Paquistão – A maior ameaça para o ocidente?

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André

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« Responder #60 em: Junho 22, 2009, 01:44:41 pm »
Al Qaeda diz que usará armas nucleares paquistanesas contra EUA


O grupo terrorista Al Qaeda pretende capturar o armamento nuclear paquistanês e usá-lo contra os Estados Unidos, assegurou o considerado «número três» da organização, Mustafa Abul Jazid, em entrevista publicada na site da estação de televisão da Al Jazeera.
«Se Deus quiser, o armamento nuclear paquistanês não cairá nas mãos dos norte-americanos. Os muçulmanos capturarão essas armas e usá-las-ão contra os norte-americanos», disse o líder terrorista de origem egípcia.

Com a barba tingida de vermelho, um turbante branco na cabeça e rodeado de homens armados no que parece uma zona rochosa e rica em vegetação, Abul Jazid previu a derrota do exército paquistanês na sua actual ofensiva contra os talibãs do Paquistão.

O dirigente terrorista referia-se às operações levadas a cabo pelas Forças Armadas paquistanesas contra os talibãs no vale de Swat e na região tribal do Waziristão do sul.

«O exército paquistanês será derrotado e terá o seu fim no Paquistão», disse Abul Jazid, que foi entrevistado pela Al Jazeera algures na fronteira entre Afeganistão e Paquistão.

No entanto, o líder da Al Qaeda também sugeriu a possibilidade de assinar uma trégua de 10 anos com os EUA em troca de certas condições.

Entre elas estas, citou a retirada de todas as tropas norte-americanas dos Estados islâmicos, que deixe de apoiar Israel.

Além disso, Abul Jazid anunciou que a Al Qaeda tinha nomeado um novo líder da organização para a península Arábica, que identificou como Abu Basir Nasser al-Wahshi.

«Esta nomeação poderia fazer reviver a campanha da Al Qaeda na Arábia Saudita», disse Jazid.

O líder anterior da Al Qaeda na península Arábica, Saleh al-Oufi, foi morto pelas forças de segurança sauditas a 18 de Agosto de 2005.

Lusa

 

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« Responder #63 em: Julho 22, 2009, 05:07:15 pm »
Paquistão pede aos EUA mais tecnologia militar e ajuda aos deslocados




O primeiro-ministro paquistanês, Yousef Raza Guilani, pediu hoje, em Islamabad, ao enviado dos Estados Unidos para o Afeganistão e o Paquistão, Richard Holbrooke, mais tecnologia militar e ajuda para os deslocados pela guerra.

Holbrooke chegou ao Paquistão de manhã e discursou perante organizações não-governamentais e veteranos procedentes do conflituoso vale do Swat, onde o exército paquistanês manteve duros combates contra os talibãs nos últimos meses.

No seu discurso, o enviado descartou que as forças dos EUA vão interferir no Paquistão, com um papel limitado às tarefas de assistência e reabilitação dos deslocados pelo conflito, segundo o canal de televisão Geo.

Nos últimos meses, os EUA utilizaram aviões não tripulados para bombardear alvos talibãs nas áreas tribais paquistanesas perto do Afeganistão, em operações aprovadas em privado, mas criticadas em público pelo Governo paquistanês.

«Guilani disse que os ataques contínuos nas áreas tribais são contraproducentes e impediram seriamente os esforços do Paquistão para acabar com a militância e o terrorismo nessa zona», disse hoje o seu gabinete, num comunicado sobre a sua reunião com Holbrooke.

O primeiro-ministro pediu a Holbrooke que os EUA «partilhem inteligência crível, utilizável e em tempo real» com o seu país, que disponibilizem tecnologia de aviões não tripulados e forneçam imediatamente equipamento e munição às tropas paquistanesas.

Além disso, segundo a nota, Guilani estimulou os EUA a continuarem de forma significativa com a ajuda de reabilitação e reconstrução para os deslocados pela guerra no norte e noroeste do país, um total de quase dois milhões de pessoas.

De acordo com a nota, Holbrooke reafirmou o apoio do seu país nessa matéria e prometeu 165 milhões de dólares, em breve, para o Paquistão, acrescentando que os EUA forneceram cerca de 50% da ajuda aos deslocados.

Guilani está à espera de que os EUA aprovem duas leis - uma de ajudas económicas e outra de acesso de produtos paquistaneses ao mercado norte-americano - e obteve promessas de progresso de Holbrook para Setembro deste ano.

