Relações Portugal-Venezuela

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« Responder #15 em: Fevereiro 28, 2008, 11:53:19 am »
Venezuela: Acordo entre Lisboa e Caracas abre oportunidades em várias áreas

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Caracas, 28 Fev (Lusa) - O acordo que os governos de Caracas e Lisboa prevêem assinar em Abril abre "importantes oportunidades" para as empresas portuguesas de áreas como a construção civil e pré-fabricados, energias e reparação naval, entre outras, foi hoje revelado em Caracas.

Trata-se de um acordo que tem como propósito re-equilibrar a balança comercial portuguesa, actualmente desfavorável a Portugal, país que importa quase 200 milhões de euros anuais de Caracas mas que exporta apenas 17 milhões de euros/ano para a Venezuela.

"Esperamos que as negociações continuem a avançar de maneira positiva", revelou à Agência Lusa o representante da Viroc Portugal, Fernando Albuquerque, que integra uma delegação de empresários que desde domingo se encontra em Caracas a acompanhar o secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro.

"A nossa expectativa é a possibilidade de fazermos casas pré-fabricadas. Temos alguns dados que dizem que existe realmente uma necessidade de construir (casas) no país e que o governo venezuelano tem essa vontade", disse.

Albuquerque explicou que a Viroc faz parte de um grupo cimenteiro português e que as suas expectativas "na Venezuela têm a ver com construções em geral, porque é um produto que está enquadrado em vários segmentos da construção civil".

A Viroc tem um mercado "bastante interessante a nível mundial", comentou Fernando Albuquerque, precisando: "Produzimos em Setúbal para todo o mundo, para mercados como os EUA e Martinica, África e América do Sul".

"O nosso material é ecológico, verde, reciclável. É composto por madeira e cimento, resistente à humidade, impacto e, a nível mecânico, pode ser aplicado em fachadas, com revestimento, enquadrado em cima de estruturas mecânicas e resiste a termitas", concluiu.

Francisco Sabino da Efacec espera que o Governo português "seja enfático nesta troca de negócios" e que a Venezuela "estabilize um bocadinho em termos políticos e jurídicos, principalmente para tornar mais fácil a vida a quem quer vir aqui fazer alguns negócios".

Explicou que a Venezuela tem carências na área das infra-estruturas e que a Efacec espera materializar projectos na "área da energia, distribuição eléctrica, geração, centrais hídricas, termo-eléctricas, energias renováveis e construção de sub-estações".

Prevê ainda cooperar na área de transportes ferroviários e ajudar a Venezuela a superar "graves deficiências" no sistema de ferroviário e na área de ambiente, principalmente no tratamento de águas residuais.

Precisou que, "no passado, a Efacec teve negócios com a Edelca e a Cadafe", duas importantes empresas eléctricas venezuelanas e que anualmente designa áreas consideradas estratégias, onde centra os seus recursos e a sua actividade.

Por outro lado, Spranger, presidente da comissão executiva da Lisnave, explicou que o relacionamento daquela empresa com a venezuelana PDVSA "vem do princípio dos anos 90" e que a deslocação a Caracas "levantou a oportunidade" de ampliar contratos.

"Já tínhamos uma encomenda e temos mais três trabalhos em perspectiva", disse.

Sublinhou ainda que a Lisnave "trata da manutenção de navios da frota venezuelana" que desde 1992 era reparada em Portugal mas que, "nos últimos anos, parte dessa manutenção tem sido feita em Cuba".

A pretender reforçar também as suas relações comerciais com a Venezuela está a ATZ S.A., uma empresa que fabrica ferragens, fechaduras normais e com segurança, entre outros.

O seu representante, Joaquim Cruz, explicou à Agência Lusa que nos últimos tempos tem tido dificuldades com o sistema de controlo cambial vigente e que restringe a livre obtenção de moeda estrangeira no país.

"Por causa das divisas, às vezes os pagamentos atrasam-se bastante. Seria muito bom que os produtos que exportamos ficassem garantidos dentro do acordo", disse.

"A Venezuela é um bom mercado. Está interessada em fazer um porto e construir casas, e nós poderíamos fornecer alguns dos materiais necessários", opinou.

 

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comanche

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« Responder #16 em: Fevereiro 28, 2008, 10:13:48 pm »
Agricultura: Portugal não tem bens alimentares excedentários para vender à Venezuela em troca de petróleo - CAP

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Lisboa, 28 Fev (Lusa) - Portugal não tem bens alimentares excedentários para vender à Venezuela em troca de petróleo, disse hoje à agência Lusa o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

A Venezuela e Portugal estão actualmente a negociar um acordo de cooperação económico e energético, que deverá ser assinado proximamente, e que prevê a possibilidade de vender petróleo a Lisboa, em troca de serviços e bens alimentares.

Aquele país da América Latina identificou já como prioridade os bens de primeira necessidade com destaque para o leite, mas de acordo com Luís Mira a agricultura portuguesa "não produz o suficiente para exportação", sendo praticamente toda destinada ao mercado interno.

No caso do leite, aquele responsável sublinhou que a Política Agrícola Comum (PAC) tem imposto limites (quotas) à produção que não podem ser ultrapassados.

Na campanha de 2007/2008, para o Continente e a Região Autónoma dos Açores, que termina em Março, a quota leiteira estabelecida por Bruxelas situou-se em 1.939.187 de toneladas (tons).

"Portugal é apenas excedentário em vinho, mas não me parece que seja um bem de primeira necessidade para a Venezuela", sublinhou à Lusa Luís Mira.

No caso da produção de porcos, não sujeito a qualquer limite de produção, "está [actualmente] equilibrada", o frango situa-se ligeiramente das necessidades do país e o azeite não chega para responder à procura do consumo interno.

"O mesmo se passa com a carne de vaca, o tomate e os produtos hortícolas, que teriam de ter um processo de transporte muito específico", salientou.

Na quarta-feira, o ministro venezuelano da Energia e do Petróleo, Rafael Ramiréz, afirmou à Lusa que "a Venezuela poderá vender a Portugal petróleo, que Lisboa pagará com bens e serviços, nomeadamente leite".

