1975: Espanha propôs aos EUA guerra contra Portugal

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Akagi

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« Responder #90 em: Novembro 04, 2008, 06:32:26 pm »
Caro PAPATANGO

Sou um "user" que intervenho pouco, mas sigo com frequência os temas aqui descutidos.

Se entro agora é para lhe chamar atenção que a sua postura neste debate e a sua linguagem utilizada esta uns furos bastante abaixo de aquilo se seria de esperar de pessoas racionais e educadas.

A sua linguagen utilizada para com os useres espanhois presentes neste forum é totalmente descabida e grosseira, roçando o insulto barato.

Eu como portugues e amante da minha Patria sinto-me envergonhado e não me identifico com a sua postura.

Todos nós sabemos que Espanha sempre teve essa espinha atravessada na garganta, que é ao longa da historia não ter conseguido anexação definitiva de Portugal (os useres espanhois sabem disso, e se forem honestos estarão de acordo comigo)

Estou de acordo, que é nosso dever defender Portugal contra tudo e contra todos, mas isso não impede que o façamos com cortesia, respeito e educação, pois só assim conseguiremos que tenhamos razão, e não é recorrer ao insulto e a baixeja da linguagem que o vamos conseguir.

Como já referi em outro poste neste debate, eu em 1975 tinha 25 anos, pois se a invasão tivesse ocorrido teria certamente enfrentado os espanhois integrado em alguma unidade regular do Exercito Português, ou em algum grupo de resistência. e é possivel que não estaria aqui hoje no forum. Coisa que não sei se você podera dizer o mesmo, pois talvez ainda não tivesse nascido.

Defenda os seus pontos vista mas respeite os outros, mesmo que eles não sejam portugueses.

Aos useres espanhois quero que fiquem a saber que não me identifico com a linguagem do Patatango, e como portugues apresento as minhas desculpas pela linguagem ofensiva aqui utilisada por este senhor

Boa tarde a todos!
 

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Daniel

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« Responder #91 em: Novembro 04, 2008, 06:34:18 pm »
Kawa
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Estas seguro que estuvisteis en el lugar correcto ¿entonces por que mantenemos nosotros Olivenza y no vosotros?  

Vuestros amos hicieron y deshicieron con vosotros a su antojo y al final vosotros salisteis perdiendo y nosotros nos quedamos con Olivenza, no esta mal para estar en el lugar incorrecto ¿eh?


Caro Kawa, mais uma, provando a sua falta de argumentos, então vem com olivença, o poste em cima não quizestes comentar lol, passa bem. c34x
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Daniel

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« Responder #92 em: Novembro 04, 2008, 06:41:19 pm »
HELLAS
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De verdad, esta sopa puede conmigo, es imposible y tiro la toalla, pues no puedo con estos fanaticos que tienen la osadia de llamar nazis a otros o decir que su colonialismo fue "ejemplar".
No se que cojones hacemos en este foro. Ahí os quedais.


Ho caro HELLAS, com todo o respeito me parece que vc está a (confundir) um pouco as coisas, não se trata de colonialismos, se fomos melhores ou piores, o que se trata como sempre é de Portugal e Espanha :lol: no seu melhor, quando o papatango fala de nazis não tem nada a ver com colonialismo, de qualquer maneira tudo de bom.
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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HELLAS

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« Responder #93 em: Novembro 04, 2008, 06:50:40 pm »
Citação de: "Akagi"
Caro PAPATANGO

Sou um "user" que intervenho pouco, mas sigo com frequência os temas aqui descutidos.

Se entro agora é para lhe chamar atenção que a sua postura neste debate e a sua linguagem utilizada esta uns furos bastante abaixo de aquilo se seria de esperar de pessoas racionais e educadas.

A sua linguagen utilizada para com os useres espanhois presentes neste forum é totalmente descabida e grosseira, roçando o insulto barato.

Eu como portugues e amante da minha Patria sinto-me envergonhado e não me identifico com a sua postura.

Todos nós sabemos que Espanha sempre teve essa espinha atravessada na garganta, que é ao longa da historia não ter conseguido anexação definitiva de Portugal (os useres espanhois sabem disso, e se forem honestos estarão de acordo comigo)

Estou de acordo, que é nosso dever defender Portugal contra tudo e contra todos, mas isso não impede que o façamos com cortesia, respeito e educação, pois só assim conseguiremos que tenhamos razão, e não é recorrer ao insulto e a baixeja da linguagem que o vamos conseguir.

