Guerra Colonial: Experiências/Testemunhos Pessoais

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Re: Guerra Colonial: Experiências/Testemunhos Pessoais
« Responder #165 em: Junho 12, 2019, 10:29:40 pm »
Guerra Colonial custou 21,7 mil milhões de euros ao Estado português
https://zap.aeiou.pt/guerra-colonial-217-mil-milhoes-portugal-261800
 

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tenente

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Re: Guerra Colonial: Experiências/Testemunhos Pessoais
« Responder #166 em: Junho 12, 2019, 11:20:28 pm »
Guerra Colonial custou 21,7 mil milhões de euros ao Estado português
https://zap.aeiou.pt/guerra-colonial-217-mil-milhoes-portugal-261800

Baratinha, hein se fosse hoje em dia, bem podíamos multiplicar esse valor por vinte !!!!

Abraços
 

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asalves

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Re: Guerra Colonial: Experiências/Testemunhos Pessoais
« Responder #167 em: Junho 13, 2019, 02:50:11 pm »
Guerra Colonial custou 21,7 mil milhões de euros ao Estado português
https://zap.aeiou.pt/guerra-colonial-217-mil-milhoes-portugal-261800

Baratinha, hein se fosse hoje em dia, bem podíamos multiplicar esse valor por vinte !!!!

Abraços

Eu não tenho a certeza do que vou dizer, mas segundo consta mesmo com a guerra colonial e a dimensão desta em vários territórios por vezes longínquos do território continental,  no final ainda havia muito ouro nos cofres da nação.

PS: Não quer dizer que o povo vivia bem, mas normalmente em qualquer Pais num conflito destes não há dinheiro que aguente
 

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tenente

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Re: Guerra Colonial: Experiências/Testemunhos Pessoais
« Responder #168 em: Junho 13, 2019, 07:58:15 pm »
Guerra Colonial custou 21,7 mil milhões de euros ao Estado português
https://zap.aeiou.pt/guerra-colonial-217-mil-milhoes-portugal-261800

Baratinha, hein se fosse hoje em dia, bem podíamos multiplicar esse valor por vinte !!!!

Abraços

Eu não tenho a certeza do que vou dizer, mas segundo consta mesmo com a guerra colonial e a dimensão desta em vários territórios por vezes longínquos do território continental,  no final ainda havia muito ouro nos cofres da nação.

PS: Não quer dizer que o povo vivia bem, mas normalmente em qualquer Pais num conflito destes não há dinheiro que aguente

Já em 1914......o Raúl Solnado falava na bala e na guita, nós somos muita poupadinhos Asalves, foi por isso que a GC ficou ao preço que ficou. ;)

Abraços
 

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Daniel

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Re: Guerra Colonial: Experiências/Testemunhos Pessoais
« Responder #169 em: Setembro 20, 2019, 12:07:00 pm »
“Fomos uma companhia muito castigada”
https://www.cmjornal.pt/mais-cm/domingo/detalhe/fomos-uma-companhia-muito-castigada?ref=HP_OutrasNoticias3


Citar
Tivemos vários mortos e feridos, pois éramos sempre os primeiros a avançar e a ajudar batalhões em dificuldades.Assentei praça a 10 de abril de 1961, em Chaves, integrando a recruta de novos Batalhões de Caçadores Especiais com destino a Angola. Fui um recruta especializado, com instrução dada por oficiais que tinham o curso de ‘rangers’ tirado em Lamego.

Foram dias muito difíceis. Exercícios muito puxados e bem suados, incluindo toda a instrução sobre o manejo de armamento, pois estávamos a ser preparados para entrar num conflito armado, já a decorrer em Angola desde março de 1961.
Fizemos as marchas finais durante uma semana na serra, na zona de Boticas, com a simulação de sanzalas e fogo real, incluindo aviação, para completarmos a instrução e rumarmos a Angola. A 12 de agosto de 1961, embarcámos no paquete ‘Vera Cruz’ a caminho do nosso objetivo, que atingimos no dia 21 de agosto.

