Energias Renováveis

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Lusitano89

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Re: Energias Renováveis
« Responder #225 em: Agosto 29, 2018, 03:40:07 pm »
Portugal promove gestão hídrica eficiente


 

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HSMW

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Re: Energias Renováveis
« Responder #226 em: Setembro 02, 2018, 03:24:51 pm »

Aqui está aquilo que tenho falado. Hidrogénio. Produzido a partir de energia eólica que separa o H2O em Hidrogénio e Oxigénio.
Autonomia de 600Km e abastece em 5 minutos.

Os elétricos são mais do mesmo. As baterias são feitas de Lítio que tem de ser extraído da terra e é limitado.
Tal como o petróleo.

Esqueçam os eléctricos!
O modelo da Hyundai a hidrogénio. Claro que em Portugal ainda não está disponível...
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 
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Re: Energias Renováveis
« Responder #227 em: Setembro 02, 2018, 03:54:55 pm »
Os elétricos são mais do mesmo. As baterias são feitas de Lítio que tem de ser extraído da terra e é limitado.
Tal como o petróleo.

Esqueçam os eléctricos!
O modelo da Hyundai a hidrogénio. Claro que em Portugal ainda não está disponível...

Ainda não descobriram como taxar carros a hidrogénio :)

O meu receio nos caros a hidrogénio é que aconteça isto:

 

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Lusitano89

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Re: Energias Renováveis
« Responder #228 em: Janeiro 09, 2019, 05:55:24 pm »
Fábrica de painéis solares fecha e deixa 105 desempregados devido a concorrência chinesa


A fábrica de painéis solares de Moura, no Alentejo, vai fechar, porque a sua viabilidade económica é "impossível", revelou esta quarta-feira um porta-voz da empresa proprietária, situação que deixará 105 pessoas desempregadas.

O porta-voz da empresa espanhola ACCIONA, a dona da fábrica, justificou à Lusa "o encerramento definitivo" da MFS - Moura Fábrica Solar, no distrito de Beja, com o facto de a sua viabilidade económica ser "impossível, num ambiente de mercado competitivo dominado por fabricantes chineses".

Contactado hoje pela Lusa, o presidente da Câmara de Moura, Álvaro Azedo, afirmou que o fecho da fábrica, "o maior empregador privado do concelho", é "um drama", porque "vai deixar 105 pessoas no desemprego".

Segundo o mesmo porta-voz, a decisão da ACCIONA de fechar a MFS "foi comunicada verbalmente aos trabalhadores" na passada segunda-feira e "também às autoridades nacionais e locais".

"A partir de agora", disse o porta-voz, "haverá um período de conversações com os representantes sindicais dos trabalhadores" para "definir as condições concretas" do despedimento e das indemnizações.

Os trabalhadores vão ser notificados formalmente por carta da decisão da ACCIONA e, após o período de negociações com os representantes sindicais, irão receber os pré-avisos de despedimento e as cartas de indemnização e só depois a fábrica irá fechar.

"São 105 postos de trabalho que se vão perder", o que "para um concelho do interior como o de Moura, que tem problemas em termos de emprego, é, de facto, um rombo muito grande", lamentou o presidente da câmara municipal, o socialista Álvaro Azedo, mostrando-se "muito consternado" com a situação, que considerou "dolorosa e devastadora".

Segundo o autarca, entre os 105 trabalhadores da fábrica, que vão ficar desempregados, "há muitos jovens e casais".

"Vamos ter situações em que numa casa de família marido e mulher vão ficar sem emprego, o que é devastador", sublinhou.

O porta-voz da empresa disse à Lusa que a ACCIONA "cumpriu plenamente todos os seus compromissos com as autoridades nacionais e locais, mantendo a atividade da fábrica durante 10 anos, com uma média de mais de 100 empregados" e através de dois parceiros tecnológicos, um primeiro espanhol e um segundo chinês, que "a geriram consecutivamente".

No entanto, o segundo parceiro, chinês, que geria a fábrica, "anunciou em 10 de setembro de 2018 - sete dias depois de a União Europeia ter decidido eliminar as tarifas sobre a importação de painéis da China - que iria concluir definitivamente a sua atividade em Moura e transferir a sua produção para fábricas na Ásia", explicou o porta-voz.

"Ao longo de 2018", a ACCIONA tentou negociar a entrada de um terceiro parceiro tecnológico na gestão da MFS, mas "sem qualquer resultado, dada a evolução do setor à escala global", e, por isso, "não houve outra opção senão [a de] fechar a fábrica", que parou de produzir painéis solares no passado mês de setembro, frisou.

"A ACCIONA aprecia o clima de colaboração alcançado nos últimos anos com as autoridades nacionais e locais e o empenho demonstrado por todos os colaboradores da fábrica e lamenta que o contexto global fotovoltaico - praticamente já não existem fábricas de painéis fotovoltaicos na Europa - nos obrigue a tomar esta decisão, que não era esperada quando iniciámos este projeto em 2008", disse o porta-voz.

A criação da MFS, que implicou um investimento de 10 milhões de euros e começou a produzir em 2008, foi uma das contrapartidas do projeto de construção da Central Solar Fotovoltaica de Amareleja, no concelho de Moura.

