Paquistão – A maior ameaça para o ocidente?

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Jorge Pereira

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Paquistão – A maior ameaça para o ocidente?
« em: Setembro 07, 2007, 05:37:37 am »
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Terrorismo:
O risco está no Paquistão, não no Iraque
Por Jim Lobe

Washington, 20/07/2007(IPS) - A última avaliação das agências de inteligência dos Estados Unidos sobre a ameaça da rede terrorista Al Qaeda renova as dúvidas sobre a invasão do Iraque em 2003. Além disso, chama a atenção para o dia-a-dia mais conflitivo no Paquistão.

Uma versão não classificada de duas paginas da última Estimativa Nacional de Inteligência (NIE), elaborada em consenso pelas 16 agências do setor para ser entregue ao presidente George W. Bush, foi divulgada na capital norte-americana na terça-feira.

A análise indica que a Al Qaeda se recuperou após sua expulsão do Afeganistão em 2001, ao reconstituir sua organização central e alguns de seus campos de treinamento. Isto cria uma atmosfera de “ameaça intensificada” para os Estados Unidos, segundo a avaliação. De acordo com o estudo, o ressurgir do grupo foi possível, basicamente, devido aos “paraisos seguros” aos quais teve acesso em áreas tribais do oeste paquistanês. Outro motivo é sua associação com a Al Qaeda no Iraque, a qual ajudou a “energizar a comunidade sunita extremista, arrecadar fundos e recrutar e doutrinar” novos membros. Estas conclusões foram imediatamente acolhidas pelos críticos da política de Bush, especialmente os líderes do opositor Partido Democrata no Congresso.

Estes críticos argumentam há muito tempo que a invasão do Iraque não só desviou recursos e atenção do Afeganistão e Paquistão como, também, funcionou como ferramenta extraordinariamente efetiva de recrutamento para a Al Qaeda e outros grupos terroristas. “O Iraque é importante porque se converteu em uma causa célebre. A Al Qaeda nesse país e sua organização central exploram a imagem dos Estados Unidos como potência ocupante de terra muçulmana”, disse um especialista em Oriente Médio e analista aposentado da Agência Central de Inteligência (CIA), Paul Pillar, em uma análise publicada pelo jornal The Washington Post.

A NIE é a primeira avaliação sobre a ameaça potencial da Al Qaeda contra os Estados Unidos desde os ataques de 11 de setembro de 2001 que deixaram três mil mortos em Nova Yorque e Washington. O estudo reavivou um velho debate sobre a afirmação do governo a respeito de o Iraque constituir “a principal frente de batalha na guerra contra o terrorismo”, curiosamente, o próprio Bush baseou esta certeza em um comentário semelhante feito pelo líder dessa organização, Osama bin Laden. Especialistas em contra-terrorismo, particularmente nas agências de inteligência, questionam essa tese.

A última estimativa de inteligência apóia claramente esse cepticismo, ao enfatizar que os grupos da Al Qaeda presentes no Paquistão, junto com sua estendida rede de filiados e membros opeacionais, continuam sendo “a ameaça mais seria” para os Estados Unidos em seu próprio território. O governo Bush pressiona há muito tempo o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, para que ataque bases da organização nas zonas tribais do país, na fronteira com o Afeganistão. O exército do Paquistão o fez, com certo grau de sucesso, entre final de 2001 e 2004, quando capturou ou matou importantes chefes da Al Qaeda, algumas vezes com ajuda da inteligência dos Estados Unidos e de seus mísseis Predator.

Entretanto, depois de uma série de enfrentamentos com milícias da organização islâmica Talibã, que controlou a maior parte do território afegão entre 1996 e 2001, as tropas paquistanesas se retiraram dessas áreas nos últimos 18 meses. Isso foi feito depois de o governo prometer a chefes tribais expulsar rebeldes estrangeiros e prevenir e infiltração de membros do Talibã a partir do Afeganistão. De fato, a retirada do exército deixou a zona sob controle dos talibãs paquistaneses, que não só proporcionaram à Al Qaeda um abrigo seguro para reconstruir sua capacidade operacional mas, também, começaram a exercer agressivamente sua influência sobre territórios vizinhos e o próprio Paquistão.

Na semana passada, o sangrento desenlace do prolongado sitio do exército à Mesquita Vermelha, em Islamabad, capital do Paquistão, deu lugar ao rompimento dos acordos de paz em Waziristao, e a uma série de ataques e atentados suicidas com bombas. Musharraf, incentivado por Washington para enfrentar os combatentes que controlavam a mesquita, respondeu com um novo deslocamento de tropas nas áreas tribais. “Alguma ação militar é necessária e provavelmente deverá ser tomada”, disse o subsecretário de Estado para o Centro e sul da Ásia, Richard Boucher.