A reunião de Guilani com o enviado norte-americano, que chegou hoje ao Paquistão, também teve a presença do ministro de Defesa do país, Chaudhry Ahmed Mukhtar, e da embaixadora dos EUA no Paquistão, Anne W. Patterson, entre outros.

Além disso, Holbrooke também se reuniu com o chefe das tropas paquistanesas, Ashfaq Kiyani, com quem discutiu «assuntos de interesse mútuo», segundo um comunicado divulgado hoje pelo exército.

De acordo com o canal Geo, Kiyani assegurou a Holbrooke que o processo de regresso dos deslocados pelo conflito às suas casas, iniciado na semana passada, superou as expectativas.

Lusa

 

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Re: Paquistão – A maior ameaça para o ocidente?
« Responder #64 em: Novembro 29, 2009, 06:29:44 pm »
Brown pede que Paquistão aumente pressão sobre a Al Qaeda




O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, desafiou hoje o Governo paquistanês a aumentar a sua pressão bélica sobre a Al Qaeda e deter de uma vez os seus líderes Osama bin Laden e Ayman Zawahiri, que se acredita que estejam escondidos no norte desse país.

Em entrevistas à BBC e Sky News, o líder trabalhista não se esforçou em esconder a sua frustração pelo facto de que, oito anos depois dos ataques terroristas de 11 de Setembro contra os EUA, o Paquistão não tenha localizado os principais responsáveis.

Brown fez uma chamada às Forças Armadas paquistanesas e líderes políticos para que combatam a Al Qaeda directamente nas áreas tribais do Waziristão do Sul, perto da fronteira afegã, e acabe com a rede terrorista em vez de se limitar a isolá-la.

O Governo paquistanês destacou 30 mil militares no Waziristão do Sul para lutar contra os talibãs, mas Brown deixou bem claro, nas suas declarações à BBC, que o Paquistão deve tentar encontrar também a Al Qaeda.

Diário Digital
 

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Lusitano89

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Re: Paquistão – A maior ameaça para o ocidente?
« Responder #65 em: Janeiro 03, 2011, 12:43:35 pm »
Atentado contra franceses em 2002 foi vingança dos serviços secretos paquistaneses


A decisão da França em vender submarinos à Índia esteve na origem de um atentado perpetrado pelos serviços secretos do Paquistão contra funcionários do Estado francês, em 2002, que se pensava terem sido mortos por radicais islâmicos.

O atentado contra onze funcionários da Direcção de Construções Navais (DCN) do Estado francês, em 2002, em Karachi, foi planeado por membros dos serviços secretos paquistaneses, em represália por Paris ter decidido vender em segredo à Índia o mesmo tipo de submarinos que tinha negociado com Islamabad.

Esta pista foi revelada por "fontes exclusivas" do Libération, incluindo um oficial paquistanês que continua em funções e que em 2002 colaborava com o DCN, em representação do Paquistão. Alain Juillet, ex-dirigente da Direcção Geral de Segurança Exterior do Estado francês, defende que a hipótese de intervenção por parte dos serviço secretos paquistaneses deve ser tida em conta.

De acordo com o Le Monde, um antigo negociador do contrato assinado com o Paquistão confirmou a um juiz antiterrorista de França que havia um acordo prévio para Paris não vender ao eterno inimigo paquistanês, a Índia, material militar equivalente.

DN
 

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Re: Paquistão – A maior ameaça para o ocidente?
« Responder #66 em: Outubro 21, 2011, 12:26:24 pm »
Clinton aumenta pressão sobre o Paquistão e ameaça com acção unilateral


A Administração norte-americana intensificou hoje a pressão sobre o Paquistão para que combata mais intensamente os radicais islâmicos que têm desestabilizado o Afeganistão. As palavras de Hillary Clinton são duras: os extremistas têm operado no Paquistão e a partir do Paquistão há demasiado tempo.

É a segunda vez em dois dias que a Secretária de Estado norte-americana insta Islamabad a esforçar-se mais no combate ao grupo Haqqani, radicado na turbulenta região tribal do Paquistão, acusado de desenvolver ataques no Paquistão e no Afeganistão.

Hillary Clinton liderou uma comitiva de peso que incluía David Petraeus, agora director da CIA, e o general Martin Dempsey, que ontem se reuniu com oficiais paquistaneses e que já hoje reuniu com o Presidente e o ministro dos Negócios Estrangeiros do país.