Ficamos uns dias no Grafanil e depois rumámos ao norte de Angola, prontos para entrar em combate. Fizemo-lo através do Cacuaco, seguindo por Quicabo, Beira Baixa e Zala, a caminho de Nambuangongo.

Tivemos um percurso muito difícil, pois pelo lado que seguimos encontrámos muitas árvores enormes cortadas e atravessadas na estrada, assim como valas profundas cavadas nessa mesma estrada, obstáculos que, muito a custo e com muito trabalho, lá fomos vencendo! Durante essa progressão fomos alvos de ataques constantes. Éramos a Companhia de Caçadores Especiais 270/61, que ficou fora dos batalhões 261 e 262, formados na mesma altura em Chaves.

O inferno das emboscadas
Depois começou o inferno dos ataques, emboscadas, tiros de ‘snipers’, etc. Seguimos respondendo e, de início, não tivemos grandes acidentes. Tínhamos uma boa preparação e, ao primeiro tiro, voávamos das viaturas em movimento para o chão, pois o lema era: "Mais vale uma perna ou um braço partido, do que um tiro." Ainda assim, fomos uma companhia muito castigada, tivemos feridos e alguns mortos, pois como independentes éramos requisitados para ajudar outros batalhões em dificuldades e, como fomos treinados para o combate, éramos os primeiros a avançar.

A guerra do Ultramar foi-nos praticamente imposta por outros países, sedentos das riquezas que as colónias possuíam. Com uma vontade canina, tudo fizeram junto de Salazar, pressionando-o para que desse a independência àqueles territórios para melhor lhes deitarem a mão. A conversa da treta liderada pelos Estados Unidos para que fossem independentes e pudessem usufruir de uma plena democracia não passava da sua habitual ingerência para se enfiarem nos interesses de outros países. Salazar era acima de tudo um bom patriota e não se deixava levar por aprendizes de estadistas, que mais não eram do que vigaristas armados em samaritanos. Resistiu enquanto pôde e negou sempre a ingerência naquilo que achava ser de Portugal por direito próprio. Quando essas nações perceberam que não demoviam Salazar de forma nenhuma, optaram por financiar o terrorismo para essas províncias, fornecendo dinheiro e armamento, recorreram às missões (católicas e evangélicas de vários países, entre eles os holandeses, a atuar no Congo e norte de Angola) para incitarem os negros a revoltarem-se contra os brancos.

Vários países que colonizaram outros territórios foram-lhes dando a independência, não vislumbrando Salazar que daí tivessem esses povos melhorado a sua vida. Por isso, renitentemente, negava esse direito aos povos africanos, há séculos integrados na Nação Portuguesa. Assim, foi-nos imposta a guerra no ultramar português chacinando brancos e pretos, num terrorismo até essa altura sem paralelo.

 Nome
Fernando Maia

 Comissão
Angola 1961-1963

 Força
Comp. Caçadores Especiais 270/61

 * Info
Reformado, Vive em Mataduços, Aveiro
« Última modificação: Setembro 20, 2019, 12:15:04 pm por Daniel »
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 
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Re: Guerra Colonial: Experiências/Testemunhos Pessoais
« Responder #170 em: Outubro 26, 2019, 07:23:59 pm »
“Amor de mãe, Angola”. As tatuagens que contam a história da guerra colonial
https://24.sapo.pt/vida/artigos/amor-de-mae-angola-as-tatuagens-que-contam-a-historia-da-guerra-colonial


Citar
Moda, estatuto, para casar, alienação, dor ou porque beberam um copo antes. Estas são algumas das razões dos desenhos feitos nos antebraços de quem foi para a guerra colonial. A história contada em livro pela subcultura dos homens que, em teatro de guerra, não se envergonharam de escrever no corpo a palavra Mãe. Um registo fotográfico que resgata a memória coletiva de um povo no qual as imagens valem mil testemunhos. “Guerra na pele. As tatuagens da guerra colonial”, uma memória escrita.No início eram tatuagens. Agora são retratos de tatuagens. No início era a guerra colonial. Agora são as memórias que ficaram. Ficam. Cravadas na pele. No corpo. Na mente. Na alma. Bem fundo. Para sempre. Por causa da Pátria. Pela Pátria.