Boucher também afirmou que Washington espera conceder quase a totalidade dos US$ 350 milhões pedidos por Musharraf para treinar, equipar e enviar forças paquistanesas para as áreas tribais. Os planos incluem a criação de um corpo de guarda da fronteira, que se somaria aos esforços para reafirmar o controle do governo central. Washington já comprometeu a entrega de US$ 750 milhões, em cinco anos, para promover o desenvolvimento das áreas tribais. A ajuda total, porém, representa menos do que os Estados Unidos gastam em quatro dias com seu esforço militar no Iraque. Boucher acrescentou que a decisão de Musharraf de atacar a mesquita “implicou ultrapassar uma linha. Já não há retorno”.

O presidente do Paquistão enfrenta um acrescente oposição interna por parte dos partidos políticos seculares. O governo Bush de fato tem esperança de que Musharraf e os militares levem a luta às áreas tribais para, dessa forma, causar o maior dano possível à estrutura da Al Qaeda. “Veremos o desbaratamento de grupos extremistas ligados à Al Qaeda e também outros de caráter local, que realizam ataques através da fronteira no Afeganistão”, afirmou na televisão outro ex-agente da CIA, Robert Grenier.

Entretanto, uma ação mais agressiva acarretaria sérios riscos para Musharraf que, segundo se soube, foi forçado a sair das regiões de fronteira por pressão dos comandantes militares. “Estão muito preocupados com a possibilidade de desatar uma guerra civil mais generalizada entre os pasthuns” paquistaneses, disse Anatol Lieven, especialista no sul da Ásia do centro de estudos Fundação Nova América. A etnia pasthun (patana) é majoritária no Afeganistão e na fronteira paquistanesa. Entre seus membros predomina o Islã sunita.

“A maioria dos pasthuns vive no Paquistão, não no Afeganistão, mas estão muito identificados com os que ficam do outro lado da fronteira. E este grupo também é o que mais homens fornece, de maneira desproporcional, ao exército paquistanês”, disse Lieven. Um especialista do Centro Nixon, de Washington, Aléxis Debat, concorda com essa preocupação. “Existe uma grande tensão entre os pashtuns e os punjáis”, de ascendência indo-ariana, afirmou. “Se os patshuns, os punjáis, estão felizes e se os dois grupos começarem a se matar entre si as conseqüências podem ser muito serias”, disse à IPS. “Vejo isso como uma ameaça, inclusive no curto prazo, de que o Paquistão simplesmente se desintegre”, acrescentou.

Outro problema, segundo Debat, é que o exército “carece da capacidade para combater os insurgentes nas áreas tribais. As poucas operações feitas não tiveram sucesso e, simplesmente, jogaram a toalha”. Se o exército do Paquistão é realmente incapaz de iniciar operações ofensivas, ou não deseja fazê-lo, pode aumentar a pressão nos Estados Unidos para que intervenham diretamente, além das operações encobertas de inteligência e sua hoje limitada cooperação com missões especiais. A maioria dos analistas se diz contra esse curso de ação. “Causará distúrbios no Paquistão e no mundo árabe e levará, com toda certeza, a um nível maior de insurgência contra as forças dos Estados Unidos”, alertou Seth Jones, especialista no sul da Ásia do centro de estudos RAND Institute. (IPS/Envolverde) (FIN/2007)
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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André

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« Responder #1 em: Setembro 10, 2007, 02:33:46 pm »
Ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif deportado para a Arábia Saudita

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O ex-primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif, no exílio há oito anos, foi hoje deportado para a Arábia Saudita depois de passar apenas algumas horas no aeroporto internacional de Islamabad.

À sua chegada ao aeroporto de Islamabad, Nawaz Sharif foi detido, por algumas horas, pelas autoridades, por alegada corrupção, o que parecia indicar que seria transferido para uma prisão, mas foi embarcado num voo com destino à Arábia Saudita.

Sharif chegou esta manhã a Islamabad procedente de Londres e durante hora e meia um grupo de comandos e elementos dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras impediram que saísse do avião.

Horas depois, já no aeroporto, o coronel Mohammad Afzal, membro do Gabinete Nacional de Contas, apresentou a Sharif um mandado de captura - por várias acusações de corrupção - e pediu-lhe que a assinasse para o poder colocar sob custódia.

