Templários

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nelson38899

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Templários
« em: Março 24, 2009, 12:17:48 pm »
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Com o voto de pobreza e a fé em Cristo surgiu a Ordem ?Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão?, ou simplesmente Cavaleiros Templários, que tinha como divisa ?Non nobis, Domine, no nobis, sede nonimi Tuo da gloriam (Não a nós, Senhor, não a nós, daí a glória ao Vosso nome!).

Conquistada Jerusalém no ano de 1118 dando surgimento de um reino cristão no Oriente, Hugh de Payens e oito cavaleiros que participaram da conquista, solicitaram a Bauduíno II permanência na cidade, com o objetivo de defender os territórios cristãos conquistados e proteger os peregrinos que se deslocavam ao local sagrado. Serviram de sede os estábulos ao lado da mesquita de Al-Aqsa (antigo Templo de Salomão). O emblema desses cavaleiros passou as ser de um cavalo montado por dois cavaleiros (companheiros).
Com o voto de pobreza e a fé em Cristo surgiu a Ordem ?Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão?, ou simplesmente Cavaleiros Templários, que tinha como divisa ?Non nobis, Domine, no nobis, sede nonimi Tuo da gloriam (Não a nós, Senhor, não a nós, daí a glória ao Vosso nome!).
Durante os nove primeiros anos dedicaram-se as escavações na sede, ocasião em que surgiram boatos de que teriam achado documentos e tesouros que os tornaram poderosos. Convém lembrar que o Templo de Salomão era o local santo dos Judeus, cheio de riquezas antes de ser destruído pelos romanos em repressão a uma revolta deles contra o poder de Roma. Para evitar que fossem roubados pelas legiões romanas os sacerdotes teriam enterrado tesouros. Desse templo restou apenas parte de um muro, hoje conhecido como Muro das Lamentações.
Dizem alguns historiadores que os Templários acharam o Santo Graal, o cálice onde foi coletado por José de Arimatéia o sangue que saiu das feridas de Jesus Cristo na cruz, o mesmo usado na última ceia. No entanto não era um cálice ou uma taça como concebemos hoje, mas uma tigela pequena na qual se bebia vinho. O que acharam não foi propriamente do Santo Graal, mas documentos que revelaram a verdadeira história desse Cálice Sagrado. O segredo descoberto não foi guardado pelo Priorado de Sião que realmente nunca existiu. A estória do cálice tomou fama pela Europa, chamando a atenção do grande compositor clássico Richard Wagner que em abril de 1848 lançou a sua famosa ópera Lohengrin. A preciosa relíquia nunca foi encontrada.
O Priorado de Sião não existiu na época dos Templários. Veio aparecer e a funcionar legalmente a partir de 20 de julho de 1956, conhecido também como ?Monastério de Sião?, tendo como fundadores Pierre Plantard, André Bonhomme, Jean Deleaval e Armand Defago, como uma Ordem católica que visava restituir de forma moderna, tradicionalista, ?o antigo cavaleiro que foi promotor de um ideal moralizante e de um melhoramento constante das regras de vida da personalidade humana?.
Como a casa de Plantard ficava localizada em Sous-Cassan que ficava perto do Mont-Sion, daí a origem da palavra Sião pelo Priorado ou Mosteiro. Com a morte de Plantard no ano 2000, do Priorado deixou de existir, surgindo daí vários movimentos que lutam para ser o ?verdadeiro? Priorado de Sião.
Valentia, destreza dos Templários em batalha, servir a Deus, respeito na sociedade, mistura de hierarquia monástica e militar, autonomia, sujeitos exclusivamente ao Papa, isenção de pagamentos de dízimos, atraiu muitos filhos de nobres para suas fileiras, principalmente a regra da primogenitura renunciando ao recebimento de qualquer herança.
