoras de I&D” em Portugal são empresas da área financeira e informática, tais como a Meo Altice, Sonae, NOS, BCP e BPI e duas farmacêuticas, acrescentou a investigadora.

“A despesa em I&D está muito inflacionada, porque contam como I&D muitas coisas que são rotineiras. Fazer algoritmos para o BCP é I&D?”, questionou, considerando que esta “não é uma despesa que puxe Portugal para grandes inovações tecnológicas”.

Um dos resultados desta realidade poderá ser o baixo registo de patentes, lembrou Ana Delicado, salientando o elevado número de publicações em contraponto com “o registo de patentes, que não mexe”.

Para Ana Delicado, a explicação é simples: “Como as nossas empresas que fazem I&D não criam produto, as patentes têm-se mantido resilientemente baixas”.

Enquanto a média da UE é de mais de 100 patentes por milhão de habitantes, em Portugal o rácio está abaixo de 25.

https://observador.pt/2019/04/04/portugal-tem-mais-cientistas-que-espanha-mas-menos-dois-mil-milhoes-de-euros-de-financiamento/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Abril 17, 2019, 10:50:29 am
Greve de motoristas de matérias perigosas prossegue


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Abril 17, 2019, 07:37:20 pm
Greve deixa 40% das bombas sem combustíveis em Portugal



Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Abril 18, 2019, 01:42:23 pm
Motoristas celebram chegada a acordo



Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Maio 13, 2019, 01:43:45 pm
Isenção fiscal oferecida por Portugal não agrada a outros países da UE


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Vicente de Lisboa em Maio 13, 2019, 06:45:00 pm
Isenção fiscal oferecida por Portugal não agrada a outros países da UE



Esta medida fiscal que cá temos é uma canalhice, mas deve ser mantida como moeda de troca para harmonização fiscal na UE. Os Finlandeses sentem-se roubados porque os reformados deles vêm cá viver sem pagar impostos? Percebo. Mas nós sentimos-nos muito mais roubados porque os nossos Pingos Doces vão para os Países Baixos não pagar impostos. Bora lá criar regras comunitárias então, e aí podemos todos ser menos roubados.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Maio 15, 2019, 05:38:46 pm
De que se ri Berardo? A história de 7 negócios de Joe

Da OPA ao Benfica, passando pela PT, pela venda de palmeiras raras com Pik Botha, até ao Museu Berardo e ao "assalto ao BCP". Sete negócios que mostram a verdadeira cara de Joe.

(https://bordalo.observador.pt/2000x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2019/05/14194034/26212367_1280x640_acf_cropped.jpg)

Empresário madeirense, emigrante na África do Sul, prospetor de ouro, colecionador de arte, acionista de bancos, benfiquista dos quatro costados, entre muitos outras designações que foi ganhando ao longo dos seus 74 anos, José Manuel Rodrigues Berardo tem um passado repleto de distinções. Portugal já lhe atribuiu o grau de Comendador, bem como a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, e França já lhe concedeu a sua mais alta condecoração, o grau de Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra. Tudo isso ficou para trás na passada sexta-feira.
E bastaram apenas cinco horas de audição na comissão parlamentar de inquérito à gestão da Caixa Geral de Depósitos. O banco público, que em 2016 foi recapitalizado com 4 mil milhões de euros dos portugueses, registou perdas de muitas centenas de milhões devido a inúmeros negócios arriscados (ou simplesmente azarados) entre 2000 e 2015, e os deputados queriam ouvir as explicações de um dos maiores devedores da Caixa, Joe Berardo, responsável por créditos não pagos de quase 400 milhões de euros. Joe escolheu uma via diferente de muitos dos anteriores depoentes na comissão — escudou-se menos vezes no “não me recordo”, no “não me lembro” e “não fui eu”. Aconselhado, ou não, pelo advogado que o acompanhou, Berardo virou a mesa: “pessoalmente não tenho dívidas”, “não sou dono de nada” (logo não posso ser executado) ou “perguntem aos bancos” porque eles é que aceitaram o crédito. A opinião pública reagiu com fúria, a começar pela classe política.
Self-made man para uns, polémico e controverso para outros, o facto é que Joe Berardo é um velho conhecido dos portugueses, com negócios ao longo de mais de duas décadas: dos vinhos ao desporto, da banca às telecomunicações; dos media aos acordos com o Estado para expor a sua coleção. O Observador recorda alguns dos mais emblemáticos negócios de Joe, à luz também daquilo em que resultaram anos mais tarde.
1 O “assalto ao BCP”… com dinheiro emprestado pela Caixa Geral de Depósitos

A audição de Joe Berardo no parlamento, na passada sexta-feira (quando disse que, pessoalmente, não tem dívidas e também que não tem património), só acontece porque o empresário madeirense é um dos maiores devedores da Caixa Geral de Depósitos, identificado numa auditoria da EY aos atos de gestão do banco público entre 2000 e 2015. Berardo contraiu — através da sua Fundação José Berardo e a empresa Metalgest — quase 400 milhões de euros à Caixa, em várias operações entre 2006 e 2007. Destino do dinheiro? Financiar a compra de ações no BCP, no decorrer de uma guerra de poder que, por essa altura, se verificava no banco fundado por Jardim Gonçalves. O episódio viria a ser conhecido na imprensa como “o assalto ao BCP”.
Ao mesmo tempo tornou-se numa das operações de crédito mais polémicas da Caixa Geral de Depósitos. Quando a poeira assentou, três bancos (BES, BCP e Caixa) haveriam de registar enormes perdas. Agora, em conjunto, exigem 962 milhões de euros ao comendador.
Tal como o Observador também já contou, o BCP entrou numa guerra interna em 2007, pouco depois de ter falhado uma OPA sobre o BPI. A fação do fundador e ex-presidente da instituição, Jorge Jardim Gonçalves — que se mantinha como presidente do Conselho Geral e de Supervisão —, tentou limitar a ação do presidente executivo da época, Paulo Teixeira Pinto, o “delfim” que tinha escolhido para lhe suceder, em 2005.

O confronto entre os aliados de Jardim Gonçalves, alguns dos quais se sentavam na maioria da comissão executiva do banco de Paulo Teixeira Pinto, e então presidente executivo do BCP deu-se numa célebre assembleia geral em maio de 2007 onde a proposta de mudança dos estatutos proposta pelo fundador do banco é chumbada. É desta reunião no Porto que fica a imagem de Joe Berardo a fazer o V de vitória. O comendador era um grande cliente do crédito do BCP e decidiu entrar na guerra ao lado de Teixeira Pinto.
Foi por esta altura que Berardo reforçou de forma significativa a sua participação no então maior banco privado português (chegou a ter 6,2% do banco, sendo o quarto maior acionista). O financiamento para esse reforço na estrutura acionista do BCP foi concedido precisamente pela Caixa Geral de Depósitos, ainda que contornando regras de prudência na concessão do crédito (ausência de pareceres da Direção de Risco ou pareceres condicionados). E a reestruturação do maior crédito de Joe Berardo foi mesmo feito com um parecer negativo. O banco público ajudou, em manobras semelhantes, o empresário Manuel Fino.
Apesar de ter ganho a batalha, Teixeira Pinto perdeu a guerra e demite-se do BCP no “verão quente” de 2007. Filipe Pinhal sobe à presidência no que foi visto como uma vitória do fundador do banco. Mas durou pouco tempo. Por esta altura, já Berardo e o advogado André Luiz Gomes estavam a preparar um dossiê explosivo sobre as offshores que terão sido criadas pelo próprio banco e usadas para comprar ações do BCP. Quando a denúncia chega ao Banco de Portugal, Vítor Constâncio chama alguns acionistas do BCP para os avisar das investigações e da necessidade de mudarem os membros da equipa de gestão que poderiam vir a ser processados e inibidos de funções na banca.
Consuma-se o chamado “assalto ao BCP”, uma expressão criada pelos administradores fiéis a Jardim Gonçalves quando o fundador se demite e a sua equipa é afastada dos órgãos do banco. Joe Berardo aparece como um protagonista incontornável neste “assalto”, ainda que visto como instrumento de outros interesses menos evidentes. O comendador é um dos nomes que apoia Santos Ferreira na célebre reunião na sede da EDP no final do ano da qual sai o nome do novo presidente do BCP. Carlos Santos Ferreira, o presidente da instituição que tinha financiado generosamente os acionistas apoiantes de Teixeira Pinto, tendo como única garantia as ações do banco privado.
Com a “paz” no BCP e Berardo aclamado como herói da mudança no banco, a Caixa ficou com várias “bombas por explodir” nas suas contas, sob a forma dos empréstimos ao comendador e a outros. A explosão, ou melhor implosão do valor das ações que eram a garantia do empréstimo, acontece com a crise financeira de 2008, mas a verdade é que o BCP já estava a desvalorizar antes disso.
Os números já eram conhecidos: no total, Berardo terá reunido cerca de 1.000 milhões de euros junto da banca portuguesa. Menos de dois anos depois, as ações que tinha comprado no BCP valiam menos de 190 milhões. A Caixa terá emprestado inicialmente cerca de 400 milhões de euros (tal como o BCP). O BES terá emprestado menos de 200 milhões).
O comendador ainda reforçou as garantias à Caixa algumas vezes, mas entrou em incumprimento em novembro de 2008. A história desta operação e do que o banco público fez para recuperar o dinheiro que emprestou tem sido um dos temas centrais na comissão de inquérito à Caixa.

2 Benfica. Uma OPA lançada para “ajudar o Benfica”

3 A casa (Madeira) e a casa longe de casa (África do Sul)

4 Um dos últimos empresários que ganharam dinheiro com os media

5 Portugal Telecom. Ao lado do Grupo Espírito Santo contra a OPA da Sonae

6 Sogrape. Quando Joe tentou ser o “DDT” no vinho português

7 Um museu à Berardo. Mau negócio para toda a gente?

Continua: https://observador.pt/especiais/de-que-se-se-ri-berardo-a-historia-de-7-negocios-de-joe/

PS: Este vai à Assembleia da República, goza com os políticos e com todos nós, e o Ministério Público está a ponderar fazer alguma coisa nas próximas décadas? Ou só interessam as reivindicações salariais?
Quem nos colocou a pão e água continuam a andar por aí impunemente?
Filipe Vieira? Berardo? Manuel Fino? Espiritos Santos? Roques? Sócrates? Ex-accionistas do BPN?………
Os Administradores que permitiram estes empréstimos são inimputáveis?
Governadores do Banco de Portugal não se recordam de nada?
Têem as fortunas a salvo? O estado português até tem um hacker preso especialista na pesquisa dessas contas bancárias manhosas!?!?!!?
Ou se quiserem saber como se investiga, podem analisar o que se passou com o Madoff nos EUA, gerou um buraco de 65 mil milhões de dólares e em 6 meses foi preso a 150 anos, e perdeu todos os bens e contas bancárias em nome dele e da família!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 17, 2019, 02:42:17 pm
Estes são os cinco recados do FMI para Portugal

Portugal está melhor. Está a crescer, o défice está a cair, assim como a dívida pública. Tudo sinais positivos, mas que exigem uma continuação dos esforços, diz o FMI.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está satisfeito com a evolução do país. No Artigo IV, destaca tanto o “sexto ano de crescimento” económico, como o controlo do défice. No entanto, deixa alguns alertas. O abrandamento da economia é uma realidade que deve ser enfrentada com medidas, assim como o é a necessidade de manter os esforços para reduzir a dívida. Além destes, há mais três recados.

Défice de 0,2%? Sim, mas a dívida…

O FMI aplaude o rigor orçamental de Mário Centeno. E até alinha as suas perspetivas com as do Governo. No Artigo IV, melhorou significativamente a projeção para o défice deste ano, revendo-se de -0,6% para -0,2%, salientando que o objetivo definido por Portugal é “viável”.

Este resultado no défice é positivo para o país, sendo também um trunfo para mostrar no exterior. Mas o FMI defende que o país deve fazer mais “agora e nos próximos anos, para criar espaço para uma redução mais rápida da dívida pública que possa permitir-lhe uma diferenciação positiva perante outros países altamente endividados”. A redução do rácio da dívida para menos de 100% do PIB em 2024 é uma “perspetiva claramente positiva”.

Economia está a abrandar. São precisas medidas

“Portugal está no sexto ano de expansão económica”, nota o FMI. Cresceu 2,1% no ano passado, aquém dos 2,7% registados em 2017. E o abrandamento do ritmo de crescimento da economia vai continuar. “Em 2019, a missão do FMI prevê que o PIB abrande para 1,7% e, subsequentemente, deverá reduzir-se para o crescimento potencial de médio prazo de 1,4%”, diz o relatório preliminar. Neste sentido, o FMI vê uma “muito lenta convergência com a Zona Euro”.

“Apesar de as principais fontes de risco serem externas, são necessárias políticas internas sólidas para tornar Portugal mais resiliente” ao abrandamento económico global.

É prudente rever carreiras da Função Pública

“Os ciclos de paragem e início das progressões desde 2005 foram disruptivos para o Governo e para os funcionários públicos e levantam questões sobre a sustentabilidade desse regime face às flutuações económicas”, diz o FMI.

Face ao aumento previsto das despesas com os funcionários públicos e tendo em conta o histórico de congelamentos, o FMI considera, no Artigo IV, que seria prudente avançar-se com uma revisão das carreiras de forma a assegurar uma evolução estável desses gastos.

Poupança é fraca. Incentivos fiscais podem ajudar

O FMI está preocupado com o baixo nível de poupança apresentado pelos portugueses, tanto por parte das famílias como das empresas. Tendo em conta os riscos que o nível atualmente apresentado acarreta para a economia nacional, defende a necessidade de aumentar a taxa de poupança, sendo que o Governo pode ter um papel fundamental.

Neste sentido, no Artigo IV, apela à criação de “incentivos fiscais” com vista à promoção da poupança, olhando especialmente para os “sistemas complementares de reforma”, ou seja, os PPR.

FMI diz que lucros dos bancos ainda são baixos

Os bancos portugueses vão no bom caminho, mas ainda têm obstáculos pela frente, considera o FMI. Depois da crise financeira, o sistema financeiro está agora mais limpo, sólido e rentável, mas o esforço ainda não é suficiente, defendendo, por isso, que os supervisores se mantenham vigilantes em relação ao setor.

Ao mesmo tempo, o FMI dá parecer favorável à reforma da supervisão financeira promovida pelo atual Governo, embora reconheça que as dúvidas levantadas pelos supervisores são “legítimas”.

https://eco.sapo.pt/2019/05/17/estes-sao-os-cinco-recados-do-fmi-para-portugal/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Maio 28, 2019, 07:06:25 pm
Estado injectou 23,8 mil milhões na banca nos últimos 12 anos, calcula Banco de Portugal

Relatório extraordinário do Banco de Portugal calcula em 23,8 mil milhões de euros o montante de fundos públicos injectados na banca nos últimos 12 anos. Falta recuperar cerca de 80%.

As ajudas públicas à banca nos últimos 12 anos somaram 23,8 mil milhões de euros, revela o relatório extraordinário do Banco de Portugal. Este foi o montante global injectado na banca pública e privada. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi a instituição que absorveu mais dinheiros públicos. Um quinto do montante foi devolvido.

A informação consta do relatório extraordinário do Banco de Portugal publicado ao abrigo da lei 15/2019 e que foi enviado na passada quinta-feira para o Parlamento. Esta manhã, a mesa da Assembleia da República decidiu dar o aval ao Banco de Portugal para que fosse publicada a informação, sendo que parte dela (a que o banco central classificou como sendo abrangida pelo dever de segredo) não foi publicada. Cabe agora à Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA) decidir sobre o que pode ser publicado e o que fica de facto abrangido pelo dever de segredo. A questão será decidida na quarta-feira.

Por este motivo, para já, foi só publicada a parte da informação que a instituição liderada por Carlos Costa considera não ser sensível. De fora está o anexo com os dados sobre os grandes devedores por instituição.

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/05/fundos-pub_tabela-01.jpg)

Para a CGD foram 6.250 milhões e euros, para o Banco Português de Negócios (BPN) seguiram 4.915 milhões de euros, ao BES/Novo Banco foram entregues 4.330 milhões de euros. Estes três bancos ocupam assim os três primeiros lugares no pódio das instituições públicas e privadas que beneficiaram de ajudas de dinheiros públicos.

O Banif e o BCP receberam 3.355 milhões de euros e 3.000 milhões de euros, respectivamente. O BPI recebeu 1.500 milhões de euros e o BPP teve direito a 450 milhões de euros, respectivamente.

No total, foram injectados nas instituições de crédito 23,8 mil milhões de euros, um montante que teve o seu ponto alto em 2012 quando foram injectados 11.065 milhões de euros.

Bancos devolveram um quinto do montante injectado

No mesmo relatório, o Banco de Portugal identifica também quanto deste montante já foi devolvido pelos bancos. Os reembolsos feitos até agora somam um valor superior a 5 mil milhões de euros.

O BCP reembolsou o Estado e 3.000 milhões de euros, o BPI em 1.500 milhões de euros, o Banif 411 milhões de euros e o BPN 40 milhões. Existe ainda a expectativa de que o montante injectado no BPP (450 milhões) ainda seja recuperado.

A recolha de informação do Banco de Portugal sobre os fundos públicos disponibilizados levou o banco central a fazer um levantamento sobre o que se passou nos últimos 12 anos. Este é, aliás, o horizonte temporal definido pela Lei 15/2019. No entanto, a mesma legislação obriga o banco central, a reportar operações nos cinco anos anteriores à atribuição de fundos públicos. Pelo que o período global de reporte de operações relevantes é mais alargado, começando em 2002.

https://eco.sapo.pt/2019/05/28/estado-injetou-238-mil-milhoes-na-banca-nos-ultimos-12-anos-calcula-banco-de-portugal/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Junho 18, 2019, 11:52:15 am
Linux Ubuntu 18.04.2 LTS (long-term support, até Abril de 2023) Bionic Beaver da Canonical

(https://tecadmin.net/wp-content/uploads/2017/11/ubuntu-bionic.png)

Não sei se mais alguém, aqui presente, que trata das licenças de software, foi confrontado este ano com um aumento “brutal” de 30% no preço de renovação das licenças da Microsoft (licenças de volume)!!!!!! Ao tratar da renovação anual das licenças de volume da Microsoft, fui confrontado com este aumento. A Microsoft alega que se trata das repercussões da guerra comercial que envolve os EUA e a Europa, e que no nosso caso (já confirmei com outras empresas e instituições, de que este aumento é generalizado), implicava pagar quase 9.000€ por ano para mantermos 100 licenças + 35 portáteis com licenças próprias OEM.
Devo ter dito uma ou outra asneira e tomamos a decisão de alargar a utilização do Linux, para além dos nossos servidores, aos próprios postos de trabalho. Desta forma, só precisamos de adquirir 20 licenças SPLA (Microsoft Services Provider License Agreement) para 20 máquinas da gestão (calls + Windows pro pt + MS Office 2019 plus), as restantes 115 máquinas passam a utilizar exclusivamente o Linux Ubuntu 18.04.2 LTS, de 64 bits, com ambiente gráfico Gnome, Kernel 4.15 e inclui o Libreoffice 6.0 (equivalente ao MS Office).
Desta forma ajudamos a “guerra comercial” e a “amiga” Microsoft e metemos ao bolso mais de 7.000€ anuais em licenças.

P.S.: Não sei se algum utilizador da Microsoft deu conta, mas com as recentes actualizações do Windows 10 (no nosso caso o Pro e Enterprise em pt), a Microsoft fez-nos o favor de impedir o acesso a máquinas não Windows mais antigas, que utilizem SMB 1.0, como é o caso das nossas NAS, onde estão guardados todos os nossos dados!!!!!! A excepção são os servidores que correm Windows Server, a esses continuamos a aceder sem problemas!!!!! Esta “malandrice” da Microsoft, está a impedir que as máquinas novas acedam aos dados remotos, enquanto a QNAPP resolve o problema da actualização do firmware/software das NAS.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 17, 2019, 10:15:05 am
Morreu Alexandre Soares dos Santos, o Sr. Jerónimo Martins

"Senhor de uma personalidade poderosa e magnética, de presença imponente, não deixa ninguém indiferente". As palavras são sobre Alexandre Soares dos Santos e estão retratadas numa publicação da JM.

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2017/09/alexandre_soares_santos_eco24_01_pn.jpg)

Alexandre Soares dos Santos, antigo líder do grupo Jerónimo Martins, morreu esta sexta-feira aos 84 anos. A notícia está a ser avançada pelo jornal Público.

“Só tive sorte na vida”. A frase é de Alexandre Soares dos Santos, um dos empresários mais emblemáticos do país, com uma fortuna avaliada em 3.419 milhões de euros, segundo dados da Forbes. Ainda assim, sempre defendeu que só queria deixar aos filhos “um exemplo de vida”.

Alexandre Soares dos Santos nasceu no Porto em 1934. Com um ano de idade, muda-se para Lisboa para o colégio académico dos Anjos. Regressa mais tarde ao Porto para fazer o liceu em regime de aluno interno e, conhece, como colega de carteira, Francisco Sá Carneiro, que anos mais tarde viria a ser primeiro-ministro.

Os tempos eram outros e as visitas a Lisboa aconteciam apenas duas vezes ao ano, no Natal e na Páscoa. Mas Alexandre Soares dos Santos recordava esses tempos com carinho. Segue-se o liceu D. João de Castro, de novo em Lisboa. Assegura a entrada em Direito, mais por vontade do pai do que propriamente por vocação. No terceiro ano do curso percebe que não é aquilo que pretende e abandona a faculdade. O pai não reage bem e estão três ou quatro anos distantes. Uma reação que, anos mais tarde, Alexandre Soares dos Santos diz compreender em absoluto. “Os meus filhos ligam-me todos os dias às 7h30 da manhã. Não fico preocupado se não me ligam, mas fico chateado”. A voz do patriarca da família a falar.

.......................

A criação da Fundação e o desencanto

Em 2009, Alexandre Soares dos Santos criava a Fundação Francisco Manuel dos Santos, uma homenagem ao homem que deu início a tudo: o avô.

“A Fundação é uma justa retribuição à sociedade portuguesa, que tanto deu e continua a dar ao grupo, por forma a partilhar as benesses que desde o meu avô temos vindo a receber”, justificava Alexandre Soares dos Santos.

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2017/09/jsg_1998.jpg)

A ideia foi também a forma encontrada pela família para ajudar a ter “uma sociedade ativa, que sem medo e em plena liberdade, expõe os seus pensamentos, a sua crítica e os seus anseios. Uma sociedade que deverá ser consciente dos seus direitos, mas também dos seus deveres e que assume as suas responsabilidades. Que obriga os seus deputados e o seu governo a ouvi-la e a decidir de acordo com o que ela quer”.

Mas foi também com a criação da Fundação que Alexandre Soares dos Santos se desencantou. Era natural ouvi-lo dizer que “há um preconceito contra quem tem sucesso em Portugal”.

Seixas da Costa adianta mesmo que “Soares dos Santos tinha grande sentido social e que, por vezes, se sentia frustrado por esse sentido não ser percebido pelo exterior”. O ex-embaixador adianta ainda: ” Soares dos Santos considerava mesmo que a criação da Fundação Francisco Manuel dos Santos não foi bem percebida. Este sentimento incomodava-o, deixava-o frustrado mas, mais do que isso, desencantava-o”, sublinhando que “há um pouco a consciência de que a sociedade não dá o justo reconhecimento a quem se dedica a estas causas sociais, mas isso não o fazia desistir. Mas diria que se sentia um pouco frustrado e incomodado”.

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https://eco.sapo.pt/2019/08/16/morreu-alexandre-soares-dos-santos-da-jeronimo-martins/

Deixa um império na área da distribuição, quer em Portugal, quer na Polónia, mas para os investigadores deixa um bem muito mais valioso, deixa a Fundação que tem o portal mais consultado do país, para quem quiser saber qualquer aspecto de Portugal, económico, social, político, entre outros. Além disso, as bases de dados são validadas cientificamente, pelo que podem ser utilizadas em qualquer artigo/tese/dissertação, citando os dados. Inclusive podemos exportar directamente as bases de dados que pretendemos ou até mesmo os gráficos já trabalhados. Já foram-me muito úteis, utilizo em todos os artigos que já realizei!!!!!

https://www.pordata.pt/Homepage.aspx
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 28, 2019, 10:57:28 am
Na mira da “bazuca” de estímulos do BCE, investidores já pagam pelo “privilégio” de emprestar a Portugal

BCE vai lançar nova "bazuca" de estímulos. Antecipação está a aprofundar queda dos juros. À boleia, Portugal já goza de juros negativos na dívida até 8 anos. A 10 anos, só 0,1%. Boa notícia. Ou não?

Lembra-se de ver os telejornais abrirem com a notícia de que só a troco de rendibilidades superiores a 17% é que (alguns, poucos) investidores aceitavam “tocar” em dívida portuguesa com prazo de 10 anos? Foi no início de 2012, quando foram aplicados os últimos cortes de rating que vieram com o pedido de ajuda internacional, quando a Grécia estava prestes a ter o primeiro “perdão” de dívida e numa altura em que existiam as maiores dúvidas sobre o futuro da união monetária. Sete anos e meio volvidos, e com tanto que aconteceu nos mercados financeiros, essa parece uma página distante do livro que conta a história da crise da zona euro. Neste momento, as mesmas taxas de juro estão em zero, o que traz uma folga inédita para quem gere as contas públicas. É o marcador de mais uma página que se vira, mas isso só mostra que o livro ainda não chegou ao fim.

Há vários meses que quase todos os estados europeus beneficiam de taxas de juro negativas quando vão aos mercados financeiros — isto é, obtêm mais financiamento do que, depois, têm de reembolsar. Essa tendência começou, como seria de esperar, nos chamados bilhetes do Tesouro, instrumentos de curto prazo que funcionam mais como instrumentos de gestão de tesouraria do que outra coisa. O tesouro português já consegue juros negativos na dívida de curto prazo há longos meses. Mas, com avanços e recuos, em quase todos os outros países da zona euro — incluindo Portugal — os juros negativos alastraram-se para o principal instrumento de financiamento, as obrigações do Tesouro, em prazos cada vez mais longos.

No prazo de referência de 10 anos a dívida portuguesa já está a ser transaccionada entre os investidores com rendibilidades de 0,1%, um nível semelhante ao de Espanha — e não muito longe da Irlanda, que vende dívida a 10 anos com um juro negativo de -0,1%. São valores que comparam com as taxas de -0,7% e -0,4% que têm a Alemanha e França, respectivamente, gerando-se o aparente paradoxo que é ter investidores a comprar instrumentos financeiros com uma rendibilidade negativa, isto é, aplicando uma quantia financeira e (pelo menos, em teoria) recebendo menos dinheiro no momento em que, passado alguns meses ou anos, recupera o seu investimento. Porquê emprestar a um país e perder dinheiro?

Uma das explicações é que, na realidade, muitos desses investidores não irão perder dinheiro — porque não vão conservar as obrigações até à data da maturidade (o vencimento, quando o capital é reembolsado por quem o recebeu inicialmente). Para os investidores mais ágeis, que compram e vendem títulos da dívida nos mercados, pouco importa que um estado reembolse, passado alguns anos, apenas 100 euros por cada 111 euros que eles tenham pago para comprar esse título. Se esse investidor acreditar que consegue, depois, vender o mesmo título a outro investidor a 115, 116 ou 117 euros, acredita que pode ter uma mais-valia.
Ou seja, se as obrigações continuarem a subir (e a rendibilidade implícita a cair, porque é assim que funciona o mercado de dívida) a mais-valia pode existir mesmo que já se esteja a negociar a níveis elevados — como acontece hoje em quase tudo o que é obrigações soberanas na Europa e, também, nos EUA. Em todo o mundo, existe dívida no equivalente a mais de 12,5 biliões (milhões de milhões) de dólares que tem taxas de juro negativas.

A razão principal para este fenómeno é, contudo, a falta de alternativas. Os bancos, seguradoras e fundos de pensões têm de aplicar os seus capitais em algum lado. Mas não em qualquer lado: além da actividade de crédito, os bancos da zona euro também aplicam os seus capitais em títulos de dívida pública. Na gestão da liquidez, há poucas alternativas aos depósitos no BCE – que hoje não só não remuneram como, na verdade, cobram aos bancos uma taxa de 0,4%.

Está nesse valor (negativo) a chamada taxa dos depósitos no BCE e, apesar de toda a controvérsia, Mario Draghi deverá anunciar no próximo dia 12 de Setembro uma nova descida desta taxa, para terreno ainda mais negativo. A expectativa é que possa ser definido um sistema segmentado para tentar mitigar o impacto sobre os bancos, que veem esta taxa de juro como uma espécie de imposto sobre a actividade.

..................

https://observador.pt/especiais/na-mira-da-bazuca-de-estimulos-do-bce-investidores-ja-pagam-pelo-privilegio-de-emprestar-a-portugal/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Setembro 06, 2019, 11:17:47 am
Crédito para casa. Fixe a taxa a 30 anos (a custo zero) e durma tranquilo o resto da vida

https://observador.pt/especiais/credito-para-casa-fixe-a-taxa-a-30-anos-a-custo-zero-e-durma-tranquilo-o-resto-da-vida/

Artigo muito interessante para quem tem um empréstimo à habitação e quer precaver-se contra qualquer subida das taxas de juro, até ao fim do contrato.
O artigo pode aparecer bloqueado para assinantes, mas é fácil de contornar, basta que tenham outros browsers instalados, copiam o link e colam no outro browser e já têem acesso ao artigo completo.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Outubro 15, 2019, 09:38:03 pm
Educar para o socialismo

Infelizmente os esforços estatais de educação e doutrinação não têm produzido os resultados esperados. A grande maioria dos nossos jovens continua a não perceber o que é o socialismo.

Portugal é, constitucionalmente, um país a caminho do socialismo e o Estado português tem feito, durante os últimos quarenta anos, através de vários organismos públicos como o Ministério da Educação e a Comissão para a Cidadania e Igualdade um esforço notável na educação[1] e doutrinação das futuras gerações para uma sociedade mais justa, menos desigual e mais solidária.