Como já referi em outro poste neste debate, eu em 1975 tinha 25 anos, pois se a invasão tivesse ocorrido teria certamente enfrentado os espanhois integrado em alguma unidade regular do Exercito Português, ou em algum grupo de resistência. e é possivel que não estaria aqui hoje no forum. Coisa que não sei se você podera dizer o mesmo, pois talvez ainda não tivesse nascido.

Defenda os seus pontos vista mas respeite os outros, mesmo que eles não sejam portugueses.

Aos useres espanhois quero que fiquem a saber que não me identifico com a linguagem do Patatango, e como portugues apresento as minhas desculpas pela linguagem ofensiva aqui utilisada por este senhor

Boa tarde a todos!


Obrigado pelas suas palabras senhor. Pode acreditar que eu tenho Portugal e os portugueses altamente considerados. Dou os meus parabens pelos suas palabras  com tono respeituoso.
Eu como espanhol nao tenho problemas em acreditar que no pasado CAstela, repeto CAstela e nao Espanha tive certas ansias expansionistas e temtou recuperar Portugal depois de ser esta filha de Castela e independiçar-se. mas pemso que voce tem o suficiente conhocimento para saber que muitos de nos nao representamos aquelos castelhanos, que ainda agora sao parte de Espanha, nos nao samos dessa parte de Espanha e nao podemos ser heredeiros deles. Esse poder expansionista, mais tarde tambe o fez Portugal como potencia daquelos tempos.
Eu sou bem conhocedor do vosso orgulho em ser Portugues,e bem que fazem pois e de ben nascido amar a patria de cada um, mas isso é exactamente o que nos sentimos pela nossa Espanha. Qual é o delito?
O melhor de tudo esto e fico o braço no fogo, é que tudos os espanhois que frequentamos este forum nao temo odio nenhum contra Portugal, pois pelo menos eu considero que temos mais coisas em comun que das que nao.
Novamente obrigado pelo seu comportamente e palabras.
 

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TOMSK

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« Responder #94 em: Novembro 04, 2008, 06:51:28 pm »
«-Dar neles! Dar neles! Por Portugal que eu sou vosso Rei!»

Como o forum estava calminho, alguém se lembrou de apimentar as coisas, e temos aqui mais uma vez, uma gloriosa (e desnecessária) guerra de palavras entre Portugal e Espanha...

 :G-boxing:
 

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Jose M.

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« Responder #95 em: Novembro 04, 2008, 07:11:07 pm »
Citação de: "Akagi"
Eu nessa altura tinha 25 anos e tinha regressado da Guiné havia 2 anos.

O sentimento geral do "pessoal" nesses tempos era que em caso de invasão a unidade nacional perante o invasor subreponha-se as questões ideologistas.

Estou certo se a Espanha tivesse entrado talvez tivesse sido facil, o pior era como ela tinha saido. Pois experiencia não nos faltava, e tinhamos nessa altura cerca de 1 milhão de homens com experiência de combate, coisa que o exercito espanhol não tinha.

Mas ainda bem que foi assim, caso contrario tinha sido uma luta sangrenta, e talvez eu não tivesse aqui agora a dar a minha opnião.


Me parece muy interesante su opinión.

Por lo que yo he entendido en la noticia, la dictadura franquista consultó con EEUU la posibilidad de combatir con las armas el comunismo en Portugal, sin ánimos anexionistas (a lo que creo que EEUU se hubiera negado).

Creo que todos sabemos de la importancia estratégica de la Península, sobre todo en la época de la Guerra Fría y que tener una Cuba (con su crísis de misiles y todo) controlando el Mediterraneo y el Atlántico y cerrando Europa entre dos frentes soviéticos no iba a ser bien visto por las naciones del bloque occidental, y menos por una dictadura fascista como la de Franco que tenía muchos problemas con la extrema izquierda.

Me gustaría saber su opinión (para mí muy válida por la visión en primera persona). Si en Portugal se hubiese instalado un régimen prosoviético tipo cubano ¿gran parte de esos militares bien entrenados se hubieran opuesto a dicho régimen?¿habrían aceptado ayuda exterior contra ese régimen, incluyendo a la del dictador Franco?