No ano de 1127 Hugues e mais cinco cavaleiros foram a Roma pedir ao Papa o reconhecimento e recrutar novos cavaleiros, ocasião em que conheceram São Bernardo de Claraval que era líder da Ordem Cister e sobrinho de André Montbard, um dos nove cavaleiros originais que se interessava pela Ordem. No ano de 1128 o Conselho de Troyes aprovou a Ordem. Deve-se o crescimento da Ordem a São Bernardo de Claraval que advogou a seu favor junto ao Papa e a nobreza européia. A regra do modo de viver dos Cavaleiros Templários foi escrita por São Bernardo e nela previa o voto de pobreza e de celibato.
Recebendo doações de áreas de terras e diversas fortalezas conseguiram estabelecer rede de influência em todo o continente, trazendo vários benefícios entre eles os cheques e o sistema financeiro internacional. Como transportar riquezas na Idade Média era um enorme risco, qualquer viajante através da instituição templária recebia um documento cifrado que poderia ser descontado em qualquer fortaleza, pagando uma taxa pelo serviço prestado. Por outro lado os templários fizeram empréstimos a diversos reinos, o que demonstrava o seu poder econômico.
Qualquer recinto protegido pela cruz da Ordem era um cofre-forte inexpugnável protegido pelo Senhor. A confiança neles era tanta que logo suas instalações transformaram-se em estabelecimentos bancários, fazendo-os principais fornecedores de crédito a quem os poderosos da época recorriam. A Ordem dos Templários, muito antes dos Médicis e dos Fuggers foi o primeiro banco europeu, gerando daí a lenda da fabulosa fortuna nunca comprovada do Tesouro dos Templários.
Uma instituição militar fundada em território inimigo nada se sabia ou ouvia do que ocorria intramuros, pois estavam presos aos perpétuos votos de segredo assim como foram os primeiros anos dos Templários na época do Reino Latino de Jerusalém. As cerimônias de admissão e iniciação dos monges recendiam as práticas esotéricas secretas vistas pela gente comum. Isto somente fez crescer a desconfiança geral contra os monges soldados.
Sendo seu objetivo principal proteger os peregrinos que se dirigiam a Terra Santa, manteve relações diplomáticas com os muçulmanos e judeus a fim de evitar conflitos, tolerando os ritos dessas religiões. Querendo evitar a negociação através de intérpretes os Templários aprenderam o idioma desses povos. Esses fatos seriam mais tarde usados nas acusações contra a Ordem.
Ao lutarem ao lado dos cruzados de Ricardo Coração de Leão, a sua bravura chamou a atenção de Saladino (Salah al-Din Yusuf bin Aiub), sultão do Egito, Síria e Palestina, que liderou os muçulmanos contra os cristãos durante as últimas cruzadas reconquistando os territórios perdidos pelo Islã. ?Saladino era de origem curda. Nasceu em Tikrit (que hoje pertence ao Iraque) em 1138, e morreu em Damasco, hoje capital da Síria, em 1193. Foi o responsável por restaurar o sunismo no Egito?.
O desânimo abateu os cruzados com a derrota dos cristãos frente a Saladino na batalha de Hattin, em 1187, quando no final dela 200 templários foram executados, e a perda definitiva de Jerusalém em 1244 com a expulsão dos restantes dos ocidentais da Palestina em menos de 50 anos depois.
A quarta Cruzada ocorrida em 1204 desviou-se totalmente do seu objetivo, não obedecendo às ordens do Papa Inocêncio III para que nenhum cristão fosse assaltado, assaltou e pilhou Constantinopla, capital da cristandade oriental. Na Quarta Cruzada participou Simão de Montfort que mais tarde na Cruzada Albigense reforçou sua reputação de líder implacável, inflexível e responsável direto pela morte de milhares de pessoas, pois raramente dava ordem para poupar alguém. Não aceitando os cristãos ortodoxos a infabilidade do Papa com o ataque dessa quarta cruzada ficou selada para sempre o Cisma da Cristandade, pois a partir daí nunca mais as duas igrejas, a de Roma e a Grega de Constantinopla fizeram as pazes.
