Sector Aeroportuario/Aeronautica

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #225 em: Fevereiro 13, 2020, 09:57:16 am »
Artigo completo em:
https://www.facebook.com/Centristnav/posts/3351705768189997:0?__tn__=K-R

“Alverca é a melhor solução para o aeroporto e Montijo não serve o interesse público”

Caso a solução Montijo avance, Alverca deixará de poder ter qualquer tipo de aviação civil, incluindo voos executivos, tornando-se numa pista fantasma.
Alverca tem capacidade para, com um investimento mais contido do Estado, transformar-se num dos aeroportos modelo da Europa, situado a menos de quinze minutos da capital, Lisboa. A convicção é de José Furtado, um dos engenheiros responsáveis pelo estudo que defende a solução Alverca ao invés do Montijo.

À conversa com O MIRANTE na estação ferroviária de Alverca, situada a poucos metros das pistas da Força Aérea, José Furtado explica que a solução ribatejana tornaria possível a criação de um “verdadeiro aeroporto” de toda a Área Metropolitana de Lisboa. “A nossa proposta passa por alargar a pista existente dos actuais 45 para os 75 metros, permitindo a aterragem de todo o tipo de aviões, incluindo os transcontinentais como Boeing 747 ou Airbus A380”, explica.

rídiculo, simplesmente ridículo, mas onde raio se conseguiriam construir duas pistas com 3500/4000m e as infraestruturas necessárias, terminais de pax, bagagens e carga, instalações para todos os operadores, placas de estacionamento para no mínimo 120 aeronaves, hangares para MNT, pelo menos para a TAP, etc, etc, só mesmo quem não PERCEBE patavina deste ramo é que defende um apeadeiro em Alverca porque para um aeroporto digno desse nome não existe area disponível nessa zona para tal empreendimento, não inventem !!!

Abraços
 
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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #226 em: Fevereiro 17, 2020, 07:18:39 am »
Aeroporto de Lisboa: o imperativo de corrigir um erro

Os acidentes ocorridos recentemente com aviões de médio-curso deveriam fazer soar um alarme sobre a proposta da Vinci para a nova pista no aeroporto do Montijo.

Portugal espera há 50 anos por um novo aeroporto de Lisboa e não por uma pista pequena, sem as distâncias mínimas aconselháveis de segurança na aterragem. Para analisar este tema é importante ter em conta:

 É estimado que o movimento aéreo em Lisboa aumente de 30 milhões de passageiros atualmente para 65 milhões até 2062;

A proposta da Vinci consiste em construir no Montijo uma pista de dimensões reduzidas e que apresenta sérias limitações de segurança na aterragem;
Esta pista de pequenas dimensões obriga a manter a maioria do tráfego na Portela (~75% do total, incluindo o longo-curso), o que afeta a saúde de mais de 300.000 pessoas na zona de Lisboa e Loures devido ao ruído e gases poluentes emitidos, e aumenta o risco de acidentes sobre áreas densamente povoadas.

A pista que está planeada para o aeroporto do Montijo tem um défice de 610m na distância de segurança na aterragem

Os acidentes no fim-de-pista são os mais frequentes e não surgem apenas por uma razão – “a aeronave viu-se forçada a sobrevar mais alto o ponto de aterragem”, “o vento estava por trás”, “estava a chover”, etc. –; nestes casos, a dimensão da pista e da sua margem de segurança é crítica para evitar consequências graves.

Os acidentes ocorridos recentemente com aviões de médio-curso deveriam fazer soar um alarme sobre a proposta da Vinci para a nova pista no aeroporto do Montijo e lembrar-nos dos riscos que estas pistas representam: nem há um ano em Jacksonville, EUA, um avião caiu na água depois de esgotar os 2750m de pista; no mês passado, no Irão, um avião terminou numa estrada depois de esgotar os 2800m da pista; mais recentemente, em Istambul, na Turquia, um avião caiu numa ribanceira depois de esgotar os 3070m (mais 930m do que o disponível no Montijo).

A extensão mínima de pista hoje em dia recomendada na aterragem em aeroportos para voos de médio-curso é de 2450m. Esta é a extensão que tem a pista de Faro e que, por exemplo, o governo francês impôs recentemente no aeroporto de Nantes (concessão também Vinci). Com uma faixa RESA (Runway End Safety Area) superior a 300m, as aeronaves devem ter no mínimo uma distância disponível superior a 2750 m antes de embater num obstáculo ou cair. A pista que se propõe construir no Montijo tem uma distância total na aterragem de 2140m, o que fica muito aquém do necessário.

