6ª Geração

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Re: 6ª Geração
« Responder #540 em: Fevereiro 18, 2026, 05:28:30 pm »
A mim parece-me óbvio que, a FAP a ser obrigada a receber um eurocanard (via SAFE ou não), vai anular qualquer chance de dar o salto geracional nas próximas décadas.

A vantagem de realizar uma solução stop-gap como a modernização dos F-16 para V (ou comprar alguns V recentemente modernizados aos gregos), é que além de mais barata, não empata verba do SAFE, e obriga a que no fim da década de 30/início da de 40 se avance com a sua substituição, desfasada dos programas da década de 30, e com os candidatos 6G já em cima da mesa como opção.

A ser impossível comprar F-35, esta é a derradeira solução.

Usar o SAFE para comprar caças novos, seria um erro por várias razões, inclusive financeiras.

Ao usar o SAFE 2.0 (vamos dizer 5800M, tal como o actual), para comprar caças novos, basicamente 90% do valor iria para este programa, com a LPM a ter que financiar todos os outros programas.

Isto traz o risco em que só se avança no programa de caças, e outros programas (fragata, submarinos, MPA, etc) fiquem em águas de bacalhau por falta de orçamento - tudo isto para ter um caça que o ramo não quer, e que não representa um salto tecnológico que justifica o preço.

Em contraste, a modernização dos F-16 para V, custaria quanto muito 2000M, relativamente fáceis de obter na LPM, e ainda teríamos o tal SAFE 2.0 para resolver tudo o resto.

Resumindo, se não é para dar o salto geracional, não compensa de maneira alguma comprar algo novo (a excepção poderia quanto muito ser KF-21, que teoricamente é mais barato que os caças europeus).

E sabendo que o orçamento pode ser limitado, num hipotético investimento combinado de 10000M (LPM + SAFE 2.0) em equipamento, eu antes prefiro gastar <2000M a modernizar os F-16, gastar os 5800M do SAFE 2.0 em vários programas europeus (fragatas, AA, mais Boxer, etc), e depois ainda me sobrarem uns 2200 para outros programas, como munições, subs coreanos, etc.
 

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JohnM

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Re: 6ª Geração
« Responder #541 em: Fevereiro 18, 2026, 05:38:20 pm »
A mim parece-me óbvio que, a FAP a ser obrigada a receber um eurocanard (via SAFE ou não), vai anular qualquer chance de dar o salto geracional nas próximas décadas.

A vantagem de realizar uma solução stop-gap como a modernização dos F-16 para V (ou comprar alguns V recentemente modernizados aos gregos), é que além de mais barata, não empata verba do SAFE, e obriga a que no fim da década de 30/início da de 40 se avance com a sua substituição, desfasada dos programas da década de 30, e com os candidatos 6G já em cima da mesa como opção.

A ser impossível comprar F-35, esta é a derradeira solução.

Usar o SAFE para comprar caças novos, seria um erro por várias razões, inclusive financeiras.

Ao usar o SAFE 2.0 (vamos dizer 5800M, tal como o actual), para comprar caças novos, basicamente 90% do valor iria para este programa, com a LPM a ter que financiar todos os outros programas.

Isto traz o risco em que só se avança no programa de caças, e outros programas (fragata, submarinos, MPA, etc) fiquem em águas de bacalhau por falta de orçamento - tudo isto para ter um caça que o ramo não quer, e que não representa um salto tecnológico que justifica o preço.

Em contraste, a modernização dos F-16 para V, custaria quanto muito 2000M, relativamente fáceis de obter na LPM, e ainda teríamos o tal SAFE 2.0 para resolver tudo o resto.

Resumindo, se não é para dar o salto geracional, não compensa de maneira alguma comprar algo novo (a excepção poderia quanto muito ser KF-21, que teoricamente é mais barato que os caças europeus).

E sabendo que o orçamento pode ser limitado, num hipotético investimento combinado de 10000M (LPM + SAFE 2.0) em equipamento, eu antes prefiro gastar <2000M a modernizar os F-16, gastar os 5800M do SAFE 2.0 em vários programas europeus (fragatas, AA, mais Boxer, etc), e depois ainda me sobrarem uns 2200 para outros programas, como munições, subs coreanos, etc.
Num mundo em que os F-16 não estivessem comprometidos estruturalmente essa seria uma opção válida e óbvia. No entanto, a versão oficial da FAP é que são irrecuperáveis de forma minimamente aceitável financeiramente, tudo o resto é especulação aqui no fórum. Até a FAP vir a terreiro dizer que as atuais células podem ser modernizadas, continuar a insistir nesse cenário é irrealista.

