Projecto Embraer KC-390

  • 1239 Respostas
  • 258310 Visualizações
*

Marauder

  • Investigador
  • *****
  • 2094
  • +1/-0
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #105 em: Setembro 13, 2010, 04:53:28 pm »
Mais uma noticia sobre o assunto:

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=443151

A confirmar, até ao final do ano haverá algum acordo..sim ou nao..mas vinha bem a calhar com o investimento da Embraer no alentejo, e criar sinergias com as OGMA..
 

*

Cláudio C.

  • Membro
  • *
  • 256
  • Recebeu: 14 vez(es)
  • Enviou: 25 vez(es)
  • +5/-0
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #106 em: Setembro 13, 2010, 09:32:19 pm »
Citação de: "Luso-Efe"
A EADS não nós dá nada, nem quis nada conosco, por isso não temos que estar a sustentar os negócios dos Franceses, alemães, espanhóis e italianos.

E porque diabo temos de sustentar os negocios norte-americanos? Para ja nao falar das restriçoes que aplicam a venda do seu material militar...

Cumprimentos
E Pluribus Unum
 

*

Luso-Efe

  • 467
  • +0/-0
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #107 em: Setembro 13, 2010, 09:48:42 pm »
Citação de: "Cláudio C."
Citação de: "Luso-Efe"
A EADS não nós dá nada, nem quis nada conosco, por isso não temos que estar a sustentar os negócios dos Franceses, alemães, espanhóis e italianos.

E porque diabo temos de sustentar os negocios norte-americanos? Para ja nao falar das restriçoes que aplicam a venda do seu material militar...

Cumprimentos

Prefiro esses aos outros, com excepção dos ingleses, se fosse material exclusivo da BAE ai já não me chateo, mas a inglaterra é um pais aliado, ao contrário dos outros, com excepção da itália, todos eles são nossos inimigos históricos.

Para além disso, o material americano dá-nos vantagem tecnológica em relação ao da EADS, e o material americano é de enorme avanço comparado com o da EADS, e aprova disso é que a própria Inglaterra e Itália se preparam para mandar o eurofighter às couves, e vão buscar o F-35 aos EUA.

Para alem disso, como não estamos metidos no projecto da EADS temo que se Portugal adquiri-se por exemplos caças da EADS, Eurofighter's, eles não viessem tão avançados tecnologicamente como os que vão para os países que estão no projecto, percebe?

No A-400 não se pôe esse cenário porque aquilo não tem sistemas de armas, mas mesmo assim prefito alinhar com os brasileiros, é neles que temos que encostar e afastar deste colete de forças que é a UE comandada por franceses, alemães, e espanhóis, todos eles nosso inimigos históricos.


Os ingleses não, mas não tenho duvidas que os espanhóis, os alemães e os franceses eram capazes de nos enviar máquinas inferiosres ás que eles dispoem.

A história mostra que não devemos confiar nestes tipos.

Cumprimentos.
Chamar aos Portugueses ibéricos é 1 insulto enorme, é o mesmo que nos chamar Espanhóis.

A diferença entre as 2 designações, é que a 1ª é a design. Grega, a 2ª é a design. Romana da península.

Mas tanto 1 como outra são sinónimo do domínio da língua, economia e cultura castelhana.

Viva Portugal
 

*

papatango

  • Investigador
  • *****
  • 5510
  • Recebeu: 9 vez(es)
  • +18/-0
    • http://www.areamilitar.net
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #108 em: Setembro 13, 2010, 09:54:26 pm »
Citar
E porque diabo temos de sustentar os negocios norte-americanos? Para ja nao falar das restriçoes que aplicam a venda do seu material militar...
Claudio C. -> Portugal é um membro fundador da NATO, nós não temos praticamente nenhuma restrição para aquisição de material militar norte-americano. As restrições que nos seriam aplicadas, são as mesmas que os americanos aplicam aos seus aliados mais próximos que são apenas para os topo de gama, estilo F-35 e F-22.

De resto, nós podemos comprar o que quisermos comprar que os americanos vendem...
Haja dinheiro.

Nós temos material americano, porque os americanos nos deram, repito para quem não tiver percebido «PORQUE OS AMERICANOS NOS DERAM».
Os americanos participaram no pagamento das fragatas MEKO (contrariados), os aviões F-16 e F-16MLU são resultado de acordos com os americanos, praticamente todos os tanques portugueses até aos presentes Leopard-2 foram-nos oferecidos ao preço da «uva mijona» pelos americanos, praticamente todos os caças a jacto da FAP foram de uma maneira ou de outra resultado da boa vontade dos americanos.