Após ter comprado a empresa que tinha sido criada pela Câmara de Moura para construir e gerir a central, a ACCIONA construiu a MFS e, no âmbito de um acordo com o município, comprometeu-se a mantê-la a funcionar durante 10 anos, ou seja, até 2018, e com mais de 100 trabalhadores.

Nos 10 anos de atividade, a MFS parou de produzir durante vários períodos, mas manteve sempre a relação laboral com os trabalhadores.

Álvaro Azedo disse à Lusa que a Câmara de Moura "percebia que a continuidade" da MFS "após 2018 levantava muitas dúvidas" e, por isso, fez "várias diligências", sobretudo junto do Governo, "no sentido de manter a fábrica a laborar e os 105 postos de trabalho", o que não foi possível.


:arrow: https://www.jn.pt/local/noticias/beja/moura/interior/fabrica-de-paineis-solares-fecha-e-deixa-105-desempregados-devido-a-concorrencia-chinesa-10416773.html?fbclid=IwAR2mZ-sA6AyFwBZa2NCdRkYGvZSqkfCb1y7xFIsyJ3kqrbo7io-9Kjraz0k
 

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Lusitaniae

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Re: Energias Renováveis
« Responder #229 em: Fevereiro 16, 2019, 02:23:02 pm »
Bandeirada elétrica. Táxi da Tesla chega às ruas de Lisboa

Não é todos os dias que vemos um Tesla a circular pela cidade, muito menos um táxi Tesla. Em Lisboa há apenas um e a TSF foi conhecê-lo.

"Tem um painel todo em pele, no qual tem um tablet de 17 polegadas, na horizontal, no fundo é um minicomputador, um portátil. O capô da frente não tem motor, é uma mini bagageira, atrás, tem outra bagageira, grande e o teto é panorâmico, não abre e além disso é térmico, ou seja, a luz solar ao entrar não aquece o carro de maneira a que as pessoas fiquem aqui todas numa estufa". A descrição é do taxista Fernando Pinto. Tem o carro há pouco mais de um mês.

Ler todos  os pormenores no link
http://Https://www.tsf.pt/sociedade/ciencia-e-tecnologia/interior/amp/bandeirada-sem-carbono-taxi-da-tesla-nas-ruas-de-lisboa-10576982.html
Abbati, medico, potronoque intima pande
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Energias Renováveis
« Responder #230 em: Maio 21, 2019, 04:57:25 pm »
Citar
EDP anuncia parceria com franceses da Engie para a energia eólica offshore
André Cabrita-Mendes e Shrikesh Laxmidas

O anúncio foi feito pela empresa esta terça-feira, semanas depois da OPA da CTG sobre a EDP ter terminado sem sucesso. O objetivo é criar uma “líder mundial na energia eólica offshore” com 5 a 7 gigawatts em operação ou construção até 2025. A parceria deve estar operacional até ao final de 2019.



A EDP Energias de Portugal fechou uma parceria com os franceses da Engie para as energias renováveis. A parceria vai contemplar a área da energia eólica offshore, as centrais marítimas que produzem eletricidade a partir do vento.


“A EDP e a Engie unem forças para criar líder mundial na energia eólica offshore”, segundo comunicado da elétrica portuguesa esta terça-feira, 21 de maio.

O objetivo é que esta parceria esteja operacional até ao final de 2019, com a execução do projeto a estar “sujeita aos respetivos processos de aprovação social, corporativo, legal, regulatório e contratual”.

Este acordo contempla a criação de uma parceria “controlada em partes iguais (50/50) no segmento eólico offshore, fixo e flutuante. A nova entidade será o veículo exclusivo de investimento da EDP, através da sua subsidiária detida em 82,6%, EDPR, e da ENGIE para oportunidades eólicas offshore em todo o mundo e passará a ser um dos cinco maiores operadores de offshore a nível global na área, combinando a competência industrial e a capacidade de desenvolvimento das duas empresas”, anuncia a companhia presidida por António Mexia.

“Segundo os termos do Memorando de Entendimento, a EDPR e a ENGIE combinarão os seus ativos eólicos offshore e os projetos em desenvolvimento na recém-criada joint-venture, iniciando com um total de 1,5 gigawatts em construção e 4,0 gigawatts em desenvolvimento, com o objetivo de atingir os 5 a 7 gigawatts de projetos em operação ou construção e 5 a 10 gigawatts em desenvolvimento avançado até 2025”, segundo o comunicado enviado à CMVM pela EDP.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/edp-anuncia-parceria-com-franceses-da-engie-para-as-renovaveis-446920


Citar
O sistema Windfloat, projecto da EDP Inovação



O “WindFloat” é uma tecnologia semi-submersível, semelhante a uma plataforma petrolífera com três pilares, sendo que num deles é instalada a torre eólica, com uma turbina.