As imagens, essas, não saem da cabeça, por mais esbatidas que estejam no corpo. Passaram anos. Décadas. Na pele, a maioria apresenta-se descolorida. Quase que desapareceram. Por isso, há quem tenha feito a versão 2.0 do “Amor de Mãe”, a frase icónica de quem foi para África. Porque não querem esquecer. Não podem esquecer por mais que, muitos deles, procurem não falar. Sobre o que foram lá fazer e aquilo que estamparam. Porque recuam ao tempo da guerra. E, se o fizerem, dizem: “Não durmo. Se eu lhe contar, eu já não durmo esta noite...”.

A guerra colonial está ainda bem presente na memória coletiva de um país. Pelo menos, em grande parte dele. João Cabral Pinto quis resgatar a história de Portugal pelas imagens dos desenhos nos corpos de quem foi e voltou. Depois de hesitações e negações de editoras, decidiu avançar para uma edição de autor. “Guerra na Pele – As tatuagens da guerra colonial” é o nome do livro apresentado hoje na Biblioteca Natália Correia, em Carnide, Lisboa. É mais do que um conjunto de palavras. É um registo histórico.

O objetivo? “Resgatar e preservar para memória futura um conjunto de imagens de tatuagens realizadas por militares das Forças Armadas Portuguesas durante o período da guerra colonial em África de 1961 a 1974”, lê-se nas poucas páginas do livro que merecem conteúdo escrito.

O resto são as imagens que falam por si: 146 imagens de tatuagens que representam uma síntese das 350 fotografadas, resultantes de mais de 230 entrevistas a ex-combatentes, num total de cerca de 600 abordados. Hoje, dos entrevistados, “metade já morreu”, aponta João Cabral Pinto. “As fotografias das tatuagens são a sua memória”.
O trabalho começou há 20 anos. “Os primeiros cincos foram perdidos numa avaria informática, não consegui recuperar e foi tudo ao ar”, recorda. Não desistiu. Seguiram-se 15 anos a andar “nos encontros de militares, nas celebrações dos 10 de junho, em praias, nos autocarros, a mudar o meu trajeto porque via alguém”, sempre atento a uma tatuagem que apontasse para a presença nas ex-colónias.

“Não durmo. Se eu lhe contar, já não durmo esta noite... Só de falar já estou todo a tremer”

A abordagem foi tirada a fotocópia: “Olá, sou o João Pinto, estou a fazer um trabalho sobre a guerra colonial e pergunto se posso tirar uma fotografia à sua tatuagem”.Tal como um filme, seguiu o guião em que queria respostas ao porquê?, quando?, quem?, onde (zona geográfica)?, onde (zona do corpo)?, como? e quantas?. Já as entrevistas “não foram programadas”. Não podiam ser.

João Cabral Pinto compreende quem não participou e quem não respondeu à totalidade das perguntas. Em alguns casos a resposta traduziu-se em pouco mais do que fotografar a tatuagem. “Muitos dos antigos combatentes sofrem stress pós-traumático. Diziam 'vai dar uma curva'. Ou mesmo, 'tira lá a foto, mas não digo mais nada'". O nada explica-se numa frase repetidamente escutada pelo autor: “Não durmo. Se eu lhe contar, já não durmo esta noite... Só de falar já estou todo a tremer”.