Por sua vez, o secretário de Estado português do Comércio, Fernando Serrasqueiro disse que representantes das autoridades venezuelanas e portuguesas se vão reunir, em Março, em Lisboa, para continuar as negociações de um acordo de cooperação económica e energética a assinar proximamente.

"Evoluímos muito (nas negociações) e vamos ter uma próxima reunião, de alto nível, em Portugal, que deve ser já a final", disse o ministro à Lusa, no âmbito de uma visita de quatro dias à Venezuela, onde manteve diversos contactos, nomeadamente com o ministro de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez.

O encontro, disse, ocorrerá no próximo mês e tem duas datas possíveis, 6 ou 13 de Março, e durará vários dias.

Serrasqueiro explicou que nessa data haverá um encontro com Rafael Ramírez, que também é presidente da empresa petrolífera estatal Petróleos da Venezuela S.A. (PDVSA) e que escalará Lisboa, ao regressar ao seu país, depois de uma reunião da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), na Áustria.

A troca deverá ser incluída num acordo de cooperação económica e energética a assinar durante a visita à Venezuela do primeiro-ministro português, José Sócrates.

Caracas está à espera que Lisboa confirme a data da visita de José Sócrates para poder materializar o acordo de cooperação entre ambos governos, revelou ainda o ministro Rafael Ramírez.

A visita de quatro dias do secretário de Estado português do Comércio, Fernando Serrasqueiro, a Caracas, que hoje termina, serviu para ultimar detalhes relacionados com um acordo de cooperação económica e energética que os dois governos prevêem assinar.

"Preparámos os rascunhos dos documentos que poderão ser assinados durante a visita do primeiro-ministro português. É um acordo de cooperação económica e energética que implica distintos memorandos nas áreas do gás, petróleos e construção naval", disse.

Segundo o ministro venezuelano, nos últimos dias, "houve reuniões muito importantes" entre representantes das autoridades de Caracas e Lisboa, que permitem asseverar que "a Venezuela vai fornecer petróleo e Portugal vai-nos fornecer bens e serviços, em particular alimentos", nomeadamente leite.

"As duas equipas formadas entre Portugal e a Venezuela estão a preparar a visita do primeiro-ministro José Sócrates, analisando também a formação de empresas mistas (capital privado e público)", sublinhou.

Rafael Ramírez referiu que, durante as últimas reuniões, estiveram também sobre a mesa temas como as energias alternativas, gás e a participação da GALP Energia na exploração de projectos na Faixa Petrolífera de Orinoco.

Por outro lado, precisou que o abastecimento energético de Venezuela a Portugal rondará, "numa etapa inicial" os 500 milhões de dólares (333 milhões de euros) montante que a Venezuela receberá "em alimentos, produtos portugueses e serviços".

O ministro venezuelano referiu ainda que Caracas está também à espera que Portugal indique qual a melhor localidade venezuelana para realizar, durante a visita de José Sócrates à capital do país, uma feira comercial portuguesa e várias actividades culturais.

A visita, disse "será um sucesso. Vamos recebê-lo com muito calor e entusiasmo".

Segundo fontes não oficiais, a visita de José Sócrates a Caracas poderá ocorrer entre 15 e 20 de Abril de 2008.



Realmente pelo menos em leite, entre entre outros alimentos vais ser difícil a Portugal conseguir fornece-los á Venezuela, existe escassez deste produto no mercado internacional.
 

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comanche

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« Responder #17 em: Fevereiro 29, 2008, 12:08:58 pm »
Lisboa quer vender a Chávez 200 milhões de euros em bens

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Dinheiro de petróleo depositado na CGD pagará a fornecedores

As negociações do acordo comercial complementar entre Portugal e a Venezuela deram mais alguns passos decisivos esta semana, no âmbito de mais uma deslocação do secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, àquele país, acompanhado por uma comitiva de 15 empresários. Ainda assim, o documento está longe de poder ser assinado, um aspecto que está a condicionar a marcação da visita do primeiro-ministro José Sócrates à Venezuela, prevista para Abril.

Para já o que se sabe é que Portugal espera vender à Venezuela 200 milhões de euros de produtos este ano com as negociações que estão em marcha, adiantou o governante.

No documento a assinar entre os dois países, a Venezuela não fica obrigada a um valor mínimo ou máximo de compras, nem sequer a adquirir, em produtos portugueses, uma percentagem do petróleo venezuelano que consumimos, tal como se previa inicialmente, confirmou ao DN o secretário de Estado do Comércio. O governante explica que "estabelecer um valor não seria bom, até porque a Venezuela vai comprar mais do que o que poderíamos esperar", sublinha.

Mas o valor de vendas para a Venezuela também vai depender muito da capacidade das empresas nacionais para darem resposta às encomendas venezuelanas, bem como às condições e preços negociados para diversos contratos com o Executivo de Hugo Chávez.

Mas há interesse da Venezuela em ver as empresas portuguesas no sectores da energia, construção e obras públicas, indústria naval e novas tecnologias, entre outros (ver caixa). E quer comprar produtos alimentares portugueses, nomeadamente, leite, frango e conservas. Os contratos estão ainda a ser negociados.

No caso do leite, o mercado português não é excedentário, mas mesmo assim há uma empresa portuguesa - a Vetagri - que está a negociar um contrato para o fornecimento de cerca de um milhão de toneladas de leite em pó. Contactado pelo DN, o responsável daquela empresa, Daniel Pedrosa, diz que não terá problemas em garantir o fornecimento . "E se houver alguma dificuldade em encontrar em Portugal, o que não prevejo, posso comprar a outro país, como a Holanda, por exemplo, para assegurar o fornecimento para a Venezuela", adianta.

No decurso da viagem do secretário de Estado ficaram definidas as modalidades de pagamento dos produtos, disse ao DN Fernando Serrasqueiro. "Será aberta uma conta na Caixa Geral de Depósitos onde a Galp vai depositar o dinheiro para pagar o crude que compra à Venezuela, e este dinheiro vai pagar os produtos que a Venezuela adquirirá a Portugal" . Quanto a garantias de crédito para as empresas portuguesas que vierem a fornecer aquele país, Fernando Serrasqueiro explica que elas já estão asseguradas pela CGD, "que garante o pagamento na base da nota de encomenda.