Tem a vantagem de ser totalmente montada em terra e, posteriormente, rebocada até ao local onde produzirá energia, ou seja, a seis quilómetros da orla litoral, a cerca de 60 metros de profundidade.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Viajante

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Re: Energias Renováveis
« Responder #231 em: Julho 30, 2019, 05:25:04 pm »
Portugal tem o recorde na Europa em energia solar e obtém MWh a metade do preço

Não sendo reflectido na factura dos portugueses, a verdade é que o preço da energia solar em Portugal tem “abalado” a Europa. Segundo informações, em Portugal os 20 euros por MWh é metade do preço actual do Mercado Ibérico de Electricidade. Este foi o preço com que Portugal fechou o primeiro leilão solar fotovoltaico.
Além do valor que arrecadou o primeiro lugar no leilão, dentro do continente há preços ainda mais baixos. Na verdade, o país está a ser tido como um exemplo.



Portugal bate todos os recordes europeus em energia solar

Foram 1.400 MW colocados a concurso e participaram 64 empresas. Embora os resultados oficiais ainda não tenham sido publicados, existem alguns dados que têm passado para fora. Assim, sabe-se já que os preços muito baixos de alguns dos lotes premiados de energia solar nacional estão entre os mais baratos do mundo.
Este tipo de leilão permite aos governos atrair investimentos multimilionários (1,2 mil milhões de dólares no caso) para desenvolver infra-estruturas produtivas em troca de contractos estáveis (15 anos no caso), garantindo o retorno do investimento. Contudo, existem diferentes modalidades, mas o caso português mostra-nos que os preços da energia solar está a cair tanto que as diferenças são subtis.

Na verdade, o preço, como referido, varia entre 20 e 23 euros, dependendo das modalidades de retorno do investimento. O preço mais baixo visto até à data, de há algumas semanas, era de 15,49 euros por MWh no Brasil. No entanto, não é arriscado dizer que estes preços não vão ficar lá. Na verdade, os leilões solares tendem a bater os preços a um ritmo desenfreado à medida que a tecnologia se torna mais barata e os projectos com mais recursos para crescer.
Portanto, a chave é sem dúvida estamos a falar de Portugal. Por outras palavras, o nível de irradiação e as condições meteorológicas são um trunfo no mundo. Este é um factor-chave.



Poluição a quanto obrigas

Portugal pretende alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Além disso, o país pretende igualmente atender 80% da sua necessidade total de energia a partir da geração de energia limpa até 2030. Para alcançar esses objectivos, o Governo pretende aproveitar o potencial solar e a instalação de 1, 6 GW de capacidade solar fotovoltaica para 2021 e 8,1 GW a 9,9 GW para 2030.

“O leilão pretende localizar projectos solares de larga escala nas regiões sul do Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve. Este é um movimento estratégico, uma vez que as áreas do sul do Algarve e do norte do Alentejo estão entre os maiores locais de radiação solar na Europa.”
Conforme explicou Tarun Bhutani, gestor de projectos da GlobalData.



Segundo a GlobalData, Portugal já possui 1,22 GW de capacidade energética solar fotovoltaica em carteira nas diferentes fases de desenvolvimento. A capacidade instalada de energia solar fotovoltaica deverá ser de 1,74 GW até 2023. Considerando a alocação do actual leilão e o segundo leilão previsto para Janeiro de 2020, espera-se que a capacidade para 2023 suba para 3,8 GW a 4,3 GW.

“A energia solar fotovoltaica está a atingir a paridade de rede e está a tornar-se cada vez mais competitiva entre os mercados retalhistas de energia para impulsionar instalações de projectos não subsidiados.”
Concluiu Bhutani.

Em suma, temos tudo para ter energia aos melhores preços do mundo. Com isso, há condições para beneficiar as populações que ainda pagam uma das energias mais caras da Europa.

https://pplware.sapo.pt/ciencia/portugal-tem-o-recorde-na-europa-em-energia-solar-e-obtem-mwh-a-metade-do-preco/
 

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perdadetempo

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Re: Energias Renováveis
« Responder #232 em: Outubro 22, 2019, 10:35:23 pm »
Citar
First WindFloat Atlantic Turbine In Place

The first WindFloat Atlantic turbine has arrived at its final destination off the coast of Viana do Castelo in Portugal.



https://www.offshorewind.biz/2019/10/22/first-windfloat-atlantic-turbine-in-place/


 

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goldfinger

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Re: Energias Renováveis
« Responder #233 em: Janeiro 31, 2020, 11:21:11 am »
El plan de la española Iberdrola para convertir España y
Portugal en la gran ‘batería’ de Europa


LA ELÉCTRICA YA CONTROLA LA MAYOR CENTRAL DE BOMBEO DEL CONTINENTE EN VALENCIA Y CONSTRUYE UN MACROMPLEJO HIDROELÉCTRICO CERCA DE OPORTO QUE DISPARARÁ SU CAPACIDAD DE ALMACENAMIENTO CON AGUA HASTA LOS 4.000 MW DE POTENCIA EN LA PENÍNSULA IBÉRICA



