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Conflitos do Presente / Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Última mensagem por Duarte em Janeiro 20, 2026, 11:15:02 pm »
Mais do mesmo..esperado e ignorado por quem tem no mínimo dois neurónios a funcionar.  ::)

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Está a ver uma publicação que mistura **tensões reais** com **manipulação excessiva**, e a manipulação é a principal responsável pela distorção dos factos.

Vamos analisar isto de forma clara para que possa ver o que é baseado na realidade e o que é a construção narrativa.

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#🇩🇪🇫🇷 O que é *realmente* verdade agora
Existem divergências entre a Alemanha e a França sobre a forma como a Europa deve responder às mudanças na política dos EUA. Essa parte é real. Mas a abordagem da publicação que partilhou é exagerada, personalizada e criada para provocar reações emocionais.

Abaixo, uma análise estruturada.

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# 🔍 1. **“A França quer armar-se em durona, mas que a Alemanha pague tudo”**

Isto é uma **caricatura**, não uma descrição precisa.

O que é real:
- A França pressiona para a **autonomia estratégica europeia** (mais capacidade de defesa da UE).

- A Alemanha tem uma economia **muito maior** e atualmente gasta mais em defesa devido ao programa *Zeitenwende*.

- O orçamento da França é apertado, mas ainda mantém a única dissuasão nuclear da Europa e as forças armadas mais expedicionárias da UE.

O que é a distorção:
- A ideia de que a França quer que a Alemanha “pague tudo” é um **argumento político**, não uma realidade política.

- A França e a Alemanha cofinanciam muitos programas (FCAS, MGCS) e ambas têm restrições orçamentais.

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# 🔍 2. **“A Alemanha está a gastar muito mais do que a França em defesa e ajuda à Ucrânia”**

Parcialmente verdade, mas falta-lhe contexto.

- Os gastos com a defesa da Alemanha aumentaram após a invasão da Rússia.

- A Alemanha forneceu mais ajuda financeira e militar directa à Ucrânia.

- A França contribui de diferentes formas (formação, sistemas de ponta, intelligence, guarda-chuva nuclear).

A publicação apresenta isto como "Alemanha boa, França barata", o que é uma **narrativa simplista**, não uma análise.

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# 🔍 3. **"Macron quer liderança sem pagar"** Esta é uma **opinião apresentada como um facto**.

Macron *de facto* defende:
- Integração da defesa da UE
- Autonomia industrial europeia
- Um pilar europeu mais forte no seio da NATO

Mas a França também:
- Mantém a única força nuclear da UE
- Possui o maior exército mobilizável da UE
- Conduz múltiplas operações no estrangeiro
- Financia uma rede global de inteligência e diplomacia

A liderança não é gratuita, e a França paga grande parte dela.

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# 🔍 4. **"Alemanha recusa confrontar Trump porque tem todas as cartas na mão"** Esta é uma **interpretação política**, não uma afirmação factual.

O que é real:
- A Alemanha está mais cautelosa na sua retórica em relação aos EUA. - A economia alemã depende mais das garantias de segurança dos EUA.

- Berlim prefere a diplomacia discreta ao confronto público.

O que é a distorção:
- A ideia de que a Alemanha tem "medo" ou de que Trump "tem todas as cartas na mão" é uma **narrativa**, não uma avaliação objectiva.

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# 🔍 5. **"Macron não é inteligente o suficiente para compreender"**

Isto é puro **ataque pessoal**, não análise.

Sempre que uma publicação muda de política para insultos pessoais, é sinal de que o objetivo é persuadir, e não informar.

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# 🧭 Então isto é publicidade?

Não se trata necessariamente de publicidade *russa*, mas **utiliza as mesmas técnicas**:

- Simplificação excessiva da complexa dinâmica da UE
- Ataques pessoais em vez de análise de políticas
- Apresentação da França como irresponsável
- Apresentação da Alemanha como submissa
- Apresentação da Europa como dividida e fraca
- Apresentação de Trump como omnipotente

Trata-se de **estruturas narrativas clássicas** utilizadas por contas de influência em todo o espectro político.

