General Loureiro dos Santos alerta p/ desespero de militares

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P44

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« Responder #195 em: Dezembro 09, 2008, 08:57:09 am »
Citação de: "raphael"
Agora assustei-me quando olhei para IM não li Instituição Militar... li Internet Messenger!!! c34x
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Xô Valente

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« Responder #196 em: Dezembro 09, 2008, 01:59:01 pm »
Citação de: "P44"
Citação de: "raphael"
Agora assustei-me quando olhei para IM não li Instituição Militar... li Internet Messenger!!! c34x

Ou então não... c34x
http://valente-city.myminicity.com/  -  Cria a tua minicidade também.
 

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Daniel

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« Responder #197 em: Dezembro 10, 2008, 08:26:45 pm »
Moral das Forças Armadas “no limite do razoável”


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Depois do alerta lançado pelo general Loureiro dos Santos (antigo chefe do Estado-Maior do Exército) para o desespero que está a apoderar-se de alguns militares na sequência das políticas implementadas pelo Governo nas Forças Armadas, é agora a vez do general Gabriel Espírito Santo avisar que o moral e a disciplina dos militares estão “no limite do razoável”.


Num artigo publicado na última edição da ‘Revista Militar’, relacionado com o Orçamento de Estado para o próximo ano, o ex-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) assinala que “só uma acção de comando de alta qualidade tem impedido de evoluir para actos de indisciplina graves, que a Nação não compreenderá”.  

No artigo, o general refere que “a instrução e treino dos militares não obedecem aos padrões recomendados”, sublinhando que “a falta de manutenção” impede o nível de operacionalidade de muitos equipamentos' e que “os compromissos assumidos por Portugal junto da NATO e União Europeia dificilmente poderão ser atingidos com as dotações actuais”.

Para o ex-CEMGFA, o poder político está a pôr em causa o moral e a disciplina nas Forças Armadas. O general Gabriel Espírito Santo acusa mesmo o poder político de ter “falta de cultura de Defesa“, confundindo “a condição militar com funcionalismo público, a função de comando como uma directoria-geral e a disciplina militar com processos disciplinares”.
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Xô Valente

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« Responder #198 em: Dezembro 10, 2008, 08:29:27 pm »
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O general Gabriel Espírito Santo acusa mesmo o poder político de ter “falta de cultura de Defesa“


Há falta de cultura de muita coisa, que até já se tem dito, falta de cultura de defesa, falta de cultura desportiva, falta de muita coisa mesmo...
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Luso

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« Responder #199 em: Dezembro 11, 2008, 12:10:25 am »
Desenganem-se aquelas almas distraídas e ingénuas que ainda se acreditam que o "poder político"... "nacional" está mínimamente interessando no bem público. O seu objectivo é a sua sobrevivência "política", as suas sinecuras, o seu tacho.
Quem manda nos destinos de Portugal já não são os portugueses mas alguém em Bruxelas. E quem manda nesses sabe-se lá quem. O que aqui temos são meros fantoches.

Cada um que cuide de si que isto dos países não está na moda.
Até o pessoal cair na real. Com trocadilho ou sem ele.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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TOMSK

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« Responder #200 em: Dezembro 11, 2008, 01:01:40 am »
Pode ser que com a "alternativa" que todos esperavam que fosse o PSD, e que não está a funcionar como isso, mais pessoas caiam no "real"...
 

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Portucale

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« Responder #201 em: Dezembro 12, 2008, 01:30:16 am »
Citação:
O general Gabriel Espírito Santo acusa mesmo o poder político de ter “falta de cultura de Defesa“


O General Espirito Santo fez uma afirmação verdadeira, na minha opinião não é nada que a generalidade das pessoas que acompanham estes assuntos já não saibam.

Recordando um pouco o passado de este militar temos que foi CEME e CEMGFA.
Em Angola por volta de 1970 e com o posto de Major, pertenceu ao estado maior da Zona Militar Leste, comandava uma secção, a de assuntos civis.
Este estado maior foi o único condecorado coletivamente durante a guerra e foi um dos grandes responsáveis pela derrota táctica dos movimentos de libertação no leste de Angola.