“Vaidade”. Esta uma das razões para registar no braço a ida para a guerra. Ou apenas “exibicionismo”, explica João Cabral Pinto. “Uma mulher, nessa altura, que casasse com um militar tinha uma boa vida. Era um chamariz para casar”, pisca o olho.
Há razões mais fundas. “A saudade, revolta, dor, luto”, solta na ponta da língua. Mas não só. O “orgulho” de pertença aos paraquedistas ou fuzileiros, a “vontade de servir o país”, a "moda” e o “todos faziam”. Por situações de morte de companheiros ou medo. “Uns explicaram que o fizeram quando estavam junto da fronteira com o Senegal. Pensavam que iam morrer”, e outros por momentos de pura “alienação”, “desespero” ou “raiva”. Ou mesmo, uma simples “recordação”, enumera o autor.

Não fugimos ao desejo da curiosidade: e o "Amor de Mãe, Angola 1969"? Essa evocação materna que fez parte do imaginário pela adolescência fora deste (48 anos) que vos escreve. “É uma expressão que já vem da 2.ª Guerra Mundial”, informa João Cabral Pinto.

“Nas situações de guerra, em que estás a morrer, aflito, por quem é que tu chamas? Por quem? Pela mãe. Não chamas pelo pai. Ai, mãe. Ai, minha mãe...”, o autor recorda uma partilha feita por um dos fotografados. Um nome tantas vezes repetido que deu em música, de Oliveira Muge. “A mais célebre da guerra colonial: Mãe. Foi do mais conhecido na altura”, sublinha o autor do livro “Guerra na pele”.
Para além do Amor de Mãe e de juramento a outros amores, há outros símbolos (o calote e o grifo), siglas (JNRJ, de Jesus da Nazaré Rei dos Judeus), profissões e frases que ficam para a eternidade: “Sangue, Suor e Lágrimas”, que aparece, por vezes, como “SSL”, em abreviatura. Há mapas de Angola, Cabinda, Guiné ou Moçambique, datas de incorporação, “corações com a flecha do Cupido”, frases avulso como “Adeus, África”, “Deus me guie”, “A Pátria Honrai, que a Pátria vos contempla” e “Fui e Voltei”.

Neste revisitar das histórias de quem regressou há casos insólitos. “Um tatuou o nome da namorada, só que esta deixou-o e, por cima, escreveu: eu e um ponto de interrogação”. Outras precipitações. “Um tatuou-se com uma imagem dos fuzileiros, não entrou e foi para os comandos. Ficou com duas tatuagens”, recorda. Há também imagens que pouco têm que ver com o teatro de guerra - “Um pato Donald e um Mickey”.

O grito de libertação. "Para se libertar de tudo”

Esqueça a loja moderna de tatuagens. Na altura, “eram feitas com três agulhas e tinta-da-china. Faziam, às vezes, um esboço, um desenho a caneta”, descreve João Cabral Pinto. “As tatuagens eram feitas por camaradas de armas, destros. Diria 80%. O resto, mais ou menos em partes iguais, civis e locais. E os próprios. Daí, o lado esquerdo ser o mais tatuado”, esclarece. “O antebraço é o que está mais tatuado porque está à vista. Queriam mostrar. E no verão mostram tudo”, sorri.

Este movimento de tatuagens “acontece informalmente no território militar. Parte dos militares não se tatuou durante o período da guerra colonial”, avisa. “A totalidade dos que o fizeram foi de tal modo importante e impactante que foi considerado uma subcultura informalmente inserida na estrutura militar. Os militares nunca assumiram a tatuagem, não é oficial”, atira.

Das inúmeras imagens cravadas nos corpos de ex-combatente, duas não o deixaram indiferente. “Um homem com uma corrente quebrada no peito. Quando a mostrou apanhei um susto. Disse-me que era um grito de libertação. Um grito para se libertar de tudo”. A outra carrega o divino. “Um rapaz de 75 anos com um Cristo crucificado nas costas”, anota. “É a minha guarda. Guarda-me as costas”, disse.