Com a vinda de uma delegação venezuelana de alto nível a Lisboa, muito provavelmente a 13 de Março, deverão ser fechados os últimos pormenores dos acordo.

Nessa altura, diz Fernando Serrasqueiro, já pode haver contratos fechados.
 

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André

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« Responder #18 em: Março 09, 2008, 03:47:53 pm »
Responsável venezuelano 2ª feira em Lisboa para contactos com empresas

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O presidente da entidade venezuelana para a aquisição de produtos agro-alimentares inicia segunda-feira uma visita a Lisboa para negociações com empresas do sector, no âmbito do futuro acordo de cooperação económica e energética entre os dois países.

Georges Kabboul, presidente da Bariven-Pdvsa, vai começar por reunir-se, segunda-feira, com o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, iniciando depois contactos com empresas com vista à celebração de contratos para fornecimentos portugueses à Venezuela.

Segundo o Ministério da Economia, que divulgou a informação, a agenda da reunião dos dois responsáveis contempla nomeadamente a questão da inclusão do azeite, do bacalhau e de equipamentos de padaria na lista de produtos que podem ser importados pela Venezuela.

O comunicado refere que esta questão tem vindo a ser colocada recorrentemente às autoridades venezuelanas por Fernando Serrasqueiro com o objectivo de aproveitar o momento de relançamento das relações económicas bilaterais para "dar cumprimento aos interesses da comunidade portuguesa na Venezuela".

No início de Fevereiro, Portugal e Venezuela assinaram em Lisboa um protocolo que cria condições para que as exportações portuguesas para este país possam ser multiplicadas por 10 até ao montante das importações de petróleo de empresas portuguesas.

"Através deste protocolo, que será seguido por um acordo entre os dois governos, Portugal cria condições para vender à Venezuela produtos diversificados num montante até às importações de petróleo de empresas portuguesas", explicou então o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.

Na ocasião, Pinho indicou que a Galp Energia estima que em 2008 as exportações de petróleo da Venezuela possam ultrapassar os 300 milhões de dólares (202,7 milhões de euros), quando o valor de exportações de Portugal para a Venezuela é actualmente de apenas cerca de 20 milhões de euros, pelo que o acordo visa equilibrar a balança comercial, a prazo, entre os dois países.

A Venezuela definiu como uma das áreas prioritárias os produtos alimentares, com destaque para o leite, mas de acordo com o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Luís Mira, Portugal não tem bens alimentares excedentários para vender à Venezuela em troca de petróleo.

"Portugal é apenas excedentário em vinho, mas não me parece que seja um bem de primeira necessidade para a Venezuela", disse Luís Mira em declarações à Agência Lusa em finais de Fevereiro.

O acordo formal entre os dois governos será assinado durante a visita do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Caracas, prevista para Abril.

Lusa

 

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comanche

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« Responder #19 em: Maio 11, 2008, 11:22:10 am »
Venezuela: Luso-venezuelanos pedem a Governo que inclua empresários locais em futuras negociações

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Caracas, 11 Mai (Lusa) - Os empresários lusos-venezuelanos têm "grande expectativa" na visita do primeiro ministro José Sócrates terça-feira à Venezuela e nos acordos que Lisboa e Caracas prevêem assinar, mas pedem que o Governo inclua o sector empresarial local em negociações futuras.

"Durante esta visita, esperamos ter pelo menos uma aproximação, entre a parte portuguesa e a luso-venezuelana, para um entendimento futuro, numa relação que, de momento, é primária e praticamente de governo a governo", disse o presidente da Câmara Venezuelana Portuguesa de Comércio e Turismo (Cavenport), José Luís Ferreira.

O responsável sublinhou, em declarações à Agência Lusa, que "esse é o sentimento" dos membros daquela organização. Precisou ainda que a Cavenport tem aproximadamente 1.200 ao nível nacional, provenientes de negócios como padarias, supermercados, farmácias, ferragens, restaurantes, construção civil, hotéis, indústria de alimentos, plásticos e metal-mecânica.

"Portugal e a Venezuela sempre têm mantido boas relações, o que pretendemos é que tanto o Governo português, como o venezuelano, entendam que a parte comercial (local) é importante para todos", disse.

"[Os luso-venezuelanos] estamos aqui há muitos anos, de uma forma ou outra participamos na importação e exportação de produtos, há um grande potencial para explorar e áreas para recuperar, como a de maquinarias para cortar madeira, que Portugal já liderou na Venezuela mas que se perdeu", sublinhou José Luís Ferreira.

"A participação de Portugal [na Venezuela], agora é de Estado. É importante que o Governo defenda os interesses do Estado mas também os interesses empresarias [dos luso-venezuelanos]. Com uma aproximação, é possível conseguir benefícios para ambos os estados porque o fluxo comercial entre ambos países beneficia todos", disse.

Manuel Ferreira, empresário na área de supermercados explicou à Agência Lusa que "há comerciantes que não estão filiados nas câmaras de comércio e que vêem o futuro com alguma incerteza" porque a distribuição de alguns produtos está a ser "absorvida" pelo Estado venezuelano.

"Reforçando o papel da Corporação Casa, o Governo criou a PDVAL, uma filial da PDVSA (empresa petrolífera estatal) para importação e distribuição de alimentos, que, dizem [os comerciantes], está a preparar uma rede de supermercados e isso vai afectar-nos", afirmou.

Por outro lado, vincou, "são constantes as críticas e ataques verbais" de vários porta-voz dos diferentes ministérios "contra o sector empresarial, adiantou o empresário.

"Acusam-nos frequentemente e injustamente de açambarcamento, criando um clima de tensão, quando o que queremos é continuar a trabalhar e ganhar o pão para o dia a dia", prosseguiu.

Empresário na área de restaurantes, José Gonçalves vê "com bons olhos" os acordos comerciais que vão ser assinados e a visita do primeiro ministro português a Caracas, mas sugere que o Governo aborde questões como alegadas pressões psicológicas contra os empresários.

"Ainda ontem (sexta-feira) em Sabana Grande mais de duas dezenas de funcionários da Câmara do Município Libertador, passaram a pente fino a documentação de várias dezenas de estabelecimentos comerciais", disse.

Precisou que os empresários concordam com as fiscalizações mas que estas ocorrem com frequência na hora do almoço, em que há maior afluência de clientes, "que já é tensa por si".