Citar
En el norte de Portugal, casi a medio camino de Oporto y Ourense, está en construcción un coloso hidroeléctrico. Es uno de los más grandes de estas características levantado en los últimos 25 años en Europa. Tres presas y tres centrales hidroeléctricas -Gouvães, Daivões y Alto Tâmega- que se irán poniendo en marcha entre 2021 y 2023, y que la española Iberdrola explotará los próximos 70 años tras invertir unos 1.500 millones de euros (900 millones ya han sido ejecutados). Iberdrola inició las obras en 2014 y ya ha culminado dos tercios de un complejo en el río Tâmega, un afluente del Duero. Un hito que se ha celebrado este martes con un acto oficial con la presencia del primer ministro portugués, Antonio Costa, de varios de sus ministros y del presidente de la compañía española, Ignacio Sánchez Galán. Las tres centrales hidroeléctricas tendrán una potencia conjunta de 1.158 megavatios (MW) y, según las estimaciones de la propia empresa, cuando estén plenamente operativas serán capaces de producir 1.766 gigavatios hora (GWh) de electricidad cada año y suministrar energía limpia al consumo equivalente de 440.000 hogares portugueses, evitando la emisión a la atmósfera de 1,2 millones de toneladas CO2 y haciendo innecesaria la importación de 160.000 toneladas de petróleo al año. Agua para almacenar energía El nuevo complejo del Tâmega contará con casi 900 MW de bombeo, una técnica que permite el almacenamiento y reutilización del agua para generar electricidad en momentos de alta demanda. Con su puesta en marcha, Iberdrola superará los 4.000 MW de capacidad de bombeo en la Península Ibérica (3.192 MW en España y 880 MW en Portugal) con el objetivo de convertirla “en la gran batería del Viejo Continente”, indican desde la eléctrica.

La compañía reparte toda esa capacidad de almacenamiento entre una quincena de centrales, y estudia la posibilidad de ampliar embalses existentes en España (uno en el río Tiétar y otro en el Esla) para reconvertirlos al bombeo, según ha desvelado Galán tras el acto público en la localidad lusa de Ribeira da Pena. “La tecnología hidroeléctrica de bombeo es actualmente el sistema más eficiente para almacenar energía a gran escala. Es más rentable y aporta estabilidad, seguridad y sostenibilidad al sistema eléctrico, al generar gran cantidad de energía con un tiempo de respuesta muy rápido y sin crear ningún tipo de emisión a la atmósfera”, apuntan fuentes del grupo. “El almacenamiento que proporciona la tecnología hidroeléctrica de bombeo es clave para garantizar la estabilidad del sistema eléctrico ante la intermitencia de otras fuentes de energía renovables, como la eólica o la solar fotovoltaica”. Iberdrola prevé alcanzar los 90 gigavatios hora (GWh) de capacidad de almacenamiento en 2022, lo que supondrá un aumento respecto a 2018 de casi un 30%. En el próximo trienio, la compañía sumará gracias a la nueva instalación portuguesa 20 GWh adicionales, equivalentes a 400.000 baterías de coches eléctricos o a 1,4 millones de baterías para uso residencial. Las centrales de bombeo cuentan con dos embalses a distinta altura que permiten almacenar el agua en los momentos de menor demanda y aprovecharla para generar energía en las horas de mayor consumo para satisfacer toda la demanda eléctrica. En las horas ‘valle’, generalmente durante la noche en los días laborables y los fines de semana, se usa la energía sobrante -que en esas horas tiene un precio más bajo en el mercado- para transportar el agua contenida en el embalse situado en el nivel más bajo al depósito superior por medio de una bomba hidráulica que hace subir el agua a través de una tubería. El embalse superior funciona como un depósito de almacenamiento.

El proyecto original incluía una cuarta presa, en el río Beça, pero fue desechada por la presencia en la zona de ejemplares del mejillón Margaritifera margaritifera, una especie en peligro de extinción. Las obras para levantar el macromplejo de Tâmega tienen impacto en la zona. Además de las 56 viviendas que quedarán sumergidas bajo el agua, las deviaciones del río y las excavaciones en las montañas dejarán una huella permanente en el ecosistema. Para mitigar estos efectos Iberdrola lanzó hace más de un lustro un plan de acción socioeconómica de 50 millones de euros para la zona de influencia para impulsar iniciativas sociales, culturales y medioambientales. En paralelo, los trabajos de construcción han propiciado la creación de 3.500 empleos directos y otros 10.000 indirectos, el 20% de los cuales proviene de los municipios próximos al proyecto. La apuesta por Portugal Iberdrola se ha propuesto crecer en Portugal, un mercado identificado por el grupo como estratégico. Además de desarrollar el complejo hidroeléctrico del Tâmega, la compañía ya cuenta en el país con 92 MW de energía eólica distribuidos en tres parques y el pasado agosto se adjudicó en subasta 149 MW de potencia solar fotovoltaica. En paralelo, Iberdrola compite con EDP y Endesa en el negocio de la comercialización también en el mercado luso. Iberdrola es hoy la tercera compañía eléctrica del país por cuota de mercado, la primera suministradora de electricidad al sector industrial y la segunda en cuanto a número de clientes residenciales. Iberdrola gestiona más de medio millón de contratos de suministro de electricidad y gas y su objetivo para 2025 es duplicar su tamaño y alcanzar un millón de clientes domésticos, de un mercado compuesto por 5,2 millones de puntos de suministro.

