Eu considero que a MP, a partir do momento em que deu este passo gigantesco no que diz respeito a tecnologia e dimensão de navios, não pode de maneira nenhuma permitir à classe política um retrocesso de capacidades.
Isso era abrir novamente a guarda, e garantidamente à mínima oportunidade alguém (político) iria aproveitar.
Mas também entendo que adquirir mais navios novos de imediato originaria uma sobrecarga excessiva sobretudo no momento da sua substituição, daqui a 30 anos.
Nesse caso, um desfasamento de 10 a 15 anos seria o indicado, o que coloca 2040/2045 como altura ideal para aquisição de outras fragatas novas.
Defendo que a aquisição de FREMM usadas aos italianos, modernizadas e equipadas de forma a complementar eficazmente as EVO até essa altura, seria um compromisso aceitável.
No entanto, estou muito confiante naquilo que poderemos realizar em conjunto com os italianos no sector naval, e isso pode potenciar outros voos e, inclusivamente, a aquisição até 2035 de mais navios novos, sejam eles outras EVO, sejam PPC's ou EPC's.
No entanto, as capacidades incluídas nas novas EVO, nunca poderão ficar em causa, seja com a sua substituição futura por navios com características iguais ou superiores, ou com o aumento do número de unidades na MP.