“Não me meto na interpretação do desenho”, revela. "Mas sei que a cobra representava o mato africano. A faca é a luta”. Uma “caveira e ossos” é comum. “Sou mau, tenho sorte e vou lixar-vos. Estou aqui para estar na guerra”, sustenta.

A conversa decorre e aproxima-se do fim à medida que folheamos as quase duzentas páginas do livro. “Reduzi de 350 páginas para 192”, explica. Fez uma “síntese”, adianta. “Expurguei considerações políticas, militares e sociais e expurguei as ciências sociais e humanas, porque isto tem um lado sociológico”, garante João Cabral Pinto.

O mais marcante, para além da visualização das tatuagens, foi o facto de serem “intensas para o ânimo e desânimo”, frisa. “Para uns, foi uma viagem a uma fase de vida, para outros, o lado negativo. O lado do 'julgava que ia morrer, que via os camaradas a morrer e que nunca mais me vinha embora,' do 'vou ao puto', que significa ir à metrópole”, retrata. “Foram para a guerra com 18 anos. Tatuaram-se com 18 e 20 anos. Hoje são putos tatuados com 75 anos”. No fundo, é gente orgulhosa de ter servido a pátria”, analisa o autor, filho de um militar que esteve em Angola.

“Foram conversa muito intensas. Chorei a fazer isto. Não tocava há cinco anos [no projeto] e abrir o livro outra vez e começo a lembrar-me das situações emocionantes que não estão aqui partilhadas. Talvez para uma próxima”, antecipa.

“Tenho tido muitas respostas da estrutura militar. Dizem-me que é património cultural. É memória coletiva. Uma memória que não se apaga. Como as tatuagens de quem lá esteve. Não pode desaparecer. São imagens. São memórias. Que se guardam. Que ficam. Que não se podem apagar”, resume.
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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mafets

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Re: Guerra Colonial: Experiências/Testemunhos Pessoais
« Responder #171 em: Março 23, 2020, 07:55:55 pm »
https://reservanaval.blogspot.com/2020/03/ainda-as-lfp-da-classe-bellatrix.html?spref=fb&fbclid=IwAR0NkJOkvEEvEffa2nfZqNMNolg9D74L6VEEyzyyYAXrYPJBy7mZlG83SYI

Citar
Foram construídas 13 unidades das Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP) classe «Bellatrix»:

As primeiras oito nos estaleiros nos estaleiros Bayerische Schiffbaugesellschaft mbH, em Erlenbach/Main, na Alemanha:

LFP «Bellatrix» - P 363;
LFP «Canopus» - P 364;
LFP «Deneb» - P 365;
LFP «Espiga» - P 366;
LFP «Fomalhaut» - P 367;
LFP «Pollux» - P 368;
LFP «Rigel» P 378;
LFP «Altair» - P 377;

A LFP «Bellatrix», a primeira, foi aumentada ao efectivo dos navios da Armada em 29-5-1961 e a LFP «Altair», a última, em 13 de Janeiro de 1962.

As três primeiras, as LFP «Bellatrix» - P 363, LFP «Canopus» - P 364 e a LFP «Deneb» - P 365 foram atribuídas ao Comando de Defesa Marítima da Guiné.

As restantes cinco, as P 365, «Espiga» - P 366, «Fomalhaut» - P 367, «Pollux» - P 368, «Rigel» P 378 e «Altair» - P 379 foram atribuídas ao Comando Naval de Angola - Esquadrilha de Lanchas do Zaire.

As outras cinco, construídas mais tarde no Arsenal do Alfeite, foram as seguintes:

LFP «Arcturus» - P 1151;
LFP «Aldebaran» - P 1152;
LFP «Procion» - P 1153;
LFP «Sirius» - P 1154;
LFP «Vega»- P 1155;

A LFP «Arcturus»- P 1151, a primeira, foi aumentada ao efectivo dos navios da Armada em 17 de Maio de 1968 e a LFP «Vega»- P 1155, a última, em 21 de Setembro de 1970.