Ficou possesso Felipe IV, o Belo, quando teve recusado o seu pedido de entrada para a Ordem dos Templários. No entanto a sua raiva vinha desde 1306. Estando os cofres do reino vazios pretendeu o monarca enchê-los com o dinheiro templário e se apossar de importantes informações sobre tecnologia naval (que mais tarde seria usada por Colombo, Cabral e Vasco da Gama). Teve uma situação humilhante ao se refugiar dentro de uma fortaleza templária fugindo de um levante de seus súditos, saindo de lá quando a situação foi controlada. Isso só mostrou a organização e potência dos templários.
Felipe IV, não ficou quieto e sua primeira ação foi tentar fechar a Ordem, que só respondia ao Papa. Despido de qualquer constrangimento moral, habilmente procurou derrubar o ?bispo?, ou seja, o próprio Papa Bonifácio VIII, que era contra o fechamento da Ordem dos Templários, acusando-o de herético. Por outro lado tentava o Papa impor sua supremacia universal e limitar o poder do rei francês.
Em 1302 o rei Felipe IV, o Belo, enfurecido convocou um concilio nacional contra o Papa, para logo depois mandar prendê-lo em Agnani. Registra-se que o Papa Bonifácio VIII na prisão tinha delírios, roeu os dedos das mãos e num gesto de loucura, no dia 11 de outubro de 1303, bateu a cabeça na parede com tanta força que quebrou o crânio e morreu.
Usando de sua influência Felipe IV, o Belo, indicou o seu súdito Bertrand de Goth, arcebispo de Bordeaux, que acabou sendo eleito Papa com o nome de Celestino V. Colocado no trono de Pedro um pontífice dócil às suas pretensões, Felipe IV, invadiu e ocupou os conventos dos templários. Em 1305 transferiu a sede do papado de Roma para Avignon, onde poderia facilmente manipular Celestino.
Mostrando seu poder Felipe IV mandou atacar e expulsar os judeus da França sob a acusação de sacrilégio e bruxaria. Depois partiria contra os Templários com a acusação de negação do Cristo, homossexualismo, idolatria, heresia e blasfêmia.
Sabendo de informações através do seu espião Esquieu de Floryan, ex-cavaleiro templário que queria desmoralizar a Ordem, de que haveria uma reunião de grãos-mestres e importantes cavaleiros, em 13 de outubro de 1307 mandou prender cerca de cinco mil Templários, entre eles Jacques DeMolay, que foi encarcerado por Guilherme de Nogharet, chefe da guarda real.
Os Templários foram presos e julgados por toda a Europa. Àqueles que aceitavam as acusações recebia uma insignificante pensão que os permitia viver quase na miséria. Para aqueles que recusassem a punição era a prisão perpétua. Quem desmentisse depois de acatar as acusações eram queimados. Mais de 120 morreram na fogueira.
No dia 22 de março de 1312, o Papa Clemente V fechou oficialmente a Ordem dos Cavaleiros Templários. Como somente o Papa tinha poder de fechar a Ordem dos Templários, por meio de um consistório privado ocorrido em Viena na data de 22 de novembro de 1312, teve Felipe IV o consentimento para a supressão definitiva dos templários. Essa medida ficou restrita ao Reino da França, pois o Templo continuou ativo na Inglaterra, Espanha e Portugal. Autorizou que os bens da Ordem dos Templários fossem transferidos para a Ordem de São João cabendo-lhe o montante do leão.
O processo de inquisição teve início contra eles até 1314 quando o grão-mestre Jacques DeMolay acatou a acusação. No dia 18 de março de 1314 foi ele levado à Corte, no exterior da Catedral de Notre-Dame em Paris. Ao ouvir sua sentença de prisão perpétua desmentiu publicamente sua confissão. O rei Felipe IV ordenou então que Jacques DeMoley, com idade de 70 anos, 22º e último grão-mestre dos Templários, fosse queimado vivo naquele mesmo dia.
Antes de morrer Jacques DeMoley jogou a seguinte praga ao rei francês, ao chefe da guarda real Guilherme de Nogaret e ao Papa:
"NEKAN, ADONAI !!! CHOL-BEGOAL!!! PAPA CLEMENTE... CAVALEIRO GUILHERME DE NOGARET... REI FILIPE: INTIMO-OS A COMPARECER PERANTE AO TRIBUNAL DE DEUS DENTRO DE UM ANO PARA RECEBEREM O JUSTO CASTIGO. MALDITOS! MALDITOS! TODOS MALDITOS ATÉ A DÉCIMA TERCEIRA GERAÇÃO DE VOSSAS RAÇAS?.
Um mês depois o Papa Clemente V morreu aparentemente de causas naturais. Em seguida morreu Guilherme de Nogaret e em 29 de novembro do mesmo ano Felipe IV, o Belo, caiu do cavalo enquanto caçava e morreu.
Durante o processo de prisão dos Templários, tentou-se capturar seus tesouros e bens, entre eles a frota Templária atracada em La Rochelle que conseguiu zarpar antes do confisco. Existiam outras frotas: uma na costa da Provença (cátaros), uma na costa espanhola e mais uma em Portugal. ?Na verdade os tesouros dos templários nunca foram capturados... e sim repassados!?. ?Na França foram para a Ordem dos Hospitalários. Na Espanha para a Ordem de Calatrava e Ordem de Santiago de Compostella. Em Portugal foi para a Ordem Militar dos Cavaleiros de Cristo ? criada pelo rei Dom Diniz em 1319 ? que investiu o dinheiro na exploração das Ilhas Canárias (1336 e 1345) e outros projetos marítimos?.
?O fim dos Templários na França e o mistério que pairava sobre a Ordem têm provocado desde então muitas fantasias, produzindo uma prodigiosa bibliografia que nunca mais parou de crescer. Apaixonados pelo ocultismo, admiradores das seitas secretas, simpatizantes das teorias conspirativas, caçadores de tesouros perdidos ou simples curiosos, associaram-se ao longo desses séculos todos para imaginarem ou darem foros de verdade as mais diversas e incríveis histórias sobre eles. Todavia, dois fatos concretos a Ordem dos Templários terminou por inspirar, uma de viés secular e a outra religiosa: a Franco-Maçonaria e a Companhia de Jesus?
Supõe-se que as primeiras lojas maçônicas surgiram entre 1212 e 1272, herdando o gosto pelo protocolo e pela imposição do sigilo aos seus iniciados que gradativamente vão tomando conhecimento dos outros segredos da loja a que pertencem. Para alguns a maçonaria surgiu no antigo Egito, na Judéia, em Roma, mas o certo é que ela ressurgiu na Grã-Bretanha em 1717 com o nome de Franco-Maçonaria. É uma organização discreta, filosófica, filantrópica e educativa progressista. É provável que a moderna Maçonaria tenha se originado na Escócia para onde foram vários Templários após a extinção de sua Ordem. O rei Robert de Bruce que libertou a Escócia da dominação inglesa era maçom. Exerceu e continua a exercer influência em todos os níveis da sociedade brasileira e internacional.
Santo Inácio de Loyola que em 1534 fundou a Companhia de Jesus ( os Jesuítas) inspirando-se nos Templários com observância às regras da disciplina militar, agindo como soldados de Cristo na luta contra a heresia e paganismo, subordinados diretamente ao Papa, e dedicação principalmente aos estudos e a devoção. Criou Santo Inácio de Loyola os Exercícios Espirituais que seriam uma revivência mais espiritualizada da Régle du Temple (o manual religioso-militar adotado pelos monges templários por orientação de São Bernardo de Clarival).
Foram os Jesuítas que usando apenas a cruz de Cristo, o livro de orações, com coragem e determinação, sem levar nenhuma riqueza, enfrentaram as florestas milenares do Brasil envolta nos seus mistérios e perigos, expondo em risco suas vidas para levar a mensagem de Cristo aos índios valentes e praticantes da antropofagia, defende-los da exploração e cativeiro dos civilizados e depois lutar a favor dos negros escravos que chegavam da África.
http://www.portaldelta.com.br/v3/index. ... dGeral=327
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« Responder #1 em: Março 24, 2009, 12:36:24 pm »
E?...
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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nelson38899

