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Substituiçao dos F-16's

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Duarte

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5970 em: Março 09, 2026, 05:54:18 pm »
20 F-35 em termos de NATO capability requirements faz sentido:

Citar
1 Esquadra de Caça 4.5/5ª geração (QRA + Expeditionary)
Capaz de Air Policing nacional e Báltico

Capaz de 1 destacamento expedicionário (6 aeronaves)

Capaz de sustentar operações por 6 meses

Fonte: NATO Air Policing + declarações do MDN sobre substituição F‑16.

Ou seja uma esquadra para o TN: 10 a 12 +2 reserva + 2 treino + 4 a 6 para destacamento aéreo = 20, a quantia mínima de caças.

Interessante será saber quanto tempo e com quantos F-16 haverá uma segunda esquadra? A FAP operará os F-35 apenas, e uma segunda esquadra cada vez menor com F-16 até se comprar um 6G? Haverá outro modelo de caça  pelo meio: 4,5G (novo ou usado) , caça ligeiro/ treino avançado, algum modelo usado? 8 a 10 F-16V usados, ou mais 8 a 10  F-35 para completar uma segunda esquadra? Ou UAVs loyal wingman ?

Como as células do F-16 estão no limite, a FAP precisa urgentemente de um avião de transição para não "derreter" as horas de voo dos caros F-35 em missões de treino ou policiamento básico.
Apostar num Jato Ligeiro, com a compra de aviões como o Leonardo M-346 Master ou o KAI T-50 Golden Eagle faz muito sentido.
São aviões novos, com células para 30 ou 40 anos, que podem fazer o policiamento aéreo do dia-a-dia e treinar pilotos, deixando os F-35 guardados para missões de alta complexidade.

F-35 em duas fases (Batch 1 e Batch 2)
Em vez de comprar 8-10 F-16V usados (que também estariam desgastados), a estratégia mais lógica para Portugal é:
Fase 1: Comprar 14-20 F-35 para substituir a primeira esquadra de F-16.
Fase 2: Poucos anos depois, adquirir mais 8-14 F-35 para substituir a segunda esquadra, uniformizando a frota.
O papel dos Drones (Loyal Wingman)
A segunda esquadra pode não ser composta por 12 aviões tripulados, mas sim por 4 F-35 comandando 12 a 16 drones de combate. Isto resolveria o problema das células velhas sem a necessidade de comprar dezenas de caças tripulados caríssimos.
Em resumo: Manter o F-16 até ao 6G (2045+) é quase impossível devido à fadiga do metal. A FAP será forçada a escolher entre uma frota total de F-35 ou um mix de F-35 com um caça ligeiro de treino/ataque.
Faz sentido para este cenário de uma frota única de F-35 complementada por drones de combate, ou  a FAP tentará manter o F-16 a "soro" o máximo de tempo possível?

Qual o cenário mais provável?
« Última modificação: Março 09, 2026, 06:12:19 pm por Duarte »
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next
 

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MMaria

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5971 em: Março 09, 2026, 06:21:26 pm »
Caro demais: Suíça reduz aquisição de caças F-35
...
Originalmente, a aquisição havia sido planejada dentro de um orçamento de 6 bilhões de francos suíços (cerca de US$ 6,6 bilhões). Revisões mais recentes, porém, indicaram que o valor total poderia crescer até 1,3 bilhão de francos adicionais.

Segundo comunicado do governo da Suíça, o governo dos EUA citou fatores como inflação global, aumento no preço de commodities e ajustes em contratos industriais como justificativa para o reajuste.


https://tecnodefesa.com.br/caro-demais-suica-reduz-aquisicao-de-cacas-f-35/

Sds
Eu não vim para explicar, eu vim para confundir
Chacrinha
 

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dc

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5972 em: Março 10, 2026, 01:06:19 am »
Sinceramente não percebo tanto fel em relação á Embraer e ao KC390. Mas esses argumentos são extremamente tendenciosos.
Estimativas de preços iniciais que depois mudam não são exclusivas do KC-390. Isso acontece em praticamente todos os grandes programas militares. Um exemplo muito recente é a compra do F35 pela Suiça.