"Temos o Seniat (Serviço Nacional de Administração Alfandegária e Tributária) que nos fiscaliza periodicamente, o Indecu (Instituto de Defesa do Consumidor), o IVSS (Instituto Venezuelano de Segurança Social) e na última semana passaram funcionários de dois organismos municipais", explicou.

Precisou ainda que "nalguns casos os diferentes organismos pedem os mesmos papéis, mas noutros pedem documentos de há 15 anos e até 'conformidade de uso' de edifícios com 50 anos".

O primeiro-ministro português, José Sócrates, encontra-se com o presidente venezuelano, Hugo Chavez, terça-feira, no primeiro dos três dias de visita oficial à Venezuela, em que estará acompanhado por cerca de 80 empresários nacionais.

Logo no primeiro dia, após o encontro entre Sócrates e Chavez no Palácio de Miraflores, em Caracas, Portugal e Venezuela assinam um conjunto de acordos institucionais.

 

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« Responder #20 em: Maio 13, 2008, 10:29:33 am »
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SÓCRATES NO PAÍS DO OURO CHÁVEZ

GRAÇA HENRIQUES
O "ouro negro" venezuelano e as excelentes oportunidades de negócio para as indústrias portuguesas, que poderão trocar os seus produtos pelo petróleo de Hugo Chávez, são a grande marca da visita de três dias que o primeiro-ministro inicia hoje à Venezuela. Mas nem só de negócios viverá esta deslocação: José Sócrates deverá apanhar também por tabela com as polémicas sobre as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

As relações do presidente Chávez com as FARC estiveram nos últimos dias em grande destaque noticioso, com o diário espanhol El País a noticiar que o líder bolivariano auxiliou na entrega de armas à guerrilha. Mas há mais: a comunidade portuguesa na Venezuela (os números oficiais apontam para cerca de 600 mil) já fez saber que espera que o primeiro-ministro português interceda junto de Chávez para que possa mediar as negociações para a libertação de Marc Gonsalves. O luso-americano foi sequestrado pelas FARC a 13 de Fevereiro de 2003, depois de o avião em que seguia com mais quatro passageiros se ter despenhado, enquanto cumpria uma missão de vigilância do cultivo de droga na selva colombiana de Caquetá, ao serviço da Administração norte-americana. Dois dos tripulantes foram então executados pelas FARC.

Sócrates tem preparado para esta viagem um discurso com que pretende acarinhar a comunidade lusa, pelo menos no que diz respeito à instabilidade política e à tremenda insegurança que vive na Venezuela - os portugueses são muitas vezes alvo de sequestros. Situação que, aliás, levou as autoridades nacionais a decidir colocar um agente da Polícia Judiciária em Caracas, como oficial de ligação com as autoridades venezuelanas.

Os portugueses a viver no país são, de resto, apresentados como a "primeira prioridade" da visita pelo Governo português. Por isso, esperam que hoje, no Palácio Miraflores, quando se encontrar com Chávez, Sócrates também fale deste problema que os atormenta.

"É preciso sensibilizar as autoridades para redobrar a segurança policial", nomeadamente junto aos semáforos, diz Filomena Azevedo. Esta portuguesa, citada pela Lusa, foi vítima de uma tentativa de assalto na última semana, nas ruas da capital. Na última quinzena, os motoristas de várias empresas de transportes públicos de Caracas bloquearam mesmo os acessos a algumas das rotas por onde passam, em protesto pela insegurança.

Esta Venezuela, Sócrates certamente não terá oportunidade, nem tempo, para ver. Os três dias da visita têm uma agenda carregadíssima: assinaturas de acordos, contactos com a comunidade emigrante, inauguração de uma mostra de produtos nacionais, um concerto de Mariza e uma deslocação - que promete ser um dos momentos mais excitantes desta empreitada - à Faixa Petrolífera do Orinoco. A mesma de onde virá os cerca de 30 mil barris diários de petróleo acordados com o Governo venezuelano para a Galp.|


http://dn.sapo.pt/2008/05/13/centrais/s ... havez.html
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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« Responder #21 em: Maio 15, 2008, 11:07:17 am »
esta viagem do sócas á venezuela parece uma comédia...

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Venezuela
   15-05-2008 7:35

Viagem de helicóptero lotada e sem segurança

Após o caso do Primeiro-ministro e do ministro da Economia terem fumado no avião, a deslocação de José Sócrates à Venezuela já tem nova polémica: uma viagem de helicóptero sem condições de segurança.


Trinta e quatro pessoas foram, ontem, obrigadas a viajar num helicóptero com lotação para 16 passageiros.

O aparelho foi disponibilizado para jornalistas e empresários pela petrolífera venezuelana responsável pela parte do programa da visita na Faixa de Orinoco.

Com lotação esgotada, a aterragem do helicóptero fez-se com passageiros no chão agarrados às pernas dos que iam sentados ou às malas.

Entre os 34 passageiros, encontrava-se o presidente da EDP, António Almeida, e dois administradores executivos da eléctrica portuguesa, Jorge Cruz Morais e Paulo Miraldo.

Durante cerca de 40 minutos, uns viajaram no chão, outros ao colo e alguns sentados, a maior parte sem cinto de segurança quase sufocados com um ar irrespirável.

A aterragem foi também insólita, porque os que estavam sentados no chão tiveram de agarrar-se à pernas dos que se encontravam nos lugares, ou às malas que estavam espalhadas pelo corredor do helicóptero.

O grupo que viajou neste helicóptero acabou por chegar a Caracas com cinco horas de atraso, não tendo assistido a todo o programa da tarde do Primeiro-ministro.

Cx/Vera Pinto


http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx ... tId=247181
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
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Jorge Pereira

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« Responder #22 em: Maio 15, 2008, 12:42:21 pm »
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Portugal deita mão à maior reserva petrolífera


José Miguel Gaspar em Caracas

É sempre Hugo Chavez quem melhor coloca as questões, claro como água, consistente como crude, o presidente da Venezuela eleito há quase dez anos "Este campo tem uma potencialidade impressionante; 1247 km de extensão de onde se podem sacar 85.600 milhões de barris de petróleo. É a maior reserva conhecida do planeta". E Portugal vai deitar-lhe uma irmanada mão.

