General Loureiro dos Santos alerta p/ desespero de militares

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General Loureiro dos Santos alerta p/ desespero de militares
« em: Outubro 30, 2008, 12:12:07 pm »
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General Loureiro dos Santos alerta para desespero de militares

O general Loureiro dos Santos chamou à atenção para o desespero que se está a apoderar de alguns militares e alertou para a possibilidade de algumas atitudes que podem pôr em causa a democracia portuguesa. Sargentos e oficiais das Forças Armadas confirmam estes alertas.


O general Loureiro dos Santos chamou à atenção para o desespero dos militares na sequência das políticas do Governo para o sector, desespero que poderá vir a ter resultados indesejados no futuro.


Em declarações à TSF, o antigo chefe do Estado-maior do Exército entende que este desespero poderá mesmo resultar em atitudes que ponham em causa a democracia portuguesa tal como a conhecemos hoje.


«Há militares jovens que também já se aperceberam das injustiças a que a instituição e eles próprios estão a ser sujeitos em comparação com as profissões que são consideradas como equivalentes às profissões militares», explicou.


Para Loureiro dos Santos, alguns desses jovens «mais corajosos, destemidos, talvez menos prudentes, por vezes, exagerarem na forma como publicamente mostrem o seu desagrado».


«Essa gente pode fazer alguns disparates, mas que poderão ter uma certa repercussão pública não só nacional, mas até internacional e portanto ter também efeitos muito negativos para a nossa democracia avançada e madura», adiantou.


O presidente da Associação Nacional de Sargentos também confirma estes alertas, tendo frisado que o fim da assistência na saúde para militares poderá gerar actos de desespero, situação que merece intervenção imediata do Governo.


«São estes alertas que é preciso perceber antes que possa haver efectivamente uma situação dramática, que gostaríamos que nunca acontecesse, porque os militares não podem ser vistos como um vulgar agente da Administração Pública», afirmou Lima Coelho.

Também o presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas subscreveu os alertas de Loureiro dos Santos, sublinhando o mau tratamento que está a ser dados aos militares e as «condições gravosas» que estão a ser lançadas sobre estes.

«Isto não é compatível com os objectivos que o Governo estabeleceu de harmonização entre diferentes quadros da Função Pública», frisou Alpedrinha Pires.


 :arrow: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portug ... id=1036057
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Tiger22

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« Responder #1 em: Outubro 30, 2008, 01:00:01 pm »
A pois é. Cuidadinho. Razãoes não faltam.

Desiguadades salariais, na carreira, nos contratados…

Falta de equipamentos…

Falta de Sentido de Estado de Ministros, ao falarem de submarinos, nebulosas iberistas…(que ainda ninguém questionou ao dito afinal o que queria mesmo dizer, e onde para a queixa sobre o dito cujo por causa das mesmas afirmações?)

Olivença…

Assalto ao erário público…


E um grande etc. Cuidadinho…
"you're either with us, or you're with the terrorists."
 
-George W. Bush-
 

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Duarte

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« Responder #2 em: Outubro 30, 2008, 01:52:46 pm »
Citação de: "Tiger22"
A pois é. Cuidadinho. Razãoes não faltam.

Desiguadades salariais, na carreira, nos contratados…

Falta de equipamentos…

Falta de Sentido de Estado de Ministros, ao falarem de submarinos, nebulosas iberistas…(que ainda ninguém questionou ao dito afinal o que queria mesmo dizer, e onde para a queixa sobre o dito cujo por causa das mesmas afirmações?)

Olivença…

Assalto ao erário público…


E um grande etc. Cuidadinho…


O facto é que o 25 Abril foi desencadeado por oficiais militares principalmente por razões corporativas e de carreira. É claro que houve outras forças nebulosas por trás deste movimento que exploraram este descontentamento para seus próprios fins.
 

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Edu

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« Responder #3 em: Outubro 30, 2008, 05:24:58 pm »
Vejo os militares a preocuparem-se muito com os seus salarios e regalias e a preocuparem-se pouco por exemplo com a renovação de equipamentos de forma a poderem desempenhar em condições as suas tarefas. Os militares não ganham assim tão pouco e têm até bastantes regalias, têm de ter em conta que todos os Portugueses estão a passar sacrificios, porque não hadem passar tambem eles algum sacrificio tal como todos os Portugueses?

