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Força Aérea Portuguesa / Re: O Super Tucano em Portugal
« Última mensagem por dc em Janeiro 19, 2026, 12:06:22 am »
Quando vieram os leopard as criticas foram similares, quando vieram os pandures a mesma coisa, e posso continuar para quase todas as armas que vieram nos últimos anos.

Huh?

Quando vieram os Leopard, as críticas iam desde "são poucos, deviam ter comprado mais" ao "não devíamos ter Carros de Combate porque nunca os vamos usar e mais valia usar o dinheiro noutras prioridades". Que revelam duas filosofias completamente diferentes.

De notar que os Leopard foram uma compra de oportunidade, por um preço bastante reduzido para um meio que era na altura praticamente topo de gama.

As críticas aos Pandur eram por ser considerado o modelo mais fraco a concurso, tendo sido escolhido sobretudo pelo factor preço. Depois vieram as críticas às falhas de execução do contrato, e ao cancelamento considerado por muitos prematuro.

As críticas ao C-295 eram referentes à capacidade de transporte inferior ao C-27J, e por o C-27J ter os motores em comum com o C-130J, que se fosse escolhido na altura, facilitava a logística. No entanto o C-295 tinha a vantagem da versão VIMAR.

Os EH-101 eram praticamente unânimes. As críticas iam para o contrato de manutenção... ou falta dele.

Os F-16MLU receberam críticas fruto dos atrasos do programas de modernização, e fruto da não aquisição de munições adequadas e em quantidade suficiente que tirassem partido do dito MLU.

Os Tridente levaram críticas pelo escândalo de corrupção envolvido, fora isso todos queriam pelo menos o 3⁰ submarino de opção.

As BD só foram criticadas porque a malta queria era fragatas novas, num altura em que andavam todos a construir fragatas AAW (Alvaro de Bazan, Zeven Provincien e Sachsen). Fora isso, as críticas a sério vieram do MLU incompleto.

Nos Koala, a crítica foi para a verba ridícula (20M + IVA), e por serem helis civis monomotor, quando a necessidade era por um modelo bimotor.

Nada a ver com as críticas feitas à compra dos ST.
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Conflitos do Presente / Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Última mensagem por Duarte em Janeiro 19, 2026, 12:05:04 am »
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Conflitos do Presente / Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Última mensagem por Lightning em Janeiro 18, 2026, 11:48:14 pm »
E essas manifestações pela Gronelândia, só me fazem lembrar das manifestações pela Ucrânia, não serviram de nada, e aqui vai ser parecido.

Nem o Putin, nem o Trump dão importância à lei, eles só respeitam a força.

Por isso enquanto a Europa não tiver força vai continuar a ser "violada", depois ou gosta e continua ou faz alguma coisa contra isso.

Porque os americanos nem vão levar a mal os países europeus estarem melhor armados, é o que o Trump exigiu e podemos sempre dizer: "Somos capazes de assegurar isto ou aquilo, não tem de ser sempre os americanos a safar isto!", e eles vão ver países capazes e não os tais aliados submissos lambe-botas que vão à boleia.

Simultaneamente, melhorar a capacidade industrial europeia para não estarmos dependentes deles e termos, independência estratégica como os franceses.

O ideal seria no fim a Europa estar no nível "near-pear", certas coisas nunca vamos ter que é uma super Marinha ou bombardeiros estratégicos, os EUA vão sempre ser uma potência militar global, mas se criarmos uma bolha de segurança á volta da Europa, com capacidade anti-aerea forte e anti-navio, um "muro" de forças mecanizadas e anti-drone na frente leste com a Rússia e alguma capacidade expedicionária para o Mediterrâneo e África ocidental para situações de crise, podíamos ser uma potência regional que os EUA não olhariam com o desprezo que olham actualmente.
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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por dc em Janeiro 18, 2026, 11:37:16 pm »
O Typhoon também demorou a ter um Multirole. O ao que tudo indica, o KF-21 terá maior sobrevivabilidade que o Typhoon.

Citar
while undercutting fifth-generation alternatives by a substantial margin.

Esses 112M por avião, certamente incluem mais do que apenas a aeronave. Os próprios artigos dizem que fica mais barato que os 5G (F-35), que como todos sabemos custa o mesmo (ou até menos) que os 4.5G actuais.

As contas que andam a fazer, não são comparáveis, já que o custo unitário de cada F-35A, é bem menor que esses 112M, mas é bem maior quando olhamos para os contratos completos com manutenção, treino, sobressalentes, munições, etc.
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Portugal / Re: Preparar as FA para um conflito no curto prazo
« Última mensagem por dc em Janeiro 18, 2026, 11:22:02 pm »
Então a Europa agora tem de se preparar para o exército russo, e a US Navy, é tranquilo   :mrgreen: :o

Vamos ter um século XXI interessante...

A Europa levava na pá bem fácil. Mas é que não há hipóteses, num cenário completamente maluco em aue o Trump decide usar força militar contra um aliado, de a Europa se safar.