O problema da pista do Montijo é a distância de 2140m de segurança na aterragem e o facto de esta ser inalterável

A pista do Montijo está limitada em comprimento a Norte e a Sul. A Norte, devido ao muro de suporte que será necessário construir para manter o uso da estrada militar. A Sul, devido à Superfície Livre de Obstáculos necessária no canal navegável. Mesmo que a pista crescesse para Sul, a soleira de aterragem não se poderia mover, continuando a 900m do bordo do canal, para preservar uma altura livre de 18m na aproximação das aeronaves (tal como em Veneza). O caso do Montijo é ainda mais exigente devido às dimensões em altura das embarcações que navegam no canal. O regulamento ICAO (International Standards and Recomended Practices – Anexo 14) é claro no seu art.º 10.1.1: “mobile objects (vehicles on roads, trains, etc) at least within that portion of the approach area within 1200 m longitudinally from the threshold.”

Na proposta da Vinci, o Montijo terá uma pista com uma distância de segurança na aterragem de 2140 m até ao ano de 2062 (termo da concessão da Vinci), o que representa um défice de segurança inaceitável numa pista onde se quer movimentar 17 milhões de passageiros em aeronaves maiores, transportando em média perto de 200 passageiros (actualmente 130).

Esta pista terá, grosso modo, um custo direto de construção de 100 milhões de euros (65 milhões indicado no Estudo de Impacto Ambiental mais a substituição de aterro por plataforma de betão sobre estacas). O custo da pista e da mudança militar significa um total de 250 milhões de euros numa pista com menos 300m de distância de segurança na aterragem que a pequena pista do aeroporto de Ponta Delgada.

Uma alternativa em Alverca
SERÁ ALTERNATIVA SÓ PARA MANTER O AEROPORTO DE LISBOA EM FUNCIONAMENTO, MAS O OBJECTIVO NÃO É CONSTRUIR O NOVO AEROPORTO DE LISBOA ????
PERGUNTO EU .

A envolvente da base aérea de Alverca permite a construção de uma nova pista paralela à atual da Portela, no mouchão da Póvoa, atualmente degradado devido à inundação por água salgada, junto da margem do rio Tejo. Esta pista teria um alinhamento sobre plano de água nos dois lados, uma extensão de 4200m e uma largura de 75m, disposição que ofereceria o mais elevado nível de segurança tanto em termos de saída de fim-de-pista ou saída lateral, como em termos da população de Lisboa.

Esta nova pista permitiria a construção de um hub com quatro pistas, duas em Alverca (uma já existente) e duas na Portela (que já existem). Alverca e Portela funcionariam como dois núcleos interligados por um comboio ligeiro automático.

A área do núcleo de Alverca seria de 1200ha (similar à do aeroporto do Dubai), o que teria capacidade para absorver 75% do tráfego, incluindo os voos de longo-curso.

O projeto que propomos conta com uma pista híbrida, com parte em solução de estrutura em betão armado (1400m), igual à do aeroporto da Madeira mas de menor altura, desenvolvida pelo engenheiro Segadães Tavares.

O custo total estimado da construção da pista em Alverca seria inferior a 150 milhões de euros, face aos 250 milhões de euros da pista no Montijo.

A solução hub Alverca-Portela está a ser desenvolvida desde 2016 e foi apresentado à tutela no ano seguinte. Foi entregue também uma “Avaliação Ambiental Estratégica” no final de 2018 e disponibilizada em www.hubalvercaportela.com para consulta pública. Em Janeiro de 2019 foi formalizada a candidatura a “Alternativa do Concedente ao NAL”, que é uma figura prevista no contrato de concessão para a eventualidade da concessionária apresentar uma alternativa que não satisfizesse as condições mínimas, o que é o caso.

Há sempre tempo para priorizar a segurança e saúde das pessoas e optar por outro caminho

Com o hub Alverca-Portela, a capital do país poderá ter um aeroporto com um excelente nível de serviço e segurança, que respeite o bem-estar dos habitantes da cidade e com uma operação eficiente e de qualidade.

Com a solução que propõe a Vinci, quem assumirá a responsabilidade se ocorrer um acidente de fim-de-pista no Montijo, ou no último quilómetro antes de aterrar na Portela? Será quem propõe a solução, quem a defende, quem a aprova, ou seremos todos nós que fomos coniventes?

