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Força Aérea Portuguesa / Re: F-35A Lightning II na FAP
« Última mensagem por Kalil em Hoje às 09:20:30 am »Isto.Agora falando meramente no que é importante para Portugal e para o nosso futuro.
Sim, é verdade que o Trump está a começar a perder as suas bases e o que vemos no "x" não reflete a realidade, apenas o que os bots e o dono da rede social querem propagandear.
A verdade é que meia UE substituiu os seus F-16/18 por F35 e que, em 2030 o caça mais numeroso na Europa será o F35. Dito isto, a não ser que Portugal embarque num dos projectos de caças de 6ª geração, não haverá qualquer benefício em comprar um caça de 4.ª geração, já que o escolhido será o nosso caça para as próximas três décadas.
Portanto, a minha posição (que tem muito pouca relevância) é: se vamos entrar para um projecto de desenvolvimento de caças de 6ª geração, poderá ser importante adquirir os caças actuais do dito construtor/consórcio; senão, é para esquecer e vamos comprar o F35.
O interesse de Portugal por um caça de 6G é meramente académico e sem qualquer compromisso, visto que seremos apenas observadores desse peep show.
Escolher um caça de 6G em intenção apenas, que nunca seria garantido, e ainda por cima tornar isso um fator de seleção (limitador de opções) do substituto dos F-16 seriam um brutal tiros nos pés, para o presente e futuro. É como um cão com 2 ossos.
E ainda temos o pequeno problema de o único 6G com "raízes" (mais ou menos) Europeias e que está a evoluir "razoavelmente" ser o GCAP que tem o ligeiro incoveniente (para Portugal) de ser um gigantesco Bisonte (tipo... do tamanho de um F-111 ou Flanker), dito de outra maneira, o preço de aquisição e manutenção vai ser... inenarrável.
Isto é esperar pelo fim das mid terms Norte Americanas (Janeiro de 2027), se não existir "macacada" (leia-se "tentativa despudorada de acabar/gamar" as eleições) é encomendar duas esquadras de F-35A...
Se existir "macacada" é abrir concurso e pedir RFP's á SAAB, Dassault, Airbus e KAI.
O GCAP seria um completo absurdo.
Questiono o seguinte, faz algum sentido escolher o principal meio aéreo do país para as próximas décadas, certamente o maior investimento nas FA, de acordo com as eleições de outro país? E daqui a 3 anos? E daqui a 7 anos? Uma decisão estratégica deste nível não se pode basear em momentos da história que flutuam ao ritmo dos ciclos eleitorais.
As instituições e a organização da política americana são suficientemente débeis para termos chegado a este momento. A estrutura de poder americana não pode garantir que isto não se agravará ou que não se poderá repetir no futuro. E actualmente, a linha oficial é que a Europa, unida, é um adversário a abater. Eu não encararia isto de forma leviana.

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