Infelizmente os esforços estatais de educação e doutrinação não têm produzido os resultados esperados. A grande maioria dos nossos jovens continua a não perceber o que é o socialismo, nem as vantagens da redistribuição dos rendimentos[2]. A causa deste falhanço não está, como é óbvio, na competência e dedicação dos organismos públicos mencionados, nem dos seus agentes, mas no carácter ainda muito primitivo e patriarcal da sociedade portuguesa onde a família continua a exercer um papel preponderante na formação (neste caso, deformação) social dos jovens e crianças.[3] [4]

Parece, portanto, essencial que, dado o nosso estádio de desenvolvimento societário, as famílias sejam chamadas, e treinadas, a cooperar na educação dos nossos jovens para o socialismo. O que até não será muito difícil nem exigirá muito esforço aos pais. Bastará, por exemplo, que o pai diga, num sábado de manhã, ao filho adolescente que se prepara para passar a tarde a jogar à bola como os amigos, ou para uma sessão de gaming no sofá, que precisa da ajuda dele nessa mesma tarde para montar uma estante. Atendendo que ainda estamos a caminho para o socialismo, convém que ajuste com ele uma remuneração justa e um horário digno.[5] Suponhamos que acordam 50 euros por três horas. Findo o trabalho, deverá pagar-lhe atempadamente os 25 euros acordados. “Os 25 euros acordados?” espantar-se-á o puto.

“Sim,” dirá o pai, “25 para ti e 25 para a tua irmã: 50 euros como combinámos.”

“Mas ela não fez nada!” dirá certamente o rapaz, possivelmente acrescentando que a irmã passou a tarde a falar com amigas, a dormir a sesta ou a brincar com bonecas. Este é o ponto crítico para que o jovem ganhe uma correta compreensão do que é o socialismo. Para isso bastará que o pai diga algo como:

“Sim, mas esta é uma repartição de rendimentos socialmente mais justa, mais equitativa, mais solidária e que contribui para a igualdade entre as pessoas!”, ou alternativamente ler-lhe o último discurso sobre o assunto do camarada Jerónimo de Sousa ou da camarada Mariana Mortágua. Nesse momento far-se-á luz e o jovem compreenderá o que é a justiça social. Perceberá o equidade significa. Será conquistado para a solidariedade social e redistribuição do rendimento. E começará a ansiar pela igualdade entre os homens. E é tão fácil! Em duas gerações (mais uns quarenta[6] anos…) os portugueses serão todos convictamente socialistas.

Os avtores não segvew a graphya do nouo AcoRdo Ørtvgráphyco. Nem a do antygo. Escreuew como lhes qver & apetece.

[1] Educação: Aquilo que dá a conhecer aos sábios e esconde aos néscios a profundeza dos desígnios de Deus; também serve de biombo para os ignorantes se esconderem da sua ignorância e a esconderem aos outros.

[2] Rendimento: medida científica & objetiva do sucesso social; daí que sirva de critério, em substituição do sangue, heroísmo, denodo e serviço, na atribuição de comendas e ordens honorificas em Portugal; algumas pessoas, por pura modéstia, não o declaram em sede de irs.

[3] Outra possibilidade é que o ensino para o socialismo atualmente ministrado nas escolas ser teórico demais. Sugere-se a introdução de atividades próprias de sociedades socialistas, com carater mais prático, desde sessões públicas de autocrítica até trabalhos forçados em atividades físicas penosas e inúteis.

[4] Criança: acidente do amor entre homem e mulher; produto de unidade de produção familiar; produto que warxistas de várias estripes querem eliminar completamente ou, pelo menos, em casos mais moderados de sandice ideológica, trocar o método espontâneo e natural de produção pelo do planeamento central, substituir a confeção própria pela produção subcontratada e o fabrico caseiro pelo laboratorial; período ou idade intermédia entre a idiotia da infância e a estupidez da adolescência, a dois passos dos crimes e pecados da idade adulta e a três do remorso da velhice.

[5] Trabalhos forçados e remuneração de miséria são só para quando chegarmos ao socialismo.

[6] Quarenta: o produto de quatro por dez, e vice-versa, tal como o dr. Sócrates vice-versa com o eng. Costa; sendo quatro o símbolo da plenitude, quarenta simboliza o dr. Sócrates e o seu legado para o povo Português, tal como este estadista também simboliza quarenta para os portugueses; ademais “durante quarenta anos comeu Israel o maná” (Ex. 16, 35), findos os quais tiveram que ir trabalhar; de igual modo, segundo a profecia do Pe. Mário Centavo (vide o seu Oráculos e Profecias), “durante quarenta anos comerá Portugal dos fundos europeus, findos os quais terá que ir trabalhar”; número de companheiros que qualquer estadista nacional, tipificado pelo sr. Ali-Babá, leva consigo numa expedição governativa (não inclui familiares); metade de oitenta, tal como rendimento líquido para rendimento bruto em Portugal.

https://observador.pt/opiniao/educar-para-o-socialismo/

Muito divertido :)
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Outubro 20, 2019, 03:20:34 pm
Patrões portugueses são os menos instruídos da Europa
https://hrportugal.sapo.pt/patroes-portugueses-sao-os-menos-instruidos-da-europa/
(https://hrportugal.sapo.pt/wp-content/uploads/2019/10/thumbs-down.jpg)

Citar

Portugal é o país da União Europeia (UE) onde há mais patrões sem o ensino secundário ou superior. Quase metade dos empregadores portugueses (49,4%) não têm escolaridade acima do ensino básico, segundo revela um estudo do portal Pordata, que retrata Portugal em 2019.

O «Retrato de Portugal na Europa: Edição 2019», divulgado hoje no âmbito do Dia Europeu das Estatísticas, mostra que o número de patrões com escolaridade básica é bem acima da média europeia, que se situa nos 16,6%. Já os trabalhadores por conta de outrem também são os menos instruídos entre os 28 países da UE: 42,2% não têm o ensino secundário ou superior, enquanto que o resto da Europa está nos 16,5%.

Segundo os dados da base de dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a população activa com 15 anos ou mais é de 58,9%, ligeiramente superior à média europeia, de 57%. Há 60,2% de homens empregados e 50,4% de mulheres.

Desses, 22% têm contrato de trabalho temporário. Portugal fica apenas atrás de Espanha e Polónia entre os 28 países da UE (14,2%).

A população empregada a tempo parcial é, hoje, de 10,5%, enquanto a média europeia corresponde a 20,1%.

As mulheres, por sua vez, representam a fatia mais desempregada. Enquanto a taxa de desemprego nos homens é de 6,6% (a média da UE), a das mulheres situa-se nos 7,4%, acima da média europeia (7,1%).

Quanto ao tempo que dedicam aos empregos, os trabalhadores portugueses trabalham mais cinco horas semanais que o resto dos países da UE. Enquanto a média europeia está nas 30,2 horas semanais, os portugueses trabalham 35,8 horas por semana.

Contudo, Portugal é um dos países onde a produtividade laboral por hora de trabalho é mais baixa (64,1%) face à média da UE (100%).

Remunerações
 Ainda em matéria de emprego, a remuneração média dos trabalhadores por conta de outrem em Portugal permanece abaixo da média dos países da UE. O poder de compra padrão (PPS) em Portugal é de 25.516 PPS, com o país a ocupar o 21.º lugar de uma lista encabeçada pelo Luxemburgo, com 56.900 PPS. No entanto, o Pordata refere que a média da UE é de 37.003 PPS.

Ao nível do salário mínimo anual, Portugal ocupa o 15.º lugar da tabela, com 807 PPS. O Luxemburgo (1.636 PPS) e a Bulgária (566 PPS) encontram-se em primeiro e último lugar, respectivamente.

O documento do Pordata junta um resumo de indicadores sobre Portugal, em comparação aos restantes Estados-membros da UE, divididos por 11 áreas, como população, rendimento, educação, saúde, emprego, protecção social, ciência ambiente ou transportes.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Novembro 04, 2019, 02:32:16 pm
Gulbenkian concluiu venda da Partex aos tailandeses da PTTEP

A operação teve um valor de 622 milhões de dólares, conforme anunciado pela Fundação Calouste Gulbenkian, em Junho. Partex representava cerca de 18% dos investimentos totais da Fundação.

(https://jornaleconomico.sapo.pt/wp-content/uploads/2017/05/Funda%C3%A7%C3%A3o-Calouste-Gulbenkian.jpg?w=850&h=531&q=60&compress=auto,format&fit=crop)

A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou esta segunda-feira que concluiu o acordo com os tailandeses da PTT Exploration and Production  (PTTEP) para vender a gestora de activos petrolíferos Partex por 622 milhões de dólares (cerca de 555 milhões de euros).

“Depois do acordo de venda, assinado a 17 de junho deste ano, e obtidas todas as autorizações necessárias, foram hoje assinados os documentos finais que permitem a esta prestigiada empresa tailandesa de exploração e produção de petróleo assumir o controlo da Partex, valorizando a sua história, a elevada qualidade do seu portefólio e a solidez da sua gestão e dos seus colaboradores”, explica a Fundação Calouste Gulbenkian em comunicado.

A operação teve um valor de 622 milhões de dólares, conforme anunciado pela Fundação Calouste Gulbenkian em Junho.

“Este é um momento especialmente relevante uma vez que este desinvestimento na Partex, um activo que representava cerca de 18% dos investimentos totais, permite alinhar a Fundação com a visão de futuro sustentável que partilha com outras grandes fundações internacionais”, refere a Fundação.

A Partex, foi criada em 1939 por Calouste Gulbenkian e participou nos grandes projectos do desenvolvimento da indústria no Médio Oriente. Além de continuar a deter participações minoritárias em projetos de gás em Abu Dhabi e no Omã, a empresa tem também posições no campo petrolífero gigante de Dunga, no Cazaquistão, no bloco 17/06 em Angola e nas bacias de Potiguar e Sergipe-Alagoas, no Brasil.

“O Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian congratula-se com a conclusão do processo, que permitirá o crescimento e expansão da Partex e a sua entrada num novo ciclo de desenvolvimento”, refere o organismo.

A PTTEP é uma empresa pública, cotada na Bolsa da Tailândia, que integra os índices Dow Jones Sustainability. A operar desde 1985, tem 46 projectos petrolíferos em 12 países espalhados pelo mundo, explica o comunicado. Em Junho, explicou que pretende utilizar a Partex como uma plataforma de crescimento, alargando as relações que a empresa hoje detém nos países em que opera.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/e-oficial-gulbenkian-vende-partex-aos-tailandeses-pttep-508921
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 09, 2019, 05:25:05 pm
Há cada vez mais milionários espanhóis a mudar-se para Portugal e a culpa é dos impostos

Os benefícios fiscais em Portugal atraem cada vez mais cidadãos para o país, sobretudo estrangeiros com elevado poder de compra. E os investidores espanhóis com grandes fortunas, a braços com um impasse político no Parlamento, não ficam alheios a esta realidade.
Segundo o “El Mundo”, em causa está o regime de Residente Não Habitual (RNH), criado em 2009 (e reformulado em 2012), que dá aos trabalhadores com profissões consideradas de alto valor acrescentado a possibilidade de beneficiarem de uma taxa especial de IRS de 20%. durante um período de 10 anos não renovável. Já os reformados com pensões pagas por outro país podem gozar de isenção do pagamento de IRS, caso exista um Acordo de Dupla Tributação e este confira ao país da residência fiscal (neste caso, Portugal) o direito de a tributar.
Outra vantagem do RNH, que permite uma diferença significativa na altura de pagar os impostos, é que para usufruir do regime não é necessário residir permanentemente em Portugal. Basta que o interessado prove que tem residência fiscal no país. Ainda assim, é necessário morar no país, pelo menos, 183 dias por ano e não ter sido residente fiscal nos cinco anos anteriores ao pedido de adesão.
O “El Mundo” escreve, citando uma sociedade de advogados, que «nos últimos dois meses, houve um aumento de perguntas por parte de empresas espanholas» sobre o estatuto de RNH.
«A tudo isto junta-se a estabilidade política liderada pelo socialista António Costa e as boas perspectivas de crescimento que os analistas concedem ao país», sublinha. Na última revisão de Bruxelas, a Comissão Europeia mostrou-se mais optimista que o próprio Governo, melhorando em três décimas a previsão de crescimento económico de Portugal para 2% este ano.
Por outro lado, nas previsões económicas para Espanha, o executivo comunitário está ligeiramente mais pessimista que o Executivo, que estima um crescimento de 2,2% do PIB para 2019.
Recorde-se que, os socialistas do PSOE venceram as eleições em Espanha, mas sem maioria. Nas próximas terça e quarta-feira, vai realizar-se uma ronda de consultas aos partidos para avaliar se há condições para a tomada de posse de um Governo de coligação do PSOE e do Podemos.

https://executivedigest.sapo.pt/ha-cada-vez-mais-milionarios-espanhois-a-mudar-se-para-portugal-e-a-culpa-e-dos-impostos/

https://www.elmundo.es/economia/macroeconomia/2019/12/09/5de6a04ffc6c8362058b45a2.html

https://www.elmundo.es/economia/macroeconomia/2019/12/09/5ded2a12fc6c83e5238b463f.html
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 13, 2019, 12:50:04 pm
Tekever: sócio maioritário saiu da empresa depois de processos de arresto

(https://images.impresa.pt/exameinformatica/2019-12-10-AR3mk3-photo-600x337.jpg-1/original/mw-860)

Depois de perder o cargo de CEO por ordem dos tribunais, Pedro Sinogas perdeu igualmente os 52% do capital que detinha na Tekever. Ao que a Exame Informática apurou, a perda da participação do acionista maioritário foi determinada por um denominado mecanismo de amortização, que foi acionado pela própria empresa, na sequência de três processos na justiça que levaram ao arresto dos bens de Pedro Sinogas e de empresas para onde se suspeita que o ex-CEO tenha desviado cerca de 10 milhões de euros.

Com a saída de Sinogas, a Tekever passou a ser detida pelos outros dois sócios fundadores, ambos com 50% do capital: Ricardo Mendes, que assumiu o cargo de CEO depois do litígio iniciado com Sinogas, e Vítor Cristina, que é o líder pela área tecnológica da empresa que se tem destacado com o fabrico de drones.
Os processos de arresto impedem a venda ou qualquer tipo de movimentação ou usfruto dos bens abrangidos até que a Justiça apure as reais responsabilidades de Pedro Sinogas no que toca à acusação de desvio de fundos da Tekever. Num primeiro processo que levou à suspensão de Sinogas enquanto CEO, o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa havia detetado gastos alegadamente indevidos num carro, obras de arte e férias de luxo, entre vários levantamentos que aparentemente contrariaram as melhores práticas de gestão.
Quando a Exame Informática publicou a primeira notícia sobre este assunto, Pedro Sinogas justificou a perda do cargo de CEO como resultado de uma «estratégia» de Vítor Cristina e Ricardo Mendes.

O ano de 2018 é considerado de má memória para aquela que será a startup portuguesa mais bem-sucedida do setor aeroespacial, tendo no currículo a participação em projetos de diferentes agências espaciais, bem como o desenvolvimento do primeiro satélite integralmente português e missões de patrulhamento para a Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA). Além do diferendo entre os três sócios que começaram a projetar a empresa quando ainda eram alunos do Instituto Superior Técnico (IST), a folha contabilística da empresa registou no ano passado um prejuízo de 3,5 milhões de euros, face a uma faturação de cerca de oito milhões de euros.

No final de 2019, o período de «arrumação da casa», que teve início com a entrada de um novo diretor financeiro e novas regras de controlo de investimentos e receitas, já deverá produzir efeito: entre os líderes da empresa há expectativa de fechar o ano com uma faturação de 15 milhões de euros e um lucro de dois milhões de euros.

«O nosso objetivo é entregar mais produtos e serviços durante o ano de 2020, mas admitimos poder vir a encontrar parceiros estratégicos que nos ajudem a fazer crescer a empresa», refere Ricardo Mendes, recusando fazer qualquer comentário sobre o litígio em tribunal com Pedro Sinogas.

http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/mercados/2019-12-10-Tekever-socio-maioritario-saiu-da-empresa-depois-de-processos-de-arresto

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/-traicoes-tesla-e-barco-de-luxo-fazem-rombo-na-tekever?ref=HP_Destaques3not%C3%ADciascompatro

Quando o poder sobe à cabeça........
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: perdadetempo em Dezembro 13, 2019, 05:35:28 pm
Artista português SP1. Quando neste país na época das vacas gordas dos fundos comunitários até houve empresas que mandaram construir pavilhões dos quai só ocupavam uma magra porção para justificar um valor de investimento que permitisse ao empreiteiro acabar as obras na vivenda do "empresário"...
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 15, 2019, 12:36:00 am
Artista português SP1. Quando neste país na época das vacas gordas dos fundos comunitários até houve empresas que mandaram construir pavilhões dos quai só ocupavam uma magra porção para justificar um valor de investimento que permitisse ao empreiteiro acabar as obras na vivenda do "empresário"...

Não é caso único, até é norma entre nós, o empresário confundir a empresa com o seu património pessoal! Não resulta bem mesmo quando é o único dono e funciona muito pior com outros sócios.

No fundo o dono acaba por nunca saber se ganha ou perde dinheiro.
Conheço pessoalmente o caso de um casal, antigos donos de uma charcutaria e várias talhos em supermercados, que claramente confundiam os bens da empresa com os pessoais....... mas também não faziam dinheiro para as despesas que tinham. Pensavam que trabalhavam com margens de 25%, mas na realidade a margem era de apenas 10 a 12% e não cobria as despesas........ até falir 3 anos depois de abrir!!!!!!

Falta-nos um bocado de cultura anglo-saxónica nos negócios, separar claramente os bens pessoais do negócio.
Cá seria quase impossível um Bill Gates, que apesar de ter criado uma empresa (Microsoft) que nunca na vida deu prejuízo, só muitos anos depois de ter nascido, é que começou a distribuir dividendos aos accionistas, para crescer mais depressa!!!!!!

O caso do Facebook, os actuais donos são milionários, mas no início, quando não eram famosos, podiam vender o negócio e tornarem-se ricos, mas resistiram e agora são só milionários!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: asalves em Dezembro 16, 2019, 05:59:35 pm
Em Portugal as empresas são incentivadas a nunca dar lucro, caso contrário tem de pagar impostos.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 11, 2020, 12:45:02 pm
LISBOA TORNA-SE HOJE CAPITAL VERDE. O FUTURO ACABOU DE CHEGAR, COM UMA RESPONSABILIDADE QUE “É PARA SEMPRE”

Chegou o dia. Os habitantes “alfacinhas” passam a ter hoje a sua Capital Verde Europeia durante o ano de 2020, dando início a um programa extenso de atividades. Sendo um “reconhecimento do trabalho” feito pelo município rumo à sustentabilidade ecológica, este é também um “compromisso de futuro”. A responsabilidade de envergar este selo é grande e os olhos vão estar postos em Lisboa, até porque ainda há problemas a resolver.
Lisboa torna-se hoje Capital Verde. O futuro acabou de chegar, com uma responsabilidade que “é para sempre”

Pedro Marques dos Santos e MadreMedia

Das ciclovias aos espaços verdes, do reaproveitamento da água aos painéis fotovoltaicos. Foi fazendo mudanças paulatinas que Lisboa, passo e passo, procurou tornar-se mais ecológica. O esforço compensou: a cidade foi agraciada com o prémio Capital Verde Europeia para 2020. Mas o esforço está longe de chegar ao fim.

Na apresentação da programação do Lisboa Capital Verde Europeia 2020, José Sá Fernandes, vereador das áreas da Estrutura Verde e Energia do município, realçou que a capital não foi distinguida com este selo por ser “a cidade mais sustentável”, mas sim porque “foi a cidade que evoluiu em todos os parâmetros ambientais – energia, água, mobilidade, resíduos e infraestrutura verde e biodiversidade”.

Ao SAPO24, o autarca reforçou essa ideia. “Ganhámos apesar de não sermos os melhores, basta ouvirmos o barulho deste avião para percebermos isso”, admite José Sá Fernandes enquanto sobrevoa uma aeronave, uma de muitas a ser uma presença indesejada nesta conversa. A atribuição do selo aconteceu “porque evoluímos muito em muitas matérias”, sendo este “um reconhecimento do trabalho que foi feito e do compromisso para o futuro”.

A conversa decorre no morro que se avoluma em frente à Reitoria da Universidade de Lisboa. Ajardinado e dotado de equipamentos de exercício ao ar livre, o espaço é, para José Sá Fernandes, uma conquista simbólica, não só porque oferece uma vista privilegiada para o Corredor Verde de Monsanto — uma das bandeiras ambientais deste executivo — mas porque neste espaço natural “eram previstos prédios, o que não fazia sentido nenhum porque perdíamos esta ligação e respiração”, defende.

Lisboa já tinha concorrido anteriormente por duas ocasiões, figurando no lote de finalistas na edição de 2019, mas aí a vitória foi para Oslo. No ano seguinte, porém, a capital portuguesa voltou a concorrer, sendo vitoriosa ao bater a concorrência de Gante (Bélgica) e Lahti (Finlândia), cidade que venceria a edição de 2021.

Para concorrer ao selo Capital Verde Europeia, o único requisito base é que seja uma cidade com mais de 100 mil habitantes, sendo o concurso aberto não só aos estados membros da União Europeia, como também aos países candidatos à adesão à UE, à Islândia, ao Liechtenstein, ao Noruega e à Suíça.

As cidades a concurso no Capital Verde Europeia são avaliadas por um painel internacional de 12 especialistas, tendo um conta um conjunto de critérios. Este inclui o trabalho feito pelos municípios quanto à atenuação das alterações climáticas, a forma como gerem resíduos, a sustentabilidade dos seus modelos de transporte ou os seus esforços em prol da ecoinovação e emprego sustentável.

Citar
Critérios de seleção para o prémio Capital Verde Europeia

Atenuação das alterações climáticas
Adaptação aos efeitos das alterações climáticas;
Transportes locais sustentáveis;
Zonas verdes urbanas que integram uma utilização sustentável do solo;
Natureza e biodiversidade;
Qualidade do ar;
Qualidade do ambiente acústico;
Produção e gestão de resíduos;
Gestão da água;
Ecoinovação e emprego sustentável;
Eficiência energética;
Governança.


Após essa primeira filtragem, as cidades concorrentes escolhidas para a fase final são submetidas a um júri internacional, encabeçado pela Comissão Europeia, tendo de apresentar um plano de estratégia e ação quanto ao que vão fazer se ganharem a competição e de que forma vão constituir-se enquanto modelos.

Mobilidade foi o trunfo de Lisboa

Segundo o comunicado da organização, o júri optou por Lisboa dada a “visão para a mobilidade sustentada” do executivo, ressalvando o “uso de medidas restritivas para a utilização de carros e a priorização de caminhadas, ciclismo e transporte público”, assim como a criação de “uma das maiores redes de carregamento de carros elétricos do mundo”. Para além disso, os especialistas não só referiram esta foi a primeira capital na Europa a assinar o Novo Pacto de Autarcas para Mudanças Climáticas e Energia em 2016, como também ficaram impressionados com o “foco em proteger e conectar as suas áreas naturais, providenciando ao mesmo tempo espaços recreativos ao ar livre de qualidade para os seus cidadãos”, citando o futuro projeto do Corredor Verde do Vale de Alcântara.

O tiro de partida para o Lisboa Capital Verde Europeia 2020 teve lugar ontem à noite com um jantar oficial na Estufa Fria, contando com a presença do secretário-geral da ONU, António Guterres, do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do primeiro-ministro, António Costa, do comissário europeu para o Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas, Karmenu Vella, assim como do presidente da câmara, Fernando Medina.

No entanto, para o público a cerimónia de abertura acontece hoje à tarde, incluindo a passagem de testemunho de Oslo para Lisboa, um ‘flash mob’ e outros espetáculos. O evento — que tem lugar no Jardim Amália Rodrigues, no Parque Eduardo VII e no Pavilhão Carlos Lopes — contará também com a presença das figuras acima mencionadas, assim como do vice-presidente da Comissão Europeia, Franz Timmermans, do comissário europeu para o Ambiente, Oceanos e Pescas, Virginijus Sinkevičius, e do presidente-governador da Câmara de Oslo, Raymond Johansen.

Outro evento que marca o início da programação é a nova exposição imersiva do Oceanário de Lisboa “ONE o Mar como nunca o sentiu”, tratando-se de “uma instalação da autoria da artista portuguesa Maya, que apresenta imagens filmadas exclusivamente no mar de Portugal”. Inaugurada hoje, abre o público amanhã, que é quando também decorre outra ação pela cidade.

Anunciada como a “maior plantação de árvores de sempre” em Lisboa, cerca de 20 mil espécimes vão ser espalhados por quatro pontos específicos da capital. Os destinos são o Corredor Verde do Monsanto, o Parque Urbano do Rio Seco, o Parque do Vale da Montanha e o Parque do Vale da Ameixoeira, sendo que Fernando Medina comparecerá neste último para plantar também uma semente. O objetivo é o de somar mais 100 mil árvores até ao fim do ano às 800 mil já existentes, pelo que estas ações vão continuar a decorrer nos próximos meses.

Citar
Alguns dos destaques do Lisboa Capital Verde 2020

Plantação de 20 mil árvores no dia 12 de janeiro
Inauguração do Parque Ribeirinho Oriente, em janeiro
Exposição “ONE o Mar como nunca o sentiu”, no Oceanário de Lisboa, em janeiro
Exposição sobre parques e reservas naturais do país no Museu Nacional de História Natural, em março
Inauguração do Museu da Reciclagem (ReMuseu), em Alcântara, em abril
Conferência dos Oceanos da ONU, entre e 2 e 6 de junho
Inauguração do Eco Centro e CIRE - Centro de Interpretação de Resíduos e Energia, em novembro, no Parque das Nações

...

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/lisboa-torna-se-hoje-capital-verde-o-futuro-acabou-de-chegar-com-uma-responsabilidade-que-e-para-sempre

Título: Re: Economia nacional
Enviado por: tenente em Janeiro 17, 2020, 08:55:12 am
Espectáculo, um poço sem fundo já vai nos 3.300 milhões !!!!

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/governo-prepara-injecao-final-de-14-mil-milhoes-no-novo-banco-536401

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/924/UrfO5V.jpg) (https://imageshack.com/i/poUrfO5Vj)

Abraços
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 17, 2020, 09:46:26 am
Espectáculo, um poço sem fundo já vai nos 3.300 milhões !!!!
E ainda “poupam” 600 milhões!!!!!!

Mas aqui há muitos culpados, não é só o Ricardo Salgado o único culpado.
Repare neste negócio espaçado 4 anos:

O Banco de Portugal e o estado português começam a desmantelar o ex-BES em 2015, depois de correrem com o Salgado, vendem a Tranquilidade ao fundo americano Apollo por 44 milhões de euros (https://www.publico.pt/2015/01/15/economia/noticia/novo-banco-conclui-a-venda-da-seguradora-tranquilidade-1682384).

4 anos mais tarde, o fundo Apollo vende a Tranquilidade e a Advancecare à Generalli por 600 milhões de euros!!!!!!! (510 milhões a Tranquilidade e 90 milhões a Advancecare).
https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca---financas/detalhe/generali-compra-tranquilidade-por-600-milhoes-de-euros

Vai uma grande diferença de 44 para 600 milhões e aí o Ricardo Salgado não é o responsável!

Também não foi um grande negócio a doação do Novo Banco com uma garantia de 4 mil milhões de euros sobre possíveis créditos ruinosos, já que obviamente o novo dono ía aproveitar a garantia para a utilizar e limpar as dívidas do tempo do Ricardo Salgado!!!!!
O senhor governador do Banco de Portugal, não aceitou uma garantia bancária do Estado Angolano de 5,7 mil milhões de euros sobre o BESA, prejudicando nessa medida os contribuintes portugueses, porque criou esse buraco de 5,7 mil milhões no BES!!!!!! É admirável a sensibilidade do Banco de Portugal ao proteger o Estado Angolano de pagar 5,7 mil milhões ao BES, por causa do BESA, quis poupar os contribuintes Angolanos para prejudicar os portugueses!!!!! (https://www.dinheirovivo.pt/banca/bes-banco-de-portugal-nao-aceitou-garantia-de-angola-por-falta-de-informacao/)

O Ricardo Salgado não era flor que se cheirasse, mas depois de correrem com ele, Banco de Portugal e Governo português deitaram fora uma garantia de Angola de 5,7 mil milhões + 4 mil milhões de garantia para a venda do Novo Banco (é verdade que se fosse liquidado, o estado português tinha de reconhecer logo um buraco de pelo menos 12 mil milhões de euros) + 536 milhões da venda desastrosa da Tranquilidade. Só aqui o estado português foi lesado no mínimo em 6,236 mil milhões de euros e 4 mil milhões que não sei se foram bom negócio!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: P44 em Janeiro 17, 2020, 10:12:02 am
Ainda me lembro do passos coelho dizer que não ia custar nada ao contribuinte  ::)
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 17, 2020, 10:26:16 am
Ainda me lembro do passos coelho dizer que não ia custar nada ao contribuinte  ::)

Tecnicamente até tem razão, porque o estado empresta dinheiro ao Fundo de Resolução. E o FdR tem como accionistas todos os bancos a operar em Portugal, que a contra-gosto, vão injectando dinheiro nos bancos aflitos.

Onde o Passos não tem nenhuma razão é no pequeno pormenor de que o maior contribuinte do FdR é a CGD com 1/3 do mercado!!!!! E a CGD ainda é pública...... portanto, na prática 1/3 do dinheiro que o FdR "doar" a instituições falidas, sai-nos dos bolsos.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: LM em Janeiro 17, 2020, 11:47:15 am
Os nossos bancos foram, fundamentalmente, casos de "fraude" e não esquecer que na, devido à gestão do accionista, CGD foram 4.900 milhões de euros... mas o BES e BPN só visto (=> em 5/2019 (https://eco.sapo.pt/2019/05/28/banco-a-banco-como-o-estado-injetou-24-mil-milhoes-no-sistema-financeiro/))

Fico mais lixado (com um F gigante) por não haver castigo (ainda) digno desse nome; criticar o que os governos fizeram quando tomaram as decisões, com a informação, leis, mecanismos e "doutrina" na altura, até tento "criticar construtivamente"... agora a falta de mão pesada nos responsáveis pelas situação não. 
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 20, 2020, 11:53:52 pm
Os nossos bancos foram, fundamentalmente, casos de "fraude" e não esquecer que na, devido à gestão do accionista, CGD foram 4.900 milhões de euros... mas o BES e BPN só visto (=> em 5/2019 (https://eco.sapo.pt/2019/05/28/banco-a-banco-como-o-estado-injetou-24-mil-milhoes-no-sistema-financeiro/))

Fico mais lixado (com um F gigante) por não haver castigo (ainda) digno desse nome; criticar o que os governos fizeram quando tomaram as decisões, com a informação, leis, mecanismos e "doutrina" na altura, até tento "criticar construtivamente"... agora a falta de mão pesada nos responsáveis pelas situação não.