Sharif foi embarcado num helicóptero militar que o iria transportar para um local desconhecido, mas o aparelho deu meia volta e voltou a levá-lo para junto de um avião Airbus A-310, preparado desde este domingo para voar para a Jeddah, Arábia Saudita, segundo o diário paquistanês Dawn.

A Arabia Saudita é o país que acolheu Sharif em Dezembro de 2000, quando este chegou a acordo com o regime para transformar a sua ordem de prisão perpétua em exílio.

Sharif foi condenado por terrorismo, depois de ter sido afastado do poder em 1999 num golpe de Estado liderado pelo então chefe de Estado-Maior - hoje Presidente -, general Pervez Musharraf.

Antes da sua detenção e posterior deportação, Sharif teve tempo para afirmar que tinha regressado para restaurar o Estado de Direito no país, onde disse haver uma «guerra entre a democracia e a ditadura».

Musharraf repetiu diversas vezes que não permitiria o regresso de Sharif, apesar de, a 23 de Agosto, o Supremo Tribunal ter decretado, após um recurso do ex-primeiro- ministro, que qualquer paquistanês tem o direito de viver no país e que o ex-chefe do governo podia voltar.

A Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), partido liderado por Sharif, apresentou hoje um recurso perante o Supremo Tribunal, alegando que a deportação de Sharif constitui uma depreciação do veredicto do tribunal.

Nawaz Sharif foi primeiro-mimistro do Paquistão entre 1990 e 1993 e entre 1997 e 1999.

Lusa / SOL

 

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André

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« Responder #2 em: Setembro 13, 2007, 07:22:18 pm »
15 soldados paquistaneses mortos em atentado suicida

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Pelo menos 15 soldados paquistaneses foram mortos hoje num atentado suicida contra uma instalação militar no noroeste do país, disseram fontes da segurança.

O ataque ocorreu numa cantina em Ghazi Tarbela, uma instalação do Exército situada a cerca de 100 quilómetros a sul da capital do Paquistão, Islamabad.

Segundo dois elementos da segurança que não quiseram ser identificados, o ataque foi perpretado por um bombista suicida que se fazia transportar numa viatura.

O porta-voz do Exército do Paquistão, major-general Waheed Arshad, precisou que 15 soldados foram mortos e 11 ficaram feridos, alguns com gravidade, mas não confirmou a natureza da explosão, adiantando que o caso está a ser investigado.

As fontes da segurança paquistanesa disseram que as vítimas pertenciam ao commando Karar, que tem participado em operações anti-terrorismo contra militantes islâmicos em várias zonas do país.

Um canal televisivo paquistanês noticiou que este commando participou no ataque do Exército à Mesquita Vermelha de Islamabad em Julho, que provocou mais de 100 mortos e suscitou uma série de ataques de represália contra as forças de segurança.

Diário Digital / Lusa

15 soldados mortos!!!! O Paquistão está bonito está :2gunsfiring:

 

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André

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« Responder #3 em: Setembro 18, 2007, 01:56:02 pm »
Musharraf deixará chefia do exército se for reeleito

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O general Pervez Musharraf deixará o posto de comandante das Forças Armadas paquistanesas após as eleições, se for reeleito, anunciou hoje um dos respectivos advogados ao Supremo Tribunal de Justiça, Sharfuddin Pirzada.

«No caso de reeleição para um segundo mandato presidencial, o general Musharraf abandonará as suas funções como comandante das Forças Armadas logo depois das eleições e antes de tomar posse como presidente», afirmou o advogado.

Diário Digital

 

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André

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« Responder #4 em: Setembro 20, 2007, 05:34:29 pm »
Bin Laden declara guerra a Musharraf

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O líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, declara «guerra» ao presidente do Paquistão e pede aos paquistaneses que se revoltem contra Pervez Musharraf, numa nova mensagem áudio divulgada hoje.

A tomada pelas forças de segurança da Mesquita Vermelha de Islamabad, em Julho, «demonstrou a insistência de Musharraf em manter a sua lealdade, submissão e ajuda à América contra os muçulmanos... e torna obrigatória a rebelião armada contra ele e o seu afastamento», diz a voz atribuída a bin Laden.

«Nesse sentido, havendo a capacidade, é obrigatório rebelarem-se contra o governante apóstata (que renega a religião), como é o caso», acrescenta a voz, cuja autenticidade ainda não foi confirmada.

