Energias Renováveis

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Re: Energias Renováveis
« Responder #240 em: Julho 16, 2020, 11:59:02 am »
Vai para o Leaf:

https://www.nissan.pt/veiculos/novos-veiculos/leaf.html?&cid=psmdDfcInOD_dc|D&gclid=EAIaIQobChMIvYib287R6gIVibbtCh07ZQzrEAAYASAAEgIoDvD_BwE
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Re: Energias Renováveis
« Responder #241 em: Julho 16, 2020, 02:55:09 pm »
Vai para o Leaf:

https://www.nissan.pt/veiculos/novos-veiculos/leaf.html?&cid=psmdDfcInOD_dc|D&gclid=EAIaIQobChMIvYib287R6gIVibbtCh07ZQzrEAAYASAAEgIoDvD_BwE

Não, obrigado.
Estou a fazer neste momento um investimento muito grande, não posso gastar em carros!
Agora dificilmente compro um novo, prefiro carros de serviço, com alguns meses e menos de 20 000km e a custarem menos de 20 000 num carro que custa 27 ou 28000€ novo (Peugeot 308 SW: https://www.peugeot.pt/showroom/308/sw/). Tem mais espaço e autonomia que o Leaf :)
Aliás, o próprio vendedor não aconselhou o eléctrico (JAP, vende Nissan e Renault)!!!!!!

Pelo preço do Leaf, comprava a Peugeot 508 SW de serviço, que está a anos luz em tudo!!!! https://www.razaoautomovel.com/2019/05/peugeot-508-sw-precos-portugal
A ecologia não é tudo, principalmente a um custo estratosférico, mesmo com subsídios do estado. E aqui no interior montanhoso, desconfio que a autonomia do eléctrico vai por ali a baixo, para além de não existirem carregadores públicos, só quem conseguir carregar em casa!!!!

Eu lembro-me recentemente, de um taxista de Lisboa, que tinha um LEAF com 200 000km e que teve de trocar as baterias..... deram-lhe um orçamento de 25 000€ + IVA e mão-de-obra!!!!! Ridículo!!!!! Custa tanto como um carro novo!
Mesmo agora, a Nissan tabelou a troca das baterias com um custo uniforme para Portugal de 10 000€ + IVA + mão-de-obra!!!!!!!
É fazer contas como diz o outro!!!!!
« Última modificação: Julho 16, 2020, 03:04:49 pm por Viajante »
 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #242 em: Julho 16, 2020, 06:08:57 pm »
Eu adoro eléctricos, no entanto comprei um carrinha no pico da crise por 2000€. Era velha mas paguei com dinheiro na mão e não fiquei com a corda na garganta. Já tem 19 anos e ainda rola todos os dias 25 km.
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Re: Energias Renováveis
« Responder #243 em: Julho 16, 2020, 06:21:34 pm »
Um familiar próximo foi buscar um Toyota Yaris híbrido.
No entanto optou pelo sistema de leasing.   ???
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Re: Energias Renováveis
« Responder #244 em: Julho 16, 2020, 07:32:50 pm »
Fartei-me de um Alfa Romeo Mito 1.3 JTDM de 2011! No início da pandemia o turbo partiu! Com revisões sempre no concessionário, não assumiram absolutamente nada e ainda queriam mais de 3 500€ para concertar um carro de 9 anos!!!! Fui buscar o carro de reboque no 1º dia de confinamento!!!! Entreguei o carro para reparar aqui na terra a.... metade do preço e com peças originais!!!! Por azar, a oficina também fechou!!!! Fiquei 2 meses sem carro, a primeira coisa que fiz foi metê-lo à venda no OLX e Standvirtual e...... lá foi.
Tinha ainda um enorme defeito que provocou-nos imensos sustos e quase despistes..... perdia a direcção assistida!!!!! Ficava extremamente dura a direcção (felizmente quase sempre a baixa velocidade, mas.....), além disso com 2 crianças de 7 anos e 20 meses..... o Mito com 2 portas e sem espaço para cadeiras viradas para trás (obrigatório para crianças até 3 anos), desfiz-me do carro, tinha de ser.

Fiquei com o meu "velhinho" E92 de 13 anos.... também de 2 portas, mas como tem 4,60 metros, consegui meter uma cadeira rotativa para o mais novo!!!!!!

Pensei nos eléctricos, mas eu faço pelo menos 80km por dia e posso fazer 200 e 300, mas chego à triste conclusão que ou sai o euromilhões e aí pensava num Tesla S ou então um diesel mais familiar!!!!!