Esses supostos jovens que se podem revoltar não se esqueçam que juraram bandeira, eles devem obdência ao povo que os alimenta e lhes dá as regalias todas que têm, qualquer militar que se revolte contra o povo que representa e que o alimenta merece a pena que não está incluida na contituição Portuguesa. Um militar tem como obrigação defender a sua nação e como tal defender o seu povo!! E não usar a força para defender os seus interesses, espero que haja lealdade perante o povo por parte dos nossos militares.

Conservava uma grande consideração pelo general Loureiro dos Santos, mas esta aqui caiu-me um pouco mal....
 

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tyr

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« Responder #4 em: Outubro 30, 2008, 06:13:15 pm »
gostava de conhecer as regalias que os militares têm, pois nunca me senti previligiado, sentia é que tinha algumas compençassões para o que me era e é exigido.
deixa ver, tenho a regalia de:
 -ser transferido assim de repente (independentemente da minha familia);
 -se necessario mudar de unidade a cada 2 anos (mais uma vez, sem olhar a minha familia);
 -nunca poder dizer não faço (a não ser que queira levar um processo disciplinar ou que o que me estejam mandando fazer é um crime);
 -poder ser nomeado para passar 6 meses (ou mais) no extrangeiro contra a vontade da minha familia e da minha pessoa;
 -poderem me interromper as férias por motivos de serviço;
 -apanhar chuva e sol e levar cargas fizicas que fazem que aos 30 anos tenho problemas de saude que se não fosse militar só teria aos 40 e qq coisa ou mais tarde;
 -ser chamado parasita (quando não sabem o que faço);
 -fazer uma media entre as 55 horas semanais de trabalho, sem ganhar mais por isso (e estou a excluir as semanas em que paro só 3 ou 5 horas por noite para dormir e o tempo necessario para tomar as refeições);
 -no minimo passar um fim de semana por mês sem ir a casa (pois ocasionalmente existem meses em que só lá posso ir um);
 -ja tinha dito que tenho a regalia de ser chamado parasita???;
 -uma assistencia medica que actualmente pior que a ADSE;
 -trabalhar fora de horas em casa, sem ganhar mais um tusto;
 -ganhar metade de um outro qualquer funcionario do estado com um "posto" igual ao meu;
 -trabalhar com material mais que insuficiente e por mais que peça nunca recebo o que realmente necessito para cumprir a minha missão (a não ser que esteja numa area que a nivel politico esteja na moda);
 -ser considerado parasita por pessoal que faz metade daquilo que eu faço, recebe o dobro e desconta um quarto;
 -etc...

em contrapartida sinto me bem pois sei que o meu trabalho:
 -ja salvou vidas quer directa quer indirectamente (em território nacional e no estrangeiro);
 -poupou milhoes de euros ao estado;
 -salvou as propriedades de muitas pessoas;
 -contribui para o prestigio nacional;
 -que serve para servir a sociedade portuguesa, ao contrario da maior parte dos portugueses que tentam se servir da sociedade.
e só não faço mais , pois como militar só faço o que me ordenam (pois se assim não fosse isto seria a anarquia).
A morte só é terrivel para quem a teme!!
 

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Trafaria

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« Responder #5 em: Outubro 30, 2008, 06:37:18 pm »
Tadinho do Tyr...
Querem ver que o raptaram à porta de um quartel e o obrigaram a ser militar e obrigam a continuar a ser?

Com tanto sacrifício junto e continua a ir para o serviço todos os dias?
Eu se estivesse assim tao mal mudava-me!
::..Trafaria..::
 

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JQT

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« Responder #6 em: Outubro 30, 2008, 07:15:47 pm »
Cuidado com o Loureiro dos Santos. É uma marionete dos socialistas. E o que mais lhes convinha, a um ano de eleições e quando se sabe que 2009 vai ser um ano económicamente medonho, era uma asneirada militar para se fazerem de vítimas junto do povinho, demitirem-se, convocarem eleições antecipadas e terem maioria absoluta (e emotiva; até imagino o Sócas a gritar discursos sobre a vitória da Democracia...). E, de caminho, terem desculpa para darem um golpe mortal nas FAs (poupando muitos milhões, que seriam desviados para outros fins). Isto pode ser uma armadilha. Que ninguém caia nela. Até porque já se sabe que quem se lixa é o mexilhão.