A Mesquita Vermelha, usada como centro de formação nos preceitos do radicalismo islâmico, foi tomada de assalto pelo exército paquistanês ao fim de uma semana de cerco, imposto na sequência de confrontos com radicais.

O «número dois» de bin Laden, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, já tinha apelado aos paquistaneses para que se revoltem contra o presidente, um forte aliado dos Estados Unidos na luta anti-terrorista lançada após os atentados do 11 de Setembro.

Diário Digital / Lusa

 

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comanche

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« Responder #5 em: Setembro 20, 2007, 09:09:14 pm »
A completar a notícia anterior,

Bin Laden promete vingança contra presidente paquistanês

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DUBAI, Emirados Árabes Unidos (Reuters) - O líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, prometeu lançar uma retaliação contra o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, devido à morte de um clérigo rebelde e à invasão de uma mesquita em julho, afirmaram sites norte-americanos na quinta-feira.

"Nós da organização Al Qaeda convocamos Deus como testemunha da promessa de que vamos retaliar pelo sangue de Abdul Rashid Ghazi e dos que estavam ao lado dele contra Musharraf e dos que o ajudaram, e por todo o sangue puro e inocente derramado", afirmou Bin Laden, segundo o site lauramansfield.com.

Ao menos 75 seguidores de Ghazi foram mortos na invasão da Lal Masjid, um complexo no qual havia uma mesquita e uma escola. O grupo mostrava-se simpático ao Taliban, organização derrubada do poder no Afeganistão durante uma invasão liderada pelos EUA.

"Então Pervez, seus ministros, seus soldados e aqueles que o ajudam são todos cúmplices no derramamento do sangue dos muçulmanos que foram mortos", disse Bin Laden, segundo um outro site dos Estados Unidos, siteinstitute.org.

A autenticidade das mensagens não pôde ser verificada imediatamente, mas um site ligado à Al Qaeda divulgou mais cedo que uma gravação de Bin Laden seria publicada com declarações de guerra contra Musharraf e o Exército paquistanês.

Horas antes, em uma gravação de vídeo, o segundo homem na cadeia de comando da Al Qaeda, Ayman al-Zawahri, convocou os muçulmanos a lutarem contra os norte-americanos e os aliados deles em todo o mundo e elogiou as operações de militantes islâmicos.

Na gravação, feita para celebrar o sexto aniversário dos ataques de 11 de Setembro, Zawahri afirma: "Levante-se sob a bandeira vitoriosa do Profeta, ó nação do Islã, e lute contra a bandeira cruzada de Bush (George W. Bush, presidente dos EUA)."

O vídeo de quinta-feira foi o terceiro com uma figura importante da Al Qaeda a ser divulgado pelo braço midiático do grupo, o As-Sahab, neste mês a fim de lembrar os ataques de 2001 contra Nova York e Washington. Naquelas ações, morreram quase 3.000 pessoas.

Bin Laden apareceu em um vídeo no dia 7 de setembro, afirmando que os EUA, apesar de seu poderio, continuavam vulneráveis e que apenas a conversão dos norte-americanos ao Islã colocaria fim ao conflito.

Em uma gravação de áudio surgida no dia 11 de Setembro, Bin Laden elogiou os que descreveu como os "19 heróis" que realizaram os ataques de 11 de Setembro e louvou um dos participantes, que apresentou na gravação seu testamento.

Bin Laden e Zawahri estariam escondidos em uma área da fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão, um terreno montanhoso e de difícil acesso descrito pelos serviços de inteligência norte-americanos como um reduto para a Al Qaeda e o Taliban, aliado dela.

 

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« Responder #6 em: Setembro 21, 2007, 03:35:12 pm »
Supremo paquistanês adia decisão sobre candidatura de Musharraf

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O Supremo Tribunal do Paquistão agendou hoje para a próxima segunda-feira a próxima audiência do caso que se destina a analisar se o presidente Pervez Musharraf poderá candidatar-se à reeleição nas presidenciais de 6 de Outubro, devido ao acumular das funções de chefe de Estado e do exército.
A sessão de hoje, a quinta desde que o processo começou (segunda-feira), decorreu no meio de protestos de opositores reunidos na sede do Supremo e liderados pela aliança de partidos radicais islamitas Muttahida-Majlis-Amal (MMA).

O tribunal deve decidir se o general pode ou não apresentar-se como candidato nas eleições presidenciais convocadas para 6 de Outubro mantendo ainda o comando das Forças Armadas.

