Na verdade acenar com a produção local e participação de empresas Portuguesas não foi a formula que nos levou a adquirir o KC390?
Não discutindo o caça em si, o marketing ta a trabalhar bem
Não. A fórmula que nos levou a adquirir o KC-390, foi participar no desenvolvimento do avião, juntamente com a promessa (que não foi cumprida) de que o custo unitário iria ser baixíssimo, inicialmente de 50M por avião, tendo eventualmente chegado a estimativas de 70-80M, em contraste com a concorrência que seria muito mais cara.
A realidade não se veio a demonstrar bem assim.
Os programas A-400M e NH-90 têm mais em comum com o KC, e não comprámos nenhum.
A Saab faz este marketing para praticamente todos os países. A grande diferença neste caso para o programa KC, é que a Saab não pode fazer promessas de preços, dizendo que o Gripen custa metade ou menos de metade do que a concorrência, porque simplesmente não podem vender o avião tão barato.
Fora isso, não faz qualquer sentido ter uma fábrica de caças em Portugal, para produzir tão poucos aviões, de um modelo que pura e simplesmente não tem mercado que justifique tantas linhas de produção.
Além disso, abrir uma fábrica aumentaria os custos do programa, e atrasaria os prazos - o que vai completamente contra a narrativa de que "é urgente substituir os F-16 e não podemos adiar a decisão 3/4 anos".