Olhando para a nossa história verificamos que os últimos e os actuais lideres são fruto de um periodo em que dizer mal da Instituição Militar estava na moda.
Além disso os critérios dos partidos são simples, ser eleitos ou reeleitos.
Dado que os assuntos de defesa não dão votos, não se fala, não se pensa e não se faz.

 :wink:
Eis aqui
quase cume da cabeça da Europa toda
O Reino Lusitano
onde a Terra se acaba
e o Mar começa.

Versos de Camões
 

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AC

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« Responder #202 em: Dezembro 12, 2008, 01:56:00 am »
Citação de: "Luso"
Quem manda nos destinos de Portugal já não são os portugueses mas alguém em Bruxelas. E quem manda nesses sabe-se lá quem. O que aqui temos são meros fantoches.


Perdoem o off-topic mas.. isso é o que os políticos de cada país querem que os seus co-cidadãos pensem.
"Bruxelas" e a Comissão Europeia têm as costas muito largas mas o real poder reside no Conselho de Ministros.
A UE não impõe nada aos Estados Membros sem que pelo menos os aspectos principais sejam aprovados pelo Conselho da União Europeia, coloquialmente chamado de Conselho de Ministros, constituido por ministros dos actuais governos eleitos dos Estados-Membros.

Quando os governantes portugueses têm de aceitar coisas contrariados, a fonte não é "alguém em bruxelas" mas sim governantes dos outros Estados-Membros.

Mas transferir a culpa para UE também é uma manobra fácil para os políticos de cada país...
 

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Cláudio C.

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« Responder #203 em: Janeiro 02, 2009, 02:54:36 pm »
Citação de: "AC"
Citação de: "Luso"
Quem manda nos destinos de Portugal já não são os portugueses mas alguém em Bruxelas. E quem manda nesses sabe-se lá quem. O que aqui temos são meros fantoches.

Perdoem o off-topic mas.. isso é o que os políticos de cada país querem que os seus co-cidadãos pensem.
"Bruxelas" e a Comissão Europeia têm as costas muito largas mas o real poder reside no Conselho de Ministros.
A UE não impõe nada aos Estados Membros sem que pelo menos os aspectos principais sejam aprovados pelo Conselho da União Europeia, coloquialmente chamado de Conselho de Ministros, constituido por ministros dos actuais governos eleitos dos Estados-Membros.



E quando os ministro nao se entendem quanto a um assunto, é convocado o Conselho Europeu, em que os estados-membros são representados ao mais alto nivel, pelos seus chefes de Estado, Presidentes da Republica, Reis e Chanceleres.
E Pluribus Unum
 

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Lancero

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« Responder #204 em: Janeiro 27, 2009, 07:05:51 pm »
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Defesa: Estado deve impedir que antigos combatentes vivam em situações de carência - Loureiro dos Santos    

   Lisboa, 27 Jan (Lusa) - O antigo chefe de Estado-Maior do Exército,  general Loureiro dos Santos, defendeu hoje que o Estado não deve avançar  para opções "demagógicas", mas "tudo fazer para impedir que os antigos combatentes  vivam em situações de carência".  

 

   "O Estado deve tudo fazer para impedir situações de carência, como todos  nós sabemos que muitos vivem. O Estado tem obrigação de tratar destes homens,  que numa situação de perigo defenderam a pátria", afirmou o também antigo  ministro da Defesa.  

 

   Numa sessão realizada pela Associação de Deficientes das Forças Armadas  (ADFA) sobre "A condição militar e as consequências físicas e psíquicas",  Loureiro dos Santos sublinhou que o apoio aos militares é algo que "não  pode faltar e que é possível fazer".  

 

   "Não se deve avançar para situações megalómanas e demagógicas que os  ex-combatentes não esperam, que é receber qualquer coisa porque se combateu.  Isso são decisões demagógicas que não resolvem os problemas e uma situação  que não resolve nada e só gasta dinheiro do Estado", frisou o ainda ex-vice-chefe  de Estado-Maior General das Forças Armadas.  