Não podemos passar por cima dessa realidade.

Um dos problemas que temos sentido nas últimas décadas, é o do peso efectivo dos custos reais de equipamentos militares.
Isso começou quando no inicio dos anos 90, após a entrada na União Europeia, com o aumento do nível de vida e do rendimento per capita, os americanos deixaram de considerar Portugal como um país pobre.

A somar a isso, os portugueses passaram a considerar que como as forças armadas eram cada vez menores, o país deveria ter menos armas, mas melhores armas. Isso viu-se pela primeira vez no caso das fragatas MEKO-200. Os americanos não achavam adequado que Portugal adquirisse navios novos e propuseram a oferta, em contrapartida de três contratorpedeiros da classe Charles F. Adams:


Há no entanto uma verdade que tem que ser dita:

Nós nunca sustentámos  os norte-americanos.
Fomos SEMPRE sustentados por eles ! ! !
 

*

Get_It

  • Investigador
  • *****
  • 1747
  • Recebeu: 211 vez(es)
  • Enviou: 438 vez(es)
  • +9/-1
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #109 em: Setembro 14, 2010, 12:15:12 am »
Olá a todos,

Luso-Efe, devo dizer que achei bastante interessantes algumas intervenções que tem vindo a fazer no fórum, mas neste tópico e sobre este assunto os seus posts têm me deixado com a seguinte reacção: WTF?
Acho que devia-se tentar informar mais um bocado sobre este assunto da aviação militar.

Citação de: "Luso-Efe"
Para além disso, o material americano dá-nos vantagem tecnológica em relação ao da EADS, e o material americano é de enorme avanço comparado com o da EADS, e aprova disso é que a própria Inglaterra e Itália se preparam para mandar o eurofighter às couves, e vão buscar o F-35 aos EUA.
Oi? Os países que fazem parte do consórcio Eurofighter têm vindo a diminuir as encomendas por motivos económicos e não por o Eurofighter ser inferior a outro caça. O Eurofighter Typhoon e F-35 são aviões que para o que esses países querem fazer com eles são completamente diferentes!
O grande motivo para os italianos não mexerem no negócio do F-35 é porque conseguiram não só garantir o fabrico dos caças como também tornarem-se num centro de manutenção para a região.

Até os britânicos estão actualmente a ponderar outra solução face ao F-35, seja adquirir outra versão mais barata (F-35C) ou adquirir F-18.

Citação de: "Luso-Efe"
Para alem disso, como não estamos metidos no projecto da EADS temo que se Portugal adquiri-se por exemplos caças da EADS, Eurofighter's, eles não viessem tão avançados tecnologicamente como os que vão para os países que estão no projecto, percebe?
Engraçado que é totalmente ao contrário em maior parte dos casos! Todas estas décadas quem tem vindo a vender equipamento menos avançando tecnologicamente ou com limitações têm sido os norte-americanos!
Vede o caso dos australianos que tiveram de hackear os seus F-18 pois os EUA não lhes arranjavam os códigos para serem eles a manter e actualizar o sistema radar dos caças.

Sem falar que a Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha têm acesso total ao código-fonte do Typhoon. Entretanto, já houve nos últimos anos grande discussão entre os norte-americanos e os britânicos pois estes últimos não teriam direito ao acesso ao código-fonte do F-35. Sem falar que os norte-americanos chegaram a demonstrar que teriam uma versão para exportação menos stealth.

Citação de: "Luso-Efe"
No A-400 não se pôe esse cenário porque aquilo não tem sistemas de armas, mas mesmo assim prefito alinhar com os brasileiros, é neles que temos que encostar e afastar deste colete de forças que é a UE comandada por franceses, alemães, e espanhóis, todos eles nosso inimigos históricos.

Os ingleses não, mas não tenho duvidas que os espanhóis, os alemães e os franceses eram capazes de nos enviar máquinas inferiosres ás que eles dispoem.
Desculpe lá mas está a ser demasiado paranóico. O único motivo que eles teriam para nos enviar máquinas inferiores às deles é se nós nos lembrar-mos de adquirir versões inferiores às deles. Aliás, se nós quiséssemos adquirir Eurofighter Typhoons amanhã provavelmente eles até nos vendiam alguns dos caças dos seus lotes para permitir reduzir ainda mais as encomendas deles por causa dos cortes nos orçamentos.