O painel de nove juristas que analisa o caso, aberto na sequência de seis pedidos da oposição, ouviu hoje o representante do Fórum de Advogados - um dos organismos que apresentaram recurso - antes de agendar a próxima audiência para segunda-feira.

Frente ao edifício do Supremo, manifestantes da oposição entoaram slogans contra Musharraf e atearam fogo a uma imagem do general.

O líder do MMA, Qazi Hussain, afirmou num discurso que a população do Paquistão espera um julgamento limpo do Supremo e pediu aos magistrados que não decepcionem o povo nem se deixem levar pela «pressão» do regime de Musharraf.

A decisão do Supremo deve ser tomada, em teoria, antes do final do prazo oficial de apresentação das candidaturas às presidenciais, dia 27, já que afectará directamente uma eventual campanha eleitoral por parte de Musharraf.

Diário Digital
« Última modificação: Setembro 21, 2007, 04:24:48 pm por André »

 

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« Responder #7 em: Setembro 21, 2007, 04:22:49 pm »
Apelo de Bin Laden divide paquistaneses

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A convocação de Bin Laden para uma jihad contra Pervez Musharraf tem dividido as opiniões no Paquistão, onde os mais conservadores dão graças ao líder da al Qaeda e outros consideram que ele nada tem a ver com os assuntos do Governo.

A convocação para Jihad, difundida por Bin Laden numa mensagem radiofónica, teve repercussão entre as alas mais conservadoras da população paquistanesa.

Na mensagem, Bin Laden promete atentar contra «o infiel» presidente do Paquistão, o seu Governo e o Exército.

«É obrigatório que os paquistaneses façam uma guerra santa contra Musharraf, porque ele está a opôr muçulmanos entre si em prol dos Estados Unidos da América», afirmou Iqbal Hussain, lavador de carros numa cidade a noroeste do país.

Abdullah Khan, vendedor em Chaman, afirmou que Musharraf transformou o Paquistão num «escravo da América».«Osama deu o recado certo, porque Musharraf está a apoiar as más intenções americanas em solo paquistanês. Ele está a matar o seu próprio povo em nome da luta contra o terrorismo».

Porém, nem todos partilham desta opinião. O mecânico Abdul Ghani afirma que «o Governo do general Musharraf é um assunto interno do Paquistão. Bin Laden não deveria interferir».

Para outro residente de Chaman, Bin Laden não acredita em democracia. «As políticas do General são contra o Islão e os muçulmanos, mas o Paquistão é um país democrático e só dessa forma é que Musharraf deve ser afastado».

Reuters/SOL

 

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« Responder #8 em: Setembro 24, 2007, 03:36:33 pm »
Confrontos entre polícia e opositores de Musharraf

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A polícia paquistanesa e militantes da principal aliança de partidos islamitas contrários à intenção do presidente, Pervez Musharraf, de voltar a disputar um novo mandato a 6 de Outubro envolveram-se hoje em confrontos em Islamabad.
Os agentes anti-distúrbios tentaram impedir que cerca de 100 manifestantes se aproximassem do edifício do Supremo Tribunal, em pleno centro da capital, enquanto os militantes do Muttahida-Majlis-e-Amal (Frente de Acção Unida, MMA), a principal aliança dos partidos islamitas no Parlamento, lançaram pedras contra a polícia.

A polícia deteve cerca de 20 manifestantes.

O general Musharraf assumiu o poder a 12 de Outubro de 1999 através de um golpe de Estado e é um aliado-chave dos Estados Unidos na «guerra contra o terrorismo».

Desde há dois meses multiplicaram-se os ataques, atentados e confrontos entre o exército e os islamitas - principalmente talibãs e alegados membros da Al aeda - refugiados nas zonas tribais do noroeste do país, ao longo da fronteira com o Afeganistão.

Na semana passada, Osama bin Laden convocou a Jihad (guerra santa) contra Musharraf e o respectivo exército para vingar o sangue derramado pelos «mártires do Islão».

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« Responder #9 em: Outubro 07, 2007, 01:30:33 pm »
26 mortos em combates entre autoridades e rebeldes

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Pelo menos 26 pessoas, incluindo quatro civis, foram mortas hoje em combates entre rebeldes e as forças de segurança paquistanesas nas zonas tribais do noroeste do Paquistão, disse um porta-voz do Exército e residentes locais.

Os confrontos, de que resultaram também 15 feridos, ocorreram no distrito de Waziristão do Norte, onde os Estados Unidos afirmam que a Al Qaeda e os talibãs afegãos reconstituíram as suas forças, apesar de uma presença significativa de tropas paquistanesas.