As três primeiras, as LFP «Arcturus» - P 1151, LFP «Aldebaran» - P 1152 e a LFP «Procion» - P 1153 foram atribuídas ao Comando de Defesa Marítima da Guiné.

As restantes duas, as LFP «Sirius» - P 1154 e a LFP «Vega»- P 1155, foram atribuídas ao Comando Naval de Moçambique - Comando de Defesa Marítima de Porto Amélia.

Ainda que estas 13 unidades navais tivessem características gerais semelhantes, pequenos pormenores houve em pequenos retoques de aperfeiçoamento ulterior ao fabrico, consoante o teatro de operações. Baseavam-se em informações colhidas da experimentação prática conducentes à melhoria das condições quer de defesa quer de operacionalidade global.

Apenas as LFP atribuídas ao Comando de Defesa Marítima da Guiné instalaram chapa balística de protecção e lança-foguetes de 37 mm. Mesmo neste caso o desenho foi alterado posteriormente.

Na Revista da Armada referida como fonte, pode ler-se que:

“...Os motivos das cinco LFP construídas a partir da LFP «Arcturus» terem ficado com os deslocamentos e o calado máximo superiores e a velocidade máxima inferior aos das primeiras oito LFP «Bellatrix» foi o facto de na sua construção ter sido utilizada chapa de maior espessura, das capacidades dos tanques de aguada e de combustível serem maiores e ainda do guincho do ferro ser de um modelo diferente mais volumoso e mais pesado.

Mas além destas diferenças não detectáveis à vista, (exceptuando talvez o guincho do ferro), havia outras, exteriores, que permitem fazer a destrinça facilmente: assim as oito lanchas construídas no estaleiro alemão têm dez vigias rectangulares no casco, cinco a cada bordo, enquanto que as cinco lanchas "Arcturus" têm quinze pequenas vigias circulares, sete no costado de BB e oito no de EB. Por outro lado a antena do radar (Decca 303) nas oito LFP «Bellatrix» está montada no topo de uma pequena coluna posicionada a BB da superestrutura da ponte ao passo que nas cinco LFP «Arcturus» aquela antena de radar está instalada no galope de um mastro que tem quase o dobro da altura e que, como quase todos os mastros, se encontra colocado no plano de mediania do navio...”









Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Re: Guerra Colonial: Experiências/Testemunhos Pessoais
« Responder #172 em: Março 23, 2020, 08:36:03 pm »
Mafets, só como complemento ao que postaste.



Abraços
 

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Tino

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Re: Guerra Colonial: Experiências/Testemunhos Pessoais
« Responder #173 em: Junho 04, 2020, 06:20:27 pm »
Estive a reler este tópico devido ao reavivar do meu interesse neste assunto devido ao meu pai que esteve na  Guiné.

Vou tentar obter o máximo de pormenores que puder das histórias dele mas para já quero deixar aqui algumas conclusões do que li aqui e noutros links que encontrei aqui deixados e mais um ou outro que encontrei. Não posso afirmar que já sei tudo mas a todos fiquei com uma visão mais esclarecida da situação geral e do que realmente aconteceu, mas ainda havendo muito para aprender sobre o tema.
Tenho pena que este tema da guerra colonial e a própria descolonização não sejam mais falados e que não haja mais informação disponível. Talvez ainda hajam demasiados políticos intervenientes no 25 de abril e tempos seguintes, vivos para que isso possa ser feito de forma isenta.