E já agora em relação a essa ideia de indústria europeia vs norte-americana vs brasileira digam-me lá qual dessas três é que tem vindo nos últimos anos a dar mais trabalho a empresas portuguesas. Isto tirando às empresas nacionais que se dedicam 100% à aeronáutica e que não sejam do grupo da Critical Software. Por causa do outsourcing maluco que se faz, em que se chegam a subcontratar pelo meio cinco a dez empresas (algumas delas quase fantasmas que têm menos de 20 engenheiros ou programadores) até chegar ao produto ou serviço final, vão ver que há mais software ou até sistemas electrónicos de origem portuguesa nos produtos europeus do que pensam.

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

*

Lightning

  • Moderador Global
  • *****
  • 7864
  • Recebeu: 788 vez(es)
  • Enviou: 908 vez(es)
  • +113/-40
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #110 em: Setembro 14, 2010, 12:33:22 am »
Citação de: "papatango"
Claudio C. -> Portugal é um membro fundador da NATO, nós não temos praticamente nenhuma restrição para aquisição de material militar norte-americano. As restrições que nos seriam aplicadas, são as mesmas que os americanos aplicam aos seus aliados mais próximos que são apenas para os topo de gama, estilo F-35 e F-22.

Exepto o F-22 que ao que parece os americanos não vendem a ninguém, tudo o resto é possivel de ser comprado, haja é euros no bolso para isso. As restrições que os Americanos impóe costumam ser na utilização e numa possivel pós-venda, isto é, não há cá aventuras militares fora de portas com armamento americano sem que eles digam o "sim senhor" e também só podemos vender esses equipamentos aos paises que os americanos deixarem que se venda, axam que por exemplo poderiamos vender algum dos nossos F-16 à Venezuela :lol: ?
 

*

Luso-Efe

  • 467
  • +0/-0
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #111 em: Setembro 14, 2010, 12:54:53 am »
Caro Get It, também já li aguns post's seus, e numa coisa estamos de acordo, Raptor's longe dos açores.

Em relação a este tema propriamente dito, admito que você esteja melhor informado do que eu, mas eu continuo com a minha ideia, acho muito estranho que os paises que estão no projecto do Eurofighter cuspam no prato e vão buscar F-35 aos EUA, pelo menos os ingleses assinaram uma declaração de interesse para dquirir cerca de meia centena, e a itália mais de 100.

Sendo assim, se eles que estão metidos neste projecto e literalmente o abandonam e preferem o material americano porque motivo teremos nós que nos ir equipar com material da EADS? :?:

Se os eurofihter's fossem assim o supra-sumos que se pinta, os próprios paises que os desenvolvem não iam buscar F-35 aos EUA.

Stealht, avionica, armamento, superior em tudo.

Depois lá está, você acaba por me dar razão, quando diz que os EUA vendem aos outros paises material tecnologicamente menos avançado do que o deles.

Sendo assim quem me garante que no caso de nos metermos no Eurofighter, não nos irão vender material menos evoluido do que o que eles possuem que os desenvolvem, e não nos podemos esquecer que o nosso vizinho castelhano, está metido no desenvolvimento desta aeronave, e que por isso teria todo o interesse em nos mandar para cá material tecnologicamente inferior, não é pelos ingleses, esses não entrariam por ia, nem mesmo dos alemães se bem quie desses já dá para desconfiar mais um bocado.

Depois penso que por razões estratégicas devemos embarcar numa parceria alargada com o Brasil, e afastar deste colete de forças assente no eiro Berlim-Paris-Madrid a que chamam UE e muito perigoso para Portugal, e a parceria com o Brasil deve ser obviamente também ao nivel militar, por isso vejo com bons olhos a compra por parte de Portugal desta aeronave da Embraer, que vai como deve saber incorporar mão de obra nacional.

No meio disto tudo, não nos podemos esquecer do nosso mais antigo aliado, a Inglaterra, nossa parceira de séculos que tirando uns arrufos pontuais para os quais também contribuimos, esteve sempre do nosso lado quando precisamos, e claro está  manter também a parceria militar com os states, mas sem lhe dar confiança demais, porque senão eles esticam-se, e nada de raptor's nos açores, é que se pousam lá, depois para sairem é complicado, e não tarda nada eles estão dizer que aquilo já é deles por uso e capeão, mas em relação esta temática se tiver tempo de uma olhadela neste tópico.

viewtopic.php?f=10&t=9376&start=45

Por fim, olhe vou-lhe dizer, já tinha ouvido falar da Critical Software, bem como da Y dreams, se bem que a Y dreams não se dedica ao ramo militar, mas vou-lhe dizer aquele site apenas em inglês é a vergonha da Critical Software, então uma firma sedeada em portugal não tem o site em Português, que vergonha, Camões se fosse vivo não gostaria nada disso.