Se os argumentos são tendenciosos, porque é que o Governo em 2019 teve perto de cancelar a compra, porque a Embraer resolveu aumentar o preço dos aviões sem avisar?

Segundo, estimativas de preços iniciais é uma coisa. Estimativas de preços que eram badaladas e passadas ao Governo Português, pouco tempo antes da assinatura do contrato, é outra. Esconder o aumento do preço de um parceiro do programa, tem uma gravidade especial.

Novamente, se esta omissão de preço acontece com outra coisa qualquer, era um escândalo.

A Suíça não participou no programa F-35, logo a situação não é comparável.

Mas agradeço a comparação. É bastante reveladora de que quando a Embraer aumenta o preço só porque lhe apetece, está tudo bem, mas quando o preço do F-35 aumenta, sem ninguém saber porquê (se foi algo no contrato que encareceu, se foi a trapalhada das tarifas do Trump...) já é um problema.

Os dois pesos e duas medidas estão do vosso lado.  ::)

Citar
Além disso, comparar “preço por avião” sem distinguir o que está incluído simuladores, logística, apoio por anos, peças, treino (tudo isto estava incluido no pacote que Portugal assinou em Évora em 2019)  dá uma imagem bastante distorcida.

Calma calma calma. Não sabes que 2019 vem antes de 2020?

E que o KC-390 viu o seu custo aumentar ANTES da pandemia? Ou vamos agora fingir que a Embraer previu o futuro, e aumentou o preço por causa de uma inflação que viria a acontecer no futuro?

Realmente quando se ignora a ordem cronológica das coisas, a imagem fica bastante distorcida.

Para teu azar, o contrato português, que é público, especifica os valores.
Dos 827M, 606M são dados para os 5 aviões + 1 simulador. Os sistemas defensivos, manutenção, etc estão fora deste valor, e representam os restantes 221M (+-) do contrato.

Na melhor das hipóteses, e isto assumindo que o simulador custa exactamente o mesmo que um avião, dá um custo unitário de no mínimo 101M cada.

Portanto aqui a comparação do "preço por avião", remete-se estritamente a este valor, com o valor referenciado.

Novamente, não é à toa que o Governo Português quase cancelou a compra.

Citar
Mais, entre 2019 (data de assinatura do contracto) e fim 2023 (quando chegou o primeiro KC390) aconteceram duas coisinhas que não sei se reparou tiveram algum impacto na industria mundial o COVID-19 e a guerra na Ukrania que aumentou significativamente o preço das matérias-primas. Não esquecer o aumento da procura mundial por armamento o que pressionou ainda mais fornecedores e fábricas, estendendo prazos e elevando preços. Tudo isso têm um impacto nos custos finais.

Nenhum desses acontecimentos afectou o custo dos KC-390, porque o aumento do preço do avião, e a assinatura do contrato, antecederam qualquer um desses acontecimentos.

Dizer que o KC-390 em 2019 ficou mais caro, por causa da pandemia em 2020, e da guerra na Ucrânia a partir de 2022, está entre os argumentos mais estúpidos que já li na vida.

Volto a repetir, o valor do contrato ficou definido em 2019, antes de qualquer um desses acontecimentos.
 

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dc

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5973 em: Março 10, 2026, 01:23:14 am »
Ou seja uma esquadra para o TN: 10 a 12 +2 reserva + 2 treino + 4 a 6 para destacamento aéreo = 20, a quantia mínima de caças.

Interessante será saber quanto tempo e com quantos F-16 haverá uma segunda esquadra? A FAP operará os F-35 apenas, e uma segunda esquadra cada vez menor com F-16 até se comprar um 6G? Haverá outro modelo de caça  pelo meio: 4,5G (novo ou usado) , caça ligeiro/ treino avançado, algum modelo usado? 8 a 10 F-16V usados, ou mais 8 a 10  F-35 para completar uma segunda esquadra? Ou UAVs loyal wingman ?