Ontem à tarde, debaixo de um castigador sol que socava toda a comitiva - Manuel Pinho (Economia) suava a bem suar; Mário Lino (Obras Públicas) literalmente escorria por todos os poros; só Sócrates mantinha alguma pose nas mangas de camisa do Estado -, foram assinados oito novos acordos, três dos quais de índole energética. O mais relevante (Galp + PDVSA) reporta à exploração do Bloco 6 de Orinoco, magna reserva da área Boyacá, na imensa savana de Guarico, Sudeste da Venezuela. Já lá está instalado um alto poço taquigráfico de estudo e certificação, pronto para dar início à extracção do negro ouro. A expectativa tem um cume elevado 200 mil barris por dia.

Depois de ver e certificar 'in situ', esvoaçavam desfraldadas lado a lado as grandes bandeiras dos dois países, estavam todos de pés assentes na vermelha terra seca, Sócrates deixou-se contaminar pela simplicidade de Chavez e abriu um curto discurso de clareza "Este petróleo é essencial para o abastecimento de Portugal", fechando com os olhos postos no futuro: "A amizade é a alavanca do desenvolvimento comum". E resumiu-se grato num "Viva a Venezuela, viva Portugal!".

Com a plateia composta por uma centena de trabalhadores chavistas - nas costas um patriótico "Plena soberania petrolífera" -, o presidencial Hugo, envergando evidentemente vestes rubras, explicou a diferença naquela região antes e depois de ele próprio chegar ao poder "Há uns dez anos, aqui só se falava inglês - nem sequer espanhol se ouvia. Agora temos aqui todas as línguas, todos os povos unidos, Cuba, Vietname, Rússia, Argentina, Brasil, Uruguai, China, Índia, Noruega, Itália, EUA, Espanha e Portugal". E tornou para quem não o tivesse entendido: "Dantes estávamos colonizados; agora somos livres".

Com a aliança luso-venezuelana feita realidade por via da energia, a visita a Orinoco ¬(saiu-se de Caracas de mini-bus; depois ainda houve avionetas e por fim ventosos helicópteros a zunir -, foi plena de peripécias e estafantes atrasos.


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Galp quer triplicar os valores da parceria com a PDVSA

A portuguesa Galp quer triplicar, "rapidamente" os valores do acordo assinado, na última terça-feira, com a petrolífera estatal Petróleos da Venezuela S.A. (PDVSA), revelou à Agência Lusa o secretário de Estado do Comércio, de Portugal, Fernando Serrasqueiro.

"A Galp está interessada em triplicar as compras e a curto prazo podem ser atingidos outros objectivos", disse.

Segundo Fernando Serrasqueiro "A Venezuela era o 60.º cliente de Portugal". Com os acordos assinados na terça-feira, "passa rapidamente para 17.º, e se a Galp triplicar (o valor dos acordos) pode chegar ao top 10 dos clientes mais importantes de Portugal".

"Estamos a falar de passarmos rapidamente de 17 milhões de euros para 200 milhões de euros e se triplicarmos, podemos passar para 600 milhões de euros (anuais) de petróleo. Estamos a falar de passar de 10 para 30 mil barris diários de crude", disse.

Segundo Fernando Serrasqueiro a triplicação do valor dos acordos "implica que a Galp possa ser parceira da PDVSA, ter capacidade de produção, quer na área do petróleo, do gás e da energia eólica".

A PDVSA e a Galp assinaram, na terça-feira, em Caracas, cinco acordos comerciais nas áreas do petróleo, liquefacção de gás e energias renováveis, durante uma cerimónia presidida pelo chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez e pelo primeiro-ministro, José Sócrates.

Em entrevista à Agência Lusa, o presidente da Galp declarou, logo após a assinatura dos convénios, confiar plenamente nos parceiros venezuelanos e que os "acordos representam a entrada da Galp na Venezuela e a transformação da nossa actividade internacional, ancorada essencialmente em três países: Angola, Brasil e Venezuela".



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Acordos institucionais e empresariais

- Acordo Complementar ao Acordo Quadro de Cooperação entre a República Portuguesa e a República da Venezuela, em Matéria de Cooperação Económica e Energética entre a República Portuguesa e a República Bolivariana da Venezuela.

Este Acordo, que vem complementar o Acordo Quadro assinado em 1994, tem como objectivo tentar equilibrar a balança comercial deficitária de Portugal em relação à Venezuela, explicada em grande parte pela importação de produtos petrolíferos. O Acordo estabelece os prazos e mecanismos para a compra de bens e serviços por parte da Venezuela, numa percentagem do valor das compras de produtos petrolíferos por Portugal. O Acordo prevê, designadamente, a criação de uma Comissão Mista de Acompanhamento e estabelece as áreas prioritárias de cooperação.

- Memorando de Entendimento relativo ao Acordo Complementar ao Acordo Quadro de Cooperação entre a República Portuguesa e a República da Venezuela, em Matéria de Cooperação Económica e Energética entre a República Portuguesa e a República Bolivariana da Venezuela.

Dá cumprimento às obrigações decorrentes da execução do Acordo Complementar, designadamente quanto ao mecanismo de pagamentos e garantias inerentes aos projectos de transacções comerciais aprovados.

- Acordo de Cooperação no domínio do Turismo entre a República Portuguesa e a República Bolivariana da Venezuela.

O Acordo estabelece as bases para a cooperação entre entidades públicas e privadas de ambos os países, ligadas ao sector do turismo, nomeadamente no que respeita à troca de informação, ao desenvolvimento de parcerias comerciais e de acções de formação, o intercâmbio de peritos e a uma actuação concertada no seio de organizações internacionais, como a Organização Mundial do Turismo.

- Acordo entre a República Portuguesa e a República Bolivariana da Venezuela sobre o Desempenho de Actividades Remuneradas por Familiares, Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Administrativo e Técnico das Missões Diplomáticas e Consulares.

O acordo foi proposto pelas autoridades venezuelanas e visa regular as condições de exercício de actividade profissional nos dois países, por parte de nacionais portugueses e venezuelanos que se encontrem nas condições expressas no titulo do acordo, ou seja na situação de familiares ou dependentes de Pessoal Diplomático, Consular, Administrativo ou Técnico das missões diplomáticas ou consulares.