Um porta-voz do Exército paquistanês, general Waheed Arshad, disse que os confrontos se seguiram a um ataque das forças de segurança contra militantes islamitas perto da localidade de Mir Ali, no Waziristão do Norte.

Nos confrontos, morreram pelo menos 20 rebeldes e dois soldados, precisou.

Residentes locais disseram que quatro civis, três mulheres e um homem, também foram mortos.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #10 em: Outubro 08, 2007, 10:44:44 pm »
Combates entre tropas e militantes islâmicos fazem 80 mortos

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Dois possíveis combatentes da al-Qaeda e 12 camponeses figuram entre os 80 mortos resultantes de combates ferozes no domingo entre tropas e militantes no noroeste do Paquistão, disse hoje um responsável militar.

O porta-voz do Exército paquistanês, major-general Waheed Arshad, disse que cerca de 60 supostos militantes e 20 soldados morreram em dois grandes recontros no domingo na região do Waziristão Norte, um reduto militante na fronteira com o Afeganistão.

Um agente de segurança de Miran Shah, a cidade principal do Waziristão Norte, disse hoje que dois árabes de baixa patente na al-Qaeda e um uzbeque morreram na segunda batalha, na área de Malagam.

O funcionário disse que as autoridades souberam da morte dos árabes através de informadores.

Segundo informou, as forças armadas enviaram helicanhões e caças para alvejarem posições militantes em diversas aldeias na região.

Cerca de uma dúzia de civis, entre os quais mulheres e crianças, perderam também a vida, quando um morteiro desgovernado atingiu uma casa junto de uma instalação do Exército em Mir Ali, disse o funcionário, não ficando clara a autoria do disparo do morteiro.

Diário Digital / Lusa

 

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« Responder #11 em: Outubro 09, 2007, 01:38:54 pm »
Combates junto à fronteira com o Afeganistão fazem 195 mortos

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O Exército paquistanês informou hoje que o balanço dos últimos três dias de violentos combates contra militantes islâmicos junto à fronteira com o Afeganistão é de 195 mortes e 12 a 15 desaparecidos.
Os combates na região do Waziristão Norte saldaram-se pela morte de 150 militantes e 45 militares, refere uma nota do Exército paquistanês.

As forças de segurança rejeitaram um cessar-fogo proposto pelos rebeldes e vão «continuar a acção punitiva até que a paz esteja completamente restaurada», naquela área que é um reduto de grupos talibãs e pró al-Qaeda, informou o Exército.

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« Responder #12 em: Outubro 10, 2007, 07:02:12 pm »
Paquistão aceita 24 horas de «cessar-fogo» para enterro de rebeldes

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Centenas de habitantes do norte do Paquistão atingidos por artilharia e ataques aéreos do exército, num ataque que matou mais de 250 desde sábado, tiveram hoje uma trégua para poderem enterrar as vítimas do conflito.
O confronto, ocorrido na região do Waziristão do Norte, que faz fronteira com o Afeganistão, foi o mais sangrento desde 2001, quando o Paquistão passou a apoiar a chamada «Guerra contra o Terror» liderada pelos EUA.

O porta-voz do exército, major-general Waheed Arshad, confirmou a pausa no combate, mas disse não irá haver cessar-fogo, e que a trégua não deverá voltar a repetir-se.

Arhad confirmou a morte de mais de 200 guerrilheiros e 47 tropas.

O Paquistão já tinha firmado um controverso cessar-fogo com rebeldes no ano passado.

No entanto, os EUA levantaram críticas, argumentando que o acordo criava esconderijos para a rede terrorista Al Qaeda e fortalecia a retaguarda da milícia talibã, que enfrenta as tropas norte-americanas no Afeganistão.

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« Responder #13 em: Outubro 23, 2007, 03:20:51 pm »
2 bombistas suicidas na origem do ataque a Benazir Bhutto

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Dois bombistas suicidas estiveram aparentemente na origem da tentativa de assassínio de Benazir Bhutto e os investigadores estão a analisar a base de dados nacional dos cartões de identidade para os identificar, disse hoje um responsável.

O governador provincial de Sindh, Ishrat Ul-Ebad Khan, disse que condenados em sete anteriores ataques suicidas em Carachi estão a ser interrogados na esperança de que possam fornecer pistas sobre o ataque de quinta-feira, que matou 136 pessoas.

A polícia referiu inicialmente que apenas um bombista suicida tinha participado no ataque, mas Khan disse «ser mais provável» que tenham existido dois, depois de pedaços de uma segunda cabeça decapitada terem sido encontrados no hospital e no local do ataque.