« Última modificação: Janeiro 31, 2020, 11:22:58 am por goldfinger »
A España servir hasta morir
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Energias Renováveis
« Responder #234 em: Fevereiro 15, 2020, 03:47:40 pm »
Hidrogénio em Sines “vai ter um impacto maior na economia portuguesa do que a Autoeuropa”

O promotor da iniciativa Flamingo Verde, Marc Rechter, CEO do Resilient Group, revela pormenores sobre o futuro da indústria que vai nascer em Portugal para exportar hidrogénio para o mundo.

Apesar de neste momento estar apenas no papel, a criação de uma indústria para a produção de hidrogénio verde em Portugal tem potencial para destronar a fábrica da Volkswagen em Palmela como a maior exportadora nacional, garante o promotor da iniciativa Flamingo Verde (Green Flamingo), Marc Rechter, CEO do ResilientGroup, em entrevista ao Capital Verde do ECO.

O holandês, a viver em Portugal há 20 anos, não hesita em afirmar que “para Portugal é uma oportunidade maior do que a Autoeuropa […] em termos de exportações”.

Com uma reunião entre os governos de Portugal e da Holanda agendada para a próxima semana, em Bruxelas, para debater os próximos passos da iniciativa Flamingo Verde, Marc Rechter desvendou em entrevista ao Capital Verde do ECO mais pormenores sobre o que aí vem.

Qual é o verdadeiro potencial do hidrogénio verde para Portugal?
No futuro, Sines vai poder exportar energia, como se fosse petróleo, mas limpo. Para Portugal é uma oportunidade maior do que a Autoeuropa. Se for bem implementado vai ter maior impacto na economia portuguesa do que a Autoeuropa. E não só em termos de exportações, porque também vai permitir reduzir em 20% a importação de gás natural. Faz sentido, mas não é simples de executar. Tem de ser um esforço colaborativo entre muitos atores de países diferentes, governos e empresas, e temos e manter velocidade.

Para que mercados poderá Portugal exportar essa energia?
Alemanha, Bélgica, Finlândia, Suécia, até para o Japão. Onde quer que já exista um mercado de hidrogénio. Quanto mais rápido criarmos as infraestruturas certas em Sines, mais bem posicionados vamos ficar. Existem muitos mercados diferentes onde o hidrogénio verde terá um papel importantíssimo enquanto fonte de energia descarbonizada. A indústria mundial ainda utiliza hoje o hidrogénio (cinzento, ou seja, ainda poluente) em grandes quantidades, principalmente as refinarias, as indústrias do aço, cimento, vidro, farmacêutica e química. A maior zona química do mundo situa-se precisamente entre o portos de Roterdão [Holanda] e Antuérpia [Bélgica] e a área do Ruhr na Alemanha. Daí surgiu a lógica para começarmos a pensar numa cadeia de valor para o hidrogénio, aproveitando o recurso solar de Portugal. Começámos por identificar uma zona de consumo intensivo de hidrogénio, que terá pela frente o desafio de se descarbonizar.

Bateu primeiro à porta dos governos ou das empresas?
Tenho a grande vantagem de ser holandês e conheço bem o contexto de lá. A ideia é boa, mas requer confiança entre as pessoas. Primeiro fomos falar com as empresas porque sabíamos que era importante criar uma cadeia de valor para o hidrogénio. Tudo o que fizemos desde 2009 não é simples, tivemos de convencer grandes empresas holandesas de que a ideia era válida. Não é algo que uma só empresa vá fazer sozinha. É impossível. É uma estratégia de implementação de uma cadeia de abastecimento. Desde a produção à transformação, transporte e consumo.

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Sines tem espaço – 1GW de solar necessário para produzir hidrogénio ocupa 1500 hectares em média –, tem um porto, tem indústria química. Em Sines temos também um ótimo posicionamento geográfico, mas não é o único sítio com potencial na Península Ibérica.
Marc Rechter, promotor Flamingo Verde

Foi mais fácil falar com as empresas holandesas ou com as portuguesas?
A estratégia tem muitos atores públicos e privados. É um ecossistema complicado. A Holanda já estava muito avançada na sua estratégia de hidrogénio, por duas razões: necessidade de descarbonizar a gigante indústria química, com grandes refinarias da Shell, BP, Total, fábricas de aço e fertilizantes. O Governo holandês identificou o hidrogénio há vários anos como um componente estratégico para o país, para a descarbonização e também a nível económico. É uma grande oportunidade para as empresas holandesas se posicionarem nesse setor na Europa e a nível mundial. As grandes empresas com quem fui falar já fizeram grandes investimentos e na Holanda já existe um plano estratégico muito elaborado ao nível da economia do hidrogénio. Foi fácil falar com eles porque já estão muito avançados. Foi também relativamente fácil convencê-los que Portugal seria um bom país para criarmos uma primeira cadeia de valor europeia.

Sines foi a primeira escolha para montar uma indústria de hidrogénio verde na Europa?
Vejo isto como uma oportunidade ibérica, a nível europeu. Temos de pensar muito bem nas localizações das infraestruturas de produção de hidrogénio. Tem tudo a ver com: onde faz mais sentido colocar o investimento? Sines tem espaço – 1GW de solar necessário para produzir hidrogénio ocupa 1500 hectares em média –, tem um porto, tem indústria química. Em Sines temos também um ótimo posicionamento geográfico, mas não é o único sítio com potencial na Península Ibérica. A nível europeu é necessária uma estratégia integrada para o hidrogénio verde. É isso que se está a discutir neste momento em Bruxelas. Não podemos só olhar para um país produtor e um país consumidor.