- Memorando de Entendimento entre o Ministério da Justiça da República Portuguesa e o Ministério do Poder Popular para as Relações Internas e Justiça da República Bolivariana da Venezuela em Matéria de Cooperação para Evitar o Tráfico de Estupefacientes e o Branqueamento de Capitais a este associado.

O Memorando de Entendimento em epígrafe elaborado ao abrigo do Acordo entre Portugal e a Venezuela sobre Prevenção, Controlo, Fiscalização e Repressão do Consumo Indevido e Tráfico Ilícito de Estupefacientes e Substâncias Psicotrópicas, de 1994, propondo-se reafirmar os objectivos estabelecidos no Acordo e definir alguns aspectos de aplicação do mesmo.

O objecto do Memorando centra-se no reforço da cooperação no âmbito da recolha, análise e intercâmbio de informação que possa beneficiar a investigação dos crimes de tráfico ilícito de estupefacientes e branqueamento de capitais a ele associado. Nesse âmbito, prevê a possibilidade de designação de funcionários policiais especializados em assuntos de drogas como oficiais de ligação dos dois países.

O Memorando é mais um passo no sentido do estreitamento das relações de cooperação entre os dois países em matéria de combate ao narcotráfico, juntamente com a colocação de um oficial de ligação da PJ junto da nossa Embaixada em Caracas, a realização de actividades de cooperação ao nível da investigação policial e o estabelecimento de contactos no sentido da realização de uma primeira Comissão Mista em matéria de drogas, ao abrigo do artº 11 do Acordo supra referido.

Agro-Alimentares

Acordo entre a CEREALIS e a PDVSA SERVICES, INC relativo ao fornecimento de massas alimentícias
Acordo relativo ao fornecimento de 3 Mil Toneladas entre Junho e Agosto de 2008 (1ª tranche) - 4.4 M€
Acordo relativo ao fornecimento de 4 Mil Toneladas entre Setembro e Dezembro (2ª tranche) a um preço a fixar por acordo entre as partes em meados de Agosto
Acordo entre a VETAGRI e a PDVSA SERVICES, INC relativo ao fornecimento de leite em pó
Acordo para fornecimento de 3 Mil Toneladas com prazo de entrega entre Maio e Julho por 15,2 MUSD
Acordo para fornecimento de 2 Mil Toneladas adicionais a partir de Julho a preço a fixar por acordo entre as partes em meados de Julho
Acordo entre a SOVENA/TAGOL e a PDVSA SERVICES, INC relativa ao fornecimento de óleo de soja
Acordo para fornecimento de 9 Mil Toneladas com prazo de entrega entre Junho e Agosto de 2008 – 17 MUSD
Acordo para fornecimento de 12 Mil Toneladas adicionais com prazo de entrega entre Setembro e Dezembro de 2008 a preço a fixar por acordo entre as partes em meados de Agosto
 
Energia

Acordo quadro entre PDVSA e GALP para o desenvolvimento de dois projectos de liquefacção de gás natural
Dois acordos prevêem a constituição de duas empresas mistas, uma para cada projecto, em cada uma das quais a Galp Energia terá uma participação de 15%. O acordo prevê ainda que a Galp Energia poderá vir a adquirir uma quantidade equivalente a 2 mil milhões de metros cúbicos/ano de GNL., fundamental para a segurança de abastecimento. Primeiro GNL fornecido antes de 2014
Acordo entre PDVSA e GALP para estudo conjunto de desenvolvimento do Bloco BOYACA 6 na FAJA PETROLÍFERA DEL ORINOCO
Acordo Quadro entre PDVSA e GALP para a aquisição de petróleo bruto.
Acordo para fornecimento anual entre 2 a 4 milhões de barris de crude pela PDVSA à Galp Energia, com possibilidade de renovação por períodos anuais.
Memorando de entendimento entre PDVSA Y GALP ENERGIA para o desenvolvimento de parques eólicos.
MoU prevê colaboração no Estudo, projecto e instalação de 4 parques eólicos com capacidade de 72 MW

Construção e Reparação Naval

Acordo entre a LISNAVE e a PDVSA-Naval relativo à reparação de navios da frota da PDVSA Naval nos estaleiros da Lisnave
Potencial reparação de 4 Navios – 10 M€ - 1 navio já em reparação, 1 a ser reparado em Julho/Agosto e 2 em negociação



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Construção e reparação naval portuguesa com carteira de encomendas de 900 milhões


Empresas de construção e de reparação naval portuguesas assinaram nesta quarta-feira, acordos com as autoridades venezuelanas, cuja carteira de encomendas poderá atingir cerca de 900 milhões de euros.

A cerimónia de acordos decorreu na Faixa de Orinoco, cerca de 500 quilómetros a sul de Caracas, e foi presidida pelo chefe de Estado venezuelano, Hugo Chavez, e pelo primeiro-ministro, José Sócrates.

No projecto considerado mais relevante, um consórcio liderado pela Teixeira Duarte (mas que conta com a participação da Consulmar, Mota Engil e do grupo Lena) está em vias de entrar na ampliação do Porto de La Guaira, que serve de abastecimento a Caracas.

Pela carta de intenções hoje assinada entre o Ministério do Poder Popular para as Infra-Estruturas da Venezuela e o ministro português das Obras Públicas, Mário Lino, a obra está avaliada em 500 milhões de euros.

Ainda nas obras públicas, a Teixeira Duarte vai realizar os estudos para a viabilidade da construção da barragem de Los Bocas. A construção da barragem está avaliada em 200 milhões de euros.

Na reparação naval, além do acordo firmado pela Lisnave na terça-feira para a reparação de barcos venezuelanos, os Estaleiros de Viana do Castelo estão agora em vias de construírem para a petrolífera venezuelana, a PDVSA, quatro navios, no valor de 225 milhões de euros.