Na CGD foram 10 mil milhões!

Infelizmente por cá, parece que a justiça está muitas décadas atrás do resto da sociedade! Apesar de também reconhecer que quem faz as leis são os políticos na AR!!!!

Podiam ver o que aconteceu com o Madoff nos EUA, ele e a família perdeu todos os bens que tinham e foi condenado a 150 anos de prisão!!!! Tudo isto em 6 meses!!!!!

Mas mais grave ainda do que os buracos da banca provocados pelos desfalques, tal provocou que ficássemos sem nenhum banco de dimensão em mãos nacionais, excepto principalmente a CGD! BCP, BPI, Santander Totta, Novo Banco....... está tudo em mãos estrangeiras!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Fevereiro 04, 2020, 09:49:24 am
Portugal e Espanha podem ter "problemas graves" por governos só pensarem em "redistribuição" e "reversões", avisa o Commerzbank

Commerzbank avisa investidores que nos dois países "os políticos estão mais concentrados na redistribuição do que em fazer reformas estruturais, até mesmo revertendo parcialmente reformas já feitas".

(https://bordalo.observador.pt/1000x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2020/02/04072226/156895368_770x433_acf_cropped.jpg)

Portugal e Espanha são “estrelas que não brilham tanto assim“, embora os investidores vejam os dois países como verdadeiras “estrelas” nos mercados financeiros nos últimos anos, à medida que o Banco Central Europeu (BCE) acentuou os estímulos monetários na zona euro. O aviso é do economista do banco de investimento Commerzbank, Ralph Solveen, que acompanha as economias ibéricas – economias que podem vir a enfrentar “problemas graves” porque os seus governos “estão atualmente a concentrar-se mais na redistribuição do que em fazer reformas estruturais, até mesmo revertendo parcialmente reformas já feitas”.
No relatório, difundido pelos clientes do banco, o Commerzbank começa por recordar que “passaram menos de nove anos desde que apenas um pacote de assistência financeira evitou a bancarrota de Portugal” e que Espanha também precisou de ajuda europeia para recapitalizar os bancos. Ralph Solveen diz que tanto um país como outro fizeram progressos desde essa altura mas continuam a evidenciar “fragilidades consideráveis que não devem ser ignoradas” e que podem causar “problemas graves caso surja um ambiente menos favorável“.
Essa não é uma realidade a que os investidores estejam especialmente atentos, assinala o economista, já que a compressão das taxas de juro provocada pela política do Banco Central Europeu fez com que “estes dois países, aos olhos dos investidores, estejam a ser vistos mais como países do centro da Europa do que países da periferia”. Basta olhar para as taxas de juro no mercado: a dívida portuguesa a 10 anos está com taxas de 0,24% e a espanhola perto de 0,25% (embora estas taxas tenham de ser vistas à luz do facto de a Alemanha ter dívida a 10 anos com yields negativas de -0,43%).

As taxas de juro – que Mário Centeno disse recentemente não ser “por causa do BCE” mas, sim, por causa das políticas do Governo – devem continuar em níveis baixos, antecipa o Commerzbank, porque não há qualquer sinal de inversão da estratégia de estímulos do banco central. Mas há “vários fatores que colocam pontos de interrogação sobre a avaliação muito positiva que os mercados financeiros estão a fazer dos dois países“: o que é paradoxal é que alguns dos fatores de risco estão, na realidade, a dar um impulso positivo à economia (pelo menos no curto prazo) mas só irão evidenciar os seus efeitos negativos de forma significativamente retardada e, provavelmente, apenas quando existir um contexto económico menos favorável“.
Um desses fatores, onde Portugal aparece mal na figura, está nos indicador dos custos unitários do trabalho, sendo evidente que “a competitividade de preço em Portugal já começou a deteriorar-se nos anos recentes e, apesar de algumas reformas que foram feitas durante a crise, o país tem um desempenho significativamente pior do que a média da OCDE em vários estudos sobre eficiência no mercado de trabalho“.
O Commerzbank assinala que os mercados financeiros estão a concentrar-se, superficialmente, no facto de economias dos dois países terem crescido acima da média europeia em 2019 pelo quarto ano consecutivo. Mas este é um raciocínio que “tem de ser posto em perspetiva com uma avaliação mais aprofundada”:

“Não há qualquer dúvida de que Portugal e Espanha fizeram progressos significativos em muitos problemas estruturais e estão, agora, numa posição melhor do que estavam na altura da crise financeira ou da introdução do euro. Mas alguns dos pontos positivos têm de ser postos em perspetiva com uma avaliação mais aprofundada, e especialmente o mercado de trabalho poderá revelar-se uma fraqueza significativa nos próximos anos”.

O banco alemão destaca o equilíbrio das contas públicas (designadamente o excedente previsto no orçamento de 2020) que tem sido “celebrado nos mercados”. Mas “também isso acaba por ser menos extraordinário do que parece“. “Os progressos recentes nesta matéria devem-se apenas à boa situação económica cíclica e às taxas de juro cada vez mais baixas determinadas pelo BCE”, diz Ralph Solveen, assinalando que “sem estes dois efeitos o rácio de dívida/PIB de Espanha ter-se-ia agravado em quase três pontos percentuais desde 2014 e o défice de Portugal ter-se-ia mantido inalterado”, o que no caso de Portugal seria um desenvolvimento semelhante ao resto da zona euro mas que no caso de Espanha seria mais preocupante.
Além disso, uma parte significativa da redução do défice até 2014 foi obtida graças à redução do investimento público, no tempo da troika, mas “desde aí o investimento continua muito abaixo da média dos outros países da zona euro, o que é difícil de suster no longo prazo sem que surjam consequências negativas para a competitividade dos países”, avisa o Commerzbank.
O risco é que a mais longo prazo “fragilidades como estas podem tornar-se muito mais óbvias e fazerem abrandar o crescimento económico”, diz o banco alemão. Nesse caso, é provável que os mercados financeiros façam uma “reapreciação” da situação real de Portugal e Espanha, “o que provavelmente iria fazer subir os prémios de risco da dívida pública novamente”.

https://observador.pt/2020/02/04/portugal-e-espanha-podem-ter-problemas-graves-por-governos-so-pensarem-em-redistribuicao-e-reversoes-avisa-commerzbank/

Até aí, já todos tínhamos chegado. A esquerda e extrema-esquerda só se preocupa em distribuir, sem se focar em criar riqueza (exportações por exemplo). Não sei como é que insultando empresários e ameaçando subir ainda mais os impostos ou em prejudicar os aforradores (reestruturação de dívida, que na prática significa não pagar aos credores, como fez a Grécia. Basta relembrar que a Grécia reestruturou a dívida e não pagou uma parte, que acabaram de pagar os contribuintes portugueses, porque essa dívida era detida por bancos de todo o mundo e no nosso caso quem mais sofreu foi o BCP e BPI: https://observador.pt/2019/07/16/ajudas-ao-bpi-e-ao-bcp-grecia-foi-um-dos-grandes-devedores-que-gerou-perdas-de-766-milhoes/), vai ajudar a nossa economia a criar riqueza.

Não sei se quem nos governa está minimamente preocupado com a evolução das exportações: https://www.publico.pt/2020/02/03/economia/opiniao/anatomia-exportacoes-portuguesas-1902405 (https://www.publico.pt/2020/02/03/economia/opiniao/anatomia-exportacoes-portuguesas-1902405)
É que a riqueza do país só cresce obviamente com o aumento do consumo interno, mas fundamentalmente com o aumento das exportações, turismo e/ou remessas de emigrantes e até vistos gold.
Se só nos focarmos em gastar o dinheiro, sem pensarmos como podemos ganhar mais, sem ser pela forma mais óbvia que é a de subir impostos!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Fevereiro 05, 2020, 03:02:04 pm
Espanhóis do Abanca confirmam interesse em comprar EuroBic. Mas só se puderem ter mais de 75%

Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados anuais em Espanha, Abanca afirmou que há capital para fazer aquisições. Mas só compra EuroBic se tiver pelo menos 75%.

(https://bordalo.observador.pt/1000x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2020/02/04111207/img_3143_770x433_acf_cropped.jpg)

Os espanhóis do Abanca confirmaram esta terça-feira ter interesse em comprar o EuroBic desde que possam comprar, pelo menos, 75% do capital do banco. Em conferência de imprensa em Santiago de Compostela, para a apresentação dos resultados do banco, Juan Carlos Escotet, o presidente do banco, disse que o banco tem “estrutura de capital para crescer de forma inorgânica”, ou seja, através de aquisições.

Citado pelos jornais que viajaram a Espanha a convite do banco espanhol, como o Negócios e o Eco, o presidente do banco disse que o mercado português é “especialmente atrativo” aos olhos da instituição que comprou as operações de retalho do Deutsche Bank em Portugal. Haverá um processo competitivo” e “temos interesse em participar em todo o processo”, afirmou Escotet, já que “Portugal está claramente dentro das nossas prioridades estratégicas”.

Isabel dos Santos vai deixar de ser acionista do EuroBic, onde tem 42,5%, na sequência das revelações do Luanda Leaks. A 22 de janeiro, foi comunicado que a empresária angolana já estava a negociar a venda da sua posição. Algo que, garantia esse comunicado, era iniciativa da própria Isabel dos Santos (perante notícias de que o Banco de Portugal teria pressionado a empresária a vender a participação).

O banco disse que existiam interessados que asseguram a concretização da venda “a muito breve prazo”, sendo que o novo acionista (ou mesmo no caso dos compradores serem os atuais acionistas) terá sempre de ser autorizado pelo Banco de Portugal. Para além de Isabel dos Santos, são ainda acionistas do EuroBic, Fernando Teles que foi fundador do banco, e que tem 37,5%, e mais três acionistas a título individual.

Abanca vende posição na Media Capital e quer ficar com 10% da Cofina

O Abanca vai vender a posição de 5,05% que tem na Media Capital na oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela Cofina. Com o dinheiro da venda, vai participar no aumento de capital do grupo de Paulo Fernandes para a compra da dona da TVI. O banco ficará com cerca de 10% da Cofina.

“Para levar a cabo o acordo de aquisição por parte da Cofina, vamos acompanhar o aumento de capital para manter a posição que detemos e que é ligeiramente abaixo de 10% da Cofina com Media Capital dentro”, disse o CEO do banco, Francisco Botas, na mesma conferência de imprensa.

No final de janeiro, a Cofina aprovou um aumento de capital até 85 milhões de euros para o financiamento da compra da TVI.
Prevê-se que Paulo Fernandes, o empresário Mário Ferreira e o Abanca fiquem com cerca de 51% da Cofina, dona de títulos como o Correio da Manhã, a CMTV, o Record e o Jornal de Negócios.

https://observador.pt/2020/02/04/espanhois-do-abanca-confirmam-interesse-em-comprar-eurobic-mas-so-se-puderem-ter-mais-de-75/

Muito bem! A isabelinha sai do capital do Eurobic e agora os espanhóis apoderam-se de mais um banco nacional! Muito bem. O governo e Banco de Portugal concordam com esta concentração excessiva de capitais espanhóis nos nossos bancos?
Ao contrário de muita gente que fala contra a EU e a Alemanha que manda na UE o que eu vejo é os espanhóis a apoderarem-se de todos os nossos bancos! Isso sim é muito preocupante!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Fevereiro 10, 2020, 02:55:12 pm
Abanca fecha acordo para comprar mais de 75% do EuroBic

O Abanca está disponível para comprar a totalidade do capital do banco controlado por Isabel dos Santos e o negócio será fechado durante este fim de semana, apurou o Jornal Económico.

Está tudo preparado para os acionistas do EuroBic fecharem durante este fim de semana um acordo com o Abanca para a venda do banco liderado por Fernando Teixeira dos Santos, apurou o Jornal Económico. Confirma-se, assim, a notícia avançada pelo jornal online “Eco” este sábado, de que a venda do EuroBic ao Abanca estaria por horas.
O Jornal Económico sabe também que o Abanca admite comprar 100% do EuroBic, estando assim em cima da mesa a compra da totalidade do banco no acordo que está prestes a ser assinado.

Recorde-se que o Abanca Corporación Bancaria admitiu aos jornalistas portugueses em Espanha que está a estudar a compra do EuroBic em Portugal, mas não comprará menos de 75% do banco detido por Isabel dos Santos e Fernando Teles.

Isabel dos Santos tem 42,5% do EuroBic através da Santoro Financial Holding SGPS (que detém 25%), com sede em Portugal, e da Finisantoro Holding Limited, que tem 17,5%, com sede em Malta. Mas o outro acionista, o luso-angolano Fernando Teles, que controla 37,5%, também vai vender, tal como avançado em primeira mão pelo Jornal Económico.
Há ainda outros acionistas no EuroBic: Luís Cortez dos Santos, Manuel Pinheiro Fernandes e Sebastião Bastos Lavrador têm, cada um, 5%, havendo ainda outros 5% nas mãos de outros investidores. Estes acionistas deverão também vender a sua posição ao Abanca, segundo fontes conhecedoras do processo.

O Jornal Económico sabe que chegou a haver outras manifestações de interesse no EuroBic mas nenhum dos interessados avançou com propostas concretas, exceto o Abanca.
O Bankinter e o BNP Paribas não avançaram, ao contrário dos rumores de mercado que os davam como interessados. O “Dinheiro Vivo” avançou com o interesse de um grupo chinês, mas também este não se materializou em qualquer proposta.

Um grupo de 20 empresários portugueses, “alguns com presença forte no Norte do país”, pôs em cima da mesa uma proposta pelo banco (detido em 42,5% por Isabel dos Santos e em 37,5%  por Fernando Teles), escreve o “Expresso” na sua edição deste sábado. O jornal adianta que um representante do grupo, José Fernando Figueiredo, teve encontros com o Banco de Portugal, um deles na passada sexta-feira, para falar da proposta”.

José Figueiredo é ex-presidente da Instituição Financeira de Fomento e o grupo de empresários inclui João Rafael Koehler, antigo presidente da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários). O grupo assegurou ao “Expresso” que tem “capital disponível para o negócio”. Mas esta “proposta” não terá recebido entusiasmo do supervisor bancário, segundo fontes contactadas pelo Jornal Económico.

Neste momento o único interessado na corrida e em vias de fechar um acordo é o Abanca, liderado por Juan Carlos Escotet e Francisco Botas, confirmou o JE. Contactado, o EuroBic, cuja venda não conta com intermediários financeiros, não quis comentar.

O Abanca está presente em Portugal, onde reforçou a sua presença no ano passado quando adquiriu a rede de retalho do Deutsche Bank (por um valor nunca revelado). Em Espanha, o Abanca – que é um dos quatro grupos financeiros da marca venezuelana Banesco – fez também uma aquisição recente em Espanha, ao comprar o banco que a Caixa Geral de Depósitos tinha no país vizinho. Pagou 384 milhões de euros pelo Banca Caixa Geral.

Ainda antes de ser conhecido o processo do “Luanda Leaks” já Isabel dos Santos estava a tentar vender o EuroBic, sabe o JE. Mas a hecatombe de revelações que vieram a seguir tornaram essa tentativa numa venda formal, legitimada por comunicado oficial. O desenvolvimento do processo judicial em Angola e revelação dos 715 documentos do “Luanda Leaks” aceleraram o processo. Para ajudar à celeridade está o facto de Isabel dos Santos ter agora o supervisor bancário (Banco de Portugal/BCE) como “defensor” da venda o mais rápido possível.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/abanca-fecha-acordo-para-comprar-mais-de-75-do-eurobic-545623

Ora aqui está a confirmação do que já se dizia! E a transparência é tanta que nem se sabe que valores estão envolvidos!
O Abanca, de origem Galega, depois de comprar todas as operações da CGD em Espanha, por 384 milhões de euros, compra mais de 75% do Eurobic, aumentando a lista de bancos nacionais em mãos espanholas!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Fevereiro 11, 2020, 11:26:37 am
Novo Banco consegue vender dívida de 11,3 milhões de euros Duarte Lima

Uma sociedade portuguesa e outra luxemburguesa compraram os 11,3 milhões de euros que Duarte Lima devia ao Novo Banco. Negócios foram fechados em 2018 e 2019, com valores desconhecidos.

(https://bordalo.observador.pt/1000x,q85,jpeg/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2020/02/11073923/17954466_770x433_acf_cropped.jpg)

O Novo Banco vendeu por uma valor indeterminado a dívida que detinha de Duarte Lima a duas entidades, uma delas sediada no Luxemburgo e a outra em Portugal.
Desta forma, escreve o Público, a luxemburguesa LX Investment Partners II e a portuguesa Ares Lusitani passam a ser titulares da dívida que aquele antigo advogado e ex-líder parlamentar do PSD, que foi preso em abril de 2019, tinha junto do Novo Banco.

O Novo Banco reclamava junto de Duarte Lima, que está em processo de insolvência, um total de 11,3 milhões de euros.
Ainda segundo o Público, que consultou os autos do processo de insolvência de Duarte Lima, não é claro qual é a percentagem desses 11,3 milhões que cada uma das duas sociedades compraram — sabendo-se apenas que a LX Investment Partners II concluiu o negócio a 22 de dezembro de 2018 e que a Ares Lusitani fê-lo em 13 de setembro de 2019. Também não se sabe por quanto aquelas duas sociedades compraram a dívida de Duarte Lima.

Em 2014, Duarte Lima foi condenado a uma pena de 10 anos de prisão efetiva pelos crimes de burla qualificada e branqueamento de capitais por se ter apropriado de um crédito imobiliário de 43 milhões de euros concedido pelo Banco Português de Negócios. O ex-líder parlamentar do PSD recorreu desta decisão e o Tribunal da Relação de Lisboa baixou-lhe a pena para seis anos em abril de 2016, alegando porém que por já nessa altura estar em prisão domiciliária que só teria de cumprir três anos e seis meses de prisão.
Duarte Lima foi ainda acusado do homicídio de Rosalina Ribeiro, ex-cliente daquele advogado e que foi casada com o já falecido milionário Tomé Feteira. O processo relativo ao alegado homicídio de Rosalina Ribeiro, que terá acontecido no Brasil, será julgado em Portugal.

https://observador.pt/2020/02/11/novo-banco-consegue-vender-divida-de-113-milhoes-de-euros-duarte-lima/

Como é que o Novo Banco apresenta prejuízos? É fácil. A Lone Star quando comprou 75% do Novo Banco (o Fundo de Resolução, que são todos os bancos, ficaram com 25%), só comprou o Banco por 750 milhões de euros (75% do capital), depois do Fundo de Resolução (os outros bancos todos) terem dado um avale de 3,89 mil milhões de garantia por prejuízos provocados antes da compra e com efeitos futuros!!!!!

O que é que a Lone Star faz, obviamente, vai ao balanço e vai lá desenterrar 3,89 mil milhões de euros de caloteiros e vende essas dívidas por uma fracção do seu valor a empresas especializadas de recuperação de crédito (sem grandes preocupações do valor de venda, porque não é ela que vai pagar esse prejuízo). Abate esses créditos todos (escolhem obviamente os mais complicados), até se podem dar ao luxo de negociarem com os caloteiros pagarem só uma parte, porque sabem que o Fundo de Resolução é que paga o prejuízo!!!!!!

Neste caso do Duarte Lima, para ser mais fácil perceber, tinha uma dívida de 11,3 milhões de euros ao Novo Banco, que é anterior à compra do banco pela Lone Star. O banco negoceia com a LX Investment Partners II e a Ares Lusitani (não divulgam sequer os valores do negócio), imaginamos que ambas as empresas pagam 2 milhões pelas dívidas do Duarte Lima, o Banco fica com o prejuízo de 9,3 milhões de euros! Mas não há problema para a Lone Star, quem vai pagar a factura dos 9,3 milhões, são os outros bancos (e em último caso o estado português)!!!!!

Somos uns ases a fazer negócios!!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Fevereiro 27, 2020, 06:55:46 pm
Os 10 países que entraram na UE em 2004 estão "prestes a ultrapassar Portugal no PIB per capita"?
.......
(https://thumbs.web.sapo.io/?pic=https://mb.web.sapo.io/b12791afbe5525db09d0185da07bc10e0cdca6e4.png&W=545&H=936&delay_optim=1&tv=2&webp=1)

É notória a evolução negativa de Portugal, em contraste com a evolução positiva dos referidos 10 países, isto em termos relativos.

Concluímos assim que a publicação sob análise é factualmente correta.

Avaliação do Polígrafo:
Verdadeiro

https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/os-10-paises-que-entraram-na-ue-em-2004-estao-prestes-a-ultrapassar-portugal-no-pib-per-capita

Ó diabo! Então os países da Europa de leste, fazem parte da UE e até fazem parte do Euro e estão todos a ultrapassar-nos!!!!!!!
E logo agora que já começava a acreditar nos euro-cépticos que afirmam que nós não crescemos por causa do Euro....... se calhar têem de inventar outra desculpa!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: miguelbud em Fevereiro 27, 2020, 10:44:51 pm
Estar perto da Alemanha, ter salarios baixos e impostos baixos tem grandes vantagens.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Fevereiro 27, 2020, 10:59:38 pm
(https://f.i.uol.com.br/folha/ambiente/images/13322503.jpeg)
Belchatow

E continuar a queimar carvão (perto de 90% da produção total) para manter baixo o custo da energia.



E destruir floresta património da humanidade.

https://expresso.pt/internacional/2016-05-25-Polonia-comecou-desflorestacao-de-uma-das-mais-antigas-florestas-europeias
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Março 16, 2020, 08:02:41 pm

O falso milagre económico português
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Março 16, 2020, 10:32:38 pm
É verdade! E eu condeno este governo de aldrabões e incompetentes (tivemos estes irresponsáveis a gerir Pedrógão e o Sul de Viseu e agora esta pandemia, resta rezar para a desgraça não ser muito grande). Eu não esqueço que o vigarista Costa disse que a crise e austeridade acabaram!!!!! Ai sim? Vivemos melhor? Onde? Só se for no sector do emprego político, de resto eu vejo e sinto na pele o que é ganhar hoje menos do que ganhava em 2009!!!!! E digo mais, o aldrabão do Costa criticava os impostos altos no tempo da Troika, mas eu vejo agora que por exemplo o último escalão de retenção de IRS, de agora, ainda é mais alto do que no tempo da taxa extraordinária!!!!!

O sector da habitação o que se passa é que muitos estrangeiros estão a injectar muitos milhões nos grandes centros urbanos para ganharem muito dinheiro (os portugueses são poucos os que têem disponibilidade financeira para tamanhos investimentos e os bancos nem imagina a dificuldade neste momento para emprestarem para a habitação). Os vistos gold também inflacionam e de que maneira a construção, mas...... para se venderem casas tão caras em Lisboa e no Porto, alguém está a vender essas casas a estrangeiros e a ganhar muito dinheiro!!!!!!

Por fim...... venham morar para o interior :)
Se disser que por 230 000€ consegue-se construir uma casa de raíz, com 530 m2 e 2 pisos?
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: asalves em Março 25, 2020, 05:58:00 pm
Estar perto da Alemanha, ter salarios baixos e impostos baixos tem grandes vantagens.

Isso é extremamente redutor e provavelmente (especulo eu) nem será dos principais motivos.

Querem saber porque que não crescemos olhem para a burocracia sempre a crescer, a lei sempre a mudar, a lei que se ajusta a vontade de quem governa, o facto de primeiro se pensar em aumentar ordenados em vez de se pensar em como podemos aumentar a produção de riqueza.

Para dar um pequeno exemplo muito recente e simples:
Alguém se lembra das portagens + baratas para algumas ex-scuts? Secalhar não se lembram mas a complexidade do novo calculo custo é tão grande que na empresa onde trabalho (somos uma empresa de transporte) tínhamos um pequeno e simples report (sistema) que calcula e faz estimativas dos custos associados a utilização das portagens. Neste momento por causa da solução que o governo encontrou vai ser preciso reformular todo o sistema, e 1 pessoa vai perder 1 ou 2 dias a reformular o sistema e provavelmente não vamos ter capacidade de estimar com rigor qual vão ser as despesas para o mes inteiro, só vamos ter alguma noção do que vamos gastar no final do mes.

Sabem o que significa? que a pessoa que vai perder 2 dias de trabalho a reformular aquilo podia fazer outra coisa mais produtiva, que muito provavelmente não vamos ficar com uma ferramenta igual nem vamos conseguir criar estimativas.


Outro exemplo, temos 1 a 2 pessoas nos recursos humano com 2 a 3 meses de tempo acumulado (desde inicio 2019) só a tentar entender legislação do código de trabalho, e isto apenas para a Empresa tentar respeitar a LEI o máximo possível.

Tudo isto tira dinheiro às empresas e competitividade. Se aliarmos isto a já não termos salários baixos e cada vez mais nos parecermos a venezuelana da Europa.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Março 25, 2020, 11:47:17 pm
O Asalves não acha estranho termos os bens com taxas das mais elevadas da Europa?
Energia eléctrica a 23% de IVA?!?!? (algumas empresas não podem deduzir) IVA de um menu a 13% num restaurante, mas se levar para casa são 23%.... mas andamos a brincar?
Combustíveis....... 70% do preço são impostos!!!!!!
Se uma empresa tiver lucro, tirando os primeiros trocos, a taxa de IRC sobre o lucro é de 21%. Se a empresa decidir distribuir esse lucro, quem o recebe fica logo sem mais 28% a título de IRS ou IRS (só as SGPS têem benefícios de dedução)!!!!! 21 + 28 dá 49%! Ou seja, o estado ganha tanto em impostos como o empresário que arrisca o pescoço e investe e a esquerda psicopata ainda acha pouco!?!?!?!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Março 27, 2020, 10:20:10 am
A crise veio para ficar, avisa Banco de Portugal
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/coronavirus/detalhe/a-crise-veio-para-ficar-avisa-banco-de-portugal?HP_DestaquesTopo
(https://cdn5.jornaldenegocios.pt/images/2020-03/img_817x460$2020_03_15_17_49_10_371927.jpg)

Citar
O país levará, na melhor das hipóteses, dois anos a recuperar a atividade económica que será destruída em 2020, por causa da pandemia de covid-19. E estará muito longe do PIB que se acreditava, há apenas três meses, que seria possível atingir.

Claro na melhor das hipóteses, pois na pior será 3 a 4 anos.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Abril 01, 2020, 09:04:55 am
Recessão em Portugal. Desemprego pode ficar acima dos 10% este ano
https://www.tsf.pt/portugal/economia/desemprego-pode-ficar-acima-dos-10-em-2020-11989168.html
(https://static.globalnoticias.pt/tsf/image.aspx?brand=TSF&type=generate&guid=05a1cd2a-e27a-44fe-8e44-59fd3f7bd555&w=800&h=450&t=20200326151121)
Citar
A taxa de desemprego deverá subir acima dos 10% em 2020, na sequência da pandemia de Covid-19, de acordo com os cenários base e adverso projetados pelo Boletim Económico do Banco de Portugal, divulgado esta quinta-feira.

No cenário base, as projeções do Banco de Portugal (BdP) apontam para uma taxa de desemprego de 10,1% em 2020, com uma descida progressiva para 9,5% em 2021 e 8,0% em 2022.

"A contração da atividade económica em 2020 tem reflexo numa destruição de postos de trabalho, projetando-se uma redução do emprego de 3,5% (após um crescimento de 0,8% em 2019)", de acordo com o cenário base do BdP.
O banco central adverte que no cenário base "a evolução projetada para o desemprego depende crucialmente da configuração e magnitude das medidas de política que possam ser implementadas de imediato".

"As remunerações por trabalhador deverão desacelerar em 2020 - refletindo principalmente o impacto do aumento das baixas médicas e por assistência à família - e recuperar em 2021-22."
Já no cenário adverso, a taxa de desemprego 'dispara' para 11,7% este ano, descendo para 10,7% em 2021 e 8,3% em 2022.

"Ambos os cenários contemplam uma recessão da economia portuguesa em 2020, diferindo na magnitude assumida para o impacto económico da pandemia a nível mundial", pode também ler-se no documento.

Em 2019, a taxa de desemprego foi de 6,5%, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo o BdP, "os cenários procuram ter em consideração o potencial impacto das políticas já adotadas pelas autoridades nacionais e europeias em face do choque", avisando o banco central que "a magnitude da recessão e o perfil da subsequente recuperação dependem criticamente da resposta de política, que tem vindo a ser sucessivamente reforçada a nível nacional e global".

Mais uma crise sem procedentes, para mim esses números ainda estão baixo, ontem no jornal da noite na RTP a taxa de desemprego chegava até aos 11%.
Só em 2021 é que vinha para os 10% infelizmente isto parece que vai ser pior que em 2008.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: legionario em Abril 01, 2020, 01:59:13 pm
Uma questão que me tem ocorrido frequentemente nestes tempos conturbados.
 
Portugal ainda tem uma industria,de moldes, fabricas de plasticos e produção textil, etc.  porque razão não consegue prouzir em quantidade o material basico como mascaras, viseiras de proteção, zaragatoas, fatos de proteção biologicos descartaveis, luvas, etc. ?

Uma planificação da produção, organizando, impondo, requisitando, sancionando severamente se necessario, é imperativa neste momento. Deve-se incumbir UMA pessoa, com plenos poderes, para dirigir com mão de ferro estas operações.

Título: Re: Economia nacional
Enviado por: asalves em Abril 02, 2020, 11:40:08 am
Uma questão que me tem ocorrido frequentemente nestes tempos conturbados.
 
Portugal ainda tem uma industria,de moldes, fabricas de plasticos e produção textil, etc.  porque razão não consegue prouzir em quantidade o material basico como mascaras, viseiras de proteção, zaragatoas, fatos de proteção biologicos descartaveis, luvas, etc. ?

Uma planificação da produção, organizando, impondo, requisitando, sancionando severamente se necessario, é imperativa neste momento. Deve-se incumbir UMA pessoa, com plenos poderes, para dirigir com mão de ferro estas operações.

