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Obrigado.
Dou-lhe um exemplo, á uns anos atrás andei a vender de porta em porta, e um dos meus colegas de trabalho era brasileiro... O coitado do moço quando veio para Portugal já tinha ouvido dizer que se viesse directamente para Portugal que era caçado pelo SEF, em vez disso, apanhou um avião para Itália e só depois é que veio para Portugal... Isto só para lhe dizer que você pode arranjar as leis que quiser, pode proibir o que quiser... Mas há sempre alguém mais esperto do que você, disso não tenha dúvidas.
Pois isso realmennte é verdade, por muito que se faça há sempre alguém mais esperto. Mas podemos sempre minizar a imigração ilegal, talvez não cancelando o Acordo Shecgen, mas dando meios necessários e reduzindo a burocracia ao SEF.
O SEF tem tido uma postura impecável... reconheço que a livre circulação de pessoas traz alguns problemas... Mas a abolição da mesma não é solução para absolutamente nada. E se isso trouxer imigrantes trabalhadores que cumpram, qual é o problema??? Já trabalhei com Ucranianos, com Brasileiros e até com Cabo-Verdianos e garanto-lhe, são pessoas exactamente como nós.
Claro que sim, eles não são nenhuns aliens, mas infelizmente o ser humano é por natureza territorial, por muito que lutemos havemos de ter essa "maldição" nos genes. E foi assim desde a existencia do Homem, e será sempre assim, logo temos que defender o que é nosso, por muito boas pessoas que sejam. É cruel dizer isto, mas a nossa Pátria, é a nossa casa, temos que a ver como isso, a nossa casa.
enquanto nós portugueses quando ouvimos falar em obras a primeira coisa que pensamos é algo "... lol claro que não, eu tenho o 12º porque é que eu havia de ir para as obras", enquanto os imigrantes tão-se pouco lixando para isso e fazem o que tiverem que fazer... Exactamente como o meu avô o fez quando emigrou para França.
Entendo isso, mas isso varia de pessoa para pessoa. Eu próprio não me revejo nisso, pois já pensei em ir para as obras, só não fui porque ouvi certas coisas que quero evitar, e por sorte, tinha arranjado outro trabalho.
Se trabalham, têm todo o direito de cá estar.
Quem quiser trabalhar é muito bem vindo. Tudo o que eu acho ser correcto, é colocar em primeiro lugar os portugueses. Não querem ou não há pessoal para aquela vaga? Muito bem, o primeiro imigrante disponivel a querer vir, é bem-vindo, de preferencia qualificado.
PS: Isto da qualificação tem outra história. Eu defendo deixar entrar só o necessário e pessoal qualificado. Mas há outra faceta do motivo eu defender isto. Sabemos que a maioria vem da América e de Africa, alguns do Leste da Europa. Estas pessoas normalmente não têm qualificações, melhor ainda, não têm escolaridade básica ou completa. Quando eles chegam, é normal que aceitem empregos mal pagos. Resumindo, aceitam trabalhar por menos, só para receber uma quantia de dinheiro. São pessoas de bem, ainda hoje passei por um grupo de trabalhadores das obras, a restaurar o cimento da praceta, e olhei para eles e vi caras inofensivas e cansadas, um deles, um africano, até me parecia muito timido e humilde pela sua postura. Infelizmente, o que eles fazem é deixar-se explorar, entendo porquê pois precisam de dinheiro e de sobreviver, e não têm escolha. Mas devido a estas "explorações", mantém-se aquele regime de salarios baixos. Não é verdade? Quando podiam ganhar 1000 euros, ganham 475 euros, pois aceitarem isso mesmo. As empresas aproveitam-se disso, pois sabem que não são chamadas á atenção. Agora imagina milhares de estrangeiros (temos quê, 650 mil estrangeiros?) a trabalhar sobre essa "exploração"...como pode haver competividade se todos procuram o mais barato, mas sem escolariedade? Em vez do que tem escolariedade e provavelmente qualificado? Eu podia ir, o problema é que pagam-me pessimamente e o esforço que iria fazer não compensava (não falo de esforço fisico até porque gosto, falo de esforço financeiro, de ter tempo para mim, e ajudar os meus pais, e ter a minha independencia). Onde trabalho é a part-time, logo ganho menos, mas consigo organizar a minha vida e não andar de um lado para o outro a ganhar pessimamente...não sei se transmiti a mensagem. Quero dizer que apesar da crise, nós se calhar, nesses trabalhos podiamos ganhar mais se não tivessemos tanta imigração em tempos de desemprego, o que faz com que as empresas procurem os mais baratos e obtenham mais lucro. Se a imigração fosse limitada, eles teriam que aceitar pessoal com mais escolariedade e aceitar pagar salarios mais elevados (acredito que é por isso que as obras publicas são tão competentes e de qualidade superior, na construção e nos salarios elevados, nos paises nordicos, até na Espanha ganhas 1500 euros). Já temos uma das melhores seguranças nas obras, só falta dar mais condições aos trabalhadores.
Toda a gente tem direito a ter uma vida melhor, o meu avô saiu para França e atravessou a Espanha quase toda a pé, e quando chegou a França não tinha nada... Trabalhou, ganhou a vida lá, para sustentar a mulher e os filhos e depois voltou... Qual é a complicação com isto??' Porquê tanto ódio aos imigrantes???
Entendo que o teu avô tenha feito sacrificios e não o quero desrespeitá-lo na sua memória (se é que ainda está vivo). Mas é devido a isso que não devemos ser mais cautelosos? Não defendo a imigração ausente. Apenas qualificada e só quando necessária, para evitar este descalabro de crimes, de fome, de racismo, de ódio tudo isso, e sobretudo a elevada taxa de desemprego que ainda vai aumentar até aos 13,7% até 2012 :lol: ).
Portanto temos que mudar de mentalidade eu já mudei, e desde aí nunca comprei produtos do estrangeiro, que nós podemos fabricar cá. Por exemplo, fichas e tomadas, comprei numa loja portuguesa. Foi mais caro? Sim foi, mas compensa ao meu compatriota, e se fizermos isso tudo, daqui a uns anos, os produtos portugueses são tão baratos ou mais, que os estrangeiros.
Você defende a intolerância, mas esquece-se que os nossos imigrantes fazem exactamente lá fora, o que os que cá estão fazem... Divulgam a sua cultura. A intolerância é assim tanta que não compreenda algo tão simples???
Nunca defendo a intolerancia, ser-se portugues é mesmo ser-se tolerante. Quando digo isto não é ser-se tolerante ao ponto de ignorarmos nós proprios. É respeitar o outro e sermos o que somos. Isso é dificil se eu por onde olhe, vejo só estrangeiro, seja ele africano, chines ou espanhol ou brasileiro. É dificil se nas escolas, onde putos crescem e aprendem sobre a vida, a primeira "cultura" que aprendem e adaptam-se como "sua", é Kizomba ou Kuduro ou Samba. Não tem nada de complicado o que digo. Em termos mais directos, se eu dançar musica pimba, ou uma dança tradicional, é comum eles, as geraçoes mais novas, não saberem o que é e põem-se a rir. Pensam que é doutro país :shock: :|