JQT
 

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SiGMA

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« Responder #7 em: Outubro 30, 2008, 07:33:41 pm »
Trafaria, imagina lá que todos os que estão descontentes com a maneira que estão a ser tratados deixassem as Forças Armadas. A Marinha (por exemplo, que é a realidade que melhor conheço) deixava de navegar (Mar aberto aos pescadores espanhóis, livre transito ao tráfico de droga e de pessoas).

A questão é que apesar do descontentamento os Militares têm um elevado sentido de disciplina e missão e não esquecem o juramento que fizeram, defender a Pátria, cumprir e fazer cumprir as Leis da República e guardar a Constituição da Republica Portuguesa mesmo com o sacrifício da própria vida.
E o irónico é que é são essas mesmas leis que os Militares juraram defender que não são cumpridas por quem as faz...

Assim, aos Militares são pedidos sacrifícios e nada é dado em troca.
Por exemplo, o sistema de saúde dos Militares não pode ser igual aos restantes "funcionários públicos". Um sistema de saúde eficiente garante à Pátria que os seus Militares estão aptos para todas as missões. Não faz sentido um soldado estar à espera de uma operação anos como no sistema de saúde "normal", então qual era a utilidade desse soldado enquanto esperava?
Tal como o sistema de saúde que abrange os familiares dos Militares também não pode ser igual. Um soldado que esteja em missão certamente irá estar com o moral em baixo, logo com maior probabilidade de errar no decorrer da missão, se estiver preocupado porque deixou a mulher ou um filho doente na pátria que defende a morrer à espera de uma consulta no centro médico...

Os Militares pela natureza da sua "profissão" não são iguais aos restantes cidadãos. Logo não pode haver comparações aquando a "atribuição de benefícios".
"Great spirits have often encountered violent opposition from weak minds." - Albert Einstein
 

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tyr

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« Responder #8 em: Outubro 30, 2008, 07:37:49 pm »
não é tadinho do Tyr, é masé que raio de pais é este quetrata os militares e policias como lixo.

e existe muita gente que não se vai embora ou por amor à camisola (que é o meu caso), ou porque quando era novo aguentava tudo e agora com 30 e qualquer coisa anos ja não esta em condições de sair da instituição por motivos financeiros e familiares. existem tambem os que querem ir embora mas a instituição não deixa (conheço alguns casos, inclusive houve a tempos um que se autodenominou Capitão SMO (serviço militar obrigatório)).
depois obviamente existem os que saiem (e estou me a referir a pessoal QP), pois lá fora chateiam se menos, e ganham muito mais fazendo muito menos horas.

a nivel de RC ainda é pior, pois a maior parte do pessoal vem para a tropa pensando que tem regalias, dá tiros todos os dias e que não trabalha. Quando descobrem que é trabalhar que nem um escravo, fim de semana sim fim de semana não estão de serviço e recebem o que recebem, não se aguentam e vão embora pois é melhor ganhar o ordenado minimo ou estar no desemprego do que não fazer nada na tropa.

quem compara a tropa actual com a tropa de há 10 anos, não faz a minima ideia de como as coisas estão mudadas.
A morte só é terrivel para quem a teme!!
 

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Xô Valente

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« Responder #9 em: Outubro 30, 2008, 07:43:53 pm »
Citação de: "Trafaria"
Tadinho do Tyr...
Querem ver que o raptaram à porta de um quartel e o obrigaram a ser militar e obrigam a continuar a ser?

Com tanto sacrifício junto e continua a ir para o serviço todos os dias?
Eu se estivesse assim tao mal mudava-me!


Pois Trafaria, mas, felizmente, existem pessoas como o Tyr que estão dispostas a fazer uma coisa, ou um sacrifício, que o caro Trafaria não deve ter conhecimento que se chama servir e defender a pátria e os compatriotas. Coisa essa que eu valorizo e respeito muitíssimo.
 Infelizmente existem pessoas que não têm esse espírito e esses valores.
Cumprimentos a todos. :wink:
http://valente-city.myminicity.com/  -  Cria a tua minicidade também.
 