José Furtado, Engenheiro Civil, Especialista em Planeamento Estratégico de Infraestruturas de Transporte;
António Gonçalves Henriques, Engenheiro Civil, Professor do IST, ex-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente;
Ricardo Reis, Professor da Universidade Católica de Lisboa;
Rui Vallejo de Carvalho, Professor da Universidade Católica de Lisboa;
António Segadães Tavares, Engenheiro Civil, autor dos projetos premiados da ampliação do aeroporto da Madeira e do Pavilhão de Portugal da Expo 98, entre outros;
António Carmona Rodrigues, Engenheiro Civil, Professor da UNL, ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa;
Fernando Nunes da Silva, Engenheiro Civil, Urbanista, Professor do IST;
Luís Póvoa Janeiro, Professor da Universidade Católica

um dos erros deste artigo é a defesa por parte dos intervenientes da construção do novo aeroporto de Lisboa em Alverca, o outro é o estar implícito a manutenção do aeroporto da Portela, porquê uma vez que se trata de construir o novo aeroporto de Lisboa ????.
Alverca não tem a área necessária para construir duas pistas paralelas com 3800m de extensão e separadas entre si 1015 m !
Alverca não possui a área necessária para construir os terminais de pax e bagagens, os hangares e oficinas de equipamento e os edifícios para albergar todos os serviços prestados pelos operadores aeroportuários.
As contas são muito fáceis de fazer, para quem sabe claro, multipliquem a área do actual aeroporto de Lisboa por dois e vão ver em que locais a área necessária cabe !!
O CTA é de longe, o único local que pode albergar o novo aeroporto e tem capacidade de expansão do mesmo.

PS eu moro em Lisboa e não possuo casas ou terrenos na margem sul !

Abraços
« Última modificação: Fevereiro 17, 2020, 07:20:36 am por tenente »
 

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #227 em: Fevereiro 19, 2020, 09:42:36 am »
Regulador da aviação obrigado a chumbar novo aeroporto no Montijo. ANAC já recusou um anteprojeto

Artigo de um Decreto-Lei indicado pelo regulador da aviação civil não deixa dúvidas: é preciso parecer positivo de todos os municípios afetados. Empresa que gere aeroportos diz que está em análise regulação específica, só para o Montijo.



Com a legislação atual e com a recusa categórica de duas câmaras municipais ambientalmente afetadas em darem o aval ao projeto, vai ser impossível à Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) licenciar o novo aeroporto do Montijo.

Num documento enviado à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no fim de agosto de 2019, no âmbito do estudo de impacto ambiental, a ANAC explica que a ANA - Aeroportos de Portugal ainda "não deu cumprimento" à legislação nacional, sendo citado, nomeadamente, um artigo do Decreto-Lei de 2010 que impõe que a construção, ampliação ou modificação de um aeroporto comece através de um requerimento a apresentar junto da ANAC para que esta faça uma apreciação prévia da viabilidade.
 
Regulador chegou a recusar anteprojeto
 
Nesse mesmo documento, consultado pela TSF e com data prévia à aprovação do estudo de impacto ambiental, a ANAC explica que já comunicou à ANA que "aguarda" por esse pedido de apreciação prévia "em conformidade com o definido na legislação".
Questionada agora pela TSF, seis meses depois, a ANA confirma que contínua "a preparar o requerimento de apreciação prévia", garantindo que "a preparação deste procedimento apenas pôde prosseguir após a emissão da Declaração de Impacte Ambiental e consequente estabilização do projeto".

No documento de agosto de 2019 a ANAC acrescentava que chegou a receber, em agosto de 2018, um "masterplan" e um "anteprojeto" para o novo aeroporto que não mereceu aprovação da ANAC por falta de conformidade com outros artigos ou normativos legais.

 A ANAC diz ainda que algumas soluções do anteprojeto apresentado não cumpriam parte da regulamentação europeia.
 
Sem ok das autarquias regulador tem de chumbar
 
No entanto, além das falhas anteriores, o artigo referido pela ANAC na posição enviada à APA sobre a "apreciação prévia da viabilidade" do aeroporto é muito claro, exigindo elementos que é certo que nas atuais circunstância são impossíveis de obter pela ANA.
Nomeadamente pareceres favoráveis de todas as câmaras municipais dos concelhos potencialmente afetados por razões ambientais.
O artigo não deixa margem para dúvida: é "fundamento para indeferimento liminar" a falta de parecer favorável de todas as câmaras municipais dos concelhos potencialmente afetados.
A única alternativa está num recurso, também previsto na legislação, para o membro do Governo responsável pelo setor da aviação civil, mas nesse caso o Executivo teria de contrariar, à posteriori, a decisão da ANAC.
 