Tanto quanto sei já temos várias dezenas de "fabricas" a produzir mascaras, fatos,... o problema é que esta produção ainda é na maioria feita manualmente, ou seja a cadencia de produção é demasiado baixa para o consumo diário.

Para além disso acho que começa a faltar matéria prima.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Abril 05, 2020, 09:16:56 am
Lembra-se de Portugal nos anos 90? É para lá que a recessão nos pode levar
https://executivedigest.sapo.pt/lembra-se-de-portugal-nos-anos-90-e-para-la-que-a-recessao-nos-pode-levar/
Citar
O impacto do novo coronavírus na economia nacional, nomeadamente nas exportações e investimento, poderá levar Portugal numa viagem ao passado. Mais concretamente, fazer com que a economia nacional se assemelhe aos níveis verificados na década de 90 do século passado.

A previsão é apontada pelo jornal Expresso, que dá conta dos piores cenários possíveis, alimentados pela incerteza quanto à duração e profundidade da quarentena em que o País se encontra. Uma espécie de coma sem data prevista de fim.

O cenário mais adverso desenhado pelo Banco de Potugal aponta para uma recessão na casa dos 5%. Contudo, realça a mesma publicação, peritos do Católica Lisbon Forecasting Lab falam de um colapso de 20%, caso a paralisação se prolongue por seis meses.

Com bases nestas duas balizas, o Expresso calculou em quantos anos pode a pandemia fazer recuar a riqueza gerada pela economia nacional. Recorrendo à série do PIB a preços constantes – e assumindo uma taxa de inflacção na ordem dos 0% em 2020 – as estimativas dão conta de vários cenários.

O primeiro deles refere quem o consumo privado deverá recuar até aos níveis de 2017, caso caia apenas 5 a 6%. No entanto, se a ruptura for de 10 a 11%, o recuo já será a 2004; se for de 15 a 16%, Portugal estará em 1999/2000.

Sem mercados para exportar, as vendas de bens e serviços ao estrangeiro recuarão a níveis inferiores a 2015, 2014 ou 2013, caso contraiam 20%, 24% ou 28%, respectivamente, avança ainda. Os mesmos cálculos mostram que a formação bruta de capital fixo (FBCF) será inferior a 2017 caso tropece à volta de 15%. Já uma queda de 22% a 23% significa perder mais dois anos, até 2015. Se a descida for de cerca de 30%, será preciso recuar mais de 30 anos, até ao final da década de 80, para encontrar outro ano em que se tenha investido tão pouco.

O Expresso sugere ainda que uma queda do PIB na ordem dos 5 a 6% anulará a retoma dos últimos anos e levará novamente a riqueza gerada pelo País abaixo da fasquia de 2007. Uma contracção superior a 10% a 11%, por seu turno, aproximará o PIB dos tempos da Troika. E menos 15 a 16% no PIB será suficiente para afundar o País até ao século XX. Um colapso ainda maior, na ordem dos 20%, faria com que o PIB ficasse abaixo de 1998.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 05, 2020, 03:22:24 pm
Tudo depende do número de meses que vamos ficar fechados.

Apesar de tudo, há um aspecto que não permite baixar muito o PIB, temos sido deficitários em produtos alimentares, o fecho de fronteiras vai prejudicar mais os países exportadores e favorecer os países com balança comercial mais desfavorável.

É verdade que as nossas exportações vão caír imenso, mas as importações vão caír ainda mais.

Não sei se os países ditos "ricos" não vão passar FOME. Talvez mais para a frente, aconteça aos produtos alimentares, o que está a acontecer actualmente com o equipamento médico ao passar por vários países!!!!!!

Vamos conseguir alimentar a nossa população? Não contem por exportações dos outros países!!!!!

Vamos conseguir manter a nossa base industrial?

E o fornecimento de energia (só vejo o fornecimento de energia eléctrica com autosuficiência), petróleo e outras matérias-primas, assim que a crise passar, vão ter os preços a disparar!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: ocastilho em Abril 05, 2020, 04:02:03 pm
Tudo depende do número de meses que vamos ficar fechados.

Apesar de tudo, há um aspecto que não permite baixar muito o PIB, temos sido deficitários em produtos alimentares, o fecho de fronteiras vai prejudicar mais os países exportadores e favorecer os países com balança comercial mais desfavorável.

É verdade que as nossas exportações vão caír imenso, mas as importações vão caír ainda mais.

Não sei se os países ditos "ricos" não vão passar FOME. Talvez mais para a frente, aconteça aos produtos alimentares, o que está a acontecer actualmente com o equipamento médico ao passar por vários países!!!!!!

Vamos conseguir alimentar a nossa população? Não contem por exportações dos outros países!!!!!

Vamos conseguir manter a nossa base industrial?

E o fornecimento de energia (só vejo o fornecimento de energia eléctrica com autosuficiência), petróleo e outras matérias-primas, assim que a crise passar, vão ter os preços a disparar!!!!!


Sem duvida, caro viajante, não me parece que tenha sido à toa que o Presidente dos Afect(ad)os tenha ido ontem ver uma sementeira. Acho que já se chegou à sua conclusão, mas espero bem que esteja enganado.

Citar
O pão nosso

A epidemia teve o condão de nos fazer olhar para dentro, para aquele país que vive para lá dos holofotes da socialite da fama, das agendas do parece-bem, dos futebois e dos eixos do mal. De súbito, os cavadores de batatas, os pastores, os ordenhadores, os empresários agrícolas - todos os que permitem aos "investigadores" e faladores acordarem com a certeza do pão do pequeno-almoço, do bife do almoço e da sopa do jantar - surgiram como os actores silenciosos da vida colectiva. A tão chalaceada visita de Marcelo às trabalhadoras agrícolas merece ser vista de um outro ângulo. Foi uma tardia mas necessária revalorização desse campo que não dá votos, mas dá comida ao terciário improdutivo.

(https://www.dinheirovivo.pt/wp-content/uploads/2020/04/37319634_28580375-1060x594.jpg)

Um pinezinho na lapela com a estrela vermelha e era foto digna da RPDC.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Abril 05, 2020, 04:58:19 pm
Tudo depende do número de meses que vamos ficar fechados.

Apesar de tudo, há um aspecto que não permite baixar muito o PIB, temos sido deficitários em produtos alimentares, o fecho de fronteiras vai prejudicar mais os países exportadores e favorecer os países com balança comercial mais desfavorável.

É verdade que as nossas exportações vão caír imenso, mas as importações vão caír ainda mais.

Não sei se os países ditos "ricos" não vão passar FOME. Talvez mais para a frente, aconteça aos produtos alimentares, o que está a acontecer actualmente com o equipamento médico ao passar por vários países!!!!!!

Vamos conseguir alimentar a nossa população? Não contem por exportações dos outros países!!!!!

Vamos conseguir manter a nossa base industrial?

E o fornecimento de energia (só vejo o fornecimento de energia eléctrica com autosuficiência), petróleo e outras matérias-primas, assim que a crise passar, vão ter os preços a disparar!!!!!

Então como vai ser na China, eles que já têm problemas para alimentar a população, a China depende muito da importação de alimentos.
Vamos ter uma terçeira Guerra Mundial pela insuficiência de alimentos, será?
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Abril 05, 2020, 08:04:23 pm
“Existe hoje um sério risco de a economia colapsar”, alerta o comércio
https://eco.sapo.pt/2020/04/05/existe-hoje-um-serio-risco-de-a-economia-colapsar-alerta-comercio/
Citar
Face à pandemia de coronavírus, há hoje um “sério risco” de a economia colapsar, alerta a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP). Para a entidade liderada por João Vieira Lopes, esta não é uma crise temporária que será seguida de um retorno à normalidade. “Admitir que a crise se possa circunscrever ao segundo trimestre deste ano é, já hoje, inverosímil”, considera a confederação.

“Não é necessário termos uma visão catastrofista da situação para podermos afirmar que existe hoje um sério risco de a economia colapsar. Um cenário altamente provável diz-nos que a situação que iremos enfrentar não encontra qualquer paralelo na nossa história contemporânea”, defende a CCP, numa nota enviada às redações este fim de semana.Na perspetiva dos representantes do comércio e serviços, para a economia, o “‘vírus’ mais maléfico” é aquele que está a moldar os comportamentos dos cidadãos, nomeadamente em termos de consumo, e que “perdurará certamente bem para além do contágio da doença”.

Para a CCP, não é, de resto, “realista” antecipar que a quebra do consumo se venha a situar, este ano, entre os 2,8% e os 4,8% (como projetou o Banco de Portugal), atirando a confederação que esse recuo “será seguramente muito superior”.

No mesmo sentido, a confederação sublinha que esta não será uma crise que será sentida apenas no segundo semestre e evoluirá mesmo para uma “crise da procura”, em que “o turismo e os consumos de bens duradouros não vão recuperar ao longo de todo o restante ano, independentemente das medidas de defesa da saúde pública adoptadas”. “A ‘normalidade’ futura dificilmente se confundirá com a normalidade passada”, acrescenta a CCP.

Face a este cenário, a confederação liderada por João Vieira Lopes destaca, além disso, como três maiores preocupações: “evitar que os juros da dívida de países mais vulneráveis, como Portugal, possam disparar”; assegurar capacidade financeira aos países para que possam promover políticas públicas de combate à crise; garantir a sobrevivência das empresas de modo a travar uma elevada “destruição de capital e um aumento expressivo do desemprego”.E atira a CCP: “Estas políticas têm que concretizar-se num quadro temporal alargado, não se podendo circunscrever aos meses de ocorrência da crise sanitária. De pouco vale aliás que os países possam agora criar
 dívida pública se, de seguida, se confrontarem com a necessidade de aplicarem dolorosas políticas de austeridade; De pouco vale ainda assegurar, de imediato, às empresas meios para suportarem as quebras ou paragens de atividade se passados dois ou três meses elas se confrontarem com dívidas impossíveis de saldar e que as conduzam a falências em massa”.

A confederação remata sublinhando que é essencial que, por um lado, o Banco Central Europeia e a União Europeia “adoptem as medidas necessárias para aumentar significativamente a capacidade de financiamento dos países europeus” e, por outro, que o próprio Estado português aja de modo a “evitar custos para as empresas”, “garantir a necessária liquidez para [essas empresas] efetuarem pagamentos inadiáveis”, bem como de modo a assegurar “que os apoios atuais não se concertem simplesmente em dívidas futuras“.

“O Estado e as instituições públicas não podem certamente fazer tudo, mas nós podemos hoje expressar a profunda convicção que do acerto das políticas públicas — nacionais e comunitárias — dependerá muito o nosso futuro. Políticas a executar não apenas nos dois ou três próximos meses, mas com expressão nos próximos dois ou três anos”, concluem os representantes do comércio e serviços.

Infelizmente creio que a economia mundial vai mesmo colapsar, apenas por um motivo, o consumo e a procura por bens não essenciais vai continuar cair e muito.
Um exemplo, não vai ser de hoje pra manhã que as pessoas voltam a sentir confiança para viajar, assim sendo, o sector da aviação comercial e hoteleiro vai ter uma quebra pior que em 2008/2009.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 05, 2020, 09:15:32 pm
Tudo depende do número de meses que vamos ficar fechados.

Apesar de tudo, há um aspecto que não permite baixar muito o PIB, temos sido deficitários em produtos alimentares, o fecho de fronteiras vai prejudicar mais os países exportadores e favorecer os países com balança comercial mais desfavorável.

É verdade que as nossas exportações vão caír imenso, mas as importações vão caír ainda mais.

Não sei se os países ditos "ricos" não vão passar FOME. Talvez mais para a frente, aconteça aos produtos alimentares, o que está a acontecer actualmente com o equipamento médico ao passar por vários países!!!!!!

Vamos conseguir alimentar a nossa população? Não contem por exportações dos outros países!!!!!

Vamos conseguir manter a nossa base industrial?

E o fornecimento de energia (só vejo o fornecimento de energia eléctrica com autosuficiência), petróleo e outras matérias-primas, assim que a crise passar, vão ter os preços a disparar!!!!!

Então como vai ser na China, eles que já têm problemas para alimentar a população, a China depende muito da importação de alimentos.
Vamos ter uma terçeira Guerra Mundial pela insuficiência de alimentos, será?

Eu respondo-lhe com uma pergunta:

Quem é que investe mais no continente Africano?

A China está literalmente a "comprar" o continente inteiro!!!!

https://en.wikipedia.org/wiki/Africa%E2%80%93China_economic_relations

Este tipo de relacionamento China-África, claramente desfavorável para África, faz-me lembrar à uns séculos atrás, quando Portugal financiou literalmente a revolução industrial inglesa (com ouro) e ficávamos também a perder na balança comercial!

Repare, mesmo com um bloqueio à China, o que esta pandemia nos mostrou, é que em caso de aperto, os chineses espalhados pelo mundo, enviam tudo o que for preciso para o país. Tem dúvidas disso?
Por outro lado, com os excedentes colossais de moeda que tem pelas exportações patrocinadas pela OMC, compra pouco a pouco (se lhes deixarem) todos os sectores vitais de cada país ocidental.

Basta olhar para o nosso caso, eles já estão na produção de energia (EDP), transporte de alta tensão (REN), na Banca e Seguros (BCP, Fidelidade....) até estão no sector da água!!!!!

Para quem acha que o capitalismo está em decadência, coloquem bem os olhos na China dita "comunista", vence o ocidente no próprio terreno (capitalismo) e todos a olharem e a baterem palmas!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Abril 06, 2020, 09:31:25 am
Tudo depende do número de meses que vamos ficar fechados.

Apesar de tudo, há um aspecto que não permite baixar muito o PIB, temos sido deficitários em produtos alimentares, o fecho de fronteiras vai prejudicar mais os países exportadores e favorecer os países com balança comercial mais desfavorável.

É verdade que as nossas exportações vão caír imenso, mas as importações vão caír ainda mais.

Não sei se os países ditos "ricos" não vão passar FOME. Talvez mais para a frente, aconteça aos produtos alimentares, o que está a acontecer actualmente com o equipamento médico ao passar por vários países!!!!!!

Vamos conseguir alimentar a nossa população? Não contem por exportações dos outros países!!!!!

Vamos conseguir manter a nossa base industrial?

E o fornecimento de energia (só vejo o fornecimento de energia eléctrica com autosuficiência), petróleo e outras matérias-primas, assim que a crise passar, vão ter os preços a disparar!!!!!

Então como vai ser na China, eles que já têm problemas para alimentar a população, a China depende muito da importação de alimentos.
Vamos ter uma terçeira Guerra Mundial pela insuficiência de alimentos, será?

Eu respondo-lhe com uma pergunta:

Quem é que investe mais no continente Africano?

A China está literalmente a "comprar" o continente inteiro!!!!

https://en.wikipedia.org/wiki/Africa%E2%80%93China_economic_relations

Este tipo de relacionamento China-África, claramente desfavorável para África, faz-me lembrar à uns séculos atrás, quando Portugal financiou literalmente a revolução industrial inglesa (com ouro) e ficávamos também a perder na balança comercial!

Repare, mesmo com um bloqueio à China, o que esta pandemia nos mostrou, é que em caso de aperto, os chineses espalhados pelo mundo, enviam tudo o que for preciso para o país. Tem dúvidas disso?
Por outro lado, com os excedentes colossais de moeda que tem pelas exportações patrocinadas pela OMC, compra pouco a pouco (se lhes deixarem) todos os sectores vitais de cada país ocidental.

Basta olhar para o nosso caso, eles já estão na produção de energia (EDP), transporte de alta tensão (REN), na Banca e Seguros (BCP, Fidelidade....) até estão no sector da água!!!!!

Para quem acha que o capitalismo está em decadência, coloquem bem os olhos na China dita "comunista", vence o ocidente no próprio terreno (capitalismo) e todos a olharem e a baterem palmas!

Caro Viajante estou completamente de acordo, com tudo o que escrevestes, no que diz respeito ao continente africano Angola é um bom exemplo, os chinocas têm comprado tudo por lá.
Na Europa passa o mesmo, eles compram tudo o que podem, e os políticos europeos a dormir, lojas chinesas por todo o lado com produtos contrafeitos Made in China, e que ninguém controla. Não tenho a mínima dúvida que ser for preciso os chinocas mandam tudo o que for preciso para o país.

Algo que não me assusta muito é os chinocas terem empresas na Europa, pois sei que em caso de Guerra por exemplo, essas mesmas empresas passam para as mãos do Estado.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 06, 2020, 09:11:30 pm
POUCA VERGONHA!!!!!!!!

Clubes avançam para Layoff (para já o Chaves e o Belenenses SAD).

https://www.publico.pt/2020/04/06/desporto/noticia/desp-chaves-tambem-avanca-layoff-1911239

O Governo vai permitir esta POUCA VERGONHA?!?!?!?!

Vamos ter jogadores com salários milionários a entrarem em layoff? Brincamos!?
A salvar, que salvem as empresas, já que os trabalhadores ganham uma miséria em comparação com os jogadores.
Os clubes e os jogadores, sempre podem recorrer à UEFA ou Federação...... ou então às offshores onde escondem o dinheiro da fuga ao fisco!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Abril 07, 2020, 01:18:02 pm
Daniel Bessa. Portugal em termos económicos está pior que “numa situação de guerra”
https://sol.sapo.pt/artigo/692078/daniel-bessa-portugal-em-termos-economicos-esta-pior-que-numa-situacao-de-guerra-
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2020/4/7/731337.png?type=Artigo)
Citar
“Na esfera pública há, seguramente, áreas de investimento que vão ser aceleradas como forma de ajudar, assim haja recursos financeiros”. Já do lado do setor privado, não será essa a prioridade, alerta economista.
O economista Daniel Bessa considera que a atual situação económica, decorrente da pandemia, é pior do que uma "situação de guerra, quer em termos de paragem de produção, quer no que se refere à capacidade de recuperação”.

“Quedas destas ocorreram, embora não tão graves, em tempos de guerra”, começa por sublinhar o professor universitário, em entrevista à agência Lusa, acrescentando: “ainda estamos no princípio e só sabemos que, em termos económicos, o que se está a passar é gravíssimo”.

Daniel Bessa assegura que não há nada mais grave do que parar quase toda a produção ao mesmo tempo, tal como acontece atualmente, e que “esta é seguramente a crise mais grave por que passou o mundo”, lembrando que ainda não se sabe como vai acabar.

“Não sabemos quanto tempo é que vai durar e não sabemos onde está o fundo. Só sabemos que estamos numa descida inclinadíssima”, lamenta o antigo ministro da Economia do governo liderado por António Guterres, frisando que, “em tempos de guerra, de uma forma ou de outra, há uma máquina que tem de ser mantida a trabalhar para ganhar a guerra”, agora, “está tudo parado”.

O economista recorda que, em termos teóricos, se discute a forma das recessões, se em ‘V’, com uma queda abrupta seguida de uma recuperação também imediata e forte, ou em ‘U’, em que a queda não é logo seguida de uma igual recuperação. Discute-se, além da forma, em ‘V’ ou em ‘U’, se a queda é mais ou menos profunda.

Apesar dessa discussão, Daniel Bessa diz-se certo de uma coisa: “a produção está numa queda vertiginosa. A questão é saber como se sai daí, como é que se recupera, porque um dia terá de se recuperar”.

E, mais uma vez aqui, os efeitos económicos de uma guerra servem para exemplificar o que pode seguir-se.

“As situações de guerra são situações de enorme colapso e de que se sai muito rapidamente porque a guerra destrói tudo e há, portanto, uma capacidade produtiva que é preciso repor. No fim da guerra, o que é mais necessário é investimento, porque desapareceram as infraestruturas, desapareceram muitas unidades produtivas, e quando a paz chega é preciso um investimento maciço”, afirma.

Mas, mais uma vez, o atual cenário é diferente. “Desta vez, do ponto de vista económico, da criação de valor, está tudo parado e em certo sentido tudo destruído porque uma fábrica que não funciona não é uma fábrica, mas as capacidades estão lá”, salienta o economista, para concluir que não lhe parece que “à saída desta crise o mundo precise de um esforço de investimento tão maciço”.

Ainda assim, Daniel Bessa acredita que esse esforço de investimento possa vir a ser promovido pelo Estado.

“Na esfera pública há, seguramente, áreas de investimento que vão ser aceleradas como forma de ajudar, assim haja recursos financeiros”. Já do lado do setor privado, não será essa a prioridade.

“Do ponto de vista da produção civil, o que se torna absolutamente indispensável é repor o consumo e as cadeias de abastecimento porque as fábricas e os equipamentos já estão lá”, afirma.

Ou seja, explica o economista, este cenário sugere que “na recuperação da economia não podemos esperar uma fase ascendente tão rápida. Vamos ter uma recuperação mais lenta, que nunca será tão vertiginosa na subida como foi na descida e que vai demorar muito mais tempo a chegar aos níveis” antes do início da crise.

Para concluir, Daniel Bessa lembra que tem 72 anos, e diz “não acreditar que voltará a ver um Produto Interno Bruto mundial, nos anos que tem de vida, ao nível a que já viu”.

Eu aos poucos também começo a desconfiar, quando uma empresa tem de parar cerca de três semanas, e por esse motivo já não tem dinheiro, algo vai mal.
Temos maus administradores? Ou temos empresas economicamente muito fracas?  Qualquer empresa devia no mínimo ter capacidade financeira para infrentar este tipo de crise.
Não digo na sua totalidade, mas deviam ter alguma almoda financeira, o que parece não acontecer, pois a grande maioria precisa de ajuda do Estado e ainda assim muitas delas devem encerrar.  ::)
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: miguelbud em Abril 07, 2020, 11:19:30 pm
Caro Daniel,

É uma misto de ambas, lembre-se que em 2012, quando o dinheiro era muito escasso, houve empresas que se endividaram para pagarem dividendos aos acionistas.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 08, 2020, 02:03:54 am
Eu aos poucos também começo a desconfiar, quando uma empresa tem de parar cerca de três semanas, e por esse motivo já não tem dinheiro, algo vai mal.
Temos maus administradores? Ou temos empresas economicamente muito fracas?  Qualquer empresa devia no mínimo ter capacidade financeira para infrentar este tipo de crise.
Não digo na sua totalidade, mas deviam ter alguma almoda financeira, o que parece não acontecer, pois a grande maioria precisa de ajuda do Estado e ainda assim muitas delas devem encerrar.  ::)

Daniel? 3 semanas? 3 semanas estão as empresas fechadas (a sua maioria) e quando é que vai terminar? Junho? Julho? Agosto?

Vou dar-lhe umas contas de merceeiro que fiz por alto, com base no relatório de gestão (a informação do relatório não chega para perceber os custos mensais totais). Veja por si só a magnitude do problema. A 31 de Dezembro a TAP tinha estes encargos mensais só com pessoal e encargos financeiros:
- Pessoal = 60 milhões€ (tem 9 000 pessoas a ganharem 700 milhões€ por ano)
- Juros = 5 milhões€ (60 milhões€ por ano)
- Leasing = 30 milhões€ (356 milhões€)
- Outros custos financeiros = 13,5 milhões€
Salários + encargos financeiros = 108,5 milhões€ por mês.

Agora acrescente-lhe 160 milhões de euros de dívidas de curto prazo a fornecedores e quase desapareceu os 426 milhões de euros que a TAP tinha em caixa/bancos!!!!!!

E ainda nem acrescentei futuros de combustíveis, manutenção, rendas, taxas, etc.....

Como as receitas são zero!!!!!! Diga-me lá o Daniel quanto tempo consegue aguentar uma empresa assim!!!!

O Daniel tem de pensar desta forma, quanto maior for a empresa e mais ramificações tiver um grupo, melhor aguenta uma crise.
Agora olhe para Portugal, com empresas minúsculas (quando digo minúsculas, não estou a exagerar, 96,1% são micro-empresas, até 10 trabalhadores, as pequenas representam 3,3%....... https://www.pordata.pt/Portugal/Pequenas+e+m%c3%a9dias+empresas+em+percentagem+do+total+de+empresas+total+e+por+dimens%c3%a3o-2859), como é que acha que se aguenta o Zé da esquina?
Não se esqueça que passamos por uma crise terrível, com queda nas vendas e pior, a banca fechou a torneira do crédito, com receitas de zero!!!! Como é que o zé da esquina vai sobreviver muito tempo!!!!!

Acho que está a avaliar mal o país, não temos resmas de milionários, a esquerda não deixa que "é pecado".

Agora faça estas contas, em 2019, o PIB nacional foi de 212 mil milhões € e as exportações foram de 60 mil milhões € (28,3%). Agora imagine que as empresas nacionais só conseguem exportar em Janeiro e Fevereiro (10 mil milhões), sem considerar a magnitude da quebra de consumo interna, consegue imaginar o que faz um queda de uns 50 mil milhões na nossa economia?!? Você mesmo já colocou aqui postes desses, consegue imaginar?
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 14, 2020, 01:20:11 am

Covid-19: PIB cai 6,5% a cada 30 dias úteis. No 2º trimestre quebra será inédita, alerta Centeno


(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2017/12/mario-centeno-eurogrupo.jpg)

A economia portuguesa está “quase parada” e a “sofrer um choque inimaginável”, afirmou esta segunda-feira, em entrevista à TVI, o ministro das Finanças.

Os impactos desta paralisação serão de 6,5% do PIB anual a cada trinta dias úteis em que a economia esteja tão parada como está agora – mas o impacto é “tudo menos linear”, porque a economia se vai “deteriorando”, explica Centeno.

Ainda assim, sublinha, no conjunto do ano, “acho que não” vamos chegar a uma queda de dois dígitos do PIB. Mas alerta que no segundo trimestre, a queda será 4 ou 5 vezes qualquer queda já vista num trimestre em Portugal.

“O segundo semestre vai ter uma quebra próximo de 4 ou 5 vezes o máximo que já vimos um semestre cair em Portugal. (…) O défice de 2012 caiu 4,3 mas vai parecer uma flutuaçãozinha simples”, disse Mário Centeno.

Questionado sobre quando poderemos voltar à situação de 2019 – ano em que, pela primeira vez nos últimos 40 anos, o país fechou as contas públicas com excedente orçamental –  Centeno respondeu que calcula que regressemos a esses números em cerca de “dois anos”.

O ministro das Finanças revelou ainda o impacto das medidas até agora tomadas para fazer face aos efeitos da pandemia: “Pensamos que os estabilizadores automáticos possam representar juntamente com as medidas que já tomámos de apoio ao emprego números próximos dos seis, sete mil milhões de euros, que obviamente não vamos retirar da economia. São os efeitos que temos dos subsídios de desemprego, o lay-off simplificado, a flutuação cíclica com a economia na receita de impostos e contribuições”, adiantou o titular das Finanças.

Centeno foi ainda confrontado com a frase de António Costa, que na semana passada disse que não iria aplicar medidas de austeridade semelhantes à crise de 2008: “A austeridade não é solução” durante e no pós-crise, sublinhou.

Ao que o ministro respondeu: “O que temos que garantir é que há dinheiro para acudir à fase aguda da crise. É uma crise temporária, não é uma crise do nosso mercado de trabalho, não é uma crise do mercado financeiro, dos bancos. Estamos a tentar resolvê-la na sua origem, que não é económica. E temos que desenhar com a União Europeia o processo de saída desta crise. Não é uma saída imediata, porque não há solução definitiva para a crise sanitária, mas vamos tentar recuperar ao longo do ano”.

O ministro das Finanças lembrou ainda que em 2008, as contas públicas portuguesas foram sinalizadas por serem frágeis e que neste caso, Portugal entra na crise com superávite. “Desta vez, o paciente está em melhor estado”. E, desta vez, também a crise é diferente, concluiu.

https://executivedigest.sapo.pt/covid-19-pib-cai-65-a-cada-30-dias-uteis-no-2o-trimestre-quebra-sera-inedita-alerta-centeno/

Então talvez seja melhor em Maio, o governo ir abrindo sectores fundamentais da economia, em vez das Escolas não?
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Abril 14, 2020, 02:20:06 am
Vai ter de abrir progressivamente. Mas para os pais poderem ir trabalhar, os putos têm de ir para a escola.

Qual é a estimativa de queda do PIB para o final do ano? 30%?
Ainda o pessoal sonha com F-35 e Blackhawks...
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Clausewitz em Abril 14, 2020, 02:57:23 am
Vai ter de abrir progressivamente. Mas para os pais poderem ir trabalhar, os putos têm de ir para a escola.

Qual é a estimativa de queda do PIB para o final do ano? 30%?
Ainda o pessoal sonha com F-35 e Blackhawks...

A estimativa é que a queda não chegue a 10%... O que já de si é um número catastrófico, inimaginável há pouquíssimo tempo atrás.
E sempre com base em cenários, depende de como as coisas acontecerem.

O pior é que penso que há sectores que não se levantam tão cedo, mesmo que as restrições sejam eliminadas. Com a crise por todo o mundo as exportações devem ressentir-se, principalmente o turismo. Até porque penso que também haverá receio das pessoas viajarem, sobretudo as mais velhas, que são das que mais gastam normalmente. Só isto representa uma enormidade de postos de trabalho, de micro e pequenas empresas, com um efeito de arrastamento enorme na economia...
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 14, 2020, 12:47:32 pm
O problema das Escolas resolvia-se de uma forma muito simples, ATL para todas as idades e durante o verão todo! Agora que as Escolas públicas estão totalmente vazias, resolviam 2 problemas, o problema dos pais que não têem onde deixar os filhos (a TSF tem uma reportagem muito interessante de um médico português em Macau, que explica o que já se faz na Ásia e devíamos passar a fazer, como o uso de máscara em público e diz ele que é um disparate dividir as famílias por gerações, avós para um lado, filhos para outros e netos nem se sabe bem), e como é um ATL não é obrigatório, mas ocupava as crianças durante todos os meses. Porque mesmo que o governo abra as Escolas em Maio (11º e 12º) vai fechá-las em meados de Junho....... para férias!!!!!!!

Eu vou explicar como é que nós resolvemos o problema (Ensino Profissional do 10º ao 12º ano):
Na mesma semana que as Escolas foram encerradas, adquirimos o ZOOM Educação (2 066€), que permite criar até 20 salas virtuais. Tivemos uma primeira reunião com todos os formadores (quase todos a recibo verde, a nossa Escola de 180 alunos funciona com 13 pessoas a tempo inteiro, incluindo a Administração, serviços administrativos, auxiliares e até 1 professor a tempo inteiro) através do ZOOM, e uma pequena formação para os alunos do 10º e 11º (o 12º já terminaram as aulas e as Provas Finais, só falta mesmo é o estágio de 400h nas empresas).