Por mi parte pienso que Franco habría mandado tropas tipo División Azul (que iban a matar comunistas pero no a conquistar Rusia) y habría facilitado todos los apoyos posibles, sobre todo en la entrada y distribución de material y ayudas de las potencias occidentales destinadas a la lucha en Portugal.

Reciba un cordial saludo.
« Última modificação: Novembro 04, 2008, 07:24:33 pm por Jose M. »
 

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papatango

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« Responder #96 em: Novembro 04, 2008, 07:11:39 pm »
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Estou de acordo, que é nosso dever defender Portugal contra tudo e contra todos, mas isso não impede que o façamos com cortesia, respeito e educação, pois só assim conseguiremos que tenhamos razão, e não é recorrer ao insulto e a baixeja da linguagem que o vamos conseguir.

Meu, caro, o que você vê são sinais de esgotamento de paciência para com a arrogância miserável da esmagadora maioria dos participantes espanhóis deste fórum.

Chega a um ponto em que começa a ser difícil não responder na mesma moeda.
Os insultos as meias verdades e a DISTORÇÃO pura e simples das minhas palavras atingiu um ponto de insulto indescritível.
Há limites para tudo, e a mentira a distorção as «gracinhas» com segundo sentido, que ouço neste fórum há anos vão fazendo mossa.
As gracinhas insultuosas com deturpação propositada de nicknames, as acusações de mentiroso, mesmo depois de factos comprovados e documentados começam a ser dificeis de aceitar.

Acredito que estes bastardos o estejam a fazer de propósito.
Como já disse anteriormente, quem não se sente não é filho de boa gente, e eu sou filho de muito boa gente.

Estes bandidos, fazem-no de propósito, admito. Colocam na minha boca palavras que nunca proferí, para depois darem azo à sua baixeza e à sua miserável arrogância espanhola.

Eu não tenho nem nunca tive estômago para ouvir tamanha javardice, tamanha falta de vergonha e tamanha quantidade de mentiras e falsificações e ficar calado.
Além disso, admito que as coisas pioram quando as afirmações vêm de «gentinha» que ostensivamente defende Francisco Franco, alguém que eu nem sequer considero como parte da raça humana.

O cumulo acontece quando os mesmos bastardos que acusam as pessoas neste fórum de serem apoiantes do terrorismo vêm em defesa dos crimes e do terror assassino de Francisco Franco e da corja de animais fascistas que produziram alguns dos mais inominaveis crimes contra a humanidade.

Qualquer pessoa minimamente honesta entende que quando falo dos nazistas, dos militares da extrema direita espanhola, dos golpistas do 23 de Fevereiro até ao general golpista Mena Aguado, falo de parte dos espanhóis que são perigosos e uma ameaça real para Portugal, porquanto são uma ameaça para a Paz.

Gente honesta não defende esses animais.
Se há os que decidem defende-los, então são eles que se consideram fascistas nazistas terroristas, golpistas e por aí fora.

Eu não me passaria pela cabeça defender o Salazar apenas porque era português. Não faria sentido. Mas esta gente defende o Franco e o regime nazista espanhol. O mesmo regime que em 1975 planeou a invasão de Portugal.

Não está em causa o que o espanhol médio pensa. A ilação que é necessário tirar, é a de que a Espanha continuará sempre a planear a invasão, e consequentemente a morte e o assassínio de portugueses, porque para eles (para a elite nazionlista que nunca deixou de admirar o animal galego) Portugal é uma entidade que não deveria existir.

A notícia, que mais uma vez lembro não era novidade tem como única característica distintiva ter sido publicada na imprensa espanhola.
Caso contrário, os espanhóis estariam aqui a dizer que não havia plano nenhum e que era tudo invenção da nossa (ou da minha) cabeça doente.
 

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Kawa

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« Responder #97 em: Novembro 04, 2008, 07:15:16 pm »
Citação de: "Daniel"
Kawa
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Estas seguro que estuvisteis en el lugar correcto ¿entonces por que mantenemos nosotros Olivenza y no vosotros?  

Vuestros amos hicieron y deshicieron con vosotros a su antojo y al final vosotros salisteis perdiendo y nosotros nos quedamos con Olivenza, no esta mal para estar en el lugar incorrecto ¿eh?