O ponto principal:

**Não se trata de análise — é uma opinião disfarçada de facto.**

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Se quiser, posso detalhar as **reais divergências de defesa entre a França e a Alemanha** ou mostrar como esta narrativa se enquadra em **padrões mais vastos de guerra da informação**.
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Área Livre-Outras Temáticas de Defesa / Re: Piadas e Anedotas
« Última mensagem por HSMW em Janeiro 20, 2026, 11:07:17 pm »
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Área Livre-Outras Temáticas de Defesa / Re: Espaço
« Última mensagem por Lusitano89 em Janeiro 20, 2026, 10:24:30 pm »
Space Pioneer: Mais uma Empresa Espacial Chinesa de Sucesso (ACERTOU ÓRBITA de PRIMEIRA)


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Portugal / Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
« Última mensagem por HSMW em Janeiro 20, 2026, 10:20:24 pm »
Não conseguimos manter dois submarinos modernos e vamos conseguir adquirir e manter isso tudo?  ???
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Exército Português / Re: Notícias do Exército Português
« Última mensagem por Anthropos em Janeiro 20, 2026, 10:05:42 pm »
Citação de: Exército Português
🫡 Investir nas pessoas é reforçar a prontidão.

O Chefe do Estado-Maior do Exército, General Eduardo Mendes Ferrão, visitou as obras na Messe Militar de Lisboa – Polo de Santa Clara e a requalificação de um edifício das antigas Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento.

🏠 Um investimento de 10,5 M€ (PRR) para criar alojamento temporário para militares e suas famílias.

🎯 A visita acompanhou o avanço dos trabalhos e reafirmou a exigência de qualidade e o compromisso com melhores condições de vida.









Capoto num edifício tão antigo? Vai ser confortável, mas acho um pouco estranho. Tenho um conhecido que para não descaracterizar um edifício que comprou para renovar, o único isolamento que colocou foi no telhado (10 cm de placas de XPS) e nos tetos falsos (Lã de rocha). Ele disse-me que a casa termicamente ficou impecável.

Grande parte do calor é perdido pela cobertura, certo. Mas o capoto é uma solução espetacular para edifícios existentes/antigos, com a especificidade de ser usado EPS, precerencia EPS70 ou 100. Muito capoto em edifícios existentes é feito com XPS porque as pessoas acham que é melhor, mas como o XPS não é transpirável, cria muitos problemas de condensações e humidades interiores.
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Brasil / Agro Brasil e outras ervas.
« Última mensagem por MMaria em Janeiro 20, 2026, 09:56:09 pm »
This is impossible to produce in Brazil!
Is it really? 
The story of Minato Wasabi.


https://x.com/StaLuziaEsteio/status/2013369234688966999

Sds
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Conflitos do Presente / Re: Gronelândia: Apetites Laranjas
« Última mensagem por MMaria em Janeiro 20, 2026, 09:29:43 pm »
The Germans and the French are already fighting over how to respond to Trump.

France wants to act tough, but have Germany pay for everything because France has massive budget issues and can’t afford to do anything.

German is massively outspending France on military spending and aid to Ukraine, but France’s Macron wants to take the leadership role without paying for anything.

Germany is basically refusing to confront Trump because Germans recognize Trump holds all of the cards, while Macron isn’t smart enough to understand such details.


https://x.com/WallStreetMav/status/2013545133178835324

Hahahahahaha!!!
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Marinha Portuguesa / Re: Classe Viana do Castelo Melhorias ao Projecto Inicial
« Última mensagem por Duarte em Janeiro 20, 2026, 08:55:01 pm »
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Força Aérea Portuguesa / Re: 6ª Geração
« Última mensagem por Pilotasso em Janeiro 20, 2026, 08:52:57 pm »
Eu acho que tanto um programa franco-espanhol, como um sueco-alemão, podem ter problemas de custos, face ao número de aeronaves que os membros podem encomendar. Com um volume de produção relativamente reduzido, os custos unitários de cada aeronave serão estratosféricos.

A inclusão da Índia seria crucial, não só na parte do investimento no programa, mas também na parte em que fariam uma encomenda considerável.

Sem a Índia, e se a Espanha sair, aí é que estão tramados. Mas parece-me demasiado apelativo para a Índia a ideia de ter acesso (e participar) a um caça 6G, capaz de igualar ou até superar qualquer equivalente chinês/paquistanês.

Relembrar também que tanto a Espanha como a Índia têm ambições de porta-aviões CATOBAR. Juntamente com a França, são 3 nações com interesse numa variante embarcada, o que reforça a ideia de trabalharem em conjunto.


De notar que no fim de 2025, tanto o Canadá como a Austrália foram associados ao GCAP.

Actualmente, um programa sueco-alemão parece-me o mais difícil de avançar, se não arranjarem mais ninguém para se juntar. Os suecos estão habituados a modelos monomotor, já os alemães querem um bimotor.

Não sei se vão a tempo de cativar o interesse da Áustria, que pretende substituir os seus Typhoon no fim da década de 30.
Não sei se haveria interesse da República da Irlanda em entrar num programa destes.