Como as células do F-16 estão no limite, a FAP precisa urgentemente de um avião de transição para não "derreter" as horas de voo dos caros F-35 em missões de treino ou policiamento básico.
Apostar num Jato Ligeiro, com a compra de aviões como o Leonardo M-346 Master ou o KAI T-50 Golden Eagle faz muito sentido.
São aviões novos, com células para 30 ou 40 anos, que podem fazer o policiamento aéreo do dia-a-dia e treinar pilotos, deixando os F-35 guardados para missões de alta complexidade.

F-35 em duas fases (Batch 1 e Batch 2)
Em vez de comprar 8-10 F-16V usados (que também estariam desgastados), a estratégia mais lógica para Portugal é:
Fase 1: Comprar 14-20 F-35 para substituir a primeira esquadra de F-16.
Fase 2: Poucos anos depois, adquirir mais 8-14 F-35 para substituir a segunda esquadra, uniformizando a frota.
O papel dos Drones (Loyal Wingman)
A segunda esquadra pode não ser composta por 12 aviões tripulados, mas sim por 4 F-35 comandando 12 a 16 drones de combate. Isto resolveria o problema das células velhas sem a necessidade de comprar dezenas de caças tripulados caríssimos.
Em resumo: Manter o F-16 até ao 6G (2045+) é quase impossível devido à fadiga do metal. A FAP será forçada a escolher entre uma frota total de F-35 ou um mix de F-35 com um caça ligeiro de treino/ataque.
Faz sentido para este cenário de uma frota única de F-35 complementada por drones de combate, ou  a FAP tentará manter o F-16 a "soro" o máximo de tempo possível?

Qual o cenário mais provável?

Ficar apenas com 20 caças é insuficiente. Os caças costumam ter taxas de disponibilidade de 60% (muitas vezes nem isso), o que faz com que muitas vezes tenhas apenas 12 aeronaves disponíveis.

Esses 12, terão que dar para
-2 em QRA + 2 na reserva QRA
-4 potencial BAP (ou outra missão similar)
-sobram apenas 4 para fazer tudo o resto

O mais sensato a fazer, era adquirir esses hipotéticos 20 F-35, e manter a totalidade ou quase totalidade dos F-16, ou pelo menos os 12/16 aviões que ainda estejam em melhores condições.

Estes 12 poderiam então manter-se com funções de QRA, eventualmente absorver missões ASuW (com Harpoon) e/ou C-UAS (com APKWS-II), deixando os F-35 para tarefas mais complexos.

Isto, até substituir esses F-16 que restassem, por um segundo lote de F-35, preferencialmente 12-16 aeronaves.

Se o número de F-35 se ficasse pelos 20-24, era necessário complementar a frota com algo. Aeronave de treino a jacto armada, UCAVs, Loyal Wingman, todos estes.

Parece-me evidente que, ao ficarmos limitados a 20 unidades, será por uma questão financeira.

 

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Charlie Jaguar

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5974 em: Março 10, 2026, 08:49:27 am »
Boa noite,
Com a condução do Cartaxo Alves para CEMGFA, poderemos ter o contrato de 20 !  F-35A assinado antes do verão ou no pior dos casos no Outono !



Parece estar muito bem encaminhado, de facto. Que assim seja.  ;)
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

"(...) Que, havendo por verdade o que dizia,
DE NADA A FORTE GENTE SE TEMIA
"

Luís Vaz de Camões (Os Lusíadas, Canto I - Estrofe 97)
 
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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5976 em: Março 10, 2026, 11:45:15 am »
Tal como com as fragatas, quando vir , acredito
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 
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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5977 em: Março 10, 2026, 07:55:03 pm »
Ou seja uma esquadra para o TN: 10 a 12 +2 reserva + 2 treino + 4 a 6 para destacamento aéreo = 20, a quantia mínima de caças.