Há mais países europeus interessados no hidrogénio verde português?
Neste momento temos uma estratégia Holanda-Portugal mas há mais Europa além destes dois países. O grande objetivo é criar um mercado europeu de hidrogénio verde. Já avançámos na cadeia de valor Holanda-Portugal, agora temos de olhar para os países à volta: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França. Quantos mais Estados-membros estiverem a olhar para isto, melhor. Se nos próximos cinco a dez anos conseguirmos criar várias cadeias de valor entre vários países, através do mar, através de gasodutos, e outras tecnologias, a Europa vai criar um sistema muito forte de auto-produção de energia e mudar radicalmente a sua dependência do gás da Rússia e do petróleo do Médio Oriente.

Depois de convencida a Holanda, foi complicado fazer o mesmo em Portugal?
As empresas holandesas estão muito interessadas porque podem ter mais uma fonte de hidrogénio verde e estamos a trabalhar com elas. Conseguimos convencer o Governo holandês de que Portugal é um bom parceiro para começar a primeira cadeia de valor de hidrogénio na Europa, já que tem tido estabilidade política, promoção das renováveis e desde outubro assumiu hidrogénio verde como prioridade para o país. O Governo holandês percebeu que faz sentido fazermos um trabalho em conjunto. Estamos a falar com o Governo português há dois anos, para identificar o potencial do hidrogénio. Desde outubro, depois das eleições, quando chegámos com uma estrutura já montada na Holanda – com interesse do setor privado e também do Governo — as coisas começaram a andar. Para Portugal há uma grande oportunidade de descarbonização e criação de emprego. Também porque avisámos que é agora ou nunca. Tal como a Holanda é a porta de entrada para a maior zona industrial do mundo, há muitos outros países que também querem o hidrogénio verde. E há muita gente que pode competir com Portugal por ter boas condições para a produção do hidrogénio verde: Itália, Marrocos, Tunísia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Chile, Omã, muitos têm recurso solar melhor do que o nosso. A questão é que estamos a criar um novo ecossistema energético europeu que tem a ver com baixar custos e também assegurar a segurança energética. No futuro podemos até importar hidrogénio verde daqueles países, mas primeiro temos de assegurar a nossa cadeia de valor interna europeia, para não estarmos dependentes de terceiros.

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“Sabemos que as interligações de eletricidade e gás entre Espanha e França são um ponto fraco e ainda vai demorar muito para ser resolvido. França não tem grande interesse nisso”, alerta Marc Rechter.

Quais são os próximos passos no projeto de trazer o hidrogénio verde para Portugal?
Para a semana haverá uma reunião com os governos de Portugal e Holanda em Bruxelas. Em dezembro realizou-se também na Comissão Europeia o primeiro workshop aberto para a apresentação de vários projetos de hidrogénio, candidatos ao estatuto IPCEI – Important Projects of Common European Interest. A Comissão Europeia vê-nos como um dos projetos mais maduros entre todos os que estão a candidatar-se ao IPCEI. Muito provavelmente vamos conseguir obter o estatuto, mas não podemos desacelerar agora, não podemos ser lentos. Temos de continuar com velocidade para estarmos na linha da frente. Em março, Portugal e Holanda vão assinar um memorando de entendimento, mas só na segunda metade de 2021 as obras de construção poderão começar no terreno, em Sines.

De acordo com o que apresentaram em Bruxelas, há a previsão de 15 empresas envolvidas no projeto. Este número pode crescer?
O número de empresas vai ter tendência de crescer porque não vai ser uma coisa fechada. Para avançarmos com a velocidade necessária e ganharmos o apoio de Bruxelas não podemos ter já à partida 100 empresas na mesa. Com 15 empresas já é um desafio gerir os interesses de cada uma. Depois da autorização de Bruxelas e do acordo entre Holanda e Portugal, muitas empresas vão poder integrar-se na cadeia de valor.

Portugal vai ter hidrogénio verde para exportar e para consumo interno. Mas vai ser possível usar a rede de gasodutos já existente?
A REN também está no processo. Pela informação que temos, conseguimos injetar hidrogénio verde na rede de gás até uma certa percentagem sem haver necessidade de mais investimentos em infraestruturas de transporte e distribuição. Na Europa, a rede de gás é recente e consegue-se injetar até 20% de hidrogénio. Além desse valor, já começa a ser necessário fazer investimentos na rede. Neste momento já há investimentos a serem feitos na rede de gás, o objetivo é que nos próximos 30 a 40 anos a rede de gás natural seja atualizada e melhoradas para ser uma uma rede de hidrogénio verde. Existe a oportunidade para a REN aproveitar a sua infraestrutura para o futuro, para uma nova era. É uma mudança no investimento e uma oportunidade de descarbonizar o sistema energético. Para o abastecimento de veículos, pode-se sempre acrescentar um tanque de hidrogénio nas bombas de gasolina já existentes e passa a existir uma maior rede de postos. Isso implica investimento, mas está a ser feito em todo o mundo. O hidrogénio é uma boa opção nos transportes, mas a infraestrutura ainda tem de crescer, como aconteceu com os carros elétricos, que levaram alguns anos para evoluir e agora estão em flecha. O hidrogénio também tem de fazer essa escalada.