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« Responder #2 em: Março 24, 2009, 01:09:05 pm »
E nada, achei apenas que era uma informação interessante, caso alguém tivesse interessado nos templários mais nada.
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« Responder #3 em: Março 24, 2009, 04:18:45 pm »
Interessante, e copiando para aqui um post do mui sábio papatango

 
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Relativamente às cores e nomeadamente às cores da cruz de Cristo devo referir o seguinte:

A cruz de Cristo, é uma derivação da cruz da Ordem dos Templários, ou Ordem do Templo.

A cruz da referida ordem, era uma cruz vermelha de braços abertos:


A cruz da Ordem de Cristo, é muitas vezes incorrectamente desenhada como uma cruz "oca" .

Na realidade, segundo a tradição aceite, a cruz da Ordem de Cristo, não é na realidade uma, mas sim duas.

Quando a Ordem do Templo, foi perseguida em toda a Europa, o rei em Portugal mandou que se verificasse se havia algo a apontar à ordem, e foi determinado que os cavaleiros da Ordem do Templo em Portugal estavam inocentes.

Posteriormente como sabemos, a Ordem dos Templários foi extinta, mas em sua substituição foi criada em Portugal a Ordem de Cristo.

O símbolo da Ordem de Cristo, é a mesma cruz vermelha de braços abertos, sobre a qual foi colocada uma cruz grega.

A cruz grega é uma cruz branca, e é na cristandade sinal de inocência ou pureza.


O rei mandou colocar uma cruz branca em cima da cruz da ordem de Cristo.

A mensagem é simples:
Estes são os cavaleiros do templo (cruz vermelha de braços abertos) que estão inocentes (cruz grega colocada em cima da vermelha).

É daí que nasce a cruz da Ordem de Cristo que conhecemos.


Essa cruz, como elemento heráldico só faz sentido do ponto de vista histórico se forem mantidas as suas cores. O vermelho de fundo e o branco da segunda cruz em cima.

Há naturalmente derivações. A cruz dos templarios é muitas vezes dsesenhada de forma diferente e não rectilinea mas arredondada, mas também sobre esse simbolo se colocou em alguns casos uma segunda cruz:


A cruz também sofreu derivações (vide o meu avatar) mas há uma derivação que é incorrecta.
Trata-se da cruz de Cristo com braços de tamanhos diferentes, como se fosse um crucifixo. Ou seja: A cruz deve ter os braços iguais, porque originalmente ela se baseia no desenho octogonal da nave principal do antigo templo de Jerusalém.

Isto tudo, para explicar que a cruz interior (a branca) não pode ter os braços abertos, porque senão não é uma cruz grega e as cores da cruz têm que ser o vermelho na cruz maior (a de braços abertos) e o branco na cruz interior sobreposta (a cruz grega).
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Re: Templários
« Responder #4 em: Fevereiro 13, 2011, 01:08:27 am »
« Última modificação: Outubro 28, 2019, 09:44:08 pm por HSMW »
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Re: Templários
« Responder #5 em: Março 17, 2011, 08:48:09 pm »
LI hoje, que o nosso primeiro rei teria entrado para a ordem do templo, é verdade?

Li também que existe a possibilidade de a maçonaria ter sido criada, como forma a ajudar os templários a fugir à perseguição do rei francês.
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Re: Templários
« Responder #6 em: Março 25, 2011, 04:43:51 pm »
Caro Nelson 38899,
Em relação à sua primeira questão, depois de uma investigação aprofundada concluí que, apesar de haver laços de estreita amizade entre D. Afonso I e a Ordem do Templo, nunca o nosso primeiro rei chegou a ser cavaleiro templário. Há versões de que teria pedido a admissão, mas que não teria sido aceite. O certo é que, tendo ambições à nova coroa portuguesa, nunca poderia entrar na Ordem - pois esta não aceitava monarcas nem príncipes herdeiros. A ligação entre a Dinastia de Borgonha e os templários é, aliás, anterior a Afonso Henriques, já que a sua mãe, D. Teresa, fez diversos donativos à Ordem - antes mesmo de Portugal ser independente.
Quanto à relação entre templários e maçonaria, ela existe pelo menos em termos filosóficos. Parece-me abusivo, porém, admitir a Maçonaria como sucessora da Ordem do Templo, tanto mais que a Maçonaria moderna, como hoje a conhecemos, não surgiu senão no século XVIII. A acreditar nas raízes mais profundas da Maçonaria, que a ligam aos obreiros do Templo de Salomão, então seria muito anterior aos templários...
 

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Re: Templários
« Responder #7 em: Outubro 28, 2019, 09:35:43 pm »
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