Interessante será saber quanto tempo e com quantos F-16 haverá uma segunda esquadra? A FAP operará os F-35 apenas, e uma segunda esquadra cada vez menor com F-16 até se comprar um 6G? Haverá outro modelo de caça  pelo meio: 4,5G (novo ou usado) , caça ligeiro/ treino avançado, algum modelo usado? 8 a 10 F-16V usados, ou mais 8 a 10  F-35 para completar uma segunda esquadra? Ou UAVs loyal wingman ?

Como as células do F-16 estão no limite, a FAP precisa urgentemente de um avião de transição para não "derreter" as horas de voo dos caros F-35 em missões de treino ou policiamento básico.
Apostar num Jato Ligeiro, com a compra de aviões como o Leonardo M-346 Master ou o KAI T-50 Golden Eagle faz muito sentido.
São aviões novos, com células para 30 ou 40 anos, que podem fazer o policiamento aéreo do dia-a-dia e treinar pilotos, deixando os F-35 guardados para missões de alta complexidade.

F-35 em duas fases (Batch 1 e Batch 2)
Em vez de comprar 8-10 F-16V usados (que também estariam desgastados), a estratégia mais lógica para Portugal é:
Fase 1: Comprar 14-20 F-35 para substituir a primeira esquadra de F-16.
Fase 2: Poucos anos depois, adquirir mais 8-14 F-35 para substituir a segunda esquadra, uniformizando a frota.
O papel dos Drones (Loyal Wingman)
A segunda esquadra pode não ser composta por 12 aviões tripulados, mas sim por 4 F-35 comandando 12 a 16 drones de combate. Isto resolveria o problema das células velhas sem a necessidade de comprar dezenas de caças tripulados caríssimos.
Em resumo: Manter o F-16 até ao 6G (2045+) é quase impossível devido à fadiga do metal. A FAP será forçada a escolher entre uma frota total de F-35 ou um mix de F-35 com um caça ligeiro de treino/ataque.
Faz sentido para este cenário de uma frota única de F-35 complementada por drones de combate, ou  a FAP tentará manter o F-16 a "soro" o máximo de tempo possível?

Qual o cenário mais provável?

Ficar apenas com 20 caças é insuficiente. Os caças costumam ter taxas de disponibilidade de 60% (muitas vezes nem isso), o que faz com que muitas vezes tenhas apenas 12 aeronaves disponíveis.

Esses 12, terão que dar para
-2 em QRA + 2 na reserva QRA
-4 potencial BAP (ou outra missão similar)
-sobram apenas 4 para fazer tudo o resto

O mais sensato a fazer, era adquirir esses hipotéticos 20 F-35, e manter a totalidade ou quase totalidade dos F-16, ou pelo menos os 12/16 aviões que ainda estejam em melhores condições.

Estes 12 poderiam então manter-se com funções de QRA, eventualmente absorver missões ASuW (com Harpoon) e/ou C-UAS (com APKWS-II), deixando os F-35 para tarefas mais complexos.

Isto, até substituir esses F-16 que restassem, por um segundo lote de F-35, preferencialmente 12-16 aeronaves.

Se o número de F-35 se ficasse pelos 20-24, era necessário complementar a frota com algo. Aeronave de treino a jacto armada, UCAVs, Loyal Wingman, todos estes.

Parece-me evidente que, ao ficarmos limitados a 20 unidades, será por uma questão financeira.

Essa disponibilidade não depende só das aeronaves em si mas sim do sistema logístico inovador baseado no software a bordo do avião e a logística a ela conectada. Tem tido problemas dado que é completamente novo e inovador mas está a ser aprimorado. Não deverá ser algo que fique gravado na pedra para sempre. O meu maior medo não advém do sistema mas sim dos decisores humanos e cutlura Portuguesa que a manutenção é como um custo qualquer sobre o qual deve ser sempre feito um exercício de engenharia financeira em Excell.  :mrgreen:
« Última modificação: Março 10, 2026, 09:38:36 pm por Pilotasso »
 

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5978 em: Março 11, 2026, 01:42:25 am »
Eu usei apenas os valores de referência para caças a jacto. Regra geral, as taxas de disponibilidade tendem a rondar os 60%, podendo atingir os 70%.