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Trafaria

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« Responder #10 em: Outubro 30, 2008, 08:01:29 pm »
Citação de: "Xô Valente"
Pois Trafaria, mas, felizmente, existem pessoas como o Tyr que estão dispostas a fazer uma coisa, ou um sacrifício, que o caro Trafaria não deve ter conhecimento que se chama servir e defender a pátria e os compatriotas. Coisa essa que eu valorizo e respeito muitíssimo.
 Infelizmente existem pessoas que não têm esse espírito e esses valores.
Cumprimentos a todos. :roll:
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Lightning

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« Responder #11 em: Outubro 30, 2008, 08:12:19 pm »
Citação de: "Edu"
Vejo os militares a preocuparem-se muito com os seus salarios e regalias e a preocuparem-se pouco por exemplo com a renovação de equipamentos de forma a poderem desempenhar em condições as suas tarefas.

Quer que os militares comprem os equipamentos novos com os seus proprios ordenados?

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Os militares não ganham assim tão pouco e têm até bastantes regalias, têm de ter em conta que todos os Portugueses estão a passar sacrificios, porque não hadem passar tambem eles algum sacrificio tal como todos os Portugueses?

Os militares já passam sacrificios muito antes de todos os portugueses, basta lembrar que pela década de 80 certos postos militares foram equiparados a certas posições na função publica, como por exemplo os oficias generais a juizes, outros postos de oficiais a professores, os sargentos não sei mas deve ser algum Técnico profissional, etc O que aconteceu foi que nos ultimos 20 anos muitos funcionários da função publica fizeram greves para serem aumentados (tem esse direito, não tem nada de mal) mas os militares nunca fizeram nada, a constituição proibe, (apesar de actualmente mostrarem o seu descontentamento) e actualmente qualquer um desses funcionários que estava equiparado a um posto militar especifico ganha o dobro ou mais do que esse militar a que estava equiparado, pois os ordenados dos militares nunca acompanharam o das outras profissões da Função Publica a que estavam equiparados.

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Esses supostos jovens que se podem revoltar não se esqueçam que juraram bandeira, eles devem obdência ao povo que os alimenta e lhes dá as regalias todas que têm, qualquer militar que se revolte contra o povo que representa e que o alimenta merece a pena que não está incluida na contituição Portuguesa. Um militar tem como obrigação defender a sua nação e como tal defender o seu povo!! E não usar a força para defender os seus interesses, espero que haja lealdade perante o povo por parte dos nossos militares.

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Juramento de Bandeira (Forças Armadas)

Juro, como português e como militar,
servir as Forças Armadas
cumprir os deveres militares,
guardar e fazer guardar a Constituição da República.
Juro defender a minha Pátria
e estar sempre pronto a lutar pela liberdade e independência,
mesmo com o sacrifício da própria vida.


Acho que está um bocado enganado, não fala em povo em lado nenhum, então os militares que se revoltaram contra o governo fascista também quebraram o juramento feito pois foram contra a constituição que existia na altura.

Não cabe aos militares fazer politica, nem decidir quem deve ou não deve governar, isso cabe aos Portugueses todos em geral que decidem isso em eleições.
 

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Edu

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« Responder #12 em: Outubro 30, 2008, 08:22:34 pm »
Caro tyr, acredito que o senhor se sacrifique nas forças armadas como muitos outros também se sacrifiquem, actualmente tenho um amigo a servir como praça no exercito e sei bem que ele trabalha bastante e passa sacrificios do genero que o senhor referiu, também sei que o pessoal em RC não têm assim tantas regalias, e muitas vezes como o senhor diz é por amor á camisola, isso é verdade. Mas também lhe digo esse rapaz que é meu amigo e está a servir como praça foi para a tropa exactamente para ter um serviço mais leve do que trabalhar na construção civil, porque quem não tem muitas habilitações não tem muito mais escolha que essa. Agora a vida dos oficiais QP já não é bem essa, eu já passei pela academia da força aerea, vi o que era aquilo, reconheço que quando lá tive ainda não era muito maduro e também como não conseguiria entrar para PILAV o meu sonho (por problemas de visão) e só apenas para ENGAER optei por desistir no fim de passar a totalidade da recruta, actualmente frequento um curso superior onde tenho muito contacto com a força aerea (fazemos varias visitas as bases e pernoitamos lá) e devo-lhe dizer dessas duas experiencias que a vida de um Oficial QP não tem nada mas nada a haver com sacrificios que certos militares RC pricipalmente praças têm de fazer, devo dizer que têm até uma vida bastante desafogada e não em "desespero" como foi referido pelo general loureiro dos santos, e na entrevista pode-se ler claramente que o general se esta a referir aos jovens oficiais (provavelmente de academia), esses até levam uma vida muito boa, melhor que muitos licenciados que se confrontam com o desemprego no fim de pagarem muito dinheiro por um curso superior, esses sim têm razões para entrar em desespero.