Pessoalmente, acho absolutamente irrealista esperar que Portugal adquira aviões 6G antes de 2050, ou seja, cerca de 10 anos depois da entrada ao serviço nas outras forças aéreas (como já foi aqui adiantado por alguém), pelo que qualquer solução que entre ao serviço em 2030 terá que sobreviver durante uns 20 anos. A se concretizar este cenário, então uma das esquadras de eurocanard poderia ser usada e modernizada (e adquirida através da LPM), sendo substituída daqui a 20 anos, enquanto a segunda esquadra (com aviões novos adquiridos pelo SAFE 2.0) poderia continuar a servir até 2060 ou mais em tarfeas menos exigentes como DCA, QRA, policiamento, ataque marítimo, etc. É ideal? Não é, porque obriga a duas linhas logísticas e de treino diferentes a partir de 2050, mas também não é inaudito e, acima de tudo, duvido que Portugal consiga/queira disponibilizar dinheiro para adquirir e manter operacionais duas esquadras de 5G ou 6G…
« Última modificação: Fevereiro 18, 2026, 06:01:41 pm por JohnM »
 

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goncalobmartins

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Re: 6ª Geração
« Responder #542 em: Fevereiro 18, 2026, 09:17:39 pm »
 

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JohnM

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Re: 6ª Geração
« Responder #543 em: Fevereiro 18, 2026, 09:27:59 pm »
Projeto ‘caça europeu’ não serve necessidades militares da Alemanha, diz Merz

https://eco.sapo.pt/2026/02/18/projeto-caca-europeu-nao-serve-necessidades-militares-da-alemanha-diz-merz/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques
Quando o chanceler alemão diz uma coisa destas, não há muita volta a dar. O FCAS tal como o conhecemos, morreu hoje… vamos ver o que vai resulta em termos de drones, sistemas de controle e informação, etc.
 
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Re: 6ª Geração
« Responder #544 em: Fevereiro 18, 2026, 10:21:56 pm »
Ora bem, temos:
1- o GCAP,
2- talvez a França avance com a India
3- E agora? Alemanha/suécia?
4- F-47 na europa?
 

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JohnM

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Re: 6ª Geração
« Responder #545 em: Fevereiro 18, 2026, 10:31:51 pm »
Ora bem, temos:
1- o GCAP,
2- talvez a França avance com a India
3- E agora? Alemanha/suécia?
4- F-47 na europa?
1 – Sim, mais a Arábia Saudita (quase certo), Austrália (bastante provável) e Alemanha (provável, mas menos, ver ponto 3 abaixo).

2 - Provável.
 
3 – Possível, mas menos provável. O projeto, para já, não passa de uma declaração de intenções sueca, com uns powerpoints e estudos à mistura. Duvido que venha a estar pronto na escala temporal que os alemães querem. E não há know-how em nenhum dos dois países em áreas criticas, como os motores… não vai ser fácil, o que pode empurrar a Alemanha para o GCAP (já fizeram contactos com a Itália e o Reino Unido para ver essa possibilidade).

4 – Extremamente improvável, porque a Europa não quer ficar dependente dos Estados Unidos  e estes já disseram que eventuais versões de exportação serão downgraded.
 
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Re: 6ª Geração
« Responder #546 em: Hoje às 11:45:16 am »
Talvez seja marketing por parte da BAE mas...

BAE says its Eurofighter pipeline is filled until first GCAP assembly


PARIS – BAE Systems said the production pipeline for the Eurofighter Typhoon fighter jet is filled until the start of final assembly of the sixth-generation stealth aircraft being developed through the Global Combat Air Programme, or GCAP.
“The good news is that we now have production requirements all the way through to when we start doing final assembly of a GCAP capability, which is important,” BAE Chief Executive Officer Charles Woodburn told financial analysts in a call on Wednesday following the London-based company’s full-year earnings report.
Spain and Italy placed additional orders for the Eurofighter at the end of 2024, followed by Germany in October, with Turkey joining the program as a new customer that same month, with deliveries continuing into the mid 2030s. The GCAP program between the United Kingdom, Italy and Japan targets an entry into service in 2035 for the next-gen combat aircraft.