A Europa não tem a capacidade de projecção de força, nem logística, nem defensiva, nem ofensiva, para se bater de igual para igual com os EUA.

O melhor a fazer é assegurar linhas de comunicação abertas com as FA americanas, mantendo uma relação favorável com as suas chefias, e assim dar mais força a estes para que recusem participar em qualquer acção militar,  caso o maluquinho laranja se lembre de o fazer.

Dada a actual situação geoestratégica (ameaças de invasão à Gronelândia, chamar "governador" ao pm do Canadá, etc) espero que o governo português esteja a desenvolver planos que levem ao rápido reforço do dispositivo nas ilhas e nos Açores/Lajes em particular.

IMHO deveriam ser estacionados já alguns P-3, F-16 e uma parelha de UH 60, reforço dos meios de segurança da BA 4 e aumentar-se a guarnição do Exército nas ilhas

A necessidade de reforçar a defesa das ilhas já existia, bem antes do boneco laranja andar a inventar.

E é como foi dito, A2/AD.

É por isso que muita gente aqui diz que é necessário desde logo começar por dar aos F-16 capacidade ASuW a sério. Incorporem os Harpoon, ou os JSM, ou o que seja, mas o primeiro passo já devia ter sido dado há muito.

Também convinha ter mais munições em geral para eles. É que actualmente, ter ou não ter F-16 destacados face a uma ameaça militar minimamente capaz, é quase irrelevante face ao número cómico de munições que temos.

O problema é que não conseguimos reforçar a defesa dos Açores rapidamente, porque não temos praticamente nada com que fazer o reforço, e as aquisições necessárias, iriam demorar 2/3 anos até gerar frutos.

Rápido, só se fosse a compra de material em segunda-mão e munições de stocks existentes dos aliados.

Por exemplo, integrar os Harpoon nos F-16, e ir buscar algumas dezenas. O mesmo para AMRAAMs e ESSM para as fragatas.

De resto, não estamos minimamente preparados para defesa dos arquipélagos de ameaças aeronavais.  ::)
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Marinha Portuguesa / Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Última mensagem por miguelbud em Janeiro 18, 2026, 11:00:09 pm »
Correcto.

“Com a avaliação da Comissão concluída, o Conselho tem agora quatro semanas para adotar as decisões de implementação. Uma vez aprovadas, a Comissão finalizará os contratos de empréstimo, com os primeiros pagamentos previstos para março de 2026″, informa a Comissão Europeia em comunicado.


https://eco.sapo.pt/2026/01/15/safe-primeira-tranche-do-emprestimo-militar-a-ue-deve-chegar-em-marco/
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Portugal / Re: Preparar as FA para um conflito no curto prazo
« Última mensagem por dc em Janeiro 18, 2026, 10:58:35 pm »
No DN de hoje:

https://www.dn.pt/opiniao/aprovao-em-bruxelas-do-programa-safe-para-portugal-com-incertezas-para-as-indstrias-de-defesa-nacional

Foi notícia esta quinta-feira a aprovação do envelope financeiro do Programa SAFE para que Portugal possa apetrechar de novas capacidades as Forças Armadas Portuguesas, mas vem acompanhada de preocupações.

Dias antes, em audiência na Comissão de Defesa, na Assembleia da República, a direção do AED Cluster dava conta da “falta de envolvimento da indústria” e que Portugal se arrisca a “não criar a Autoeuropa da Defesa”.

Foi com apreensão e estupefação que ouvi, em audiência na Comissão de Defesa Nacional, realizada na passada terça-feira, na Assembleia da República, José Neves.

O Presidente do AED Cluster afirmou que não tinham sido ouvidos, nem envolvidos pelo Governo Português ao longo de todo o processo de candidatura ao SAFE – programa para reforço da Defesa Europeia.

O AED Cluster representa mais de 170 empresas do sector da Defesa, com um volume de negócios superior a 2,1 mil milhões de euros anuais, sendo que 90% são produtos para exportação.

Este facto torna clara a importância do sector para a economia portuguesa. Em causa estão as capacidades de investigação, inovação, de criação de produtos com elevado valor acrescentado, mas também da capacidade de criar empregos altamente qualificados que tornam este sector económico capaz de ampliar a economia nacional no futuro.

O Partido Socialista ouviu com preocupação, na Comissão de Defesa, que Portugal corre o “risco de não criar a Autoeuropa da Defesa neste momento em que investimos 5,8 mil milhões de euros”, ao não envolver a Indústria de Defesa Nacional - IDN.

Sem isso, e sabendo que a adaptação e cooperação industrial leva tempo, considero que será impossível reduzir de 15 para 5 anos o investimento em Defesa em Portugal, bem como impulsionar a Base Tecnológica e Industrial de Defesa.

Não considero que a Indústria de Defesa Nacional deva ser parte ativa nas escolhas das capacidades a adquirir para cada um dos ramos das Forças Armadas, cabendo apenas a cada Ramo essa decisão. No entanto, parece óbvio a todos que se não forem ouvidas e envolvidas as IDN, não será possível contribuir e beneficiar deste envelope financeiro – o maior da nossa história democrática.