Caro Kawa, mais uma, provando a sua falta de argumentos, então vem com olivença, o poste em cima não quizestes comentar lol, passa bem. c34x


Es verdad olvidaba que para un portugues los argumentos son insultar a otro y cuando este le recuerda que a la hora de mantener la palabra no son precisamente los más adecuados para hablar se trata de decir que el tema no viene a cuento ¿verdad?

Por cierto ¿ejército anglo-portugues? ¿liberación iniciada en Vitoria? A ver alma cándida, ¿tu sabes donde está Vitoria? eso lo primero ¿te suena La Albuera en 1.811? Donde el ejército aliado estaba formado por 14.634 soldados españoles, 10.449 británicos y 10.201 portugueses ¿a santo de que teniendo nosostros mas tropas no se nos incluye como parte de ese "ejército"?
 

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Akagi

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« Responder #98 em: Novembro 04, 2008, 07:28:48 pm »
Citação de: "Jose M."
Citação de: "Akagi"
Eu nessa altura tinha 25 anos e tinha regressado da Guiné havia 2 anos.

O sentimento geral do "pessoal" nesses tempos era que em caso de invasão a unidade nacional perante o invasor subreponha-se as questões ideologistas.

Estou certo se a Espanha tivesse entrado talvez tivesse sido facil, o pior era como ela tinha saido. Pois experiencia não nos faltava, e tinhamos nessa altura cerca de 1 milhão de homens com experiência de combate, coisa que o exercito espanhol não tinha.

Mas ainda bem que foi assim, caso contrario tinha sido uma luta sangrenta, e talvez eu não tivesse aqui agora a dar a minha opnião.

Me parece muy interesante su opinión.

Por lo que yo he entendido en la noticia, la dictadura franquista consultó con EEUU la posibilidad de combatir con las armas el comunismo en Portugal, sin ánimos anexionistas (a lo que creo que EEUU se hubiera negado).

Creo que todos sabemos de la importancia estratégica de la Península, sobre todo en la época de la Guerra Fría y que tener una Cuba (con su crísis de misiles y todo) controlando el Mediterraneo y cerrando Europa entre dos frentes soviéticos no iba a ser bien visto por las naciones del bloque occidental, y menos por una dictadura fascista como la de Franco que tenía muchos problemas con la extrema izquierda.

Me gustaría saber su opinión (para mí muy válida por la visión en primera persona). Si en Portugal se hubiese instalado un régimen prosoviético tipo cubano ¿gran parte de esos militares bien entrenados se hubieran opuesto a dicho régimen?¿habrían aceptado ayuda exterior contra ese régimen, incluyendo a la del dictador Franco?

Por mi parte pienso que Franco habría mandado tropas tipo División Azul (que iban a matar comunistas pero no a conquistar Rusia) y habría facilitado todos los apoyos posibles, sobre todo en la entrada y distribución de material y ayudas de las potencias occidentales destinadas a la lucha en Portugal.

Reciba un cordial saludo.


Respondendo a sua pergunto, posso dizer que sim!

A esmagora maioria dos militares tinham-se oposto a essa tomada do poder pelos comunistas.

Tambem é certo que toda ajuda vinda do exterior teria sido bem vinda, mas essas ajudas uma vez terem cruzado a fronteira teriam que ficar sob comando portugues.
 

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papatango

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« Responder #99 em: Novembro 04, 2008, 07:29:11 pm »
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Por mi parte pienso que Franco habría mandado tropas tipo División Azul (que iban a matar comunistas pero no a conquistar Rusia) y habría facilitado todos los apoyos posibles, sobre todo en la entrada y distribución de material y ayudas de las potencias occidentales destinadas a la lucha en Portugal.


Franco era já um cadáver ambulante. Nada mandava.
O problema em 1975, como em 1939/1941, como em 1912/1913 ou como anteriormente, reside no exército espanhol e na visão que essa gente tem da necessidade de unificar a peninsula ibérica.

Os espanhóis sempre utilizaram a mesma argumentação, é Histórico. Inventam argumentos para apoiar a invasão e sondam a potência tutelar para considerar as suas possibilidades.

-> Sondaram Napoleão, que lhes deu autorização para atacar Portugal.
-> Sondaram os ingleses no período pré I Guerra, para a possibilidade de invadir.
-> Consideraram o poder da Inglaterra para o caso de invadirem em 1940/41
-> Sondaram os Estados Unidos para obter apoio para a invasão em 1975.
Parece ser um comportamento típico dos espanhóis ao longo de quase dois séculos.