Ainda no âmbito dos mesmos acordos, empresas nacionais do sector farmacêutico como a Atral Cipan, a Bial, a Generis, a Tecnimed, os Laboratórios Azevedo, a Farma APS e a Bluepharma deverão fazer exportações de produtos anuais na ordem dos 30 milhões de euros.
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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nelson38899

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« Responder #23 em: Maio 15, 2008, 02:55:31 pm »
Sinceramente não percebo, os benefícios do petróleo do chavez. A GALP têm tantas parcerias nos poços em Angola e no Brasil e não vejo o preço da galp a baixar e já agora não me venham com tangas do imposto, pois sempre ouve esta carga de impostos e eu já cheguei a meter gasosa a menos de um euro.
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #24 em: Maio 15, 2008, 03:48:07 pm »
Quem vai ganhar com isto será os grandes accionistas da Galp, nós....vamos pagar e calar! :x
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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legionario

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« Responder #25 em: Junho 21, 2008, 10:54:56 am »
O amigo Chavez esta todo abespinhado com os europeus por causa da nova lei da emigraçao . Se ele retaliar (como diz..), muitas centenas de milhar de europeus (portugueses ) é que vao sofrer na pele ...

Acho sensato começar a fazer o tal navio polivalente :)
IN HOC SIGNO VINCES
DEUS VULT
 

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André

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« Responder #26 em: Julho 14, 2008, 09:13:25 pm »
Portugal receberá primeiro envio de petróleo da Venezuela em Agosto

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A Venezuela efectuará a partir do início de Agosto o primeiro envio de petróleo para Portugal, no âmbito dos acordos assinados em Maio último entre Caracas e Lisboa, anunciou hoje o vice-presidente da República Bolivariana da Venezuela, Ramón Carrizales.

"Os acordos estão a decorrer muito bem. Já temos, inclusive, informação de que o primeiro envio de petróleo para sustentar os acordos vai realizar-se nos primeiros dias de Agosto", disse.

Ramón Carrizales falava à agência Lusa à margem de uma reunião de trabalho com o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, de Portugal, Mário Lino, que teve lugar em "La Viñeta", a residência oficial do vice-presidente da Venezuela.

Por outro lado, Carrizales precisou que "os recursos (fundos económicos) são depositados numa conta com que vamos financiando todos os projectos que estão em marcha".

Segundo aquele responsável, os acordos entre Portugal e a Venezuela "superam os trezentos milhões de dólares" americanos e incluem "o projecto de construção de uma grande barragem, de expansão de um porto (marítimo), aquisição de alimentos, cooperação em matéria de energia e aquisição de medicamentos".

"O ministro (Mário Lino) trouxe também um projecto de telecomunicações que está a ser analisado", disse.

Em declarações à Agência Lusa, Mário Lino disse na reunião de trabalho entre ambos os responsáveis participaram alguns ministros venezuelanos, principalmente da área da saúde, habitação, ambiente e energia.

"Passámos revista a todos os dossiers que fizeram parte da agenda da visita oficial do primeiro-ministro português à Venezuela, em Maio passado, e fizemos o ponto da situação da evolução de cada um dos processos".

"Vi com muita satisfação que há um grande desenvolvimento de todos os dossiers, as coisas têm estado a correr bem, as relações quer ao nível dos ministérios quer ao nível das empresas têm-se vindo a processar, e aproveitamos este ponto da situação precisamente para detectar se havia eventualmente alguma questão que estivesse pendente ou que precisasse de alguma intervenção governamental", disse.

Segundo Mário Lino sobre a mesa estiveram as encomendas venezuelanas de bens alimentares, de produtos farmacêuticos e também projectos na área de infra-estruturas como "ampliação do Porto de La Guaira, o de uma barragem de 'duas bocas', o fornecimento de casas sociais e infra-estruturas para câmaras frigoríficas de peixe"

"Todos (os projectos) estão a andar e há projectos já sob a forma de contratos que vão ser assinados muito brevemente", vincou.

Segundo Mário Lino alguns dos acordos "estão a ser ultimados, porque nós viemos cá em Maio com o primeiro ministro José Sócrates e de Maio para cá algumas empresas tiveram que apresentar propostas que estão a ser analisadas e discutidas", concluiu.

Lusa

 

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André

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« Responder #27 em: Julho 16, 2008, 09:43:14 pm »
Lisboa e Caracas vão cooperar na área das telecomunicações

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Portugal e a Venezuela vão criar, em breve, um grupo de trabalho para desenvolver novos acordos na área das telecomunicações, revelou hoje, Mário Lino, ministro português das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Mário Lino falava à Agência Lusa no Palácio Presidencial de Miraflores, onde se encontrou com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez Frías.

No encontro, foram passados em revista os diferentes acordos assinados entre Lisboa e Caracas, em Maio, durante a visita do primeiro-ministro português, José Sócrates.

"Atingimos todos os objectivos da viagem. Vim passar em revista, saber o ponto da situação de todos os processos que decorreram dos acordos e isso foi feito directamente com todos os ministros sob a coordenação do vice-presidente", disse hoje Mário Lino.

Por outro lado, sublinhou, "todos os processos estão em bom andamento" e foram acordados objectivos para o seu prosseguimento e datas concretas de concretização.

"Assinámos uma nova carta de intenções (com o Ministério de Infra-Estruturas da Venezuela) na área do transporte aéreo e acordámos desenvolver a cooperação numa nova área, a das telecomunicações, para a qual vamos criar um grupo de trabalho conjunto", enfatizou o ministro.

Mário Lino adiantou que expôs à parte venezuelana "o que Portugal tem vindo a fazer no domínio da massificação de utilização de computadores e da utilização da Internet em banda larga, designadamente "e-escola", o que motivou um grande interesse por parte da Venezuela".

O ministro português salientou "o ambiente de amizade calorosa com que se desenrolaram todos os contactos e o elevado espírito de cooperação" entre as duas partes.

Lusa


Chávez e Lino discutem construção de habitação social e barragem

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A construção em breve de habitação social e de uma barragem na Venezuela foram alguns dos assuntos abordados hoje entre o presidente Hugo Chavez e o ministro português das Obras Públicas, Mário Lino, de visita ao país.
No encontro, foram passados em revista os acordos assinados em Maio entre Lisboa e Caracas, quando da visita à Venezuela do primeiro-ministro português, José Sócrates.

A reunião entre Chavez e o ministro português, em visita de quatro dias à Venezuela, decorreu no Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas.