Os nossos alunos do 10º e 11º estão a ter aulas no ZOOM (há Escolas Profissionais que utilizam o Teams da Microsoft), já tiveram 2 semanas com 4h síncronas (horas presenciais no zoom) por dia e 1h assíncrona (hora de trabalho, pesquisa ou teste on-line pelo google forms) por dia e a partir de hoje passam a ter 7h síncronas por dia e 1h assíncrona. Temos também a enorme vantagem de termos à anos um livro de ponto on-line que permite os alunos verem o seu horário, todas as notas, a matéria por cada módulo feito e por fazer e permite o professor receber trabalhos dos módulos pela plataforma do livro de Ponto.

Como nós no 10º ano oferecemos a todos os alunos 1 tablet, eles não podem alegar que não tem equipamento, mas mesmo assim, emprestamos portáteis a quem precisasse para assistir às aulas…… apesar do zoom permitir fazer videoconferências até pelo telemóvel!!!!

Não é a mesma coisa que as aulas presenciais, mas estão a ter aulas e em meados ou final de Junho, terminam as 1 100 horas que nos tínhamos comprometido (não podemos comprometer o arranque do próximo ano lectivo).

Além disso, como somos só 13, a Escola só tem 2 pessoas em simultâneo, 1 funcionário vem às instalações só 4 horas por semana. Somos só 3 da Administração, vem 1 dia cada. Temos luvas, máscaras, gel para todos! A esta hora não temos aqui nenhum aluno, mas estão a ter as aulinhas a partir de casa e cada turma com os seus professores como se estivessem aqui. Migramos todas as plataformas, desde contabilidade, salários, digitalização de documentos. Consigo trabalhar em casa como se estivesse aqui, acedendo a uma VPN.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Get_It em Abril 14, 2020, 05:42:28 pm
Temos também a enorme vantagem de termos à anos um livro de ponto on-line que permite os alunos verem o seu horário, todas as notas, a matéria por cada módulo feito e por fazer e permite o professor receber trabalhos dos módulos pela plataforma do livro de Ponto.

(...)

Migramos todas as plataformas, desde contabilidade, salários, digitalização de documentos. Consigo trabalhar em casa como se estivesse aqui, acedendo a uma VPN.
Um aparte: O problema que estou a assistir é que muitas empresas ainda estão na idade da pedra em termos de ERPs e sistemas que permitam o acesso remoto, seja por VPN ou sistemas SaS. Por isso é que tele-trabalho está a ser complicado para muitas empresas e um pesadelo para alguns patrões, especialmente aqueles controladores.

Cumprimentos,
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 14, 2020, 06:20:55 pm
Temos também a enorme vantagem de termos à anos um livro de ponto on-line que permite os alunos verem o seu horário, todas as notas, a matéria por cada módulo feito e por fazer e permite o professor receber trabalhos dos módulos pela plataforma do livro de Ponto.

(...)

Migramos todas as plataformas, desde contabilidade, salários, digitalização de documentos. Consigo trabalhar em casa como se estivesse aqui, acedendo a uma VPN.
Um aparte: O problema que estou a assistir é que muitas empresas ainda estão na idade da pedra em termos de ERPs e sistemas que permitam o acesso remoto, seja por VPN ou sistemas SaS. Por isso é que tele-trabalho está a ser complicado para muitas empresas e um pesadelo para alguns patrões, especialmente aqueles controladores.

Cumprimentos,

Também, mas não só. As indústrias não têem forma de trabalhar remotamente, só os quadros superiores e dirigentes. As pequenas empresas/comerciantes..... não imagina quantas vezes temos de explicar aos comerciantes que tirar o SAFT mensal é só necessário escolher a data inicial e final, carregar no botão que se chama...... SAFT e escolher o local para onde vai o ficheiro SAFT (de um POS).....

Nós estavamos a meio caminho, por acaso tinha de investir num servidor novo (o nosso HP DL480G7 já leva 10 anos em cima!!!!!), tinhamos de substituir 2 NAS QNAP de 8 discos cada (discos red 2Tb), switchs cisco com gestão L3, mais licenças da Micro$oft, firewall física com contrato....... está a imaginar a conta, não está?
Passamos a ter espaço físico num servidor da empresa que nos presta assistência, incluindo cópias de segurança, assistência 24 sobre 24 horas e...... não temos de investir nem mais 1 cêntimo :)

Mas o teletrabalho não é a solução para tudo. Está por exemplo a imaginar operários de uma fábrica, um professor de educação física, um cozinheiro!!!!!!!

Mas resolve muita coisa.
Só tenho queixa dos operadores, por causa da quebra muito significativa da qualidade das linhas...... de fibra!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Abril 14, 2020, 07:42:08 pm
Vai ter de abrir progressivamente. Mas para os pais poderem ir trabalhar, os putos têm de ir para a escola.

Qual é a estimativa de queda do PIB para o final do ano? 30%?
Ainda o pessoal sonha com F-35 e Blackhawks...

A estimativa é que a queda não chegue a 10%... O que já de si é um número catastrófico, inimaginável há pouquíssimo tempo atrás.
E sempre com base em cenários, depende de como as coisas acontecerem.

O pior é que penso que há sectores que não se levantam tão cedo, mesmo que as restrições sejam eliminadas. Com a crise por todo o mundo as exportações devem ressentir-se, principalmente o turismo. Até porque penso que também haverá receio das pessoas viajarem, sobretudo as mais velhas, que são das que mais gastam normalmente. Só isto representa uma enormidade de postos de trabalho, de micro e pequenas empresas, com um efeito de arrastamento enorme na economia...

Caro Clausewitz estou completamente de acordo quando diz que o principal problema será o sector do Turismo, esse sector não se levanta tão cedo.
Sabemos que é um sector muito importante para a nossa economia, temos também o sector da aviação por exemplo a TAP, em que o governo já equaciona a sua nacionalização.

Ora se as pessoas não viajam, as companhias aéreas, hotéis, restaurantes, taxistas e as rentalcars por exemplo, simplesmente ficam sem trabalho.
Segundo o FMI a taxa de desemprego vai duplicar este ano em Portugal, quer dizer que teremos perto de 1 milhão de portugueses sem emprego, uma catástrofe.
Creio que este ano vai ser assim um pouco por toda a Europa e arredores, infelizmente, equanto a economia mundial contrai 3% e o PIB da zona Euro vai cair cerca de 8%.

A única coisa positiva no meio desta enorme crise pelo menos é a minha opinião, é que os bancos estão mais capitalizados e têm mais liquidez do que no passado, mesmo eu sabendo que também o sector bancário vai ser posto a prova.
A estabilidade financeira que tinhamos até aqui está ameaçada pelo Covid-19, e vai expor riscos dos juros baixos, como por exemplo no crédito habitação.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Abril 14, 2020, 07:49:17 pm
Previsões país a país e na Zona Euro Portugal
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma recessão de 8,0% da economia portuguesa e uma taxa de desemprego de 13,9% em 2020, devido à pandemia de covid-19, de acordo com as Perspetivas Económicas Mundiais hoje divulgadas.

A única referência a Portugal nas Perspetivas Económicas Mundiais (‘World Economic Outlook’) hoje divulgadas, intituladas “O Grande Confinamento”, encontra-se na tabela em que o FMI prevê uma queda de 8,0% do Produto Interno Bruto (PIB) em Portugal em 2020 e uma taxa de desemprego de 13,9%, juntamente com uma deflação de 0,2% e um saldo da conta corrente positivo em 0,3% do PIB.

Para 2021 o cenário inverte-se, com a instituição liderada pela búlgara Kristalina Georgieva a apontar para uma recuperação de 5,0% do PIB, uma taxa de desemprego de 8,7%, uma inflação de 1,4% e um saldo da conta corrente a voltar para o negativo, nos 0,4% do PIB.

Em 2019, o crescimento do PIB foi de 2,2% e a taxa de desemprego foi de 6,5%.

Estas são as primeiras previsões para Portugal de uma instituição internacional no âmbito da pandemia de covid-19, e seguem-se às do Banco de Portugal (BdP), que, em 26 de março, estimou uma queda do PIB nacional de 3,7% num cenário base e de 5,7% num adverso.

No que concerne ao desemprego, os economistas do banco central projetaram uma taxa de desemprego de 10,1% em 2020, no cenário base, e de 11,7% no adverso.

Para 2021, o BdP apontava para um crescimento de 0,7% do PIB no cenário base e 1,4% no adverso, e quanto ao desemprego o banco central estima uma taxa de 9,5% no cenário base e 10,7% no adverso.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou na segunda-feira que as estimativas do Governo apontam para uma queda de 6,5% do PIB anual por cada 30 dias úteis em que a economia esteja paralisada devido à covid-19.

Questionado sobre se a queda do PIB poderá este ano atingir os dois dígitos, devido ao travão à atividade económica imposto pelo surto de covid-19, o ministro das Finanças admite que no conjunto do ano poderá não se atingir valores dessa magnitude, mas avisou que a queda homóloga no segundo trimestre será "com certeza de quatro a cinco vezes o máximo que alguma vez o PIB caiu num trimestre”.

Esse máximo, precisou, foi uma queda de 4,3% registada em 2012.

A China, segundo o FMI deverá escapar à recessão em 2020, crescendo 1,2%.  :snipersmile:
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Abril 14, 2020, 07:53:00 pm
Vai ter de abrir progressivamente. Mas para os pais poderem ir trabalhar, os putos têm de ir para a escola.

Qual é a estimativa de queda do PIB para o final do ano? 30%?
Ainda o pessoal sonha com F-35 e Blackhawks...

A estimativa é que a queda não chegue a 10%... O que já de si é um número catastrófico, inimaginável há pouquíssimo tempo atrás.
E sempre com base em cenários, depende de como as coisas acontecerem.

O pior é que penso que há sectores que não se levantam tão cedo, mesmo que as restrições sejam eliminadas. Com a crise por todo o mundo as exportações devem ressentir-se, principalmente o turismo. Até porque penso que também haverá receio das pessoas viajarem, sobretudo as mais velhas, que são das que mais gastam normalmente. Só isto representa uma enormidade de postos de trabalho, de micro e pequenas empresas, com um efeito de arrastamento enorme na economia...

Caro Clausewitz estou completamente de acordo quando diz que o principal problema será o sector do Turismo, esse sector não se levanta tão cedo.
Sabemos que é um sector muito importante para a nossa economia, temos também o sector da aviação por exemplo a TAP, em que o governo já equaciona a sua nacionalização.

Ora se as pessoas não viajam, as companhias aéreas, hotéis, restaurantes, taxistas e as rentalcars por exemplo, simplesmente ficam sem trabalho.
Segundo o FMI a taxa de desemprego vai duplicar este ano em Portugal, quer dizer que teremos perto de 1 milhão de portugueses sem emprego, uma catástrofe.
Creio que este ano vai ser assim um pouco por toda a Europa e arredores, infelizmente, equanto a economia mundial contrai 3% e o PIB da zona Euro vai cair cerca de 8%.

A única coisa positiva no meio desta enorme crise pelo menos é a minha opinião, é que os bancos estão mais capitalizados e têm mais liquidez do que no passado, mesmo eu sabendo que também o sector bancário vai ser posto a prova.
A estabilidade financeira que tinhamos até aqui está ameaçada pelo Covid-19, e vai expor riscos dos juros baixos, como por exemplo no crédito habitação.


Então foi bom o (absurdo) investimento para salvar certos bancos?
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 14, 2020, 10:55:04 pm
Por acaso não é o turismo que eu lamento as quebras ou até as falências. O turismo é muito fácil de levantar, os hotéis não desaparecem e também não pagam salários por aí além!!!!

O que eu tenho pena e que merece ser salvo acima de tudo, é a nossa indústria. Temos muitos sectores com indústria de ponta em áreas que pouca gente sonha:
- Indústria automóvel (Autoeuropa, PSA de Mangualde, Renault de Cacia, Yasaki Caetano, ATOMIC em Gaia (pesados de passageiros), Salvador Caetano (pesados de passageiros), Mitsubishi, entre muitas outras fábricas que produzem carros completos ou só peças para automóveis;

- Indústria cerãmica nacional: Recer, Revigrés, Love Tiles, Margres, Sanindusa, Sanitana......

- Indústria dos moldes, Portugal é fortíssimo e um dos líderes mundiais;

- Indústria geral: Vulcano (do grupo BOSH e líder nos esquentadores), Semapa, Soporcel, Efacec......

- Indústria do móvel (Paços de Ferreira)

O norte do país tem milhares de pequenas indústrias com dezenas ou centenas de trabalhadores, que nunca ninguém ouviu falar e que são o motor das nossas exportações. E foi por causa da internacionalização da nossa indústria que o vírus entrou no país. Mas quem for a Aveiro, Braga, Matosinhos, Fafe, ....... existem indústrias a perder de vista, cada uma a facturar vários milhões de euros e que agora...... não vendem nem um cêntimo!!!!!!

O caso da banca é um caso de polícia, não foi incompetência de gestão, foi mesmo gestão danosa, com desvio de dinheiro, negócios fraudulentos, até na CGD. Muitos dos bancos deviam de deixar falir e escolher só alguns para serem salvos, sendo até o estado accionista, como fez o Reino Unido ou os EUA.

Não foram os empréstimos à habitação que afundaram a banca, mesmo quando as pessoas não puderam pagar, até porque os imóveis ficaram na posse dos bancos, não desapareceram, o problema foram os investimentos dados sem garantias que nunca chegaram ao fim e nos quais os promotores ficaram bem na vida sem ninguém os incomodar!!!! Um deles até é Presidente de um grande clube em Lisboa.....
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 17, 2020, 10:07:58 am
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Moody’s outlook for Portuguese banks changed to negative

16 April 2020
The financial rating agency put the outlook for Portuguese banking system in negative, along with Norway, Finland and Hungary and Slovakia, due to the effects of the Pandemic.

Moody’s revised the European banking systems and decided to put the outlook of five of them in negative due to the effects of the Pandemic crisis. Portugal is one of the targets of those rating cuts, along with Norway, Finland, Hungary and Slovakia, reveals the rating agency in a statement released on Thursday.

“We changed our outlook for the Portuguese banking system to negative from stable” starts by saying the note dedicated to Portugal, with the financial rating agency considering that the Pandemic “erodes the quality of assets and profitability” of the national banks.

“We now expect Portuguese banks’ asset quality and profitability to deteriorate over the next 12-18 months as the economy contracts in response to government restrictions aimed at controlling the spread of the coronavirus,” Moody’s considers, warning that “Government’s support measures will only partially mitigate the adverse economic impact.”

In this regard, the U.S. agency expects that the risk of assets will rise. “Portuguese banks’ problem loans will increase as economic disruption reduces the repayment capacity of households and businesses,” warns Moody’s, considering that “the scale of the increase will depend on the duration of the crisis” and that “Government support measures will provide some counterbalancing uplift, but will not be sufficient to offset the adverse impact on asset quality.”

Despite the temporary easing of capital requirements, Moody’s considers that the banks’ internal capital generation “will decline as their profitability weakens”, and also foresees that they may report losses that will erode their capital in the event of a prolonged economic disruption.

“Portuguese banks’ profitability will decline due to lower lending volumes and continued pressure on earnings because of low interest rates,” the rating agency further anticipates, while predicting that weaker activity and falling financial markets will decrease their commission income and that growing problem loans will increase their provisions for losses. “The increase in loan-loss provisions will be greater the longer the coronavirus-induced crisis persists,” Moody’s once again insists, pointing out that “Portuguese banks have limited margin to offset cost reductions.

Tenho várias questões para quem saiba mais deste tópico.

1 - Porque é que Portugal aparece num grupo de países que nada tem a ver consigo ( Noruega, Finlândia, Hungria e Eslováquia)?

2 - Tudo o que dizem é verdade, MAS, há algum país neste momento na Europa que não esteja a passar pelo mesmo?!

3 - Então a Grécia, ou a Itália, ou Espanha, ou...

Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 18, 2020, 02:16:53 am
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Moody’s outlook for Portuguese banks changed to negative

16 April 2020
The financial rating agency put the outlook for Portuguese banking system in negative, along with Norway, Finland and Hungary and Slovakia, due to the effects of the Pandemic.

Moody’s revised the European banking systems and decided to put the outlook of five of them in negative due to the effects of the Pandemic crisis. Portugal is one of the targets of those rating cuts, along with Norway, Finland, Hungary and Slovakia, reveals the rating agency in a statement released on Thursday.

“We changed our outlook for the Portuguese banking system to negative from stable” starts by saying the note dedicated to Portugal, with the financial rating agency considering that the Pandemic “erodes the quality of assets and profitability” of the national banks.

“We now expect Portuguese banks’ asset quality and profitability to deteriorate over the next 12-18 months as the economy contracts in response to government restrictions aimed at controlling the spread of the coronavirus,” Moody’s considers, warning that “Government’s support measures will only partially mitigate the adverse economic impact.”

In this regard, the U.S. agency expects that the risk of assets will rise. “Portuguese banks’ problem loans will increase as economic disruption reduces the repayment capacity of households and businesses,” warns Moody’s, considering that “the scale of the increase will depend on the duration of the crisis” and that “Government support measures will provide some counterbalancing uplift, but will not be sufficient to offset the adverse impact on asset quality.”

Despite the temporary easing of capital requirements, Moody’s considers that the banks’ internal capital generation “will decline as their profitability weakens”, and also foresees that they may report losses that will erode their capital in the event of a prolonged economic disruption.

“Portuguese banks’ profitability will decline due to lower lending volumes and continued pressure on earnings because of low interest rates,” the rating agency further anticipates, while predicting that weaker activity and falling financial markets will decrease their commission income and that growing problem loans will increase their provisions for losses. “The increase in loan-loss provisions will be greater the longer the coronavirus-induced crisis persists,” Moody’s once again insists, pointing out that “Portuguese banks have limited margin to offset cost reductions.

Tenho várias questões para quem saiba mais deste tópico.

1 - Porque é que Portugal aparece num grupo de países que nada tem a ver consigo ( Noruega, Finlândia, Hungria e Eslováquia)?

2 - Tudo o que dizem é verdade, MAS, há algum país neste momento na Europa que não esteja a passar pelo mesmo?!

3 - Então a Grécia, ou a Itália, ou Espanha, ou...

A Moody's coloca no mesmo patamar de perspectiva negativa, os bancos de Portugal, Noruega, Finlãndia..... não tem nada a ver com a economia, já que não são comparáveis.
Referem apenas o óbvio, de que os bancos não têem grandes possibilidades de ganharem dinheiro em economias moribundas! O facto de estarem no mesmo grupo, tem a ver com o facto de estarem com níveis semelhantes de ratings. No caso português, devido à intervenção da troika, os bancos foram obrigados a desalavancar imenso, ou seja, desinvestirem em muitas áreas arriscadas (de não cumprirem com os pagamentos, nomeadamente os grandes investimentos) e passarem apenas a investir em áreas seguras (como os empréstimos-habitação), mas essa alteração fez com que passassem a ganhar muito menos dinheiro!

Em relação à Grécia, os ratings são mais positivos, porque também o ponto de partida está mais lá em baixo!!!! Mas a perspectiva baixou de positiva para estável! (https://www.ekathimerini.com/251729/article/ekathimerini/business/moodys-changes-greek-and-cypriot-banks-outlook-from-positive-to-stable)

Infelizmente os jornalistas até podem ser muito bons a português, mas costumam ser uma nódoa a darem notícias. Cada casa de notação tem a sua própria escala que utiliza para avaliar empresas ou estados, a pedido destes. Qualquer grande empresa ou estado, tem de ter um rating para poder pedir emprestado e para os investidores saberem se o cliente tem um grande ou pequeno risco.

Vendo a escala da Moody's, temos estes níveis:
Aaa
Aa1
Aa2
Aa3
A1
A2
A3
Baa1
Baa2
Baa3

Abaixo temos o não investimento ou lixo:
Ba1
Ba2.....

Depois, para além do rating, temos a perspectiva futura que a empresa de rating dá, como que um aviso ou alerta para a próxima análise dessa empresa. Por exemplo, se a perspectiva for positiva, que dizer que da próxima vez, é muito provável que o rating da empresa avaliada suba, se for negativa, como aconteceu com os bancos nacionais, quer dizer que o notação vai provavelmente descer!

Conjungando a notação com a perspectiva, temos por exemplo:

Empresa A tem rating Aaa com perspectiva negativa

Empresa B tem rating Baa1 com perspectiva positiva

As perspectivas só significam que a empresa A na próxima avaliação vai descer e a empresa B provavelmente vai subir. Mas o rating da empresa A é muito superior ao rating da B, logo é preciso cruzar as duas informações, o rating com a perspectiva, que é o que sucede quando compara com a banca Grega.... coitada, está tão lá em baixo que a perspectiva até pode ser melhor que os bancos tugas, mas mesmo assim continuam, por norma, atrás!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: FoxTroop em Abril 18, 2020, 08:32:11 am
Ratings?!!! Feitos por aqueles gajos que diziam que o monte de lixo que estourou em 2008 era "top nocht"?!! Mais facilmente compro a um daquele vendedores da Nazaré um garrafão com "agua da onda gigante do McNamara"

Tal como aquele conceituado mapa com os países cheio de corzinhas que dizia que o EUA  era a nação mais bem preparada para lidar com uma pandemia.

Neste momento considero toda e qualquer informação vinda dessas "agencias" puro lixo até prova em contrário. O mundo está numa guerra económica de todos contra todos a um nível que, com as lideranças em certos países e com a ignorância de muitos entre a "massa de manobra", está prestes a descambar em algo bem mais grave e essas "agencias" servem a quem?!!! 
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 18, 2020, 10:34:22 am
Ratings?!!! Feitos por aqueles gajos que diziam que o monte de lixo que estourou em 2008 era "top nocht"?!! Mais facilmente compro a um daquele vendedores da Nazaré um garrafão com "agua da onda gigante do McNamara"

Tal como aquele conceituado mapa com os países cheio de corzinhas que dizia que o EUA  era a nação mais bem preparada para lidar com uma pandemia.

Neste momento considero toda e qualquer informação vinda dessas "agencias" puro lixo até prova em contrário. O mundo está numa guerra económica de todos contra todos a um nível que, com as lideranças em certos países e com a ignorância de muitos entre a "massa de manobra", está prestes a descambar em algo bem mais grave e essas "agencias" servem a quem?!!!

É verdade que as agências de rating são parciais, mas eu culpo muito mais as empresas que enganaram meio mundo, inclusive as empresas de ratings, Bancos Centrais, governos, público, etc. Só o BPN tinha o Banco Insular (em Cabo Verde) para fabricar contas falsas que camuflassem os desvios de dinheiro. Não acredito que as agências de rating soubessem das maroscas para os desfalques. Os Bancos Centrais também não viram nada!!!! Ninguém sabia de nada!!!!!

Para mim, paradigmático era o rating do Lehman Brothers até no dia em que faliu!!!! Tinha rating A!!!!

O que faz sentido é existir uma agência de rating europeia para contrabalançar o "mundo" anglosaxónico.

Mas não esqueça que o que fazem as agências de rating, é semelhante ao que faz um Revisor de Contas...... se lhes derem dados viciados...... e não descobrirem, não os culpo pelos desfalques, não são os principais responsáveis!!!!!! Quando muito, podemos exigir mais "inteligência" a quem fiscaliza nos Bancos Centrais e nas agências de rating!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: FoxTroop em Abril 18, 2020, 12:47:48 pm
Ratings?!!! Feitos por aqueles gajos que diziam que o monte de lixo que estourou em 2008 era "top nocht"?!! Mais facilmente compro a um daquele vendedores da Nazaré um garrafão com "agua da onda gigante do McNamara"

Tal como aquele conceituado mapa com os países cheio de corzinhas que dizia que o EUA  era a nação mais bem preparada para lidar com uma pandemia.

Neste momento considero toda e qualquer informação vinda dessas "agencias" puro lixo até prova em contrário. O mundo está numa guerra económica de todos contra todos a um nível que, com as lideranças em certos países e com a ignorância de muitos entre a "massa de manobra", está prestes a descambar em algo bem mais grave e essas "agencias" servem a quem?!!!

É verdade que as agências de rating são parciais, mas eu culpo muito mais as empresas que enganaram meio mundo, inclusive as empresas de ratings, Bancos Centrais, governos, público, etc. Só o BPN tinha o Banco Insular (em Cabo Verde) para fabricar contas falsas que camuflassem os desvios de dinheiro. Não acredito que as agências de rating soubessem das maroscas para os desfalques. Os Bancos Centrais também não viram nada!!!! Ninguém sabia de nada!!!!!

Para mim, paradigmático era o rating do Lehman Brothers até no dia em que faliu!!!! Tinha rating A!!!!

O que faz sentido é existir uma agência de rating europeia para contrabalançar o "mundo" anglosaxónico.

Mas não esqueça que o que fazem as agências de rating, é semelhante ao que faz um Revisor de Contas...... se lhes derem dados viciados...... e não descobrirem, não os culpo pelos desfalques, não são os principais responsáveis!!!!!! Quando muito, podemos exigir mais "inteligência" a quem fiscaliza nos Bancos Centrais e nas agências de rating!!!!

As agencias sabiam, essa é a questão!! Não se trata de terem números errados, simplesmente sabiam e, por diversas razões que deveriam ser levadas à justiça mas não há nenhum interesse nisso, continuaram a alimentar a palhaçada. E como muito bem disse uma senhora ligada a essas agencia aquando das inquirições nos EUA, davam a nota máxima porque se não dessem o "cliente" iria à agencia de rating do outro lado da rua. Simplesmente um negócio em que malta dos bancos vinha das agencias e vice versa e o que interessava era lucros independentemente do resto. Eram pagos para dar e manter nota máxima em produtos financeiros feitos literalmente de ar embrulhado em estrume.

Neste momento essas mesmas agencias estão a ser usadas como armas na guerra económica total que se iniciou e não é ao serviço da Europa que estão.
Em termos de vitalidade económica como é que se explica a relação entre o valor do WTI e do Brent? + de 50% de diferença!!!. Creio que sabe o que isso significa em termos de vitalidade económica no EUA.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 18, 2020, 04:28:01 pm
Ratings?!!! Feitos por aqueles gajos que diziam que o monte de lixo que estourou em 2008 era "top nocht"?!! Mais facilmente compro a um daquele vendedores da Nazaré um garrafão com "agua da onda gigante do McNamara"

Tal como aquele conceituado mapa com os países cheio de corzinhas que dizia que o EUA  era a nação mais bem preparada para lidar com uma pandemia.

Neste momento considero toda e qualquer informação vinda dessas "agencias" puro lixo até prova em contrário. O mundo está numa guerra económica de todos contra todos a um nível que, com as lideranças em certos países e com a ignorância de muitos entre a "massa de manobra", está prestes a descambar em algo bem mais grave e essas "agencias" servem a quem?!!!

É verdade que as agências de rating são parciais, mas eu culpo muito mais as empresas que enganaram meio mundo, inclusive as empresas de ratings, Bancos Centrais, governos, público, etc. Só o BPN tinha o Banco Insular (em Cabo Verde) para fabricar contas falsas que camuflassem os desvios de dinheiro. Não acredito que as agências de rating soubessem das maroscas para os desfalques. Os Bancos Centrais também não viram nada!!!! Ninguém sabia de nada!!!!!

Para mim, paradigmático era o rating do Lehman Brothers até no dia em que faliu!!!! Tinha rating A!!!!

O que faz sentido é existir uma agência de rating europeia para contrabalançar o "mundo" anglosaxónico.

Mas não esqueça que o que fazem as agências de rating, é semelhante ao que faz um Revisor de Contas...... se lhes derem dados viciados...... e não descobrirem, não os culpo pelos desfalques, não são os principais responsáveis!!!!!! Quando muito, podemos exigir mais "inteligência" a quem fiscaliza nos Bancos Centrais e nas agências de rating!!!!

As agencias sabiam, essa é a questão!! Não se trata de terem números errados, simplesmente sabiam e, por diversas razões que deveriam ser levadas à justiça mas não há nenhum interesse nisso, continuaram a alimentar a palhaçada. E como muito bem disse uma senhora ligada a essas agencia aquando das inquirições nos EUA, davam a nota máxima porque se não dessem o "cliente" iria à agencia de rating do outro lado da rua. Simplesmente um negócio em que malta dos bancos vinha das agencias e vice versa e o que interessava era lucros independentemente do resto. Eram pagos para dar e manter nota máxima em produtos financeiros feitos literalmente de ar embrulhado em estrume.

Neste momento essas mesmas agencias estão a ser usadas como armas na guerra económica total que se iniciou e não é ao serviço da Europa que estão.
Em termos de vitalidade económica como é que se explica a relação entre o valor do WTI e do Brent? + de 50% de diferença!!!. Creio que sabe o que isso significa em termos de vitalidade económica no EUA.

Claro que sim. Não é por acaso que os EUA sempre atacaram a UE e mais recentemente a China. Só quem anda muito desligado da realidade é que não percebe que é do interesse dos EUA que a UE colapse, assim como em certa medida a Rússia.

Os EUA controlam o seu elevadíssimo nível de vida à custa do resto do mundo, como? Precisam de dólares para comprar qualquer matéria-prima. Quando nasceu o Euro, nasceu um enorme problema para os americanos, se os países do mundo começassem a utilizar o euro e a abandonar o dólar. As guerras no Golfo Pérsico tiveram em parte essa função. Quando o Saddam Hussein abandonou o dólar e começou a utilizar o euro..... foi o fim dele!!!!!

Em relação à UE, já referi diversas vezes, quem é a única instituição que pode combater por exemplo a Google, Apple, Facebook, Microsoft....... não é nenhum país a título individual que consegue fazer o que quer que seja e colocar-lhes barreiras e coimas pesadas (basta ver a troca de multas entre os EUA e a UE, mais concretamente a Alemanha).