Segundo Khan, o departamento estatal que tutela os cartões de identidade nacionais está ajudar a tentar identificar os bombistas. Uma fotografia já foi divulgada.

Embora ainda não tinham sido efectuadas detenções, Khan disse que a investigação está a avançar.

A porta-voz de Bhutto, por seu turno, reiterou o apelo para a substituição do investigador chefe, depois de ter defendido o pedido pelo Paquistão de ajuda especializada para o inquérito aos Estados Unidos e ao Reino Unido.

«Benazir Bhutto não está satisfeita com a investigação, comentários feitos por alguns elementos do governo culpando (o Partido Popular do Paquistão, de Bhutto) estão a aumentar a sua preocupação», disse a porta-voz Sherry Rahman.

Bhutto escapou ilesa ao ataque, que causou 136 mortos e mais de 400 feridos, durante a manifestação que juntou cerca de 250 mil simpatizantes da antiga primeira-ministra na sua recepção, após oito anos de exílio.

Benazir Bhutto governou o país por duas vezes, de 1988 a 1990, e entre 1993 e 1996. Em 1999 abandonou o Paquistão para fugir a acusações de corrupção.

Por outro lado, um importante dispositivo de segurança deve ser instalado na aldeia de onde é originária a família de Benazir Bhutto, no sul do Paquistão, e onde a antiga primeira-ministra é esperada, informaram hoje responsáveis locais.

«Estamos em estreita comunicação com a polícia e os órgãos de segurança e eles também estão a trabalhar», explicou à agência noticiosa francesa AFP Shafqat Soomro, responsável autárquico da aldeia de Ghari Khudar Baksh, onde foi edificado o mausoléu para o corpo de Zulfiqar Ali Bhutto, pai de Benazir e antigo primeiro-ministro (1971-1977), enforcado em 1979 pelo regime militar do general Zia ul-Haq que o tinha derrubado dois anos antes.

«As forças de segurança encarregar-se-ão da segurança no exterior do mausoléu e no interior é da nossa responsabilidade», adiantou.

A data de chegada de Bhutto é mantida secreta devido aos riscos de um novo atentado.

Diário Digital / Lusa

 

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JoseMFernandes

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« Responder #14 em: Novembro 08, 2007, 08:07:22 pm »
"Os Serviços de Informação americanos receiam que durante a presente crise politica que o Afeganistão atravessa, possam vir a ser 'desviadas' armas nucleares(...)os cenarios possiveis seriam de um ataque a uma base nuclear por parte de uma rede terrorista, de uma facção das poderosas Forças Armadas poder alinhar com grupos terroristas para tomar o poder, embora qualquer destas eventualidades seja considerada pouco provavel por fontes oficiais.Uma outra hipotese mais realista poe em cena o risco de cientistas ou membros da segurança a trabalharem no programa nuclear paquistanes virem a escapar a controlo e aproveitarem a agitaçao para venderem tecnologia, equipamentos e segredos.
(...)"O Paquistão é bastante permeavel e ja deixou escapar informaçoes vitais sobre armamento nuclear" disse o presidente do ISIS(Inst. para a Ciencia e Segurança Internacional).(...)
A maior parte dos peritos pensam que o Paquistão produziu uranio enriquecido suficiente para fabricar cerca de cinquenta 'bombas' nucleares e que estes equipamentos estariam espalhados em meia duzia de lugares diferentes.Além disso o Paquistão dispoe igualmente de uma miriade de locais de produção com 'stocks' de centenas de quilos de materiais nucleares."


m/trad. abrev. de passagens do artigo  transcrito na integra a seguir.Como parece obvio nao serão so os serviços americanos a ficarem preocupados...



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Pakistan's nuclear arsenal a U.S. worry
American intelligence agencies are concerned the weaponry could be diverted amid the nation's political crisis.

By Greg Miller
Los Angeles Times Staff Writer

November 8, 2007

WASHINGTON — Alarmed by the political crisis in Pakistan, U.S. spy agencies have stepped up their scrutiny of the country's nuclear weapons program and directed analysts to reexamine the risk that rising instability could lead to the loss of a nuclear device or material, U.S. intelligence officials said.

The officials emphasized that there was no new intelligence to suggest that Pakistan's tight controls on its nuclear facilities are in any danger of being compromised.

Officials said the effort underway at the CIA and other agencies focuses on identifying scenarios in which further deterioration of the political situation could weaken the Pakistani government's ability to keep track of its weapons, components or even scientists.