Cumprimentos.
Chamar aos Portugueses ibéricos é 1 insulto enorme, é o mesmo que nos chamar Espanhóis.

A diferença entre as 2 designações, é que a 1ª é a design. Grega, a 2ª é a design. Romana da península.

Mas tanto 1 como outra são sinónimo do domínio da língua, economia e cultura castelhana.

Viva Portugal
 

*

Edu

  • Especialista
  • ****
  • 1166
  • Recebeu: 155 vez(es)
  • Enviou: 12 vez(es)
  • +5/-4
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #112 em: Setembro 14, 2010, 02:23:21 am »
Eu teria mais reservas em dizer que o material dos EUA é muito superior ao material EADS e restante Europeu.

A verdade é que em testes um Eurofighter deu bastantes dores de cabeça ao F-22 e consegui inclusivamente abatê-lo. Tendo em conta que a melhor versão do F-35 será inferior ao F-22 eu não me arrisca a dizer que o F-35 é superior ao F-22. Na minha opinião pessoal (e vale o que vale) o Eurofighter será superior ao F-35, esta opinião é partilhada com pessoas ligadas ao ramo aeronautico (que é também a minha área) e inclusive com pessoas que estiveram em contacto com o Eurofighter.

O proprio Rafale frances foi descrito, por um piloto americo que teve oportunidade de o pilotar, como um exelente caça e com um software de controlo superior ao do F-22. Existem inclusivamente rumores que interinamente na USAF o Rafale tem a classificação de caça de 5ª geração.

Isso de o material dos EUA ser muito superior ao material europeu não é de todo uma opinião muito bem fundamentada.

Relativamente a venderem uma versão degradada do Eurofighter isso não é muito usual na politica de vendas de armamento dos paises europeus. Isso é uma politica de venda mais usual nos EUA.

Cumprimentos :wink:
 

*

P44

  • Investigador
  • *****
  • 8343
  • Recebeu: 566 vez(es)
  • Enviou: 943 vez(es)
  • +335/-267
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #113 em: Setembro 14, 2010, 10:02:13 am »
Citação de: "papatango"

A somar a isso, os portugueses passaram a considerar que como as forças armadas eram cada vez menores, o país deveria ter menos armas, mas melhores armas. Isso viu-se pela primeira vez no caso das fragatas MEKO-200. Os americanos não achavam adequado que Portugal adquirisse navios novos e propuseram a oferta, em contrapartida de três contratorpedeiros da classe Charles F. Adams:



o que sempre ouvi foi que os EUA "ofereceram " as FF classe Garcia (que foram para o Brasil como Destroyers classe Pará) ou as Bronstein (que foram para o México)

FF GARCIA


FF BRONSTEIN




nunca tinha ouvido falar na oferta de Destroyers Charles F Adams... :shock:
« Última modificação: Setembro 15, 2010, 11:00:05 am por P44 »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

*

P44

  • Investigador
  • *****
  • 8343
  • Recebeu: 566 vez(es)
  • Enviou: 943 vez(es)
  • +335/-267
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #114 em: Setembro 14, 2010, 10:05:33 am »
Citar
Brazil and Portugal Formalize Discussions On Partnering In the KC-390 Program
   
   
(Source: Embraer; issued September 10, 2010)
 
 
   
   SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, Brazil --- In a ceremony held, today, in Lisbon, Portugal, Brazil’s Defense Minister, Nelson Jobim, and the National Defense Minister of Portugal, Augusto Santos Silva, signed a Declaration of Intent regarding participation in the development program of the KC-390 military transport jet.

The agreement marks the beginning of negotiations for Portuguese companies to join the project and to participate in the manufacture of the new airplane, as well as the future acquisition of six aircraft for the Portuguese Air Force.

“We have strong historic ties of bilateral cooperation with Portugal, and are very enthusiastic about their future participation in the KC-390 program, which will contribute decisively to strengthening that country’s aeronautics cluster,” said Frederico Fleury Curado, Embraer President & CEO. “There is a lot of work yet to be done. The preliminary studies have been concluded and we are moving ahead to establish the final configuration of the aircraft and the primary suppliers.”