«Devemos concordar que há muito que os extremistas têm conseguido operar aqui no Paquistão e a partir de terreno do Paquistão. Ninguém que tenha como alvo civis inocentes – sejam paquistaneses, afegãos, americanos ou quem quer que seja – deve ser tolerado ou protegido», disse Clinton.
A norte-americana acredita que Islamabad «tem um papel determinante no apoio à reconciliação no Afeganistão e ao fim do conflito» e alerta que se o Paquistão continuar a fechar os olhos àquele grupo ligado à Al-Qaeda, os Estados Unidos poderão agir unilateralmente.

Os Estados Unidos já tinham acusado a ISI, agência de espiões militares paquistaneses, de apoiarem o Haqqani, alegação que Islamabad desmentiu, mas já ontem Clinton tinha dito na capital do Afeganistão que os que permitirem a manutenção de bastiões terroristas pagarão «um preço muito elevado».

Clinton admite que combater terroristas «a partir do outro lado da fronteira não vai funcionar» e dá um exemplo da relevância que tem o Paquistão combater os terroristas aí sedeados: «Não se pode manter serpentes no jardim e esperar que elas ataquem apenas os vizinhos».

SOL
 

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Lusitano89

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Re: Paquistão – A maior ameaça para o ocidente?
« Responder #67 em: Novembro 07, 2011, 07:45:22 pm »
Paquistão treina 8 mil militares para proteger arsenal nuclear


O exército paquistanês anunciou que está treinar 8 mil efectivos para a missão específica de proteger o arsenal nuclear do país, noticiou hoje a agência Associated Press. O anúncio, feito no domingo, está a ser interpretado por observadores ocidentais citados por agências internacionais como uma resposta a receios dos Estados Unidos sobre a vulnerabilidade das armas nucleares paquistanesas a islamistas radicais.

As revistas norte-americanas Atlantic e National Journal publicaram na sexta-feira uma investigação conjunta em que afirmam que o Paquistão mudou a localização das suas armas nucleares para escapar ao escrutínio dos serviços de informações dos Estados Unidos.

As duas revistas adiantam que o general na reserva Khalid Kidwai, que chefia a divisão de Planeamento Estratégico das forças armadas do Paquistão, responsável pela segurança do armamento nuclear, ordenou a dispersão por vários locais do país de componentes e materiais sensíveis, que não foram transportados em veículos blindados em caravanas seguras, mas em camiões vulgares através das estradas congestionadas do país.

A Atlantic e a National Journal referem ainda que o comando das operações especiais das forças armadas dos Estados Unidos, o "Joint Special Operations Command" (JSOC), há vários anos que treina equipas para uma eventual operação contra instalações do arsenal nuclear paquistanês no caso de o governo central do Paquistão perder o controlo da situação no país.

O Paquistão já desmentiu as informações publicadas pelas revistas.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Paquistão – A maior ameaça para o ocidente?
« Responder #68 em: Março 27, 2012, 02:53:25 pm »
Obama admite tensões na relação com o Paquistão


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu hoje a existência de tensões na relação com o Paquistão, numa reunião com o primeiro-ministro paquistanês, Yousef Raza Gillani, após o encerramento da 2ª Cimeira de Segurança Nuclear em Seul.
 
«Houve momentos nos últimos meses em que as relações atravessaram períodos de tensão», declarou o presidente norte-americano no início da reunião, a primeira entre os dois desde a morte do líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, em maio do ano passado em território paquistanês.

Aquela morte, realizada por comandos norte-americanos na localidade paquistanesa de Abbottabad, fez com que as relações sofressem uma forte deterioração que ainda não conseguiu ser superada.

Desde então, o convívio sofreu novos revezes, como a morte de 24 soldados paquistaneses num ataque norte-americano em novembro. Precisamente, a reunião ocorre depois de o Pentágono anunciar que não levará a julgamento nenhum dos militares responsáveis pelo ataque.

De acordo com Obama, «é importante a existência de um diálogo franco para solucionar estes assuntos".

O Parlamento paquistanês está a rever a natureza da relação bilateral e em consequência disso, Obama espera «conseguir uma posição equilibrada que respeite a soberania paquistanesa, mas também que respeite as preocupações americanas em torno da própria segurança nacional» e a necessidade de combater o terrorismo.

Lusa