O essencial, é que 20 aviões apenas será sempre insuficiente. É melhor que nada? É. Mas se fosse só para isso, gastavas mais uns pozinhos e atingias as 24 unidades.

A esperança é que viessem de facto estes 20 iniciais, e passado uns anos se recebesse um segundo lote, de pelo menos 12 F-35. Até lá aguentar uma dúzia de F-16 deve ser possível, permitindo mantê-los em tarefas de QRA por exemplo.
 

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5979 em: Março 11, 2026, 09:01:50 pm »
Swedish fighter challenges America’s F-35 in Portugal
https://www.dagens.com/news/swedish-fighter-challenges-americas-f-35-in-portugal

Local production: the key element with which Saab seeks to position the Gripen E as a replacement for the Portuguese Air Force’s F-16s
https://www.zona-militar.com/en/2026/03/10/local-production-the-key-element-with-which-saab-seeks-to-position-the-gripen-e-as-a-replacement-for-the-portuguese-air-forces-f-16s/

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5980 em: Março 11, 2026, 09:53:46 pm »
Na verdade o kc-390 no inicio do desenvolvimento era para ser uma aeronave lowcost para países com orçamento baixos e depois é que evoluiu para um avião superior ao Hércules.

Errado. A ideia do KC sempre foi a de ter ligeiramente mais capacidade de carga do C-130. Não houve em momento algum uma mudança de planos ou evolução do projecto.

Houve sim um aproveitamento da Embraer, em que fazia publicidade a custos baixíssimos (tipo metade do preço do A-400), mas depois cobrou muito mais a Portugal, sem aviso prévio durante o programa acerca do aumento do preço - preço este que se aproximou demasiado do A-400.

Quanto a ser superior ao C-130, isso só é em parte verdade. O C-130 é melhor a operar em pistas curtas e pistas semi-preparadas. O C-130 ao ter 4 motores tem mais resiliência em caso de algum deles ficar inoperacional.

De resto, era de esperar que o KC fosse superior ao C-130, tratando-se de um projecto muito mais recente. E praticamente ninguém defendia a compra do C-130, mas sim do A-400 (ou idealmente o binómio KC/A-400).
NOP, no inicio do projecto a Embraer queria criar o avião apartir do seu maior modelo o Embraer 190 e isso depois não foi para a frente.

Correto, o projeto inicial que a Embraer apresentou na LAAD em 2007 era uma derivação direta (e low cost) do E190; em 2009 é apresentado o avião que conhecemos hoje e que é um aparelho completamente diferente.
 

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5981 em: Março 11, 2026, 09:59:45 pm »
Boa noite,
Com a condução do Cartaxo Alves para CEMGFA, poderemos ter o contrato de 20 !  F-35A assinado antes do verão ou no pior dos casos no Outono !



Eu não quero ser o costumeiro "estraga prazer" de plantão, mas... continua a não existir qualquer carta pública do Foreign Military para o Congresso Norte Americano a dizer "F-35A" e "Portugal"
 

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Re: Substituiçao dos F-16's
« Responder #5982 em: Março 11, 2026, 10:03:09 pm »
Sinceramente não percebo tanto fel em relação á Embraer e ao KC390. Mas esses argumentos são extremamente tendenciosos.
Estimativas de preços iniciais que depois mudam não são exclusivas do KC-390. Isso acontece em praticamente todos os grandes programas militares. Um exemplo muito recente é a compra do F35 pela Suiça.

Se os argumentos são tendenciosos, porque é que o Governo em 2019 teve perto de cancelar a compra, porque a Embraer resolveu aumentar o preço dos aviões sem avisar?

