Falta aí um pequeno (grande) pormenor.
Os passageiros desta rota não são militares. São sobretudo a população local e visitantes.
Por uma questão de conforto foi definido pelo GRA, já há muitos anos, que entre outras coisas, os aviões teriam de ter cabine pressurizada, mais confortável e silenciosa.
O Q200 foi o primeiro, naquela rota, a cumprir esse requisito.
O DORNIER 228, que operava anteriormente, não tinha.
O CASA também não tem.
E, se forem verificar, a cumprir com esse requisito (entre outros), não existem grandes opções.
Infelizmente, e contrariando o que eu pensava, o LUS-222 também não tem, pelo que provavelmente a minha dedução inicial estará errada e, afinal, não será essa a opção pela qual a SATA aguarda.
É pena, e provavelmente poderia ter sido um detalhe a avaliar na concepção do modelo.
A não ser que o GRA deixe "cair" esse requisito, não teremos LUS-222 nos Açores, pelo menos nestas funções.
Parece um pormenor insignificante, mas quem já viajou nos dois tipos de cabine entende a importância, sobretudo para quem o faz como meio de transporte regular.