Híbridos e eléctricos têem muitas vantagens numa empresa, mas mesmo assim. Quem tiver uma empresa, aí sim faz toda a diferença, só o dinheiro do IVA que recupera e não tem tributações autónomas!!!!!!!!!
 
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Re: Energias Renováveis
« Responder #245 em: Julho 16, 2020, 07:58:22 pm »
Também tenho um Alfa Romeo. Um 159 1.9 diesel. Quase 190000 km e praticamente sem chatices.

Estava a pensar trocar por uma Dacia Duster 1.5 mas com o que aí vem não sei se é boa altura para trocar de carro...
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Re: Energias Renováveis
« Responder #246 em: Julho 16, 2020, 09:33:24 pm »
Também tenho um Alfa Romeo. Um 159 1.9 diesel. Quase 190000 km e praticamente sem chatices.

Estava a pensar trocar por uma Dacia Duster 1.5 mas com o que aí vem não sei se é boa altura para trocar de carro...

Ei lá! Também estive a pensar substituír o Alfa por um Dacia Duster 1.5DCi! Apesar do Duster ser muito bom, nem parece um SUV, faz curvas sem adornar em excesso, mas desisti porque só tem 3 estrelas ncap!!!!! É um dos requisitos que tenho sempre, por causa dos filhos, o carro tem de ter 5 estrelas NCAP. Por isso preferi o 308SW com muito pouco uso, que até fica mais barato.

Também não me apetece gastar dinheiro em plena pandemia, mas terá de ser, preciso do 2º carro para a Maria e para transportar os filhos em segurança e a cumprir a legislação das cadeiras viradas para trás (até 3 anos).

Engraçado, à 13 anos atrás, andei atrás do Alfa GT (uma evolução do 159 que eu tb gosto muito), também ponderei o Brera, mas acabei por escolher o E92, é outra coisa!!!!!!
Rio-me quando penso na decisão de à 13 anos atrás, depois de fartar-me de perder dinheiro nas acções (perdi uns 5 000€), deixei de confiar nas empresas nacionais (o que não é fácil para alguém da gestão!!!!!). Decidi desfazer-me das acções todas em 2007 e rebentei 50k a comprar o E92!!!!! Olhe, foi a melhor decisão! Os meus pais diziam que estava maluco, também ajudava o facto de ser solteiro e poder cometer loucuras, mas a verdade é que desfiz-me de acções da PT a mais de 4 euros (agora valem cêntimos, da Altice, antiga Pharol), tinha acções da Brisa a 10 euros e agora valem 2€!!!!!!

Olhe, foi uma maluqueira que não me arrependo, em vez de ter algum ataque de coração com o colapso das poupanças, ao menos gozo desde esse dia um dos prazeres que é conduzir no interior!!!!!!! Então sem trânsito...... 177 cavalos..... bem, nem lhe conto!!!!!
« Última modificação: Julho 16, 2020, 09:37:26 pm por Viajante »
 
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Re: Energias Renováveis
« Responder #247 em: Julho 17, 2020, 05:02:19 pm »
O Dacia Duster tem tão má pontuação por causa das assistências electrónicas.

https://www.euroncap.com/en/results/dacia/duster/29898
« Última modificação: Julho 17, 2020, 05:06:52 pm por Cabeça de Martelo »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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Re: Energias Renováveis
« Responder #248 em: Julho 17, 2020, 08:54:01 pm »
O Dacia Duster tem tão má pontuação por causa das assistências electrónicas.

https://www.euroncap.com/en/results/dacia/duster/29898

E não só, também na protecção de crianças, tem pontuações medíocres!!!!!
Mas se esquecesse a pontuação NCAP, o Dacia Duster é muito bom para o custo que tem, mas ...... consigo melhor e mais barato, com 5 estrelas ao nível da segurança NCAP só com meia dúzia de km e de meses!!!!!!

Há um outro factor que tb tem alguma importãncia...... a massa do carro, quanto mais pesado........ e se for de 5 estrelas NCAP......
O ideal mesmo era podermos andar com carros tipo o ST5 do exército  :mrgreen:
Aí garantidamente em caso de embate: E = M x C^2 <=> E = M x C^2   ....... desgraçado do carrito levezinho que lhe aparecesse na frente!!!!!!