Portugal is the third country to sign an agreement to discuss involvement in an international partnership for the KC-390 in less than a month. In August, the Chilean government made official its interest in participating in the program through Enaer (Empresa Nacional de Aeronáutica), as well as to acquire six aircraft. At the beginning of this month, Colombia also signed a Declaration of Intent for cooperating and a future purchase of 12 airplanes. With the intention manifested, in July, by the Brazilian Air Force (Força Aérea Brasileira – FAB) to acquire 28 aircraft and this decision by Portugal, the prospective future sales of the KC-390 now total 52 airplanes.

Embraer is the world’s largest manufacturer of commercial jets up to 120 seats, and one of Brazil’s leading exporters. Embraer’s headquarters are located in São José dos Campos, São Paulo, and it has offices, industrial operations and customer service facilities in Brazil, China, France, Portugal, Singapore, and the United States. Founded in 1969, the Company designs, develops, manufactures and sells aircraft for the commercial aviation, executive aviation, and defense segments. The Company also provides after sales support and services to customers worldwide.

On June 30, 2010, Embraer had a workforce of 16,781 employees – not counting the employeesof its partly owned subsidiaries – and its firm order backlog totaled US$ 15.2 billion.

-ends-


http://www.defense-aerospace.com
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

*

Cabeça de Martelo

  • Investigador
  • *****
  • 15426
  • Recebeu: 1137 vez(es)
  • Enviou: 1095 vez(es)
  • +186/-173
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #115 em: Setembro 14, 2010, 10:18:43 am »
Só quero relembrar ao caro Efe queos nossos C-295M têm o mesmo radar que os nossos C-130 e como tal até têm uma vantagem sobre os C-295 Espanhóis. Para isso só foi preciso adquiri-los com tal radar, ou seja, foi uma questão de pedir e pagar.

Os nossos F-16 vieram castrados porque o governo não queria pagar muito por eles, no final por causa de cortes orçamentais nos EUA, o governo acabou por ter que pagar todos os aviões, porque os Norte-Americanos não se chegaram à frente.

Prefiro que se compre europeu do que Norte-Americano (e pelos vistos o Brasil também).
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

*

Get_It

  • Investigador
  • *****
  • 1747
  • Recebeu: 211 vez(es)
  • Enviou: 438 vez(es)
  • +9/-1
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #116 em: Setembro 14, 2010, 04:11:15 pm »
Citação de: "Luso-Efe"
Em relação a este tema propriamente dito, admito que você esteja melhor informado do que eu, mas eu continuo com a minha ideia, acho muito estranho que os paises que estão no projecto do Eurofighter cuspam no prato e vão buscar F-35 aos EUA, pelo menos os ingleses assinaram uma declaração de interesse para dquirir cerca de meia centena, e a itália mais de 100.
O senhor ainda não percebeu a minha resposta quanto ao que escreveu acima. Antes de mais nada uma coisa bastante básica na aviação militar que é, ao contrário do que acontecia antigamente, todos os caças modernos são desenhados de forma a serem multi-funções. Isto é principalmente por uma questão de logística (poupa-se dinheiro em manter menos cadeias logísticas, poupa-se dinheiro no treino e na teoria poupa-se dinheiro no desenvolvimento da aeronave). Claro que existem outras vantagens, como também desvantagens.

Continue a ler, por favor.

Citação de: "Luso-Efe"
Sendo assim, se eles que estão metidos neste projecto e literalmente o abandonam e preferem o material americano porque motivo teremos nós que nos ir equipar com material da EADS? :arrow: Com que dinheiro?
O dinheiro é dado pelos norte-americanos através do programa de ajuda militar. É basicamente uma lavagem de dinheiro.
Já os outros países parceiros no programa têm vindo a investir biliões do dinheiro dos seus contribuintes.

:arrow: Vão ter direito a participar na produção de peças para o F-35?
É engraçado mas parece que vão. Fala-se que poderão vir a produzir 800 asas para o F-35.

Pois é, vão comprar caças F-35 com dinheiro dos norte-americanos, vão comprar menos unidades que os outros países, mas mesmo assim vão ter direito a produzir localmente peças para os caças.