Portugal muito pode agradecer aos seus aliados, especialmente aos Estados Unidos e outros países pela falta de ajuda, apoio e até por sanções impostas ao nosso país durante a guerra. Aos nórdicos (Suécias e Noruegas) por também ajudarem os movimentos independentistas.
Fiquei com a ideia que os únicos países que não nos viraram costas foram a França, Espanha e Alemanha.
Ainda que o nosso regime politico fosse mau, e a manutenção das colónias teriam que acontecer mais tarde ou mais cedo a verdade é que tirando esses 3 todos os nossos aliados nos ajudaram a andar para trás  e a ficar na posição mais desvantajosa que nos puderam pôr. Logo começando por termos equipamento militar que não podia ser usado como os F-86.
Os Estados Unidos já na altura mostraram ser "um mau policia do mundo". Porque motivo em todo o lado se metiam em todo o lado para evitar a influência da URSS e nas nossas colónias fizeram o que puderam para que perdêssemos terreno para essencialmente dar terreno à URSS que entregava grandes quantidades de equipamento por vezes melhor do que o nós dispúnhamos?
Isto devia servir de lição para o futuro. É que voltarmos a precisar teremos que contar apenas com o que temos e talvez com alguma ajuda dos nossos aliados europeus. Devia-se pensar ( e tenho a certeza que não se pensa) na substituição dos F-16.
E a descolonização feita às 3 pancadas talvez por pressões dos movimentos de esquerda que deixou para trás países independentes mas organização, sem meios, sem nada. Sabiam fazer guerra de guerrilha e pouco mais, e foi assim que continuaram durante muitos anos sem estabilidade politica em que em vez de evoluirem como países regrediram em relação ao que tinham quando não tinham independência.
Nessas horas é que a comunidade internacional se devia ter cegado à frente para estabilizar e organizar esses países, enfim.




 

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Lightning

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Re: Guerra Colonial: Experiências/Testemunhos Pessoais
« Responder #174 em: Junho 05, 2020, 02:22:21 am »
Portugal muito pode agradecer aos seus aliados, especialmente aos Estados Unidos e outros países pela falta de ajuda, apoio e até por sanções impostas ao nosso país durante a guerra. Aos nórdicos (Suécias e Noruegas) por também ajudarem os movimentos independentistas.
Fiquei com a ideia que os únicos países que não nos viraram costas foram a França, Espanha e Alemanha.

A África do Sul também nos ajudou. É um bom exemplo que países não têm aliados permanentes, têm interesses, e países que têm os mesmos interesses tornam-se aliados, e não podemos estar à espera que paises com interesses diferentes nos ajudem, Reino Unido por exemplo, com quem temos a mais antiga aliança do mundo, que também de nada valeu quando o nosso interesse de ligar Angola a Moçambique chocou com o interesse britânico de ligar o Cairo ao Cabo, iam eles desistir para nos fazer vontade?

Citar
Os Estados Unidos já na altura mostraram ser "um mau policia do mundo". Porque motivo em todo o lado se metiam em todo o lado para evitar a influência da URSS e nas nossas colónias fizeram o que puderam para que perdêssemos terreno para essencialmente dar terreno à URSS que entregava grandes quantidades de equipamento por vezes melhor do que o nós dispúnhamos?

Acho que os americanos se sentiam divididos, por um lado queriam apoiar toda a gente que lutasse contra o comunismo, por outro lado para eles é anti-natural não apoiar um território que quer ser independente, tendo eles a guerra da independência contra os britânicos tão presente.

Além de economicamente ser mais fácil negociar o acesso a recursos naturais directamente do que se tiverem um outro país a decidir e que também pode querer esses recursos.

Acho que para os americanos o ideal era darmos rapidamente a independência, para eles lá entrarem antes dos comunistas, penso que até nos propuseram um "plano Marshall" para nos ajudar, na altura não aceitamos, agora recebemos dinheiro, só que da UE.

Citar
Nessas horas é que a comunidade internacional se devia ter cegado à frente para estabilizar e organizar esses países, enfim.

Os capacetes azuis andaram por muitos países em África mas não fazem milagres, então se tivesse em jogo interesses americanos ou russos a ONU era logo barrada.

E nós também ajudamos algumas vezes à confusão contra capacetes azuis, ajudando discretamente forças rebeldes, mercenarios, etc, que operavam no Zaire, na Nigéria...
« Última modificação: Junho 05, 2020, 02:25:08 am por Lightning »
 

 

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