Os EUA estão a lutar para não deixarem de ser a única superpotência à face da terra. Mas acho que fez um enorme disparate ao quase abandonar os aliados Europeus (NATO).
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: FoxTroop em Abril 19, 2020, 10:45:15 am
Caro Viajante, pelo que entendo da politica russa e dos planos traçados por eles, e é claro que é um entendimento muito limitado para mais porque, como é obvio não privo com altas esferas no Kremlin e dos poucos artigos que consigo ler a respeito muitos deles são em russo. Comecei a aprender mas as minhas capacidades são muito básicas ainda.
Quer parecer-me que embora não haja um interesse russo numa UE forte e esse interesse surgiu depois de nos idos 2000 termos repelidos as tentativas de aproximação russa por pressão anglo-saxónica, muito menos há em que a UE desapareça. 
Para os russos, a UE é o contrabalanço ao crescente poderio chinês, o desaparecimento da mesma enquanto bloco, deixará a Rússia completamente dependente economicamente da China, sem um parceiro de peso a ocidente e apenas com a capacidade MAD para impedir que os chineses comecem a olhar de outra forma para os vastos recursos da desabitada Sibéria. Por algum motivo o grosso das unidades de 1ª linha russas foram para o extremo oriente e os exercícios militares levados a cabo lá são massivos.
Isso deixa a China com um único caminho que é o de se projectar para o mar e aí entra em conflito com os EUA e/ou a India. Os russos têm conseguido manter um equilíbrio ao fornecer capacidade à India e por sua vez os chineses equilibram outra equação ao fornecerem ao Paquistão. A relação entre russos e chineses é uma relação de "tem que ser" e baseada num pragmatismo puro. Afinidades não existem ali. A Rússia quer ser europeia e isto é uma doutrina que vem desde Pedro o Grande e na qual Putin tirou as linhas que guiam o seu pensamento geoestratégico e politico.

Uma UE forte, com relações pragmáticas com a Rússia é a saída para este ciclo que terminou em 2008. Estamos agora num período de turbulência e reajustamento geopolítico mundial que, creio eu, estará terminado em 2025. Neste momento o lugar onde vamos ficar nesse novo ordenamento depende ainda exclusivamente de nós, mas a janela para que sejamos nós a decidir está a ficar mais fechada a cada semana que passa e ou agimos, ou reagimos sendo que na ultima opcção, vamos atrás dos acontecimentos em vez de criarmos os acontecimentos.

Quanto à questão do preço WTI vs Brent, o que eu queria dizer é que esta diferença significa simplesmente que a economia dos EUA colapsou. Antes de começarem a fechar os Estados por causa disto, os sinais já lá estavam, o défice orçamental tinha já passado os 10% e já havia instabilidade nos índices de emprego. Isto só veio dar o empurrão final.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: miguelbud em Abril 20, 2020, 06:24:48 pm
Ratings?!!! Feitos por aqueles gajos que diziam que o monte de lixo que estourou em 2008 era "top nocht"?!! Mais facilmente compro a um daquele vendedores da Nazaré um garrafão com "agua da onda gigante do McNamara"

Tal como aquele conceituado mapa com os países cheio de corzinhas que dizia que o EUA  era a nação mais bem preparada para lidar com uma pandemia.

Neste momento considero toda e qualquer informação vinda dessas "agencias" puro lixo até prova em contrário. O mundo está numa guerra económica de todos contra todos a um nível que, com as lideranças em certos países e com a ignorância de muitos entre a "massa de manobra", está prestes a descambar em algo bem mais grave e essas "agencias" servem a quem?!!!
:) :) :) :)
FoxTroop, trabalhando eu numa captive finance, onde aprovo linhas de credito para todo o mundo e uso frequentemente essas agencias com as quais ás vezes tenho algum contacto directo. Deixo-lhe aqui 2 excelentes exemplos:

Em 2012 ou 2013 numa acçao de formaçao uma pessoa da Moody's ou S&P deu o exemplo da Novartis, referindo-se como a ultima empresa europeia AAA. De acordo com o senhor, a agencia fez o downgrade por causa de uma acquisiçao que a Novartis fez. Ele admitiu que a aquisiçao até fazia sentido, mas os custos da mesma deterioraram o balanço e por isso deixou de ser AAA.

Logo a seguir falou de outra (acho que era a Diageo) que estava no ultimo patamar de investment grade e também fez uma aquisiçao que deteriorou o balanço (aumentou a divida financeira) e como tal as metricas defeniam-na como non-investment grade (lixo), no entanto mantiveram a empresa como investment grade. Qual foi a razao? Eles sabiam quem era a equipa de gestao e sabiam e já tinham visto que noutra empresa conseguiram dar a volta á situaçao.

E pronto, é nestas área cinzentas em que eles justificam os ratings, no primeiro caso o impacto do downgrade seria quase nulo, mas no segundo aumentaria significativament os custos da divida, pais a diferença de Baa3 para Ba1 é brutal.

É um erro enorme a UE nao ter uma agencia de rating consolidada, o Durao Barroso na altura da crise da dividas soberanas falou disso, mas entretanto a coisa passou, e mais uma vez vamos ter os americanos a determinar a qualidade das nossas empresas.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 21, 2020, 12:20:21 am
Sem dúvida de que a actual cotação do petróleo, os americanos chegaram a pagar 40 dólares por barril, para ficarem com o petróleo por falta de espaço para armazenar!?!?!?!?!?! Vai dar um enorme golpe em todos os países exportadores de petróleo. Mas atenção que não atinge só os EUA, atinge também a Rússia, Venezuela, Médio oriente, Brasil, ….. consegue imaginar o impacto na já debilitada Angola?

https://eco.sapo.pt/2020/04/20/porque-e-que-o-petroleo-vale-25-dolares-em-londres-e-esta-negativo-em-nova-iorque/

O covid-19, aliado à crise económica e agora à crise do preço do petróleo (obviamente não há consumo), vai dar um grande abanão no mundo inteiro. E não tenho dúvidas de que a instabilidade no mundo vai aumentar, mas isso os militares conseguem percepcionar muito melhor do que eu. Eu olhando para a economia…… não vejo nada de bom que venha por aí!!!!!

Sobre as vigarices e falta de independência das agências de rating ….. anglosaxónicas, a Europa respondeu com o BCE a manipular os mercados. O que vimos foi o BCE a comprar dívida dos estados para forçar os juros a caírem, independentemente do rating, desde que existe uma qualquer que dê nota de investimento!

Se o Euro e a UE se mantiverem em pé, podem ganhar mais peso no mundo. Para a Ásia….. e para a América, eu não vejo que a paz se vá manter muito tempo!!!!!

Voltando à política geoestratégica, eu não vejo uma grande aproximação Russa à UE, principalmente depois dos episódios passados-recentes e também enquanto o Putin se mantiver no poder. Mas com tantas alterações que aí vêem…… acho que só a Europa não previu a estabilidade política que quase de certeza vai existir no mundo!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Abril 21, 2020, 01:21:33 am
E por cá?

Citar
Polónia e Dinamarca proíbem empresas sediadas em offshores de receber apoio do Estado

“Vamos banir os paraísos fiscais. São a desgraça da economia moderna”, disse o primeiro-ministro da Polónia

https://www.publico.pt/2020/04/20/economia/noticia/polonia-dinamarca-proibem-empresas-sediadas-offshores-receber-apoio-estado-1913054?fbclid=IwAR05aYKO6QWct2-Qbwyyf1eNq1R-Lll_ViDqNlZ72QgV3E20KBwJcqDmFvQ
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 21, 2020, 02:21:39 pm
E por cá?

Citar
Polónia e Dinamarca proíbem empresas sediadas em offshores de receber apoio do Estado

“Vamos banir os paraísos fiscais. São a desgraça da economia moderna”, disse o primeiro-ministro da Polónia

https://www.publico.pt/2020/04/20/economia/noticia/polonia-dinamarca-proibem-empresas-sediadas-offshores-receber-apoio-estado-1913054?fbclid=IwAR05aYKO6QWct2-Qbwyyf1eNq1R-Lll_ViDqNlZ72QgV3E20KBwJcqDmFvQ

Desconfio que as empresas com sede fiscal na Holanda, não vão pedir subsídios ao estado: Galp, EDP, Jerónimo Martins, Portugal Telecom, Sonae, BCP, Mota-Engil, Cimpor, Semapa, Portucel, Sonaecom, etc....
As empresas alimentares não vão ter grandes dificuldades, continuamos a precisar de nos alimentar-mos!

Eu colocava os impostos das empresas ao nível da Irlanda e tenho quase a certeza que o regresso do dinheiro que saiu, vai compensar a quebra de receitas.

Desconheço as cláusulas colocadas para o apoio das empresas, pelo que ouvi, preocuparam-se apenas com a salvaguarda dos postos de trabalho. Mas uma parte significativa das empresas não vai ter condições de saír do layoff e começar a funcionar normalmente!!!!! Infelizmente.

Entretanto a Galp vai parar a refinaria de Sines durante 1 mês, depois de já ter parado a refinaria de Matosinhos. Motivo óbvio, não tem onde armazenar tanto combustível que não é consumido!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: LM em Abril 21, 2020, 03:13:03 pm
Mas a Polónia e a Dinamarca fazem isso aos offshore de uma lista... que são:

1.   American Samoa
2.   Cayman Islands
3.   Fiji
4.   Guam
5.   Oman
6.   Palau
7.   Panama
8.   Samoa
9.   Seychelles
10.   Trinidad and Tobago
11.   US Virgin Islands
12.   Vanuatu

Os Países Baixos não são bem um "paraíso fiscal" - nós é que somos um inferno fiscal, principalmente com a nossa tendência de instabilidade da legislação... para além da nossa má imagem, ter a sede da SGPS em outros países ajuda na imagem internacional.   
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 21, 2020, 11:25:45 pm
Entretanto, a RTP anda a passar episódios muito interessantes (pré-covid), de empresas portuguesas admiráveis que agora podem ter os seus dias contados!!!!!! A série chama-se "Fabrico Internacional" e aborda das maiores empresas industriais nacionais, onde damos cartas.

À minutos passou na RTP 1, passou um episódio dedicado à Simoldes. É só a líder europeia no fabrico de moldes!!!! Factura mais de 800 milhões de euros, tem mais de 6 000 trabalhadores e 32 fábricas espalhadas pelo mundo. Exporta 95% da produção, mas os restantes 5% são para a Autoeuropa, pelo que pode-se considerar que exporta toda a produção!!!!!

A Simoldes fabrica moldes de apenas alguns kg em aço, para injectar 1 grama de plástico, até moldes de 100 toneladas em aço!!!!!! Referiram na reportagem que produzem moldes para todas as marcas de carro do mundo, excepto 1 marca Italiana!!!!!

Podem ver episódios já passados: https://www.rtp.pt/programa/tv/p38586

Para além da Simoldes, já abordaram episódios dedicados à:
- Serip
- Bial
- Frulact
- Luís Onofre
- Celso de Lemos
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 24, 2020, 02:04:20 pm
AEP propõe plano para reindustrializar país com ajuda estatal de 10 mil milhões de euros

Associação Empresarial de Portugal apresenta programa PEDIP 5.0 que pretende reindustrializar o país e diminuir a dependência que Portugal tem dos mercados fora da Europa. Financiamento viria da UE.

(https://bordalo.observador.pt/1000x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2020/04/24104116/10729824_770x433_acf_cropped-1.jpg)

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) vai apresentar ao governo um programa para a reindustrialização do tecido empresarial português para o qual pede um financiamento do Estado de 10 mil milhões de euros, avança o Jornal Económico na sua edição semanal impressa. O Programa Estratégico de Dinamização e Modernização da Indústria Portuguesa (PEDIP) já existia antes, mas foi agora redesenhado para um PEDIP 5.0 que já prevê a resposta aos efeitos da pandemia de Covid-19. O presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro, disse ao Jornal Económico que o grande objetivo deste plano é “fazer regressar a reindustrialização ao topo da agenda política“.

Luís Miguel Ribeiro diz que esta reindustrialização vai er virada para “os bens de consumo intermédio” de forma a ajudar na recuperação pós-crise, mas também retirar o país “da dependência de países fora da Europa” no acesso a determinados produtos. O próprio primeiro-ministro António Costa revelou na quinta-feira no final do Conselho Europeu que reduzir a dependência de outros mercados é também um dos objetivos a nível europeu.

O financiamento para este programa virá essencialmente dos fundos comunitários, quer do atual quadro (Portugal 20/20, cuja a execução estava no final de 2019 em 45%), quer do próximo orçamento comunitário (Portugal 20/30). A AEP quer assim elevar o peso da indústria para 28% do Valor Acrescentado Bruto total nacional, o que significa um aumento de 10 pontos percentiais ao valor médio registado desde 2010 (18%).

https://observador.pt/2020/04/24/aep-propoe-plano-para-reindustrializar-pais-com-ajuda-estatal-de-10-mil-milhoes-de-euros/

Uma boa medida e que bem precisamos, no entanto ressalta 2 pormenores muito importantes:
- A nossa indústria só contribui com 18% do PIB nacional!!!!! Ou seja, é quase inexistente (percebe-se bem porque é que o país não cresce só com serviços e agricultura!!!!!
- Os 10 mil milhões são financiados pela UE (que no caso representa sempre entre 40 a 60% do valor)!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: LM em Abril 24, 2020, 04:23:00 pm
10 mil milhões para 10 milhões habitantes... os húngaros, polacos, "andaluzes", "napolitanos", etc também vão querer de certeza e...  :-\   
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Abril 24, 2020, 05:40:49 pm
Gostava que esse investimento fosse em industrias e tecnologias com futuro e aquelas que vimos que em caso de emergência são as que fazem realmente falta.

Não apenas fábricas de montar carros...
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: miguelbud em Abril 24, 2020, 09:35:12 pm
Eu gostava era de ver o plano, caso contrario esta notícia está ao mesmo nível do processo de mordernizaçao das fragatas.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 25, 2020, 01:10:18 am
Não encontro um plano detalhado, mas as linhas gerais não são nada complicadas de cumprir: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/aep-propoe-plano-de-dez-mil-milhoes-para-reindustrializar-portugal-580277

No fundo apelam ao governo para aumentar a execução física dos subsídios da UE, que estão apenas a 45% do Portugal2020. Os empresários pedem até 2023 cerca de 2,9 mil milhões de euros do Portugal 2020 com taxas de cofinanciamento próximas de 100%, ou seja, dinheiro dado a fundo perdido na totalidade ou perto dos 100% (indirectamente pedem que o estado financie com a percentagem que a UE não financiar, normalmente 40 a 50% não é financiado). E pedem ainda a atribuição de mais mil milhões por ano, no próximo quadro comunitário que tem a duração de 7 anos até 2030.

Muito sinceramente, com dinheiro dado totalmente a fundo perdido, também eu me tornava num industrial (não tinha nada a perder), e garanto que tenho excelentes ideias para uma pequena indústria com futuro!

Como os fundos comunitários, costumam ter uma parte do investimento não reembolsável, agora pedem que o valor aprovado seja totalmente "doado" aos empresários, em vez dos 50 ou 60%! Percebem porque é que os nórdicos ficam muito renitentes connosco? Não pedimos pouco!!!!!!

Sem dúvida que temos de incentivar a indústria, mas 100% a fundo perdido...... acho demasiado!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: miguelbud em Abril 25, 2020, 09:19:53 am
Não encontro um plano detalhado, mas as linhas gerais não são nada complicadas de cumprir: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/aep-propoe-plano-de-dez-mil-milhoes-para-reindustrializar-portugal-580277

No fundo apelam ao governo para aumentar a execução física dos subsídios da UE, que estão apenas a 45% do Portugal2020. Os empresários pedem até 2023 cerca de 2,9 mil milhões de euros do Portugal 2020 com taxas de cofinanciamento próximas de 100%, ou seja, dinheiro dado a fundo perdido na totalidade ou perto dos 100% (indirectamente pedem que o estado financie com a percentagem que a UE não financiar, normalmente 40 a 50% não é financiado). E pedem ainda a atribuição de mais mil milhões por ano, no próximo quadro comunitário que tem a duração de 7 anos até 2030.

Muito sinceramente, com dinheiro dado totalmente a fundo perdido, também eu me tornava num industrial (não tinha nada a perder), e garanto que tenho excelentes ideias para uma pequena indústria com futuro!

Como os fundos comunitários, costumam ter uma parte do investimento não reembolsável, agora pedem que o valor aprovado seja totalmente "doado" aos empresários, em vez dos 50 ou 60%! Percebem porque é que os nórdicos ficam muito renitentes connosco? Não pedimos pouco!!!!!!

Sem dúvida que temos de incentivar a indústria, mas 100% a fundo perdido...... acho demasiado!!!!!!
Havendo dinheiro disponível, ainda para mais a fundo perdido, nao qualquer dúvida de que o plano irá para a frente e haverá fábricas a aparecer como cogumelos. O problema é como estas se irao manter, pois o que quer que produzam nao poderá competir com os preços da China e terao de se distinguir pela exclusividade, e aí sim vai esbarrar num dos grandes problemas de Portugal, que é o facto de sermos um país ainda muito atrasado. Somos dos países que menos que menos patentes cria, a articulaçao das empresas com faculdades é quase nula, os nossos melhores cerebros continuam a estudar ou a dar aulas ad eternum, etc.

Enquanto este paradigma nao mudar, nunca seremos lideres munduais de coisas nenhuma. Teremos de facto algumas empresas que competirao com alguns lideres mundiais em algumas áreas de negocio como a Bial ou Simoldes entre outras, mas só e apenas porque essas areas de negócio sao pequenas ( a facturaçao anual dessas empresas dentro do contexto mundial revela isso).

Depois também temos o problema do estado paternalista que pensa que dando subsidios aumenta a competitividade das empresas, o que nao deixa de ser verdade, no entanto, em muitos casos seria muito mais eficaz se o estado comprasse produtos a essas empresas, dando os chamados subsidios encobertos. Um exemplo, houve uma empresa em Guimaraes que construiu um planador com motor electrico (acho que se chama eurosportaircraft), porque é que o estado nao comprou 2 para a Academia da Força Aerea?

Enfim, há todo um paradigma que tem de mudar em Portugal, e enquanto a mentalidade nao mudar, o que quer que se faça será sempre começar a casa pelo telhado.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 25, 2020, 11:45:00 am
Não encontro um plano detalhado, mas as linhas gerais não são nada complicadas de cumprir: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/aep-propoe-plano-de-dez-mil-milhoes-para-reindustrializar-portugal-580277

No fundo apelam ao governo para aumentar a execução física dos subsídios da UE, que estão apenas a 45% do Portugal2020. Os empresários pedem até 2023 cerca de 2,9 mil milhões de euros do Portugal 2020 com taxas de cofinanciamento próximas de 100%, ou seja, dinheiro dado a fundo perdido na totalidade ou perto dos 100% (indirectamente pedem que o estado financie com a percentagem que a UE não financiar, normalmente 40 a 50% não é financiado). E pedem ainda a atribuição de mais mil milhões por ano, no próximo quadro comunitário que tem a duração de 7 anos até 2030.

Muito sinceramente, com dinheiro dado totalmente a fundo perdido, também eu me tornava num industrial (não tinha nada a perder), e garanto que tenho excelentes ideias para uma pequena indústria com futuro!

Como os fundos comunitários, costumam ter uma parte do investimento não reembolsável, agora pedem que o valor aprovado seja totalmente "doado" aos empresários, em vez dos 50 ou 60%! Percebem porque é que os nórdicos ficam muito renitentes connosco? Não pedimos pouco!!!!!!

Sem dúvida que temos de incentivar a indústria, mas 100% a fundo perdido...... acho demasiado!!!!!!
Havendo dinheiro disponível, ainda para mais a fundo perdido, nao qualquer dúvida de que o plano irá para a frente e haverá fábricas a aparecer como cogumelos. O problema é como estas se irao manter, pois o que quer que produzam nao poderá competir com os preços da China e terao de se distinguir pela exclusividade, e aí sim vai esbarrar num dos grandes problemas de Portugal, que é o facto de sermos um país ainda muito atrasado. Somos dos países que menos que menos patentes cria, a articulaçao das empresas com faculdades é quase nula, os nossos melhores cerebros continuam a estudar ou a dar aulas ad eternum, etc.

Enquanto este paradigma nao mudar, nunca seremos lideres munduais de coisas nenhuma. Teremos de facto algumas empresas que competirao com alguns lideres mundiais em algumas áreas de negocio como a Bial ou Simoldes entre outras, mas só e apenas porque essas areas de negócio sao pequenas ( a facturaçao anual dessas empresas dentro do contexto mundial revela isso).

Depois também temos o problema do estado paternalista que pensa que dando subsidios aumenta a competitividade das empresas, o que nao deixa de ser verdade, no entanto, em muitos casos seria muito mais eficaz se o estado comprasse produtos a essas empresas, dando os chamados subsidios encobertos. Um exemplo, houve uma empresa em Guimaraes que construiu um planador com motor electrico (acho que se chama eurosportaircraft), porque é que o estado nao comprou 2 para a Academia da Força Aerea?

Enfim, há todo um paradigma que tem de mudar em Portugal, e enquanto a mentalidade nao mudar, o que quer que se faça será sempre começar a casa pelo telhado.

Também, mas olhe que agora há muito mais ligação das empresas ao mundo académico, mas é verdade o que diz, temos muitos "teóricos" brilhantes mas com pouca prática.

Mas olhe que todas as Universidades e Politécnicos, têem grupos de investigação de áreas similares (já fiz parte de um), que investiga a pedido das empresas ou de qualquer pessoa que requisite os serviços e pague. Dou-lhe o exemplo da UTAD, que nos vários grupos de investigação, tem um com investigadores da área agrícola, que ajudam os agricultores da CIMDOURO a combater o "cancro" dos castanheiros, que dizima os soutos. Ainda não arranjaram a cura para a doença dos castanheiros, mas dão formação e ajudam no tratamento, poda e cura para salvarem as árvores sãs! Por exemplo, quem quiser, pode contratar uma Universidade para fazer um estudo de mercado, ou para desenvolver um produto.

Esta investigação a pedido já existe em todo o lado, muitas das vezes contratando a tempo parcial os investigadores para desenvolverem produtos novos.

Mas não deixa de ser verdade, que o normal numa Universidade é os investigadores serem "obrigados" a fazerem artigos "a metro", com investigação de 1 semana num escritório fechado, rodeado de artigos e computador ligado à internet!!!!!! Ou pior, incentivam os candidatos a investigador a fazerem um artigo e aproveitam-se do artigo para cumprirem os "objectivos mínimos" da Universidade (ao contrário do ensino até ao 12º, as Universidades exigem que os seus professores apresentem resultados...... teóricos!) ou até apropriarem-se dos artigos como aconteceu comigo, num artigo aceite para ser apresentado em Roma, no EuroMed Academy of Business......

O problema que refere advém de um factor muito importante, normalmente os nossos líderes políticos são apenas bons na oratória, mas depois são o oposto de que deve ser um visionário, um líder...... sabem o que fizeram para subir na hierarquia política (muitos aproveitamentos, facadinhas nas costas, compadrios, etc) e depois replicam isso nos cargos que ocupam, muitas das vezes sem o mínimo de conhecimento do que fazem!

Veja bem à sua volta, um político é ajudado por muitos amigos a subir ao poder e depois de atingir o poder, vai compensar os amigos em quase todos os contratos que faz. Isso prejudica imenso a sociedade, distorce completamente a economia e torna a economia muito paternalista como refere e bem, que existe entre nós desde os tempos "da outra senhora"! Somos o país do respeitinho, do compadrio, que encobre os seus pares. E isso é que nos tolhe as pernas.

Tivessem os nossos governantes mais visão, até no equipamento das Forças Armadas, que conseguimos muitas empresas dispostas a criar centros de competências. Mas como sabe, numa sociedade "socialista", a segurança nunca é prioridade, muito acima disso estão os amigos, os amigos dos amigos.......
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: legionario em Abril 25, 2020, 06:37:33 pm
Nada é a fundo perdido ; ha sempre contrapartidas visiveis ou invisiveis.
O financiamento vem do BCE, certo ?  é que ha uma diferença entre a instituição UE e a instituição BCE, so esta instituição tem poder de criar moeda.
Um banco central nacional, se existisse, tambem poderia criar moeda para investir ;  na realidade, é o que fazem os bancos centrais dos paises independentes como o Reino Unido, Marrocos,  o Japão, Israel,..
Uma politica de relocalização da industria europeia, em Portugal e nos outros paises da EU, é algo que esta a ser ponderado neste momento por todos os paises membros da UE, não é nenhuma originalidade portuguesa. Como diz o povo : "Depois de casa roubada, trancas na porta ! " .
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: miguelbud em Abril 25, 2020, 08:27:37 pm
Nada é a fundo perdido ; ha sempre contrapartidas visiveis ou invisiveis.
O financiamento vem do BCE, certo ?  é que ha uma diferença entre a instituição UE e a instituição BCE, so esta instituição tem poder de criar moeda.
Um banco central nacional, se existisse, tambem poderia criar moeda para investir ;  na realidade, é o que fazem os bancos centrais dos paises independentes como o Reino Unido, Marrocos,  o Japão, Israel,..
Uma politica de relocalização da industria europeia, em Portugal e nos outros paises da EU, é algo que esta a ser ponderado neste momento por todos os paises membros da UE, não é nenhuma originalidade portuguesa. Como diz o povo : "Depois de casa roubada, trancas na porta ! " .
Á partida viria do BEI (Banco europeu de Investimento), e o dinheiro pode ser angariado através do mercado de capitais, alocaçao de fundo comunitarios para projectos especificos de acordo com a estrategia da UE, ou um misto de ambos.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 25, 2020, 09:01:35 pm
Nada é a fundo perdido ; ha sempre contrapartidas visiveis ou invisiveis.
O financiamento vem do BCE, certo ?  é que ha uma diferença entre a instituição UE e a instituição BCE, so esta instituição tem poder de criar moeda.
Um banco central nacional, se existisse, tambem poderia criar moeda para investir ;  na realidade, é o que fazem os bancos centrais dos paises independentes como o Reino Unido, Marrocos,  o Japão, Israel,..
Uma politica de relocalização da industria europeia, em Portugal e nos outros paises da EU, é algo que esta a ser ponderado neste momento por todos os paises membros da UE, não é nenhuma originalidade portuguesa. Como diz o povo : "Depois de casa roubada, trancas na porta ! " .
Á partida viria do BEI (Banco europeu de Investimento), e o dinheiro pode ser angariado através do mercado de capitais, alocaçao de fundo comunitarios para projectos especificos de acordo com a estrategia da UE, ou um misto de ambos.

Estão a falar de coisas distintas.

O que os empresários estão a propor é a utilização dos fundos comunitários que já existem à muitos anos, financiados pelo FSE ou outros fundos (a Fundo perdido e que representam normalmente entre 40 a 60% do investimento), não estão a referir-se a empréstimos nem do BCE nem do BEI.

O que eles pedem é que a taxa de financiamento da UE e do governo chegue perto dos 100%, como por exemplo existe desde 1986 para as Instituições públicas. Por exemplo as Câmaras de todo o país, tinham financiamentos a fundo perdido de cerca de 92,5% para o saneamento básico. As empresas agora querem algo do género. A fundo perdido.

O que vocês estão a falar, que presumo seja um dos planos previstos para salvar a economia e quem ainda nem se sabe como vai ser organizado, são outros quinhentos e nem se sabe se é empréstimo, a fundo perdido em parte ou no todo.

Os empresários referem-se apenas ao sector industrial e utilizando o que existe, desviando o dinheiro que não é utilizado para a Indústria!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Abril 25, 2020, 09:13:14 pm
Com a visão estratégica que os últimos governos têm tido neste país de corruptos vai ser como os fundos da UE nos anos 90...
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: miguelbud em Abril 25, 2020, 09:54:25 pm
Nada é a fundo perdido ; ha sempre contrapartidas visiveis ou invisiveis.
O financiamento vem do BCE, certo ?  é que ha uma diferença entre a instituição UE e a instituição BCE, so esta instituição tem poder de criar moeda.
Um banco central nacional, se existisse, tambem poderia criar moeda para investir ;  na realidade, é o que fazem os bancos centrais dos paises independentes como o Reino Unido, Marrocos,  o Japão, Israel,..
Uma politica de relocalização da industria europeia, em Portugal e nos outros paises da EU, é algo que esta a ser ponderado neste momento por todos os paises membros da UE, não é nenhuma originalidade portuguesa. Como diz o povo : "Depois de casa roubada, trancas na porta ! " .
Á partida viria do BEI (Banco europeu de Investimento), e o dinheiro pode ser angariado através do mercado de capitais, alocaçao de fundo comunitarios para projectos especificos de acordo com a estrategia da UE, ou um misto de ambos.

Estão a falar de coisas distintas.

O que os empresários estão a propor é a utilização dos fundos comunitários que já existem à muitos anos, financiados pelo FSE ou outros fundos (a Fundo perdido e que representam normalmente entre 40 a 60% do investimento), não estão a referir-se a empréstimos nem do BCE nem do BEI.

O que eles pedem é que a taxa de financiamento da UE e do governo chegue perto dos 100%, como por exemplo existe desde 1986 para as Instituições públicas. Por exemplo as Câmaras de todo o país, tinham financiamentos a fundo perdido de cerca de 92,5% para o saneamento básico. As empresas agora querem algo do género. A fundo perdido.

O que vocês estão a falar, que presumo seja um dos planos previstos para salvar a economia e quem ainda nem se sabe como vai ser organizado, são outros quinhentos e nem se sabe se é empréstimo, a fundo perdido em parte ou no todo.

Os empresários referem-se apenas ao sector industrial e utilizando o que existe, desviando o dinheiro que não é utilizado para a Indústria!!!!!
Correctíssimo, confesso que li a notícia na diagonal, pois ao ler fundo perdido associado a industria e nao ter visto o plano, perdi o interesse.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: miguelbud em Abril 25, 2020, 09:55:50 pm
Com a visão estratégica que os últimos governos têm tido neste país de corruptos vai ser como os fundos da UE nos anos 90...
Nao seja mauzinho, a industria italiana prosperou imenso nessa altura, nomeadamente na produçao de ferraris  :mrgreen:
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: miguelbud em Abril 25, 2020, 10:01:27 pm
Viajante,
Eu nao tenho qualquer duvida de que a investigaçao academica que se faz em Portugal está ao mesmo nível do que se faz nos países mais desenvolvidos. No entanto falta o elo de ligaçao entre o trabalho desenvolvido e a criaçao de um negócio, o chamado spin off. É aqui que de facto a nossa industria se pode desenvolver, pois o nosso sistema de ensino (por muito que alguns desdenhem) está ao nível de qualquer país desenvolvido, o problema é depois a mentalidade. O portugueses vao para a faculdade para terem bons empregos, os americanos vao para a faculdade para criarem a sua própria empresa e consequente o seu imperio.