Citação de: "Luso-Efe"
Stealht, avionica, armamento, superior em tudo.
Desde quando? Desde que o pessoal de marketing da Lockheed Martin jurou de pés juntos?
Digo-lhe eu que em ar-ar o Typhoon seria muito bem capaz de dar porrada ao F-35. É uma aeronave que pode não parecer mas também tem características stealth (LO) no seu design. E adicionando um bom sistema de guerra electrónica e um bom radar acaba-se completamente com a vantagem do F-35. Estes sistemas estão sempre a evoluir, já o design de um caça demora muito tempo. E depois o que se actualiza mais facilmente? As características físicas de uma aeronave ou o sistema electrónico ou até mesmo o software da aeronave?

Citação de: "Luso-Efe"
Depois lá está, você acaba por me dar razão, quando diz que os EUA vendem aos outros paises material tecnologicamente menos avançado do que o deles.
Sim, concordo consigo nesse aspecto e peço desculpa, pois parecia-me que estava a colocar os Estados Unidos da América acima dos países europeus quanto a fornecerem tecnologia ao mesmo nível que aquela que eles têm.

Citação de: "Luso-Efe"
Sendo assim quem me garante que no caso de nos metermos no Eurofighter, não nos irão vender material menos evoluido do que o que eles possuem que os desenvolvem, e não nos podemos esquecer que o nosso vizinho castelhano, está metido no desenvolvimento desta aeronave, e que por isso teria todo o interesse em nos mandar para cá material tecnologicamente inferior, não é pelos ingleses, esses não entrariam por ia, nem mesmo dos alemães se bem quie desses já dá para desconfiar mais um bocado.
Mas ora aí está. Não são apenas os espanhóis que mandam naquilo. Desde que paguemos pelas coisas recebemos o melhor que há. E logo Portugal que não é nenhuma Rússia ou China.
Cá para mim os espanhóis até ficavam todos felizes se comprássemos caças Typhoon tão sofisticados como os deles. Era mais trabalho para os trabalhadores espanhóis e também ia simplificar as coisas quando Portugal fizesse parte da Espanha. :mrgreen:

Sinceramente...

Citação de: "Luso-Efe"
Depois penso que por razões estratégicas devemos embarcar numa parceria alargada com o Brasil, e afastar deste colete de forças assente no eiro Berlim-Paris-Madrid a que chamam UE e muito perigoso para Portugal, e a parceria com o Brasil deve ser obviamente também ao nivel militar, por isso vejo com bons olhos a compra por parte de Portugal desta aeronave da Embraer, que vai como deve saber incorporar mão de obra nacional.
Portugal não precisa de comprar material brasileiro para poder incorporar mão de obra nacional nos projectos. Precisa é de menos corrupção e de pagar o valor verdadeiro das coisas e parar de andar a gozar com a cara dos outros países.

Agora, razões estratégicas? Geo-política? O que é que o Brasil tem de vantagem para nossa estratégia? Faz parte da NATO ou da União Europeia que é a nossa principal arena nos dias de hoje? De onde têm vindo fundos para ajudar a adquirir material nos últimos anos? Olhe que parece-me que tem vindo da NATO e da UE e não do Brasil. Sem falar nessas duas gigantes, pois eu sei que o senhor tem uma certa alergia a eles, vou então tentar encontrar uma discussão excelente que passou-se aqui no fórum (se não estou em erro) no último mês sobre a Noruega e Portugal. E não tinha nada a ver com desporto...

Depois temos também a participação portuguesa neste tipo de projectos. Não sou engenheiro aeronáutico nem estou ligado a estes projectos do C-390 ou do Eurofighter mas dos outros que conheço posso dizer que tudo o que vejo é europeus e norte-americanos

Citação de: "Luso-Efe"
Por fim, olhe vou-lhe dizer, já tinha ouvido falar da Critical Software, bem como da Y dreams, se bem que a Y dreams não se dedica ao ramo militar, mas vou-lhe dizer aquele site apenas em inglês é a vergonha da Critical Software, então uma firma sedeada em portugal não tem o site em Português, que vergonha, Camões se fosse vivo não gostaria nada disso.
Maior parte dos clientes da Critical Software são estrangeiros e foi à custa dessas empresas estrangeiras que a empresa arrancou. Se o senhor vê isso como uma vergonha permita-me ver isso como sinal que a tecnologia portuguesa é vista como de grande qualidade no estrangeiro que até é necessário ter o website em inglês para lhes facilitar a vida.

Cá para mim se Camões fosse vivo ele também não gostaria nada do novo acordo ortográfico... Mas isso já são discussões à parte.