Os americanos fizeram duas análises sobre a evolução da situação portuguesa.

Uma, do Departamento de Estado inspirava-se na opinião de Henry Kissinger e previa o triunfo dos comunistas em Portugal.
Era com Kissinger que os espanhóis tinham melhores contactos.

A outra mais ligada ao Departamento de Defesa e à CIA tinha uma visão diferente. É por isso que é enviado para Portugal como embaixador o Frank Carlucci.
A CIA depois de analisar rapidamente a situação percebeu que a vitória do Partido Comunista estava seriamente comprometida com o resultado eleitoral de 25 de Abril de 1975, onde os comunistas ficaram reduzidos a 12% dos votos.

A invasão não era uma invasão por forças polítizadas, era uma invasão militar, e seriam as tropas regulares espanholas a entrar em Portugal. Não havia nenhuma Divisão Azul para enviar. Eram as tropas regulares do exército espanhol que atacariam Portugal.

É por isso que os fascistas espanhóis precisavam do apoio americano, porque estariam a utilizar material americano para invadir um país da NATO.
A situação era muito complicada e mesmo absurda, porque ao abrigo do Art. 5º tecnicamente um ataque contra Portugal,  era um ataque contra todos os países da NATO e a Espanha estaria a entrar em conflito com todos os países da Aliança, correndo o risco de um completo isolamento internacional.

Mas mais uma vez, isso é «old story»
O importante é considerar o que se passa em Espanha, e porque razão as elites espanholas ao longo do século XX, continuaram a conspirar contra nós...

Quantos complots e quantas traições se descobrirão quando de aqui a 30 anos se abrirem novos ficheiros secretos ?
 

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Ataru

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« Responder #100 em: Novembro 04, 2008, 07:31:43 pm »
Deixo aqui um video, sobre o tema para não haver dúvidas do que iria acontecer...

http://www.youtube.com/watch?v=paZrtcWGlGA
Greater Portugal = Portugal + Olivença + Galiza and the Eonavian Region + border villages that speak galaico-portuguese dialects + Cape Verde + St. Tomé and Principe.
 

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Daniel

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« Responder #101 em: Novembro 04, 2008, 07:39:32 pm »
Kawa
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Es verdad olvidaba que para un portugues los argumentos son insultar a otro y cuando este le recuerda que a la hora de mantener la palabra no son precisamente los más adecuados para hablar se trata de decir que el tema no viene a cuento ¿verdad?

Meu caro, vc está a ir longe de mais, vc está a por todos no mesmo saco, mais uma vez vc foi mal educado, tanho vindo a responder a sua questão acerca do tratado de 1801, vc sempre que reponde aos meu postes é desilegante com gracinha, mas sem piada alguma, de alguem que refuta a verdade dos outros, ofendendo, não volte a colocar a coisas nesse prisma, se vc tem problemas com os portugueses tem boa solução é não vir mais por aqui, fim do problema.

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Por cierto ¿ejército anglo-portugues? ¿liberación iniciada en Vitoria? A ver alma cándida, ¿tu sabes donde está Vitoria? eso lo primero ¿te suena La Albuera en 1.811? Donde el ejército aliado estaba formado por 14.634 soldados españoles, 10.449 británicos y 10.201 portugueses ¿a santo de que teniendo nosostros mas tropas no se nos incluye como parte de ese "ejército"?


Minha pergunta é, vc percebe quando le portugues :?:  pois me parece que não, volte atrás lei os meus postes, pode ser que assim vc se etenda melhor, outra coisa tente escrever em portugues como fazem alguns dos seus colegas só lhe fica bem, outra, alma cándida perssuponho que isso é um insulto, assim sendo como vc não etende portugues e insulta constatemente as pessoas por minha parte passe bem pois a pessoas assim a melhor coisa é desprezo. saludo
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papatango

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« Responder #102 em: Novembro 04, 2008, 07:44:51 pm »
Citação de: "Akagi"
Respondendo a sua pergunto, posso dizer que sim!

A esmagora maioria dos militares tinham-se oposto a essa tomada do poder pelos comunistas.

Tambem é certo que toda ajuda vinda do exterior teria sido bem vinda, mas essas ajudas uma vez terem cruzado a fronteira teriam que ficar sob comando portugues.