Só a desaceleração que provocava numa colisão com um carrito de 1 tonelada, a mais de 50Km/h......
« Última modificação: Julho 17, 2020, 08:56:31 pm por Viajante »
 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #249 em: Julho 19, 2020, 03:20:09 pm »
Propostas de investimento no hidrogénio atingem os 16 mil milhões

Investimentos propostos recebido pelo Ministério do Ambiente e Ação Climática equivalem a 7,5% do PIB português



https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/energia/detalhe/propostas-de-investimento-no-hidrogenio-atingem-os-16-mil-milhoes

Elá...  ;)
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Re: Energias Renováveis
« Responder #250 em: Julho 23, 2020, 10:23:50 pm »
Propostas de investimento no hidrogénio atingem os 16 mil milhões

Investimentos propostos recebido pelo Ministério do Ambiente e Ação Climática equivalem a 7,5% do PIB português



https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/energia/detalhe/propostas-de-investimento-no-hidrogenio-atingem-os-16-mil-milhoes

Elá...  ;)

Também tenho alguma esperança que não dependamos só dos carros eléctricos com baterias, o eléctricos com célula de combustível a hidrogénio deviam ter uma oportunidade, mas 16 mil milhões e quase sem propostas......
Espero que estes 16 mil milhões não venham dos 45 mil milhões a fundo perdido!!!!!! Seria muito mau!
 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #251 em: Julho 29, 2020, 06:09:51 pm »
WindFloat Atlantic: Parque eólico flutuante já está a funcionar em Portugal

Lembram-se do WindFloat Atlantic, o primeiro parque eólico flutuante da Europa Continental que se encontra em Portugal? Segundo informações da EDP, este parque único está já totalmente operacional e a fornecer energia limpa à rede elétrica de Portugal.

As três unidades começam agora a injetar na rede elétrica nacional a energia produzida pelas suas turbinas de 8,4 MW, as maiores do mundo já instaladas numa plataforma flutuante.



Depois de ligado o cabo de alimentação que percorre os 20 quilómetros de distância que separam o parque eólico da estação instalada em Viana do Castelo, a construção do parque está completa, revela o comunicado da EDP.

WindFloat Atlantic tem capacidade total instalada de 25 MW

Dado que pode situar-se em águas muito profundas, o WindFloat é capaz de aceder a recursos energéticos em áreas marítimas muito vastas, respondendo a desafios sociais de relevo, como a transição para a energia limpa, a segurança da energia e as alterações climáticas. Ao mesmo tempo postos de trabalho, crescimento económico e oportunidades de investimento sustentável.



O WindFloat Atlantic tem uma capacidade total instalada de 25 MW e é o primeiro parque eólico flutuante semi-submersível do mundo. O equipamento vai ser capas de gerar energia suficiente para abastecer o equivalente a 60.000 utilizadores por ano, o que representa uma poupança de quase 1,1 milhões de toneladas de CO2.

Segundo a EDP, as vantagens desta tecnologia são, entre outras, o facto de a montagem ser feita em terra, de não ser necessário um navio de transporte específico para o seu reboque e de não depender de operações offshore complexas, associadas à instalação das estruturas fixas tradicionais. Estes fatores contribuem para reduzir as despesas associadas ao ciclo de vida e os riscos.

https://pplware.sapo.pt/informacao/windfloat-atlantic-parque-eolico-flutuante-ja-esta-a-funcionar-em-portugal/
https://www.edp.com/pt-pt/inovacao/windfloat

Aguenta o impacto de ondas de 7 metros e em casos extremos suporta ondas de 17 metros!!!!!! :o
« Última modificação: Julho 29, 2020, 06:12:25 pm por Viajante »
 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #252 em: Julho 30, 2020, 12:07:45 pm »
O projecto do hidrogénio, um projecto absurdo

Este projecto não só não é rentável, como não é necessário. A sua implementação só condenaria os portugueses a um fraco crescimento económico e a baixos salários. Por muitas décadas.

É fundamental que os portugueses acompanhem a forma como o Governo está a planear gastar os 15,3 mil milhões de euros a fundo perdido que Portugal irá receber da União Europeia, do Fundo de Recuperação, a partir de 2021. Será uma oportunidade única, dada em face da crise do coronavírus, pelo que se o dinheiro for mal gasto, será o nosso crescimento económico que se ressentirá por muitos anos.