O mínimo que o Governo Português deveria ter feito era um levantamento de capacidades produtivas e de inovação das nossas IDN e cruzá-las com as escolhas estratégicas de cada um dos Ramos, sentando todos à mesa.

Por exemplo, o envolvimento das IDN para aquisição das anunciadas novas fragatas da classe EVO, permitiria estabelecer um plano de tudo o que nelas queremos produzido em Portugal, trazendo investimento para o País, gerando emprego e produzindo riqueza. Caso não aconteça, não estamos a falar de investimentos, mas de apenas despesas na Defesa Nacional.

Sabemos (pela imprensa) que Portugal inscreveu no SAFE novas fragatas, drones, satélites, sistemas de defesa e artilharia de longo alcance, blindados e carros de combate. Se optarmos por aquisições a países estrangeiros, em modelo “Chave na mão” limitamos o crescimento das IDN e, desta forma, desperdiçamos o empréstimo de 5,8 mil milhões do SAFE.

Um empréstimo que será pago por outros Governos que não o atual – sendo que falamos de um empréstimo de longo prazo com um período de carência de 10 anos e um pagamento até 45 anos, o que significa que Portugal poderá iniciar o pagamento deste empréstimo a partir de 2036 e até 2069.

Acompanho a preocupação do AED Cluster: num momento em que os indicadores da economia portuguesa parecem estagnar e em que ficaremos sem a alavanca do PRR, a Defesa pode ser um sector estruturante para a nossa Economia. Só integrando e envolvendo o ecossistema das IDN neste processo de Investimentos, poderemos concretizar uma oportunidade histórica de fazer da Defesa um sector de referência para a economia portuguesa. Aí sim…. Teremos investimentos em Defesa e não gastos! Seremos utilizadores finais e não produtores de capacidades!

Mas o SAFE não foi criado com o objectivo de investir nas Indústrias de Defesa locais. Foi feito para começar a tapar os buracos na Defesa de diversos países, de forma rápida e pragmática, e com recurso a produtos provenientes dos países elegíveis.

O investimento na indústria nacional, tem de vir é dos tais 3.5% que dissemos que íamos investir na Defesa, onde uma parte desse investimento pode e deve ser feito com envolvimento da nossa indústria.

Convém é que a indústria de defesa nacional produza material que as FA precisem, e não produzir tralha que depois as FA vão comprar só por comprar, sem reais ganhos operacionais.

O erro até agora, tem sido a falta de clarividência face aos sectores onde realisticamente queremos envolver a nossa indústria.
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Portugal / Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Última mensagem por dc em Janeiro 18, 2026, 10:47:43 pm »
Citar
Enquanto a Brigada Média está a ser criada a pensar no embate, o exército vai criar uma nova Brigada Ligeira focada na velocidade. Com o prazo de criação até 2036, esta unidade herda a genética dos Paraquedistas e Comandos. O seu propósito é a projeção estratégica, chegando primeiro a terrenos difíceis onde os blindados pesados não entram, valendo-se da frota modernizada de viaturas Pandur e de uma elevada mobilidade tática.

Admira-me ninguém ter pegado nesta parte. Ou se calhar foi falado noutro tópico e não vi.

Mas os Pandur transitariam para a Brigada Ligeira?
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Marinha Portuguesa / Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Última mensagem por LM em Janeiro 18, 2026, 10:45:36 pm »
O "nosso" - e os dos outros 7, já aprovados pela Comissão - SAFE tinha 4 semanas para ser aprovado pelo Conselho, julgo... talvez aguardem tudo resolvido pelas instituições da UE antes de anunciar.

Já foi aprovado e o cacau deverá chegar nas próximas semanas. Presumo que o nosso governo esteja agora a discutir os detalhes do contrato de aquisição das ditas cujas, que é coisa sempre complexa e para durar uma semanas, pelo menos.

Por isso não contaria com grandes novidades (pelo menos na parte das fragatas) nos tempos mais próximos....

Aprovado pela Comissão e, de seguida, terá de ser aprovado pelo Conselho... ou vi mal? Pode ser uma "aprovação certa" mas - se não vi mal - tecnicamente o processo ainda não terminou.
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Portugal / Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Última mensagem por dc em Janeiro 18, 2026, 10:44:08 pm »
O Moskva afundou provavelmente porque era um monte de sucata mal mantido e sem tripulação treinada.

Radar sem capacidade de detectar see-skimming, com capacidade de rastrear a 180°, portas estanques abertas, entre muitas outras coisas.

A malta esquece-se que o Moskva era um navio do início dos anos 80, essencialmente obsoleto.

Não se sabendo exactamente o que aconteceu, mas não faz sentido usar o seu afundamento para generalizar uma debilidade de todos os combatentes de superfície... com base num navio com 40 anos.


Entretanto, a ameaça de drones é real, e a resposta aos ditos não é com o fim das fragatas, é a adaptação destas às novas ameaças.
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