Temos de facto várias empresas portuguesas ligadas actualmente a tecnologias têm bastante uso na aeronáutica e defesa. Mas no meu post anterior eu estava-me a referir a empresas que normalmente têm nomes bastantes estranhos (daqueles tirados das listas que são dadas para criar empresas na hora) e que até chegam apenas a ter uns doze funcionários. Empresas que são fruto de estudantes universitários que têm cabeça e coragem para andar para a frente com ideias ou que simplesmente alguma gigante nacional como não queria estar a contratar mais pessoal e a ter despesas com eles preferiram subcontratar outra empresa. Depois criam-se algumas jóias que acabam por não ter qualquer tipo de reconhecimento.

E é aqui que entra a parte da participação portuguesa neste tipo de projectos. É que dos que eu conheço só vejo é os europeus e até mesmo norte-americanos a darem trabalho sem ser preciso o governo a lhes comprar coisas ou mostrar uma intenção de cooperação.

Já agora aproveito para deixar aqui um artigo sobre a doutrina por trás do F-35 para os britânicos, italianos e até mesmo espanhóis: «Challenging the STOVL Myth».

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

*

Luso-Efe

  • 467
  • +0/-0
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #117 em: Setembro 14, 2010, 09:16:28 pm »
Caro Get-It.

Já aqui assumi que você porventura será uma pessoa mais habilitada e informada do que eu nesta temática, eu cá tenho as minhas ideias que são partilhadas por muita gente, e se o que eu disse-se fosse assim tão descabido você nem sequer se daria ao trabalho de estar a teclar nada para mim, no sentido de contrapor a minha argumentação.

Não se pode deduzir a superioridade do Eurofighter em relação ao F-35 com base em “joguinhos de computador” e simuladores onde os fabricantes do Eurofighter afiançam que o seu produto é melhor do que o dos EUA.

Isso são tretas.

Os aviões nunca entraram em combate real e efectivo, por isso não se pode deduzir a supeioridade do Eurofighter com base em simuladores!

Depois quem é que tem feito uma campanha negro contra o F-35, não mais que a EADS.

Alguém ve os americanos preocupados em lançara campanhas a denegrir a imagem do Eurofighter, obviamente que não, porque?

Porque não precisam de fazer esse jogo baixo que a EADS anda a fazer com a Lockheed.

Eles não precisam de descer a esse nível, sabem bem a qualidade do produto que tem em mãos, os Alemães e espanhóis essencialmente é que andam muito atarefados em falar mal do produto dos outros, porque mesmo os italianos e os ingleses se estão a borrifar para o eurofighter e vão comprar o F-35, esta é que é a verdade.

Ou seja, temos que analisar os dados em concreto e deixarmo-nos de argumentação com base me simuladores.

E analisando os dados, a primeira coisa que salta á vista é que o F-35 é um caça de 5ª geração e o eurofighter é de 4ª, pois, esta é verdade, que os senhores do Eurofighter muito lhe custa engolir, e hoje só o Pak-Fa é que pode rivalizar com o F-35, de resto é tudo conversa.

Para além disso o F-35 é stealth, ao contraio do eurofighter.

O eurofighter está léguas de distancia do F-35 em sensores e restante aviónica.

Depois essa de que o eurofighter é melhor do que o F-35 em combate ar-ar, é muito discutível, mais ainda é dizer que o F-35 está vocacionado apenas para comabate ar-terra, e compará.lo ao A7-p é no mínimo um abuso, caro get-it.

Este caça é muiro mais que um caça-bombardeiro, é um Multirole combat aircraft, e Stealth, algo que o eurofighter nunca foi nem nunca será, poderá-se discutir a eficacia e o nivel de Stealth, mas é Stealth.

Pode ter mais manobralidade sim, mas de que lhe vale essa manobralidade e o facto de poder ser melhor no dogfight se o F-35 vem equipados com mísseis capazes de abater o oponente depois de volta de 180º.

Por mais que a EADS tente vender o seu peixe, este avião não é nem de longe nem de perto igual ao F-35, ao F-22 pode ser, mas os F-35 nem por sombras.

E Portugal há décadas que mantém um parceria com os EUA em termos de aeronaves caças, e não vai ser agora que a vai rasgar, se os caças que vierma para Portugal vinham “capados” era porque o estado não tinha dinheiro para mais, e não esquecer que muitos deles vieram pelo preço da uva mijona  como diz o “papatango” e bem.