É neste contexto que merece ser analisado o projecto do hidrogénio, onde o Ministério do Ambiente se propõe gastar 7 mil milhões de euros, ou seja, 50% do total do valor a fundo perdido, que Portugal irá receber da União Europeia. Com efeito, existiu sempre uma relação estreita entre o crescimento económico de um país e a qualidade do investimento realizado. Por essa razão, os vinte anos de quase estagnação do rendimento per capita em Portugal, com 20% da população no limiar da pobreza, derivaram da má qualidade do investimento que realizámos, normalmente por iniciativa do Estado. Exemplos de maus investimentos efectuados por iniciativa, ou por apoio, do Estado estão numa parte significativa das auto-estradas, nas produções de electricidade por centrais eólicas ou fotovoltaicas – criadas entre 2005 e 2016 ainda com tecnologias imaturas e, portanto, muito caras para os consumidores -, no investimento não rentável em empresas públicas, no projecto do TGV – que, felizmente, acabou por ser suspenso – e  agora  no projecto do hidrogénio. A principal causa da falta de convergência com os países da União Europeia, que nos está a colocar nos últimos lugares da União Europeia, tem sido o desbaratar de recursos financeiros em projectos sem rentabilidade, resultantes da má gestão pública e empresarial.

Dispondo Portugal de recursos limitados, a nossa economia só poderá crescer com projectos viáveis, competitivos, que permitam, nomeadamente, aumentar as nossas exportações e o emprego de forma permanente e continuada. São assim, por exemplo, desejáveis investimentos que possam:

    apoiar investimentos de empresas que se destinem, maioritariamente, à exportação;
    aumentar a competitividade da nossa economia, como investimentos na investigação e desenvolvimento tecnológico aplicados à inovação empresarial;
    introduzir ligações ferroviárias com a Europa em bitola europeia, que facilitem a exportação de mercadorias;
    apoiar a reindustrialização do país, não apenas nas mesmas tecnologias e processos de fabrico, mas através da inovação e de novas tecnologias que permitam fazer melhor e diferente;
    modernizar a administração pública, permitindo a sua reestruturação e a redução das suas despesas correntes;

Promover o crescimento é particularmente importante em Portugal, tendo em conta que em 2020 se prevê uma quebra do PIB de 12% e um aumento da dívida pública para 134% do PIB.

Contudo, o crescimento económico depende das políticas que o Governo adoptar, pelo que é incompreensível, que o Secretário de Estado do Ambiente, João Galamba, queira agora, a todo o custo, gastar metade dos fundos que o país vai receber da União Europeia num projecto inviável, utilizando argumentos falsos, como este, de que o dinheiro só pode ser gasto no projecto do hidrogénio, que é a fundo perdido, ou que é rentável.

Em primeiro lugar, este dinheiro pode, sim, ser gasto noutros projectos, pelo que há um custo de oportunidade. A União Europeia tem referido que o apoio concedido se destina a promover a competitividade das economias, pelo que não vai certamente privilegiar um projecto inviável financeiramente, como é o projecto do hidrogénio, que, por ter ainda uma tecnologia imatura, apresenta custos de produção muito elevados. A União Europeia preferirá, assim, projectos de investimento que façam crescer a nossa economia, nomeadamente nos sectores de bens transacionáveis, pelo que não criará nenhuma objeção a que o dinheiro seja antes gasto no apoio às exportações.

Em segundo lugar, tratar-se de um projecto financiado a fundo perdido não é argumento, pois estes mesmos fundos poderão, e deverão, ser gastos noutros sectores com muito maior rentabilidade.

Em terceiro lugar, também não é verdade dizer que o projecto do hidrogénio é rentável. Basta referir que o custo do hidrogénio injectado, apesar de utilizar a energia solar, custará entre o dobro ou o triplo do gás natural, pelo que o consumidor final verá a factura do gás subir entre 15 e 30%. Se este hidrogénio for agora utilizado para produzir eletricidade, custará entre 100 e 200 euros/MWh, o que é muito superior ao custo médio de 40 euros/MWh das produções alternativas a operar actualmente em Portugal, nomeadamente o hidrogénio obtido a partir do gás natural. No projecto do hidrogénio apresentado pelo Governo, só daqui a 15 ou 20 anos é que o custo de produção da tecnologia poderá vir a ser reduzido em cerca de 60%, podendo então ser um projecto a analisar. Porquê, então, a pressa em gastar agora um enorme volume de dinheiro num projecto com altíssimos custos de produção? Seria uma repetição do dinheiro mal gasto nas produções de eletricidade eólica e fotovoltaica intermitentes, no período de 2005 a 2011, quando as respectivas tecnologias eram ainda imaturas e, portanto, muito caras. Não podemos perder de vista que a produção de uma nova energia só favorece o crescimento económico se vier substituir outras produções de energia mais caras, o que não é, claramente, o caso do projecto do hidrogénio. Para que serve então este projecto ?