 

   Ao longo da sua intervenção, o general Loureiro dos Santos, referiu  ainda que "os deficientes das Forças Armadas são o rosto vivo da condição  militar".  

 

   "Os deficientes das Forças Armadas são o rosto vivo da condição militar,  aqueles que arriscaram tudo e ficaram diferentes em termos das suas capacidades  físicas e mentais (...) quando estiveram a actuar na defesa dos interesses  nacionais que são definidos pelos representantes responsáveis políticos  e que os militares se limitam a defender", sublinhou.    

 

   Enquanto afirmava que "todos os países têm um especial cuidado com as  questões da condição militar", o general Loureiro dos Santos destacou a  "importância simbólica, da natureza e da condição militar" mostrada pelo  novo presidente norte-americano, Barack Obama, durante a cerimónia de tomada  de posse, na semana passada.  

 

   "O facto de ele ter escolhido para ministro dos veteranos um general  prestigiado, que tinha tomado uma posição frontal para com o anterior presidente  [Bush] relativamente ao Iraque" foi também um exemplo referido pelo antigo  chefe militar.  

 

   "A primeira coisa que Michelle Obama fez como primeira dama à espera  de entrar em funções foi ir a uma casa, a um instituto de assistência a  militares e familiares de militares, onde fez uma alocução sobre a importância  da família para os militares", lembrou Loureiro dos Santos.  
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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Tiger22

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« Responder #205 em: Setembro 13, 2009, 06:52:06 pm »
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Militares alertam para risco de ruptura nos quartéis em carta dirigida aos portugueses

Três associações militares assinaram uma carta aberta dirigida aos portugueses, onde avaliam o que foi feito pelo Governo e onde fazem sugestões para a próxima legislatura. Os militares consideram que a reorganização das Forças Armadas foi um fracasso e avisam que se mantém o risco de ruptura entre os militares.

Gabriela Batista resume o teor da carta das três associações de militares e apresenta as declarações do coronel Alpedrinha Pires

A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), a Associação Nacional de Sargentos (ANS) e a Associação de Praças da Armada (APA) denunciam, numa carta aberta aos portugueses, «o falso consenso, os silêncios, as omissões e as cumplicidades» que marcaram as últimas décadas.

«O Governo usou do maior secretismo no trabalho que fez e não ouviu - como era sua obrigação perante a lei - os militares», o que é grave, «porque não temos todos os direitos» que existem entre os outros portugueses, disse o presidente da AOFA.

Alpedrinha Pires afirmou ainda que «foi aprovada legislação que mereceu a oposição consensual dos militares», numa referência ao novo regime remuneratório que as associações consideram «tecnicamente mal concebido» e «incompleto».

As três associações rejeitam e pedem a revogação do regulamento de disciplina militar e regime retributivo.


Na carta, os militares apelam também aos partidos políticos para que se pronunciem «sobre estas matérias, sobre como é que vão conduzir o diálogo social, em particular com estas associações que estão fora da concertação social» e desafiam ainda os políticos para uma «discussão sobre a Defesa Nacional e sobre a valorização das Forças Armadas».

Tendo em conta que os militares não podem participar activamente numa campanha eleitoral, as três associações pedem também aos cidadãos em geral que participem nesses debates, lembrando que se acentua o risco de ruptura e de quebra de coesão entre os militares das Forças Armadas.
"you're either with us, or you're with the terrorists."
 
-George W. Bush-
 

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legionario

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« Responder #206 em: Setembro 14, 2009, 07:01:12 am »
O que querem dizer com "risco de ruptura" nos quarteis  ?     :?
IN HOC SIGNO VINCES
DEUS VULT
 

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Lightning

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« Responder #207 em: Setembro 14, 2009, 10:42:21 pm »
Citação de: "legionario"
O que querem dizer com "risco de ruptura" nos quarteis  ?     :roll:
 

 

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