Novo regulamento a caminho, só para o Montijo
 
Nos comentários que enviou à APA, respondendo aos problemas levantados pela ANAC, a ANA, empresa com a concessão do Estado para gerir os aeroportos nacionais, respondeu à falta de requerimento de apreciação prévia com a garantia de que a certificação do Montijo seguirá os requisitos legais aplicáveis.
Contudo, a ANA também diz que sendo este "um projeto de natureza e dimensão sem precedentes em Portugal" está em análise a necessidade de criar um enquadramento regulatório específico.
Falta de respostas
 
A TSF fez várias questões, há uma semana, à ANA e ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação sobre o objetivo desta nova regulação em estudo e se esta irá, na prática, contornar a exigência atual de pareceres prévios positivos de todas as autarquias.
O Governo não enviou qualquer resposta e a ANA apenas respondeu que está a preparar o requerimento de apreciação prévia e que este não podia ser fechado antes da avaliação ambiental da APA.
Do lado da ANAC, o regulador da aviação civil prefere não comentar o assunto.
 
Seixal recusa dar parecer positivo
 
Pelas autarquias afetadas ambientalmente pelo projeto, Moita e Seixal têm sido os municípios que têm contestado a construção do aeroporto complementar de Lisboa no Montijo.

O presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, adianta à TSF que "não há qualquer possibilidade de darem um parecer positivo", "nunca o farão", pois o aeroporto no Montijo causa fortíssimos impactos negativos sobre as populações", sublinhando que existe uma muito melhor alternativa no Campo de Tiro de Alcochete.
 
O autarca recorda que nunca ninguém do Governo lhes pediu a opinião e que também os juristas do município consideram que pela atual legislação não é possível o aeroporto no Montijo ser aprovado pelo regulador.

Sobre a posição da ANA que diz que está a ser feito um novo regulamento, Joaquim Santos diz "não querer acreditar que perante uma lei que remete para um parecer positivo dos municípios, que representam as populações, isso seja afetado por qualquer manobra que limite esta capacidade que a lei e a democracia nos dão, adensando o mistério do porquê de construir um aeroporto no Montijo". A Câmara do Seixal pede assim ao Governo que esclareça aquilo que está a pensar fazer para que o aeroporto avance.
 
Moita também recusa parecer positivo
 
Na Moita o presidente também é claro a dizer que não vê qualquer hipótese de mudarem a posição que têm defendido até agora.
Rui Garcia explica à TSF que o seu concelho "é o mais afetado pelo novo aeroporto com cerca de 35 mil pessoas que serão afetadas por poluição sonora e atmosférica em circunstâncias que não são mitigáveis para níveis aceitáveis".
O autarca da Moita não consegue ver "como é que um município responsável que defenda as suas populações possa dar um parecer positivo" ao aeroporto no Montijo.

O presidente da Moita avança os argumentos do município.

Reagindo às explicações da ANA enviadas à APA, Rui Garcia admite que possa existir uma tentativa pela ANA e pelo Governo de "contornar" a atual legislação sobre o licenciamento dos aeroportos, à semelhança do que já foi feito, até agora, noutras instâncias, para avançar com um projeto que a Moita considera um erro.

https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/regulador-da-aviacao-obrigado-a-chumbar-novo-aeroporto-no-montijo-anac-ja-recusou-um-anteprojeto-11836944.html

Abraços
 

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #228 em: Fevereiro 24, 2020, 11:14:13 am »
Acho interessante a posição deste governo sobre o novo aeroporto.

O Montijo tem aves? Não há problema, as aves são espertas e desviam-se dos aviões!!!!!!

Depois temos um Ministro que sugere que as pessoas da Moita são burras (por contraposição das aves), ao não aceitarem o novo aeroporto maravilhoso!!!! E como a lei obriga a que todos os concelhos dêem luz verde..... o Ministro já tem uma solução, altera a lei para contornar o chumbo!!!!!
« Última modificação: Fevereiro 24, 2020, 11:32:27 am por Viajante »
 

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #229 em: Fevereiro 25, 2020, 09:28:28 am »
Acho interessante a posição deste governo sobre o novo aeroporto.

O Montijo tem aves? Não há problema, as aves são espertas e desviam-se dos aviões!!!!!!

