Já há muito que existe a consciência de que o progresso iria diminuir a quantidade de trabalho e que havia de prever medidas de combate ao ócio E de como remunerar os cidadãos que ficariam mais livres. Pelo menos nas sociedades mais evoluídas.
E de certa forma assim foi, tirando alguns workholics e/sociedades mais competitivas (como nos USA, por exemplo). De tal forma que já se equaciona e se discute em muitos países do primeiro mundo tributar as empresas que utilizam robots ou sistemas telecomandados no seu processo produtivo - o que equivale a dizer todas as empresas industriais e mesmo muitas de serviços da actualidade.
Mas o preocupante, para mim, é o papel crescente da IA. Não tanto pelos efeitos de progresso acelerado que pode gerar, se devidamente gerida, mas mais pelos níveis de preguiça mental e de dependência intelectual que se estão a verificar (nas universidades portuguesas, por exemplo, mas não só, onde é cada vez maior o número de papers, trabalhos, teses disto e daquilo que são feitas exclusivamente pela IA, com requintes de malvadez que visam tornar stealth a sua autoria).
Mas já vai longo o off topic, as minhas desculpas...