Meu caro, Akagi. Em 1975, os comunistas TOMARAM o poder. Não é uma questão de «SE». O primeiro ministro era um homem do Partido Comunista e o Presidente da República também mantinha boas relações com o partido.

Em Portugal a estrutura do exército estava em pantanas. Apenas as unidades especiais tinham capacidade efectiva para agir e é por isso que as acções do Verão quente são levadas a cabo por Policia Militar, Paraquedistas, Comandos e Fuzileiros.

Toda a gente sabe que os fuzileiros estavam completamente nas mãos do Comité Central do PCP e eram a unidade mais próxima de Lisboa. Além disso a influência do PCP na Marinha era considerável, e a marinha detinha um poder enorme em Lisboa.

Do outro lado estava a Força Aérea e os paraquedistas. Houve até tentativas de sabotar helicopteros. Em Novembro chegaram-se a evacuar todas as bases a sul do Tejo e a enviar os poucos FIAT,  F-86 disponíveis para o norte.

=================================

O problema é que estava criada uma situação de impasse, porque embora a Assembleia Constituinte não tivesse poderes para legislar e empossar um governo, ela representava a vontade popular e demonstrava a força do PCP: 12% dos votos.

Mas como as indecisões do PCP nos dias que antecederam o 25 de Novembro levaram à sua derrota, tudo teria sido diferente se ocorresse qualquer intervenção estrangeira.

E de todas as intervenções estrangeiras, aquela que melhor serviria os interesses do Partido Comunista seria um invasão espanhola.

E parte da esquerda contava com isso, e como já disse anteriormente, essa esquerda tentou hostilizar a Espanha com o episódio da embaixada.

No fundo o PCP tinha consciência de que não tinha força suficiente. Tudo dependia dos americanos. A somar a isso esteve o facto de Moscovo ter puxado o tapete, ou então não ter lançado a corda que Alvaro Cunhal poderia esperar.

A URSS não estava interessada num Portugal Soviético. Eles apenas pretendiam que o exército português saisse da África e facilitasse o controlo comunista das antigas colónias.
Quando isso aconteceu e a situação estabilizou, Moscovo deixou cair o Partido Comunista.

Washington sabia disso e é difícil acreditar que os espanhóis não estivessem ao corrente do que se passava.
Mas claro, o ditador quase cadáver em Madrid, um risco de conflito em Marrocos ao mesmo tempo, eram demasiados problemas.
Além de que existia sempre a possibilidade de uma evolução violenta na própria Espanha, o que resultaria numa catástrofe.
« Última modificação: Novembro 04, 2008, 08:06:32 pm por papatango »
 

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Daniel

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« Responder #103 em: Novembro 04, 2008, 07:48:20 pm »
Ataru
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Deixo aqui um video, sobre o tema para não haver dúvidas do que iria acontecer...


Grande video esse, ofinal é excelente quando diz tanho uma má notícia e uma boa, a má é que espanha é de portugal a boa é que agora temos um bom exército para atacar a frança. :rir:  :rir:
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Jose M.

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« Responder #104 em: Novembro 04, 2008, 07:49:25 pm »
Citação de: "Akagi"
Respondendo a sua pergunto, posso dizer que sim!

A esmagora maioria dos militares tinham-se oposto a essa tomada do poder pelos comunistas.

Tambem é certo que toda ajuda vinda do exterior teria sido bem vinda, mas essas ajudas uma vez terem cruzado a fronteira teriam que ficar sob comando portugues.


Algo así pasó en la Guerra Civil Española, las tropas de los países aliados de Franco luchaban bajo el mando del dictador.

En esas circunstancias (si Estados Unidos hubiera legitimado a España como defensora contra el comunismo, tal y como quería aparecer Franco) creo que se habría prolongado la dictadura en España, al tipo de la chilena de Pinochet, con los apoyos de la CIA.

En cuanto a la guerra, con los militares portugueses por medio, creo que sería corta en la campaña militar convencional, pero el peligro lo veo en que se alargara cuando los grupos de extrema izquierda se dedicaran a acciones terroristas (ya estaba pasando en España), con lo que llegados a ese punto quizás la cooperación entre ambos países (y los demás interesados, EEUU p. ej.) sería a nivel de inteligencia y no un apoyo militar directo.

Saludos.
 

 

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