Depois temos um Ministro que sugere que as pessoas da Moita são burras (por contraposição das aves), ao não aceitarem o novo aeroporto maravilhoso!!!! E como a lei obriga a que todos os concelhos dêem luz verde..... o Ministro já tem uma solução, altera a lei para contornar o chumbo!!!!!

Solução simples, não é ???

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #231 em: Fevereiro 27, 2020, 10:36:24 am »
Acho interessante a posição deste governo sobre o novo aeroporto.

O Montijo tem aves? Não há problema, as aves são espertas e desviam-se dos aviões!!!!!!

Depois temos um Ministro que sugere que as pessoas da Moita são burras (por contraposição das aves), ao não aceitarem o novo aeroporto maravilhoso!!!! E como a lei obriga a que todos os concelhos dêem luz verde..... o Ministro já tem uma solução, altera a lei para contornar o chumbo!!!!!

Solução simples, não é ???

Abraços

O Governo mostra muita arrogância ao lidar com este assunto.

Já toda a gente percebeu que esta não é a solução ideal e quase que aposto que o governo sabe isso, mas esta solução só é escolhida pelo PS e até pelo PSD, porque sabem que é a única forma de construírem um novo aeroporto (apeadeiro!!!!) sem aumentarem o deficit e mais importante, sem gastarem um tostão do orçamento do estado, o que é o melhor dos 2 mundos! Pelo meio aumentam a concessão da ANA por mais umas décadas e entrega-se a exploração do novo aeroporto à ANA.

O problema do PS é conseguir explicar porque é que esta solução é a melhor (só o é para as finanças do estado no curto prazo), sem dizer que afinal continuamos em crise, não há dinheiro!!!!

Eu ouvi um PM afirmar na comunicação social que a crise/austeridade com o anterior governo PS tinha acabado! Obviamente estava a dizer uma grande mentira, mas o que importava é que essa mentira passou como verdade, misturada com um aumento de uns trocos aos reformados e desbloqueio da remuneração da função pública e desta vez ganha mesmo as eleições!!!!!

Tudo seria mais simples se o governo viesse a público afirmar:
"Meus senhores não há dinheiro! O único aeroporto que podemos oferecer é esta solução, todas as outras alternativas, apesar de serem melhores a médio/longo prazo, são mais dispendiosas para as finanças públicas, pelo que não são viáveis neste momento!"

Chegava isto, mas falta muita humildade ao governo para reconhecerem isto!!!!!
« Última modificação: Fevereiro 27, 2020, 10:38:07 am por Viajante »
 

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #232 em: Fevereiro 27, 2020, 10:56:48 am »
Acho interessante a posição deste governo sobre o novo aeroporto.

O Montijo tem aves? Não há problema, as aves são espertas e desviam-se dos aviões!!!!!!

Depois temos um Ministro que sugere que as pessoas da Moita são burras (por contraposição das aves), ao não aceitarem o novo aeroporto maravilhoso!!!! E como a lei obriga a que todos os concelhos dêem luz verde..... o Ministro já tem uma solução, altera a lei para contornar o chumbo!!!!!

Solução simples, não é ???

Abraços

O Governo mostra muita arrogância ao lidar com este assunto.

Já toda a gente percebeu que esta não é a solução ideal e quase que aposto que o governo sabe isso, mas esta solução só é escolhida pelo PS e até pelo PSD, porque sabem que é a única forma de construírem um novo aeroporto (apeadeiro!!!!) sem aumentarem o deficit e mais importante, sem gastarem um tostão do orçamento do estado, o que é o melhor dos 2 mundos! Pelo meio aumentam a concessão da ANA por mais umas décadas e entrega-se a exploração do novo aeroporto à ANA.

O problema do PS é conseguir explicar porque é que esta solução é a melhor (só o é para as finanças do estado no curto prazo), sem dizer que afinal continuamos em crise, não há dinheiro!!!!

Eu ouvi um PM afirmar na comunicação social que a crise/austeridade com o anterior governo PS tinha acabado! Obviamente estava a dizer uma grande mentira, mas o que importava é que essa mentira passou como verdade, misturada com um aumento de uns trocos aos reformados e desbloqueio da remuneração da função pública e desta vez ganha mesmo as eleições!!!!!

Tudo seria mais simples se o governo viesse a público afirmar:
"Meus senhores não há dinheiro! O único aeroporto que podemos oferecer é esta solução, todas as outras alternativas, apesar de serem melhores a médio/longo prazo, são mais dispendiosas para as finanças públicas, pelo que não são viáveis neste momento!"