O projecto do hidrogénio apresentado pelo Governo tem ainda, infelizmente, uma outra implicação. A sua introdução vai justificar a instalação de novos parques fotovoltaicos com uma capacidade de 2000 MW, novamente beneficiando do regime das FIT – Feed In Tariffs, que permite aos respetivos promotores escorraçar a concorrência, mesmo quando esta está pronta a vender a um preço muito mais barato, assegurando simultaneamente aos respetivos promotores um preço fixo em todas as circunstâncias. Pretende-se, assim, insistir num regime contratual iníquo, que destrói, à partida, a concorrência e o livre funcionamento do mercado.

Esta situação só vai agravar o excesso de produção que existe no país, que tem já uma capacidade de 8500 MW a partir de centrais eólicas e fotovoltaicas intermitentes que beneficiam do proteção das FIT, embora Portugal tenha um consumo em vazio de apenas 3900 MW.

Este excesso de produção significa que, embora tenhamos que comprar a eletricidade sobrante a altos preços garantidos, ela é frequentemente exportada para Espanha a preço zero. Com efeito, quando a EDP constatou, em 2018 e 2019, que não conseguia renovar o CMEC (Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual) associado à central a carvão de Sines, que lhe dava uma rentabilidade garantida próxima de 10% ao ano, passou a pedir o seu encerramento e a sua substituição pela atrás referida instalação adicional de 2000 MW, novamente com preços garantidos. E isto, apesar da central a carvão de Sines poder fornecer eletricidade a preços inferiores à nova central fotovoltaica. A central a carvão de Sines, que agora a EDP e o Governo querem encerrar, não acontece para se produzir eletricidade a preços mais baixos, ou para defender o ambiente como hipocritamente se refere, mas sim, porque esta central passou a ter de concorrer, desde 2019, com as potencias eólicas e fotovoltaicas intermitentes, que beneficiam da proteção das FIT e assim expulsam produções mais baratas da rede elétrica, embora em prejuízo de toda a economia e dos consumidores portugueses.

Prova de que, em condições normais, as centrais a carvão são rentáveis, está o facto da Alemanha ter agora inaugurado a nova central elétrica a carvão Kraftwerk Datteln 4, perto de Dortmund, com uma capacidade de produção semelhante à central a carvão da EDP em Sines. É que não existe na Alemanha um tal volume de produções de centrais eólicas e fotovoltaicas com altas rendas garantidas, que impeçam outras fontes de eletricidade mais baratas de poderem operar.

Estamos certos que a sociedade civil portuguesa cumprirá o seu dever, demonstrando que este projecto do hidrogénio não só não é rentável, como não é necessário. E que a sua implementação só condenaria os portugueses a um fraco crescimento económico, e, portanto a baixos salários, por muitas décadas. Esperamos, assim, que este projecto não se realize e que permita que os elevados fundos da União Europeia sejam investidos noutros projectos e beneficiem outros investimentos que contribuam para o crescimento económico e para aumento do nosso nível de vida.

https://observador.pt/opiniao/o-projecto-do-hidrogenio-um-projecto-absurdo/

Partilho exactamente das mesmas preocupações, se fossemos ricos, era um não assunto, mas ...... temos um problema que advém das eólicas produzirem muita energia........ quando não é necessária, à noite!!!! Além disso é subsidiada e muito, nas nossas facturas eléctricas e o que pretende fazer o governo!!!!! Investir no hidrogénio para armazenar energia?!?!? Mais dinheiro gasto para além das chamadas rendas excessivas nas energias limpas!!!! É que no sector automóvel não há praticamente nenhum carro movido com célula de hidrogénio, só se estiverem a pensar nos autocarros de Lisboa e Porto, mas gastarmos 7 mil milhões......... a somar ao TGV, à TAP....... 
 

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tenente

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Re: Energias Renováveis
« Responder #253 em: Agosto 01, 2020, 03:59:13 pm »
O sr Galamba no seu melhor, com insultos atrás de insultos, o mesmo registo de sempre para quem não tem razão nem educação.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/hidrogenio-joao-galamba-critica-professor-universitario-620397

Abraços
« Última modificação: Agosto 01, 2020, 04:00:31 pm por tenente »
 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #254 em: Agosto 02, 2020, 01:52:27 am »
A meu ver não é o investimento no hidrogénio que está mal. São todos os outros!!!!

Ficámos para trás na revolução industrial do séc IXX, ficámos para trás na revolução tecnológica da segunda metade do séc XX, na industria aeronáutica, espacial, informática, automóvel... Em quase tudo!!

Não devemos ficar para trás num sector que que nos pode colocar fora da dependência energética de outros países.
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Energias renovaveis e etanol

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Última mensagem Novembro 17, 2010, 06:17:51 pm
por GI Jorge