Pergunto-lhe ainda caro tyr, acha minimamente correcto a ameaça dissimulada do general? Ameaçar com actos de revolta, acha que um militar tem direito a virar-se contra o povo? O povo que ele deve defender. Por amor de deus se um exercito não serve para defender um povo e serve apenas para defender os seus interesses então esse exercito deve ser substituido na totalidade. Eu sou muito a favor que tenhamos um exercito forte e bem equipado, com muitas capacidades e bem treinado, mas não sou capaz de tolerar actos desse exercito contra o seu povo e para mim qualquer acto contra o povo desses jovens oficiais deveria ser punido da pior forma possivel. O exercito é para defender o povo não para se defender a ele proprio. Actualmente grande parte dos Portugueses estão a passar grandes sacrificios, porque razão não hadem ser esses jovens oficiais "desesperados" solidarios com o povo e passar o sacrifio que o povo passa??

Caro Lightning de facto tem razão no que se refere ao juramento de bandeira, mas talvez eu ainda seja daqueles que dá mais valor ás pessoas, pois para mim são elas que fazem uma nação... Talvez esteja errado não sei... Em relação ás profissões que se equiparam os postos tirando talvez os juizes, se reparar os professores também perderam muitas regalias, e outras profissões têm o mesmo problema, é o mal da crise. Atenção que eu não estou a favor que tirem regalias aos militares ou a qualquer outra profissão, estou é contra a aformação do general loureiro dos santos, quer dizer agora porque os militares estão descontentes sentem-se no direito de cometer certo tipo de actos referidos por ele? Eu não posso concordar com isso...

Cumprimentos   :wink:
 

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tyr

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« Responder #13 em: Outubro 30, 2008, 08:41:41 pm »
eu nunca defendi que o exercito deva atacar o povo ou fazer um golpe de estado, mas que existem razões para descontentamento existem, que o pessoal é tratado como parasitas (exepto o pessoal que faz SAR, que apoia no combate a incendios, que apoia no pós calamidade, etc...).

e eu honestamente não acredito em ameaças, ou se faz ou não se faz. do que o general disse, eu não intrepretei como ameaça, mas sim como aviso, e tenho conciencia que existe pessoal que se os puxarem mais um pouco farão uma asneirada das grandes (e não me refiro aos oficiais), o cenario menos mau que consigo imaginar é uma tentativa de suicidio, o pior cenario um pequeno grupo de militares e ex-militares atacarem qualquer coisa ligada ao governo (um golpe de estado isso não acredito que possa acontecer, mas um assasinato é bem possivel).
A morte só é terrivel para quem a teme!!
 

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Lightning

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« Responder #14 em: Outubro 30, 2008, 09:03:01 pm »
Citação de: "Edu"
Caro Lightning de facto tem razão no que se refere ao juramento de bandeira, mas talvez eu ainda seja daqueles que dá mais valor ás pessoas, pois para mim são elas que fazem uma nação... Talvez esteja errado não sei...

Apesar de não ser o que está escrito literalmente no juramento, eu concordo consigo no que diz, defender a nação é defender os portugueses, mas os militares também são portugueses :wink:[/quote]

Nisso tou consigo, não tem direito a nada disso, é como referi no post anterior, os militares só podem participar no processo de escolha de governo como os outros portugueses todos, isto é, como eleitores. E nenhum militar deve cometer crimes tendo isso como desculpa.
 

 

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