O Porto de Sines também já está preparado para exportar hidrogénio verde em navios para o resto do mundo?
Há dez anos identificámos que o potencial de Portugal e Espanha para exportarem energia renovável era enorme. Mas sabemos que as interligações de eletricidade e gás entre Espanha e França são um ponto fraco e ainda vai demorar muito para ser resolvido. França não tem grande interesse nisso. A forma de aproveitarmos o nosso recurso energético e exportá-lo – tornar Portugal e Espanha, porque vejo isto de forma ibérica, numa região de exportação de energia limpa – vem através do hidrogénio verde. Porque conseguimos produzir, armazenar e transportar o hidrogénio de forma muito mais fácil do que a eletricidade, que exige redes e interligações elétricas. Para o hidrogénio podemos usar as redes de gás já existentes e juntá-lo ao gás natural. Ou transportá-lo em longas distâncias, em navios, depois de liquefeito. No entanto, essa tecnologia ainda vai levar uns anos a chegar ao mercado porque tem alguns desafios técnicos, mas existe o projeto-piloto do primeiro barco para transportar hidrogénio liquefeito. Também pode ser transformado num óleo que absorve o hidrogénio e seguir então por navio, sem riscos.

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Neste momento temos uma estratégia Holanda-Portugal mas há mais Europa além destes dois países. O grande objetivo é criar um mercado europeu de hidrogénio verde. Já avançámos na cadeia de valor Holanda-Portugal, agora temos de olhar para os países à volta: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França.
Marc Rechter, promotor Flamingo Verde

Como reage às vozes críticas que sublinham que no hidrogénio verde é preciso gastar energia – solar – para gerar uma nova energia?
Há muito pouco conhecimento sobre o hidrogénio verde. E ao mesmo tempo há muitos interesses virados para a eletrificação. Há empresas a investir fortemente nesta área. Mas a eletricidade só representa 23% do nosso mix energético. Falta descarbonizar os restantes 77% e não vai ser possível, de todo, fazer isto com a eletrificação. É aí que entra o hidrogénio verde, que pode ajudar a mudar mais rapidamente essa outra parte. Não vejo o hidrogénio como concorrente da eletrificação. Vamos precisar de tudo isto para descarbonizar a economia e criar o crescimento económico necessário na Europa para a reindustrialização do nosso continente. Sou a favor de todas as tecnologias.

Mas todas as energias alternativas às fósseis querem ocupar o seu espaço no mercado.
A ideia é substituir o hidrogénio poluente que já é consumido na indústria por hidrogénio verde. Consegue-se produzi-lo de forma limpa, com eletricidade proveniente do eólico e do solar. O hidrogénio não é uma fonte de energia, é um energy carrier [portador de energia]. Conseguimos armazenar muita energia num volume muito pequeno de hidrogénio. Esta é uma das principais qualidades do hidrogénio. As baterias elétricas também armazenam energia mas têm limitações ao nível do peso, do espaço, das matérias-primas. Não devemos apostar numa só tecnologia para o armazenamento. Temos muitas outras formas e o hidrogénio é mais uma. E das melhores. As baterias perdem energia com o passar do tempo, enquanto o hidrogénio não, porque é um gás. Não perde a sua capacidade energética, nem em dois meses, nem em seis meses ou seis anos. Permite guardar grandes quantidades de energia durante muito tempo. Isto é bom para fazer face à intermitência das renováveis e face às diferenças sazonais no consumo de energia: guardamos quando temos a mais para utilizar quando temos a menos.

Daqui a quanto tempo o hidrogénio poderá ter um papel de destaque no mix energético europeu e mundial?
Ainda temos de criar, e vai levar muitos anos, um novo ecossistema energético, onde constam fatores de produção de energia limpa – eólica e solar. Para mim, dez anos para mudar um ecossistema energético é muito rápido. Há uma aceleração da mudança neste momento, por causa de dois fatores: as tecnologias para o solar e as baterias estão a tornar-se mais económicas do que a alternativa que é obter a energia da rede. Se conseguir energia própria a um custo mais baixo, vou instalar um sistema próprio. Especialmente quando olhamos para as empresas, onde 20 a 30% dos custos são com energia. É uma componente muito importante. As renováveis estão a ficar mais baratas do que comprar eletricidade à rede. As políticas europeias estão a ser implementadas de forma acelerada pelos Estados-membros, o que quer dizer que a legislação está a mudar as regras do jogo. O hidrogénio vai ter um papel cada vez mais importante no novo e emergente ecossistema energético como uma fonte de energia muito flexível.