"That was one of the things people immediately started asking about" when Pakistani President Pervez Musharraf declared emergency rule in his country Saturday and suspended the constitution, a senior U.S. intelligence official said. "How do we game this out? How might it happen?"

The official spoke on condition of anonymity when discussing internal deliberations.

The scenarios being considered include an attempt by Al Qaeda or another terrorist network to launch an attack on a nuclear site, or a move by a faction of the powerful Pakistani military to gain power by aligning with Islamic militant groups.

Officials said they considered both to be remote possibilities. More realistic scenarios, experts said, involve the risk that rogue scientists or security officials working in Pakistan's nuclear weapons program could seek to take advantage of the turmoil to sell technology, supplies or secrets.

"That is my fundamental worry," said David Albright, president of the Institute for Science and International Security in Washington. "If there is [further] instability, Musharraf is going to have less ability to exercise tight control. Pakistan tends to leak. It has leaked vital nuclear weapons information. It's the nature of the system."

Albright was referring to the illicit network of Abdul Qadeer Khan, the Pakistani nuclear scientist who has been held under house arrest in Islamabad, the Pakistani capital, since Western intelligence agencies unraveled a vast network he operated that sold nuclear secrets and technology to other countries.

Intelligence officials have testified that though Al Qaeda leaders have repeatedly expressed interest in obtaining nuclear capabilities, there is no indication the terrorism network has succeeded. If Al Qaeda were able to obtain enough fissile material, experts said, it would require only a limited amount of expertise to assemble a powerful bomb.

Pakistan is the only nuclear-armed Muslim nation, and it is fiercely protective of information about its capabilities and the locations of its weapons and facilities.

Most experts believe that Pakistan has produced enough highly enriched uranium for about 50 nuclear weapons or warheads, and that the devices are distributed among half a dozen or more locations. Pakistan also operates a constellation of weapons production facilities where hundreds of kilograms of fissile material are stored.

Experts said security around these sites is extremely tight and multilayered. Pakistan does not use the electronic systems that require the input of access codes to arm warheads, but its weapons are stored disassembled, with key components kept in separate, secure vaults.

Musharraf has improved the security system, centralizing control in a single government agency and putting a special branch of the military known as the Strategic Plans Division in charge of operations and security.

The senior officers in that division are vetted to eliminate candidates with sympathies for Islamic militants, officials said. The division is led by Lt. Gen. Khalid Kidwai, an officer with close ties to U.S. military officials.

"If we started to see things deteriorate, there would be an urgent and immediate effort to reach out to him," said Daniel Markey, a former State Department official who focused on U.S. policy in South Asia. Speaking of the Strategic Plans Division, Markey said, "If there's a safe box within Pakistan's army, this is it."

Musharraf's commitment to securing Pakistan's weapons has contributed to anxiety over what might happen if he were to lose power. Such concerns may help account for U.S. reluctance to impose sanctions or even issue more forceful rebukes to Musharraf for his decision to suspend the constitution.

Because the military is widely considered the most professional institution in the country, U.S. officials and experts said they regard the possibility of a failure of military control over the weapons as highly unlikely.

"You'd have to imagine competing forces within the officer corps at the highest levels," Markey said, "and one of those sides deciding they want to align themselves with the more extreme side of the Pakistani political spectrum."

Due to the military's capabilities, most experts also discount the possibility of an attack on a Pakistani nuclear facility by Al Qaeda or other terrorist groups. As a result, the most worrisome scenarios center on insiders in the Pakistani nuclear program, officials and experts said.

In 2001, just weeks before the Sept. 11 attacks, two Pakistani nuclear experts met with Osama bin Laden in Afghanistan to discuss how Al Qaeda should go about building a nuclear device. That meeting, and subsequent efforts by the CIA to track Al Qaeda's pursuit of nuclear weapons, was described by former CIA Director George J. Tenet in a book published last spring.

The experts, Sultan Bashirrudin Mahmood and Chaudhry Abdul Majeed, are believed to be under house arrest in Pakistan, officials said. But intelligence experts worry that the political instability in Pakistan could weaken the country's ability or effort to keep track of scientists and experts who might be inclined to share nuclear secrets out of ideological affinity with extremist groups or simply for profit.

"The control system is only as good as its weakest link," Albright said. "With tight controls and a strong leader you are OK. But if it becomes less stable, you could have fewer constraints and someone may grab an opportunity to steal something and sell it."

greg.miller@latimes.com