Chegava isto, mas falta muita humildade ao governo para reconhecerem isto!!!!!

o sr  António, jogo de cintura, Costa,  humilde ??????
Era bom era mas não o é !!!!

Abraços
 
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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #233 em: Março 22, 2020, 05:58:50 am »
O espaço aéreo Português e Espanhol hoje ás 05:55, Impressionante, nunca visto, praticamente sem voos !!!




Abraços
« Última modificação: Março 22, 2020, 05:59:27 am por tenente »
 

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #234 em: Março 22, 2020, 08:56:36 am »
O espaço aéreo Português e Espanhol hoje ás 05:55, Impressionante, nunca visto, praticamente sem voos !!!




Abraços

Caro tenente, infelizmente vai ser assim nas próximas semanas um pouco por toda a Europa, e Mundo.
Podemos agradecer aos chinocas, o maior problema é o que virá a seguir.  >:(
Muitas companhias Aéreas não vão aguentar esta paragem tão longa, nunca vista na aviação, após Segunda Guerra Mundial.
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #235 em: Março 30, 2020, 03:32:14 pm »
É impressão minha ou o aeroporto de Beja está muito movimentado?

https://www.flightradar24.com/airport/byj/ground
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #236 em: Março 30, 2020, 04:47:07 pm »
É impressão minha ou o aeroporto de Beja está muito movimentado?

https://www.flightradar24.com/airport/byj/ground

Vai sair um 343 da Hifly para ir buscar á China, cerca de 30 tons de equipamento sanitário.

Abraços
 

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #237 em: Março 31, 2020, 05:35:56 pm »
E o Aeroporto/Base (não sei qual a entidade oficial), está a "ceder" espaço para estacionar aviões civis durante o corona
 

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Daniel

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #238 em: Abril 01, 2020, 08:45:19 am »
Covid-19: ANA propõe aos trabalhadores licenças sem vencimento e redução do período de trabalho
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/covid-19-ana-propoe-aos-trabalhadores-licencas-sem-vencimento-e-reducao-do-periodo-de-trabalho

Citar
Numa carta enviada hoje aos trabalhadores, a que a Lusa teve acesso, o presidente executivo da ANA, Thierry Ligonnière, apela "à adesão individual a uma ou mais medidas de apoio”, entre as quais constam a atribuição de licenças sem vencimento, redução temporária de 20% do período normal de trabalho durante três meses ou o gozo antecipado de férias relativas a 2020.

A empresa gestora dos aeroportos nacionais anuncia a aplicação de um corte de 20% nos salários da Comissão Executiva, a suspensão da distribuição de prémios durante o período da crise, da revisão da tabela salarial e da atualização do subsídio de refeição até ao final do ano.

Na extensa carta, Thierry Ligonnière informa ainda que "deverão ser gozados os descansos compensatórios já vencidos e as férias relativas aos anos anteriores, até 30 de abril" e que está suspensa a realização de trabalho suplementar, salvo autorização expressa da Comissão Executiva".

Além disso, refere, foram interrompidas as ações de consultoria externa, as contratações e adiadas ações de manutenção preventiva em infraestruturas e equipamentos não críticos.
Assumindo que as medidas já adotadas "serão provavelmente insuficientes” para proteger o emprego, caso a recuperação não aconteça no curto prazo, a ANA apela então à "mobilização voluntária e solidária dos trabalhadores da empresa", através da adesão a uma ou mais das medidas propostas.

"Os diretores e a equipa de recursos humanos irão, nos próximos dias, fornecer mais detalhes sobre estas opções e sobre a adesão às mesmas”, explica.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes e 7.443 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 627 estão internados, 188 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Re: Sector Aeroportuario/Aeronautica
« Responder #239 em: Abril 04, 2020, 10:10:46 am »
O aproveitamento da Situação de emergência no seu melhor, e, numa empresa que anualmente dá lucros fabulosos mais de 250 milhões !!!

Depois de em seis anos a VINCI ter lucrado mais de 1200 milhões, com a exploração dos aeroportos Nacionais, ao invés de repartir uma pequena parte com os trabalhadores está a cortar salários em 20%, a remarcar férias ou a propor licenças sem vencimento por meio ano !

https://www.noticiasaominuto.com/economia/1449912/covid-19-sindicatos-querem-que-ana-retribua-ganhos-aos-trabalhadores

Abraços e protejam-se
 

 

Sector público nacional melhorou nos anos 90

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