Segundo, estimativas de preços iniciais é uma coisa. Estimativas de preços que eram badaladas e passadas ao Governo Português, pouco tempo antes da assinatura do contrato, é outra. Esconder o aumento do preço de um parceiro do programa, tem uma gravidade especial.

Novamente, se esta omissão de preço acontece com outra coisa qualquer, era um escândalo.

A Suíça não participou no programa F-35, logo a situação não é comparável.

Mas agradeço a comparação. É bastante reveladora de que quando a Embraer aumenta o preço só porque lhe apetece, está tudo bem, mas quando o preço do F-35 aumenta, sem ninguém saber porquê (se foi algo no contrato que encareceu, se foi a trapalhada das tarifas do Trump...) já é um problema.

Os dois pesos e duas medidas estão do vosso lado.  ::)

Citar
Além disso, comparar “preço por avião” sem distinguir o que está incluído simuladores, logística, apoio por anos, peças, treino (tudo isto estava incluido no pacote que Portugal assinou em Évora em 2019)  dá uma imagem bastante distorcida.

Calma calma calma. Não sabes que 2019 vem antes de 2020?

E que o KC-390 viu o seu custo aumentar ANTES da pandemia? Ou vamos agora fingir que a Embraer previu o futuro, e aumentou o preço por causa de uma inflação que viria a acontecer no futuro?

Realmente quando se ignora a ordem cronológica das coisas, a imagem fica bastante distorcida.

Para teu azar, o contrato português, que é público, especifica os valores.
Dos 827M, 606M são dados para os 5 aviões + 1 simulador. Os sistemas defensivos, manutenção, etc estão fora deste valor, e representam os restantes 221M (+-) do contrato.

Na melhor das hipóteses, e isto assumindo que o simulador custa exactamente o mesmo que um avião, dá um custo unitário de no mínimo 101M cada.

Portanto aqui a comparação do "preço por avião", remete-se estritamente a este valor, com o valor referenciado.

Novamente, não é à toa que o Governo Português quase cancelou a compra.

Citar
Mais, entre 2019 (data de assinatura do contracto) e fim 2023 (quando chegou o primeiro KC390) aconteceram duas coisinhas que não sei se reparou tiveram algum impacto na industria mundial o COVID-19 e a guerra na Ukrania que aumentou significativamente o preço das matérias-primas. Não esquecer o aumento da procura mundial por armamento o que pressionou ainda mais fornecedores e fábricas, estendendo prazos e elevando preços. Tudo isso têm um impacto nos custos finais.

Nenhum desses acontecimentos afectou o custo dos KC-390, porque o aumento do preço do avião, e a assinatura do contrato, antecederam qualquer um desses acontecimentos.

Dizer que o KC-390 em 2019 ficou mais caro, por causa da pandemia em 2020, e da guerra na Ucrânia a partir de 2022, está entre os argumentos mais estúpidos que já li na vida.

Volto a repetir, o valor do contrato ficou definido em 2019, antes de qualquer um desses acontecimentos.

Pequena diferença, a Embraer não aumentou o preço dos aparelhos APÓS a assinatura do contrato de aquisição dos mesmos...

 

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« Responder #5983 em: Hoje às 08:41:32 am »
Sinceramente não percebo tanto fel em relação á Embraer e ao KC390. Mas esses argumentos são extremamente tendenciosos.
Estimativas de preços iniciais que depois mudam não são exclusivas do KC-390. Isso acontece em praticamente todos os grandes programas militares. Um exemplo muito recente é a compra do F35 pela Suiça.


Se os argumentos são tendenciosos, porque é que o Governo em 2019 teve perto de cancelar a compra, porque a Embraer resolveu aumentar o preço dos aviões sem avisar?

Segundo, estimativas de preços iniciais é uma coisa. Estimativas de preços que eram badaladas e passadas ao Governo Português, pouco tempo antes da assinatura do contrato, é outra. Esconder o aumento do preço de um parceiro do programa, tem uma gravidade especial.

Novamente, se esta omissão de preço acontece com outra coisa qualquer, era um escândalo.