Como assim? Ainda se sabe muito pouco sobre hidrogénio verde.
Pode ser produzido a partir de fontes renováveis, pode ser utilizado quando quisermos, o que é muito diferente da eletricidade, que produzimos e temos de utilizar logo ou perdemos. Os eletrões não ficam à espera. Ou então armazena-se mas há limitações grandes nas baterias. O hidrogénio também é muito versátil: pode ser utilizado nos transportes, em autocarros ou camiões, barcos. A vantagem face aos veículos elétricos puros é que com hidrogénio é possível andar mais quilómetros e abastecer mais depressa – três ou quatro minutos. O hidrogénio é um energy carrier de alta concentração energética: conseguimos pôr em pouco volume muita energia e é muito leve. O hidrogénio verde também permite produzir amoníaco, que é a matéria-prima principal dos fertilizantes, com destino ao mercado do norte da Europa. E podemos começar a olhar para a produção de etanol e metanol, que vão ser procurados por causa da segunda Diretiva Europeia de Renováveis, que impõe metas de descarbonização dos transportes. Conseguimos produzir etanol e metanol a partir de hidrogénio, incluindo dióxido de carbono.

https://eco.sapo.pt/entrevista/hidrogenio-em-sines-vai-ter-um-impacto-maior-na-economia-portuguesa-do-que-a-autoeuropa/
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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Re: Energias Renováveis
« Responder #235 em: Fevereiro 29, 2020, 07:57:53 pm »

Is 100% Renewable Possible By 2050?
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Re: Energias Renováveis
« Responder #236 em: Abril 28, 2020, 08:54:48 pm »
Hidrogénio verde já arrancou na central térmica da EDP no Ribatejo

A produção de hidrogénio verde já está a dar os primeiros passos em Portugal. Depois de anunciado pela EDP no final do ano passado, o projeto-piloto de produção de hidrogénio na Central de Ciclo Combinado do Ribatejo “arrancou oficialmente no início deste mês de abril”, confirmou ao ECO/Capital Verde Miguel Patena, diretor de Inovação, Tecnologia e Desenvolvimento Internacional da EDP Produção.

Com um orçamento total de 12,6 milhões de euros (10 milhões de financiamento da União Europeia e 2,1 milhões a cargo da EDP), o projeto durará quatro anos (até 2024) e “enquadra-se na estratégia da EDP em procurar soluções de geração de baixo carbono numa perspetiva energética integrada que passará simultaneamente pela eletrificação do consumo e pela produção de combustíveis não emissores de gases com efeito de estufa”, explicou o responsável.



https://eco.sapo.pt/2020/04/27/hidrogenio-verde-ja-arrancou-na-central-termica-da-edp-no-ribatejo/

https://www.portal-energia.com/hidrogenio-verde-barato-estavel-147390/


Mais uma vez afirmo que as tecnologias associadas ao Hidrogénio deveriam ser uma das principais apostas nacionais.
« Última modificação: Abril 28, 2020, 09:11:52 pm por HSMW »
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Re: Energias Renováveis
« Responder #237 em: Julho 13, 2020, 08:34:47 pm »
A CorPower está a instalar em Viana do Castelo um centro para pesquisa e montagem de conversores de energia das ondas para produção de electricidade.

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With a 16M EUR investment plan, wave energy developer CorPower is establishing a R&D, Manufacturing & Service Centre for Wave Energy Converters in Viana do Castelo, northern Portugal.

The location has been chosen to support CorPower’s flagship demonstration project HiWave-5, and for the long-term development of supply and service capacity for commercial wave energy farms. Several factors have contributed to choosing Viana do Castelo for this investment, and are not just limited to Portugal’s undeniably powerful Atlantic swells.

A strong competence pool of engineers from adjacent sectors such as offshore wind, composite manufacturing and shipyards, top level universities and industrial infrastructure including ports and grid connection allows effective upscaling of operations in the region.

Portugal also presents an ideal environment for HiWave-5 due to its natural assets and environmental consciousness. CorPower’s work strongly complements the Portuguese Industrial Strategy for Ocean Renewable Energies, designed to create a competitive and innovative industrial export cluster for ocean renewable energy.

Grid operator REN recently installed a new offshore cable servicing floating wind, and there is significant commercial interest from utilities and project developers for next generation wave project development.

“This is a crucial stage in our pursuit to develop a new class of high efficiency Wave Energy Converters," says Patrik Möller, CEO of CorPower Ocean. “CorPower’s goal is to successfully introduce certified and warrantied WEC products to the market by 2024, making wave energy a bankable technology that can attract mainstream renewable project finance.

CorPower and port authority APDL - Administração dos Portos do Douro, Leixões and Viana do Castelo - have reached an agreement to develop the ocean energy facility within the commercial port of Viana do Castelo. It will provide space for the fabrication, assembly and servicing of commercial scale wave energy converters.

Mr Möller added that CorPower will also be contributing to the local blue tech cluster and maritime related value chains. “The arrival of CorPower Ocean Portugal Lda provides a foundation to ramp up exports and attract inward investment to the region,” he said. “Around 15 highly qualified engineering jobs are planned for the next three years, covering composite design and manufacturing, mechanical, electrical, control and marine operations.”

By Jake Frith

https://www.maritimejournal.com/news101/marine-renewable-energy/corpower-ocean-launches-in-portugal
 
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Energias renovaveis e etanol

Iniciado por GI Jorge

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por GI Jorge