Os americanos podem ter os seus defeitos, e eu já aqui critiquei por várias vezes os yankees, e algumas das suas politicas, bem como essa ideia peregrina de meter os F-22 nos açores, e tal como já aqui disse várias vezes não nos devemos entregar de todo aos americanos, devemos estreitar relações com o Brasil, e manter a aliança inglesa, mas obviamente manter a cooperação militar com os EUA,  obviamente continuar a equipar o pais com caças americanos, pelo menos até ao dia em que os Brasileiros lançarem as suas máquinas, ai já admito dar preferência ao Brasil, agora andar a sustentar a EADS e a encher os bolsos a espanhóis, alemães, ainda por cima para ficarmos com um produto pior, isso nem pensar, prefiro os EUA.

Por fim, quer-me parecer que você gosta pouco do Brasil, olhe eu não muito pelo contrário, e se quer que lhe diga e já que puxou o tema do acordo ortográfico, eu digo-lhe que é de longe preferível falar um português mais açucarado, do que ter que falar castelhano, e você, não me diga que prefere o castelhano, a língua dos trapos? :snipersmile:

E é melhor não esticarmos por aqui muito mais discurso, porque este tópico é sobre o C-390.

Cumprimentos.
« Última modificação: Setembro 14, 2010, 10:50:56 pm por Luso-Efe »
Chamar aos Portugueses ibéricos é 1 insulto enorme, é o mesmo que nos chamar Espanhóis.

A diferença entre as 2 designações, é que a 1ª é a design. Grega, a 2ª é a design. Romana da península.

Mas tanto 1 como outra são sinónimo do domínio da língua, economia e cultura castelhana.

Viva Portugal
 

*

Edu

  • Especialista
  • ****
  • 1166
  • Recebeu: 155 vez(es)
  • Enviou: 12 vez(es)
  • +5/-4
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #118 em: Setembro 14, 2010, 09:32:06 pm »
Caro Get-It permita-me que discorde de si em algumas afirmações suas.

O F-15 é tão caça-bombardeiro como o F-16, aliás, o F-15 é inclusivamente mais caça-bombardeiro que o F-16 já que tem uma versão (F-15E) exclusivamente dedicado a essa função coisa que o F-16 nao tem. Da mesma forma o F-16 é tão interceptor como o F-15 já que a função inicial do F-16 era defesa de ponto e intercepção. A diferença entre F-15 e F-16 e os restantes aviões da mesma filosofia é que uns são caças pesados com maior alcançe e capacidade de armamento, sendo também por isso mais caros e existindo em menor numero, enquanto que os outros são caças ligeiros com menor alcançe e capacidade de armamento, por esta razão são mais baratos e podem então exstir em maior numero.

Existem outras diferenças entre os dois tipos de caças mas estas não são um ser caça-interceptador e outro ser caça-bombardeiro, já que ambos fazem as ambas as coisas.

Cumprimentos  :wink:
 

*

papatango

  • Investigador
  • *****
  • 5510
  • Recebeu: 9 vez(es)
  • +18/-0
    • http://www.areamilitar.net
Re: Projecto Embraer C-390
« Responder #119 em: Setembro 15, 2010, 02:07:37 pm »
- - - begin off topic - - -
 
Relativamente às fragatas eu falo de memória e posso estar equivocado porque posso estar a confundir os passos. Afinal já lá vão 20 anos desde que a questão se levantou.
A ideia que tenho é que inicialmente os EUA propuseram navios menos sofisticados, mas com melhor capacidade anti-submarina que as João Belo. Era o caso de navios como as Bronstein ou Garcia.
A marinha portuguesa no entanto, tinha preferência por navios mais sofisticados e com mísseis anti-navio e anti-aéreos.
A preferência portuguesa era inicialmente pelas fragatas holandesas Kortenaer.

Os americanos achavam que era gastar demasiado dinheiro e terão em vez de navios novos proposto que Portugal recebesse os navios da classe Charles F.Adams.
Naturalmente que eu não sei qual era a viabilidade dessa proposta, mas seriam navios com mísseis. O problema, é que tratava-se de navios grandes, com um deslocamento máximo de quase 5.000 toneladas e com tripulação de 360 homens.
Os Estados Unidos estavam nessa altura a descontinuar muitos desses contra-torpedeiros e a substitui-los pelas Perry.

- - - end off topic - - -
 

 

Impasse no projecto "EUROTRAINING"

Iniciado por paraquedista

Respostas: 10
Visualizações: 3783
Última mensagem Março 17, 2006, 06:29:27 pm
por Spectral