The Eurofighter consortium formed by Airbus, BAE and Leonardo announced plans in June 2025 to increase production of the aircraft to 20 jets a year by mid-2028 from annual production of 14, rising to 30 planes a year at a later point.
“We’ve talked before about sort of the pathway to doubling production rates, and I think we’re well on that, having secured Türkiye, and there are other opportunities,” Woodburn said. Regarding the multi-year plan to increase production rates, “we’re well on that journey, and we will adjust, if needed, upwards if we are successful in securing further orders,” the BAE CEO said.
BAE makes the front fuselage and the vertical stabilizer of the Eurofighter, Airbus makes the center fuselage and right-hand wing, Leonardo makes the left wing, while BAE together with Leonardo supplies the rear fuselage.
Woodburn said Eurofighter has additional opportunities for support and new aircraft sales, both from existing and new customers, and including potential new European orders. He said the latest missile systems from MBDA provide the aircraft with “extremely good capabilities.”
The Eurofighter can carry MBDA’s ramjet-powered Meteor, considered one of the world’s best beyond-visual-range air-to-air missiles, as well as the Storm Shadow cruise missile. The weapon package for Turkey’s purchase of the aircraft includes the Meteor, the prospect of which had raised alarm in Greece in early 2025.
The GCAP program is “making really good progress,” according to Woodburn, who said BAE is “delighted” with the partnership it has.
Asked whether GCAP would be able to accommodate Airbus as a partner in case the French-German-Spanish Future Combat Air System program falls apart, Woodburn avoided specifics. The competing program to develop a sixth-generation fighter has stalled amid bickering between Airbus and Dassault System over control and work share.
“The decisions around expanding the partnership are entirely down to the three governments of Italy, Japan and the U.K.,” the CEO said. “There’s really not much more I can comment on that, apart from the fact that we have a really strong partnership that is making great progress and moving at pace.”
Europe is becoming an increasingly important part of BAE’s business, with 2025 reported sales in the region climbing 28%, compared to overall sales growth of 8% for the company. The United States is the biggest market for BAE, followed by the U.K.
Europe accounted for 32% of the BAE order book at the end of December, while accounting for 11% of sales in 2025, according to Woodburn, who said he expects “significant growth” there over the next five years as the company works “as we build out that backlog.”
BAE expects to benefit from rising defense spending on the continent, both through its local businesses such as Hägglunds in Sweden and its stakes in Eurofighter and MBDA, as well as by partnering with companies such as PGZ in Poland, which can benefit from the European Union’s defense loans program, according to the CEO.
“In our order outlook, we’re expecting significant growth in Europe, and it’s a combination of selling in from our UK business, but very importantly, strongly enhanced by our footprint already within Europe, and specifically the EU.”

https://www.defensenews.com/global/europe/2026/02/19/bae-says-its-eurofighter-pipeline-is-filled-until-first-gcap-assembly/
 
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Re: 6ª Geração
« Responder #547 em: Hoje às 04:30:27 pm »
Num mundo em que os F-16 não estivessem comprometidos estruturalmente essa seria uma opção válida e óbvia. No entanto, a versão oficial da FAP é que são irrecuperáveis de forma minimamente aceitável financeiramente, tudo o resto é especulação aqui no fórum. Até a FAP vir a terreiro dizer que as atuais células podem ser modernizadas, continuar a insistir nesse cenário é irrealista.

Pessoalmente, acho absolutamente irrealista esperar que Portugal adquira aviões 6G antes de 2050, ou seja, cerca de 10 anos depois da entrada ao serviço nas outras forças aéreas (como já foi aqui adiantado por alguém), pelo que qualquer solução que entre ao serviço em 2030 terá que sobreviver durante uns 20 anos. A se concretizar este cenário, então uma das esquadras de eurocanard poderia ser usada e modernizada (e adquirida através da LPM), sendo substituída daqui a 20 anos, enquanto a segunda esquadra (com aviões novos adquiridos pelo SAFE 2.0) poderia continuar a servir até 2060 ou mais em tarfeas menos exigentes como DCA, QRA, policiamento, ataque marítimo, etc. É ideal? Não é, porque obriga a duas linhas logísticas e de treino diferentes a partir de 2050, mas também não é inaudito e, acima de tudo, duvido que Portugal consiga/queira disponibilizar dinheiro para adquirir e manter operacionais duas esquadras de 5G ou 6G…

A primeira etapa, seria o primeiro passo a dar - perceber, de forma imparcial e sem tusa do mijo, o real estado da frota F-16.

Se realmente não for possível fazê-lo, eu aconselhava sondar os gregos a ver se estão dispostos a vender 24 dos seus F-16V recentemente modernizados. Com jeitinho, vendem por uns 1500M, e ficamos com o assunto resolvido por uns anos, para conseguir tomar decisões a sério quanto ao futuro.

Para os gregos seria benéfico, pois podiam comprar aos franceses mais Rafale, ou aumentar a encomenda de F-35, em que ~1500M perto de metade dos aviões adicionais. É win-win para os dois lados.

Essa opção de adquirir eurocanards usados para uma esquadra, e novos para outra fica absurdamente cara, e basicamente vai impedir que haja dinheiro para os 6G.
Ainda por cima, pagamentos do SAFE iriam coincidir com pagamentos dos 6G. Basicamente a despesa com a Defesa nesses anos ia ficar inflacionada pelo pagamento do empréstimo, e consequentemente teríamos verba reduzida para comprar o que quer que seja.