Os acordos abordados hoje pelos dois políticos permitem avançar, em breve, com a construção de habitações sociais e da barragem de Duas Bocas e respectivo túnel de desvio, em Barquisimeto, e com a expansão do Porto de La Guaira.

As duas partes pretendem também materializar projectos na área das pescas, ligados a molhes, arcas frigoríficas e embarcações.

No encontro de hoje foi feito também um balanço da situação em que se econtram os diversos instrumentos assinados nas áreas da energia e petróleo e das negociações entre a PDV Naval (Petróleos da Venezuela) e os Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

Foram ainda abordados aspectos relacionados com o acompanhamento dos acordos assinados na área de alimentação e da saúde, que envolvem várias empresas portuguesas.

Antes da reunião, Mário Lino reuniu-se com o vice-presidente da Venezuela, Ramón Carrizales, que confirmou a inclusão de produtos portugueses - designadamente azeite, bacalhau e equipamento para a panificação - na listagem de mercadorias prioritárias para importação, às quais a Comissão de Administração de Divisas (Cadivi) outorga divisas preferenciais.

Lusa

 

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comanche

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« Responder #28 em: Julho 23, 2008, 09:18:22 pm »
Venezuela: Grupo Lena pode assinar hoje contrato para montar casas pré-fabricadas em Caracas


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Caracas, 23 Jul (Lusa) - A visita, hoje, do Presidente venezuelano a Portugal resultará numa fábrica de módulos para casas pré-fabricadas na Venezuela e no aumento do número de habitações sociais a construir em Caracas pelo Grupo Lena, disseram à Lusa fontes diplomáticas.

"Há um aumento [dos projectos] relativamente ao previsto na Carta de Intenções assinada em Maio, quando o primeiro-ministro de Portugal (José Sócrates) esteve de visita em Caracas, com novas coisas que deverão ser formalizadas nos próximos dias", durante a visita do presidente venezuelano a Portugal, que tem início hoje.

As mesmas fontes indicaram que a novidade consiste na "promoção da instalação de uma fábrica de elementos pré-fabricados, no âmbito de um programa conjunto (Venezuela - Portugal) de transferência tecnológica" e que "no último esboço do acordo se prevê o aumento exponencial do número de casas a ser construídas".

Em Maio, quando a Carta de Intenções foi assinada, estava prevista a construção de 1.000 a 5.000 casas pré-fabricadas, um valor que foi posteriormente revisto em alta, para as 15.000.

No entanto, segundo adiantaram à agência Lusa fontes ligadas ao processo, este valor aumentou "exponencialmente", situando-se agora acima das 30 mil casas pré-fabricadas.

Estes acordos fazem parte de "uma proposta de construção de habitações sociais na área metropolitana de Caracas ou noutras zonas do país", cujo valor global inicial previsto era de até 500 milhões de dólares (aproximadamente 318,4 milhões de euros ao câmbio actual).

A mesma fonte sublinhou ainda que um representante do Grupo Lena esteve esta semana em Caracas onde abordou aspectos técnicos relacionados com o projecto e que algumas das negociações estão a ser acompanhadas pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações de Portugal e pelo Ministério de "Vivienda e Habitat" da Venezuela.

Os ministros da Habitação, do Ambiente, das Infra-Estruturas e das Telecomunicações venezuelanos estiveram esta tarde reunidos, em Lisboa, com o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações português, Mário Lino.

A formalização e contratualização dos acordos deverá coincidir com a visita que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, realizará hoje e quinta-feira a Portugal.

 

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comanche

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« Responder #29 em: Julho 24, 2008, 10:59:54 pm »
Portugal Venezuela: GALP vai aumentar áreas de exploração de petróleo - Chavez


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Lisboa, 24 Jul (Lusa) - O presidente da Venezuela, Hugo Chavez, afirmou, hoje, que a GALP vai aumentar a área de exploração de petróleo no seu país, através de um reforço da cooperação com a petrolífera venezuelana, PDVSA.

Em causa, de acordo com o chefe de Estado venezuelano, estão dois blocos de petróleo, um mais antigo que não precisou, e um segundo no Leste do país, Oritupano, onde substituirá uma petrolífera norte-americana.

As declarações de Chavez foram proferidas após ter estado reunido mais de duas horas com o ex-Presidente da República Mário Soares, na Fundação Mário Soares.

No encontro, além do Chefe de Estado de Cabo Verde, Pedro Pires, estiveram ainda presentes o presidente da GALP, Ferreira de Oliveira, o maior accionista da petrolífera nacional, Américo Amorim, e o ministro dos Petróleos da Venezuela.

"Estamos a preparar os próximos passos da cooperação entre a GALP, que tem o meu amigo Oliveira como presidente, e a PDVSA", declarou o chefe de Estado venezuelano aos jornalistas.

Chavez começou por se referir ao acordo assinado em Maio, durante a visita oficial do primeiro-ministro, José Sócrates, à Venezuela, em que Portugal importará deste país cerca de 30 mil barris de petróleo por dia.

"Dentro de poucos dias sai da Venezuela o primeiro barco cheio de petróleo para Portugal. É um acontecimento histórico, não sei se tão importante como a viagem de Cristóvão Colombo mas pelo menos as matérias-primas já não chegam saqueadas da América do Sul", disse, tendo ao seu lado Mário Soares.

Segundo Chavez, na Fundação Mário Soares, foram analisados "os novos projectos da GALP para a Faixa de Orinoco (zona petrolífera a mais de 500 quilómetros de Caracas), que tem a maior reserva de petróleo do mundo, com petróleo para mais de 200 anos".

"Antes da revolução na Venezuela, esta Faixa de Orinoco estava nas mãos do império Gringo [Estados Unidos] mas agoira foi libertada e está a ser oferecida a Portugal, à América do Sul, à China e a países africanos. Temos 25 empresas internacionais", disse.

O presidente venezuelano adiantou depois que a GALP "acabou agora de certificar um bloco para exploração petrolífera com quase 30 milhões de barris de crude de reserva".

"Agora, em aliança com a PDVSA, a GALP vai dar o segundo passo. A GALP vai incorporar-se no campo de Maduro, já antigo, e também participe na exploração de Oritupano, no Leste da Venezuela, onde estava uma empresa norte-americana, que não gostou e foi-se embora", declarou.

PMF.

Lusa/Fim

 

 

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