E mais, a investigaçao nao deve ser compartimentada e apenas financiada pelo estado. Deveria have uma taxa simbolica para as empresas (tipo €1 por cada €100k do lucro liquido) de maneira a aumentar o orçamento do estado alocado á investigaçao. Nao só aumentava como motivaria as empresas a aproximarem-se dos investigadores e a procurar novas áreas de negócio. Eu vejo com muito agrado as parcerias que certas empresas privadas fazem com as academias da nossas forças armadas, mas no geral esta articulaçao ainda é muito pouca. Um exemplo interessante, no ano passado, tive de ir a Israel visitar um cliente, depois da reuniao, fomos almoçar e durante o almoço perguntei-lhe como é que Israel com os problemas que tem acaba por ser um mini Silicon Valley. Resposta: aos 18 anos os melhores alunos do liceu sao recrutados para prosseguirem o estudo nas instituiçoes militares, quando acabam as empresas matam-se umas ás outras para os recrutar  ;)

A grande maioria dos nossos politicos sao o principal cancro do país, porque os portugueses sao de facto um povo fantástico ( digo isto estando imigrado há 15 anos) solidario, trabalhador e quando quer é do melhor que há. Os politicos estao mais interessados em assaltar o orçamento de estado. Eu quando os ouço a utilizar a expressao: "empresa portuguesa grande" dá-me vontade de rir. As nossas empresas grandes sao pequenas, a PT, a Galp, o BCP sao minusculos quando comparados com a Telefonica, Deutsch Telecom, Repsol, BP, Santander ou ING. E quando uma empresa tem potencial para crescer é como voce diz tolhem-lhes as pernas, exemplo: " Em Portugal nao temos capacidade para construir navios complexos". Como se fossemos burros e nao conseguissemos aprender.

Bom, sinto que já estou a divagar, mas voltando ao tópico e como isto é um forum de defesa e eu até falei em navios no paragrafo anterior, aqui fica uma ideia para desenvolver a industria de bens intermédios que despoletou esta "discussao". Neste caso a industria metalurgica. Lembro-me do saudoso membro Chaimites dizer, aquando a construçao dos primeiros NPOs, que nem o aço dos navios era portugues. O que pelas minhas contas daria uma comparticipaçao nacional no total de 40/ 45% entre o projecto, mao de obra e alguns serviços/ componentes fornecidos pema EDI. A razao pela qual o aço nao era portugues era porque a nossa industria metalurgica nao conseguia fornecer dentro do prazo o tipo de aço usado na  construçao. Assim sendo, devia-se avançar com a construçao de 4 NPOs garantindo a compra do aço a empresas metalurgicas nacionais se estas se modernizassem para garantir os prazos. Nao é preciso subsidios, apenas vontade em fazer as coisas e eventualmente garantir financiamento bancario.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 26, 2020, 12:00:04 pm
Viajante,
Eu nao tenho qualquer duvida de que a investigaçao academica que se faz em Portugal está ao mesmo nível do que se faz nos países mais desenvolvidos. No entanto falta o elo de ligaçao entre o trabalho desenvolvido e a criaçao de um negócio, o chamado spin off. É aqui que de facto a nossa industria se pode desenvolver, pois o nosso sistema de ensino (por muito que alguns desdenhem) está ao nível de qualquer país desenvolvido, o problema é depois a mentalidade. O portugueses vao para a faculdade para terem bons empregos, os americanos vao para a faculdade para criarem a sua própria empresa e consequente o seu imperio.

E mais, a investigaçao nao deve ser compartimentada e apenas financiada pelo estado. Deveria have uma taxa simbolica para as empresas (tipo €1 por cada €100k do lucro liquido) de maneira a aumentar o orçamento do estado alocado á investigaçao. Nao só aumentava como motivaria as empresas a aproximarem-se dos investigadores e a procurar novas áreas de negócio. Eu vejo com muito agrado as parcerias que certas empresas privadas fazem com as academias da nossas forças armadas, mas no geral esta articulaçao ainda é muito pouca. Um exemplo interessante, no ano passado, tive de ir a Israel visitar um cliente, depois da reuniao, fomos almoçar e durante o almoço perguntei-lhe como é que Israel com os problemas que tem acaba por ser um mini Silicon Valley. Resposta: aos 18 anos os melhores alunos do liceu sao recrutados para prosseguirem o estudo nas instituiçoes militares, quando acabam as empresas matam-se umas ás outras para os recrutar  ;)

A grande maioria dos nossos politicos sao o principal cancro do país, porque os portugueses sao de facto um povo fantástico ( digo isto estando imigrado há 15 anos) solidario, trabalhador e quando quer é do melhor que há. Os politicos estao mais interessados em assaltar o orçamento de estado. Eu quando os ouço a utilizar a expressao: "empresa portuguesa grande" dá-me vontade de rir. As nossas empresas grandes sao pequenas, a PT, a Galp, o BCP sao minusculos quando comparados com a Telefonica, Deutsch Telecom, Repsol, BP, Santander ou ING. E quando uma empresa tem potencial para crescer é como voce diz tolhem-lhes as pernas, exemplo: " Em Portugal nao temos capacidade para construir navios complexos". Como se fossemos burros e nao conseguissemos aprender.

Bom, sinto que já estou a divagar, mas voltando ao tópico e como isto é um forum de defesa e eu até falei em navios no paragrafo anterior, aqui fica uma ideia para desenvolver a industria de bens intermédios que despoletou esta "discussao". Neste caso a industria metalurgica. Lembro-me do saudoso membro Chaimites dizer, aquando a construçao dos primeiros NPOs, que nem o aço dos navios era portugues. O que pelas minhas contas daria uma comparticipaçao nacional no total de 40/ 45% entre o projecto, mao de obra e alguns serviços/ componentes fornecidos pema EDI. A razao pela qual o aço nao era portugues era porque a nossa industria metalurgica nao conseguia fornecer dentro do prazo o tipo de aço usado na  construçao. Assim sendo, devia-se avançar com a construçao de 4 NPOs garantindo a compra do aço a empresas metalurgicas nacionais se estas se modernizassem para garantir os prazos. Nao é preciso subsidios, apenas vontade em fazer as coisas e eventualmente garantir financiamento bancario.

Por aquilo que eu vejo, já evoluímos muito.
Até 1986, viviamos muito fechados, proteccionismo às nossas empresas, falta de inovação, muito na sequência do plano de desenvolvimento que já vinha dos anos 60.

Com a adesão à então CEE, muita coisa mudou no país, nem tudo necessariamente para melhor, mas em termos geral mudamos muito e para melhor. Em tom de referência, lembro-me de usarmos chave para abrir uma lata de conservas!!!!! E já depois de aderirmos à então CEE, lembro-me bem de subscrever certificados de aforro com taxas de juro de 17% ao ano!!!!!!

A UE tem como principal princípio a protecção ao consumidor, quase impedindo as ajudas públicas às empresas, com o princípio correcto de que as empresas já são ajudadas com candidaturas de apoio ao investimento, entre outras, onde aquelas recebem fundos comunitários a fundo perdido de 40 a 60%. E por esse motivo a UE considera e eu acho muito bem, que as empresas já não precisam de mais apoios públicos!

Mesmo no sector metalomecânica, tenho uma ideia totalmente diferente da realidade actual. Eu vivo na "montanha" e no interior, e tenho perto de mim várias empresas metalúrgicas que fazem qualquer coisa à medida, desde estruturas metálicas de estádios, estruturas em ferro para casas, casas modulares pré-fabricadas, escadas, vedações, coberturas. Eu chego a uma dessas empresas, ou com um desenho ou explico a um Engenheiro o que quero e é feito o esboço do que pretendo construir, conforme a espera na linha de montagem, tenho o produto final que quiser. Aqui também existe muita extracção de granito e já aconteceu eu chegar junto de uma empresa de transformação de pedra (principalmente exportadora), com um desenho tosco feito por mim, de uma pedra de soleira a fazer em granito e a empresa entregou-me a pedra como eu queria e com o acabamento que tinha sido decidido! Posso escolher também o tipo de pedra para fazer os muros da casa, pedras de ornamentação, etc.

Em Aveiro por exemplo, você pode encomendar uma máquina/robot à medida! Você só tem de explicar o que a máquina tem de fazer, e passado um tempo tem a máquina que você pediu! Sem saír de Aveiro, você pode fazer azulejos ou mosaicos personalizados para a sua casa!!!! Sem saír do mesmo distrito, você encontra dezenas de fábricas de moldes que fazem o que você quiser à medida!
Agora também é verdade que muitas empresas desapareceram, não conseguiram viver num país que deixou de proteger as suas empresas!

Nesse aspecto temos de ser mais inteligentes e a resposta começa em cada um de nós. Eu quando vou às compras, costumo ver a origem dos produtos e não me importo de pagar um pouco mais por um produto nacional.
O estado, como muito bem falou, se tivesse pessoas com "2 dedos de testa", com visão estratégica para o país, protegia sectores estratégicos, por exemplo ao ser um cliente dessas empresas.

Quanto ao tamanho das empresas, temos ao tamanho do país, mas muitas delas dão cartas lá fora. Mas temos muitas empresas que lutam ombro a ombro contra qualquer empresa estrangeira em sectores como: calçado, téxteis, cerãmica, moldes, cortiça, automóvel, celulose....

Não podemos é ter governos que deixem destruir empresas que já foram players mundiais: PT, Cimpor, CUF, Quimonda (chegou a ser a maior exportadora nacional à frente da Autoeuropa)...... mas também lhe digo que é preferível termos muitas pequenas e médias empresas muito boas, do que 2 ou 3 gigantes. Se falir uma pequena ou média, não provoca muitos estragos, mas se falir por exemplo uma Galp ou Autoeuropa, faz bastante abalo no país!

Também temos uma mentalidade desviante, e que agora até governa o país, de que as empresas terem lucro é pecado!!!!! Assim não vamos lá. Não podemos depender sempre e para tudo do estado protector. Uma empresa pode e deve dar lucro (mesmo as empresas públicas) e se der prejuízo, os sócios devem ponderar se vale a pena salvar ou fechar as portas!!!!! Temos o exemplo que referiu dos ENVC, bastou mudar o dono, que não está preso à inércia do governo e...... parece-me que a West Sea safa-se muito bem, aliás os últimos relatórios de gestão da Martifer referem isso, as jóias da coroa são as construções metálicas e os estaleiros que possui (tem a West Sea e a Navalria em Aveiro).
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: miguelbud em Abril 28, 2020, 10:54:18 am
Eu também acho preferivel ter muitas empresas médias do que 3 gigantes. Apenas referi o facto das nossas ditas gigantes serem pequenissimas no contexto europeu/ mundial, porque vivem essecialmente das vendas nacionais. A PT foi talvez a que conseguiu estar mais perto de se tornar maiorzita, mas só e apenas através da joint venture com a Telefonica, e depois deu no que deu.

Quanto ás nossas empresas médias que conseguem competir lá fora e terem algum volume de vendas sao poucas. Agarrando nos exemplos do programa "Fabrico Internacional", nós precisariamos de pelo menos 100 Simodes ou Frulacts. Empresas estabelecidas no mercado mundial, detidas por capital nacional. A Autoeuropa é uma excelente empresa, mas tem a produçao concentrada na VW com os riscos inerentes que isso significa. Uma das razoes pela lentidao da nossa retoma, foi nao termos empresas destas, se bem que muitas empresas portuguesas conseguiram começar a exportar, mas é um processo lento. A outra razao é que as empresas de serviços em Portugal vivem do estado, e se o estado nao tem dinheiro para gastar, elas nao tem vendas.

Uma coisa que me perturba imenso neste momento é a probablidade de extraçao de lítio em Portugal. Se isto nao tiver em conta o processamento do mesmo em território nacional, ainda para mais com esse tal plano do AICEP, é outra oportunidade perdida.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitan em Abril 28, 2020, 02:49:34 pm
Eu não percebo muito de economia. O pouco que sei é de ler sobre questões sociais. Mas parece-me a mim que o problema de Portugal se explica com o tipo de economia praticada desde os tempos dos Descobrimentos. Continuamos a praticar uma economia extractiva, como nos tempos das colónias, sem no fundo nos preocuparmos em criar valor. Se olharmos para o PSI-20 vemos um grande número de empresas extractivas.

https://medium.com/@stephenjhinton/explainer-what-is-the-extractive-economy-65172f28bd6

As PMEs na Alemanha exportam tanto como as grandes multinacionais. E ao contrário das multinacionais não fazem lavagem de dinheiro e a evasão fiscal é muito baixa. O sistema de aprendizagem no trabalho alemão é também favorável às PMEs criando trabalhadores especializados e com elevado know-how que não só aumentam a capacidade de criar valor das PMEs, mas também estimula a criação de novas PMEs. Mesmo as empresas de família têm elevada capacidade tecnológica.
As multinacionais são importantes na criação de emprego, mas se não estiverem bem reguladas e supervisionadas podem ser mais fonte de problemas do que de riqueza. Basta ver a General Motors nos EUA, a PT em Portugal, o sistema bancário, etc.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Abril 28, 2020, 08:36:18 pm
Bancos nacionais aceleram corrida ao dinheiro barato do BCE para responder à pandemia
https://eco.sapo.pt/2020/04/28/bancos-nacionais-aceleram-corrida-ao-dinheiro-barato-do-bce-para-responder-a-pandemia/
Citar
Com o Banco Central Europeu (BCE) a acenar com dinheiro barato num contexto de pandemia, os bancos portugueses estão a “correr” para o apanhar. Há mais bancos a assumirem a intenção de recorrer às operações de refinanciamento de prazo alargado, as designadas ORPA direcionadas III, disponibilizadas pela entidade liderada por Christine Lagarde com condições mais favoráveis. Resposta às necessidades de liquidez das empresas e particulares explicam o apetite, mas o setor quer também tirar partido das oportunidades de rentabilidade criadas pelo liquidez extremamente barata.

Dois bancos nacionais assumiram ter participado nas ORPA direcionadas III realizadas em março, de acordo com o inquérito sobre o mercado de crédito do Banco de Portugal. Mas houve quatro a revelar a intenção de participar em operações futuras deste mecanismo em que o BCE concede empréstimos de longo prazo aos bancos, oferecendo-lhes um incentivo — com juros mais baixos face ao habitual — de modo a que estes disponibilizem mais crédito às empresas e famílias.

As instituições financeiras nacionais que participaram nas ORPA de março, justificaram o recurso a esse mecanismo sobretudo com a necessidade de reforçarem o cumprimento dos respetivos requisitos regulamentares ou prudenciais, mas também com a necessidade de atenuarem dificuldades de financiamento atuais e pelas condições atrativas de rendibilidade permitidas.
Foi em março que a pandemia parou a maioria das economias europeias, acabando por reduzir a liquidez nos mercados. Muitos investidores, penalizados pela turbulência que se instalou nos mercados financeiros, retraíram-se, evitando novos investimentos em antecipação ao forte impacto do Covid-19 no ciclo económico.

Os bancos que pretendem agora participar em futuras ORPA apontaram precisamente as dificuldades de financiamento atuais, assim como condições atrativas de rendibilidade permitidas pela liquidez do BCE, para recorrerem a estas operações de financiamento em breve.

“Os bancos anteveem uma utilização da liquidez sobretudo para os dois fins referidos, mas também como alternativa ao crédito interbancário [em que os bancos se financiam junto de outros bancos] ou a outras operações de cedência de liquidez“, diz o inquérito realizado pelo Banco de Portugal. E também “para a aquisição de obrigações soberanas nacionais”, permitindo-lhes, com o BCE a comprar dívida pública no mercado — tem uma “bazuca” de 750 mil milhões de euros –, obter algum retorno.

Os bancos dizem ainda esperar que “a sua participação nestas operações contribua para melhorar a respetiva situação financeira, nomeadamente através da melhoria da capacidade para cumprir os requisitos regulamentares e prudenciais e da rendibilidade e posição de liquidez global do banco”, mas também “para o aumento do volume de crédito concedido a empresas e a particulares“.
De acordo com o inquérito do Banco de Portugal (BdP) aos bancos sobre o mercado de crédito, no que respeita à procura de crédito, os bancos “anteveem um forte aumento da procura por parte das empresas e uma forte redução por parte dos particulares, em particular no segmento da habitação”.

Este aumento da procura de crédito perspetivada do lado das empresas enquadra-se num contexto em que têm sido disponibilizadas linhas de financiamento que podem ser utilizadas pelas empresas para mitigar os efeitos da pandemia na sua atividade. Foram lançadas linhas que ascendem a milhares de milhões de euros, isto ao mesmo tempo que empresas e famílias passaram a ter acesso a moratórias nos créditos.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: miguelbud em Abril 28, 2020, 09:05:14 pm
As PMEs na Alemanha exportam tanto como as grandes multinacionais. E ao contrário das multinacionais não fazem lavagem de dinheiro e a evasão fiscal é muito baixa. O sistema de aprendizagem no trabalho alemão é também favorável às PMEs criando trabalhadores especializados e com elevado know-how que não só aumentam a capacidade de criar valor das PMEs, mas também estimula a criação de novas PMEs. Mesmo as empresas de família têm elevada capacidade tecnológica.
As multinacionais são importantes na criação de emprego, mas se não estiverem bem reguladas e supervisionadas podem ser mais fonte de problemas do que de riqueza. Basta ver a General Motors nos EUA, a PT em Portugal, o sistema bancário, etc.

O sistema de ensino alemao é muito melhor que o nosso, porque desde muito cedo começa a diferenciar o trigo do joio (pelo menos há 20 anos era assim). A performance escolar é muito importante e logo a seguir á escola primária os alunos sao distribuidos por agrupamentos escolares mais puxados (para quem tem melhores notas), ou mais acessíveis (para os que tem mais dificuldades de aprendizagem). Isto nao é entanque, de acordo com a sua performance podem ir para um agrupamento mais avançado no ano seguinte. Quem nao sai da cepa torta acaba por aprender um ofício e sai da escola pronto a trabalhar. Para além disso há 20 anos tinha uma coisa muito interessante que era o acesso á faculdade; só os melhores entravam directamente de acordo com o numero de vagas, os outros tinham de esperar uns semestres e enquanto esperavam podiam escolher entre o serviço cívico ou serviço militar.

Por isso quando se diz que a populaçao na Alemanha é mais especializada, quer dizer que o trolha alemao estudou e tem um diploma em como assentar tijolo, enquanto que o trolha portugues foi aquele que nao deu para os estudos e foi trabalhar para as obras com o pai. Sei que existem escolas profissionais em Portugal, e apesar de haver algumas com qualidade, há ainda muitas com um longo caminho a percorrer.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 29, 2020, 11:54:31 am
As PMEs na Alemanha exportam tanto como as grandes multinacionais. E ao contrário das multinacionais não fazem lavagem de dinheiro e a evasão fiscal é muito baixa. O sistema de aprendizagem no trabalho alemão é também favorável às PMEs criando trabalhadores especializados e com elevado know-how que não só aumentam a capacidade de criar valor das PMEs, mas também estimula a criação de novas PMEs. Mesmo as empresas de família têm elevada capacidade tecnológica.
As multinacionais são importantes na criação de emprego, mas se não estiverem bem reguladas e supervisionadas podem ser mais fonte de problemas do que de riqueza. Basta ver a General Motors nos EUA, a PT em Portugal, o sistema bancário, etc.

O sistema de ensino alemao é muito melhor que o nosso, porque desde muito cedo começa a diferenciar o trigo do joio (pelo menos há 20 anos era assim). A performance escolar é muito importante e logo a seguir á escola primária os alunos sao distribuidos por agrupamentos escolares mais puxados (para quem tem melhores notas), ou mais acessíveis (para os que tem mais dificuldades de aprendizagem). Isto nao é entanque, de acordo com a sua performance podem ir para um agrupamento mais avançado no ano seguinte. Quem nao sai da cepa torta acaba por aprender um ofício e sai da escola pronto a trabalhar. Para além disso há 20 anos tinha uma coisa muito interessante que era o acesso á faculdade; só os melhores entravam directamente de acordo com o numero de vagas, os outros tinham de esperar uns semestres e enquanto esperavam podiam escolher entre o serviço cívico ou serviço militar.

Por isso quando se diz que a populaçao na Alemanha é mais especializada, quer dizer que o trolha alemao estudou e tem um diploma em como assentar tijolo, enquanto que o trolha portugues foi aquele que nao deu para os estudos e foi trabalhar para as obras com o pai. Sei que existem escolas profissionais em Portugal, e apesar de haver algumas com qualidade, há ainda muitas com um longo caminho a percorrer.

Há 2 aspectos que perdemos para a Alemanha, no ensino/competências (ensinado nas Escolas) e na educação/disciplina (ensinado em casa). Veja por exemplo como cumprimos prazos, ou horas que combinamos. Veja o arrastar dos estudantes para dentro da sala de aulas em contraposição com o fim da aula assim que se dá o toque de saída!!!! Você pode ter o melhor sistema de ensino (o nosso considero que está a maio da tabela dentro do que se passa na Europa), mas se os jovens não tiverem educação dada em casa, vai ser muito complicado progredirem!!!!!!

Mas há mais problemas, nós tínhamos um sistema de ensino que era muito bom no que fazia, as chamadas Escolas Industriais, que nasceram ainda na Monarquia e a ala esquerda que nos governou pós-25 de Abril destruiu, em 1975, ao colocar um ponto final. Porquê? Porque para a esquerda mais radical, era impensável os meninos serem distinguidos entre os que podiam ir para o Ensino Superior e os outros! Isso fazia-lhes muita confusão e lembravam as classes da idade média: nobreza, clero……..

Finalmente no final dos anos 80, mais concretamente em 1989, descobriram que acabar com as Escolas Industriais, que formava quadros intermédios, foi um dos maiores disparates que cometeram no pós 25-Abril. Para tentarem corrigir o tiro, criaram o Ensino Profissional (onde estou desde 2000, vindo de uma indústria….).

O objectivo do Ensino Profissional é o de formar quadros intermédios de jovens que podem ou não prosseguir estudos. Porque no ensino dito regular, os alunos se não tirarem um curso superior, não tem nenhuma formação para começarem a trabalhar! E para isso o Ensino Profissional é a resposta. Eu vou a um restaurante (não agora) e só pela maneira como os funcionários colocam os talheres, servem o vinho ou água, abrem uma garrafa, percebo logo se teve formação na área!!!!!

Vou dar-lhes um exemplo prático do problema do país:
Com o desaparecimento das Escolas Industriais, você num sector da construção civil, passou a ter uma obra comandada por um Engenheiro que nunca assentou um tijolo ou muro (os alunos de construção civil do Ensino Profissional têem aulas práticas de montar muros e depois demolirem o que fazem, utilizando várias técnicas, inclinações, etc) e do outro lado tem um operário que mal sabe ler ou nem sabe de todo e assenta um tijolo assim porque lhe disseram que era assim à 40 anos atrás!!!! Está a ver o problema? Depois o Engenheiro tem a planta para seguir a obra, mas tem os operários que nem sabem o que estão a ver ao olharem para uma planta!!!!! Por esse motivo o Ensino Profissional cria profissionais intermédios, porque não temos de ter vergonha nenhuma se toda a gente não prosseguir estudos ou até fazê-lo mais tarde. No fundo estes quadros intermédios sabem fazer plantas (o projecto de fim de curso na área de construção civil é o de entregarem um projecto completo de uma casa ou prédio) e sabem interpretá-las!!!! E olhe que estes quadros que formamos são muito bem pagos. Posso dizer-lhe que na área da electricidade, as empresas onde os nossos alunos estagiam (têem de estagiar no mínimo 600 horas até acabarem o 12º ano), “roubavam-nos” os alunos e nem deixavam concluir os cursos, porque precisavam de quadros intermédios (tivemos de colocar o estágio só no fim de tudo, para o caso da empresa pretender, pode ficar com o aluno a trabalhar por lá, porque já concluiu a parte lectiva).

Quanto aos empresários, passa-se a mesma coisa. Há de facto muitos empresários que nem saber fazer contas simples, como por exemplo:
Porque é que devemos trocar de computadores regularmente? Porque se um pc funcionar 8h/dia, 260 dias/ano e o KW/H = 0,20€
Um PC consome 450w/h, 8h por dia = 3,6Kw/dia ou  3,6 X 0,20€ X 260 = 187,20€ por ano

Se comprarmos um novíssimo Intel NUC com monitor, que consome 40w/h, 8h por dia = 0,32Kw/dia ou 0,32 X 0,20€ X 260 = 16,64€ por ano

Temos uma diferença = 170,56€ / ano / máquina
Ou seja, se deitarmos fora os velhos CRT e torres ineficientes, poupamos por ano e por computador, cerca de 170€, em 4 anos só a diferença paga o computador!!!!!!! No entanto ainda vemos muitas máquinas com o Windows 95, XT…….. E já nem falo nos benefícios fiscais que advêem pelas depreciações do imobilizado novo (por esse motivo, as grandes empresas e com gestão a sério, troca de computadores no máximo a cada 4 anos, só ganham dinheiro a fazer isso!!!!). Obviamente há excepções, ainda à pouco tempo li um artigo que referia que as torres de controlo de alguns aeroportos, ainda utilizam software específico e feito para funcionar no velhinho Windows 3.1!!!!!!!

Outro exemplo:
A passagem das lãmpadas de 36w fluorescentes para LED de 20w, reduz pelo menos para metade o consumo de energia eléctrica só na iluminação.

Ou se acabarem com os ventiladores e radiadores a óleo para aquecer no inverno, e instalarem Ar Condicionado inverter, com bomba de calor que consome 1Kw e produz 4Kw de calor, temos uma enorme redução do consumo. Para além de poder arrefecer o ambiente no verão!!!!

E também a grande diferença de conhecimentos/competências, faz com que muitas empresas não saiam do sítio. Eu lembro de falar com um empresário (faliu 1 ano depois) a referir-me que tinha uma margem de 20 a 30% a vender carne. Por mais que eu insistisse com ele, com cálculos a mostrar que na realidade ganhava no máximo 10% ele estava fixado nos 20 ou 30%!!!!! Esquecia-se que não pode olhar para a diferença entre o preço que compra e o que vende, ele também tem custos, tem funcionários que ganham o seu salário, tem impostos, tem leasings de máquinas, contas de energia, da água, IMI, etc……Enfim, dava para dissertar por horas com os problemas que nós temos internamente  :mrgreen:
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitan em Abril 29, 2020, 02:05:27 pm
As PMEs na Alemanha exportam tanto como as grandes multinacionais. E ao contrário das multinacionais não fazem lavagem de dinheiro e a evasão fiscal é muito baixa. O sistema de aprendizagem no trabalho alemão é também favorável às PMEs criando trabalhadores especializados e com elevado know-how que não só aumentam a capacidade de criar valor das PMEs, mas também estimula a criação de novas PMEs. Mesmo as empresas de família têm elevada capacidade tecnológica.
As multinacionais são importantes na criação de emprego, mas se não estiverem bem reguladas e supervisionadas podem ser mais fonte de problemas do que de riqueza. Basta ver a General Motors nos EUA, a PT em Portugal, o sistema bancário, etc.

O sistema de ensino alemao é muito melhor que o nosso, porque desde muito cedo começa a diferenciar o trigo do joio (pelo menos há 20 anos era assim). A performance escolar é muito importante e logo a seguir á escola primária os alunos sao distribuidos por agrupamentos escolares mais puxados (para quem tem melhores notas), ou mais acessíveis (para os que tem mais dificuldades de aprendizagem). Isto nao é entanque, de acordo com a sua performance podem ir para um agrupamento mais avançado no ano seguinte. Quem nao sai da cepa torta acaba por aprender um ofício e sai da escola pronto a trabalhar. Para além disso há 20 anos tinha uma coisa muito interessante que era o acesso á faculdade; só os melhores entravam directamente de acordo com o numero de vagas, os outros tinham de esperar uns semestres e enquanto esperavam podiam escolher entre o serviço cívico ou serviço militar.

Por isso quando se diz que a populaçao na Alemanha é mais especializada, quer dizer que o trolha alemao estudou e tem um diploma em como assentar tijolo, enquanto que o trolha portugues foi aquele que nao deu para os estudos e foi trabalhar para as obras com o pai. Sei que existem escolas profissionais em Portugal, e apesar de haver algumas com qualidade, há ainda muitas com um longo caminho a percorrer.

Exactamente. Na Alemanha a partir da 4ª classe, na maior parte das regiões do país (há locais em que a escola é parecida com a portuguesa mas são casos raros e muitas vezes na ex-RDA), as crianças são divididas entre Hauptschule (mais fracos), Realschule (médios) e Gymnasium (os melhores). O modelo não é estanque mas é raro haver mudanças.
O modelo alemão tem prós e contras, mas está pensado de forma a garantir mão-de-obra especializada para todos os sectores de actividade. Um agricultor na alemanha tem uma formação que cá só é possivelmente superada por quem tira um curso de engenharia agrónoma. E isso também dá prestígio às profissões.
Quando era miúdo estudei na Alemanha e fiquei estupefacto quando o meu melhor amigo na altura me disse que queria ser agricultor. Isso foi até ter ido à quinta do tio dele e ver como a agricultura na Alemanha estava (nos anos 90) a anos-luz do que se fazia em Portugal e a séculos de distância da agricultura que eu via os meus avós praticar. Ou quando mais recentemente estive na Alemanha a ver uma farmácia de bairro em que tinham equipamentos que nas Universidades em Portugal se têm de marcar com antecedência de mêses para se fazer investigação (HPLC) e tinham um laboratório na farmácia que estava ao nível do que o Laboratório Militar tem cá. A mentalidade é muito diferente da nossa, no sentido em que o objectivo não é retirar o máximo de lucro fácil, mas de criar valor.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: miguelbud em Abril 29, 2020, 03:41:37 pm
Lusitan,
Falta aí a Berufschule (escola profissional) e acho que a Realschule é mais fraca que a Haupschule. Mas independentemente do agrupamento os estudantes quando saem estao muito melhor preparados para a vida e mais propícios a inovar, uma vez que tem um conhecimento base muito sólido.
Agora imaginemos o que as bancadas á esquerda do PS fariam se em Portugal se quisesse descriminar as crianças desta forma.