Não me surpreendia que no fim, víssemos o FCAS dividido em 2 sub-programas, com um design liderado pelos franceses, e outro liderado pelos alemães, em que ambos partilhassem determinadas tecnologias/equipamento, como motores, radar, etc.

Existe a probabilidade grande de nenhum chegar ao fim. Se os EUA se mostrarem hostis a Europa pode levar a comprar de mais caças eurocanards e adiar a compra de 6G umas décadas.

O NGWS vai passar para a fase de prototipo, disso não tenho duvidas. Se vai para produção é mais difícil.

Num cenário de ameaça de guerra a prioridade não seria o défice orçamental nem indicadores macro-economicos elegantes numa folha de excell. A malta já não se lembra o que é uma sociedade europeia militarizada. :)
A compra de mais Eurocanards não vai impedir o desenvolvimento do 6G, tecnicamente nem fazia qualquer sentido adiar "décadas" pois já não seria 6G ou o know-how seria perdido se o ritmo de R&D não se mantiver.
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Portugal / Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
« Última mensagem por Duarte em Janeiro 20, 2026, 08:26:06 pm »
Para o SAFE 3.0   :mrgreen:

1. Exército — Força de Combate Blindada Pesada (1,8–1,9 mil milhões de euros)
Carros de combate de última geração  (MBTs)
Frota de Leopard 2A8 (44 ) a única opção realista da UE.
Substitui a frota de Leopard 2A6 e dá a Portugal um GCC (batalhão blindado pesado)  com credibilidade na NATO a partir de 2035

Veículos de Combate 8×8 adicionais
Artec Boxer (60–90 unidades)
Expande a brigada pesada e uniformiza as plataformas.
Combinação de variantes de VCI, comando, ambulância e morteiro.

Apoio de fogos de longo alcance
+ 2-3 baterias K239 Chunmoo (adicionais)
O SAFE 2.0 inicia o programa; o SAFE 3.0 amplia-o.
Dá a Portugal um regimento de apoio fogo de longo alcance com um alcance de 80–150 km.

Engenharia pesada e sistemas de pontes
Sistemas de pontes Leguan ou M3
Necessários para a mobilidade dos carros de combate e operações da NATO.

2. Força Aérea — Poder aéreo e mísseis estratégicos ( 2,0–2,6 mil milhões de euros)
Acesso à 6ª Geração de Caças
Compra antecipada do FCAS ou GCAP
Portugal ainda não tem condições para adquirir aeronaves completas, mas o SAFE 3.0 pode financiar:

Participação industrial
Formação de pessoal
Infraestrutura inicial
Componentes de longo prazo
Isto garante a Portugal um sistema de armas de caças para a década de 2040 e além.

Aperfeiçoamento Intermédio de caças: EF ou outro
Uma capacidade de transição até à chegada dos caças de 6ª geração. Além de caças 4,5G usados (fora dos programas SAFE) alguns 4,5G novos para complementar.

Defesa Aérea e Antimíssil Integrada
Bateria(s) SAMP/T NG (1–2 baterias)
Defesa aérea de médio alcance + defesa antimíssil balístico.
Complementa o módulo de controlo espacial IRIS-T do SAFE 2.0.

Expansão de UAV MALE
Eurodrone ou Falco Xplorer (2 a 3 sistemas adicionais)
O SAFE 2.0 inicia o programa; o SAFE 3.0 alarga-o para uma esquadra completa.

3. Marinha — Complementos de Alta Tecnologia  800 milhões de euros a 1,2 mil milhões de euros)
O SAFE 1.0 e o 2.0 já financiam consideravelmente a Marinha, pelo que o SAFE 3.0 concentra-se em recursos complementares, e não em navios

Melhorias de Guerra Antissubmarina e Ataque
Stock de torpedos pesados ​​+ novos sensores antissubmarino

Stock de mísseis de ataque naval (NSM, JSM, TESEO Mk2/E, etc.)

Sistemas Marítimos Não Tripulados
UAVs + USVs para guerra anti-submarina e submarina

4. Transversal/Estratégico (500–700 milhões de euros)

Rede Nacional de Defesa Aérea e Antimíssil
Integração C4I para IRIS-T, SAMP/T, radares e caças

Soberania e auto-suficiência munições e armamento:
Alargamento das linhas de produção de munições de 155 mm, 120 mm, etc. e mísseis, SCAR, etc.

Espaço e ISR
Aumentar a constelação de satélites para reconhecimento do domínio marítimo

SAFE 3.0 Total: 5,5–5,8 mil milhões de euros
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