A Suíça não participou no programa F-35, logo a situação não é comparável.

Mas agradeço a comparação. É bastante reveladora de que quando a Embraer aumenta o preço só porque lhe apetece, está tudo bem, mas quando o preço do F-35 aumenta, sem ninguém saber porquê (se foi algo no contrato que encareceu, se foi a trapalhada das tarifas do Trump...) já é um problema.

Os dois pesos e duas medidas estão do vosso lado.  ::)

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Além disso, comparar “preço por avião” sem distinguir o que está incluído simuladores, logística, apoio por anos, peças, treino (tudo isto estava incluido no pacote que Portugal assinou em Évora em 2019)  dá uma imagem bastante distorcida.

Calma calma calma. Não sabes que 2019 vem antes de 2020?

E que o KC-390 viu o seu custo aumentar ANTES da pandemia? Ou vamos agora fingir que a Embraer previu o futuro, e aumentou o preço por causa de uma inflação que viria a acontecer no futuro?

Realmente quando se ignora a ordem cronológica das coisas, a imagem fica bastante distorcida.

Para teu azar, o contrato português, que é público, especifica os valores.
Dos 827M, 606M são dados para os 5 aviões + 1 simulador. Os sistemas defensivos, manutenção, etc estão fora deste valor, e representam os restantes 221M (+-) do contrato.

Na melhor das hipóteses, e isto assumindo que o simulador custa exactamente o mesmo que um avião, dá um custo unitário de no mínimo 101M cada.

Portanto aqui a comparação do "preço por avião", remete-se estritamente a este valor, com o valor referenciado.

Novamente, não é à toa que o Governo Português quase cancelou a compra.

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Mais, entre 2019 (data de assinatura do contracto) e fim 2023 (quando chegou o primeiro KC390) aconteceram duas coisinhas que não sei se reparou tiveram algum impacto na industria mundial o COVID-19 e a guerra na Ukrania que aumentou significativamente o preço das matérias-primas. Não esquecer o aumento da procura mundial por armamento o que pressionou ainda mais fornecedores e fábricas, estendendo prazos e elevando preços. Tudo isso têm um impacto nos custos finais.

Nenhum desses acontecimentos afectou o custo dos KC-390, porque o aumento do preço do avião, e a assinatura do contrato, antecederam qualquer um desses acontecimentos.

Dizer que o KC-390 em 2019 ficou mais caro, por causa da pandemia em 2020, e da guerra na Ucrânia a partir de 2022, está entre os argumentos mais estúpidos que já li na vida.

Volto a repetir, o valor do contrato ficou definido em 2019, antes de qualquer um desses acontecimentos.

Pequena diferença, a Embraer não aumentou o preço dos aparelhos APÓS a assinatura do contrato de aquisição dos mesmos...


Sintra aqui fica uma noticia da época com uma descrição do que se passou que comprova o que dizes.

https://www.dn.pt/arquivo/diario-de-noticias/embraer-aceita-vender-aeronaves-kc-390-por-827-milhoes-de-euros--10739731.html?utm_source=chatgpt.com

DC obrigado pelos esclarecimentos, de facto o contracto foi assinado em 2019 e apesar de a embraer ser boa em muitas coisas futurologia não é uma delas. Eu gostava de ler o contracto mas não o encontrei em lado nenhum e tenho dúvidas de que seja público como dizes mas se puderes por um link agradeço. O que encontrei foi a Resolução do Conselho de Ministros 120/2019, de 29 de Julho que têm os valores que descreves mas isso não é um contracto entre o Governo Português. Por isso sem o contracto em sim não vamos saber os pormenores.
O que sabemos é que a embraer numa fase inicial anunciou valores mais baratos e que depois do conselho de ministros ter aprovado as verbas ainda tentou puxar os valores para cima mas falhou. No fim acabou por aceitar os valores que todos sabemos. Ou seja Portugal e a Embraer negociaram e acordaram um determinado valor portanto nada de novo mais uma razão para não perceber tanto fel.