Viajante,
há muitas escolas profissionais que só devem existir ou por causa de fundos europeus ou porque dao jeito ao governo para apresentaçao de estatísticas relativas á educaçao. O IEFP costuma ter cursos de formaçao para desempregados e sempre com muitos jovens e pessoal na casa dos 20. Isto nao é nada mais nada menos que um falhanço redondo do ensino em Portugal, mas deve dar imenso jeito a muitas pessoas.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 29, 2020, 04:08:03 pm
Viajante,
há muitas escolas profissionais que só devem existir ou por causa de fundos europeus ou porque dao jeito ao governo para apresentaçao de estatísticas relativas á educaçao. O IEFP costuma ter cursos de formaçao para desempregados e sempre com muitos jovens e pessoal na casa dos 20. Isto nao é nada mais nada menos que um falhanço redondo do ensino em Portugal, mas deve dar imenso jeito a muitas pessoas.

A única semelhança que existe entre a formação do IEFP e do Ensino Profissional é que ambas centram-se na formação!!!!!

O IEFP tem centros de formação direccionada para desempregados e jovens à procura do 1º emprego. São formações de curta duração e com 2 objectivos em mente, baixar a taxa de desemprego (enquanto frequentarem esses cursos não contam como desempregados) e tentar requalificar activos para áreas onde façam mais falta.

O Ensino Profissional é totalmente diferente, tem uma duração de 3 anos e que vai do 10º ao 12º ano, e só pode ser frequentado por quem tenho o 9º ano de escolaridade e idade máxima inferior a 20 anos! E como sabe os jovens actualmente são obrigado a estudarem até aos 18 anos ou até ao 12º ano!

Portanto, são mundos à parte e destinada a público alvo diferentes!

Quanto aos Fundos Comunitários que financia ambas as modalidades (FSE e Orçamento do Estado), tomara que fossem rentáveis, a única forma de sobreviverem é terem um accionista público (como o nosso caso) ou Associações Empresariais para formarem técnicos que precisem.

Um pormenor, os cursos ministrados no Ensino Profissional, têem de ter empregabilidade superior a 60% (estudar ou trabalhar) e quem escolhe é o Ministério da Educação em conjunto com os Municípios e as Associações de Municípios da zona em conjugação com os cursos pretendidos pelas Escolas, depois de obrigatoriamente questionarem as empresas da zona.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitan em Abril 30, 2020, 11:24:19 am
Lusitan,
Falta aí a Berufschule (escola profissional) e acho que a Realschule é mais fraca que a Haupschule. Mas independentemente do agrupamento os estudantes quando saem estao muito melhor preparados para a vida e mais propícios a inovar, uma vez que tem um conhecimento base muito sólido.
Agora imaginemos o que as bancadas á esquerda do PS fariam se em Portugal se quisesse descriminar as crianças desta forma.

Viajante,
há muitas escolas profissionais que só devem existir ou por causa de fundos europeus ou porque dao jeito ao governo para apresentaçao de estatísticas relativas á educaçao. O IEFP costuma ter cursos de formaçao para desempregados e sempre com muitos jovens e pessoal na casa dos 20. Isto nao é nada mais nada menos que um falhanço redondo do ensino em Portugal, mas deve dar imenso jeito a muitas pessoas.

A Berufsschule é mais tarde, após completar o 10º ano. A Realschule é o nível médio e a Hauptschule é o nível mais baixo.

https://pt.slideshare.net/guestf68f14/das-deutsche-schulsystem/3
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Maio 04, 2020, 09:29:34 am
Paradas, 25% das empresas ficam sem dinheiro para salários em pouco mais de um mês
https://eco.sapo.pt/2020/05/02/paradas-25-das-empresas-ficam-sem-dinheiro-para-salarios-em-pouco-mais-de-um-mes-embargo/
Citar
Se fossem a contar apenas com o dinheiro que têm em caixa ou nos depósitos bancários, 25% das empresas portuguesas não conseguiriam pagar mais do que um mês de salários numa paragem total da sua atividade. Essa situação é mais dramática no alojamento e restauração, grande parte do setor do turismo, segundo uma análise publicada no boletim mensal do Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério da Economia que, porém, não vincula o Governo.Num momento em que muito do tecido empresarial está há cerca de mês e meio (quase) paralisado, dois economistas do GEE, Gabriel Osório de Barros e Nuno Tavares, foram tentar perceber qual é a capacidade das empresas portuguesas para assegurar o pagamento das remunerações numa situação de paragem total da atividade. “Esta situação colocou-as numa situação única em termos da sua gestão corrente uma vez que a repentina quebra de receitas não pode ser, pelo menos no curto prazo, acompanhada por uma equivalente redução na estrutura de custos”, escrevem.

“No caso do encerramento compulsivo e na ausência de outras alternativas, restará às empresas fazerem uso das suas disponibilidades como forma de garantir a continuidade dos pagamentos“, concluem. Para aferir a margem das empresas, foi calculado o “cash-buffer” que corresponde ao rácio entre o valor das disponibilidades e a folha salarial mensal. Esta é uma forma de medir a resistência das empresas antes de as medidas de apoio anunciadas pelo Governo chegarem ao terreno, como é o caso das linhas de crédito ou do lay-off, medidas que não são tidas em conta neste exercício.
A conclusão é clara: há uma “forte prevalência de empresas com capacidade reduzida (em número de meses) para fazer face aos seus custos salariais recorrendo apenas à sua caixa ou a depósitos bancários“. Falando em números, é possível dizer que, com base nos dados disponíveis e apesar das limitações metodológicas, “25% das empresas não disporiam de recursos suficientes para fazer face a mais do que um mês de salários”.

Em termos setoriais, o alojamento e a restauração são os mais afetados com 50% das empresas sem recursos suficientes para assegurar “muito mais do que um mês” de salários. Estas áreas ligadas ao turismo são precisamente das mais expostas às medidas de contenção adotadas pelo Governo e a nível mundial, sendo também são das mais afetadas no volume de negócios, entre outros indicadores, tal como mostram os inquéritos semanais do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Banco de Portugal.
(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2020/04/setor.png)
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Srgdoido em Maio 06, 2020, 07:11:49 pm
https://observador.pt/2020/05/06/portugal-quer-ser-cluster-da-industrializacao-na-europa-diz-ministro-dos-negocios-estrangeiros/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Maio 06, 2020, 07:54:06 pm
https://observador.pt/2020/05/06/portugal-quer-ser-cluster-da-industrializacao-na-europa-diz-ministro-dos-negocios-estrangeiros/

Eu posso andar esquecido, mas ía jurar que foi este mesmo Ministro que maltratou os empresários nacionais ainda no final de 2019!!!!

Percebeu finalmente, de alguns acetatos da Faculdade de Economia do Porto, quando começou a leccionar, que o orçamento de estado só cresce (mais dinheiro para gastar) se os empresários ganharem mais dinheiro e pagarem mais impostos. E que a indústria, essa coisa poluente é a que mais riqueza cria!!!!!

Pode até dar-se o caso dos seus colegas de governo terem mais escolhas de empresas para fornecer o mercado nacional, sem recorrerem a empresas amigas do partido ou onde até foram sócios!!!!!! Mais empresas trás mais escolha e poder de decisão!!!!!

As voltas que o mundo dá!!!!!! O Santos Silva, que de parvo não tem nada, voltou a ser pragmático!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitaniae em Maio 10, 2020, 03:51:46 pm
Um irlandês feliz por encontrar a cerveja Super Bock à venda no lidl na Irlanda.

(https://i.ibb.co/zXrmvwZ/Screenshot-20200510-154748.png) (https://ibb.co/9bNp5jW)

https://mobile.twitter.com/CiaranOConn0r/status/1259186482356649986
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Maio 14, 2020, 12:21:41 am
Centeno fica no Governo. "Ficou esclarecida falha de informação ao primeiro-ministro"

https://observador.pt/2020/05/13/centeno-reunido-com-costa-em-sao-bento/

Acabou mais um episódio circense, com o divórcio mais que certo, marcado lá para Junho ou Julho, depois do Centeno apresentar o rectificativo e fazer as malas de cartão para o Banco de Portugal (Diz-se que paga melhor, não chateiam tanto e reformam-se mais cedo).

Depois de mais um número de circo do PM garantir que não havia mais dinheiro para o Novo Banco enquanto não terminasse a Auditoria Forense à gestão do BES/Novo Banco dos últimos 18 anos, quando o Costa estava farto de saber que não era esta auditoria que autorizava ou não mais transferências para o Fundo de Resolução, mas sim a auditoria que todas as sociedades cotadas têem sobre si e em relação à prestação de contas anual. Ainda por cima parece-me que o Costa já deveria ser PM em 2017 quando decidiram vender o Novo Banco à Lone Star e também devia saber que deram um aval de 3,9 mil milhões ao Fundo de Resolução (condição para a Lone Star aceitar a oferta!!!!!!!).

Não bastava o monumental disparate da resolução do ex-BES permitida pelo Passos, em 2014 (só para não ter de liquidar o banco e com isso o déficite disparar), o Costa continua o mesmo caminho em 2017 e permite a venda à Lone Star, com injecções indirectas ao Fundo de Resolução (assim também não conta para o déficite).

Das 2 uma, ou o PM é incompetente e fala na AR sem saber do que fala ou é aldrabão e estava farto de saber que o dinheiro tinha de ser transferido (os 850 milhões até estavam inscritos no Orçamento de Estado que a nova geringonça aprovou!!!!!!).
O senhor Costa não se lembra do que disse em Fevereiro?
https://www.publico.pt/2020/02/27/economia/noticia/injeccao-novo-banco-sera-orcamento-estado-costa-1905703
citação: "O primeiro-ministro afastou hoje a hipótese de uma injecção de capital única no Novo Banco, como defendeu o presidente do Fundo de Resolução, garantindo ainda que o Estado vai aplicar o tecto máximo de 850 milhões de euros." in Público de Fevereiro de 2020.

Agora a culpa foi do Centeno....... está certo!!!!!!

Mas mesmo depois da confusão do layoff que nunca mais é pago, a Ministra de Saúde meter os pés pelas mãos e até dizer que o 13 de Maio podia realizar-se depois do circo do 1º de Maio, o que é que o Costa tirou da cartola para passar a gafe da AR com o Novo Banco? Apoia o Ti Celito!!!! Desta ninguém estava à espera! Com esta jogada que eu reconheço de mestre, mete o PR no bolso (gaba-o a dizer que esteve bem no Parlamento e indirectamente sugere que o Centeno esteve mal), afasta possíveis candidatos socialistas como a Ana Gomes e ao mesmo tempo arruma com a confusão dos 850 milhões ao Novo Banco!!!!!!

Temos artistas!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Maio 14, 2020, 02:41:02 am
Esse jornal Observador trabalha para quem?
Tem tido uns artigos pouco imparciais.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Maio 14, 2020, 11:05:11 am
Esse jornal Observador trabalha para quem?
Tem tido uns artigos pouco imparciais.

Sigo o Observador desde que abriu. É dos poucos jornais que não é de esquerda e que não dá descanso a descobrir todos os podres da geringonça!!!!
É claramente um jornal com quase todos direccionados para centro-direita, mas mais inclinados para a direita, apesar de se ver nos accionistas muita gente endinheirada até do PS!!!!! (Jaime Gama, Luís Amado.....
Aqui está quem é o dono: https://observador.pt/ficha-tecnica/

Mas acho que até atacam mais o Rui Rio, para o observador, o Rui Rio é outro socialista-comunista!!!!!
No fundo são órfãos do Passos Coelho, e desde que o Rui Rio foi eleito, têem-lhe feito a folha.

Mas para quem está farto de notícias anti-Trump e Bolsonaro e esquecem os grandes exemplos de gestão da crise Covid-19 que fez a Espanha e a Itália........ o Observador é uma boa alternativa.
Aprecio muito vários colunistas com inteligência acima da média:
Tiago Dores
Manuel Vilaverde Cabral
José Diogo Quintela (apesar de humorista, é fenomenal)
João Carlos Espada
Helena Matos (excelentes crónicas)
Até o José Milhazes, ex-comunista desencantado
Alberto Gonçalves (muito bom)
Rui Ramos
João Miguel Tavares
E até o Jaime Gama e o Jaime Nogueira Pinto
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Maio 15, 2020, 03:03:09 am
https://observador.pt/2020/02/27/estado-vai-injetar-o-teto-maximo-anual-de-850-milhoes-no-novo-banco/


Estado vai injetar o teto máximo anual de 850 milhões no Novo Banco

O primeiro-ministro afastou esta quinta-feira a hipótese de uma injeção de capital única no Novo Banco, como defendeu o presidente do Fundo de Resolução.


E este?! Quase dois submarinos "do Portas" todos os anos!! (como o jornalixo conseguiu que ficassem conhecidos)
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Maio 15, 2020, 10:36:59 am
https://observador.pt/2020/02/27/estado-vai-injetar-o-teto-maximo-anual-de-850-milhoes-no-novo-banco/


Estado vai injetar o teto máximo anual de 850 milhões no Novo Banco

O primeiro-ministro afastou esta quinta-feira a hipótese de uma injeção de capital única no Novo Banco, como defendeu o presidente do Fundo de Resolução.


E este?! Quase dois submarinos "do Portas" todos os anos!! (como o jornalixo conseguiu que ficassem conhecidos)

Por acaso no Novo Banco, em princípio é mesmo um empréstimo, porque vá lá, foram inteligentes e o Estado não injecta dinheiro directamente no banco, como refere e mal a comunicação social! O dinheiro injectado pelo estado, é feito ao fundo de resolução, que na prática são todos os outros bancos e só se estes falissem todos é que o Estado ficava sem o dinheiro, na prática quem pede emprestado não é o Novo Banco mas todos os outros!!!! Aí foi uma decisão inteligente! E como os outros bancos pagam uma pequena taxa anual para o Fundo, quando o Fundo tiver lucro, nessa altura o Estado pode começar a reaver os 3,9 mil milhões que vai emprestar!!!!!! (https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca---financas/detalhe/bancos-vao-pagar-taxa-mais-alta-de-contribuicao-para-o-fundo-de-resolucao)

Não ando a contar ao tostão o dinheiro injectado nos bancos, mas por alto o valor anda entre 25 e 30 mil milhões de euros, ou seja, dava para pagar 30 meses de layoff de todas as empresas que o pediram! Só a CGD já vai em 9 a 10 mil milhões!!!!!

O maior problema é que nós criticamos os americanos e os ingleses, mas esses na minha opinião geriram muito melhor a crise e não prejudicaram tanto os contribuintes, porque nos países anglo-saxónicos, não têem problemas em deixarem falir uma empresa qualquer, até um Banco, se virem que não vale a pena salvar e ajudarem quem "merece" e pode ser ajudado. Basta recordar o Lloyds inglês, gerido por um português, o Governo inglês injectou dinheiro mas ficou com a maioria do capital e aos poucos, conforme o banco foi recuperando, foi vendendo as acções e até teve lucro na operação!!!!! (https://www.dinheirovivo.pt/banca/tesouro-britanico-lucra-mil-milhoes-com-a-venda-da-participacao-no-lloyds/).

O que me lixa neste caso do Novo Banco, é que mesmo que corra tudo bem e os outros bancos sem culpa e sem dinheiro paguem ao estado os 3,9 mil milhões injectados no Novo Banco, a Lone Star recebe essas ajudas todas para limpar o Banco e no fim vai vender bem caro (como fez o Fundo Apollo, que tinha comprado a Tranquilidade por 40 milhões e vendem por 510 milhões, 4 anos depois!!!!!).

É que a Lone Star, que é um Fundo de Investimentos (ganha dinheiro a comprar barato e a vender caro, depois de fazer uma terapia de choque nas empresas que compra), quando ganhar rios de dinheiro com a venda do Novo Banco, não vai dar nenhum cêntimo aos contribuintes que emprestaram o dinheiro, no máximo ganhamos a quota-parte do lucro que a Caixa vai ter indirectamente, pelo facto do Fundo de Resolução (todos os bancos) serem donos de 1/3 do Novo Banco!!!!!

No fundo estamos a dizer aos Bancos isto: Não se preocupem, se derem prejuízo, nós os contribuintes pagamos, quando derem lucro é tudo vosso!!!!!! (tirando no máximo o IRC pago)
Assim estão a dar um péssimo exemplo de disciplina financeira!!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: tenente em Maio 20, 2020, 06:35:56 am


https://observador.pt/opiniao/portugal-nao-e-um-pais-e-um-milagre

Abraços
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Maio 24, 2020, 12:50:42 pm
Uma das mulheres mais ricas de Portugal usa barriga de aluguer para gerar herdeiro para o império Amorim
https://magg.sapo.pt/atualidade/atualidade-nacional/artigos/uma-das-mulheres-mais-ricas-de-portugal-usa-barriga-de-aluguer-para-gerar-herdeiro-para-o-imperio-amorim
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=800&H=0&delay_optim=1&epic=YmU1yie3GN/ifK8fcPSZdscDRxwy4P5awtkbzBSmRKT/O9FZjL0xzsOUpUaDyMhK3Lfqkxq2v8DQOXl7JNpA7PjBaxyZxGnrBaYfaDMxOtv63is=)
Citar
Paula Amorim, que lidera os investimentos do grupo Amorim e é presidente do conselho de Administração da Galp, tem um império avaliado em mais de quatro mil milhões de euros.Aquela que é uma das mulheres mais ricas de Portugal tem um novo herdeiro depois de ter recorrido a uma barriga de aluguer nos Estados Unidos, onde esta é uma prática bastante comum. A criança é filha de Paula Amorim, que lidera os investimentos do grupo Amorim, é presidente do conselho de administração da Galp e foi considerada a mulher mais poderosa do universo empresarial português pela revista "Forbes" — numa altura em que o seu império está avaliado em mais de quatro mil milhões de euros.

O novo herdeiro chama-se Manuel Américo Amorim Guedes de Sousa, nasceu no início de maio e é o terceiro filho de Paula Amorim, depois de ter tido dois filhos do seu primeiro casamento com o empresário Rui Alegre de quem se divorciou em meados de 2005.
O segundo casamento, com o empresário Miguel Guedes de Sousa, deu-se em 2012 e desde então que o casal já planeava "há algum tempo ter um segundo filho e recorrer a uma barriga de aluguer", segundo apurou o "Correio da Manhã".O bebé já estará em casa de Paula Amorim e Miguel Guedes de Sousa e a família diz-se "feliz com chegada do novo elemento" numa altura muito difícil para os negócios em que se avista uma "crise económica provocada pela pandemia da COVID-19" em todo o mundo.

Ainda que os valores do serviço de barriga aluguer que Paula Amorim comprou não sejam conhecidos estima-se que, em média, o bebé possa ter custado cerca de 180 mil euros já que é este o valor geralmente praticado nos Estados Unidos.

Está na moda….
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Maio 24, 2020, 03:43:47 pm
Em Sintra vai nascer uma “mini-Califórnia”. Brasileiros investem dez milhões em 20 moradias
https://eco.sapo.pt/2020/05/24/em-sintra-vai-nascer-uma-mini-california-brasileiros-investem-dez-milhoes-em-20-moradias/
Citar
Na pacata localidade de Nafarros, em Sintra, vai nascer uma “mini-Califórnia”. Inserido num pinhal, com vista para a serra, o futuro “Reserva Real” faz lembrar os trópicos: 20 moradias modernas, ruas particulares e palmeiras. As habitações deste projeto, que resulta de um investimento de dez milhões de euros da empresa brasileira Real Estate Allocation, poderão ser personalizadas ao gosto de cada um, mas mantendo sempre a arquitetura prevista.

É um projeto pensado para quem procura tranquilidade e qualidade de vida. Localizado em pleno Parque Natural de Sintra-Cascais, o “Reserva Real” vai começar a ser construído no início de junho, depois de aqueles terrenos terem sido adquiridos pelos brasileiros da Real Estate Allocation a privados, como adiantou ao ECO Pedro Mateus, diretor de vendas da SilFiducia, empresa do Grupo SIL que está responsável pela comercialização.

O projeto é composto por 20 lotes para moradias, com áreas entre os 642 e os 1.550 metros quadrados. Contrariamente aos projetos comuns, os interessados em viver no “Reserva Real” podem comprar o lote com moradia incluída ou comprar apenas o lote e construir a moradia mais tarde. Esta última opção permite uma “construção personalizada”, mas sempre respeitando o estilo arquitetónico previsto.
Para quem preferir comprar o “pacote completo”, poderá optar por moradias T3 a T5, com áreas entre os 182 e os 354 metros quadrados, com dois pisos, piscina exterior e estacionamento. Ao ECO, Pedro Mateus explica que todo o “Reserva Real” deverá ficar concluído num prazo de quatro anos mas uma moradia deverá demorar cerca de dois anos a ser entregue ao novo dono. E das 20 moradias, quatro já estão reservadas, revelou.

Dependendo da opção escolhida, os preços são, claramente diferentes. Há lotes disponíveis desde 145.000 euros (666 metros quadrados) a 337.000 euros (1.550 metros quadrados). No caso de lotes com moradia incluída, os preços começam nos 567.000 euros (T4 com 183 metros quadrados) e vão até aos 1,09 milhões de euros (T5 com 235 metros quadrados). Para o diretor de vendas da SilFiducia, estes são “preços perfeitamente razoáveis”.
Pessoas estão a procurar um novo tipo de vida”

Pedro Mateus acredita que este projeto vai atrair pessoas que procuram um diferente estilo de vida. “Temos sentido um aumento da procura porque as pessoas estão a procurar um novo tipo de vida”, explica, referindo que “quem está à procura de casa deverá desistir de comprar um apartamento e irá procurar uma moradia”. E esta crise provocada pelo coronavírus, diz, vai dar ainda mais força a esta procura.
Quanto a esta procura, o responsável prevê que o projeto vai atrair tanto portugueses (primeira habitação), como estrangeiros. “Os estrangeiros vão continuar a investir em Portugal e até com mais força e empenho porque Portugal não foi assim muito atingido pelo coronavírus”, nota, referindo que, dentro da procura internacionais, o mercado asiático, francês e brasileiro deverá predominar.

O “Reserva Real” foi idealizado pelo arquiteto Fabiano Hayasaki, que já assinou projetos de nomes como Neymar Jr e Denilson. Em comunicado, o especialista nota que se inspirou no “lugar mágico que é Sintra e os seus palácios”. “Criei para este projeto um novo conceito de morar bem, com mais funcionalidade, muito mais design e ao mesmo tempo com simplicidade”.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Maio 24, 2020, 04:09:48 pm
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Inserido num pinhal, com vista para a serra, o futuro “Reserva Real” faz lembrar os trópicos: 20 moradias modernas, ruas particulares e palmeiras

Palmeiras... Trópicos... Em Sintra? Que mer**....
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Maio 24, 2020, 04:57:44 pm
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Inserido num pinhal, com vista para a serra, o futuro “Reserva Real” faz lembrar os trópicos: 20 moradias modernas, ruas particulares e palmeiras

Palmeiras... Trópicos... Em Sintra? Que mer**....

Caro HSMW então, os investidores são brasileiros tem de ter Palmeiras,  ;D
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Maio 26, 2020, 07:35:53 pm
Mercadona enviou para Espanha 90% das compras a produtores nacionais
https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/comercio/detalhe/mercadona-enviou-para-espanha-90-das-compras-a-produtores-nacionais?ref=HP_Destaquesduasnotícias
(https://cdn4.jornaldenegocios.pt/images/2020-01/img_817x460$2020_01_23_10_50_18_368428.jpg)
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A cadeia espanhola de supermercados adquiriu, no ano passado, 126 milhões de euros em produtos portugueses. A Mercadona enviou para as suas lojas em Espanha cerca de 90% dos produtos que adquiriu, no ano passado, a produtores de origem nacional. Numa nota enviada à imprensa esta terça-feira, a cadeia de supermercados espanhola revela que gastou 126 milhões de euros em produtos portugueses, e que conta atualmente com cerca de 300 fornecedores nacionais.

O valor das aquisições representa uma subida de 43% face ao ano anterior, em que a Mercadona tinha comprado o equivalente a 88 milhões de euros em produtos portugueses. A cadeia espanhola começou a abastecer as suas lojas com produtos portugueses em 2016, ano em que anunciou a entrada em Portugal. Desde então, gastou 329 milhões de euros em bens de origem nacional.

Entre os produtos mais procurados pela retalhista espanhola junto de fornecedores portugueses contam-se a fruta e os laticínios. No ano passado, a Mercadona adquiriu mais de 3700 toneladas de Maçã Royal Gala, 2350 toneladas de Maçã Golden, cerca de mil toneladas de Pera Rocha e 22 toneladas de banana da Madeira.

No mesmo ano, a empresa comprou 127 mil quilos de queijo e cerca de 30 mil litros de leite dos Açores, sendo que 100% do leite vendido nos supermercados da marca em Portugal é de origem nacional. A Mercadona destaca ainda as compras de peixe em lotas locais, como Matosinhos, Aveiro ou Peniche, que atingiram as 1500 toneladas.

A Mercadona entrou em Portugal no ano passado e conta atualmente com 10 lojas, prevendo abrir outras 10 ao longo de 2020.

Normalmente é ao contrário, mas a ser verdade eu  :palmas:
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Maio 27, 2020, 08:32:48 pm
Hertz Portugal imune à falência da empresa nos EUA, apesar do “dano reputacional”
https://eco.sapo.pt/2020/05/27/hertz-portugal-imune-a-falencia-da-empresa-nos-eua-apesar-do-dano-reputacional/
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O presidente executivo da Hertz Portugal afirmou que, apesar do inevitável “dano reputacional”, a falência da empresa nos EUA não afeta a sua atividade no país, onde opera de forma “independente” em regime de franchising desde 1998.

“Em Portugal o grupo Hipogest é uma entidade independente, privada, do setor automóvel há 45 anos e aquilo que nos liga à Hertz [EUA] é um negócio de franchise, em que pagamos royalties por aquilo que produzimos, estamos integrados em programas de clientes internacionais e temos ligações comerciais e algumas ligações de sistemas, mas nada crítico”, disse Duarte Guedes em entrevista à agência Lusa.
Assim, referiu o responsável, o anúncio feito na semana passada de que, devido ao impacto da pandemia do novo coronavírus, a empresa norte-americana de aluguer de carros Hertz recorreu ao designado capítulo 11 da lei da bancarrota, ao fim de mais de um século de existência, representa sobretudo “um dano reputacional” que, espera, será superado pela “notoriedade internacional” da marca.O fundamental é que somos autónomos comercialmente, somos autónomos na compra das viaturas, e como tal, independentemente do que aconteça lá fora, quando entrámos neste período da pandemia tomámos as decisões e adaptámos o nosso negócio aquilo que irão ser tempos de menor negócio”, sustentou.

Segundo o presidente executivo (CEO) da Hertz Portugal, até ao momento o impacto da crise pandémica traduz-se numa quebra homóloga de “cerca de 40%” no volume de negócios da empresa, face aos 63 milhões de euros do ano passado, apontando o cenário base em cima da mesa “para uma quebra de cerca de 50%” no final do ano.

“O impacto foi grande, naturalmente. Temos uma área mais internacional, de turismo, e essa parte foi significativamente afetada. A restante parte doméstica do negócio [aluguer de viaturas para empresas e de veículos de substituição/assistência em viagem para oficinas e companhias de seguros] também foi afetada, porque se os carros não andam na rua há menos acidentes, menos avarias e menos deslocações de empresas, mas é o que nos tem permitido segurar uma parte da atividade”, afirmou.

Com 300 colaboradores e cerca de 35 lojas em Portugal, a maioria das quais próprias e as restantes de agentes, a Hertz manteve todas as lojas próprias em atividade durante os dois meses e meio de estado de emergência e de estado de calamidade e garante ter tomado “todas as medidas necessárias para uma abertura, que vai ser gradual, mas vai acontecer”.

“Já sentimos um reativar [da economia]. Todas as semanas melhora, pouco, mas melhora”, disse Duarte Guedes, explicando que “a componente local foi mais rápida a voltar” e o segmento de oficinas e concessionários está já “em níveis de cerca de 60 a 70% do pré-covid”, começando agora a surgir os anúncios de retoma das companhias aéreas, que dinamizarão o segmento turístico.

Convencido de que “as pessoas estão a ter confiança de voltar a uma vida mais normal”, o empresário acredita que o regresso à normalidade “vai ser gradual, mas se calhar mais rápido do que o esperado há um mês ou dois, em que a perspetiva era mais negra”.

No caso da Hertz Portugal, o CEO destaca como trunfo o facto de ter um modelo de negócio “flexível e maleável”: “O nosso principal custo é a frota, mas, ao contrário do que se passava nos EUA, nós aqui sempre comprámos cerca de 70 a 75% da nossa frota em regime de ‘buy back’ com as marcas, ou seja, é como se alugássemos os carros às marcas para depois podermos nós alugá-los, sabendo exatamente a que preços e em que período é que estes carros voltam a sair da nossa operação”.

Tendo a crise pandémica em Portugal rebentado no período que antecedeu a Páscoa, numa altura em que a empresa estava a preparar a frota para esse período, mas ainda não o tinha feito para o período forte do verão, Duarte Guedes diz ter sido possível “eliminar uma parte importante dos carros que iam entrar” no portfólio da Hertz para a época alta.

“Como resultado – acrescentou – lá para outubro teremos a nossa frota perfeitamente alinhada com o nosso cenário, o que é bom porque nos conseguimos adaptar com alguma rapidez”.

A empresa norte-americana de aluguer de carros Hertz anunciou no passado sábado que a pandemia do novo coronavírus a levou a recorrer ao designado capítulo 11 da lei da bancarrota, ao fim de mais de um século de existência.
Segundo informou na altura em comunicado, este procedimento diz respeito apenas às suas operações nos EUA e no Canadá, poupando as suas principais regiões operacionais, principalmente a Europa, a Austrália e a Nova Zelândia.

“O impacto da covid-19 na procura de viagens foi repentino e dramático, resultando numa queda acentuada nas receitas da empresa e reservas futuras”, apontou o grupo.

A Hertz diz que tomou uma “ação imediata” que prioriza a saúde e a segurança dos funcionários e dos
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: tenente em Maio 30, 2020, 10:50:41 am
Pequeno mas bom artigo sobre a situação TAP.

http://merlin37.com/home-1/falardatap

Abraços